{"id":19112,"date":"2017-03-27T17:00:03","date_gmt":"2017-03-27T20:00:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19112"},"modified":"2017-03-20T10:44:58","modified_gmt":"2017-03-20T13:44:58","slug":"araucaria-nao-e-peca-de-museu-sem-manejo-adequado-elas-serao-extintas-e-vao-virar-somente-uma-fotografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/araucaria-nao-e-peca-de-museu-sem-manejo-adequado-elas-serao-extintas-e-vao-virar-somente-uma-fotografia\/","title":{"rendered":"Arauc\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 pe\u00e7a de museu. Sem manejo adequado, elas ser\u00e3o extintas e v\u00e3o virar somente uma fotografia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i64.tinypic.com\/6tfw5l.jpg\" \/><em>Foto:\u00a0Aniele Nascimento\/Gazeta do Povo<\/em><\/p>\n<p><strong>\u201cEst\u00e1 comprovado experimentalmente e descritivamente que a arauc\u00e1ria n\u00e3o se regenera dentro da floresta. Essa conversa de preservar a arauc\u00e1ria \u00e9 o equivalente a compreend\u00ea-la como pe\u00e7a de museu, mas planta n\u00e3o \u00e9 pe\u00e7a de museu, que voc\u00ea limpa bem, coloca conservante, tira a poeira e ela dura milhares de anos\u201d, afirma o engenheiro agr\u00f4nomo.<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>explora\u00e7\u00e3o madeireira<\/strong> e a <strong>legisla\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong> est\u00e3o entre as principais causas que t\u00eam contribu\u00eddo para que a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/556036-producao-de-pinhao-cai-40-e-araucaria-esta-na-lista-vermelha-das-especies-ameacadas-entrevista-especial-com-patricia-binkowski-e-aline-reis-calvo-hernandez\" target=\"_blank\"><strong>arauc\u00e1ria<\/strong><\/a> integrasse a lista das esp\u00e9cies em <strong>extin\u00e7\u00e3o<\/strong>. Prova disso \u00e9 que no in\u00edcio dos anos 1940 a mata de arauc\u00e1ria compunha 15% do territ\u00f3rio ga\u00facho, 25% do territ\u00f3rio catarinense e 35% do paranaense.<\/p>\n<p>Contudo, em menos de 80 anos, essa mata nativa foi reduzida a \u201c1,5% no <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>, em torno de 3% em <strong>Santa Catarina<\/strong>, e no <strong>Paran\u00e1<\/strong>, conforme o levantamento feito pela <strong>Funda\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Florestais<\/strong>, n\u00e3o chega a 1,5% de mata virgem em rela\u00e7\u00e3o ao original\u201d, informa<strong> Fl\u00e1vio Zanette<\/strong> \u00e0 <strong>IHU On-Line<\/strong>.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, o engenheiro agr\u00f4nomo tem estudado e acompanhado o desenvolvimento de <strong>arauc\u00e1ria<\/strong>s nos tr\u00eas estados e frisa que, em fun\u00e7\u00e3o da <strong>legisla\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong>, a qual pro\u00edbe o corte das arauc\u00e1rias e exige uma s\u00e9rie de certifica\u00e7\u00f5es para aprovar o corte das esp\u00e9cies plantadas pelos produtores rurais, tem havido uma pr\u00e1tica comum nesses tr\u00eas munic\u00edpios: o corte antecipado da arauc\u00e1ria. \u201cQuem tinha uma \u00e1rea de terra come\u00e7ou a cortar todas as mudas de arauc\u00e1ria que nasciam, justamente para n\u00e3o perder aquele espa\u00e7o, porque uma vez que as arauc\u00e1rias crescessem, elas n\u00e3o poderiam ser cortadas. Esse tipo de atitude passou a ser muito normal no <strong>Paran\u00e1,<\/strong> em <strong>Santa Catarina<\/strong> e no<strong> Rio Grande do Sul<\/strong>, porque os agricultores ficaram revoltados por n\u00e3o poder explorar o espa\u00e7o da propriedade plantado com arauc\u00e1ria\u201d, relata.<\/p>\n<p>Favor\u00e1vel \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da \u201cretirada indiscriminada\u201d da arauc\u00e1ria, a fim de evitar a<strong> explora\u00e7\u00e3o ilegal<\/strong>, <strong>Zanette<\/strong> tamb\u00e9m faz cr\u00edticas \u00e0 <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/cepat\/cepat-conjuntura\/510305-conjuntura-da-semana-codigo-florestal-o-veto-desenvolvimentista\" target=\"_blank\"><strong>legisla\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong><\/a>, porque ela \u201cse esqueceu da outra parte, quer dizer, al\u00e9m de proibir, a legisla\u00e7\u00e3o deveria garantir uma pol\u00edtica de<strong> incentivo ao plantio<\/strong>\u201d. Segundo ele, as pesquisas recentes t\u00eam demonstrado que a simples<strong> preserva\u00e7\u00e3o das arauc\u00e1rias<\/strong> em mata fechada n\u00e3o garante