{"id":19118,"date":"2017-03-29T17:00:53","date_gmt":"2017-03-29T20:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19118"},"modified":"2025-10-13T09:11:20","modified_gmt":"2025-10-13T12:11:20","slug":"pampa-o-cultivo-de-soja-e-a-maior-ameaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/pampa-o-cultivo-de-soja-e-a-maior-ameaca\/","title":{"rendered":"Pampa. O cultivo de soja \u00e9 a maior amea\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><strong>Para o professor Marcelo Dutra da Silva, os danos v\u00e3o mais longe, pois o uso de glifosato pode estar contaminando solo, \u00e1gua e alimentos<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 pouco tempo, achava-se que a expans\u00e3o do eucalipto colocaria em risco o Pampa, mas a leitura dos fatos agora \u00e9 outra. \u201cSem medo de errar, hoje a maior amea\u00e7a ao Pampa vem dos cultivos de soja\u201d, garante o professor Marcelo Dutra da Silva. \u201cBasta sair por a\u00ed para perceber que os antigos campos de coxilha, tradicionalmente utilizados para a cria\u00e7\u00e3o de gado, remanescentes de um modelo econ\u00f4mico em extin\u00e7\u00e3o, pelo menos em solo ga\u00facho, est\u00e3o sendo rapidamente convertidos em lavouras de soja.\u201d<\/p>\n<p>Conforme o pesquisador, o impacto imediato do cultivo da soja \u201c\u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o dos campos por lavoura e, novamente, a perda de habitats\u201d. Mas as amea\u00e7as v\u00e3o mais longe. \u201cA soja depende da aplica\u00e7\u00e3o de insumos perigosos, entre eles o glifosato que, apesar da sua utilidade agr\u00edcola, o seu consumo em lavouras pode estar contaminando o solo, a \u00e1gua e os alimentos\u201d, projeta. Silva salienta ainda que h\u00e1 recentes estudos que relacionam a subst\u00e2ncia a casos de c\u00e2ncer e de degenera\u00e7\u00e3o neural. \u201cE se a contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 um risco para as \u00e1guas superficiais, certamente tamb\u00e9m \u00e9 para as subterr\u00e2neas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A heran\u00e7a cultural imprimiu no imagin\u00e1rio da sociedade a \u201cimpress\u00e3o de que o campo \u00e9 um vazio\u201d, como se a riqueza da vida fosse pr\u00f3pria da floresta. Mesmo que o Brasil seja um pa\u00eds biodiverso, abrigando ambientes diversos, a legisla\u00e7\u00e3o ambiental ficou impregnada da for\u00e7a simb\u00f3lica da floresta. \u201cA nossa principal lei de prote\u00e7\u00e3o e regramento do espa\u00e7o nasceu como C\u00f3digo Florestal e assim \u00e9 conhecida at\u00e9 hoje, mesmo que tenha sido revisada recentemente\u201d, ilustra Silva. \u201cO pr\u00f3prio processo de licenciamento ambiental parece ter mais cuidados e exig\u00eancias quando o assunto \u00e9 supress\u00e3o de florestas, diferente do campo, que n\u00e3o enfrenta as mesmas restri\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva<\/strong> \u00e9 graduado em Ecologia pela Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas &#8211; UCPel, mestre e doutor em Ci\u00eancias pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia da Universidade Federal de Pelotas &#8211; UFPel. \u00c9 professor do Instituto de Oceanografia &#8211; IO e membro permanente do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Gerenciamento Costeiro da Universidade Federal do Rio Grande &#8211; FURG. Coordena o Laborat\u00f3rio de Ecologia de Paisagem Costeira &#8211; LEPCost.<\/p>\n<p>No dia 21 de mar\u00e7o, das 19h30min \u00e0s 22h, ele profere a confer\u00eancia Pampa: um bioma em transforma\u00e7\u00e3o, dentro da programa\u00e7\u00e3o do evento Os biomas brasileiros e a teia da vida, promovido pelo IHU. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/biomasbrasileiros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja a programa\u00e7\u00e3o completa.