{"id":19048,"date":"2017-03-14T17:00:09","date_gmt":"2017-03-14T20:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19048"},"modified":"2017-03-14T14:58:40","modified_gmt":"2017-03-14T17:58:40","slug":"a-poluicao-do-meio-marinho-por-detritos-de-plastico-visao-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-poluicao-do-meio-marinho-por-detritos-de-plastico-visao-geral\/","title":{"rendered":"A polui\u00e7\u00e3o do meio marinho por detritos de pl\u00e1stico: vis\u00e3o geral"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/plastico-460x310.jpg\" width=\"663\" height=\"447\" \/><em>ONU lan\u00e7a campanha contra polui\u00e7\u00e3o dos oceanos provocada por consumo de pl\u00e1stico. Foto: ONU Brasil<\/em><\/p>\n<p><strong>A polui\u00e7\u00e3o do meio marinho por detritos de pl\u00e1stico: vis\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As correntes oce\u00e2nicas t\u00eam vindo a desenvolver durante d\u00e9cadas detritos flutuantes em todos os cinco principais giros oce\u00e2nicos (do Atl\u00e2ntico Norte, do Atl\u00e2ntico Sul, do \u00cdndico, do Pac\u00edfico Norte e do Pac\u00edfico Sul). Um giro oce\u00e2nico \u00e9 um grande sistema de correntes marinhas rotativas, particularmente as que est\u00e3o relacionadas com os grandes movimentos do vento, e \u00e9 causado pelo efeito da for\u00e7a de Coriolis (Heinemann et al., 1998). As correntes rotativas criam grandes manchas e redemoinhos de lixo, sendo muito dele constitu\u00eddo por res\u00edduos de pl\u00e1stico (Jeftic et al., 2009).<\/p>\n<p>No entanto, a quantidade exata de pl\u00e1stico que continua a ser encaminhado para os oceanos do mundo continua a n\u00e3o ser suficientemente conhecida. Um estudo de 2015 do grupo de trabalho sobre res\u00edduos marinhos do National Center for Ecological Analysis and Synthesis (NCEAS), da Universidade da Calif\u00f3rnia, Santa Barbara, publicado na revista Science estima que a quantidade de res\u00edduos de pl\u00e1stico que s\u00e3o despejados no mar ronda os 8 milh\u00f5es de toneladas anualmente (Jambeck et al., 2015). O grupo de trabalho NCEAS prev\u00ea que o impacto cumulativo nos oceanos poder\u00e1 ser t\u00e3o elevado como 155 milh\u00f5es de toneladas em 2025.<\/p>\n<p>Contudo, o planeta n\u00e3o vai chegar ao \u201cpico de res\u00edduos\u201d global antes de 2100 (Hoornweg et al., 2013), o que tender\u00e1 a agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos, deste modo, a ser dominados pelos nossos res\u00edduos, mas o problema n\u00e3o \u00e9 insuper\u00e1vel\u201d, segundo Jambeck.<\/p>\n<p>Naturalmente, que a invers\u00e3o desta tend\u00eancia alarmante passa pela redu\u00e7\u00e3o do crescimento de pl\u00e1stico industrial e dom\u00e9stico de uso \u00fanico e por estrat\u00e9gias de gest\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o, a par de responsabilidade alargada do produtor.<\/p>\n<p>A polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica (pol\u00edmeros sint\u00e9ticos) est\u00e1 distribu\u00edda globalmente em todo o ambiente marinho devido \u00e0s suas propriedades de flutuabilidade e durabilidade, portanto, com potencial para se tornar amplamente dispersa no ambiente marinho atrav\u00e9s da hidrodin\u00e2mica e correntes oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de foto-degrada\u00e7\u00e3o (a\u00e7\u00e3o da luz solar) e outros processos atmosf\u00e9ricos, nomeadamente, biodegrada\u00e7\u00e3o (a\u00e7\u00e3o de organismos vivos normalmente micr\u00f3bios), degrada\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica (resultado da exposi\u00e7\u00e3o prolongada a radia\u00e7\u00f5es UV) ou hidr\u00f3lise (rea\u00e7\u00e3o com \u00e1gua), os fragmentos pl\u00e1sticos dispersam-se no oceano, vindo a convergir nos giros. A gera\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico tamb\u00e9m ocorre em ba\u00edas fechadas, golfos e mares cercados por linhas costeiras e bacias hidrogr\u00e1ficas densamente povoadas (Barnes et al., 2009).<\/p>\n<p>A absor\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas do pl\u00e1stico durante o seu percurso atrav\u00e9s do ambiente levaram alguns investigadores a afirmar que pol\u00edmeros sint\u00e9ticos no oceano devem ser considerados como res\u00edduos perigosos (Rochman et al., 2013).