{"id":15817,"date":"2016-02-23T09:00:09","date_gmt":"2016-02-23T12:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=15817"},"modified":"2016-02-23T09:08:09","modified_gmt":"2016-02-23T12:08:09","slug":"por-que-salvar-as-abelhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/","title":{"rendered":"Por que salvar as abelhas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"508\" \/><\/p>\n<p><strong>A dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o, em todo o mundo, da quantidade desses insetos desperta preocupa\u00e7\u00e3o porque, al\u00e9m da import\u00e2ncia que t\u00eam para a biodiversidade, eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o que garante a exist\u00eancia de quase 40% dos alimentos consumidos por n\u00f3s &#8211; muito mais que o mel, portanto<\/strong><\/p>\n<p>As picadas dolorosas e o zunido insistente no ouvido fazem com que, geralmente, as abelhas n\u00e3o sejam lembradas de maneira amistosa \u2013 a despeito das del\u00edcias do mel. E com uma ressalva fundamental: o mel est\u00e1 longe de ser a grande contribui\u00e7\u00e3o das abelhas para a humanidade. <strong>Sem elas, metade das g\u00f4ndolas de alimentos dos supermercados estaria vazia.<\/strong> Por meio da <strong>poliniza\u00e7\u00e3o,<\/strong> esses insetos promovem o seu maior impacto na biodiversidade e na produ\u00e7\u00e3o dos alimentos: <strong>35% das lavouras e 94% das plantas silvestres dependem dessa atividade.<\/strong> A m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que esse, por assim dizer, \u201cservi\u00e7o ecol\u00f3gico\u201d est\u00e1 em risco diante de um fen\u00f4meno batizado de desordem do colapso das col\u00f4nias. De 1940 at\u00e9 hoje, o n\u00famero de abelhas diminuiu de forma dr\u00e1stica no mundo \u2013 nos Estados Unidos, o pa\u00eds mais afetado pelo problema, caiu pela metade. Ainda \u00e9 misteriosa a raz\u00e3o por tr\u00e1s desse sumi\u00e7o, apesar de existirem fortes hip\u00f3teses. Na segunda-feira 22, a ONU planeja chamar aten\u00e7\u00e3o para o assunto com a divulga\u00e7\u00e3o, em evento na Mal\u00e1sia, do relat\u00f3rio Polinizadores, Poliniza\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o de Alimentos. O documento, o primeiro fruto do \u00f3rg\u00e3o internacional Plataforma Intergovernamental para Pol\u00edticas Cient\u00edficas sobre Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (IPBES), procura identificar, entre outros pontos, os motivos que levaram \u00e0 desordem que faz sumir as col\u00f4nias e as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 resultado do esfor\u00e7o conjunto de 75 pesquisadores, de diversas na\u00e7\u00f5es. VEJA teve acesso a informa\u00e7\u00f5es presentes no documento. Ele combina o conhecimento acad\u00eamico que se tem sobre as abelhas e os demais animais polinizadores (como outros insetos, aves e morcegos) e suas contribui\u00e7\u00f5es, traz exemplos de boas pr\u00e1ticas para a prote\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e prop\u00f5e solu\u00e7\u00f5es para a situa\u00e7\u00e3o adversa \u2013 como a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientalistas. \u201c\u00c9 um t\u00f3pico de enorme import\u00e2ncia pol\u00edtica, visto que o desaparecimento das col\u00f4nias pode afetar negativamente a economia, al\u00e9m da dieta de cidad\u00e3os, de um pa\u00eds\u201d, ressalta a bi\u00f3loga Vera L\u00facia Fonseca, do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e diretora do IPBES, o \u00f3rg\u00e3o da ONU. \u201cAntes de tudo, o relat\u00f3rio procura conscientizar a todos da import\u00e2ncia dos polinizadores, al\u00e9m de promover a uni\u00e3o de governos para proteg\u00ea-los\u201d, completa Vera.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que a pesquisadora faz refer\u00eancia aos danos econ\u00f4micos potenciais da desordem. Estima-se que um mercado de 218 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais depende do servi\u00e7o de poliniza\u00e7\u00e3o prestado pelas abelhas. Os Estados Unidos, o maior exportador agr\u00edcola do mundo, perderiam 15 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano com a intensifica\u00e7\u00e3o do problema \u2013 no Brasil, o preju\u00edzo seria de 12 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Isso explica por que, em junho de 2014, o presidente americano Barack Obama transformou o alarme em quest\u00e3o de Estado, ao anunciar a cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a-tarefa, composta de cientistas e pol\u00edticos, para ir atr\u00e1s de respostas.