a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, ao contr\u00e1rio, a sombra da mata fechada tem dificultado o desenvolvimento de novas plantas. \u201cN\u00f3s fizemos experimentos plantando arauc\u00e1ria na sombra, no sol e em pleno sol, porque \u00e9 absolutamente sabido por qualquer bi\u00f3logo ou fisiologista vegetal, que a arauc\u00e1ria \u00e9 uma das plantas que exige muita luz para crescer, ou seja, ela n\u00e3o se desenvolve abaixo de uma determinada intensidade luminosa. Consequentemente, aquelas belas florestas que existem em <strong>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes<\/strong>, e tamb\u00e9m no caminho de <strong>Caxias do Sul<\/strong> para o litoral, s\u00e3o museus de 50 ou 70 anos. Por isso, tenho afirmado que daqui a 120 anos, se n\u00e3o houver replantio da arauc\u00e1ria, ela ficar\u00e1 s\u00f3 em fotografia\u201d, adverte.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir, concedida por telefone \u00e0 <strong>IHU On-Line<\/strong>, <strong>Fl\u00e1vio Zanette<\/strong> prop\u00f5e novas formas de <strong>preservar a <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/media\/pdf\/IHUOnlineEdicao183.pdf\" target=\"_blank\">mata de arauc\u00e1ria<\/a><\/strong> e explica sua proposta de desenvolver as esp\u00e9cies a partir de pomares enxertados e de um processo de sele\u00e7\u00e3o de matrizes de arauc\u00e1rias que produzam mais de 100 pinhas todo o ano, garantindo a <strong>produ\u00e7\u00e3o do pinh\u00e3o<\/strong>, que atualmente est\u00e1 decaindo. \u201cSe est\u00e1 provado que ramos novos de pinheiro s\u00f3 se formam at\u00e9 quando a planta tem 60 anos, basta ver que a grande maioria dos pinheiros que temos por a\u00ed em nossas florestas t\u00eam mais de 60 anos e n\u00e3o est\u00e3o mais formando ramos novos. Ent\u00e3o, se n\u00e3o nascem mais galhos novos e a cada ano eles v\u00e3o caindo e diminuindo, a tend\u00eancia \u00e9 diminuir a produ\u00e7\u00e3o\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette<\/strong> \u00e9 graduado em Engenharia Agron\u00f4mica pela Universidade Federal do Paran\u00e1 &#8211; UFPR, mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS e doutor em Fitotecnia pela Universite de Clermont II. Atualmente \u00e9 professor da UFPR, onde atua no Laborat\u00f3rio de Micropropaga\u00e7\u00e3o Vegetal, pesquisando t\u00e9cnicas de enxertia da arauc\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; A arauc\u00e1ria est\u00e1 na lista das esp\u00e9cies que corre risco de extin\u00e7\u00e3o. Desde quando as matas de arauc\u00e1ria est\u00e3o sendo diminu\u00eddas no Brasil e qual \u00e9 a probabilidade de essa planta entrar em extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> A amea\u00e7a de <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/534624-identificados-genes-que-podem-ajudar-a-salvar-araucaria-do-risco-de-extincao\" target=\"_blank\"><strong>extin\u00e7\u00e3o da arauc\u00e1ria<\/strong><\/a> iniciou durante a <strong>explora\u00e7\u00e3o madeireira<\/strong> no pa\u00eds, nos anos 1940. Contudo, antes de falar sobre isso, vou explicar como se d\u00e1 o processo de extin\u00e7\u00e3o. Uma esp\u00e9cie da fauna \u00e9 considerada amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o &#8211; e isso eu confirmei recentemente com representantes da <strong>CTNBio<\/strong> &#8211; quando ela est\u00e1 em n\u00edveis cr\u00edticos no sentido de que n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel garantir a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie, portanto ela estar\u00e1 em processo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o vegetal o processo \u00e9 diferente, especialmente para plantas perenes que s\u00e3o nativas de um local e, portanto, n\u00e3o s\u00e3o cosmopolitas, ou seja, n\u00e3o se reproduzem em v\u00e1rios locais do mundo &#8211; milho e feij\u00e3o, por exemplo, nunca estar\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso das <strong>arauc\u00e1rias nativas<\/strong>, elas t\u00eam seus s\u00edtios definidos, a exemplo do Hemisf\u00e9rio Sul &#8211; falando da <strong>angustif\u00f3lia<\/strong>, que \u00e9 esp\u00e9cie que se reproduz nessa regi\u00e3o. Essas plantas est\u00e3o desaparecendo, n\u00e3o h\u00e1 mais quase nada no <strong>Paraguai<\/strong> e existem algumas na <strong>Argentina<\/strong>. No<strong> Esp\u00edrito Santo<\/strong> e no <strong>Rio de Janeiro<\/strong> elas tamb\u00e9m est\u00e3o sumindo, e ainda restam algumas em <strong>Minas Gerais<\/strong>, <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/noticias-anteriores\/20725-araucaria-vira-lenha-no-parana\" target=\"_blank\"><strong>Paran\u00e1<\/strong><\/a>, <strong>Santa Catarina<\/strong> e <strong>Rio Grande do Sul.