<\/p>\n<p>O presente trabalho aborda os perigos da polui\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos existentes e emergentes no Atl\u00e2ntico Norte, procurando sensibilizar para o problema e contribuir para os esfor\u00e7os em curso para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica.<\/p>\n<p><strong>O problema<\/strong><\/p>\n<p>Muitos autores definem micropl\u00e1sticos como part\u00edculas menores que 5 mm (e.g. NOAA, 2009), enquanto outros colocam o limite superior em 1 mm (e.g. Claessens et al., 2011), sendo, no entanto, o valor de 5 mm o mais utilizado. Este (5 mm) \u00e9 o tamanho usado pelo norte-americano National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) para o Programa Lixo Marinho.<\/p>\n<p>Estas part\u00edculas t\u00eam vindo a ser detetadas, de forma crescente no seio do biota aqu\u00e1tico, afetando o zoopl\u00e2ncton de alimenta\u00e7\u00e3o dos peixes, aumentado assim a preocupa\u00e7\u00e3o com potenciais efeitos sobre os organismos aqu\u00e1ticos e a potencial influ\u00eancia sobre a toxicidade de outros contaminantes do meio marinho.<\/p>\n<p>Os pl\u00e1sticos, fabricados a partir de recursos n\u00e3o renov\u00e1veis como petr\u00f3leo, carv\u00e3o e g\u00e1s natural s\u00e3o indispens\u00e1veis na sociedade moderna e s\u00e3o amplamente utilizados nos mais variados tipos de ind\u00fastria. Trata-se de um material omnipresente na civiliza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea e encontramo-lo sob as mais variadas formas. As propriedades dos pl\u00e1sticos levaram a in\u00fameros avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, economia de energia, melhoria da sa\u00fade dos consumidores e redu\u00e7\u00e3o dos custos de transporte.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 sua muito baixa taxa de degrada\u00e7\u00e3o, quebrando apenas gradualmente, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, persistem por s\u00e9culos. Os pl\u00e1sticos de tamanhos variados acumulam-se tanto em ecossistemas terrestres como aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Dada a sua import\u00e2ncia na nossa sociedade, \u00e9 tamb\u00e9m um dos materiais mais descartados no ambiente como lixo, muito do qual n\u00e3o recebe o destino correto e acaba, invariavelmente, nos mares, transportados por rios, cheias, e outros fatores humanos, tornando-se um dos fatores de impacto mais dr\u00e1sticos e observ\u00e1veis no ambiente.<\/p>\n<p>No meio marinho, os pl\u00e1sticos acumulam-se tanto em \u00e1reas costeiras baixas como no oceano aberto e encontram-se desde os tr\u00f3picos aos mares polares, cuja acumula\u00e7\u00e3o no giro oce\u00e2nico, juntamente com v\u00e1rios outros res\u00edduos, incluindo produtos qu\u00edmicos, tem despertado crescente preocupa\u00e7\u00e3o, o que representa um grande desafio para a sua remedia\u00e7\u00e3o (Zarfl et al., 2011).<\/p>\n<p>Apesar da sua jovem idade, os pl\u00e1sticos j\u00e1 invadiram a maioria dos habitats marinhos incluindo a Ant\u00e1rtida (Zarfl &amp; Matthies, 2010) e at\u00e9 mesmo o mais puro e intocado: o fundo do mar \u00c1rtico como Bergmann &amp; Klages (2012) demonstraram recentemente.<\/p>\n<p>No entanto, apesar da consci\u00eancia crescente do problema da polui\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico, ele continua a ser produzido, consumido e descartado a uma taxa crescente, o que constitui um problema para a biosfera como um todo, em animais marinhos que por sua vez afeta negativamente a biodiversidade (Rochman et al., 2013). <strong>Em 2011, a produ\u00e7\u00e3o mundial de pl\u00e1sticos aumentou para cerca de 280 milh\u00f5es de toneladas, continuando um padr\u00e3o de crescimento de cerca de 9% ao ano desde 1950<\/strong> (Plastics Europe, 2012).<\/p>\n<p>O fundo do mar \u00e9 considerado como um esgoto para grande parte dos pl\u00e1sticos marinhos. Interferem fisicamente no ambiente por acumula\u00e7\u00e3o, soterrando seres vivos que vivem no fundo do oceano ou bloqueando parte da superf\u00edcie quando flutuam em grandes maci\u00e7os, libertando subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.