{"id":17338,"date":"2016-10-02T09:00:00","date_gmt":"2016-10-02T12:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=17338"},"modified":"2025-10-13T06:04:34","modified_gmt":"2025-10-13T09:04:34","slug":"na-china-a-problematica-da-ecologia-vista-como-um-luxo-choca-se-com-a-do-emprego-que-e-vital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/na-china-a-problematica-da-ecologia-vista-como-um-luxo-choca-se-com-a-do-emprego-que-e-vital\/","title":{"rendered":"Na China, \u201ca problem\u00e1tica da ecologia, vista como um luxo, choca-se com a do emprego, que \u00e9 vital\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea conhece <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/560072-politica-publica-acachapada-pela-financeirizacao-o-nocaute-do-bem-comum-e-a-panaceia-das-parcerias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yann Moulier-Boutang<\/a> por suas an\u00e1lises sobre o capitalismo cognitivo ou ainda sobre a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/560028-uma-outra-financa-e-possivel-yann-moulier-boutang-e-a-economia-da-polinizacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">economia da poliniza\u00e7\u00e3o<\/a>. Mas voc\u00ea sabia que ele tamb\u00e9m \u00e9 um especialista em <strong>China<\/strong>? N\u00f3s encontramos o economista nas suas peregrina\u00e7\u00f5es por <strong>Xangai<\/strong> para ouvir sua an\u00e1lise dos desafios ecol\u00f3gicos com os quais o pa\u00eds se confronta. Porque, se a estrat\u00e9gia do governo chin\u00eas tende massivamente para uma resolu\u00e7\u00e3o da crise ambiental nos pr\u00f3ximos 20 anos, sua coloca\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica \u00e9 menos certa.<\/p>\n<p>A <strong>China<\/strong> enfrenta hoje os mesmos desafios que os pa\u00edses do <strong>Ocidente<\/strong>, mas em propor\u00e7\u00f5es muito maiores, tanto do lado dos problemas como das solu\u00e7\u00f5es. Se a imprensa ocidental publica regularmente imagens chocantes sobre a polui\u00e7\u00e3o do ar, este problema n\u00e3o \u00e9 o mais importante e est\u00e1 na quinta posi\u00e7\u00e3o, de sete \u201cchagas\u201d ecol\u00f3gicas identificadas pelo economista. (<a href=\"https:\/\/epchiropractic.com\/tramadol-online-in-the-us\/\">https:\/\/epchiropractic.com\/<\/a>)  A partir da constata\u00e7\u00e3o de que o desemprego aparece como o principal freio para a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, ele desenvolve a ideia da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-entrevistas\/559708-escombros-e-velharia-que-impedem-a-construcao-de-futuro-entrevista-especial-com-yann-moulier-boutang\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">renda universal<\/a> como uma solu\u00e7\u00e3o a se considerar seriamente no contexto chin\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Em que p\u00e9 est\u00e1 a China em mat\u00e9ria de ecologia e especialmente de polui\u00e7\u00e3o do ar?<\/strong><\/p>\n<p>Se os meios de comunica\u00e7\u00e3o evocam exaustivamente a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/557696-diminuir-a-poluicao-na-china-sim-mas-so-se-custar-cinco-euros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">polui\u00e7\u00e3o<\/a> do ar, esse, no entanto, n\u00e3o \u00e9 o maior problema com que se preocupar, mesmo se este \u00e9 um problema s\u00e9rio. Ela se deve, em primeiro lugar, \u00e0 calefa\u00e7\u00e3o e \u00e0 ind\u00fastria, que extraem sua energia do carv\u00e3o.\u00a0<strong>Pequim<\/strong> \u00e9 particularmente afetada e n\u00e3o se ouve muito falar sobre isso, mas ela est\u00e1 melhorando, uma vez que est\u00e1 entrando em um processo acentuado de desindustrializa\u00e7\u00e3o. Ela anunciou em abril a demiss\u00e3o de 1,8 milh\u00e3o de empregados nas minas de carv\u00e3o e da siderurgia.