{"id":17043,"date":"2016-08-26T17:00:03","date_gmt":"2016-08-26T20:00:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=17043"},"modified":"2016-08-25T11:52:32","modified_gmt":"2016-08-25T14:52:32","slug":"o-clima-na-era-dos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/o-clima-na-era-dos-humanos\/","title":{"rendered":"O clima na era dos humanos"},"content":{"rendered":"<p><em>Pode a mente humana dominar o que a mente humana criou?<\/em><br \/>\n<em>Paul Val\u00e9ry<\/em><\/p>\n<p><em><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/160727a-768x247.png\" width=\"550\" \/><\/em><\/p>\n<p>O planeta Terra foi formado h\u00e1 cerca 4,5 bilh\u00f5es de anos. Os primeiros seres vivos (estromat\u00f3litos) datam de 3,8 bilh\u00f5es de anos. Esses primeiros seres vivos eram bem simples. Centenas de milh\u00f5es de anos depois surgiram os organismos invertebrados. As\u00a0<strong>esponjas<\/strong> foram os <strong>primeiros animais invertebrados a surgir na Terra<\/strong>, h\u00e1 650 milh\u00f5es de anos e h\u00e1 520 milh\u00f5es de anos surgiram os primeiros vertebrados. As grandes\u00a0<strong>varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong> dificultavam a sobreviv\u00eancia dos seres vivos.<\/p>\n<p>H\u00e1 <strong>65,5 milh\u00f5es de anos<\/strong>, \u00e9poca que marca o <strong>fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo<\/strong> (K) e o\u00a0<strong>in\u00edcio do Pale\u00f3geno<\/strong> (Pg) ocorreu uma grande extin\u00e7\u00e3o em massa da vida na Terra. A extin\u00e7\u00e3o \u201cK-Pg\u201d \u00e9 muito conhecida devido ao <strong>desaparecimento dos dinossauros<\/strong>, mas vitimou tamb\u00e9m 75% das esp\u00e9cies. Isto ocorreu devido ao impacto de um asteroide com a Terra, o que ficou evidente com a descoberta de uma enorme cratera soterrada em Chicxulub, no Estado de Iucat\u00e3, M\u00e9xico, medindo cerca de 180 quil\u00f4metros de di\u00e2metro. O asteroide que caiu no M\u00e9xico tinha mais de 10 quil\u00f4metros de di\u00e2metro e o impacto dele com a Terra liberou energia equivalente a da explos\u00e3o de cinco bilh\u00f5es de bombas at\u00f4micas como as usadas sobre <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/vitimas-de-genocidios-e-massacres\/512147-hiroshima-6-de-agosto\" target=\"_blank\"><strong>Hiroshima<\/strong><\/a>. A mudan\u00e7a abrupta do clima global levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o total dos dinossauros e de grande parte da vida na Terra.<\/p>\n<p>O per\u00edodo mais quente dos \u00faltimos 500 milh\u00f5es de anos aconteceu no chamado \u201c<strong>M\u00e1ximo T\u00e9rmico do Paleoceno-Eoceno<\/strong>\u201d (MTPE ou PETM em ingl\u00eas). Em apenas 20 mil anos, a temperatura m\u00e9dia terrestre aumentou em 6\u00ba C, com um correspondente\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/551923-o-nivel-do-mar-subiu-mais-rapido-no-seculo-xx-do-que-nos-3000-anos-anteriores\" target=\"_blank\"><strong>aumento do n\u00edvel do mar<\/strong><\/a>, bem como um <strong>aquecimento dos oceanos<\/strong>. As concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera aumentaram significativamente, provocando escassez de oxig\u00eanio nas profundezas oce\u00e2nicas, provocando grandes <strong>extin\u00e7\u00f5es de vida marinha<\/strong>. Durante o MTPE foram liberadas nos oceanos e na atmosfera entre 1.500 e 2.000 gigatoneladas de carbono num lapso de tempo de mil anos, o que \u00e9 equipar\u00e1vel \u00e0s atuais emiss\u00f5es antr\u00f3picas.