<\/p>\n<p><strong>Origem da polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica<\/strong><\/p>\n<p>Grande parte da polui\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico tem origem terrestre (80%), n\u00e3o s\u00f3 a partir do uso dom\u00e9stico em \u00e1reas urbanas e industriais, como de esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua que usam t\u00e9cnicas limitadas e ineficientes para eliminar micropl\u00e1sticos, sendo normalmente transportados pelo escoamento da \u00e1gua e do vento para o oceano.<\/p>\n<p>Os restantes 20% s\u00e3o de origem mar\u00edtima (Jeftic et al., 2009), resultantes do despejo do lixo n\u00e3o regulamentado ou ilegal da atividade de transporte mar\u00edtimo ou, por variadas raz\u00f5es ter de perder a totalidade ou parte da sua carga, e ainda a polui\u00e7\u00e3o originada pelas atividades industriais baseadas no mar, como por exemplo a pesca que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas se acentuou devido ao aperfei\u00e7oamento de t\u00e9cnicas e equipamentos, \u00e0 expans\u00e3o das frotas e \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o das linhas e redes de pl\u00e1stico. Segundo Allsopp et al. (2007) observa\u00e7\u00f5es informais indicam que <strong>s\u00e3o descartadas at\u00e9 30 km de redes em cada viagem de navio pesqueiro no Atl\u00e2ntico Norte, situa\u00e7\u00e3o que, muito provavelmente, se deve repetir noutros oceanos.<\/strong> Linhas, cordas e redes enredam-se em h\u00e9lices de navios, danificando-as, obstruem tubula\u00e7\u00f5es e sistemas de bombeamento de \u00e1gua, provocam entrela\u00e7amento da fauna marinha que a leva \u00e0 morte por estrangulamento e afogamento, complicando a pr\u00f3pria atividade pesqueira e a navega\u00e7\u00e3o em geral, tornando-se um problema de todos.<\/p>\n<p>As plataformas petrol\u00edferas s\u00e3o tamb\u00e9m grandes fontes da quantidade de pl\u00e1sticos derivados dos tubos de perfura\u00e7\u00e3o, capacetes de prote\u00e7\u00e3o, luvas, uso como abrasivos em aplica\u00e7\u00f5es de limpeza (tamb\u00e9m em uso dom\u00e9stico) entre outros.<\/p>\n<p>A aquicultura tamb\u00e9m pode ser um contribuinte significativo de detritos pl\u00e1sticos nos oceanos.<\/p>\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o no Atl\u00e2ntico Norte<\/strong><\/p>\n<p>Os res\u00edduos de pl\u00e1stico, s\u00e3o uma s\u00e9ria amea\u00e7a aos ecossistemas marinhos. Depois de decompostos em fragmentos microsc\u00f3picos, o que pode durar s\u00e9culos, libertam subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, misturam-se com o pl\u00e2ncton, s\u00e3o confundidos com alimento por v\u00e1rias esp\u00e9cies e por serem indiger\u00edveis, causam obstru\u00e7\u00f5es no seu aparelho digestivo matando-os ou ferindo-os, acabando assim infiltrados em toda a cadeia alimentar oce\u00e2nica, que mais tarde contaminar\u00e1 a alimenta\u00e7\u00e3o humana. Afetando os ecossistemas e esp\u00e9cies, muitas delas de valor econ\u00f4mico, naturalmente que o Homem acaba prejudicado tamb\u00e9m, como a ci\u00eancia j\u00e1 comprovou. As grandes v\u00edtimas s\u00e3o tartarugas (esp\u00e9cie amea\u00e7ada), aves, focas e outros grandes animais marinhos.<\/p>\n<p><strong>Um levantamento realizado em praias da Espanha, Fran\u00e7a e It\u00e1lia revelou em m\u00e9dia a exist\u00eancia de 1 935 objetos diversos por km2 da faixa costeira: 77% deles eram de pl\u00e1stico, e destes, 93% eram sacos utilizados nas compras dom\u00e9sticas (Madan &amp; Madan, 2009).<\/strong><\/p>\n<p>Estudos recentes efetuados na Esc\u00f3cia (Murray &amp; Cowie, 2011) demonstraram que <strong>83,0% dos lagostins recolhidos no Mar de Clyde ingeriram pl\u00e1stico, incluindo linhas de monofilamento e fragmentos de sacos de pl\u00e1stico.<\/strong> Num outro estudo realizado no Canal da Mancha (Lusher et al., 2013), das <strong>504 amostras examinadas em 10 esp\u00e9cies de peixe foram observados pl\u00e1sticos no trato gastrointestinal de 36,5%.