{"id":19119,"date":"2017-03-28T17:00:49","date_gmt":"2017-03-28T20:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19119"},"modified":"2017-03-20T11:12:56","modified_gmt":"2017-03-20T14:12:56","slug":"pampa-e-um-bioma-em-permanente-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/pampa-e-um-bioma-em-permanente-transformacao\/","title":{"rendered":"Pampa \u00e9 um bioma em permanente transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Uma palestra que tratou da forma\u00e7\u00e3o do <strong>Pampa<\/strong> e da quest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos marcou a abertura de um amplo ciclo de estudos promovido pelo <strong>Instituto Humanitas Unisinos \u2013 IHU<\/strong>. Na noite de quarta-feira (15\/3), o professor <strong>Rafael Cabral Cruz<\/strong>, da <strong>Funda\u00e7\u00e3o Universidade Federal do Pampa<\/strong> (<strong>Unipampa<\/strong>), proferiu a confer\u00eancia <em>Bioma Pampa: gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos e conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. Desafios e possibilidades<\/em>, dando in\u00edcio ao evento <a href=\"http:\/\/www.unisinos.br\/eventos\/os-biomas-brasileiros-e-a-teia-da-vida-14-pascoa-ihu-ex122801-00001\" target=\"_blank\">Os biomas brasileiros e a teia da vida<\/a>, que se estende at\u00e9 junho.<\/p>\n<p><strong>Cruz<\/strong>, no in\u00edcio de sua palestra, disse que n\u00e3o havia certezas para repassar. \u201cQueria poder dar informa\u00e7\u00f5es positivas, mas trago not\u00edcias tristes, fruto de pesquisas e da minha milit\u00e2ncia como ambientalista\u201d, afirmou. O roteiro que desenvolveu para a palestra foi uma s\u00edntese \u201cdas incertezas, dos desafios e dos problemas vivenciados dentro do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-entrevistas\/24385-o-pampa-alterado-entrevista-especial-com-marcelo-dutra-da-silva\" target=\"_blank\">bioma Pampa<\/a>.\u201d<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito de sua palestra era discutir a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/564647-falta-controle-sobre\" target=\"_blank\">\u00e1gua<\/a>\u00a0no bioma, mas, para tanto, <strong>Cruz<\/strong> entendeu que era preciso discutir antes o pr\u00f3prio <strong>bioma<\/strong>. Assim, apresentou um panorama da forma\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. \u201cO bioma do in\u00edcio do s\u00e9culo 20, quando se come\u00e7ou a discutir preserva\u00e7\u00e3o ambiental, n\u00e3o tem nada a ver com o bioma de quando o ser humano chegou \u00e0 regi\u00e3o, assim como \u00e9 muito diferente de quando os colonizadores chegaram\u201d, garantiu. \u201cIsso tudo afeta a \u00e1gua.\u201d<\/p>\n<p><strong>Quatro ciclos<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>Pampa<\/strong> teve quatro grandes <strong>ciclos de transforma\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong>. No primeiro deles, extinguiu-se a <strong>fauna<\/strong> formada por <strong>animais de grande porte<\/strong>, como um tipo de tatu cujo tamanho equivalia ao de um autom\u00f3vel. Para compreender o que ocorreu na regi\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio retroceder at\u00e9 a <strong>\u00c1frica<\/strong>. Na <strong>Savana<\/strong> africana, o ser humano se desgastava muito para conseguir alimentos, ent\u00e3o sobrava pouca energia para reprodu\u00e7\u00e3o. Com o tempo, desenvolveu maneiras de se alimentar mais e se cansar menos.<\/p>\n<p>Animais muito r\u00e1pidos n\u00e3o conseguem manter a velocidade elevada por tempo prolongado. O ser humano \u00e9 menos veloz, mas sustenta a marcha por mais tempo. Ao perceberem que os animais fogem do fogo, come\u00e7aram a queimar as <strong>savanas<\/strong>, de maneira a conduzir a presa na dire\u00e7\u00e3o dos ca\u00e7adores, que acabavam abatendo o animal cansado. \u201cIsso aumentou a efici\u00eancia da <strong>ca\u00e7a<\/strong> e a economia de energia, fazendo com que o ser humano se espalhasse pelo <strong>planeta<\/strong>, chegando at\u00e9 aqui\u201d, descreve <strong>Cruz<\/strong>. Isso causou o primeiro grande ciclo de transforma\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-entrevistas\/24385-o-pampa-alterado-entrevista-especial-com-marcelo-dutra-da-silva\" target=\"_blank\">Pampa<\/a>.