<\/p>\n<p>A partir do <strong>M\u00e1ximo T\u00e9rmico do Paleoceno-Eoceno<\/strong> (MTPE) as temperaturas come\u00e7aram a cair continuamente at\u00e9 ficar abaixo do n\u00edvel atual. O g\u00eanero <strong>Homo<\/strong>, que inclui os<strong> humanos modernos<\/strong>, surgiu a cerca de 2,5 milh\u00f5es de anos, evoluindo de ancestrais australopitec\u00edneos e o surgimento do <strong>Homo habilis<\/strong>. Nota-se que o g\u00eanero\u00a0<strong>Homo<\/strong> surgiu e evoluiu em um clima com temperaturas iguais ou menores do que as atuais. Nestes 2 a 3 milh\u00f5es de anos houve diversos per\u00edodos glaciais e interglaciais que variavam entre 10 e 15 mil anos, sendo que, na maioria do tempo, o clima oscilava entre zero e cerca de 4\u00ba C para baixo. Mas tamb\u00e9m houve pequenos per\u00edodos em que a temperatura ficou acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>O <strong>Homo Sapiens<\/strong> surgiu na \u00c1frica h\u00e1 cerca de 200 mil anos, se espalhando pelo Planeta por volta de 90 mil anos atr\u00e1s. Enquanto o <strong>Homo Sapiens<\/strong> ainda estava na \u00c1frica tropical, ocorreu o per\u00edodo <strong>Eemiano<\/strong>, entre 130.000 e 110.000 anos, sendo o \u00faltimo per\u00edodo interglacial antes do <strong>Holoceno<\/strong>, no qual o clima era mais quente do que o de hoje e o n\u00edvel do mar estava entre 5 a 6 metros mais alto do que o n\u00edvel atual.<\/p>\n<p>Entre 350 mil e 20 mil anos atr\u00e1s, tamb\u00e9m habitou a Terra o <strong>homem de Neandertal\u00a0<\/strong>que viveu na Europa e partes do oeste da \u00c1sia. Eles coexistiram no tempo com o <strong>Homo sapiens<\/strong>, mas com poucos contatos, embora os neandertais compartilhem 99,7 por cento de seu DNA com os humanos modernos, apesar de apresentarem diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas muito espec\u00edficas. Os <strong>Neandertais<\/strong> foram extintos no \u00faltimo per\u00edodo glacial que ocorreu ap\u00f3s o per\u00edodo <strong>Eemiano<\/strong>.<\/p>\n<p>O \u00faltimo per\u00edodo glacial, tamb\u00e9m conhecido como <strong>Idade do Gelo<\/strong>, ocorreu durante a \u00faltima parte do <strong>Pleistoceno<\/strong>, de aproximadamente 110.000 a 10.000 atr\u00e1s. Esta glacia\u00e7\u00e3o foi a \u00faltima acontecida na Terra, marca fim do per\u00edodo Pleistoceno e foi quando o aumento do gelo permitiu a travessia (<strong>Estreito de Bering<\/strong>) do ser humano da \u00c1sia para a Am\u00e9rica do Norte. Um evento que quase exterminou os seres humanos foi a \u201c<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/555117-de-guerras-a-robos-os-7-perigos-que-podem-provocar-uma-catastrofe-global\" target=\"_blank\"><strong>cat\u00e1strofe de Toba<\/strong><\/a>\u201d, que ocorreu de 70 mil a 80 mil anos atr\u00e1s, em decorr\u00eancia de um evento vulc\u00e2nico no <strong>Lago Toba<\/strong>, em Sumatra, na <strong>Indon\u00e9sia<\/strong>, que pode ter reduzido a popula\u00e7\u00e3o humana mundial a algo em torno de 10 mil pessoas. Foi no per\u00edodo mais frio do \u00faltimo per\u00edodo glacial que os <strong>Neandertais foram extintos<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas o clima mudou com o fim do <strong>Pleistoceno<\/strong> e o in\u00edcio do<strong> Holoceno<\/strong>. A temperatura subiu e se manteve surpreendentemente est\u00e1vel nos \u00faltimos 10 mil anos, com uma varia\u00e7\u00e3o de 0,5\u00ba C para cima ou para baixo da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX. Foi nesse per\u00edodo que houve o grande avan\u00e7o da hist\u00f3ria humana. A estabilidade clim\u00e1tica foi fundamental para o sucesso da <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola<\/strong> e o <strong>avan\u00e7o da pecu\u00e1ria<\/strong> que possibilitou a vida sedent\u00e1ria, o surgimento das cidades e o avan\u00e7o da escrita e da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/160727b.gif\" width=\"550\" \/><\/p>\n<p>Segundo <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/noticias-arquivadas\/29782-nao-havera-muro-que-detenha-os-haitianos-no-pais%60-entrevista-com-jared-diamond\" target=\"_blank\"><strong>Jared Diamond<\/strong><\/a>, no livro \u201c<em>Armas, Germes e A\u00e7o<\/em>\u201d a cultura floresceu no per\u00edodo <strong>Neol\u00edtico<\/strong>, cerca de 8.500 a.C., iniciando-se com a <strong>domestica\u00e7\u00e3o de plantas e animais<\/strong>, em fun\u00e7\u00e3o da alta