<\/strong> <strong>Todas as cinco esp\u00e9cies pel\u00e1gicas e as cinco demersais (que vivem no fundo do mar) tinham ingerido pl\u00e1stico, a sua maioria constitu\u00eddo pelos pol\u00edmeros rayon (57,8%), poliamida (35,6%), muito usados na ind\u00fastria pesqueira, n\u00e3o existindo diferen\u00e7as significativas entre a ingest\u00e3o de micropl\u00e1sticos pelos peixes pel\u00e1gicos (38%) e demersais (35%). A maioria do pl\u00e1stico ingerido era constitu\u00edda por fibras sint\u00e9ticas (68,3%), seguido de fragmentos pl\u00e1sticos (16,1%), pellets e \u201cmicrobeads\u201d (11,5%), ocupando os micropl\u00e1sticos 92,4% do total.<\/strong><\/p>\n<p>O Mar do Norte e, particularmente, o loda\u00e7al das mar\u00e9s do Mar de Wadden \u00e9 um ecossistema diversificado, complexo, que atua como um valioso habitat para a vida marinha com um alto grau de biodiversidade. Ao mesmo tempo, o Mar do Norte est\u00e1 rodeado pelas densamente povoadas na\u00e7\u00f5es industrializadas do norte da Europa. Aproximadamente 185 milh\u00f5es de pessoas vivem em estados ribeirinhos, e milh\u00f5es de turistas visitam a \u00e1rea do Mar do Norte todos os anos para recrea\u00e7\u00e3o (OSPAR, 2010). V\u00e1rias ind\u00fastrias e grandes portos est\u00e3o localizados em ba\u00edas ou estu\u00e1rios dos grandes rios como o Reno, o Elba e o Tamisa.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 explora\u00e7\u00e3o humana offshore, o Mar do Norte \u00e9 afetado pela pesca intensiva e o tr\u00e1fego mar\u00edtimo de navios comerciais, de passageiros, de embarca\u00e7\u00f5es de recreio e militares. Alguns programas regionais, como a Conven\u00e7\u00e3o OSPAR promovem e gerem a\u00e7\u00f5es e medidas potenciais, para evitar maior degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiental marinho.<\/p>\n<p>No estu\u00e1rio do rio Tamar (Sudoeste do Reino Unido) designado em 2013 como Zona de Conserva\u00e7\u00e3o Marinha pela sua biodiversidade e habitats variados para proteger os habitats estuarinos, os micropl\u00e1sticos e potencialmente, tamb\u00e9m \u00e0 escala nanom\u00e9trica representam mais de 80% de pl\u00e1sticos retidos (Browne et al., 2007).<\/p>\n<p>Muitos pa\u00edses j\u00e1 registaram decl\u00ednio na pesca por causa do lixo, e o problema afeta tamb\u00e9m o turismo. Os impactos econ\u00f4micos ainda n\u00e3o foram estimados com precis\u00e3o, e s\u00f3 se disp\u00f5e de estudos pontuais, mas a partir deles \u00e9 f\u00e1cil projetar a dimens\u00e3o global dos preju\u00edzos.<\/p>\n<p>Nas ilhas Shetland (Reino Unido) os detritos marinhos d\u00e3o preju\u00edzos para a pesca que chegam a mais de 3 milh\u00f5es de euros anuais na danifica\u00e7\u00e3o de equipamentos e preju\u00edzo nos peixes. No Reino Unido, em 1998 foram registados 200 incidentes envolvendo motores de barcos danificados por detritos, e alguns portos brit\u00e2nicos gastam at\u00e9 33 mil euros anuais por problemas relacionados (Jeftic et al., 2009).<\/p>\n<p>Os impactos dos detritos pl\u00e1sticos a longo prazo, combinados com outras formas de agress\u00e3o, como a crescente polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica por fertilizantes e esgotos, o aquecimento das \u00e1guas devido ao aquecimento global, o decl\u00ednio da biodiversidade marinha e outros fatores ter\u00e3o repercuss\u00f5es, sem d\u00favida \u00e0 escala global, afetando profundamente o Homem.<\/p>\n<p>As zonas costeiras s\u00e3o as regi\u00f5es mais produtivas do mundo, tanto biol\u00f3gica como economicamente, mas s\u00e3o tamb\u00e9m altamente vulner\u00e1veis, sobretudo em zonas mais densamente povoadas. Deve ter-se em conta que grande parte da popula\u00e7\u00e3o mundial vive no litoral, recebendo impactos diretos da polui\u00e7\u00e3o por detritos marinhos, pl\u00e1sticos e outros.<\/p>\n<p><strong>Esfor\u00e7os para regular a polui\u00e7\u00e3o marinha<\/strong><\/p>\n<p>Desde a Conven\u00e7\u00e3o MARPOL (1973), a principal Conven\u00e7\u00e3o que abrange a preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o do meio marinho por navios, causada de forma operacional ou acidental, muitos esfor\u00e7os nacionais e transnacionais t\u00eam procurado compreender melhor e regular a polui\u00e7\u00e3o marinha.