{"id":19153,"date":"2017-03-22T13:00:21","date_gmt":"2017-03-22T16:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19153"},"modified":"2017-03-21T09:58:45","modified_gmt":"2017-03-21T12:58:45","slug":"adotar-o-principio-de-precaucao-e-determinante-para-preservar-o-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/adotar-o-principio-de-precaucao-e-determinante-para-preservar-o-pantanal\/","title":{"rendered":"Adotar o princ\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o \u00e9 determinante para preservar o Pantanal"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/9\/8027\/7322159800_09e0b3a93e_o.jpg\" \/><em><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/79887092@N07\/\">lgpastana<\/a><\/em><\/p>\n<p>Apesar de o <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/169-noticias-2015\/545878-o-avanco-da-soja-sobre-as-areas-umidas-e-um-perigo\" target=\"_blank\">cultivo de soja<\/a>\u00a0n\u00e3o ter se expandido pelo <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/edicao\/345\" target=\"_blank\">Pantanal<\/a>\u00a0no mesmo ritmo em que esse tipo de cultura se desenvolveu em outros ecossistemas, nos dois biomas que contornam as \u00e1reas alagadas do <strong>Pantanal<\/strong>, o <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/6555-cerrado-o-laboratorio-antropologico-ameacado-pela-desterritorializacao\" target=\"_blank\">Cerrado<\/a>\u00a0e a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/565008-a-rainha-da-selva-soja-destroi-a-amazonia-e-chantageia-o-pais\" target=\"_blank\">Amaz\u00f4nia<\/a>, crescem os cultivos de soja e o uso de fertilizantes, diz o ge\u00f3logo <strong>Pierre Girard<\/strong> \u00e0 <strong>IHU On-Line<\/strong>. Segundo ele, embora a planta\u00e7\u00e3o de soja n\u00e3o seja \u201cum sucesso\u201d nas \u00e1reas alagadas por conta da din\u00e2mica ecol\u00f3gica da regi\u00e3o, ainda assim h\u00e1 interesse pelo plantio dessa cultura em virtude da \u201cterra plana\u201d e da \u201crentabilidade da soja ser bastante grande\u201d.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir, concedida pessoalmente \u00e0<strong> IHU On-Line<\/strong>, <strong>Girard<\/strong> explica que \u00e9 poss\u00edvel drenar as terras pantaneiras para viabilizar o cultivo de gr\u00e3os. Contudo,\u00a0antes de adotar essa pr\u00e1tica, pontua, a quest\u00e3o \u201c\u00e9 saber por quanto tempo a soja ser\u00e1 rent\u00e1vel, porque a hist\u00f3ria nos mostra que o <strong>Brasil<\/strong> j\u00e1 passou por v\u00e1rios ciclos, e agora estamos no <strong>ciclo da soja<\/strong>, mas ningu\u00e9m sabe se esse ser\u00e1 um ciclo perene, se ir\u00e1 se manter por 25 anos, ou se de repente, por uma raz\u00e3o qualquer, os chineses decidirem n\u00e3o mais comer carne e, com isso, n\u00e3o precisar\u00e3o mais da nossa soja para alimentar suas galinhas e porcos\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m comenta e critica o desenvolvimento e a constru\u00e7\u00e3o das <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/3358-hidreletricas-hecatombe-para-o-pantanal\" target=\"_blank\">Pequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas \u2013 PCHs<\/a>\u00a0no Pantanal e adverte que o \u201cprinc\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma postura \u00e9tica frente ao impacto sobre o meio ambiente, deve ser levado em conta. Se nada for feito, essas pequenas centrais hidrel\u00e9tricas v\u00e3o gerar muitos impactos\u201d.