{"id":17475,"date":"2016-10-11T17:00:01","date_gmt":"2016-10-11T20:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=17475"},"modified":"2016-10-07T09:18:01","modified_gmt":"2016-10-07T12:18:01","slug":"o-degelo-da-groenlandia-e-a-subida-do-nivel-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/o-degelo-da-groenlandia-e-a-subida-do-nivel-do-mar\/","title":{"rendered":"O Degelo da Groenl\u00e2ndia e a subida do n\u00edvel do mar"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003a-268x400.png\" alt=\"161003a\" width=\"401\" height=\"599\" \/><\/p>\n<p>O n\u00edvel dos oceanos aumentou mais rapidamente desde o s\u00e9culo passado do que durante os \u00faltimos tr\u00eas mil\u00eanios. Quatro artigos, publicados em fevereiro de 2016 nos Proceedings, da Academia Nacional de Ci\u00eancias (PNAS) dos Estados Unidos, ilustram o crescente poder dos computadores para simular as intera\u00e7\u00f5es complexas entre o clima, o gelo polar, e os oceanos. Os artigos tamb\u00e9m ressaltam os efeitos que o aumento dos gases de efeito estufa e as temperaturas globais podem ter sobre o n\u00edvel do mar futuro.<\/p>\n<p>De maneira resumida, o que os estudos mostram \u00e9 que entre 1870 e 2000, o n\u00edvel dos oceanos subiu cerca de 20 cent\u00edmetros como consequ\u00eancia do degelo das geleiras, especialmente as do \u00c1rtico e da Groenl\u00e2ndia, mas tamb\u00e9m pela expans\u00e3o das mol\u00e9culas de \u00e1gua provocada pelo calor. Se n\u00e3o fosse o aumento das temperaturas globais provocado pelo aumento dos gases de efeito estufa (GEE) desde o in\u00edcio da era industrial, o aumento do n\u00edvel dos oceanos teria chegado a, no m\u00e1ximo, metade do que ocorreu no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Em contraste, os oceanos diminu\u00edram 8 cent\u00edmetros entre os anos 1000 e 1400, per\u00edodo marcado por um esfriamento planet\u00e1rio de 0,2 grau Celsius. Um esfriamento t\u00e3o leve provocou uma redu\u00e7\u00e3o significativa. Agora que a temperatura m\u00e9dia global atingiu 1 grau Celsius mais elevado do que a m\u00e9dia do s\u00e9culo XX e cerca de 1,3\u00ba C em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-industrial, os pesquisadores calcularam que o n\u00edvel dos oceanos muito provavelmente aumentaria de 51 cm a 1,3 metro durante o s\u00e9culo XXI, se a economia mundial continuar dependendo tanto de combust\u00edveis f\u00f3sseis e da expans\u00e3o da pecu\u00e1ria. Mas as previs\u00f5es variam de acordo com as metodologias e os novos dados.<\/p>\n<p>Outro estudo publicado no peri\u00f3dico Scientific Reports, John Fasullo et al. (10\/08\/2016), explica que as cinzas do vulc\u00e3o Pinatubo, em 1991, resfriaram a temperatura global e desaceleraram a subida dos mares na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX. Removendo o efeito do vulc\u00e3o numa simula\u00e7\u00e3o que usa um grande conjunto de modelos clim\u00e1ticos computacionais, foi descoberta uma acelera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos. Os autores chegam a prever um aumento de 0,12 mil\u00edmetro por ano al\u00e9m do que se esperaria.<\/p>\n<p>A NASA tem duas medidas sobre a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, uma com base em dados terrestres e a outra, a partir de 1993, com base em dados de sat\u00e9lite. O que os dados mostram \u00e9 que entre 1870 e 1930 o n\u00edvel do mar subiu apenas 50 mm (ou 0,8 mm por ano). Entre 1930 e o ano 2000 a eleva\u00e7\u00e3o foi de 150 mm (ou 2,1 mm por ano). Mas entre 2000 e 2015 a subida do n\u00edvel do mar foi de 60 mm (ou 4 mm por ano). Ou seja, o ritmo de eleva\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do s\u00e9culo XX \u00e9 duas vezes mais r\u00e1pido do que o ritmo do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003b.