<\/a><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Quais as maiores amea\u00e7as ao Pampa e quais os desafios para a sua preserva\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> Sem medo de errar, hoje a maior amea\u00e7a ao Pampa vem dos cultivos de soja. H\u00e1 pouco tempo, era a expans\u00e3o do eucalipto, mas a soja est\u00e1 batendo recordes. Basta sair por a\u00ed para perceber que os antigos campos de coxilha, tradicionalmente utilizados para a cria\u00e7\u00e3o de gado, remanescentes de um modelo econ\u00f4mico em extin\u00e7\u00e3o, pelo menos em solo ga\u00facho, est\u00e3o sendo rapidamente convertidos em lavouras de soja. Na minha regi\u00e3o, onde o arroz \u00e9 muito forte, a soja vem substituindo, inclusive, as lavouras de arroz e as pastagens pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Qual a import\u00e2ncia do bioma Pampa para o ecossistema ga\u00facho e da Am\u00e9rica do Sul?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> O Pampa compreende um sistema de fisionomias campestres e n\u00e3o campestres, ou seja, nem tudo no Pampa \u00e9 campo e nem todos os campos s\u00e3o iguais. Na pr\u00e1tica, a cole\u00e7\u00e3o de fisionomias do Pampa repercute em paisagens variadas, formadas por diferentes ecossistemas e formas de ocupa\u00e7\u00e3o. Tais diferen\u00e7as abrigam condi\u00e7\u00f5es distintas e uma ampla diversidade biol\u00f3gica, pouco comum em outras regi\u00f5es brasileiras ou da Am\u00e9rica. E \u00e9 justamente no Rio Grande do Sul que essas diferen\u00e7as s\u00e3o mais evidentes, talvez marcadas pela complexidade f\u00edsico-geol\u00f3gica dos terrenos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Como se d\u00e1 a intera\u00e7\u00e3o entre o Pampa e os demais biomas ao sul das Am\u00e9ricas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> O Pampa \u00e9 um sistema amplo, que se espraia por outros pa\u00edses, fazendo fronteira com outros biomas de caracter\u00edsticas bem distintas. No sul do Brasil (Rio Grande do Sul), onde o Pampa ocorre, chama aten\u00e7\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o de disputa ou de tens\u00e3o ecol\u00f3gica formada com a Mata Atl\u00e2ntica. Uma an\u00e1lise hist\u00f3rica de longo prazo, em considera\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as no clima \u2013 a partir do \u00faltimo per\u00edodo glacial \u2013, hoje mais quente e mais \u00famido, d\u00e1 conta de uma condi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao desenvolvimento de florestas e ambientes arbustivos. No entanto, ao longo da hist\u00f3ria, os pastadores de grande porte, o gado e as atividades humanas de cultivo interferiram nesse processo, e as \u00e1rvores da Mata Atl\u00e2ntica avan\u00e7aram com dificuldade. Resultado: boa parte das \u00e1reas abertas que encontramos hoje, pelo menos na maior parte do Pampa brasileiro (em solo ga\u00facho), seria fechada, coberta por floresta, se n\u00e3o estiv\u00e9ssemos aqui. E j\u00e1 que o clima n\u00e3o est\u00e1 conseguindo imprimir efeitos sobre a fisionomia e sim o agente humano, o nosso Pampa est\u00e1 mais para um antropobioma do que para um bioma natural, pelo menos por aqui.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 O visual do Pampa remete \u00e0 ideia de campo, o que faz com que muitas pessoas o vejam como campo vazio e prop\u00edcio para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. \u00c9 nessa perspectiva, por exemplo, que entra a silvicultura e sua \u201cpropaganda\u201d de florestar o Pampa. Como subverter essa perspectiva?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> A impress\u00e3o de que o campo \u00e9 um vazio \u00e9 da nossa heran\u00e7a cultural, passada de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. Aprendemos, desde crian\u00e7a, que a riqueza da vida est\u00e1 na floresta, que l\u00e1 moram as esp\u00e9cies mais importantes, que a Amaz\u00f4nia \u00e9 o pulm\u00e3o do planeta&#8230; O Brasil \u00e9 um pa\u00eds biodiverso porque abriga ambientes diversos, o que inclui o Pampa, suas caracter\u00edsticas e sua riqueza biol\u00f3gica, que \u00e9 \u00fanica e que s\u00f3 encontramos aqui. Ali\u00e1s, isso est\u00e1 impregnado na nossa legisla\u00e7\u00e3o e conduta. A nossa principal lei de prote\u00e7\u00e3o e regramento do espa\u00e7o nasceu como C\u00f3digo Florestal e assim \u00e9 conhecida at\u00e9 hoje, mesmo que tenha sido revisada recentemente. O pr\u00f3prio processo de