fertilidade do solo e do ecossistema do <strong>Crescente F\u00e9rtil<\/strong>(regi\u00e3o da Mesopot\u00e2mia e Oriente M\u00e9dio). Excedente de alimentos, aumento populacional, sedentarismo, mais gente para pensar, inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, explora\u00e7\u00e3o dos metais, <strong>fabrica\u00e7\u00e3o de armas<\/strong>, excedente de produtos agr\u00edcolas e de animais, aumento das trocas (escambo), <strong>surgimento do com\u00e9rcio<\/strong>, <strong>inven\u00e7\u00e3o da roda e da escrita<\/strong>, forma\u00e7\u00e3o de aldeias e cidades, <strong>organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>, tudo isso, permitiu um grande avan\u00e7o do tamanho da popula\u00e7\u00e3o e da melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 necess\u00e1rio refor\u00e7ar que o <strong>Holoceno<\/strong> (\u00faltimos 10 mil anos) foi um per\u00edodo de grande <strong>estabilidade clim\u00e1tica<\/strong> e que manteve temperaturas abaixo do per\u00edodo\u00a0<strong>Eemiano<\/strong> (entre 130.000 e 110.000 anos) e acima do \u00faltimo per\u00edodo glacial (entre 110.000 a 10.000 atr\u00e1s). Por\u00e9m, esse per\u00edodo excepcional, em que o clima ajudou o desenvolvimento humano, est\u00e1 chegando ao fim, exatamente pelo poder exponencial das atividades antr\u00f3picas.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico abaixo mostra que a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/556543-concentracao-de-co2-na-atmosfera-ultrapassa-barreira-simbolica-de-4-centenas-de-partes-por-milhao\" target=\"_blank\"><strong>concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera<\/strong><\/a> variou de 185 a 280 partes por milh\u00e3o (ppm) nos \u00faltimos 800 mil anos, antes da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e Energ\u00e9tica. A varia\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela <strong>mudan\u00e7a da temperatura<\/strong> entre os per\u00edodos mais quentes e os per\u00edodos glaciais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/160727c-768x484.png\" width=\"550\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o in\u00edcio do uso generalizado dos <a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/554625-liberte-se-dos-combustiveis-fosseis&amp;sa=U&amp;ved=0ahUKEwj-lIqhppbOAhXHsh4KHWssBrEQFggFMAA&amp;client=internal-uds-cse&amp;usg=AFQjCNFgsozy6cvFcnWzyzXIlgZ1_eW2_w\" target=\"_blank\"><strong>combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/strong><\/a> (<strong>carv\u00e3o<\/strong> <strong>mineral<\/strong>,<strong>petr\u00f3leo<\/strong> e <strong>g\u00e1s<\/strong>) a <strong>concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera subiu<\/strong> para 400 ppm em 2015, acelerando o aquecimento da atmosfera. Isto quer dizer que o clima na Terra deve voltar para o n\u00edvel do per\u00edodo <strong>Eemiano<\/strong> que estava pelo menos 2\u00ba C acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX e o n\u00edvel do mar estava entre 5 e 6 metros acima do n\u00edvel atual.<\/p>\n<p>Com a <strong>crescente emiss\u00e3o de gases de efeito estufa<\/strong> (GEE), o clima na Terra caminha para um n\u00edvel sem precedentes nos \u00faltimos 3 milh\u00f5es de anos. Se as emiss\u00f5es de GEE continuarem a <strong>temperatura do Planeta pode chegar a 4,5\u00ba C<\/strong> acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX (cerca de 5\u00ba C acima da m\u00e9dia do <strong>Holoceno<\/strong>) at\u00e9 2100. Isto levaria \u00e0 <strong>eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos<\/strong> e \u00e0 inunda\u00e7\u00e3o de amplas \u00e1reas costeiras, inclusive de grandes cidades ao redor do mundo, afetando diretamente a vida de pelo menos 500 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico mostra que existe uma rela\u00e7\u00e3o muito forte entre as emiss\u00f5es de carbono e o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/551061-pesquisador-explica-o-aumento-da-temperatura-global\" target=\"_blank\"><strong>aumento da temperatura global<\/strong><\/a>. Entre 1880 e 1900 a temperatura estava 0,2\u00baC abaixo da m\u00e9dia da temperatura do s\u00e9culo XX. Entre 1901 e 1950 a m\u00e9dia da temperatura ficou 0,15\u00baC abaixo da m\u00e9dia do s\u00e9culo passado e entre 1951 a 2000 ficou 0,15\u00baC acima da m\u00e9dia. Portanto, houve um aumento de temperatura, mas que alguns c\u00e9ticos consideravam como efeito natural.