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-70451\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003b-353x400.png\" sizes=\"(max-width: 353px) 100vw, 353px\" srcset=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003b-353x400.png 353w, https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003b-81x92.png 81w, https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003b-283x320.png 283w, https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003b.png 676w\" alt=\"161003b\" width=\"400\" height=\"453\" \/><\/a><\/p>\n<p>Artigo de Nicola Jones, no site e360 Yale, coloca com clareza as tend\u00eancias mais recentes. Ela come\u00e7a dizendo que 99% do gelo de \u00e1gua doce do planeta est\u00e1 preso nas calotas da Ant\u00e1rtica e da Groenl\u00e2ndia e que o degelo, especialmente desta \u00faltima, poder\u00e1 fazer o n\u00edvel do mar aumentar 1,8 metro (seis p\u00e9s) no s\u00e9culo XXI e muito mais no s\u00e9culo XXII.<\/p>\n<p>De fato, o n\u00edvel do mar pode subir muito mais rapidamente do que o esperado nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, de acordo com uma nova pesquisa que revela vasta camada de gelo da Ant\u00e1rtida \u00e9 menos est\u00e1vel do que se pensava anteriormente. O corpo de cientistas do clima da ONU havia previsto uma eleva\u00e7\u00e3o de at\u00e9 um metro no n\u00edvel do mar neste s\u00e9culo, mas n\u00e3o antecipou nenhuma contribui\u00e7\u00e3o significativa da Ant\u00e1rtica, onde era esperado aumentando a queda de neve para manter a camada de gelo em equil\u00edbrio. Mas de acordo com um novo estudo publicado na revista Nature (Robert M. DeConto e David Pollard, 31\/03\/216), um colapso dos mantos de gelo da Ant\u00e1rtica podem fazer o n\u00edvel do mar subir at\u00e9 dois metros at\u00e9 2100, caso as emiss\u00f5es de carbono n\u00e3o sejam cortadas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003c.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-70452\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003c-300x400.png\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003c-300x400.png 300w, https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003c-69x92.png 69w, https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003c-240x320.png 240w, https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20161003-161003c.png 611w\" alt=\"161003c\" width=\"400\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando o \u00faltimo relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) foi publicado em 2013, o consenso era de que o n\u00edvel dos oceanos subiria no m\u00e1ximo um metro (3,3 p\u00e9s) at\u00e9 2100. Mas em 2016, as modelagens sugerem que talvez seja o dobro, com os mares subindo entre 1,8 metro (6 p\u00e9s) e 2,1 metros (7 p\u00e9s). No final da \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o do planeta, come\u00e7ando cerca de 14.000 anos atr\u00e1s, o n\u00edvel do mar subiu mais de 13 p\u00e9s (mais de 4 metros) quando a enorme camada de gelo da Am\u00e9rica do Norte derreteu.<\/p>\n<p>Somente a Groenl\u00e2ndia est\u00e1 perdendo cerca de 200 bilh\u00f5es de toneladas de gelo por ano. Essa taxa duplicou desde 1900 at\u00e9 o ano 2000. Isto lembra outras mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Esse bloco gigante de gelo (situado sobre a ilha) tem o potencial de aumentar os n\u00edveis globais do mar por 7 metros (23 p\u00e9s), se derreter em sua totalidade. Estudo da Nasa (13\/10\/2015) conclui que a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar em decorr\u00eancia do degelo da Groenl\u00e2ndia ser\u00e1 maior do que os modelos atualmente t\u00eam projetado.<\/p>\n<p>Artigo de Laura Faye Tenenbaum mostra que o sat\u00e9lite GRACE da NASA observou o degelo de trilh\u00f5es de toneladas de gelo durante a \u00faltima d\u00e9cada na Groenl\u00e2ndia e a taxa de derretimento est\u00e1 aumentando. Artigo publicado no dia 21 de setembro, de Borenstein, mostra que a Groenl\u00e2ndia est\u00e1, na verdade, perdendo cerca de 40 trilh\u00f5es de libras a mais gelo por ano do que se pensava, segundo um novo estudo que utilizou GPS para ajudar a estimar o quanto o gelo est\u00e1 derretendo.