<\/p>\n<div class=\"ihu-small-image-left\">\n<div class=\"news-image-credits\">\n<p>Na noite de ontem, 20-03-2017, ele proferiu a confer\u00eancia <strong>Pantanal brasileiro: caracter\u00edsticas, biodiversidade e delimita\u00e7\u00f5es para a sua prote\u00e7\u00e3o<\/strong>, dentro da programa\u00e7\u00e3o do evento <a href=\"http:\/\/www.unisinos.br\/eventos\/os-biomas-brasileiros-e-a-teia-da-vida-14-pascoa-ihu-ex122801-00001\" target=\"_blank\">Os biomas brasileiros e a teia da vida<\/a>, promovido pelo <strong>Instituto Humanitas Unisinos &#8211; IHU<\/strong>. <a href=\"http:\/\/www.unisinos.br\/eventos\/os-biomas-brasileiros-e-a-teia-da-vida-14-pascoa-ihu-ex122801-00001\" target=\"_blank\">Veja a programa\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Ao comentar os fatores que amea\u00e7am o Pantanal hoje, o senhor mencionou o aumento do desmatamento e o uso de pesticidas e fertilizantes. A que se deve isso? A agricultura, especialmente a soja, tem sido introduzida no Pantanal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Na <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/513632-pantanal-a-segunda-regiao-mais-atingida-pelo-desmatamento-no-brasil-entrevista-especial-com-viviane-fonseca-moreira-\" target=\"_blank\">plan\u00edcie pantaneira<\/a>\u00a0n\u00e3o existe ainda muita planta\u00e7\u00e3o de soja nem agricultura mecanizada, porque a inunda\u00e7\u00e3o anual n\u00e3o facilita esse tipo de agricultura, embora esse tipo de planta\u00e7\u00e3o esteja se estabelecendo aos poucos na borda do Pantanal. A <strong>pecu\u00e1ria extensiva<\/strong> foi se desenvolvendo ali\u00a0justamente porque \u00e9 poss\u00edvel remover o gado quando h\u00e1 inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para estabelecer a agricultura no<strong> Pantanal<\/strong>, \u00e9 preciso desenvolver um trabalho de drenagem. Algumas pessoas come\u00e7aram a fazer isso na regi\u00e3o de <strong>C\u00e1ceres<\/strong> (MT), em uma \u00e1rea relativamente grande, de nove mil hectares, de uma forma n\u00e3o muito bem regularizada, e com todas as\u00a0dificuldades t\u00e9cnicas que o desenvolvimento dessa atividade implica. Ent\u00e3o, para\u00a0produzir soja na regi\u00e3o, \u00e9 preciso fazer investimentos e uma manuten\u00e7\u00e3o constante no sistema de drenagem.<\/p>\n<p>Hoje em dia pensamos que os agricultores est\u00e3o lucrando com a agricultura, mas quem est\u00e1 lucrando mais s\u00e3o as pessoas que fornecem as m\u00e1quinas e os insumos agr\u00edcolas. Ent\u00e3o, a planta\u00e7\u00e3o de soja ainda n\u00e3o \u00e9, nem foi um sucesso nessa regi\u00e3o, apesar de o <strong>Mato Grosso<\/strong> ser um estado que d\u00e1 apoio aos agricultores.<\/p>\n<div class=\"news-citacao\"><em>As universidades acompanham a situa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 miss\u00e3o da universidade fazer monitoramento da qualidade da \u00e1gua do pantanal<\/em><\/div>\n<div class=\"news-citacao\"><\/div>\n<p>Mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existam\u00a0<strong>pesticidas<\/strong> no <strong>Pantanal<\/strong>. Na verdade n\u00f3s n\u00e3o sabemos muito sobre isso, porque n\u00e3o h\u00e1 programas de monitoramento, mas sabemos que nas regi\u00f5es em volta do Pantanal tem bastante soja. No Cerrado e em toda a regi\u00e3o do planalto que est\u00e1 junto ao Pantanal, tem muita soja, milho, e para manter essas planta\u00e7\u00f5es s\u00e3o utilizados muitos fertilizantes, como <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/565773-glifosato-o-veneno-da-monsanto-esta-em-todo-lugar\" target=\"_blank\">Roundup<\/a>. Esses pesticidas j\u00e1 foram encontrados em sedimentos, ao serem analisados por programas de pesquisa. O que sabemos \u00e9 que quanto mais perto esses pesticidas est\u00e3o do Pantanal, mais prov\u00e1vel \u00e9 que eles passem a estar no pr\u00f3prio Pantanal. Agora, para termos mais informa\u00e7\u00f5es, seria preciso ter programas de monitoramento, porque o Pantanal \u00e9 um patrim\u00f4nio nacional. Essa quest\u00e3o teria que ser pensada pelo poder p\u00fablico, porque as universidades acompanham a situa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 miss\u00e3o da universidade fazer monitoramento da <strong>qualidade da \u00e1gua<\/strong> do Pantanal.