<\/p>\n<p>O ser humano chegou \u00e0 regi\u00e3o que compreende o <strong>Pampa<\/strong> no final da \u00e9poca geol\u00f3gica chamada <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/170-noticias-2014\/535872-voce-quer-mudar-o-mundo-a-relacao-entre-mudancas-climaticas-recursos-energeticos-e-a-infraestrutura-da-sociedade\" target=\"_blank\"><strong>pleistoceno<\/strong> <\/a>(cerca de 18.000 a 12.000 anos atr\u00e1s.). O clima era rigorosamente frio e seco, e o n\u00edvel do mar estava ao menos cem metros abaixo do atual. No <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/espiritualidade\/559744-acao-humana-pos-fim-ao-holoceno-vivemos-uma-nova-epoca-geologica\" target=\"_blank\">holoceno<\/a>\u00a0(per\u00edodo que data de cerca de 11,5 mil anos at\u00e9 o presente), o clima era quente e \u00famido, e o n\u00edvel do mar, alto. Essas caracter\u00edsticas redundaram em uma <strong>tropicaliza\u00e7\u00e3o<\/strong> do <strong>Brasil<\/strong> e em uma certa estabilidade dessas condi\u00e7\u00f5es. A paisagem era aberta, sujeita ao pisoteio dos <strong>mam\u00edferos<\/strong> <strong>de grande porte<\/strong> da \u00e9poca, o que acabava gerando um controle da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados do <strong>palinograma<\/strong> do munic\u00edpio de <strong>S\u00e3o Francisco de Assis<\/strong> revelam a concentra\u00e7\u00e3o e a taxa de acumula\u00e7\u00e3o de <strong>part\u00edculas carbonizadas<\/strong> da regi\u00e3o. A presen\u00e7a desses elementos era pequena, mas constante, at\u00e9 cerca de 12.000 anos atr\u00e1s, quando se registra a chegada dos primeiros seres vivos provenientes da <strong>\u00c1frica<\/strong>. A partir da\u00ed, as taxas aumentaram de maneira dr\u00e1stica e cont\u00ednua, at\u00e9 atingir um m\u00e1ximo por volta de 9.000 anos atr\u00e1s. Conforme <strong>Cruz<\/strong>, h\u00e1 uma sincronia entre o aumento da presen\u00e7a de part\u00edculas carbonizadas e a extin\u00e7\u00e3o da <strong>megafauna<\/strong>, h\u00e1 cerca de 8.000 anos. Com o fim do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/557906-estudo-revela-que-30-dos-solos-do-mundo-estao-degradados\" target=\"_blank\">pisoteio<\/a>\u00a0dos grandes mam\u00edferos, a vegeta\u00e7\u00e3o campestre passou a ser substitu\u00edda por outro tipo adaptado ao fogo.<\/p>\n<p><strong>Chegada dos europeus<\/strong><\/p>\n<p>O segundo grande ciclo se inicia com a chegada dos europeus ao <strong>Pampa<\/strong>, particularmente os jesu\u00edtas, que reintroduzem na fauna animais de grande porte. Eles aportaram no Brasil em 1549. Entre 1626 e 1634, fundaram 18 redu\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio do atual Rio Grande do Sul. Em 1638, abandonaram uma est\u00e2ncia onde havia 5 mil cabe\u00e7as de gado. O naturalista espanhol <strong>F\u00e9lix de Azara<\/strong> (1742-1821) estimou que, em 1700, havia 48 milh\u00f5es de cabe\u00e7as no Pampa. Ele tamb\u00e9m descreveu que a queima dos campos, o pastoreio e o pisoteio estavam eliminando capins mais altos, desta forma abrindo espa\u00e7o para esp\u00e9cies invasoras como malva e cardo.<\/p>\n<p>A terra ficou degradada, por conta do volume de gado, que compactou o solo, mas a degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o prosseguiu por tr\u00eas fatores: a ind\u00fastria do charque, que levou \u00e0 matan\u00e7a intensiva do gado; os cercamentos das propriedades, a partir de 1870; e o manejo de lota\u00e7\u00e3o. Isso gerou controle populacional do rebanho.