{"id":15797,"date":"2016-02-19T10:00:46","date_gmt":"2016-02-19T13:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=15797"},"modified":"2016-02-19T10:52:03","modified_gmt":"2016-02-19T13:52:03","slug":"walden-mito-da-natureza-intocada-ou-ecologia-profunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/walden-mito-da-natureza-intocada-ou-ecologia-profunda\/","title":{"rendered":"Walden: mito da natureza intocada ou Ecologia Profunda?"},"content":{"rendered":"<div class=\"issuuembed\" style=\"width: 610px; height: 410px;\" data-configid=\"4622892\/33564092\"><\/div>\n<p><script src=\"\/\/e.issuu.com\/embed.js\" async=\"true\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o me proponho escrever uma ode ao des\u00e2nimo, mas gargantear com o vigor de um galo matutino empertigado no poleiro, nem que seja apenas para acordar os vizinhos\u201d<\/em> (Henry David Thoreau, 1817-1862)<\/p>\n<p>O crescimento das atividades antr\u00f3picas, no contexto do fluxo metab\u00f3lico entr\u00f3pico, est\u00e1 degradando a vida no Planeta, como mostra a escola da Economia Ecol\u00f3gica. O progresso humano tem ocorrido \u00e0s custas do regresso ambiental. Existem v\u00e1rias an\u00e1lises e metodologias mostrando a gravidade da sa\u00fade geral da Terra: 1) a pegada ecol\u00f3gica global j\u00e1 ultrapassou em 50% a biocapacidade e a civiliza\u00e7\u00e3o humana vive da heran\u00e7a ecol\u00f3gica do passado, sendo que esta heran\u00e7a natural est\u00e1 sendo dilapidada rapidamente; 2) Estudo publicado na Revista Science (janeiro de 2015), do Stockholm Resilience Centre, mostra que quatro das nove fronteiras planet\u00e1rias foram ultrapassadas. Duas delas, a Mudan\u00e7a clim\u00e1tica e a Integridade da biosfera, s\u00e3o o que os cientistas chamam de \u201climites fundamentais\u201d e tem o potencial para conduzir o sistema Terra a um novo estado que pode levar a civiliza\u00e7\u00e3o ao colapso; 3) a humanidade, na \u00e9poca do Antropoceno, est\u00e1 provocando a 6\u00aa extin\u00e7\u00e3o em massa no Planeta, como mostra o livro da jornalista Elizabeth Kolbert, <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/issuu.com\/anadomingues0\/docs\/elizabeth_kolbert_-_the_sixth_extin?workerAddress=ec2-54-144-204-219.compute-1.amazonaws.com\" target=\"_blank\">The Sixth Extinction<\/a><\/strong><\/span>; 4) O mundo est\u00e1 ficando mais quente e rompendo com a estabilidade clim\u00e1tica do Holoceno, conforme mostram diversos estudos da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA), da Nasa, que alertam para os riscos irrevers\u00edveis do aquecimento global e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (ALVES, 2014).<\/p>\n<p>Diante da gravidade da situa\u00e7\u00e3o do Planeta e da poss\u00edbilidade da extin\u00e7\u00e3o da vida de milh\u00f5es de esp\u00e9cies que vivem na Terra \u2013 muito antes da chegada do homo sapiens \u2013 fica dif\u00edcil compreender como h\u00e1 pessoas que ainda fazem gin\u00e1stica para justificar o antropocentrismo, a redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas anec\u00famenas e a expans\u00e3o das \u00e1reas ec\u00famenas. O livro \u201cO Mito Moderno da Natureza Intocada\u201d (primeira edi\u00e7\u00e3o de 1994), de Antonio Carlos Santana Diegues, foi escrito para combater os ambientalistas que defendem a perspectiva ecoc\u00eantrica (ou bioc\u00eantrica) de defesa do meio ambiente. O livro de Diegues, direta ou indiretamente, refor\u00e7a o que h\u00e1 de pior na rela\u00e7\u00e3o assimbi\u00f3tica entre o ser humano e a natureza. Tamb\u00e9m \u00e9 incompreens\u00edvel como algu\u00e9m pode combater a iniciativa de cria\u00e7\u00e3o do Parque Nacional de Yosemite \u2013 inaugurado em 1864 (com 3.100 km2) e do Parque Nacional de Yellowstone \u2013 inaugurado em 1872 (com 8.980 km2).