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Apesar das dificuldades em desenvolver a agricultura no Pantanal, o senhor percebe que h\u00e1 um interesse dos agricultores em desenvolver o cultivo de gr\u00e3os, por exemplo, na regi\u00e3o? Por que h\u00e1 esse interesse?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Porque tem terra plana e extensa e porque a <strong>rentabilidade da soja<\/strong> \u00e9 bastante grande, ou seja, trata-se de uma opera\u00e7\u00e3o comercial. Ent\u00e3o, uma vez que se fa\u00e7a o processo de drenagem da terra, um investimento inicial e a manuten\u00e7\u00e3o constante, os agricultores veem uma rentabilidade no cultivo de soja.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o toda \u00e9 saber por quanto tempo a soja ser\u00e1 rent\u00e1vel, porque a hist\u00f3ria nos mostra que o <strong>Brasil<\/strong> j\u00e1 passou por v\u00e1rios ciclos e agora estamos no<strong> ciclo da soja<\/strong>, mas ningu\u00e9m sabe se esse ser\u00e1 um ciclo perene, se ir\u00e1 se manter por 25 anos, ou se de repente, por uma raz\u00e3o qualquer, os chineses decidirem n\u00e3o mais comer carne e, com isso, n\u00e3o precisar\u00e3o mais da nossa soja para alimentar suas galinhas e porcos. Essas s\u00e3o coisas que podem acontecer.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 A expans\u00e3o de soja para o Cerrado e para a Amaz\u00f4nia impacta o Pantanal de algum modo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Impacta de forma indireta. No <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/6555-cerrado-o-laboratorio-antropologico-ameacado-pela-desterritorializacao\" target=\"_blank\">Cerrado<\/a>, a<strong> planta\u00e7\u00e3o de soja<\/strong> ocorre na bacia do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/44103-empreendimentos-hidreletricos-na-bacia-do-alto-paraguai-podem-causar-danos-irreparaveis-ao-pantanal\" target=\"_blank\">Alto Paraguai;<\/a>\u00a0ou seja, na mesma regi\u00e3o em que nascem os afluentes dos rios que formam a plan\u00edcie alagada do <strong>Pantanal<\/strong>, h\u00e1 cultivo intensivo de soja e tamb\u00e9m de pasto. Nos anos 80 houve forma\u00e7\u00e3o de pasto na regi\u00e3o do<strong> rio Taquari<\/strong>, o que causou muita eros\u00e3o e transporte de sedimentos e resultou no assoreamento da plan\u00edcie do rio.<\/p>\n<p>Na <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/565082-desmatamento-encurrala-chuva-na-amazonia\" target=\"_blank\">Amaz\u00f4nia<\/a>\u00a0a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco diferente, porque a chuva que ocorre tanto no <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>\u00a0como no <strong>Pantanal<\/strong>, depende da Amaz\u00f4nia. Ent\u00e3o, \u00e0 medida que se desmata a Amaz\u00f4nia para se plantar pasto ou soja, as chuvas diminuem, isso porque essas novas planta\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam a mesma capacidade de gerar chuva que a floresta tem. Ent\u00e3o, o Pantanal, para existir, depende do <strong>ciclo das \u00e1guas<\/strong>, ou seja, tem que chover bem durante uma parte do ano para que o Pantanal exista. Em <strong>Cuiab\u00e1<\/strong>, por exemplo, \u00e0s vezes ficamos 120 dias sem chuva; 90 dias \u00e9 bastante comum. Se a chuva minguar durante o per\u00edodo das cheias, n\u00e3o tem inunda\u00e7\u00e3o, e se n\u00e3o tem inunda\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem mais Pantanal. \u00c9\u00a0a inunda\u00e7\u00e3o anual que faz com que o Pantanal seja como ele \u00e9. Desde a d\u00e9cada de 70 o <strong>Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais \u2013 INPE<\/strong> j\u00e1 mostrou que as<strong> chuvas no Sul<\/strong>, no <strong>Centro-Oeste<\/strong> e no <strong>Sudeste<\/strong> dependem