<\/p>\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00e3o verde<\/strong><\/p>\n<p>A terceira grande transforma\u00e7\u00e3o verificada no <strong>Pampa<\/strong> come\u00e7ou com a chamada <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/542603\" target=\"_blank\">revolu\u00e7\u00e3o verde<\/a>, quando <strong>imigrantes<\/strong> <strong>alem\u00e3es<\/strong> e <strong>italianos<\/strong> introduziram a agricultura em regi\u00f5es do <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> na segunda metade do s\u00e9culo 19. Esse processo, caracterizado pela substitui\u00e7\u00e3o de <strong>ecossistemas nativos<\/strong> por <strong>agroecossistemas<\/strong>, teve grande impacto sobre a <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/6551-preservar-a-mata-atlantida-e-melhorar-a-qualidade-de-vida-da-populacao\" target=\"_blank\">Mata Atl\u00e2ntica<\/a>, que passou a ser suprimida para dar espa\u00e7o \u00e0 <strong>lavoura<\/strong>. A interfer\u00eancia no ambiente natural se intensificou depois da <strong>Segunda Guerra Mundial<\/strong> (1939-1945), quando houve uma convers\u00e3o da <strong>ind\u00fastria b\u00e9lica<\/strong> para a produ\u00e7\u00e3o de <strong>maquin\u00e1rio agr\u00edcola<\/strong>. \u201cA f\u00e1brica de tanques passou a fazer tratores; a que produzia <strong>TNT<\/strong> e <strong>g\u00e1s Sarin<\/strong>, agrot\u00f3xicos\u201d, descreve <strong>Cruz<\/strong>.<\/p>\n<p>Das culturas que preponderam no <strong>bioma Pampa<\/strong>, a que desperta maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/6557-pampa-o-cultivo-de-soja-e-a-maior-ameaca\" target=\"_blank\">soja<\/a>. O crescimento desse cultivo \u201cest\u00e1 em ritmo violento nas \u00e1reas de campo, e isso altera o ciclo hidrol\u00f3gico\u201d, alerta <strong>Cruz<\/strong>, sempre salientando o quanto as transforma\u00e7\u00f5es do uso da terra afetam o <strong>comportamento h\u00eddrico<\/strong>. Al\u00e9m disso, a perda da <strong>biodiversidade<\/strong> favorece o aparecimento de <strong>pragas<\/strong>, o que demanda o uso de mais <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/564647-falta-controle-sobre\" target=\"_blank\">agrot\u00f3xicos<\/a>. \u201cA produtividade dos pomares est\u00e1 diminuindo em raz\u00e3o do uso excessivo de veneno\u201d, observa. Outra consequ\u00eancia \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias?catid=0&amp;id=558794\" target=\"_blank\">eutrofiza\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e <strong>contamina\u00e7\u00e3o<\/strong> de <strong>ecossistemas<\/strong> terrestres e aqu\u00e1ticos. \u201cH\u00e1 res\u00edduos de <strong>agrot\u00f3xicos<\/strong> em bacias de \u00e1gua do <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>A quarta etapa de transforma\u00e7\u00e3o do <strong>Pampa<\/strong> \u00e9 marcada pelas <strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0<\/strong>antropogenicamente induzidas, ou seja, derivadas de atividades humanas. \u201cPerdemos controle local sobre o que vai acontecer conosco\u201d, afirma <strong>Cruz<\/strong>. Trata-se de um problema de escala global, cuja solu\u00e7\u00e3o depende de uma mobiliza\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Ele apontou uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos que evidenciam o problema. O <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/560748-acordo-de-paris-e-insuficiente-para-frear-o-aquecimento-global-diz-relatorio\" target=\"_blank\">aquecimento global<\/a>\u00a0est\u00e1 acontecendo. H\u00e1 excesso de chuvas concentradas em poucos meses, e o encharcamento diminui a produtividade da <strong>lavoura<\/strong>. \u201cIsso cria mais <strong>fungos<\/strong> na lavoura, tanto que o <strong>agrot\u00f3xico<\/strong> mais usado no ano passado foi fungicida\u201d, observa. Na cidade, aumenta a ocorr\u00eancia de <strong>enchentes<\/strong>. Nas <strong>encostas<\/strong>, acontecem <strong>deslizamentos<\/strong>. \u201cCat\u00e1strofes levam \u00e0 desestrutura\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d, projeta.