<\/p>\n<p>Estes esfor\u00e7os t\u00eam conduzido a resultados tang\u00edveis nas formas de melhorar a cultura ambiental, atrav\u00e9s de acordos internacionais e legisla\u00e7\u00e3o, nomeadamente, (i) o Protocolo de MARPOL a partir de 1978, atualizado ao longo dos anos com sucessivas altera\u00e7\u00f5es (ii) a Comunica\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comit\u00e9 Econ\u00f4mico e Social Europeu e ao Comit\u00e9 das Regi\u00f5es sobre uma pol\u00edtica mar\u00edtima integrada para a Uni\u00e3o Europeia (COM(2007) 574) (iii) a Diretiva 2008\/56\/CE do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece um quadro de a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria no dom\u00ednio da pol\u00edtica para o meio marinho (Diretiva-Quadro \u201cEstrat\u00e9gia Marinha\u201d) em que os Estados-membros devem desenvolver atividades para alcan\u00e7ar \u201cum bom estado ambiental\u201d nos mares europeus at\u00e9 2020 (iv) a Conven\u00e7\u00e3o OSPAR (Conven\u00e7\u00e3o para a Prote\u00e7\u00e3o do Meio Marinho do Atl\u00e2ntico Nordeste), um instrumento legislativo vigente desde 1998, que regula a coopera\u00e7\u00e3o internacional em mat\u00e9ria de prote\u00e7\u00e3o ambiental no Atl\u00e2ntico Nordeste. Combina e atualiza a Conven\u00e7\u00e3o de Oslo de 1972 sobre o despejo de res\u00edduos no mar e a Conven\u00e7\u00e3o de Paris adotada em 1974 sobre fontes de polui\u00e7\u00e3o marinha terrestres (v) a Public Law 109 \u2013 449, de dezembro 2006 (EUA) com vista ao estabelecimento de um programa para ajudar a identificar, determinar as fontes, avaliar, reduzir e evitar detritos marinhos e os seus efeitos adversos sobre o ambiente marinho e seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estes esfor\u00e7os legislativos refletem a sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade para com a polui\u00e7\u00e3o costeira e de mar aberto.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A UNEP, a ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas que coordena as suas atividades ambientais e ajuda os pa\u00edses em desenvolvimento na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e pr\u00e1ticas ambientalmente saud\u00e1veis recomenda, entre outras, as seguintes medidas para minimizar o impacto negativo dos detritos marinhos, enfatizando que a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 mais efetiva e mais barata do que o combate a um problema j\u00e1 instalado (Jeftic et al., 2009):<\/p>\n<p>Refor\u00e7o e melhoria internacional da legisla\u00e7\u00e3o sobre o lixo e sua fiscaliza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Estabelecimento de programas de monitoriza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico em larga escala conduzindo \u00e0 mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, fazendo-o entender a import\u00e2ncia do problema, seu papel nas causas, e ensinando formas de preveni-lo e mitig\u00e1-lo, dirigindo-se especialmente ao p\u00fablico que vive no litoral e aos turistas;<\/p>\n<p>Reestrutura\u00e7\u00e3o do setor pesqueiro, introduzindo m\u00e9todos e materiais de pesca menos danosos ao ambiente;<\/p>\n<p>Incrementar a efici\u00eancia e seguran\u00e7a dos sistemas de manuseamento de lixo dos navios de transporte de carga e passageiros;<\/p>\n<p>Incentivar a pesquisa e o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es, a coopera\u00e7\u00e3o global, preparando mais pessoal t\u00e9cnico;<\/p>\n<p>Dedicar mais incentivos e recursos a infraestruturas sanit\u00e1rias e a programas de redu\u00e7\u00e3o do lixo e de manuseamento correto dos res\u00edduos.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros relatos de lixo pl\u00e1stico nos oceanos no in\u00edcio dos anos 70 (Colton et al., 1974) chamaram a m\u00ednima aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica. Atualmente, apesar do reconhecimento generalizado do problema, a quantidade de detritos de pl\u00e1stico encontrada no meio ambiente continua a aumentar, resultado da sua crescente utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na sociedade contempor\u00e2nea, o pl\u00e1stico alcan\u00e7ou um estatuto fundamental, com vasta aplica\u00e7\u00e3o comercial, industrial e medicinal. A procura \u00e9 consider\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>As tend\u00eancias de produ\u00e7\u00e3o, padr\u00f5es de uso e as mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e a natureza descart\u00e1vel de artigos de pl\u00e1stico resultar\u00e1 num aumento da incid\u00eancia de pl\u00e1sticos e detritos micropl\u00e1sticos, no ambiente marinho.