{"id":16209,"date":"2016-05-26T17:00:27","date_gmt":"2016-05-26T20:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=16209"},"modified":"2016-05-23T16:37:00","modified_gmt":"2016-05-23T19:37:00","slug":"a-maior-diversidade-de-plantas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-maior-diversidade-de-plantas-do-mundo\/","title":{"rendered":"A maior diversidade de plantas do mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/042-047_Botanica_241.jpg?0d5bd6\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/042-047_Botanica_241.jpg?0d5bd6\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"805\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Bot\u00e2nicos registram 46 mil esp\u00e9cies e identificam em m\u00e9dia 250 por ano no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Depois de sete anos de trabalho, um grupo de 575 bot\u00e2nicos do Brasil e de outros 14 pa\u00edses concluiu a vers\u00e3o mais recente de um amplo levantamento sobre a diversidade de plantas, algas e fungos do Brasil, agora calculada em 46.097 esp\u00e9cies. Quase metade, 43%, \u00e9 exclusiva (end\u00eamica) do territ\u00f3rio nacional. O total coloca o Brasil como o pa\u00eds com a maior riqueza de plantas no mundo \u2013 a primeira vers\u00e3o do levantamento, publicada em 2010, listava 40.989 esp\u00e9cies. Esse n\u00famero n\u00e3o vai parar de crescer t\u00e3o cedo porque novas esp\u00e9cies s\u00e3o identificadas e descritas continuamente em revistas cient\u00edficas. Em m\u00e9dia, os bot\u00e2nicos apresentam cerca de 250 novas esp\u00e9cies por ano.<\/p>\n<p>Os cinco artigos detalhando a segunda vers\u00e3o da Lista de esp\u00e9cies da flora do Brasil foram publicados em dezembro do ano passado na Rodrigu\u00e9sia, do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ), como forma de prestigiar a revista, que completou 80 anos em 2015. Dali tamb\u00e9m brota um alerta para as perdas cont\u00ednuas de variedades \u00fanicas de plantas. Enquanto o levantamento era feito, um grupo de bot\u00e2nicos identificou uma esp\u00e9cie nova de brom\u00e9lia com uma infloresc\u00eancia vermelha, a Aechmea xinguana, em uma \u00e1rea de mata j\u00e1 coberta pela \u00e1gua do reservat\u00f3rio da usina de Belo Monte, em constru\u00e7\u00e3o no norte do Par\u00e1. \u201cAlguns exemplares dessa esp\u00e9cie foram resgatados e estavam na casa de vegeta\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio, mas as popula\u00e7\u00f5es naturais se perderam na \u00e1rea alagada\u201d, disse Rafaela Campostrini Forzza, pesquisadora do JBRJ e coordenadora do levantamento.<\/p>\n<p>O trabalho n\u00e3o terminou. Neste m\u00eas de mar\u00e7o os especialistas em cada grupo de plantas devem come\u00e7ar a incluir as descri\u00e7\u00f5es, distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica detalhada e outras caracter\u00edsticas de cada esp\u00e9cie no banco de dados on-line Flora do Brasil (floradobrasil.jbrj.gov.br) para servir de base para o Flora do Brasil Online, que deve estar conclu\u00eddo at\u00e9 2020 para integrar o World Flora Online, com informa\u00e7\u00f5es sobre todas as plantas conhecidas do mundo. Na trilha dos bot\u00e2nicos, os zo\u00f3logos se organizaram e apresentaram tamb\u00e9m em dezembro de 2015 a primeira vers\u00e3o do Cat\u00e1logo Taxon\u00f4mico da Fauna do Brasil (CTFB), resultado do trabalho de cerca de 500 especialistas, que come\u00e7aram a detalhar as informa\u00e7\u00f5es sobre 116.092 esp\u00e9cies, a maioria artr\u00f3podes, com quase 94 mil esp\u00e9cies ou 85% do total <strong><span style=\"color: #ff6600;\">(<a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/fauna.jbrj.gov.br\/fauna\/listaBrasil\/PrincipalUC\/PrincipalUC.do\" target=\"_blank\">http:\/\/fauna.jbrj.gov.br\/fauna\/listaBrasil\/PrincipalUC\/PrincipalUC.do<\/a>.)