{"id":15760,"date":"2016-02-05T09:00:59","date_gmt":"2016-02-05T12:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=15760"},"modified":"2016-02-05T09:23:03","modified_gmt":"2016-02-05T12:23:03","slug":"economia-circular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/economia-circular\/","title":{"rendered":"Economia circular"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z5bNocDSyfg\" width=\"610\" height=\"403\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>O modelo econ\u00f4mico \u201cextrair, transformar, descartar\u201d da atualidade depende de grandes quantidades de materiais de baixo custo e f\u00e1cil acesso, al\u00e9m de energia. Esse modelo est\u00e1 atingindo seus limites f\u00edsicos. Uma economia circular \u00e9 uma alternativa atraente e vi\u00e1vel que as empresas j\u00e1 come\u00e7aram a explorar.<\/p>\n<p><strong>Conceito<\/strong><\/p>\n<p>Uma economia circular \u00e9, regenerativa e restaurativa por princ\u00edpio. Seu objetivo \u00e9 manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto n\u00edvel de utilidade e valor o tempo todo. O conceito distingue os ciclos t\u00e9cnicos dos biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Conforme concebida por seus criadores, a economia circular consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo cont\u00ednuo que preserva e aprimora o capital natural, otimiza a produ\u00e7\u00e3o de recursos e minimiza riscos sist\u00eamicos administrando estoques finitos e fluxos renov\u00e1veis. Ela funciona de forma eficaz em qualquer escala.<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpios<\/strong><\/p>\n<p>A economia circular oferece diversos mecanismos de cria\u00e7\u00e3o de valor dissociados do consumo de recursos finitos. Em uma economia circular verdadeira, o consumo s\u00f3 ocorre em ciclos biol\u00f3gicos efetivos. Afora isso, o uso substitui o consumo. Os recursos se regeneram no ciclo biol\u00f3gico ou s\u00e3o recuperados e restaurados no ciclo t\u00e9cnico. No ciclo biol\u00f3gico, os processos naturais da vida regeneram materiais, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o humana ou sem ela. No ciclo t\u00e9cnico, desde que haja energia suficiente, a interven\u00e7\u00e3o humana recupera materiais e recria a ordem em um tempo determinado. A manuten\u00e7\u00e3o ou o aumento do capital t\u00eam caracter\u00edsticas diferentes nos dois ciclos.<\/p>\n<p>A economia circular fundamenta-se em tr\u00eas princ\u00edpios, cada um deles voltado para diversos desafios relacionados a recursos e sist\u00eamicos que a economia industrial enfrenta.<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpio 1: Preservar e aumentar o capital natural<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230; controlando estoques finitos e equilibrando os fluxos de recursos renov\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p>Isso come\u00e7a com a desmaterializa\u00e7\u00e3o dos produtos e servi\u00e7os \u2013 com sua entrega virtual, sempre que poss\u00edvel. Quando h\u00e1 necessidade de recursos, o sistema circular seleciona-os com sensatez e, sempre que poss\u00edvel, escolhe tecnologias e processos que utilizam recursos renov\u00e1veis ou apresentam melhor desempenho. Uma economia circular tamb\u00e9m aumenta o capital natural estimulando fluxos de nutrientes no sistema e criando as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a regenera\u00e7\u00e3o (como, por exemplo, a do solo).<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpio 2: Otimizar a produ\u00e7\u00e3o de recursos<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230; fazendo circular produtos, componentes e materiais no mais alto n\u00edvel de utilidade o tempo todo, tanto no ciclo t\u00e9cnico quanto no biol\u00f3gico.<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 sin\u00f4nimo de projetar para a remanufatura, a reforma e a reciclagem, de modo que componentes e materiais continuem circulando e contribuindo para a economia.<\/p>\n<p>Sistemas circulares usam circuitos internos mais estreitos sempre que preservam mais energia e outros tipos de valor, como a m\u00e3o de obra envolvida na produ\u00e7\u00e3o. Esses sistemas tamb\u00e9m mant\u00eam a velocidade dos circuitos dos produtos, prolongando sua vida \u00fatil e intensificando sua reutiliza\u00e7\u00e3o. Por sua vez, o compartilhamento amplia a utiliza\u00e7\u00e3o dos produtos.Sistemas circulares tamb\u00e9m estendem ao m\u00e1ximo o uso de materiais biol\u00f3gicos j\u00e1 usados, extraindo valiosas mat\u00e9rias-primas bioqu\u00edmicas e destinando-as a aplica\u00e7\u00f5es de graus cada vez mais baixos.