<\/p>\n<p>Num pa\u00eds, como o Brasil, que j\u00e1 destruiu 92% da Mata Atl\u00e2ntica, mais de 50% do Cerrado e mais de 20% da Amaz\u00f4nia \u2013 sem falar nos demais biomas como os mangues, as arauc\u00e1rias, os pampas, etc. que continuam a ser destru\u00eddos \u2013 fica dif\u00edcil entender como um pesquisador possa fazer um livro para combater as \u201c\u00e1reas naturais protegidas\u201d. A t\u00e1tica utilizada por Diegues foi criar um mito para depois ridiculariz\u00e1-lo, como se a origem da perspectiva ecoc\u00eantrica fosse fundada neste mito relatado pela concep\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica do autor, que nas conclus\u00f5es do seu livro diz o seguinte:<\/p>\n<p>\u201cAs \u00e1reas naturais protegidas, sobretudo as de uso restritivo, mais do que uma estrat\u00e9gia governamental de conserva\u00e7\u00e3o, refletem, de forma emblem\u00e1tica, um tipo de rela\u00e7\u00e3o homem\/natureza. A expans\u00e3o da ideia de parques nacionais desabitados, surgida nos Estados Unidos em meados do s\u00e9culo passado, retoma, de um lado, o mito de para\u00edsos naturais intocados, \u00e0 semelhan\u00e7a do \u00c9den de onde foram expulsos Ad\u00e3o e Eva (\u2026) A persist\u00eancia da ideia de um mundo natural, selvagem, n\u00e3o tocado, tem for\u00e7a consider\u00e1vel, sobretudo entre popula\u00e7\u00f5es urbanas e industriais que perderam, em grande parte, o contato quotidiano e de trabalho com o meio rural\u201d (p. 157).<\/p>\n<p>Na verdade, o que Antonio Diegues fez no livro \u201cO Mito Moderno da Natureza Intocada\u201d foi criar e ridicularizar um suposto mito, atribuindo a simplicidade dos seus fundamentos ao n\u00facleo da argumenta\u00e7\u00e3o dos pensadores ecoc\u00eantricos. Se, pelo menos, este truque fosse bem elaborado at\u00e9 poderia servir para um di\u00e1logo entre os defensores do antropocentrismo e do ecocentrismo. Mas Diegues n\u00e3o s\u00f3 desconsiderou obras fundamentais para o entendimento do assunto, como deturpou o pensamento de outros.<\/p>\n<p>Por exemplo, a forma como Diegues tratou o pensamento de Henry Thoreau \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 incorreta, como inaceit\u00e1vel para os padr\u00f5es acad\u00eamicos, pois as cita\u00e7\u00f5es de Thoreau foram feitas por \u201capud\u201d, ou seja, Diegues n\u00e3o leu nenhum texto de Thoreau (embora todos deles estejam dispon\u00edveis na Web, inclusive v\u00e1rios em portugu\u00eas), mas atribui ao autor de Walden concep\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o verdadeiras. Diegues implica, particularmente, com a no\u00e7\u00e3o de wilderness (vida natural e selvagem). Ele diz:<\/p>\n<p>\u201cO movimento de cria\u00e7\u00e3o de \u201c\u00e1reas naturais\u201d nos EUA foi influenciado por te\u00f3ricos como Thoreau e Marsh. O primeiro estudou administra\u00e7\u00e3o florestal e criticou a destrui\u00e7\u00e3o das florestas para fins comerciais (\u2026) A ideia de parque como \u00e1rea selvagem e desabitada, t\u00edpica dos primeiros conservacionistas norte-americanos, pode ter suas origens nos mitos do \u201cpara\u00edso terrestre\u201d, pr\u00f3prios do Cristianismo (\u2026) Esse mito do para\u00edso perdido e de sua reconstru\u00e7\u00e3o parece estar na base da ideologia dos primeiros conservacionistas americanos. Assim, Thoreau escreveu em 1859: \u2018o que n\u00f3s chamamos de natureza selvagem \u00e9 uma civiliza\u00e7\u00e3o diferente da nossa\u2019 (apud Nash, 1989). Dessa forma, os primeiros conservacionistas pareciam recriar e reinterpretar o mito do para\u00edso terrestre mediante a cria\u00e7\u00e3o (pp 26 e 27).<\/p>\n<p>Acontece que Henry David Thoreau (1817-1862) foi um precursor de movimentos libert\u00e1rios nos Estados Unidos e no resto do mundo, defensor de uma vida simples, autossuficiente e em harmonia com a natureza, al\u00e9m de um rigoroso cr\u00edtico do modelo de desenvolvimento consumista e degradador do meio ambiente. Aos 16 anos foi estudar Letras e Literatura na Universidade de Havard. Aprendeu grego, alem\u00e3o e franc\u00eas e se tornou grande conhecedor de textos cl\u00e1ssicos das culturas grega, hindu e chinesa. Segundo o fil\u00f3sofo Ralph Waldo Emerson, amigo que influenciou a forma\u00e7\u00e3o do autor de Walden, \u201cThoreau era celibat\u00e1rio e nunca foi \u00e0 igreja\u201d. Portanto, n\u00e3o tem nenhum sentido dizer que as concep\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas de Thoreau foram influenciadas pelo cristianismo, pois \u00e9 amplamente conhecido que Thoreau foi mais influenciado pela cultura cl\u00e1ssica da Gr\u00e9cia e pelas filosofias orientais.