<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Elaborado a pedido do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, com financiamento do governo federal, institui\u00e7\u00f5es privadas e funda\u00e7\u00f5es estaduais como a FAPESP, o Flora do Brasil indica que a Amaz\u00f4nia abriga a maior diversidade do grupo das plantas sem frutos e com sementes expostas, as gimnospermas, que predominaram de 300 milh\u00f5es at\u00e9 60 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando os dinossauros circulavam pela Terra. Seus representantes mais conhecidos s\u00e3o \u00e1rvores em formato de cone t\u00edpicas do clima frio do sul do pa\u00eds, como a arauc\u00e1ria, com uma \u00fanica esp\u00e9cie no Brasil, e quatro esp\u00e9cies de Podocarpus. Dispersas nas matas da regi\u00e3o Norte, por\u00e9m, vivem seis esp\u00e9cies de cip\u00f3s de folhas largas do g\u00eanero Gnetum, que crescem sob o clima quente e \u00famido ao redor de \u00e1rvores. Suas sementes vermelhas ou lilases s\u00e3o t\u00e3o parecidas com frutos que j\u00e1 confundiram at\u00e9 os bot\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Os quase 50 mil exemplares de esp\u00e9cies nativas colocam o Brasil como o pa\u00eds con-tinental com maior diversidade de esp\u00e9cies do mundo, seguido por China, Indon\u00e9sia, M\u00e9xico e \u00c1frica do Sul. Em n\u00famero de esp\u00e9cies end\u00eamicas, perde apenas para grandes ilhas como Austr\u00e1lia, Madagascar e Papua Nova Guin\u00e9, cujo isolamento favorece a forma\u00e7\u00e3o de variedades \u00fanicas, e para apenas uma \u00e1rea continental, o Cabo da Boa Esperan\u00e7a, na \u00c1frica do Sul. O total de esp\u00e9cies n\u00e3o chega aos 60 mil das estimativas mais otimistas, mas \u00e9 maior que o da Col\u00f4mbia, antes vista como o pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul com maior diversidade, e \u00e9 mais que o dobro das 22.767 esp\u00e9cies descritas na monumental Flora brasiliensis, cole\u00e7\u00e3o de 15 volumes e 10.367 p\u00e1ginas escrita por 65 bot\u00e2nicos de v\u00e1rios pa\u00edses sob a coordena\u00e7\u00e3o de Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, e publicada de 1840 a 1906.<\/p>\n<p>Na Flora brasiliensis, o grupo predominante, com 32.813 esp\u00e9cies, s\u00e3o as plantas com sementes protegidas por frutos carnosos ou secos, as chamadas angiospermas. Nesse grupo est\u00e3o as \u00e1rvores como o ip\u00ea e o jacarand\u00e1, a roseira e outras esp\u00e9cies ornamentais, o feij\u00e3o, o amendoim, o milho e a maioria dos vegetais usados na alimenta\u00e7\u00e3o. Somente de feij\u00f5es, pertencentes aos g\u00eaneros Vigna, Canavalia e Phaseolus, a flora brasileira registra cerca de 30 esp\u00e9cies nativas e naturalizadas, \u201ca maioria delas com um potencial para a alimenta\u00e7\u00e3o humana ainda pouco investigado\u201d, comentou Vinicius Souza, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) que participou da produ\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es desse trabalho.