<\/strong><\/p>\n<p>O meio marinho \u00e9 um patrim\u00f4nio precioso que deve ser protegido, preservado e, quando exequ\u00edvel, recuperado com o objetivo \u00faltimo de manter a biodiversidade e de possibilitar a exist\u00eancia de oceanos e mares diversos e din\u00e2micos, limpos, s\u00e3os e produtivos. Os detritos marinhos, em especial os pl\u00e1sticos, s\u00e3o um desafio de grandes propor\u00e7\u00f5es que cresce a cada dia, \u00e9 uma das mais omnipresentes formas de polui\u00e7\u00e3o e tem dado enormes preju\u00edzos, e por isso tem chamado a aten\u00e7\u00e3o internacional, mas as medidas at\u00e9 agora adotadas t\u00eam sido insuficientes para a revers\u00e3o de um quadro que \u00e9 muito preocupante e cuja repercuss\u00e3o \u00e9 de longo prazo.<\/p>\n<p>De acordo com Jambeck et al. (2015), a <strong>\u201cremo\u00e7\u00e3o em grande escala de detritos marinhos de pl\u00e1stico n\u00e3o vai ser rent\u00e1vel e muito provavelmente simplesmente invi\u00e1vel\u201d. \u201cIsso significa que precisamos para evitar pl\u00e1stico de entrar nos oceanos, em primeiro lugar de uma melhor gest\u00e3o dos res\u00edduos, mais reutiliza\u00e7\u00e3o e reciclagem, melhor design de produto e materiais de substitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Definitivamente, o oceano tem de deixar de ser o principal sumidouro de pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Allsopp, M., Walters, A., Santillo, D. &amp; Johnston, P. (2007). <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Plastic Debris in the World\u2019s Oceans<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">. Greenpeace.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Barnes, D. K. A., Galgani, F., Thompson<\/span><span lang=\"en-US\">, R. C., &amp; <\/span><span lang=\"en-US\">Barlaz<\/span><span lang=\"en-US\">, <\/span><span lang=\"en-US\">M. (2009). <\/span><span lang=\"en-US\">Accumulation and fragmentation of plastic debris in global environments. <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Philosophical Transactions of the Royal Society B<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 364, 1985\u20131998.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Bergmann, M., &amp; Klages, M. (2012). Increase of litter at the Arctic deep-sea observatory HAUSGARTEN. <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Marine Pollution Bulletin<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 64, 2734<\/span><span lang=\"en-US\">\u2013<\/span><span lang=\"en-US\">2741.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Browne, M. A., Galloway, T., &amp; Thompson, R. (2007). Microplastic \u2013 an emerging contaminant of potential concern?<\/span><span lang=\"en-US\"><i>Integrated Environmental Assessment and Management<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 3(4), 559\u2013561.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><u><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Claessens%20M%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=21802098\"><span lang=\"en-US\">Claessens, M<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">., <\/span><u><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=De%20Meester%20S%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=21802098\"><span lang=\"en-US\">De Meester S<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">., <\/span><u><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Van%20Landuyt%20L%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=21802098\"><span lang=\"en-US\">Van Landuyt L<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">., <\/span><u><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=De%20Clerck%20K%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=21802098\"><span lang=\"en-US\">De Clerck K<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">., <\/span><u><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Janssen%20CR%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=21802098\"><span lang=\"en-US\">Janssen C.R<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">. (2011). <\/span><span lang=\"en-US\">Occurrence and distribution of microplastics in marine sediments along the Belgian coast.