licenciamento ambiental parece ter mais cuidados e exig\u00eancias quando o assunto \u00e9 supress\u00e3o de florestas, diferente do campo, que n\u00e3o enfrenta as mesmas restri\u00e7\u00f5es. E quando defendemos a reserva legal e a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, n\u00e3o faltam produtores justificando: \u201cna minha propriedade, n\u00e3o tem floresta, aqui s\u00f3 tem banhado e campo\u201d. Enfim, distor\u00e7\u00f5es que moldaram a nossa percep\u00e7\u00e3o, mas que felizmente n\u00e3o feriram a nossa identidade. A paisagem aberta est\u00e1 no nosso DNA, e a ideia de transformar o Pampa em floresta n\u00e3o foi bem aceita, mesmo por aqueles menos preocupados com o campo.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Como compreender os avan\u00e7os da silvicultura no Pampa e quais os riscos? Que esp\u00e9cies s\u00e3o mais utilizadas e quais os impactos sobre o bioma?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> A expans\u00e3o da silvicultura no Rio Grande do Sul aconteceu em um momento oportuno. Com a economia tradicional dos campos em decl\u00ednio, abund\u00e2ncia de terras e o empobrecimento da metade sul do Estado, a silvicultura \u00e9 apresentada como a salva\u00e7\u00e3o da lavoura, o que logo se viu que n\u00e3o era bem assim. Uma economia forte \u00e9 uma economia diversificada e n\u00e3o baseada em uma \u00fanica fonte. A experi\u00eancia com o eucalipto foi v\u00e1lida, mas n\u00e3o aprendemos a diversificar e, no momento, estamos apostando as nossas fichas no monocultivo da soja. Os riscos do cultivo de eucalipto est\u00e3o associados ao impacto direto, de substitui\u00e7\u00e3o do habitat e de expuls\u00e3o das esp\u00e9cies, como se pass\u00e1ssemos uma borracha na paisagem, apagando partes do espa\u00e7o cont\u00ednuo do campo. O impacto indireto est\u00e1 associado ao efeito fragmenta\u00e7\u00e3o, com o crescimento dos maci\u00e7os criam-se obst\u00e1culos ao fluxo espacial das esp\u00e9cies, que s\u00e3o nativas do espa\u00e7o aberto. Tamb\u00e9m interferimos no vento, no ac\u00famulo da umidade e aceleramos a transforma\u00e7\u00e3o das manchas remanescentes de campo, que evolui para uma fisionomia diferente (campo sujo, \u00e0s vezes arbustivo).<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Quais os efeitos da planta\u00e7\u00e3o de soja em \u00e1reas pr\u00f3ximas ou dentro do bioma Pampa? Quais os impactos nos reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos de \u00e1gua?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> No que compreende o cultivo da soja, o impacto imediato \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o dos campos por lavoura e, novamente, a perda de habitats. Mas isso \u00e9 s\u00f3 o in\u00edcio. A soja depende da aplica\u00e7\u00e3o de insumos perigosos, entre eles o glifosato que, apesar da sua utilidade agr\u00edcola, o seu consumo em lavouras pode estar contaminando o solo, a \u00e1gua e os alimentos. Estudos recentes levantam a suspeita da sua exposi\u00e7\u00e3o aos novos casos de c\u00e2ncer e degenera\u00e7\u00e3o neural. E se a contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 um risco para as \u00e1guas superficiais, certamente tamb\u00e9m \u00e9 para as subterr\u00e2neas. (<a href=\"https:\/\/drraisdentalavenue.com\/tramadol-50mg-online\/\">https:\/\/drraisdentalavenue.com\/<\/a>)  Infelizmente, n\u00e3o existe uma rotina de monitoramento do glifosato, e n\u00e3o temos a menor ideia do grau de contamina\u00e7\u00e3o a que estamos submetidos. Muito importante: neste momento, acaba de ser anunciado na Expodireto, no munic\u00edpio de N\u00e3o-me-Toque, que mais uma vez batemos o recorde de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, e a soja mais uma vez lidera, com a maior produ\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 A possibilidade de venda de terras a estrangeiros pode representar um risco ao bioma Pampa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> N\u00e3o vejo problema, pois as preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao uso permanecem as mesmas, independentemente da nacionalidade. O que importa \u00e9 o