<\/p>\n<p>As angiospermas se espalharam quando o clima se tornou quente e \u00famido, depois da extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros. As mudan\u00e7as do clima eliminaram a maioria das gimnospermas, hoje raras em todo o mundo: os bot\u00e2nicos encontraram apenas 30 esp\u00e9cies, sendo 23 nativas, desse grupo no Brasil. Por sua vez, as samambaias e as lic\u00f3fitas \u2013 plantas sem sementes e sem flores, que se reproduzem por esporos, tamb\u00e9m com origem antiga \u2013 est\u00e3o representad\u200bas por 1.253 esp\u00e9cies no Brasil\u200b; algumas \u200bdelas \u200batingem 20 metros de altura, lembrando as variedades gigantes que marcavam a paisagem terrestre h\u00e1 300 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p><strong>Alegria e inquieta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os bot\u00e2nicos agora convivem com a satisfa\u00e7\u00e3o de ver mais uma etapa do projeto conclu\u00edda e, ao mesmo tempo, uma desagrad\u00e1vel inquieta\u00e7\u00e3o, porque eles sabem que a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das coletas de amostras de plantas, sobre as quais o trabalho foi feito, n\u00e3o era equilibrada: havia muito mais informa\u00e7\u00f5es sobre as regi\u00f5es Sul e Sudeste, onde se concentram as coletas, os grupos de especialistas e as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, do que nas outras partes do pa\u00eds. Enquanto no Rio de Janeiro havia 5,8 coletas por quil\u00f4metro quadrado (km2) e no Esp\u00edrito Santo, 3,9 por km2, no Par\u00e1 e no Amazonas essa rela\u00e7\u00e3o era de 0,10 e 0,17 por km2.<\/p>\n<p>Provavelmente por causa do n\u00famero de coletas aqu\u00e9m do desejado pelos bot\u00e2nicos, o estado do Amazonas aparece em terceiro lugar entre os estados com maior diversidade, seguindo Minas Gerais, em primeiro, e Bahia. Os bot\u00e2nicos n\u00e3o est\u00e3o satisfeitos com esse resultado. \u201cNo Amazonas poderia haver pelo menos mais 20 mil esp\u00e9cies ainda n\u00e3o amostradas\u201d, disse Souza.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo encontra-se em quarto lugar de diversidade. Al\u00e9m de ser um espa\u00e7o bastante percorrido por expedi\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas, o estado apresenta uma variedade de relevos, com plan\u00edcies a oeste e montanhas a leste, e de tipos de vegeta\u00e7\u00e3o que favorecem a forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies. \u201cTanto as forma\u00e7\u00f5es vegetais de clima frio que v\u00eam do sul quanto as de clima quente, como o Cerrado, param em S\u00e3o Paulo\u201d, disse Jos\u00e9 Rubens Pirani, professor do Instituto de Bioci\u00eancias (IB) da USP.<\/p>\n<p>\u201cInfelizmente, mantivemos a distor\u00e7\u00e3o do trabalho de Von Martius, que coletou principalmente na Mata Atl\u00e2ntica, Caatinga e Cerrado e andou pouco pela Amaz\u00f4nia\u201d, comentou Rafaela. \u201cPrecisamos de um plano nacional de mapeamento das esp\u00e9cies de plantas da Floresta Amaz\u00f4nica para resolver o problema da subamostragem do maior bioma brasileiro, que representa metade do territ\u00f3rio nacional.\u201d<\/p>\n<p>Elaborado com informa\u00e7\u00f5es mantidas em herb\u00e1rios e em bases on-line como o Reflora, atualmente com 1.390.218 registros de plantas nativas <span style=\"color: #ff6600;\"><strong>(<a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/03\/13\/milhoes-de-plantas-on-line\/?cat=politica\" target=\"_blank\">ver Pesquisa FAPESP n\u00ba 229<\/a>),<\/strong><\/span> o levantamento apontou a Mata Atl\u00e2ntica como o bioma com maior diversidade de angiospermas, samambaias, lic\u00f3fitas e fungos, em raz\u00e3o de coletas mais numerosas e da variedade de altitudes, climas e latitudes. Em segundo lugar est\u00e1 a Amaz\u00f4nia e em terceiro, o Cerrado.<\/p>\n<p>\u201cAinda estamos longe dos prov\u00e1veis n\u00fameros reais\u201d, observou Souza. \u201cQuanto maior o n\u00famero de coletas por regi\u00e3o ou estado, maior o n\u00famero de esp\u00e9cies.