<\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como disse anteriormente, a <strong>amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o<\/strong> come\u00e7ou com o in\u00edcio da <strong>explora\u00e7\u00e3o madeireira<\/strong>. Nos pr\u00f3ximos dias vou publicar um livro que est\u00e1 no prelo, intitulado <em><strong>Por que a arauc\u00e1ria est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o? Por que a legisla\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o salva a arauc\u00e1ria? Perspectivas de sustentabilidade da arauc\u00e1ria pelo uso<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>A arauc\u00e1ria est\u00e1 amea\u00e7ada porque neste per\u00edodo todo, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado, mais precisamente na d\u00e9cada de 1940, quando come\u00e7ou a intensa retirada da arauc\u00e1ria, n\u00e3o houve equivalente reposi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 vou adiantar que no livro que irei publicar est\u00e1 comprovado experimentalmente e descritivamente que a <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> n\u00e3o se regenera dentro da floresta. Essa conversa de preservar a arauc\u00e1ria \u00e9 o equivalente a compreend\u00ea-la como pe\u00e7a de museu, mas planta n\u00e3o \u00e9 pe\u00e7a de museu, que voc\u00ea limpa bem, coloca conservante, tira a poeira e ela dura milhares de anos. A arauc\u00e1ria \u00e9 confundida com rabanete ou com inseto ou com outra esp\u00e9cie de ciclo curto, mas a mesma regra n\u00e3o vale para a arauc\u00e1ria em termos de tempo, pois ela \u00e9 uma planta que vive de 100 a 200 anos. Portanto, a extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 vista pela nossa gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As <strong>arauc\u00e1rias vivas<\/strong>, que est\u00e3o envelhecendo, a cada ano produzem safras menores de <strong>pinh\u00f5es<\/strong> e isso est\u00e1 acontecendo porque diminuem os galhos da planta, ela vai ficando velha, alguns galhos v\u00e3o caindo, e sabemos que n\u00e3o s\u00e3o formados novos galhos na arauc\u00e1ria depois que a planta atinge 60 anos. Os \u00faltimos galhos s\u00f3 crescer\u00e3o na ponta dos ramos j\u00e1 formados, mas, obviamente, a cada um ou dois anos os ramos v\u00e3o caindo e, consequentemente, n\u00e3o se formam novos ramos. Portanto, diminuir\u00e1 o n\u00famero de pinh\u00f5es, porque o pinh\u00e3o n\u00e3o \u00e9 jabuticaba; ele s\u00f3 se forma onde houver crescimento dos ramos.<\/p>\n<p>Desse modo, quanto aos <strong>pinh\u00f5es<\/strong>, a tend\u00eancia \u00e9 diminuir a produ\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea pode at\u00e9 perguntar sobre o pinh\u00e3o que cai no meio da floresta, mas esses v\u00e3o ser comidos pelas cotias, pela gralha azul. Hoje, o processo comum de <strong>reprodu\u00e7\u00e3o de arauc\u00e1ria<\/strong> se d\u00e1 com o pinh\u00e3o que cai em torno da \u00e1rvore-m\u00e3e, pois o vento s\u00f3 carrega o p\u00f3len, n\u00e3o carrega o pinh\u00e3o, assim ele cai no local e nascer\u00e1 sem problemas. Entretanto, hoje temos provas emp\u00edricas de que pinheiros dentro da floresta, embaixo de belas matrizes com 14 ou 16 anos, s\u00e3o da grossura do meu polegar, quando uma planta de 12 anos deveria estar mais ou menos com 60 cent\u00edmetros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p><em>&#8220;No cen\u00e1rio atual de legisla\u00e7\u00e3o, pesquisa e pol\u00edtica p\u00fablica, a arauc\u00e1ria n\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o; ela j\u00e1 est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 O que tem ocasionado esse baixo desenvolvimento da arauc\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> A sombra, e isso j\u00e1 \u00e9 clar\u00edssimo nos estudos que estamos desenvolvendo. N\u00f3s fizemos experimentos plantando <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> na sombra, no sol e em pleno sol, porque \u00e9 absolutamente sabido por qualquer bi\u00f3logo ou fisiologista vegetal, que a arauc\u00e1ria \u00e9 uma das plantas que exige muita luz para crescer, ou seja, ela n\u00e3o se desenvolve abaixo de uma determinada intensidade luminosa. Consequentemente, aquelas belas florestas que existem em <strong>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes<\/strong>, e