<\/p>\n<p>Em nenhuma p\u00e1gina do livro \u201cO Mito Moderno da Natureza Intocada\u201d foi dito que Thoreau se op\u00f4s \u00e0 Guerra dos Estados Unidos contra o M\u00e9xico, \u00e0 escravid\u00e3o, ao genoc\u00eddio dos \u00edndios americanos e \u00e0 escravid\u00e3o animal (ele era vegetariano). N\u00e3o foi dito que Thoreau escreveu o famoso texto \u201cA desobedi\u00eancia civil\u201d (publicado em 1849) que se transformou numa grande refer\u00eancia da luta contra a opress\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o, a injusti\u00e7a e a discrimina\u00e7\u00e3o em todas as suas formas. Thoreau foi a refer\u00eancia central para a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de: a) Leon Tolst\u00f3i (1828-1910), que passou a utilizar a ideia da desobedi\u00eancia civil no combate ao totalitarismo czarista na R\u00fassia; b) Mohandas Gandhi que utilizou os mesmos princ\u00edpios na luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o racial na \u00c1frica do Sul e na luta pac\u00edfica pela independ\u00eancia da \u00cdndia; c) foi com base em Thoreau que Martin Luther King organizou a luta n\u00e3o violenta contra a discrimina\u00e7\u00e3o racial e pelos direitos civis nos Estados Unidos; d) o princ\u00edpio da desobedi\u00eancia civil influenciou pensadores da ci\u00eancia pol\u00edtica como Hannah Arendt, John Rawls, etc.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que disse Diegues, Thoreau n\u00e3o estudou \u201cadministra\u00e7\u00e3o florestal\u201d, mas construiu sozinho uma pequena cabana \u00e0s margens do lago Walden, localizado nas florestas ao redor da cidade de Concord, onde viveu uma vida simples e autossuficiente por dois anos. Ele n\u00e3o s\u00f3 deu o exemplo pessoal, como fez uma defesa dos direitos ambientais e dos direitos das esp\u00e9cies vegetais e animais. De fato, o livro Walden faz uma defesa da natureza e da vida selvagem (wilderness). Mas isto nada tem a ver com a concep\u00e7\u00e3o de \u201cpara\u00edso perdido\u201d do cristianismo e muito menos com concep\u00e7\u00f5es malthusianas ou neomalthusianas. O que existe \u00e9 uma quest\u00e3o \u00e9tica. Por conta disto, cada vez mais pessoas defendem o crescimento das \u00e1reas anec\u00famenas, como no livro de Caroline Fraser: Rewilding the World.<\/p>\n<p>\u00c9 lament\u00e1vel que o livro \u201cO Mito Moderno da Natureza Intocada\u201d tem se valido de uma falsa dicotomia entre a preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais e selvagens (wilderness) e os direitos das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e tradicionais. Na realidade esta dicotomia n\u00e3o existe, mas serve para desqualificar a luta em defesa dos direitos da natureza e a manuten\u00e7\u00e3o de parques nacionais e \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o natural. Em pleno s\u00e9culo XXI todos os biomas brasileiros est\u00e3o amea\u00e7ados. Principalmente a Amaz\u00f4nia que tem sido alvo da sanha destruidora do agroneg\u00f3cio, das empreiteiras interessadas na constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia e da ind\u00fastria de combust\u00edveis f\u00f3sseis interessadas na explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo, do g\u00e1s natural e do g\u00e1s de xisto. Recentemente, a Comiss\u00e3o de Minas e Energia rejeitou o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2602\/10, que susta os efeitos do Decreto 7.154\/10, que estabelece procedimentos para autorizar e realizar estudos de aproveitamento de potenciais de energia hidrel\u00e9trica e de implanta\u00e7\u00e3o de sistemas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no interior de unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UC).<\/p>\n<p>Estudo da funda\u00e7\u00e3o da navegadora Ellen MacArthur e da consultoria McKinsey, divulgado durante o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de Davos (WEF, 2016), mostra que os oceanos ter\u00e3o mais pl\u00e1sticos do que peixes em 2050. Segundo o documento, a propor\u00e7\u00e3o de toneladas de pl\u00e1stico para toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014 que ser\u00e1 de uma para tr\u00eas em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050. Portanto, mais do que nunca \u00e9 preciso preservar as \u00e1reas naturais e os territ\u00f3rios anec\u00famenos. N\u00e3o \u00e9 hora de brincar com mitos de