{"id":17920,"date":"2016-11-20T09:00:53","date_gmt":"2016-11-20T11:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=17920"},"modified":"2016-11-15T20:14:08","modified_gmt":"2016-11-15T22:14:08","slug":"aquecimento-global-e-orcamento-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/aquecimento-global-e-orcamento-carbono\/","title":{"rendered":"Aquecimento global e or\u00e7amento carbono"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/20161111-161111a.png\" \/><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis gerou muita riqueza nos \u00faltimos 240 anos. O uso de carv\u00e3o mineral (depois petr\u00f3leo e g\u00e1s) forneceu a energia necess\u00e1ria para implementar o modelo de produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os em larga escala, desde o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es da m\u00e1quina a vapor, aperfei\u00e7oada por James Watt, em 1776. A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e Energ\u00e9tica propiciou uma grande eleva\u00e7\u00e3o no padr\u00e3o de consumo e de vida da popula\u00e7\u00e3o mundial. A esperan\u00e7a de vida ao nascer que estava em torno de 25 anos em 1800, ultrapassou os 70 anos no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Mas a queima dos combust\u00edveis f\u00f3sseis tamb\u00e9m gerou um problema novo e in\u00e9dito, nos \u00faltimos milh\u00f5es de anos, que \u00e9 o aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera. Antes da decolagem da sociedade urbano-industrial a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 estava abaixo de 280 partes por milh\u00e3o. As medi\u00e7\u00f5es mostram que em 1860 a concentra\u00e7\u00e3o atingiu 290 ppm. Em 1900 estava em 295 ppm. Chegou a 300 ppm em 1920 e atingiu 310 ppm em 1950. Em cerca de 150 anos o aumento foi de 30 ppm. Mas no ano 2000 chegou a 370 ppm e ultrapassou definitivamente as 400 ppm em 2016. At\u00e9 2020 vai ultrapassar 410 ppm. Ou seja, em 70 anos o aumento deve ficar em 100 ppm, mais de o triplo do per\u00edodo inicial da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. As emiss\u00f5es anuais de CO2 passaram de cerca de 250 milh\u00f5es de toneladas em 1880 para cerca de 10 bilh\u00f5es de toneladas apenas pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis em 2015 (um aumento anual de 40 vezes). Quanto mais carbono na atmosfera, maior \u00e9 o efeito estufa e maiores s\u00e3o as temperaturas.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico mostra que existe uma rela\u00e7\u00e3o muito forte entre as emiss\u00f5es de carbono e o aumento da temperatura global. Entre 1880 e 1900 a temperatura estava 0,2oC abaixo da m\u00e9dia da temperatura do s\u00e9culo XX. Entre 1901 e 1950 a m\u00e9dia da temperatura ficou 0,15oC abaixo da m\u00e9dia do s\u00e9culo passado e entre 1951 a 2000 ficou 0,15oC acima da m\u00e9dia. Por\u00e9m, o ano de 1998 foi o mais quente do s\u00e9culo XX e ficou 0,63oC acima da m\u00e9dia secular. E o que estava ruim, piorou muito no s\u00e9culo XXI, pois a temperatura em 2015 ficou 0,90oC acima da m\u00e9dia e no primeiro semestre de 2016 ficou 1\u00ba C acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX. Veja no link o gr\u00e1fico mostrando o aumento da temperatura nos \u00faltimos 20 mil anos (Earth Temperature Timeline).<\/p>\n<p>No dia 29 de setembro de 2016, um grupo de sete renomados cientistas clim\u00e1ticos liderados por Robert Watson, ex-presidente do Painel Intergovernamental das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, lan\u00e7aram um documento (ver link abaixo) afirmando que \u00e9 praticamente nula a chance de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Os cientistas apoiam o Acordo de Paris, mas acham que o ritmo de cortes nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), propostos nas INDCs, \u00e9 totalmente insuficiente. Segundo Watson, na trajet\u00f3ria atual, o mundo pode chegar a 1,5\u00ba C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais em 2030 e em 2\u00ba C graus at\u00e9 2050. Certamente, se isto ocorrer, o n\u00edvel do mar deve subir em torno de 2 metros at\u00e9 2100, inundando v\u00e1rias cidades e \u00e1reas f\u00e9rteis.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio reduzir urgentemente as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). Os seres humanos j\u00e1 lan\u00e7aram 1,9 trilh\u00f5es de toneladas de carbono na atmosfera. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), para evitar o pior cen\u00e1rio, o mundo s\u00f3 pode emitir, entre 2012 e 2100, 1.000 gigatoneladas (Gt) de CO2. Em termos m\u00e9dios, isso significa que o mundo s\u00f3 pode liberar no m\u00e1ximo 11,3 GtCO2 por ano at\u00e9 2100. O problema \u00e9 que as emiss\u00f5es est\u00e3o atualmente em torno de 40 GtCO2, o que d\u00e1 uma ideia do tamanho do desafio para fazer essa redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/20161111-161111b.png\" \/><\/p>\n<p>Relat\u00f3rio da UNEP, de 03\/11\/2016 (um dia antes da entrada em vigor do Acordo de Paris), diz que o mundo ruma para uma temperatura de 2,9\u00ba a 3,4\u00ba C at\u00e9 o final do s\u00e9culo, mesmo se as INDCs do Acordo de Paris forem cumpridas. As emiss\u00f5es previstas para 2030 est\u00e3o de 12 a 14 gigatons acima dos n\u00edveis necess\u00e1rios para limitar o aquecimento global a 2\u00ba C.<\/p>\n<p>Assim, o chamado \u201cor\u00e7amento de carbono\u201d n\u00e3o est\u00e1 sendo cumprido. As INDCs do Acordo de Paris s\u00e3o insuficientes para resolver o tamanho do desafio. O Brasil, por exemplo, fez uma op\u00e7\u00e3o errada por investir bilh\u00f5es de d\u00f3lares na explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, que \u00e9 uma alternativa cara, poluidora e que vai agravar as emiss\u00f5es de CO2. Se o dinheiro investido na explora\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis de \u00e1guas profundas fosse utilizado na produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica e solar, de forma descentralizada e com base no desenvolvimento local, o pa\u00eds teria limpado sua matriz energ\u00e9tica e evitado tantos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o como apontado pela opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. Outra promessa n\u00e3o cumprida pelo governo \u00e9 relativa \u00e0 meta de reduzir o desmatamento da Amaz\u00f4nia. A taxa de desmatamento foi de 7 mil km2 em 2010, atingiu o n\u00edvel mais baixo (4,5 mil km2) em 2012 e voltou a subir nos anos seguintes 5.891 km2 em 2013, 5.012 km2 em 2014 e 6.207 km2 em 2015. E as informa\u00e7\u00f5es preliminares apontam para uma continuidade do aumento do desmatamento e das queimadas em 2016.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da emiss\u00e3o de CO2 em fun\u00e7\u00e3o da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, outra fonte importante do efeito estufa \u00e9 a emiss\u00e3o de metano pela pecu\u00e1ria. Estudo do Chatham House, o Real Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Reino Unido, indica que cerca de 15% dos poluentes que levam ao aquecimento global s\u00e3o provenientes da pecu\u00e1ria \u2014 seja pelo metano da digest\u00e3o e estrume dos animais, ou pela produ\u00e7\u00e3o de culturas para alimenta\u00e7\u00e3o. Uma dieta vegetariana ou vegana poderia contribuir com a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de GEE.<\/p>\n<p>Caso realmente a temperatura chegue a 2\u00ba C por volta do ano 2050, ent\u00e3o o mundo pode entrar em um terreno perigoso, pois o aumento da temperatura provocar\u00e1 a queima de florestas e vegeta\u00e7\u00f5es que v\u00e3o liberar mais CO2 na atmosfera, al\u00e9m do degelo do \u00c1rtico e das \u00e1reas pr\u00f3ximas ao polo norte que podem liberar o metano do permafrost (solo permanente congelado). Este processo pode liberar na atmosfera um gigantesco volume de metano e de di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p>Cientistas integrantes do Permafrost Carbon Research Network calculam que, nos pr\u00f3ximos 30 anos, cerca de 45 bilh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de carbono originado do metano e do di\u00f3xido de carbono chegar\u00e3o \u00e0 atmosfera quando o permafrost degelar ao longo dos ver\u00f5es. Por volta de 2100, os pesquisadores preveem um cen\u00e1rio ainda mais sombrio: daqui at\u00e9 l\u00e1, 300 bilh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de carbono dever\u00e3o ser liberados do permafrost, constituindo uma verdadeira bomba-rel\u00f3gio que vai acelerar o aquecimento global e a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos.<\/p>\n<p>Assim, as emiss\u00f5es atuais podem aquecer em tal grau o Planeta que gere um efeito de retroalimenta\u00e7\u00e3o e a emiss\u00e3o de GEE continue, mesmo depois da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es pr\u00f3prias das atividades antr\u00f3picas. Por conta disto, a pesquisadora americana Carolyn Snyder disse que a temperatura terrestre nos pr\u00f3ximos mil\u00eanios subiria cerca de 5 graus mesmo se emiss\u00f5es de carbono parassem hoje e poderia chegar a 9\u00ba C. caso as emiss\u00f5es de GEE fossem mantidas. Mesmo considerado exagerado, o estudo mostra a dramaticidade da situa\u00e7\u00e3o quanto analisada no longo prazo.