da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<div class=\"news-citacao\"><em>\u00c0 medida que enviamos a fronteira da floresta mais para o Norte, a tend\u00eancia \u00e9 que tenhamos efeitos ao Sul<\/em><\/div>\n<div class=\"news-citacao\"><\/div>\n<p>O arco do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/169-noticias-2015\/540328-desmatamento-na-amazonia-ja-afeta-o-clima-entrevista-com-antonio-donato-nobre\" target=\"_blank\">desmatamento da Amaz\u00f4nia<\/a> vem pelo Norte do<strong> Mato Grosso<\/strong>, pelo Sul do <strong>Par\u00e1<\/strong>, e por <strong>Rond\u00f4nia<\/strong>, que j\u00e1 foi conhecida como o estado da floresta, mas \u00e9 hoje o estado do pasto. Ent\u00e3o, o ritmo de desmatamento \u00e9 bem grande, e, \u00e0 medida que enviamos a fronteira da floresta mais para o Norte, a tend\u00eancia \u00e9 que tenhamos efeitos ao Sul: \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos colocando a floresta mais longe de n\u00f3s e a consequ\u00eancia disso \u00e9 que estamos perdendo umidade. Se voc\u00ea vai a uma floresta nova, de aproximadamente 30 anos, em Mato Grosso, e conversa com as pessoas, elas afirmam que h\u00e1 20 anos chovia mais. \u00c9 claro que ao redor das cidades, onde h\u00e1 mais florestas, chove mais, mas dentro da cidade, n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; H\u00e1 incentivos fiscais por parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para que esses investimentos agr\u00edcolas aconte\u00e7am na regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Que eu saiba n\u00e3o h\u00e1 incentivos diretos na forma de um programa, como ocorreu nos anos 70 para abrir o <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/edicao\/382\" target=\"_blank\">Cerrado<\/a>, via o <strong>Pro\u00e1lcool<\/strong>, por exemplo. Apesar disso, as pessoas decidem investir na <strong>agricultura<\/strong> por conta da <strong>rentabilidade<\/strong>, porque veem isso como uma opera\u00e7\u00e3o comercial. Como todo mundo sabe que a rentabilidade da soja \u00e9 grande, \u00e9 f\u00e1cil conseguir dinheiro para iniciar essa atividade e na sequ\u00eancia estabelecer uma fazenda e come\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o. Muitas pessoas que vivem em cidades como<strong> Lucas de Rio Verde (MT)<\/strong>\u00a0fizeram isso: migraram quando o Cerrado j\u00e1 estava aberto para produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas ainda tinha terra, e investiram nesse tipo de atividade. Hoje em dia a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil, porque a terra \u00e9 muito mais cara nessas regi\u00f5es. Na fronteira com a <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>, a terra n\u00e3o tem tanto valor, mas h\u00e1 um movimento de expans\u00e3o que \u00e9 ligado ao capital.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Um tema que tem sido denunciado no Brasil \u00e9 a compra de terras brasileiras por grupos estrangeiros. Isso tem ocorrido no Pantanal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Isso acontece na borda do <strong>Pantanal<\/strong> e no <strong>Cerrado<\/strong>, com certeza. No Pantanal existem muitas pessoas que t\u00eam fazendas imensas, nas quais h\u00e1 recursos de ativos de estrangeiros. <strong>ONGs internacionais<\/strong> tamb\u00e9m compraram terras no Pantanal. A ideia dessas ONGs \u00e9 promover a conserva\u00e7\u00e3o, mas elas podem receber ativos de estrangeiros, de fundos internacionais etc. Eu acredito que n\u00e3o h\u00e1 muito interesse por terras para desenvolver a <strong>pecu\u00e1ria<\/strong> como uma opera\u00e7\u00e3o comercial, porque o gado do Pantanal n\u00e3o \u00e9 muito rent\u00e1vel. Como a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola tamb\u00e9m \u00e9 baixa, \u00e9 menos prov\u00e1vel que se compre terra para investir nessa finalidade. Existem algumas minas no Pantanal sul, e uma parte delas deve ter rela\u00e7\u00f5es com ativos estrangeiros, e o mesmo deve ocorrer com a terra onde est\u00e3o essas minas.