<\/p>\n<p>O degelo da Ant\u00e1rtica ocorre de forma mais lenta do que a Groenl\u00e2ndia. Mesmo assim, o continente do Sul est\u00e1 perdendo cerca de 92 bilh\u00f5es de toneladas de gelo por ano, com a taxa dobrando entre 2003 e 2014. Mas Ant\u00e1rtica \u00e9 bastante vasta \u2013 1,5 vezes o tamanho do Brasil \u2013 com blocos de gelo de cinco km de espessura em alguns lugares e um montante de gelo suficiente para elevar o n\u00edvel do mar por cerca 65 metros (cerca de 200 p\u00e9s).<\/p>\n<p>Para se ter uma compara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, os pesquisadores olham para o \u00faltimo per\u00edodo interglacial, cerca de 120.000 anos atr\u00e1s, quando as temperaturas m\u00e9dias eram cerca de dois graus mais quente do que os n\u00edveis pr\u00e9-industriais e os mares estavam de 6 a 9 metros (20 a 30 p\u00e9s) mais elevados do que hoje.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o artigo recente de James Hansen et. al. est\u00e1 prevendo um aumento do n\u00edvel do mar mais r\u00e1pido do que as estimativas do IPCC. O estudo mostra que o n\u00edvel do mar pode subir n\u00e3o apenas 1,8 metro at\u00e9 2100, mas 5 a 7 metros num futuro n\u00e3o muito distante. A d\u00favida \u00e9 se isto vai ocorrer em 100, 200 ou 300 anos. A certeza \u00e9 que os preju\u00edzos ser\u00e3o enormes e crescer\u00e3o na direta propor\u00e7\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Na semana passada um outro estudo publicado na revista Nature gerou pol\u00eamica ao apresentar uma proje\u00e7\u00e3o bastante pessimista sobre o aquecimento global. A pesquisadora americana Carolyn Snyder disse que a temperatura terrestre nos pr\u00f3ximos mil\u00eanios subiria cerca de 5 graus mesmo se emiss\u00f5es de carbono parassem hoje. Esta conclus\u00e3o deriva de uma reconstru\u00e7\u00e3o in\u00e9dita das temperaturas globais nos \u00faltimos 2 milh\u00f5es de anos. Caso as emiss\u00f5es de GEE fossem mantidas, o aquecimento global chegaria a 9\u00ba C. Embora este n\u00famero elevado de longo prazo tenha sido contestado, h\u00e1 consenso de que \u00e9 grande a probabilidade de se superar a meta de 2\u00ba C do Acordo de Paris.<\/p>\n<p>No dia 29 de setembro de 2016, um grupo de sete renomados cientistas clim\u00e1ticos liderados por Robert Watson, ex-presidente do Painel Intergovernamental das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, lan\u00e7aram um documento (ver link abaixo) afirmando que \u00e9 praticamente nula a chance de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Os cientistas apoiam o Acordo de Paris, mas acham que o ritmo de cortes nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), propostos nas INDCs, \u00e9 totalmente insuficiente. Segundo Watson, na trajet\u00f3ria atual, o mundo pode chegar a 1,5\u00ba C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais em 2030 e em 2\u00ba C graus at\u00e9 2050. Certamente, se isto ocorrer, o n\u00edvel do mar deve subir em torno de 2 metros at\u00e9 2100.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m tem bola de cristal e o futuro est\u00e1 sempre aberto para diversas possibilidades. Por\u00e9m, o aquecimento global j\u00e1 \u00e9 uma realidade e somente o degelo da Groenl\u00e2ndia \u00e9 suficiente para amea\u00e7ar as \u00e1reas costeiras do mundo. O aquecimento tamb\u00e9m provoca modifica\u00e7\u00f5es nas correntes de ventos, gerando furac\u00f5es e ciclones que tendem a ser fatais em momentos de mar\u00e9 alta. Megal\u00f3poles como Miami, Xangai, Mumbai, Lagos, Londres e Rio de Janeiro v\u00e3o pagar um alto pre\u00e7o. Os preju\u00edzos para as civiliza\u00e7\u00f5es ser\u00e3o imensos. A acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas vai