tamb\u00e9m no caminho de<strong> Caxias do Sul<\/strong> para o litoral, s\u00e3o museus de 50 ou 70 anos. Por isso, tenho afirmado que daqui a 120 anos, se n\u00e3o houver replantio da arauc\u00e1ria, ela ficar\u00e1 s\u00f3 em fotografia. Portanto, no cen\u00e1rio atual de <strong>legisla\u00e7\u00e3o<\/strong>, pesquisa e<strong> pol\u00edtica p\u00fablica<\/strong>, a arauc\u00e1ria n\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o; ela j\u00e1 est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Quais s\u00e3o as demais raz\u00f5es desse fen\u00f4meno ou o que tem contribu\u00eddo para chegarmos a esse est\u00e1gio? As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o um fen\u00f4meno que impacta as arauc\u00e1rias?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> Estudando a quest\u00e3o das <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/551170-impactos-das-mudancas-climaticas-suas-consequencias-e-o-que-ja-esta-sendo-feito\" target=\"_blank\"><strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/a>, recentemente comentei com os moradores da regi\u00e3o de<strong> S\u00e3o Joaquim <\/strong>(SC) que, quando n\u00e3o existirem mais arauc\u00e1rias, dentro de dois ou tr\u00eas mil anos talvez, ela desaparecer\u00e1 por \u00faltimo naquela regi\u00e3o, por raz\u00f5es clim\u00e1ticas. Ou seja, conforme a m\u00e9dia da temperatura subir, ela impedir\u00e1 a reprodu\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de sementes da arauc\u00e1ria e, portanto, essa esp\u00e9cie ir\u00e1 desaparecer porque n\u00e3o tem regenera\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m a mudan\u00e7a clim\u00e1tica atinge tudo, n\u00e3o s\u00f3 a arauc\u00e1ria, e tamb\u00e9m atingir\u00e1 fortemente muitas outras esp\u00e9cies que exigem o frio para se reproduzirem.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, minha tese \u00e9 a de que a <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> s\u00f3 ser\u00e1 salva se houver plantios, e o plantio n\u00e3o deve ocorrer ou porque ela \u00e9 bonita, ou somente para preserv\u00e1-la, mas porque ela \u00e9 um grande bem econ\u00f4mico desses territ\u00f3rios. Al\u00e9m de fornecer <strong>madeira de qualidade<\/strong> incompar\u00e1vel a qualquer outra esp\u00e9cie, ela produz pinh\u00f5es, algo que \u00e9 de alt\u00edssimo interesse e de alt\u00edssimo rendimento para as propriedades.<\/p>\n<p>Durante esses 31 anos em que estudo a arauc\u00e1ria, desenvolvemos desde 2000, juntamente com a <strong>Embrapa<\/strong>, a tecnologia de fazer um pomar enxertado por meio da sele\u00e7\u00e3o de pinh\u00f5es grandes, que coletamos em <strong>Lages<\/strong>, <strong>Ca\u00e7ador<\/strong> e em outras regi\u00f5es. Com esse pomar ser\u00e1 poss\u00edvel colher, no m\u00ednimo, depois de 30 anos de plantio, <strong>pinh\u00e3o<\/strong> por tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es &#8211; estou falando apenas do per\u00edodo de 30 a 100 anos -, que ganhar\u00e3o em torno de R$ 32 mil com a venda de pinh\u00f5es por hectare\/ano. Fa\u00e7a a conta e me responda qual \u00e9 o outro produto agr\u00edcola que gera toda essa renda? Claro que outros produtos geram esse faturamento, mas eles t\u00eam um <strong>custo ambiental<\/strong>, que a arauc\u00e1ria n\u00e3o gera.<\/p>\n<p><em>&#8220;A arauc\u00e1ria pode ser salva pelo uso, porque conseguimos provar que ela \u00e9 um grande bem econ\u00f4mico&#8221;<\/em><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Em que consiste a sua pesquisa de produ\u00e7\u00e3o de mudas enxertadas de arauc\u00e1ria para formar pomares? Pode nos falar da proposta de t\u00e9cnicas de enxerto como uma sa\u00edda para estimular o plantio da esp\u00e9cie?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> Quando digo que a arauc\u00e1ria pode ser salva pelo uso, \u00e9 porque conseguimos provar que ela \u00e9 um grande <strong>bem econ\u00f4mico<\/strong>. Ao longo desses mais de 30 anos, temos estudado formas de viabilizar o manejo adequado e conclu\u00edmos, depois de fazer pinheiro de proveta, que para a arauc\u00e1ria ser econ\u00f4mica devemos fazer a sele\u00e7\u00e3o das sementes: recentemente conseguimos provar que uma planta matriz em <strong>Lages<\/strong>, SC, da qual durante 30 anos foram colhidas sementes, as quais foram plantadas em outros locais a 60 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, se produziram pinh\u00f5es enormes, com o dobro do tamanho normal. Para termos uma ideia, o <strong>pinh\u00e3o<\/strong> normal tem em m\u00e9dia sete, oito gramas, e esse pinh\u00e3o de que falo teve entre 14 e 16 gramas. Portanto, desenvolvemos e constatamos a possibilidade de produzir pinh\u00f5es de alta qualidade plantando pinh\u00f5es de alta qualidade.