<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que se fiz\u00e9ssemos um <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/565930-atlas-revela-que-latifundio-supera-as-areas-protegidas\" target=\"_blank\">levantamento fundi\u00e1rio<\/a>, conseguir\u00edamos saber que percentual de terras j\u00e1 foi adquirido por empresas estrangeiras, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de mape\u00e1-las. Por exemplo, um amigo meu est\u00e1 fazendo um levantamento na regi\u00e3o e s\u00f3 conseguiu ter acesso de quem s\u00e3o os donos de 75% das terras do <strong>Pantanal<\/strong>. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil saber de quem \u00e9 a terra. Isso se deve, em parte, porque estamos falando de um territ\u00f3rio de 140 mil quil\u00f4metros quadrados, ou seja, de uma extens\u00e3o que \u00e9 mais ou menos do tamanho da <strong>Inglaterra<\/strong>. Al\u00e9m disso, as ocupa\u00e7\u00f5es dessas terras s\u00e3o antigas e a propriedade da terra se perde no tempo.<\/p>\n<p>As terras em geral no <strong>Pantanal<\/strong> servem para pecu\u00e1ria e para o turismo: fazendas imensas que trabalham com pecu\u00e1ria tamb\u00e9m est\u00e3o desenvolvendo o turismo. A minera\u00e7\u00e3o ocupa pouco espa\u00e7o no <strong>Pantanal<\/strong>. Ent\u00e3o, acredito que os estrangeiros est\u00e3o comprando terra ou via ONGs, para preserv\u00e1-las, ou para investir no turismo, porque h\u00e1 uma possibilidade de que esse tipo de atividade seja interessante para o Pantanal.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Outra fonte de amea\u00e7a ao Pantanal s\u00e3o as barragens e as Pequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas &#8211; PCHs. Quantas existem ao longo do bioma e quais suas implica\u00e7\u00f5es para o sistema fluvial e o ciclo hidrol\u00f3gico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Esse \u00e9 um tema que estudo mais diretamente. Quando falamos de pequenas centrais hidrel\u00e9tricas, todo mundo pensa que essas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/3358-hidreletricas-hecatombe-para-o-pantanal\" target=\"_blank\">PCHs<\/a>\u00a0s\u00e3o de fato pequenas. No entanto, temos que entender que a dimens\u00e3o de uma PCH \u00e9 de at\u00e9 30 mil megawatts em termos de produ\u00e7\u00e3o de energia, e elas t\u00eam um plano de \u00e1gua de 13 quil\u00f4metros quadrados; ou seja, inunda-se uma terra relativamente grande para desenvolver as PCHs, o que indica que elas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o pequenas assim.<\/p>\n<p>Como hoje quase todos os potenciais hidrol\u00f3gicos j\u00e1 foram aproveitados, especialmente nas regi\u00f5es em que havia grandes quedas d\u2019\u00e1gua, para viabilizar as <strong>PCHs<\/strong> \u00e9 preciso construir um muro grande no rio para a \u00e1gua cair do alto, ou seja, s\u00e3o constru\u00eddos muros de 20 metros de altura, o que nos indica que n\u00e3o s\u00e3o muros t\u00e3o pequenos. Digo isso para desfazer essa ideia de que as PCHs s\u00e3o pequenas.<\/p>\n<p>Hoje em dia existem quatro ou cinco grandes hidrel\u00e9tricas no Pantanal, que n\u00e3o se encaixam nesse modelo de PCHs. No total existem 41 <strong>PCHs<\/strong> em funcionamento na bacia do <strong>Alto Paraguai<\/strong>, que \u00e9 a regi\u00e3o que abastece o Pantanal, ou seja, onde os rios formadores come\u00e7am. Al\u00e9m dessas, outras 96 PCHs foram planejadas ou est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Essa regi\u00e3o comporta todas essas PCHs?