\u201d Uma evid\u00eancia de sua afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 que, por causa das coletas mais numerosas, a diversidade de plantas do Tocantins aumentou 70% e a do Piau\u00ed, 40%, em rela\u00e7\u00e3o ao registrado na primeira vers\u00e3o da Flora, de 2010. \u201cN\u00e3o est\u00e1vamos trabalhando l\u00e1 e as plantas n\u00e3o apareciam\u201d, comentou Pirani. Em 2013, com sua equipe, ele identificou uma esp\u00e9cie nova de arbusto, Simaba tocantina, em uma \u00e1rea de Cerrado pouco conhecida no interior e nas proximidades do parque do Jalap\u00e3o, leste do Tocantins, marcada por vastos areais como os descritos no livro Grande sert\u00e3o: veredas, de Guimar\u00e3es Rosa.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o Norte, as \u00e1reas menos estudadas s\u00e3o as mais prop\u00edcias ao avan\u00e7o das novas planta\u00e7\u00f5es de soja e cana-de-a\u00e7\u00facar. \u201cO desmatamento \u00e9 muito mais r\u00e1pido do que nossa capacidade de conhecer a floresta\u201d, queixou-se a bot\u00e2nica paulista Daniela Zappi, pesquisadora do Kew Gardens, de Londres. \u201c\u00c9 um desespero. Parece que n\u00e3o vai dar tempo de chegar nessas \u00e1reas, principalmente no Arco do Desmatamento, entre o norte do Mato Grosso e o sul do Par\u00e1.\u201d<\/p>\n<p>As cact\u00e1ceas, um dos grupos em que ela \u00e9 especialista, apresentam uma elevada diversidade no Brasil \u2013 em Minas vivem 103 esp\u00e9cies e na Bahia, 98 \u2013, mas 32% das 260 esp\u00e9cies desse grupo encontram-se em grau vari\u00e1vel de risco de extin\u00e7\u00e3o. As \u00e1reas que ocupam s\u00e3o continuamente substitu\u00eddas por planta\u00e7\u00f5es de eucalipto, agricultura ou minera\u00e7\u00e3o. Os cactos s\u00e3o explorados como plantas ornamentais e colhidos para servir como alimento para o gado ou para pessoas, que tamb\u00e9m os usam como fonte de medicamentos, geralmente sem se preocupar em repor as popula\u00e7\u00f5es originais. Outro problema \u00e9 que muitas esp\u00e9cies crescem apenas em \u00e1reas espec\u00edficas. \u00c9 o caso do Arrojadoa marylaniae, um cacto colunar com an\u00e9is de flores vermelhas que cresce apenas sobre uma jazida de quartzo branco de valor comercial no interior da Bahia.<\/p>\n<p>O trabalho de identifica\u00e7\u00e3o e estudo da distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de cada esp\u00e9cie est\u00e1 atrelado a um plano de a\u00e7\u00e3o, de modo a estudar e favorecer a poliniza\u00e7\u00e3o e germina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em maior risco de extin\u00e7\u00e3o. As a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o incluem a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores n\u00e3o acad\u00eamicos. Gerardus Oolstrom, um criador de cactos comerciais em Holambra, interior paulista, trabalhou com bot\u00e2nicos acad\u00eamicos na identifica\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie nova, a Rhipsalis flagelliformis, que ele viu pela primeira vez cultivada em um s\u00edtio que havia sido do paisagista Roberto Burle Marx no bairro de Guaratiba, na cidade do Rio de Janeiro. \u201cOs colecionadores, quando integrados com os grupos de pesquisa, podem ajudar muito no trabalho de localiza\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies\u201d, observou Daniela.