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o ano de <strong>1998 foi o mais quente do s\u00e9culo XX<\/strong> e ficou 0,63\u00baC acima da m\u00e9dia secular. E o que estava ruim, piorou muito no s\u00e9culo XXI, pois a temperatura em 2015 ficou 0,90\u00baC acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX, um acr\u00e9scimo de 0,27\u00baC em apenas 17 anos. Para os incr\u00e9dulos, e surpreendentemente, os tr\u00eas primeiros meses de 2016 tiveram um aumento clim\u00e1tico extremamente elevado, n\u00e3o antecipado por ningu\u00e9m e nenhum modelo estat\u00edstico. O aumento da temperatura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do s\u00e9culo XX foi de 1,04\u00baC em janeiro, de 1,21\u00baC em fevereiro e de 1,22\u00baC em mar\u00e7o de 2016, segundo dados da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA). Ou seja, em rela\u00e7\u00e3o ao final do s\u00e9culo XIX, o aumento da temperatura no primeiro trimestre de 2016 ficou quase 1,5\u00baC mais elevada, o que \u00e9 a meta de limite m\u00e1ximo de aumento da temperatura proposta pelo <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/557216-acordo-de-paris-nao-conseguira-conter-aumento-da-temperatura-alertam-cientistas\" target=\"_blank\"><strong>Acordo de Paris<\/strong><\/a> para o ano de 2100. No primeiro semestre de 2016 a temperatura ficou 1,05\u00baC. acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX. \u00c9 a primeira vez que se registra um semestre com temperatura acima de 1\u00baC. Tudo isto acendeu o alerta e os ambientalistas est\u00e3o falando em emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/160727d-768x511.png\" width=\"550\" \/><br \/>\nMesmo que o <strong>Acordo de Paris<\/strong>, da <strong>COP-21<\/strong>, seja colocado em pr\u00e1tica, a temperatura pode chegar a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/554218-dia-da-terra-aquecimento-global-e-emissoes-de-carbono\" target=\"_blank\"><strong>3,5\u00baC acima da m\u00e9dia<\/strong><\/a> do s\u00e9culo XX e 4\u00baC acima da m\u00e9dia do Holoceno. As consequ\u00eancias seriam desastrosas de qualquer maneira. No caso de a temperatura ficar em 2\u00baC acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX at\u00e9 2100 j\u00e1 seria problem\u00e1tico. E o pior \u00e9 que o aumento deve continuar no s\u00e9culo XXII. Isto quer dizer que o futuro da civiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em s\u00e9rio perigo.<\/p>\n<p>Em artigo publicado m\u00eas passado no peri\u00f3dico <strong>Atmospheric Chemistry and Physics Discussion<\/strong>, o cientista <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/549666-a-cupula-de-paris-e-o-aquecimento-global-que-nos-empurra-para-o-abismo\" target=\"_blank\"><strong>James Hansen<\/strong><\/a> e colegas (2016) confirmam que o aumento da temperatura em 2\u00baC pode ser extremamente perigoso, pois pode gerar super-furac\u00f5es e elevar o n\u00edvel do mar, no longo prazo, em v\u00e1rios metros, amea\u00e7ando as \u00e1reas costeiras em geral, especialmente as mais povoadas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/160727e-768x639.png\" width=\"550\" \/><\/p>\n<p>Ou seja, desde o surgimento do <strong>g\u00eanero Homo<\/strong>, h\u00e1 cerca de 2,5 milh\u00f5es de anos, o clima nunca ficou t\u00e3o quente como se projeta para o final do s\u00e9culo XXI. Ser\u00e1 pior no s\u00e9culo XXII. Na maior parte de sua hist\u00f3ria, o <strong>Homo Sapiens<\/strong> <strong>viveu em temperaturas menores do que as atuais<\/strong>. O clima atual \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o totalmente at\u00edpica e que a humanidade nunca viveu desde que desceu das \u00e1rvores e passou a derrub\u00e1-las. Uma s\u00fabita mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode levar a civiliza\u00e7\u00e3o ao colapso.