reduzir a vida marinha acelerando o processo de perda de biodiversidade e extin\u00e7\u00e3o em massa de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o precisamos esperar muito. O aumento do n\u00edvel do mar j\u00e1 est\u00e1 provocando o naufr\u00e1gio do delta dos rios e alagando imensas \u00e1reas f\u00e9rteis e que s\u00e3o a fonte de sustento de milh\u00f5es de pessoas. Diversas cidades j\u00e1 est\u00e3o sofrendo danos crescentes com a inunda\u00e7\u00e3o e as mar\u00e9s altas. Diversas praias est\u00e3o desaparecendo com o Pontal de Atafona, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, na foz do rio Para\u00edba do Sul. Ali\u00e1s, toda a cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra j\u00e1 est\u00e1 sofrendo com a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar e pode ser tornar invi\u00e1vel economicamente. Muitas partes do litoral brasileiro v\u00e3o desaparecer, \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo. Tempo ruim!<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Greenland ice sheet <a href=\"http:\/\/nsidc.org\/greenland-today\/\" target=\"_blank\">http:\/\/nsidc.org\/greenland-today\/<\/a><\/p>\n<p>J. T. Fasullo, R. S. Nerem &amp; B. Hamlington. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/articles\/srep31245\" target=\"_blank\">Is the detection of accelerated sea level rise imminent<\/a>? Nature, 10\/08\/2016<\/p>\n<p>Nicola Jones. <a href=\"http:\/\/e360.yale.edu\/feature\/abrupt_sea_level_rise_realistic_greenland_antarctica\/2990\/\" target=\"_blank\">Abrupt Sea Level Rise Looms<\/a>, e360 Yale, 05 May 2016<\/p>\n<p>Jane Beitler. <a href=\"https:\/\/earthdata.nasa.gov\/user-resources\/sensing-our-planet\/a-submarine-retreat\" target=\"_blank\">A submarine retreat. New maps get to the bottom of Greenland\u2019s outlet glaciers<\/a>. Earthdata, Nasa, October 13, 2015<\/p>\n<p>Laura Faye Tenenbaum. <a href=\"http:\/\/climate.nasa.gov\/blog\/2470\/greenland-on-the-edge\/\" target=\"_blank\">Greenland on the edge<\/a>, NASA, August 2, 2016<\/p>\n<p>Nasa. <a href=\"https:\/\/omg.jpl.nasa.gov\/images\/graphics\/601_OMG-Poster-0923m-Draft-3b.png\" target=\"_blank\">https:\/\/omg.jpl.nasa.gov\/images\/graphics\/601_OMG-Poster-0923m-Draft-3b.png<\/a><\/p>\n<p>Robert M. DeConto &amp; David Pollard. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v531\/n7596\/full\/nature17145.html\" target=\"_blank\">Contribution of Antarctica to past and future sea-level rise<\/a>, Nature, 531, 591\u2013597 (31 March 2016) doi:10.1038\/nature17145<\/p>\n<p>Seth Borenstein. <a href=\"http:\/\/phys.org\/news\/2016-09-greenland-ice-loss-trillion-pounds.html\" target=\"_blank\">Greenland ice loss 40 trillion pounds bigger than thought<\/a>, Phys, 21\/09\/2016<\/p>\n<p>Jeff Tollefson. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/longest-historic-temperature-record-stretches-back-2-million-years-1.20673\" target=\"_blank\">Longest historic temperature record stretches back 2 million years. Suggests greenhouse gases may warm planet more than previously thought<\/a>. Nature, 26 September 2016<\/p>\n<p>Robert Watson et. al. The Truth about Climate Chance, 29\/09\/2016 <a href=\"http:\/\/feu-us.org\/\" target=\"_blank\">http:\/\/feu-us.org\/<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/0B7HRGKIJWol-OEZfNDFjRHUwM2c\" target=\"_blank\">https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/0B7HRGKIJWol-OEZfNDFjRHUwM2c<\/a><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, \u00e9 Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas \u2013 ENCE\/IBGE.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; EcoDebate de\u00a003 de outubro de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00edvel dos oceanos aumentou mais rapidamente desde o s\u00e9culo passado do que durante os \u00faltimos tr\u00eas mil\u00eanios. 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