<\/span> <span lang=\"en-US\"><i>Marine Pollution Bulletin<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 62(10), 2199-204.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Colton, J. B., Knapp, F. D., &amp; Burns, B. R. (1974). Plastic particles in surface waters of the northwestern Atlantic.<\/span><span lang=\"en-US\"><i>Science<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 185(4150), 491\u2013497.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en\">Heinemann, B. and the Open University (1998).\u00a0<\/span><span lang=\"en\"><i>Ocean circulation<\/i><\/span><span lang=\"en\">. Oxford University Press.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span lang=\"en-US\">Hoornweg, D., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/environment-waste-production-must-peak-this-century-1.14032#auth-2\"><span lang=\"en-US\">Bhada-Tata<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, P., &amp; <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/environment-waste-production-must-peak-this-century-1.14032#auth-3\"><span lang=\"en-US\">Kennedy<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, C.<\/span><span lang=\"en-US\"> (2013). Waste production must peak this century.<\/span> <span lang=\"en\"><i>Nature<\/i><\/span><span lang=\"en\">, 502(7473), 615-617.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en\">Jambeck, J. R., Geyer, R., Wilcox, C., Siegler, T. R., Perryman, M., Andrady, A., Narayan, R., &amp; Law, K. L. (2015).<\/span><a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/347\/6223\/768\"><span lang=\"en\">Plastic waste inputs from land into ocean<\/span><\/a><span lang=\"en\">. <\/span><span lang=\"en\"><i>Science<\/i><\/span><span lang=\"en\">,<\/span><span lang=\"en\"> 347(6223), 768-771. DOI: 10.1126\/science.1260352<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Jeftic, L., Sheavly, S. &amp; Adler, E. (2009). <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Marine litter: a global challenge.<\/i><\/span><span lang=\"en-US\"> United Nations Environment Programme: Nairobi.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span lang=\"en-US\">Lusher, A. L., McHugh, M., &amp; Thompson, R. C. (2013). Occurrence of microplastics in the gastrointestinal tract of pelagic and demersal fish from the English Channel. <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Marine Pollution Bulletin<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 67, 94- 99.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Madan, S. &amp; Madan, P. (2009).<\/span><span lang=\"en-US\">\u00a0<\/span><span lang=\"en-US\">Marine Debris.<\/span><span lang=\"en-US\"><i> Global Encyclopaedia of Environmental Science, Technology and Management<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">. Global Vision Publishing House.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Murray, F., &amp; Cowie, P. R. (2011). <\/span><span lang=\"en-US\">Plastic contamination in the decapod crustacean Nephrops norvegicus (Linnaeus, 1758). <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Marine Pollution Bulletin<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 62(6), 1207-1217.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">NOAA (2009). <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Proceedings of the International Research Workshop on the Occurrence, Effects and Fate of Microplastic Marine Debris<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">.<\/span><b> <\/b><span lang=\"en-US\">NOAA Marine Debris Programme, NOAA Technical Memorandum NOS-OR&amp;R-30.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">OSPAR (2010). <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Quality Status Report 2010<\/i><\/span><span lang=\"en-US\"><b>. <\/b><\/span><span lang=\"en-US\">London, United Kingdom.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Plastics Europe (2012)<\/span><span lang=\"en-US\"><b>. <\/b><\/span><span lang=\"en-US\"><i>An Analysis of European Plastics Production, Demand and Waste Data for 2011.