<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpio 3: Fomentar a efic\u00e1cia do sistema\u2028<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230; revelando as externalidades negativas e excluindo-as dos projetos.<\/strong><\/p>\n<p>Isso inclui a redu\u00e7\u00e3o de danos a produtos e servi\u00e7os de que os seres humanos precisam, como alimentos, mobilidade, habita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e entretenimento, e a gest\u00e3o de externalidades, como uso da terra, ar, \u00e1gua e polui\u00e7\u00e3o sonora, libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p>Embora os princ\u00edpios de uma economia circular atuem como princ\u00edpios para a a\u00e7\u00e3o, as seguintes caracter\u00edsticas fundamentais descrevem a economia circular pura:<\/p>\n<p><strong>Design sem res\u00edduo<\/strong><\/p>\n<p>Res\u00edduos n\u00e3o existem quando os componentes biol\u00f3gicos e t\u00e9cnicos (ou &#8216;materiais&#8217;) de um produto s\u00e3o projetados com a inten\u00e7\u00e3o de permanecerem dentro de um ciclo de materiais biol\u00f3gicos ou t\u00e9cnicos, concebidos para desmontagem e ressignifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os materiais biol\u00f3gicos n\u00e3o s\u00e3o t\u00f3xicos e podem ser, simplesmente, compostados. Materiais t\u00e9cnicos, como pol\u00edmeros, ligas e outros materiais sint\u00e9ticos s\u00e3o projetados para ser usados novamente com o m\u00ednimo de energia e maior reten\u00e7\u00e3o de qualidade (ao passo que a reciclagem, como normalmente entendida, resulta numa redu\u00e7\u00e3o da qualidade e realimenta o processo com mat\u00e9ria prima bruta).<\/p>\n<p><strong>Criar resili\u00eancia atrav\u00e9s da diversidade<\/strong><\/p>\n<p>Modularidade, versatilidade e adaptabilidade s\u00e3o caracter\u00edsticas que precisam ser priorizadas em um mundo de incertezas e em r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o. Sistemas diversos com muitas conex\u00f5es e escalas s\u00e3o mais resistentes a choques externos do que os sistemas constru\u00eddos simplesmente para a efici\u00eancia \u2013 maximizando o rendimento a partir de resultados extremos nas fragilidades.<br \/>\nTransitar para o uso de energia proveniente de fontes renov\u00e1veis<\/p>\n<p>Os sistemas devem operar com energia renov\u00e1vel &#8211; energia renov\u00e1vel, o que \u00e9 permitido pelos reduzidos limiares dos n\u00edveis de energia exigidos por uma economia circular e restaurativa. O sistema de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola se baseia no atual rendimento da energia solar, mas quantidades significativas de combust\u00edveis f\u00f3sseis s\u00e3o utilizadas em fertilizantes, m\u00e1quinas, processamentos e atrav\u00e9s da cadeia de produtiva. Sistemas alimentares e agr\u00edcolas mais integrados reduziriam a necessidade de insumos \u00e0 base de combust\u00edveis f\u00f3sseis e capturariam mais valor energ\u00e9tico dos subprodutos e adubos.<\/p>\n<p><strong>Pensar em &#8216;sistemas&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>A capacidade de compreender como as partes se influenciam mutuamente dentro de um todo, e as rela\u00e7\u00f5es do todo com as partes, \u00e9 essencial. Os elementos s\u00e3o considerados em rela\u00e7\u00e3o ao seu contexto ambiental e social. Embora uma m\u00e1quina tamb\u00e9m seja um sistema, ela est\u00e1 claramente delimitada a ser determinista. O pensamento sist\u00eamico geralmente refere-se \u00e0 maioria esmagadora do sistemas do mundo real: s\u00e3o n\u00e3o-lineares, ricos em feedback (retroalimenta\u00e7\u00e3o), e interdependentes. Em tais sistemas, imprecisas condi\u00e7\u00f5es de partida combinadas com feedback levam a consequ\u00eancias muitas vezes surpreendentes, e a resultados que frequentemente n\u00e3o s\u00e3o proporcionais \u00e0 entrada (feedback &#8216;n\u00e3o amortecido&#8217; ou descontrolado).<\/p>\n<p>Tais sistemas n\u00e3o podem ser geridos no sentido convencional, &#8220;linear&#8221;, exigindo, pelo contr\u00e1rio, mais flexibilidade e frequente adapta\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7as das circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><strong>Pensar em cascatas<\/strong><\/p>\n<p>Para os materiais biol\u00f3gicos, a ess\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o de valor reside na possibilidade de extrair valor adicional de produtos e materiais em cascata atrav\u00e9s de outras aplica\u00e7\u00f5es. Na decomposi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, seja ela natural ou em processos de fermenta\u00e7\u00e3o controlada, o material \u00e9 desintegrado em fases por microorganismos como bact\u00e9rias e fungos que extraem energia e nutrientes dos carboidratos, gorduras e prote\u00ednas encontrados no material. Por exemplo, uma \u00e1rvore indo para o