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Se a <strong>Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica &#8211; ANEEL<\/strong> designou a constru\u00e7\u00e3o delas, deve ter algum lugar para constru\u00ed-las. Ainda n\u00e3o se sabe se todas de fato ser\u00e3o constru\u00eddas, porque tudo isso depende de opera\u00e7\u00f5es comerciais, mas o fato \u00e9 que todas as \u00e1reas com potenciais de gerar energia j\u00e1 est\u00e3o demarcadas. A quest\u00e3o \u00e9 que s\u00e3o muitas <strong>PCHs<\/strong> para pouca coisa: cada uma das 41 PCHs produz aproximadamente 1.100 megawatts de energia, e essas 96 que ser\u00e3o constru\u00eddas v\u00e3o produzir menos do que isso. Estima-se que elas produzir\u00e3o 900 megawatts de energia, ou seja, cada uma vai ter uma produ\u00e7\u00e3o de energia muito pequena.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que n\u00e3o conhecemos os<strong> impactos cumulativos<\/strong> de todas essas centrais. Uma <strong>pequena central hidrel\u00e9trica<\/strong> n\u00e3o precisa obrigatoriamente realizar um estudo de impacto ambiental, segundo determina a <strong>Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso<\/strong> e a<strong> Comiss\u00e3o Interinstitucional de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/strong> &#8211; <strong>Imasul<\/strong> de Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, se o estudo de impacto ambiental for feito, ele ser\u00e1 local, e mesmo que fossem apontados impactos, n\u00e3o poder\u00edamos sugerir que uma determinada PCH fosse instalada em outro local, porque o que determina a regi\u00e3o em que a PCH ser\u00e1 constru\u00edda, \u00e9 a \u00e1rea potencial para gerar energia. Nesse sentido, a <strong>ANEEL<\/strong> j\u00e1 determinou os locais em que\u00a0as PCHs dever\u00e3o ser constru\u00eddas.<\/p>\n<p>De todo modo, os <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/3350-carvoarias-pchs-polo-siderurgico-contrassensos-no-pantanal\" target=\"_blank\">impactos cumulativos<\/a>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o vistos no estudo de<strong> impacto ambiental<\/strong> e ainda n\u00e3o temos nenhuma estrat\u00e9gia implementada para verificar esses efeitos. Apesar disso, podemos observar que cada uma dessas <strong>PCHs<\/strong> gera um impacto sobre a rota dos peixes, que muitas vezes s\u00e3o comercializados: na bacia do Paran\u00e1 quase n\u00e3o existem mais peixes para serem pescados, o que indica que na parte do <strong>Alto Paraguai<\/strong> \u00e9 prov\u00e1vel que aconte\u00e7a o mesmo. Cada uma dessas barragens gera um impacto sobre a hidrologia dos rios. Ser\u00e1 que isso ser\u00e1 suficiente para causar algum impacto no <strong>Pantanal<\/strong> de modo geral? Essa \u00e9 uma quest\u00e3o a ser estudada. Mas com certeza cada uma dessas barragens capta sedimentos e nutrientes que deveriam chegar ao Pantanal, e os efeitos disso s\u00e3o conhecidos no resto do mundo: quando tiramos sedimentos dos rios, eles v\u00e3o invadir outro lugar. Ent\u00e3o, se o Pantanal \u00e9 uma plan\u00edcie de deposi\u00e7\u00e3o e come\u00e7a a ser erodido, isso ter\u00e1 impactos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o temos estudos para prever isso por enquanto.<\/p>\n<p>De todo modo, se esperarmos que todas as <strong>PCHs<\/strong> sejam constru\u00eddas, ser\u00e1 tarde demais para voltar atr\u00e1s. Ent\u00e3o, o princ\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma postura \u00e9tica frente ao impacto sobre o meio ambiente, deve ser levado em conta. Se nada for feito, essas pequenas centrais hidrel\u00e9tricas v\u00e3o gerar muitos impactos. Quando iniciei minha pesquisa sobre as PCHs, em 2002, existiam nove PCHs; hoje, s\u00e3o mais de 40. Ou seja, trata-se de uma opera\u00e7\u00e3o lucrativa, porque o Estado facilita o financiamento desse tipo de empreendimento e garante a compra de energia.