<\/p>\n<p>Os problemas decorrentes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o globais. \u201cPopula\u00e7\u00f5es do norte da <strong>\u00c1frica<\/strong> migram para <strong>Europa<\/strong> n\u00e3o por causa de guerra, mas devido \u00e0 <strong>falta de \u00e1gua<\/strong>\u201d, aponta. No <strong>Pampa<\/strong>, <strong>Cruz<\/strong> observa que est\u00e1 ocorrendo um processo de <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/563265-secas-e-desmatamento-podem-levar-a-savanizacao-da-amazonia\" target=\"_blank\">savaniza\u00e7\u00e3o<\/a>, caracterizado pela ocorr\u00eancia de uma esta\u00e7\u00e3o seca e outra chuvosa.<\/p>\n<p>O pesquisador salienta que as duas primeiras fases de transforma\u00e7\u00f5es do <strong>Pampa<\/strong> \u2013 a chegado do ser humano \u00e0 regi\u00e3o e a reintrodu\u00e7\u00e3o da fauna de grande porte pelos europeus \u2013, por serem longas, permitiram que o ambiente se adaptasse \u00e0 interfer\u00eancia humana. As outras duas \u2013 a revolu\u00e7\u00e3o verde e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013, no entanto, provocaram grandes transforma\u00e7\u00f5es em pouco tempo. \u201cN\u00e3o h\u00e1 gen\u00e9tica que d\u00ea respostas r\u00e1pidas de adapta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o ocorre a <strong>degrada\u00e7\u00e3o do ambiente<\/strong>\u201d, descreve.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 nada alvissareiro n\u00e3o apenas pelos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas tamb\u00e9m por conta da in\u00e9pcia do poder p\u00fablico no que tange \u00e0s <strong>quest\u00f5es h\u00eddricas<\/strong>. \u201cNo Brasil, n\u00e3o h\u00e1 cultura de monitoramento das \u00e1guas dos rios, o que impede que se fa\u00e7a <strong>gest\u00e3o h\u00eddrica<\/strong>\u201d, acusa <strong>Cruz<\/strong>. \u201cTemos um quadro de incerteza geral. \u00c9 preciso ter humildade em dizer que nossas ferramentas n\u00e3o d\u00e3o mais a seguran\u00e7a que a sociedade necessita em gest\u00e3o h\u00eddrica.\u201d O pesquisador aponta que o desafio da <strong>hidrologia moderna<\/strong> \u00e9 criar uma hidrologia adaptada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A solu\u00e7\u00e3o passa pelo comprometimento p\u00fablico e pelo esp\u00edrito coletivo para cobrar a\u00e7\u00f5es do estado.<\/p>\n<p><strong>Ciclo de estudos<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o promovida pelo <strong>IHU<\/strong> sobre os <strong>biomas brasileiros<\/strong> gerou um ciclo de estudos que abrange diferentes \u00e1reas de conhecimento, em perspectiva transdisciplinar, agregando interesses especialmente dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biologia e em Geologia da <strong>Unisinos<\/strong>, bem como das disciplinas e atividades acad\u00eamicas voltadas para \u00e9tica\/bio\u00e9tica ambiental, ecologia e sustentabilidade. A programa\u00e7\u00e3o inclui confer\u00eancias sobre biomas brasileiros, em articula\u00e7\u00e3o com quest\u00f5es de biologia, ecologia, ecologia integral, \u00e9tica ambiental, ecoteologia, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas; atividades art\u00edsticas e culturais; exibi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos sobre os seis principais biomas brasileiros; ciclo de estudo em Educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia (EAD); publica\u00e7\u00e3o impressa e digital de um n\u00famero especial da revista <strong>IHU On-Line<\/strong>, de <strong>Cadernos IHU Ideias<\/strong> e <strong>Cadernos Teologia P\u00fablica<\/strong>, bem como publica\u00e7\u00e3o de entrevistas e not\u00edcias sobre o mesmo tema no site do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/\" target=\"_blank\">IHU<\/a>.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o completa do ciclo pode ser acessada <a href=\"http:\/\/www.unisinos.br\/eventos\/os-biomas-brasileiros-e-a-teia-da-vida-14-pascoa-ihu-ex122801-00001\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Vitor Necchi, IHU de 18 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma palestra que tratou da forma\u00e7\u00e3o do Pampa e da quest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos marcou a abertura de um amplo ciclo de estudos promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos \u2013 IHU. 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