<\/p>\n<p>Na realidade, a geografia da polui\u00e7\u00e3o do ar muda. <strong>Xangai<\/strong>, que se encontra situada entre\u00a0<strong>Wuhan<\/strong>, <strong>Nanjing<\/strong> e <strong>Hangzhou<\/strong>, cidades industriais altamente poluentes, tem um futuro sombrio e poder\u00e1 ultrapassar as taxas de polui\u00e7\u00e3o de <strong>Pequim<\/strong>. A <strong>Manch\u00faria\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m \u00e9 particularmente afetada. L\u00e1, assim como na costa, \u00e9 onde as ind\u00fastrias modernas instalaram suas usinas suplementares de carv\u00e3o para evitar apag\u00f5es. Resultado: a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o na <strong>China<\/strong> \u00e9 de 1,4 bilh\u00e3o de toneladas por ano, sem contar a importa\u00e7\u00e3o de 200 milh\u00f5es a 400 milh\u00f5es de toneladas da <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma outra causa de polui\u00e7\u00e3o \u00e9 end\u00f3gena \u00e0s cidades; ela diz respeito \u00e0 <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/560181-a-producao-de-carros-eletricos-dispara-e-a-china-assume-a-lideranca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">motoriza\u00e7\u00e3o<\/a>. Em dois anos, a taxa de motoriza\u00e7\u00e3o passou de 19% para 21% e dever\u00e1 chegar aos 50% em 2025\/2030. A equa\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: embora tecnicamente estejamos fazendo progressos na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es dos ve\u00edculos, o aumento da motoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 tamanha que a polui\u00e7\u00e3o vai continuar a aumentar.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o, ent\u00e3o, os outros problemas ecol\u00f3gicos que a China deve enfrentar?<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>China<\/strong> explora seus solos h\u00e1 7 mil anos e alguns dos problemas encontrados, como a escassez de \u00e1gua, n\u00e3o s\u00e3o deste s\u00e9culo. \u00c9 preciso lembrar tamb\u00e9m que falamos de uma zona territorial que corresponde a tr\u00eas vezes a <strong>Europa<\/strong>, se consideramos o <strong>Tibet<\/strong> ou ainda a <strong>Manch\u00faria<\/strong>, territ\u00f3rios conquistados durante a dinastia <strong>Han<\/strong>. A ecologia, na\u00a0<strong>China<\/strong>, \u00e9 um tema vasto.<\/p>\n<p>Para mim, quatro desafios ecol\u00f3gicos s\u00e3o ainda mais preocupantes que a polui\u00e7\u00e3o do ar na <strong>China<\/strong>, a come\u00e7ar pelo desaparecimento de terras ar\u00e1veis. A <strong>China<\/strong> disp\u00f5e n\u00e3o mais que 7% de terras agricult\u00e1veis, contra 43% da <strong>Fran\u00e7a<\/strong>. Por boas raz\u00f5es, a <strong>China\u00a0<\/strong>artificializa 27 mil quil\u00f4metros quadrados de terras ar\u00e1veis a cada ano, ou seja, o equivalente \u00e0 superf\u00edcie da <strong>Gr\u00e3-Bretanha<\/strong> a cada 10 anos. \u00c9 por isso que a <strong>China\u00a0<\/strong>compra terras na <strong>Argentina<\/strong>, na <strong>Eti\u00f3pia<\/strong> e na <strong>\u00c1frica do Sul<\/strong>.<\/p>\n<p>Em seguida, vem o desmatamento. Ele \u00e9 t\u00e3o violento que o interior da <strong>Mong\u00f3lia<\/strong> est\u00e1 virando deserto. As imagens futuristas de <strong>Pequim<\/strong> sob areia n\u00e3o s\u00e3o, portanto, t\u00e3o fantasiosas.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar eu colocaria a escassez de \u00e1gua. H\u00e1 mil\u00eanios que a <strong>China<\/strong> vem enfrentando esse problema, especialmente no <strong>Norte<\/strong> do pa\u00eds. Entre o primeiro mil\u00eanio antes e o primeiro mil\u00eanio depois de Cristo, um canal de mais de dois mil quil\u00f4metros foi constru\u00eddo para levar \u00e1gua para as capitais do <strong>Norte<\/strong>. Isso continua at\u00e9 hoje. A <strong>China\u00a0<\/strong>vai inclusive transpor o curso do <strong>rio Yangtz\u00e9<\/strong>. A falta de \u00e1gua \u00e9 t\u00e3o s\u00e9ria que para os\u00a0<strong>Jogos Ol\u00edmpicos de Pequim<\/strong>, uma escolha teve que ser feita entre utilizar a \u00e1gua para regar os 17 milh\u00f5es de \u00e1rvores que foram plantadas na prov\u00edncia ou utilizar a \u00e1gua para os <strong>Jogos<\/strong>. Resultado: as \u00e1rvores est\u00e3o mortas.