<\/p>\n<div class=\"news-citacao\"><em>Vale a pena o Brasil comprometer a integridade ecol\u00f3gica do Pantanal para ter esse retorno energ\u00e9tico t\u00e3o baixo?<\/em><\/div>\n<div class=\"news-citacao\"><\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 E esse tipo de PCH gera algum benef\u00edcio para a popula\u00e7\u00e3o local?<\/strong><\/p>\n<div class=\"news-citacao\"><\/div>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Muito pouco, s\u00f3 durante a constru\u00e7\u00e3o, porque boa parte da m\u00e3o de obra j\u00e1 vem junto com a construtora respons\u00e1vel pela obra. Depois que a <strong>PCH<\/strong> est\u00e1 pronta, s\u00e3o contratadas tr\u00eas pessoas que ser\u00e3o respons\u00e1veis por operar a central hidrel\u00e9trica. Portanto, n\u00e3o tem benef\u00edcio econ\u00f4mico local, porque a ideia \u00e9 ligar essas PCHs com o Sistema Interligado Nacional.<\/p>\n<p>A maior parte das PCHs est\u00e1 em<strong> <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/558487-mpf-recebe-relatorio-contra-a-construcao-de-hidreletricas-no-vale-do-juruena-mt\" target=\"_blank\">Mato Grosso<\/a><\/strong>, mas n\u00e3o \u00e9 essa a regi\u00e3o que tem maior demanda de energia el\u00e9trica, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o as regi\u00f5es <strong>sul<\/strong> e <strong>sudeste<\/strong> que precisam de mais energia. Al\u00e9m do mais, essas PCHs v\u00e3o gerar pouca energia, portanto nos per\u00edodos de seca n\u00e3o v\u00e3o auxiliar o <strong>Brasil<\/strong>, porque elas s\u00e3o a fio d\u2019\u00e1gua, ou seja, n\u00e3o t\u00eam reservat\u00f3rio para armazenar \u00e1gua por longos per\u00edodos. Ent\u00e3o nos perguntamos se vale a pena o pa\u00eds comprometer a<strong> integridade ecol\u00f3gica do Pantanal<\/strong> para ter esse retorno energ\u00e9tico t\u00e3o baixo. N\u00e3o seria melhor o Brasil investir em <strong>energia solar<\/strong>? A gera\u00e7\u00e3o de energia a partir do baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar j\u00e1 produz mais energia do que a que ser\u00e1 gerada por essas PCHs.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Alguns ambientalistas t\u00eam dito que h\u00e1 mais pol\u00edticas p\u00fablicas para outros ecossistemas, como a Amaz\u00f4nia, mas faltam pol\u00edticas p\u00fablicas para biomas como o Pantanal. Concorda com essa cr\u00edtica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> Concordo, mas existem raz\u00f5es para isso, por exemplo, o espa\u00e7o midi\u00e1tico da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/530910-a-exploracao-ambiental-na-amazonia-e-a-promessa-de-desenvolvimento-entrevista-especial-com-horacio-antunes-de-santana-junior\" target=\"_blank\">Amaz\u00f4nia<\/a>\u00a0\u00e9 muito maior, assim como o espa\u00e7o pol\u00edtico que a Amaz\u00f4nia ocupa \u00e9 muito maior em rela\u00e7\u00e3o ao <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/524998-brasileiro-se-preocupa-com-o-pantanal-mas-conhece-pouco-sobre-o-bioma\" target=\"_blank\">Pantanal<\/a>. Se\u00a0olharmos o tamanho da <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong> no <strong>Brasil<\/strong> e na <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong>, e o tamanho do Pantanal em territ\u00f3rio, veremos que h\u00e1 muita diferen\u00e7a: o Pantanal representa 4% do pa\u00eds, enquanto a Amaz\u00f4nia ocupa praticamente 30% do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Se perdermos o <strong>Pantanal<\/strong>, os impactos ser\u00e3o muito mais locais. Obviamente seria uma trag\u00e9dia para quem vive l\u00e1, mas se perdermos a <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>, ser\u00e1 uma trag\u00e9dia para toda a\u00a0<strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong>. Embora exista muito mais espa\u00e7o pol\u00edtico para a