<\/p>\n<p>Os estudiosos ainda investigam qual seria a raiz do problema. Acredita-se que sejam dois os principais fatores: a dissemina\u00e7\u00e3o do uso de pesticidas, que enfraquecem as col\u00f4nias, e a a\u00e7\u00e3o de parasitas, como o varroa, \u00e1caro que ataca o organismo do animal, e o Acarapis woodi, que afeta o sistema respirat\u00f3rio. Entretanto, h\u00e1 consenso de que n\u00e3o existe apenas uma raz\u00e3o (ou duas), e sim um somat\u00f3rio que acabou por construir um cen\u00e1rio cruel para os insetos. As abelhas est\u00e3o perdendo seu habitat quando florestas e jardins d\u00e3o lugar a constru\u00e7\u00f5es ou mesmo a planta\u00e7\u00f5es de uma \u00fanica cultura \u2013 a esp\u00e9cie necessita de alimenta\u00e7\u00e3o variada para sobreviver. As intensas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas pelas quais passa a Terra, em consequ\u00eancia do aumento da emiss\u00e3o de gases do efeito estufa pelo homem, tamb\u00e9m colaboram para o desaparecimento dos insetos. As esta\u00e7\u00f5es menos definidas, al\u00e9m das eleva\u00e7\u00f5es e quedas bruscas na temperatura e na umidade, acabam por bagun\u00e7ar o ciclo de florescimento das flores, das quais as abelhas s\u00e3o dependentes.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o tidos como o pa\u00eds que mais vem se movimentando para combater o ritmo da desordem. O comit\u00ea criado por Obama apresentou no ano passado o documento Estrat\u00e9gia Nacional para Promover a Sa\u00fade das Abelhas e Outros Polinizadores. Nele, estabeleceu-se como meta reduzir a baixa de abelhas durante o inverno a no m\u00e1ximo 15% em dez anos \u2013 hoje, a taxa \u00e9 de 23%. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ap\u00f3s o inverno, as col\u00f4nias n\u00e3o t\u00eam conseguido recuperar-se desses per\u00edodos de perda. Caso a diminui\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias seja menor nas esta\u00e7\u00f5es de frio, o efeito esperado \u00e9 que elas consigam se restabelecer na primavera e no ver\u00e3o. Tamb\u00e9m se planeja aumentar a presen\u00e7a de outros polinizadores, como a borboleta-monarca. O governo americano calcula que haja atualmente 30 milh\u00f5es de exemplares dessa esp\u00e9cie colorida na Am\u00e9rica do Norte, diante dos 970 milh\u00f5es que existiam em 1996. O que se espera \u00e9 reverter a queda, alcan\u00e7ando ao menos o n\u00famero de 225 milh\u00f5es. Entre as estrat\u00e9gias para proteger os polinizadores est\u00e1, por exemplo, a restaura\u00e7\u00e3o de 28 000 quil\u00f4metros quadrados (o equivalente ao territ\u00f3rio do Hava\u00ed) de seus habitats nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>Por que o lado ocidental do Hemisf\u00e9rio Norte tem sido mais prejudicado que o restante do planeta? O motivo \u00e9 a depend\u00eancia das planta\u00e7\u00f5es americanas e europeias de apenas um tipo de abelha, a Apis mellifera. Importada da \u00c1frica e da \u00c1sia para a poliniza\u00e7\u00e3o de planta\u00e7\u00f5es comerciais, a esp\u00e9cie ganhou a prefer\u00eancia de apicultores por n\u00e3o ser agressiva e manter col\u00f4nias enormes e resistentes. Agora, por\u00e9m, ela \u00e9 a maior v\u00edtima da amedrontadora desordem.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, por exemplo, 100 000 col\u00f4nias de Apis mellifera foram perdidas desde 1995, e a taxa de mortalidade das abelhas triplicou. Diante disso, Paris \u00e9 uma das cidades que mais t\u00eam adotado medidas conservacionistas. Em junho do ano passado, o munic\u00edpio assinou o protocolo Abelha: a Sentinela do Meio Ambiente. Nele, a capital francesa se comprometeu a proibir a venda de uma s\u00e9rie de pesticidas, al\u00e9m de ampliar o apoio \u00e0 apicultura. At\u00e9 2020, planeja-se o plantio de 20 000 \u00e1rvores em jardins parisienses, al\u00e9m de 300 000 novos metros quadrados de espa\u00e7os verdes \u2013 em torno de um quinto da dimens\u00e3o do Parque do Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo. Paris ainda \u00e9 o centro urbano com a maior presen\u00e7a de criadouros de abelhas da Europa, com um total de 600, ocupando uma \u00e1rea de 4,6 quil\u00f4metros quadrados \u2013 parte deles instalada em tetos de edif\u00edcios e casas.