<\/p>\n<p>Em seguida, vem a polui\u00e7\u00e3o dos rios com metais pesados. Isso impacta especialmente a piscicultura, que constitui uma importante fonte de alimenta\u00e7\u00e3o para os chineses. <strong>A \u00e1gua da torneira n\u00e3o \u00e9 pot\u00e1vel em nenhuma cidade da China.<\/strong><\/p>\n<p>Finalmente, depois do problema da polui\u00e7\u00e3o do ar, vem a polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos solos e a degrada\u00e7\u00e3o da biodiversidade. <strong>Os pesticidas, inseticidas e OGM s\u00e3o utilizados sem nenhum limite. E algumas prov\u00edncias foram t\u00e3o longe que as abelhas desapareceram, e os homens foram obrigados a polinizar as \u00e1rvores flor por flor.<\/strong> As abelhas est\u00e3o sendo reintroduzidas. O mesmo problema vale para as aves, que foram massacradas seguindo o ditado de <strong>Mao<\/strong>: \u201cSe um p\u00e1ssaro te rouba tr\u00eas sementes, d\u00e1-lhe tr\u00eas golpes de bast\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Concretamente, o que o governo chin\u00eas est\u00e1 fazendo para responder a esses desafios?<\/strong><\/p>\n<p>O governo compreendeu que se <strong>Mao<\/strong> teve \u201co mandato do C\u00e9u\u201d (1), \u00e9 porque restaurou a independ\u00eancia da <strong>China<\/strong>; da mesma forma, os governos passados acompanharam a industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e quadruplicaram o n\u00edvel de vida dos habitantes em algumas d\u00e9cadas. Hoje, isso se jogar\u00e1 na quest\u00e3o da ecologia. Eu dou um prazo de 25 anos para resolver algumas das principais quest\u00f5es ecol\u00f3gicas. Sem isso, a dinastia ser\u00e1 questionada.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que desde a <strong>Exposi\u00e7\u00e3o Universal de 2010<\/strong>, em <strong>Xangai<\/strong>, o governo se lan\u00e7ou em projetos fara\u00f4nicos, como aquele da transposi\u00e7\u00e3o do<strong> rio Yangtz\u00e9<\/strong>, evocado mais acima. Para enfrentar a desertifica\u00e7\u00e3o nos arredores de <strong>Pequim<\/strong>, o governo planta milh\u00f5es de \u00e1rvores em um corredor verde de 500 metros de largura e 2 mil quil\u00f4metros de comprimento. Ele imp\u00f5e normas dr\u00e1sticas em termos de economia de \u00e1gua e de energia no setor da constru\u00e7\u00e3o civil. Ele embarcou em um programa nuclear massivo, com muitas centrais ao final. Ele desenvolve programas de desenvolvimento de energia hidrel\u00e9trica e fotovoltaica.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es propostas s\u00e3o de ordem da infraestrutura e da tecnologia. O governo tem uma vis\u00e3o tecnocr\u00e1tica e desenvolvimentista da ecologia. Ele capta as tecnologias desenvolvidas em outros lugares e, em seguida, ele mesmo procura produzi-las e distribu\u00ed-las segundo seu programa \u201c<strong>Made in China 2025<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>China<\/strong>, por exemplo, assumiu a lideran\u00e7a em mat\u00e9ria de energia fotovoltaica. Esta tecnologia progrediu de 18% para 23% em termos de capta\u00e7\u00e3o de energia gra\u00e7as ao uso do sil\u00edcio, artigo raro. A <strong>EDF<\/strong>, na <strong>Fran\u00e7a<\/strong>, comprou a empresa capaz de aumentar esse rendimento. \u00c9 bom, mas a <strong>China<\/strong> fez ainda melhor. Ela utilizou o sil\u00edcio reciclado pelo desmanche de placas usadas (infelizmente, trabalho feito por crian\u00e7as), que permite a produ\u00e7\u00e3o de placas fotovoltaicas com o mesmo n\u00edvel de desempenho, mas a um custo menor e as tornou obrigat\u00f3rias nas resid\u00eancias.