<\/p>\n<p>Em <strong>Ca\u00e7ador<\/strong>, SC, o produtor de arauc\u00e1ria <strong>V\u00e2nio Czerniak<\/strong> tem uma planta que j\u00e1 produziu 674 pinhas e, neste ano, produziu 539, quando na floresta se produz de 10 a 15 pinhas e, em algumas plantas mais bem situadas, sabemos que \u00e9 poss\u00edvel produzir um pouco mais de 100 pinhas. Ent\u00e3o, trabalhamos com um processo de sele\u00e7\u00e3o de <strong>matrizes de arauc\u00e1rias<\/strong> que produzam mais de 100 pinhas todo o ano. Imagine que, atrav\u00e9s de um processo de sele\u00e7\u00e3o das melhores matrizes de arauc\u00e1ria, podemos passar de uma produ\u00e7\u00e3o de 30 a 40 pinhas para 600 pinhas por arauc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante a pesquisa, eu inclusive desenvolvi um processo para clonar algumas plantas, que foram clonadas in vitro, mas n\u00e3o fiquei satisfeito com o resultado porque o custo de produ\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio era muito elevado. Ent\u00e3o, desde o ano 2000 passei a me dedicar a estudar formas de <strong>enxertar a arauc\u00e1ria<\/strong>. A partir disso j\u00e1 surgiram teses de doutorado em que demonstramos essa experi\u00eancia e produzimos um livreto publicado pela<strong> Sociedade Brasileira de Fruticultura<\/strong>.<\/p>\n<p>Na se\u00e7\u00e3o de frutas nativas consta o plantio da arauc\u00e1ria como fruteira para a produ\u00e7\u00e3o de pinh\u00f5es, e \u00e9 nessa linha que falamos das t\u00e9cnicas de enxertia. Nesse momento n\u00f3s produzimos &#8211; est\u00e1 sendo publicado e divulgado &#8211; um manual de como enxertar a arauc\u00e1ria, porque n\u00f3s n\u00e3o temos m\u00e3o de obra para produzir mudas e distribu\u00ed-las, ent\u00e3o fazemos o mais simples: uma pessoa planta o pinh\u00e3o, e um ano e meio depois, usando o nosso manual de enxertia, ela mesma pode fazer o enxerto. N\u00f3s temos o que eu chamo de \u201cjardim clonal\u201d, onde cultivamos os pinh\u00f5es selecionados dessas matrizes e enviamos as mudas at\u00e9 pelos Correios para quem tiver interesse em plantar arauc\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Como \u00e9 feito o plantio das mudas enxertadas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> As <strong>mudas<\/strong> s\u00e3o cultivadas na Universidade, nesse jardim clonal, que me fornece um broto. Eu corto esse broto em peda\u00e7os e as pessoas que querem plantar a <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> fazem o enxerto seguindo o manual, que est\u00e1 publicado e distribu\u00eddo atrav\u00e9s de uma parceria que fizemos com o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural &#8211; <strong>Senar<\/strong> da <strong>Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura<\/strong>. N\u00f3s temos material \u00e0 vontade e podemos enviar digitalmente para quem quiser, porque com esse material em m\u00e3os, ningu\u00e9m precisa comprar a muda enxertada, a pessoa mesmo enxerta e, assim, o que acontece?<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, n\u00e3o precisa plantar 50 f\u00eameas e 50 machos por hectare, mas 20 machos, que s\u00e3o suficientes, e 80 f\u00eameas, porque a\u00ed a produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 sai ganhando com 30% a mais de f\u00eameas. Segundo, n\u00e3o \u00e9 preciso plantar uma ao lado da outra, a cada dois ou tr\u00eas metros, porque n\u00f3s conclu\u00edmos que a <strong>arauc\u00e1ria<\/strong>, para produzir e ter muitos galhos, precisa estar de oito a dez metros de dist\u00e2ncia uma da outra. \u00c9 por isso que em um hectare s\u00e3o plantadas somente entre 100 e 120 plantas, e ap\u00f3s 12 anos da arauc\u00e1ria enxertada come\u00e7a a cair pinh\u00e3o. Considerando essa dist\u00e2ncia entre uma planta e outra, sobra espa\u00e7o numa faixa do meio para plantar trigo, soja ou qualquer outra cultura anual, ou ainda uma carreira de erva-mate, que \u00e9 o bin\u00f4mio natural, pois a erva-mate faz parte da ombr\u00f3fila mista. Na verdade, a terra ser\u00e1 usada somente para o <strong>pinh\u00e3o<\/strong> quando a arauc\u00e1ria come\u00e7ar a produzi-lo. Portanto, \u00e9 poss\u00edvel perceber como esse processo \u00e9 <strong>economicamente