<\/p>\n<p>H\u00e1 ind\u00edcios de que a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de abelhas esteja se repetindo, em ritmo acelerado, em outros locais, incluindo pa\u00edses pobres. No entanto, muitas vezes os dados coletados n\u00e3o s\u00e3o suficientes para corroborar a tese. \u00c9 o caso do Brasil, que n\u00e3o conta com um hist\u00f3rico do n\u00famero de abelhas em territ\u00f3rio nacional, de forma que os pesquisadores n\u00e3o t\u00eam como comparar o n\u00famero atual com os anteriores. Assim, ficam sem saber se a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 alarmante por aqui. \u201cMas h\u00e1 sinais de que tamb\u00e9m sofremos do mesmo mal\u201d, afirma a bi\u00f3loga Tereza Cristina Giannini, do Instituto Tecnol\u00f3gico Vale Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. \u201cEm pesquisas de campo, descobrimos que existem regi\u00f5es nas quais as planta\u00e7\u00f5es apresentam d\u00e9ficit de poliniza\u00e7\u00e3o, refletido na baixa produ\u00e7\u00e3o de frutas, flores e alimentos\u201d, relata Tereza.<\/p>\n<p>A favor do Brasil, contudo, pesa um ponto que nos deixa em posi\u00e7\u00e3o de vantagem ante a desordem. O pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 dependente de apenas uma esp\u00e9cie, como ocorre com os Estados Unidos e a Europa. Uma pesquisa da revista cient\u00edfica Apidologie, especializada em apicultura, estima a exist\u00eancia de pelo menos 250 tipos de polinizadores em todo o territ\u00f3rio brasileiro, dos quais 87% s\u00e3o de abelhas.<\/p>\n<p>Por que, ent\u00e3o, mundo afora, apesar da essencialidade desses insetos para o equil\u00edbrio do meio ambiente, as campanhas de prote\u00e7\u00e3o a eles n\u00e3o recebem tanta aten\u00e7\u00e3o quanto as destinadas aos ursos-polares ou aos elefantes-africanos, por exemplo? Explicou a VEJA a bi\u00f3loga americana Heather Mattila, do Wellesley College: \u201cO modo de funcionar do nosso sentimento de empatia est\u00e1 no centro desse dilema. Sentimo-nos pr\u00f3ximos de animais parecidos conosco, grandes mam\u00edferos que vivem em grupos e interagem socialmente. Dev\u00edamos, por\u00e9m, olhar direito para as abelhas. Elas trabalham duro para alimentar suas crias, organizam-se em col\u00f4nias e at\u00e9 se preocupam com a higiene e a seguran\u00e7a de suas casas. N\u00e3o devia ser t\u00e3o dif\u00edcil para o homem identificar-se com esses elementos\u201d. O.k., se o fator da empatia n\u00e3o funcionar com as abelhas, lembre-se ent\u00e3o de quanto elas s\u00e3o fundamentais para garantir a exist\u00eancia de grande parte dos alimentos que chegam \u00e0 nossa mesa. Perto disso, um zumbido chato n\u00e3o \u00e9 nada.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Raquel Beer, Veja de 19 de fevereiro de 2016<\/p>\n<p>Imagem &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/sorbus\/\">Sorbus sapiens<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o, em todo o mundo, da quantidade desses insetos desperta preocupa\u00e7\u00e3o porque, al\u00e9m da import\u00e2ncia que t\u00eam para a biodiversidade, eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o que garante a exist\u00eancia de quase 40% dos alimentos consumidos por n\u00f3s &#8211; muito mais que o mel, portanto As picadas dolorosas e o zunido insistente no ouvido&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5,36],"post_series":[],"class_list":["post-15817","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-agricultura","tag-extincao","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Por que salvar as abelhas - FUNVERDE<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Por que salvar as abelhas - FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o, em todo o mundo, da quantidade desses insetos desperta preocupa\u00e7\u00e3o porque, al\u00e9m da import\u00e2ncia que t\u00eam para a biodiversidade, eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o que garante a exist\u00eancia de quase 40% dos alimentos consumidos por n\u00f3s &#8211; muito mais que o mel, portanto As picadas dolorosas e o zunido insistente no ouvido&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-02-23T12:00:09+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-02-23T12:08:09+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"funverde\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\"},\"author\":{\"name\":\"funverde\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\"},\"headline\":\"Por