<\/p>\n<p>Mas se a <strong>China<\/strong> desenvolve a pleno vapor pain\u00e9is fotovoltaicos e turbinas e\u00f3licas, sua conex\u00e3o \u00e0s redes \u00e9 muito cara, o que \u00e9 um problema. Ao ponto que eles n\u00e3o sabem o que fazer com a energia produzida no Nordeste da <strong>China<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as dificuldades que o governo encontra para fazer esta transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica?<\/strong><\/p>\n<p>Para mim, as dificuldades s\u00e3o de ordem econ\u00f4mica e social. Os n\u00fameros relativos ao crescimento na <strong>China<\/strong> s\u00e3o, oficialmente, de 6,6%, e o governo anuncia que esse ser\u00e1 o ritmo at\u00e9 2020. Mais recentemente, o primeiro-ministro <strong>Li<\/strong> apresentou um outro c\u00e1lculo e chegou a um n\u00famero de 3,5-4%. O economista <strong>Patrick Arthus<\/strong> refez os c\u00e1lculos e chegou ao valor de 2,2%. Sem mencionar que especialistas estimam que a <strong>China<\/strong> perde anualmente 6 pontos do PIB por raz\u00f5es ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode negar que por conta da imensid\u00e3o do pa\u00eds e do regime autorit\u00e1rio o governo disp\u00f5e de meios consider\u00e1veis. O programa lan\u00e7ado em 2010-2011 sobre as <strong>Smart Cities<\/strong> era de 100 bilh\u00f5es de euros, 10% dos quais foram destinados para <strong>Xangai<\/strong>. Mas, o pa\u00eds enfrenta estrat\u00e9gias de sabotagem. A experi\u00eancia prova, em todas as partes, que os regateios e a corrup\u00e7\u00e3o s\u00e3o inerentes aos pol\u00edticos e aos industriais. Sabe-se tamb\u00e9m que s\u00e3o as empresas estrangeiras as que s\u00e3o as mais sujeitas \u00e0s normas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da corrup\u00e7\u00e3o, que o governo enfrenta atualmente, surge uma outra inc\u00f3gnita: o emprego. A <strong>China<\/strong> est\u00e1 se preparando para intensos confrontos sociais. A problem\u00e1tica da ecologia, vista como um luxo, choca-se com a do emprego, que \u00e9 vital. H\u00e1 um risco nada desprez\u00edvel de que o governo escolha o emprego em detrimento da ecologia. Especialmente face aos milh\u00f5es de pessoas desempregadas, as manifesta\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o acontecendo. A realidade \u00e9 que a <strong>China<\/strong> apresenta um programa ecol\u00f3gico para fora e trata, internamente, de dar respostas para o problema do emprego.<\/p>\n<p>Eu sou bastante pessimista em rela\u00e7\u00e3o a esse tema, tanto mais que as m\u00e1quinas substituem os empregos de servi\u00e7o que deveriam servir de rel\u00e9 e os 1,8 milh\u00e3o de empregos suprimidos na siderurgia nos arredores de <strong>Pequim<\/strong> poderiam levar, na realidade, ao fechamento de 6 milh\u00f5es de empregos em efeito cascata. E n\u00e3o para por a\u00ed.<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o chinesa terminou. O pa\u00eds deve enfrentar os mesmos problemas que os pa\u00edses ocidentais. O primeiro-ministro <strong>Li<\/strong> tenta evitar grandes aumentos dos sal\u00e1rios com vistas a diminuir a deslocaliza\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias, inclusive as chinesas. Ele visa um balan\u00e7o comercial positivo. Ele elogia o trabalho duro e honesto para melhorar a qualidade dos produtos e limitar a corrup\u00e7\u00e3o. Ele limita os sal\u00e1rios ao ponto de passar o pagamento das horas extras noturnas de 100% para 50%. Ele prop\u00f5e aos seus habitantes um sal\u00e1rio controlado em troca de um ar mais limpo e \u00e1gua pot\u00e1vel. Eu acho esta estrat\u00e9gia pol\u00edtica inteligente, mesmo se ela enfrenta muitas resist\u00eancias. N\u00e3o devemos, portanto, subestimar a capacidade do governo para ter sucesso.<\/p>\n<p><strong>Para voc\u00ea, que solu\u00e7\u00e3o poderia ser colocada em pr\u00e1tica pelo governo para resolver esta tens\u00e3o entre as l\u00f3gicas ecol\u00f3gica, econ\u00f4mica e social?