interessante<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-line &#8211; J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel saber qual \u00e9 o percentual de arauc\u00e1rias plantadas a partir dessa t\u00e9cnica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> Orientado para a produ\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/521169-lista-mostra-24-alimentos-brasileiros-em-risco-de-extincao\" target=\"_blank\"><strong>pinh\u00f5es<\/strong><\/a>, iniciei esse processo h\u00e1 10 anos. Inclusive, neste ano comemoramos os 10 anos de distribui\u00e7\u00e3o de mudas produzidas a partir dessa t\u00e9cnica e realizamos uma festa para comemorar e, nos dois dias de comemora\u00e7\u00e3o, distribu\u00edmos 10 mil mudas de arauc\u00e1ria. As pessoas levaram a arauc\u00e1ria para plantar com nossas orienta\u00e7\u00f5es e ficaram com a op\u00e7\u00e3o de enxert\u00e1-las daqui a um ano e meio. Neste ano tamb\u00e9m adquirimos 10 mil pinh\u00f5es do <strong>V\u00e2nio Czerniak<\/strong>, de <strong>Ca\u00e7ador<\/strong>, daquela famosa arauc\u00e1ria que no ano passado produziu as 674 pinhas e neste ano produziu 539, a R$ 1,00 cada pinh\u00e3o, para fazermos novas mudas, porque aqui h\u00e1 um grande interesse em plantar mudas desta \u00e1rvore.<\/p>\n<p><em>&#8220;A legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o incentiva o plantio&#8221;<\/em><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Qual \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o ambiental das arauc\u00e1rias para o ecossistema como um todo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> A <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> vale mais em p\u00e9 do que deitada, porque em p\u00e9 ela continuar\u00e1 produzindo, e quando ela morrer ou estiver velha, na fase em que produz poucos pinh\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel derrub\u00e1-la e teremos uma <strong>madeira<\/strong> excepcional, que dar\u00e1 n\u00f3-de-pinho &#8211; n\u00f3s aqui do Sul sabemos a import\u00e2ncia de um n\u00f3-de-pinho para jogar na lareira, uma vez que \u00e9 o material vegetal mais denso que se conhece e, portanto, \u00e9 uma fonte de energia com alto rendimento. Al\u00e9m disso, a arauc\u00e1ria tamb\u00e9m nos d\u00e1 o <strong>pinh\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Ecologicamente, se plantarmos arauc\u00e1rias no campo, dentro de 25 ou 30 anos haver\u00e1 um cap\u00e3o naquele local, porque ela \u00e9 uma pioneira e, quando come\u00e7ar a crescer, v\u00e1rias aves ir\u00e3o se refugiar nela para se protegerem dos predadores, como o gamb\u00e1. Assim, as aves ficam aninhadas ali, dormem ali e, consequentemente, jogam suas fezes ali, cultivam as sementes que caem da arauc\u00e1ria e come\u00e7am a nascer novas plantas. Com o passar do tempo o local vai virar um bosque, um cap\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 O senhor afirma que a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 equivocada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da arauc\u00e1ria. Quais os problemas que evidencia e o que seria uma pol\u00edtica ambiental adequada para preservar as matas de arauc\u00e1ria e incentivar sua reprodu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> A <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/508390-codigo-florestal-uma-concepcao-bandeirante-de-desenvolvimento-entrevista-especial-com-mauricio-torres\" target=\"_blank\"><strong>legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a> foi constitu\u00edda assim: em um dado momento viu-se que n\u00e3o ia sobrar nenhuma <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> em p\u00e9, porque ela estava sendo derrubada e, com isso, definiu-se que era proibido derrub\u00e1-la. Assim, quem tinha uma \u00e1rea de terra come\u00e7ou a cortar todas as mudas de arauc\u00e1ria que nasciam, justamente para n\u00e3o perder aquele espa\u00e7o, porque uma vez que as arauc\u00e1rias crescessem, elas n\u00e3o poderiam ser cortadas. Esse tipo de atitude passou a ser muito normal no <strong>Paran\u00e1<\/strong>, em <strong>Santa Catarina<\/strong> e no<strong> Rio Grande do Sul<\/strong>, porque os agricultores ficaram revoltados por n\u00e3o poder explorar o espa\u00e7o da propriedade plantado com arauc\u00e1ria. A meu ver, tem que proibir mesmo a retirada indiscriminada de arauc\u00e1ria. O ponto \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o se esqueceu da outra parte, quer dizer, al\u00e9m