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 no mundo j\u00e1 ultrapassou 400 ppm e o aquecimento pode ultrapassar 2\u00ba C j\u00e1 em 2050. Isto vai exigir uma mudan\u00e7a radical da matriz energ\u00e9tica, uma diminui\u00e7\u00e3o do impacto da pecu\u00e1ria e o aumento das \u00e1reas verdes. Por\u00e9m, artigo publicado no blog #SavetheTrees mostra que o mundo planta 5 bilh\u00f5es de \u00e1rvores por ano e desmata 15 bilh\u00f5es de \u00e1rvores. S\u00e3o duas \u00e1rvores derrubadas para cada habitante da Terra, um enorme holocausto biol\u00f3gico que dificulta a captura de carbono.<\/p>\n<p>Quando maior for a procrastina\u00e7\u00e3o no corte das emiss\u00f5es mais caras e penosas ser\u00e3o as op\u00e7\u00f5es futuras. Depois da temperatura atingir 2\u00ba C o mundo ter\u00e1 de fazer emiss\u00f5es negativas, ou seja, desenvolver tecnologias de captura e armazenagem de carbono (CCS). O custo futuro para limpar o que a humanidade sujou nos \u00faltimos 240 anos ser\u00e1 enorme. \u00c9 por isto que Ulrich Beck, no livro, Sociedade de Risco, diz: \u201cNo novo conflito ecol\u00f3gico, por outro lado, o que est\u00e1 em jogo s\u00e3o negatividades: perdas, devasta\u00e7\u00e3o, amea\u00e7as\u201d. E, diante dos rendimentos decrescentes e das externalidades negativas, Herman Daly afirma: \u201cTeremos, ent\u00e3o, o que denomino crescimento desecon\u00f4mico, produzindo \u2018males\u2019 mais rapidamente do que bens \u2013 tornando-nos mais pobres, e n\u00e3o mais ricos\u201d. Crise econ\u00f4mica e crise ambiental podem gerar uma grande crise social e o aumento da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, a velocidade de emiss\u00e3o de carbono e outros GEE atualmente \u00e9, pelo menos, dez vezes maior do que a do pico natural de aquecimento global ocorrido h\u00e1 56 milh\u00f5es de anos, quando as temperaturas m\u00e9dias da Terra subiram 5\u00ba C. (Stassen, 08\/02\/2016). Ou seja, ou reduzimos drasticamente as emiss\u00f5es de GEE ou vamos desaparecer como os dinossauros. A diferen\u00e7a \u00e9 que os dinossauros n\u00e3o tiveram culpa pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas daquele tempo.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>Global Carbon Budget <a href=\"http:\/\/www.globalcarbonproject.org\/carbonbudget\/15\/data.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globalcarbonproject.org\/carbonbudget\/15\/data.htm<\/a><\/p>\n<p>Robert Watson et. al. <a href=\"http:\/\/feu-us.org\/%20https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/0B7HRGKIJWol-OEZfNDFjRHUwM2c\" target=\"_blank\">The Truth about Climate Chance<\/a>, 29\/09\/2016<\/p>\n<p>Jeff Tollefson. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/longest-historic-temperature-record-stretches-back-2-million-years-1.20673\" target=\"_blank\">Longest historic temperature record stretches back 2 million years. Suggests greenhouse gases may warm planet more than previously thought<\/a>. Nature, 26 September 2016<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eco2greetings.com\/News\/saving-rainforest.html\" target=\"_blank\">The Alarming Truth Behind Deforestation<\/a> #SavetheTrees, April 28, 2015<\/p>\n<p>Peter Stassen. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/articles\/ngeo2691.epdf\" target=\"_blank\">Global warming then and now<\/a>, Nature, 08\/02\/2016<\/p>\n<p>Earth Temperature Timeline <a href=\"http:\/\/xkcd.com\/1732\/\" target=\"_blank\">http:\/\/xkcd.com\/1732\/<\/a><\/p>\n<p>Brian Kahn. <a href=\"http:\/\/www.climatecentral.org\/news\/unep-report-climate-change-20846\" target=\"_blank\">The World Isn\u2019t Doing Enough to Slow Climate Change<\/a>, Climate Central, 03\/11\/2016<\/p>\n<p>UNEP. <a href=\"http:\/\/www.unep.org\/newscentre\/Default.aspx?DocumentID=27088&amp;ArticleID=36295&amp;l=en\" target=\"_blank\">World must urgently up action to cut a further 25% from predicted 2030 emissions<\/a>, 03\/11\/2016<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, \u00e9 Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas \u2013 ENCE\/IBGE.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; EcoDebate\u00a0de 11 de novembro de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis gerou muita riqueza nos \u00faltimos 240 anos. 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