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho a profunda convic\u00e7\u00e3o de que a renda universal de base \u00e9 uma porta de sa\u00edda para a <strong>China<\/strong>. Eu procuro disseminar esta ideia junto \u00e0s pessoas que eu encontro e falei sobre isso recentemente nos col\u00f3quios organizados por diversas cidades da <strong>China<\/strong>. Eu penso que esse modelo \u00e9 particularmente adaptado para os pa\u00edses em vias de desenvolvimento para erradicar a pobreza.<\/p>\n<p>Sabendo que o economista <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/506761-ssegundoresgatenaoresolveraproblemasdagreciadizemanalista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pisani-Ferry<\/a> demonstrou que a transfer\u00eancia m\u00e9dia por habitante \u00e9 de 800 euros, \u00e9 absolutamente in\u00fatil propor uma renda menor do que essa quantia, como, por exemplo, prop\u00f5em os liberais sob o risco de diminuir o or\u00e7amento social do Estado, mas, sobretudo, a qualidade de vida dos cidad\u00e3os. Eu preconizo uma renda universal para todos e em todos os momentos da vida de 1.200 euros para os adultos e de 600 euros por crian\u00e7a (este abatimento de 50% se explica pelas escalas de consumo).<\/p>\n<p>Todos estariam assegurados, porque cada pessoa \u00e9 polinizadora, ou contribuinte, na sociedade. Mas essa renda de exist\u00eancia seria cumulativa com uma atividade remunerada, seja assalariada ou n\u00e3o, e deve ser acoplada a um novo sistema de prote\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado em raz\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es desse \u00faltimo (essencialmente uma intermit\u00eancia e uma degrada\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o quando calculada sobre o ano sem contar as perdas de direitos que s\u00e3o, dessa maneira, provocadas).<\/p>\n<p>Podemos imaginar, com base no modelo da intermit\u00eancia francesa, uma garantia de sal\u00e1rio em troca da flexibilidade. Concretamente, isso equivale a um sistema em que uma hora trabalhada d\u00e1 direito a uma hora paga.<\/p>\n<p>Outro elemento deste dispositivo: com a renda de exist\u00eancia, os trabalhos socialmente pouco desejados dever\u00e3o ser melhor remunerados que o atual <strong>SMIC<\/strong> [Sal\u00e1rio M\u00ednimo Interprofissional de Crescimento] para encontrar compradores.<\/p>\n<p>Para que os empregadores estejam dispostos a contratar, ser\u00e1 preciso que, para os sal\u00e1rios mais baixos (25%, isto \u00e9, aqueles que est\u00e3o no <strong>SMIC<\/strong> atualmente), o sistema de prote\u00e7\u00e3o social financie a integralidade dos encargos sociais.<\/p>\n<p>Neste sistema, as empresas devem encontrar fatores de atra\u00e7\u00e3o suficientemente fortes para que os indiv\u00edduos queiram investir nelas. Isso permite uma melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, mas tamb\u00e9m do conte\u00fado da atividade proposta. Esta atividade produz direitos para as aposentadorias complementares (sendo a base constitu\u00edda pela renda de exist\u00eancia).<\/p>\n<p><strong>Nota<\/strong><\/p>\n<p>(1) <strong>Ti\u0101nm\u00ecng<\/strong>, em chin\u00eas, conceito que remonta \u00e0 dinastia <strong>Zhou<\/strong> \u2013 primeiro mil\u00eanio a.C. \u2013, de acordo o qual os imperadores obtinham legitimidade de poder. Eles podem perder o mandato em caso de m\u00e1 conduta. O conceito \u00e9 pr\u00f3ximo ao da monarquia de direito divino na <strong>Fran\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p>Fontes &#8211; Julie Rieg,\u00a0tradu\u00e7\u00e3o Andr\u00e9 Langer,\u00a0Chronos \/ IHU de 25 de setembro de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea conhece Yann Moulier-Boutang por suas an\u00e1lises sobre o capitalismo cognitivo ou ainda sobre a economia da poliniza\u00e7\u00e3o. Mas voc\u00ea sabia que ele tamb\u00e9m \u00e9 um especialista em China? 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