de proibir, a legisla\u00e7\u00e3o deveria garantir uma pol\u00edtica de<strong> incentivo ao plantio<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, se n\u00e3o houver um <strong>manejo<\/strong> adequado de derrubar algumas <strong>arauc\u00e1rias<\/strong> pelo meio da floresta, essa mata, mais cedo ou mais tarde, morrer\u00e1 completamente, porque as arauc\u00e1rias t\u00eam idades pr\u00f3ximas, portanto todas elas envelheceram. O mais triste \u00e9 que as arauc\u00e1rias n\u00e3o caem, n\u00e3o tombam quando morrem, elas se decomp\u00f5em, v\u00e3o soltando os galhos, ficam com o tronco seco, as cascas v\u00e3o caindo e, por conta disso, n\u00e3o se abre uma clareira quando elas morrem; desse modo, n\u00e3o h\u00e1 nem condi\u00e7\u00e3o de nascer outra no lugar dela. \u00c9 por isso que defendemos que sejam realizados estudos urgentes para que as florestas densas, fechadas com arauc\u00e1rias, sejam preservadas. Precisamos derrubar algumas pelo meio da mata para permitir que entre a luz e, assim, as novas plantas se desenvolvam.<\/p>\n<p>A <strong>legisla\u00e7\u00e3o<\/strong> n\u00e3o incentiva o plantio. N\u00f3s produzimos mudas e as distribu\u00edmos de gra\u00e7a, mas muitas pessoas as jogam fora porque n\u00e3o querem saber de plantar arauc\u00e1ria por causa da legisla\u00e7\u00e3o. Apesar disso, nesses dez anos, j\u00e1 conseguimos distribuir mais de 70 mil mudas em todo o Brasil, tendo em vista a produ\u00e7\u00e3o do pinh\u00e3o. No meu banco de dados, tenho o nome, o CPF, o local de plantio, o n\u00famero de mudas e contato de mais de tr\u00eas mil pessoas. Portanto, j\u00e1 temos mais de tr\u00eas mil pessoas interessadas na nossa t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Como os \u00f3rg\u00e3os ambientais e parlamentares se posicionam sobre uma poss\u00edvel mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> Essa \u00e9 uma batalha que estou travando h\u00e1 sete, oito anos, participando de reuni\u00f5es e audi\u00eancias p\u00fablicas para mudar a legisla\u00e7\u00e3o. O <strong>secret\u00e1rio de Meio Ambiente<\/strong> da minha regi\u00e3o estava bem engajado nesse projeto e agora vai trabalhar como assessor do <strong>Ministro do Meio Ambiente<\/strong>. Quero tentar trazer o Ministro para fazer uma discuss\u00e3o inteligente sobre o assunto, porque n\u00e3o adianta o \u201cecologista borboleta\u201d dizer n\u00e3o pode isso ou aquilo, tem de apresentar um fundamento.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Que percentual da mata de arauc\u00e1ria ainda existe no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> A literatura informava que o <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> tinha 15% do <strong>territ\u00f3rio<\/strong> com <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/noticias-anteriores\/22816-operacao-do-ibama-contra-desmatamento-de-araucaria-aplica-r$-41-milhoes-em-multas\" target=\"_blank\"><strong>arauc\u00e1ria<\/strong><\/a>, ou seja, floresta ombr\u00f3fila mista, <strong>Santa Catarina tinha<\/strong> 25% do territ\u00f3rio, e o <strong>Paran\u00e1<\/strong>, 35%. Contudo, depois da explora\u00e7\u00e3o madeireira que ocorreu a partir da d\u00e9cada de 1940, restou, de <strong>mata nativa<\/strong>, 1,5% no <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>, em torno de 3% em <strong>Santa Catarina<\/strong>, e no <strong>Paran\u00e1<\/strong>, conforme o levantamento feito pela <strong>Funda\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Florestais<\/strong>, n\u00e3o chega a 1,5% de mata virgem em rela\u00e7\u00e3o ao original. \u00c9 muito pouco.<\/p>\n<p>Apesar desses dados, alguns lutam para retirar a arauc\u00e1ria da <strong>lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas<\/strong>. Ao inv\u00e9s disso, n\u00e3o \u00e9 muito melhor fazer uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a arauc\u00e1ria do que ficar mexendo e decidindo se ela deve ou n\u00e3o estar na lista? Ela est\u00e1 mais do que na lista, ela est\u00e1 amea\u00e7ada.