<\/p>\n<p>Para mudar este quadro, <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/552092-movimento-global-liberte-se-dos-combustiveis-fosseis-mobilizara-milhares-de-brasileiros-em-quatro-estados\" target=\"_blank\"><strong>libertar-se dos combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/strong><\/a> \u00e9 essencial. Por\u00e9m, est\u00e1 cada vez mais evidente que n\u00e3o basta mudar a matriz energ\u00e9tica, descarbonizar a economia e promover uma maquiagem verde no processo de produ\u00e7\u00e3o e consumo. \u00c9 preciso, urgentemente, colocar na ordem do dia o debate sobre os meios de se promover o decrescimento das atividades antr\u00f3picas. A meta de redu\u00e7\u00e3o da pobreza deve ser alcan\u00e7ada pelo decrescimento das <strong>desigualdades sociais<\/strong> e n\u00e3o pelo crescimento econ\u00f4mico desenfreado.<\/p>\n<p>Como afirmei em outro artigo: a economia depende da ecologia e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Os desastres, geralmente, n\u00e3o s\u00e3o naturais, j\u00e1 que o maior desastre em curso \u00e9 o\u00a0<strong>aquecimento globa<\/strong>l provocado pelas exponenciais <strong>emiss\u00f5es de<\/strong> <strong>gases de efeito estufa<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 a natureza que est\u00e1 amea\u00e7ando o ser humano. O ser humano est\u00e1 se autodestruindo ao aquecer a temperatura do Planeta. E o pior \u00e9 que muitas esp\u00e9cies inocentes podem desaparecer no <strong>Antropocen<\/strong>o devido \u00e0 irresponsabilidade e gan\u00e2ncia humanas.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.globalcarbonatlas.org\/?q=en\/outreach\" target=\"_blank\">Carbon Story<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.climateinteractive.org\/programs\/scoreboard\/\" target=\"_blank\">Climate Scoreboard \u2013 UN Climate Pledge Analysis<\/a><\/li>\n<li>DIAMOND, Jared Mason. <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Al6yEPe5mHU\" target=\"_blank\">Armas, Germes e A\u00e7o: os destinos das sociedades humanas<\/a>. Rio de Janeiro: Record, 11\u00aa ed. 2009. Armas germes e A\u00e7o 1\/3 \u2013 Saindo do Jardim do \u00c9den<\/li>\n<li>Climate Central. <a href=\"http:\/\/www.climatecentral.org\/news\/see-earths-temperature-spiral-toward-2c-20332\" target=\"_blank\">See Earth\u2019s Temperature Spiral Toward 2\u00b0C<\/a>, May 9th, 2016<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.esrl.noaa.gov\/gmd\/ccgg\/trends\/history.html\" target=\"_blank\">History of atmospheric carbon dioxide from 800,000 years ago until January, 2014<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/neem.dk\/\" target=\"_blank\">The North Greenland Eemian Ice Drilling \u2013 NEEM<\/a><\/li>\n<li>HANSEN, J et. al. <a href=\"http:\/\/www.atmos-chem-phys.net\/16\/3761\/2016\/acp-16-3761-2016.pdf\" target=\"_blank\">Ice melt, sea level rise and superstorms: evidence from paleoclimate data, climate modeling, and modern observations that 2\u00b0C global warming could be dangerous<\/a>. Atmos. Chem. Phys., 16, 3761\u20133812, 2016<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fonte &#8211; Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas,\u00a0EcoDebate de 27 de julho de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode a mente humana dominar o que a mente humana criou? Paul Val\u00e9ry O planeta Terra foi formado h\u00e1 cerca 4,5 bilh\u00f5es de anos. Os primeiros seres vivos (estromat\u00f3litos) datam de 3,8 bilh\u00f5es de anos. Esses primeiros seres vivos eram bem simples. Centenas de milh\u00f5es de anos depois surgiram os organismos invertebrados. 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