que salvar as abelhas\",\"datePublished\":\"2016-02-23T12:00:09+00:00\",\"dateModified\":\"2016-02-23T12:08:09+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\"},\"wordCount\":1627,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg\",\"keywords\":[\"Agricultura\",\"Extin\u00e7\u00e3o\"],\"articleSection\":[\"Geral\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\",\"name\":\"Por que salvar as abelhas - FUNVERDE\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg\",\"datePublished\":\"2016-02-23T12:00:09+00:00\",\"dateModified\":\"2016-02-23T12:08:09+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Por que salvar as abelhas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"description\":\"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"width\":457,\"height\":499,\"caption\":\"FUNVERDE\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\",\"https:\/\/x.com\/funverde\",\"https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\",\"name\":\"funverde\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"funverde\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Por que salvar as abelhas - FUNVERDE","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Por que salvar as abelhas - FUNVERDE","og_description":"A dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o, em todo o mundo, da quantidade desses insetos desperta preocupa\u00e7\u00e3o porque, al\u00e9m da import\u00e2ncia que t\u00eam para a biodiversidade, eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o que garante a exist\u00eancia de quase 40% dos alimentos consumidos por n\u00f3s &#8211; muito mais que o mel, portanto As picadas dolorosas e o zunido insistente no ouvido&hellip;","og_url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/","og_site_name":"FUNVERDE","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/funverde","article_published_time":"2016-02-23T12:00:09+00:00","article_modified_time":"2016-02-23T12:08:09+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"funverde","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@funverde","twitter_site":"@funverde","twitter_misc":{"Escrito por":"funverde","Est. tempo de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/"},"author":{"name":"funverde","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277"},"headline":"Por que salvar as abelhas","datePublished":"2016-02-23T12:00:09+00:00","dateModified":"2016-02-23T12:08:09+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/"},"wordCount":1627,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg","keywords":["Agricultura","Extin\u00e7\u00e3o"],"articleSection":["Geral"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/","name":"Por que salvar as abelhas - FUNVERDE","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg","datePublished":"2016-02-23T12:00:09+00:00","dateModified":"2016-02-23T12:08:09+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#primaryimage","url":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg","contentUrl":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/5\/4046\/4316931111_fd9beeae50_o.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/por-que-salvar-as-abelhas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Por que salvar as abelhas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","name":"FUNVERDE","description":"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization","name":"FUNVERDE","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","width":457,"height":499,"caption":"FUNVERDE"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/funverde","https:\/\/x.com\/funverde","https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277","name":"funverde","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","caption":"funverde"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15817"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15817"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15819,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15817\/revisions\/15819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15817"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=15817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}