<\/i><\/span><span lang=\"en-US\"> Plastics Europe, Brussels<\/span><span lang=\"en-US\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-1\"><span lang=\"en-US\">Rochman<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, C. M., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-2\"><span lang=\"en-US\">Browne<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, M. A., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-3\"><span lang=\"en-US\">Halpern<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, B. S., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-4\"><span lang=\"en-US\">Hentschel<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, B. T., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-5\"><span lang=\"en-US\">Hoh<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, E., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-6\"><span lang=\"en-US\">Karapanagioti<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, H. K., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-7\"><span lang=\"en-US\">Rios-Mendoza<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, L. M.,<\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-8\"><span lang=\"en-US\">Takada<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, H.,<\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-9\"><span lang=\"en-US\">Teh<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, S. &amp; <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v494\/n7436\/full\/494169a.html#auth-10\"><span lang=\"en-US\">Thompson<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, R. C. (2013). Classify plastic waste as hazardous. <\/span><span lang=\"en-US\"><i>Nature<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 494, 169-171.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Zarfl, C., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0025326X11001111\"><span lang=\"en-US\">Fleet<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, D., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0025326X11001111\"><span lang=\"en-US\">Fries<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, E., <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0025326X11001111\"><span lang=\"en-US\">Galgani<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, F., &amp; <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0025326X11001111\"><span lang=\"en-US\">Gerdts<\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, G. (2011). Microplastics in oceans. <\/span><u><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/0025326X\"><span lang=\"en-US\"><i>Marine Pollution Bulletin<\/i><\/span><\/a><\/u><span lang=\"en-US\">, 62(8), 1589-1591.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en-US\">Zarfl, C., &amp; Matthies, M. (2010).<\/span><span lang=\"en-US\"> Are marine plastic particles transport vectors for organic pollutants to the Arctic?<\/span><span lang=\"en-US\"><i>Marine Pollution Bulletin<\/i><\/span><span lang=\"en-US\">, 60(10), 1810\u20131814.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span lang=\"en\">Alexandra Leit\u00e3o \u00e9 Professora Auxiliar na Cat\u00f3lica Porto Business School, onde foi Diretora das Licenciaturas em Economia e Gest\u00e3o de 2011 a 2013. Doutorada em Economia, com especializa\u00e7\u00e3o em Economia do Ambiente, pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Mestre em Finan\u00e7as, pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Tem interesses de investiga\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00f5es em Economia do Ambiente e dos Recursos Naturais, com comunica\u00e7\u00f5es em diversas confer\u00eancias internacionais. Publicou na Ecological Economics. Referee em revistas cient\u00edficas internacionais.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Fonte &#8211; EcoDebate de 13 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #ff6600;\">Este post \u00e9 dedicado \u00e0quela empresa que polui o planeta com pl\u00e1stico indestrut\u00edvel e que prega que &#8220;o pl\u00e1stico \u00e9 fant\u00e1stico!&#8221;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ONU lan\u00e7a campanha contra polui\u00e7\u00e3o dos oceanos provocada por consumo de pl\u00e1stico. 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