forno renuncia o valor que poderia ser aproveitado atrav\u00e9s das etapas de decomposi\u00e7\u00e3o por meio de usos sucessivos da madeira e produtos madeireiros antes da degrada\u00e7\u00e3o e eventual incinera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Escolas de pensamento<\/strong><\/p>\n<p>O conceito de economia circular tem origens profundamente enraizadas que n\u00e3o podem ser ligadas a uma \u00fanica data ou autor. Suas aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para os sistemas econ\u00f4micos modernos e processos industriais, no entanto, adquiriram uma nova din\u00e2mica desde o fim da d\u00e9cada de 1970, lideradas por um pequeno n\u00famero de acad\u00eamicos, l\u00edderes intelectuais e empresas.<\/p>\n<p>O conceito gen\u00e9rico tem sido aperfei\u00e7oado e desenvolvido pelas seguintes escolas de pensamento:<\/p>\n<p><strong>Design Regenerativo<\/strong><\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, John T. Lyle come\u00e7ou a desenvolver ideias de design regenerativo que poderiam ser aplicados para todos os sistemas, ou seja, para al\u00e9m da agricultura, para o qual o conceito de regenera\u00e7\u00e3o havia sido formulado anteriormente.<\/p>\n<p>Indiscutivelmente, ele estabeleceu as bases do framework de economia circular as quais foram notavelmente desenvolvidas e ganharam notoriedade gra\u00e7as ao Bill McDonough (que havia estudado com Lyle), Michael Braungart e Walter Stahel. Hoje, o Centro Lyle de Estudos Regenerativos oferece cursos sobre o assunto.<\/p>\n<p><strong>Economia de Performance<\/strong><\/p>\n<p>Walter Stahel, arquiteto e economista, em 1976 esbo\u00e7ou em seu relat\u00f3rio de pesquisa para a Comiss\u00e3o Europeia, \u201cO Potencial de Substituir M\u00e3o-de-Obra por Energia\u201d, em coautoria com Genevieve Reday, a vis\u00e3o de uma economia em ciclos (ou economia circular) e seu impacto na cria\u00e7\u00e3o de emprego, competitividade econ\u00f4mica, redu\u00e7\u00e3o de recursos e preven\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcios. Creditado por ter cunhado o termo &#8220;Cradle to Cradle&#8221; (Ber\u00e7o a Ber\u00e7o) no final de 1970, Stahel trabalhou no desenvolvimento de uma abordagem de \u201cciclo fechado\u201d para processos de produ\u00e7\u00e3o e criou o Product Life Institute, em Genebra h\u00e1 mais de 25 anos.<\/p>\n<p>O Product Life Institute busca os principais objetivos: extens\u00e3o da vida do produto, bens de vida longa, atividades de recondicionamento e preven\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcio. Tamb\u00e9m insiste na import\u00e2ncia de vender servi\u00e7os ao inv\u00e9s de produtos, uma ideia referida como \u201ceconomia de servi\u00e7o funcional\u201d agora mais amplamente inclu\u00edda dentro da no\u00e7\u00e3o de \u201ceconomia de performance\u201d. Stahel argumenta que a economia circular deveria ser considerada um framework: como um conceito gen\u00e9rico, a economia circular baseia-se em v\u00e1rias abordagens mais espec\u00edficas que gravitam em torno de um conjunto de princ\u00edpios b\u00e1sicos.<\/p>\n<p><strong>Cradle to Cradle \u2013 Do ber\u00e7o ao ber\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>O qu\u00edmico alem\u00e3o e vision\u00e1rio, Michael Braungart, continuou a desenvolver, em conjunto com o arquiteto americano Bill McDonough, o conceito e o processo de certifica\u00e7\u00e3o Cradle to Cradle\u2122. Essa filosofia de projeto considera todos os materiais envolvidos nos processos industriais e comerciais para serem nutrientes, dos quais h\u00e1 duas principais categorias: t\u00e9cnicos e biol\u00f3gicos. O framework Cradle to Cradle \u00e9 focado no design para a efetividade em termos de produtos com impacto positivo e redu\u00e7\u00e3o dos impactos negativos da comercializa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da efetividade.<\/p>\n<p>O design Cradle to Cradle compreende os processos seguros e produtivos do \u201cmetabolismo biol\u00f3gico\u201d da natureza, como um modelo para desenvolver um fluxo de \u201cmetabolismo t\u00e9cnico\u201d de materiais industriais. Componentes do produto podem ser projetados para a recupera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e reutiliza\u00e7\u00e3o como nutrientes biol\u00f3gicos e t\u00e9cnicos dentro desses metabolismos. O framework Cradle to Cradle inclui entradas de energia e de \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u2022 Elimina o conceito de res\u00edduo. &#8220;Res\u00edduo \u00e9 igual a alimento.&#8221; Projeta produtos e materiais com ciclos de vida que s\u00e3o seguros para a sa\u00fade humana e para o meio ambiente e que podem ser reutilizados constantemente por meio de metabolismos biol\u00f3gicos e t\u00e9cnicos. Criar e participar de sistemas de coleta e recuperar o valor desses materiais seguindo seu uso.