natureza intocada. Cabe lutar pela preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente contra toda gan\u00e2ncia humana assimbi\u00f3tica, contra a gera\u00e7\u00e3o crescente de luxo e lixo e contra os interesses ego\u00edsticos do processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n<p>Assim, por tudo isto, fica claro que a defesa de \u00e1reas naturais e selvagens e as concep\u00e7\u00f5es da Ecologia Profunda nada t\u00eam a ver com o \u201cmito da natureza intocada\u201d. O que o mundo precisa \u00e9 realmente refor\u00e7ar a concep\u00e7\u00e3o ecoc\u00eantrica e anti-antropoc\u00eantrica. Henry Thoreau est\u00e1 localizado no pante\u00e3o dos grandes pensadores da humanidade. Felizmente sua influ\u00eancia e seu reconhecimento v\u00e3o muito al\u00e9m de quaisquer detratores, populistas e demagogos de ocasi\u00e3o. O pensamento de Henry Thoreau continua vivo e cada vez mais presente nos movimentos libert\u00e1rios e no combate ao antropocentrismo. A defesa do meio ambiente \u00e9 cada vez mais necess\u00e1ria no s\u00e9culo XXI, para evitar o crescimento da pegada ecol\u00f3gica, o rompimento dos limites das fronteiras planet\u00e1rias, a perda de biodiversidade e o agravamento do aquecimento global e dos efeitos desastrosos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"https:\/\/www.walden.org\/\" target=\"_blank\">The Walden Woods Project<\/a><\/strong><\/span>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.stockholmresilience.org\/21\/research\/research-news\/1-15-2015-planetary-boundaries-2.0---new-and-improved.html\" target=\"_blank\">Planetary Boundaries 2.0 \u2013 new and improved<\/a><\/strong><\/span>, Stockholm Resilience Centre, Stockholm. Janeiro 2015<\/p>\n<p>Thoreau, Henry David, <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/issuu.com\/anadomingues0\/docs\/henry_david_thoreau_-_walden_a_vida?workerAddress=ec2-50-16-48-218.compute-1.amazonaws.com\" target=\"_blank\">Walden, ou, A vida nos bosques<\/a><\/strong><\/span>, S\u00e3o Paulo, Ground, 2007<\/p>\n<p>THOREAU, Henry David. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/pt.scribd.com\/doc\/13733776\/Henry-Thoreau-Desobedecendo#scribd\" target=\"_blank\">Desobedecendo: a desobedi\u00eancia civil e outros ensaios<\/a><\/strong><\/span>. Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Augusto Drummond. Rio de Janeiro, Rocco, 1984.<\/p>\n<p>ALVES , J. E. D. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.rebep.org.br\/index.php\/revista\/article\/view\/651\/pdf_618\" target=\"_blank\">Popula\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e sustentabilidade: perspectivas para a CIPD p\u00f3s-2014<\/a><\/strong><\/span>. R. bras. Est. Pop., Rio de Janeiro, v. 31, n.1, p. 219-230, jan.\/jun. 2014<\/p>\n<p>ALVES, JED. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.cantacantos.com.br\/revista\/index.php\/espinhaco\/article\/view\/331\/280\" target=\"_blank\">Sustentabilidade, Aquecimento Global e o Decrescimento Demo-Econ\u00f4mico<\/a><\/strong><\/span>, Revista Espinha\u00e7o, Diamantina. UFVJM, Revista Espinha\u00e7o, v. 3, n. 1, 2014.<\/p>\n<p>ALVES, JED. <span style=\"color: #ff6600;\"><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/projetocolabora.com.br\/vida-sustentavel\/henry-thoreau\/\" target=\"_blank\">Henry Thoreau, um revolucion\u00e1rio<\/a><\/span>, Projeto Colabora, RJ, 20\/01\/2016<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, EcoDebate de 19 de fevereiro de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o me proponho escrever uma ode ao des\u00e2nimo, mas gargantear com o vigor de um galo matutino empertigado no poleiro, nem que seja apenas para acordar os vizinhos\u201d (Henry David Thoreau, 1817-1862) O crescimento das atividades antr\u00f3picas, no contexto do fluxo metab\u00f3lico entr\u00f3pico, est\u00e1 degradando a vida no Planeta, como mostra a escola da Economia&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[90],"post_series":[],"class_list":["post-15797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-ambiente-ambiental-environment-environmental-meio-ambiente","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Walden: mito da natureza intocada ou Ecologia Profunda? 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