<\/p>\n<p>Rafaela tamb\u00e9m trabalha com o advogado Elton Leme, um bot\u00e2nico n\u00e3o profissional, na caracteriza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas novas esp\u00e9cies do g\u00eanero Encholirium, que vivem entre rochas em morros da Bahia e de Minas Gerais. Por sua vez, pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Zoo-Bot\u00e2nica de Belo Horizonte espalharam cartazes com o t\u00edtulo \u201cProcura-se\u201d e fotos e informa\u00e7\u00f5es sobre o faveiro-de-wilson, uma \u00e1rvore rara, e conseguiram localizar muitos exemplares com a ajuda de moradores do interior de Minas <span style=\"color: #ff6600;\"><strong>(<a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/09\/15\/o-resgate-de-uma-especie\/?cat=ciencia\" target=\"_blank\">ver Pesquisa Fapesp no 235<\/a>).<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o precisamos plantar apenas rosas e azaleias\u201d, prop\u00f4s Pirani enquanto caminhava pelos corredores amplos e ensolarados do herb\u00e1rio do IB-USP no in\u00edcio de janeiro. \u201cCultivar plantas ornamentais nativas em nossas casas, nas ruas e nas margens de estradas \u00e9 uma forma de preservar a diversidade.\u201d Em seguida ele apresentou um arbusto de flores azuis, a canela-de-ema, duas brom\u00e9lias, o gravat\u00e1 e a macambira, e outras plantas coletadas na serra de Gr\u00e3o Mogol, norte de Minas Gerais, que ele procura adaptar ao clima da capital. \u201cAqui chove mais do que em Minas, mas, mesmo assim, algumas delas florescem todo ano.\u201d<\/p>\n<p><strong>Artigos cient\u00edficos<\/strong><\/p>\n<p>COSTA, D. P. e PERALTA, D. F. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2175-78602015000401063\" target=\"_blank\">Bryophytes diversity in Brazil<\/a>.<\/strong><\/span> Rodrigu\u00e9sia. v. 66, n. 4, p. 1063-71. 2015.<\/p>\n<p>MAIA, L. C. et al. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2175-78602015000401033\" target=\"_blank\">Diversity of Brazilian Fungi<\/a>. Rodrigu\u00e9sia.<\/strong><\/span> v. 66, n. 4, p. 1033-45. 2015.<\/p>\n<p>MENEZES, M. et al. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2175-78602015000401047\" target=\"_blank\">Update of the Brazilian floristic list of Algae and Cyanobacteria<\/a>.<\/strong><\/span> Rodrigu\u00e9sia. v. 66, n. 4, p. 1047-62. 2015.<\/p>\n<p>PRADO, J. et al. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S2175-78602015000401073&amp;script=sci_abstract\" target=\"_blank\">Diversity of ferns and lycophytes in Brazil<\/a>.<\/strong><\/span> Rodrigu\u00e9sia. v. 66, n. 4, p. 1073-83. 2015.<\/p>\n<p>THE BRAZIL FLORA GROUP. <span style=\"color: #ff6600;\"><strong><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S2175-78602015000401085&amp;script=sci_abstract\" target=\"_blank\">Growing knowledge: an overview of seed plant diversity in Brazil<\/a>.<\/strong><\/span> Rodrigu\u00e9sia. v. 66, n. 4, p. 1085-113. 2015.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Carlos Fioravanti, Revista Pesquisa\u00a0FAPESP de mar\u00e7o de\u00a02016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bot\u00e2nicos registram 46 mil esp\u00e9cies e identificam em m\u00e9dia 250 por ano no Brasil Depois de sete anos de trabalho, um grupo de 575 bot\u00e2nicos do Brasil e de outros 14 pa\u00edses concluiu a vers\u00e3o mais recente de um amplo levantamento sobre a diversidade de plantas, algas e fungos do Brasil, agora calculada em 46.097&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[90,15],"post_series":[],"class_list":["post-16209","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-ambiente-ambiental-environment-environmental-meio-ambiente","tag-biodiversidade","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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