<\/p>\n<p><em>&#8220;N\u00f3s produzimos mudas e as distribu\u00edmos de gra\u00e7a, mas muitas pessoas as jogam fora porque n\u00e3o querem saber de plantar arauc\u00e1ria por causa da legisla\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Ent\u00e3o, a queda na produ\u00e7\u00e3o do pinh\u00e3o est\u00e1 relacionada com o envelhecimento da arauc\u00e1ria e o baixo plantio de novas plantas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> \u00c9 indiscut\u00edvel que o <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/556036-producao-de-pinhao-cai-40-e-araucaria-esta-na-lista-vermelha-das-especies-ameacadas-entrevista-especial-com-patricia-binkowski-e-aline-reis-calvo-hernandez\" target=\"_blank\">volume total de produ\u00e7\u00e3o<\/a>, na sequ\u00eancia de quatro ou cinco anos, tem ca\u00eddo e a curva \u00e9 descendente. O <strong>pinh\u00e3o<\/strong> leva de 30 a 36 meses para se formar: da indu\u00e7\u00e3o floral, passa por todo o processo de frutifica\u00e7\u00e3o e demora um ano at\u00e9 formar a flor; depois de um ano, ele fecunda, a\u00ed fica mais um ano crescendo e mais um ano em matura\u00e7\u00e3o. Eu estudei, junto com alguns alunos, in loco, a produ\u00e7\u00e3o do pinh\u00e3o. Usamos um caminh\u00e3o com plataforma elevada e acompanhamos esse processo de desenvolvimento durante tr\u00eas anos. Claro que se em um ano a <strong>arauc\u00e1ria<\/strong> est\u00e1 sobrecarregada com muitas pinhas, naquele mesmo per\u00edodo ela est\u00e1 preparando os bot\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 ocorrer daqui a dois anos. O <strong>clima<\/strong> pode ajudar nesse processo, mas n\u00e3o \u00e9 como as pessoas dizem, que num determinado ano tem bastante pinh\u00e3o porque deu frio &#8211; nada a ver. O frio deste ano vai favorecer a indu\u00e7\u00e3o floral para 2018, pois o pinh\u00e3o de 2018 tem a ver com o inverno deste ano, enquanto o pinh\u00e3o do ano que vem n\u00e3o tem nada a ver com o inverno deste ano, porque ele j\u00e1 est\u00e1 formado, fecundado, est\u00e1 crescendo e ficar\u00e1 maduro a partir do m\u00eas de abril do ano que vem.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se est\u00e1 provado que ramos novos de pinheiro s\u00f3 se formam at\u00e9 quando a planta tem 60 anos, basta ver que a grande maioria dos pinheiros que temos por a\u00ed em nossas florestas t\u00eam mais de 60 anos e n\u00e3o est\u00e3o mais formando ramos novos. Portanto, a <strong>produ\u00e7\u00e3o<\/strong> est\u00e1 se dando naqueles galhos que est\u00e3o a\u00ed. Ent\u00e3o, se n\u00e3o nascem mais galhos novos e a cada ano eles v\u00e3o caindo e diminuindo, a tend\u00eancia \u00e9 diminuir a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Gostaria de acrescentar algo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Zanette \u2013<\/strong> Gostaria de insistir que deve haver press\u00e3o geral e urgente para que a <strong>legisla\u00e7\u00e3o<\/strong> mude e para incentivar o <strong>plantio de arauc\u00e1ria<\/strong>, porque a legisla\u00e7\u00e3o de hoje autoriza o corte da arauc\u00e1ria que o produtor plantou, mas a dificuldade \u00e9 provar que foi ele quem plantou. Para provar isso se exige uma burocracia muito grande e complicada, se exige o relat\u00f3rio de um engenheiro florestal e a elabora\u00e7\u00e3o de um projeto. Mas o <strong>pequeno produtor<\/strong>, que \u00e9 quem tem o grande interesse, porque quem preserva \u00e9 o pequeno e n\u00e3o o grande, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de fazer tudo que a legisla\u00e7\u00e3o determina.<\/p>\n<p>Aproveito para registrar que perto de <strong>S\u00e3o Joaquim<\/strong>, SC, est\u00e1 acontecendo um encontro sobre fruticultura: um ano esse evento acontece em <strong>S\u00e3o Joaquim<\/strong>, e no outro, em <strong>Fraiburgo<\/strong>, SC. <strong>S\u00e3o Joaquim<\/strong> s\u00f3 viu a arauc\u00e1ria como <strong>madeira<\/strong>, porque aquela regi\u00e3o s\u00f3 se desenvolveu gra\u00e7as \u00e0 madeira e ao extrativismo puro, mas agora eles sabem que aquela regi\u00e3o ainda \u00e9 altamente produtora de pinh\u00e3o, e apesar disso nem come\u00e7aram a plantar pomares de arauc\u00e1ria para produ\u00e7\u00e3o de pinh\u00e3o. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel observar como \u00e9 o sentimento geral em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arauc\u00e1ria. Ent\u00e3o, s\u00f3 pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que foi o que sempre usei, \u00e9 que convenceremos a popula\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia do plantio da arauc\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Fonte &#8211; Patricia Fachin, IHU de 17 de junho de 2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto:\u00a0Aniele Nascimento\/Gazeta do Povo \u201cEst\u00e1 comprovado experimentalmente e descritivamente que a arauc\u00e1ria n\u00e3o se regenera dentro da floresta. 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