<\/p>\n<p>\u2022 Energia com fontes renov\u00e1veis. \u201cUsa a atual incid\u00eancia de energia solar\u201d. Maximizar o uso de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u2022 &#8220;Celebra a diversidade&#8221;. Gerencia o uso da \u00e1gua para maximizar a qualidade, promover ecossistemas saud\u00e1veis, e respeita os impactos locais. Guia opera\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es com os stakeholders utilizando responsabilidade social.<\/p>\n<p><strong>Ecologia Industrial<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEcologia industrial \u00e9 o estudo dos fluxos de materiais e energia nos sistemas industriais\u201d. Concentrando-se em conex\u00f5es entre operadores dentro do \u201cecossistema industrial\u201d, essa abordagem visa \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de processos de ciclo fechado nos quais os res\u00edduos servem como insumo, eliminando assim a no\u00e7\u00e3o de um subproduto indesej\u00e1vel. A Ecologia Industrial adota um ponto de vista sist\u00eamico, projetando processos de produ\u00e7\u00e3o de acordo com as restri\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas locais, enquanto observa seu impacto global desde o in\u00edcio, e procura mold\u00e1-los para que funcionem o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel dos sistemas vivos.<\/p>\n<p>Este framework \u00e9 muitas vezes referido como a \u201cci\u00eancia da sustentabilidade\u201d, dada a sua natureza interdisciplinar, e seus princ\u00edpios podem ser tamb\u00e9m aplicados no setor de servi\u00e7os. Com \u00eanfase na restaura\u00e7\u00e3o do capital natural, a Ecologia Industrial foca tamb\u00e9m no bem estar social. <strong><span style=\"color: #ff6600;\"><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.ellenmacarthurfoundation.org\/news\/rethinking-the-economy\" target=\"_blank\">Leia o artigo dos professores Clift e Allwood sobre ecologia industrial aqui.<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Biomim\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>Janine Benuys, autora de Biomim\u00e9tica: Inova\u00e7\u00e3o Inspirada pela Natureza, define sua abordagem como uma &#8220;nova disciplina que estuda as melhores ideias da natureza e ent\u00e3o imita esses designs e processos para solucionar os problemas humanos\u201d. Estudar uma folha para inventar uma melhor c\u00e9lula solar \u00e9 um exemplo.<\/p>\n<p>Ela pensa nisso como &#8220;inova\u00e7\u00e3o inspirada pela natureza\u201d. A biomim\u00e9tica se baseia em tr\u00eas princ\u00edpios fundamentais:<\/p>\n<p>\u2022 Natureza como modelo: estudar modelos da natureza e simular essas formas, processos, sistemas e estrat\u00e9gias para solucionar os problemas humanos.<\/p>\n<p>\u2022 Natureza como medida: usar um padr\u00e3o ecol\u00f3gico para julgar a sustentabilidade das nossas inova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u2022 Natureza como mentora: ver e valorar a natureza n\u00e3o com base no que n\u00f3s podemos extrair do mundo natural, mas no que podemos aprender com ele.<\/p>\n<p><strong>Blue Economy<\/strong><\/p>\n<p>Iniciado pelo ex CEO da Ecover e empres\u00e1rio belga Gunter Pauli, a Blue Economy \u00e9 um movimento open source, que reune estudos de casos concretos, inicialmente compilados em um relat\u00f3rio hom\u00f4nimo e entregue ao Clube de Roma. Como afirma o manifesto oficial, \u201cusando os recursos dispon\u00edveis em sistemas em cascataeamento (&#8230;) os res\u00edduos de um produto se tornam insumos para criar um novo fluxo de caixa\u201d. Baseado em 21 princ\u00edpios base, a Blue Economy insiste em solu\u00e7\u00f5es determinadas por seu ambiente local e suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas\/ecol\u00f3gicas, colocando a \u00eanfase na gravidade como a fonte prim\u00e1ria de energia.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, que se desdobra como o manifesto do movimento, descreve \u201c100 inova\u00e7\u00f5es que podem criar 100 milh\u00f5es de empregos nos pr\u00f3ximos 10 anos\u201d, e oferece muitos exemplos de projetos de sucesso de coopera\u00e7\u00e3o \u201cSul-Sul\u201d \u2013 uma outra caracter\u00edstica original desta abordagem que tem a inten\u00e7\u00e3o de promover seu foco pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Ellen MacArthur Foundation<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O modelo econ\u00f4mico \u201cextrair, transformar, descartar\u201d da atualidade depende de grandes quantidades de materiais de baixo custo e f\u00e1cil acesso, al\u00e9m de energia. 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