cumprimento da lei, a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Estado e a garantia de avan\u00e7armos com qualidade e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 A reformula\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal impacta no bioma Pampa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> A reforma do C\u00f3digo Florestal aliviou a press\u00e3o sobre os usos e favoreceu os grandes propriet\u00e1rios de terra. O cultivo de gr\u00e3os (arroz, soja e milho) e a atividade da silvicultura normalmente s\u00e3o encontradas em grandes \u00e1reas agr\u00edcolas, onde raramente as exig\u00eancias legais do C\u00f3digo Florestal s\u00e3o atendidas. Ali\u00e1s, o Rio Grande do Sul est\u00e1 entre as unidades federativas mais resistentes ao Cadastro Ambiental Rural, que no fundo \u00e9 algo bom e importante. Infelizmente n\u00e3o estou acompanhando o desenvolvimento do ZEE [Zoneamento Ecol\u00f3gico-Econ\u00f4mico, tamb\u00e9m chamado Zoneamento Ambiental] no Estado, mas espero que os envolvidos estejam atentos \u00e0s fisionomias dos nossos biomas, particularmente \u00e0s macrofisionomias que comp\u00f5em o bioma Pampa. O zoneamento do espa\u00e7o \u00e9 um belo instrumento de gest\u00e3o, que permite avan\u00e7ar no planejamento e na defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o da natureza e ajustes dos usos reais praticados \u00e0s potencialidades sugeridas. Portanto, zoneamentos bem constru\u00eddos qualificam o uso da terra e direcionam os esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas e da biodiversidade. O \u00fanico aspecto lament\u00e1vel \u00e9 que o ZEE avan\u00e7a em detrimento do Zoneamento Econ\u00f4mico e Ecol\u00f3gico Costeiro &#8211; ZEEC, que ficou esquecido por este governo, por considerar a costa contemplada no zoneamento maior. No entanto, o ZEE e ZEEC s\u00e3o semelhantes, apenas, no nome. O ZEEC compreende escalas e limites diferentes. A costa est\u00e1 exposta \u00e0s atividades marinhas, ao assentamento urbano concentrado, portos e rodovias de alto fluxo. Al\u00e9m disso, a costa est\u00e1 compreendida no Pampa e nos revela paisagens \u00fanicas e exclusivas.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Quais os efeitos da pecu\u00e1ria no Pampa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> Os efeitos da pecu\u00e1ria s\u00e3o variados, por\u00e9m mais positivos do que negativos. Pastadores constantes, o gado permite manter as \u00e1reas abertas e \u00edntegras. Ali\u00e1s, se tem uma atividade capaz de ser desenvolvida no Pampa, sem comprometer o campo nativo, \u00e9 a pecu\u00e1ria. Obviamente, n\u00e3o \u00e9 qualquer pecu\u00e1ria, e sim aquela praticada com caracter\u00edsticas de sustentabilidade, baixa lota\u00e7\u00e3o e conforto animal. Na verdade, esta parece ser a \u00fanica alternativa vi\u00e1vel para a conserva\u00e7\u00e3o das nossas manchas remanescentes de campo.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Quais os desafios para sensibilizar as popula\u00e7\u00f5es, mostrando como o cuidado com o meio ambiente significa, em \u00faltima medida, o cuidado com as pessoas mais carentes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Dutra da Silva \u2013<\/strong> Em \u00faltima an\u00e1lise, meio ambiente \u00e9 SA\u00daDE. Cuidar da natureza \u00e9 cuidar das pessoas. Em algum momento vai deixar de funcionar a justificativa do tudo pelo econ\u00f4mico. Afinal, a terra \u00e9 uma s\u00f3, e os recursos s\u00e3o naturalmente finitos.<\/p>\n<p>Fonte &#8211;\u00a0Jo\u00e3o Vitor Santos, Edi\u00e7\u00e3o Vitor Necchi, IHU de 13 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o professor Marcelo Dutra da Silva, os danos v\u00e3o mais longe, pois o uso de glifosato pode estar contaminando solo, \u00e1gua e alimentos H\u00e1 pouco tempo, achava-se que a expans\u00e3o do eucalipto colocaria em risco o Pampa, mas a leitura dos fatos agora \u00e9 outra. \u201cSem medo de errar, hoje a maior amea\u00e7a ao&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-19118","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pampa. 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