Amaz\u00f4nia, nada impede que se d\u00ea a devida aten\u00e7\u00e3o para o Pantanal. O Estado brasileiro assumiu um compromisso com o Pantanal h\u00e1 30 anos, ao consider\u00e1-lo patrim\u00f4nio nacional, mas at\u00e9 hoje n\u00e3o existe uma lei para a regi\u00e3o, e o Estado quase perdeu o t\u00edtulo de <strong>reserva da Biosfera<\/strong> porque n\u00e3o fazia nada pelo bioma. Ent\u00e3o, nesse sentido, h\u00e1 um d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 est\u00e3o impactando o Pantanal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> O <strong>Pantanal<\/strong>, nessa quest\u00e3o que \u00e9 ligada \u00e0s <strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong>, tem uma fun\u00e7\u00e3o interessante: como \u00e9 uma plan\u00edcie alagada, no Pantanal evapora bastante \u00e1gua, e para evaporar, a \u00e1gua precisa de calor, assim, de certa forma, o Pantanal funciona como um sistema de refrigera\u00e7\u00e3o. Mas a\u00ed voc\u00ea vai perguntar como o Pantanal funciona como um sistema de refrigera\u00e7\u00e3o, se l\u00e1 faz tanto calor. O ponto \u00e9 que sem \u00e1gua, o calor seria ainda mais intenso e a seca seria ainda mais dura. Justamente por isso, \u00e9 fundamental preservar esse <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/?catid=159&amp;id=565900:ciclo-hidrologico-do-pantanal-depende-da-conservacao-da-amazonia-entrevista-especial-com-carolina-joana-da-silva\" target=\"_blank\">regime hidrol\u00f3gico no Pantanal<\/a> com inunda\u00e7\u00f5es extensas. O <strong>aquecimento global<\/strong>, nos pr\u00f3ximos anos, vai aumentar muito as ondas de calor e a tend\u00eancia \u00e9 que o mesmo ocorra no Pantanal. Ent\u00e3o, dado que o Pantanal \u00e9 suscet\u00edvel a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, temos que preserv\u00e1-lo, e essa preserva\u00e7\u00e3o pode ser feita com o envolvimento das popula\u00e7\u00f5es locais, que ser\u00e3o as mais atingidas.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber essas altera\u00e7\u00f5es de temperatura no Pantanal por conta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pierre Girard \u2013<\/strong> O que percebemos mais \u00e9 o aumento da esta\u00e7\u00e3o de seca e o deslocamento do per\u00edodo de in\u00edcio da temporada de chuvas, que t\u00eam come\u00e7ado mais tarde. Essas mudan\u00e7as se referem \u00e0s altera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Al\u00e9m disso, os registros de 100 anos atr\u00e1s mostram que em cidades como <strong>Campo<\/strong> <strong>Grande<\/strong> e <strong>Cuiab\u00e1<\/strong> houve um aumento de um grau na temperatura. Se os nossos amigos do <strong>INPE<\/strong> est\u00e3o certos, a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/553360-pantanal-pode-ter-temperaturas-elevadas-em-7o-c-ate-2100\" target=\"_blank\">temperatura continuar\u00e1 aumentando<\/a> [risos].<\/p>\n<p><strong>Assista na \u00edntegra a confer\u00eancia proferida pelo professor Pierre Girard:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c7Th0UyrBsc\" width=\"600\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"ihu-small-image-left\">\n<div class=\"news-image-credits\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/6552-a-vida-no-pantanal-e-ritmada-pela-inundacao\" target=\"_blank\">Pierre Girard<\/a> \u00e9 professor da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade Federal de Mato Grosso \u2013 UFMT. \u00c9 graduado em Geologia pela McGill University, no Canad\u00e1, mestre em Geologia Din\u00e2mica, com enfoque em hidrologia, pela Universit\u00e9 Pierre et Marie Curie, Paris VI e \u00c9coles des Mines de Paris, e doutor em Hidrologia Isot\u00f3pica pela Universit\u00e9 du Qu\u00e9bec \u00e0 Montr\u00e9al \u2013 UQAM.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fonte &#8211; Patricia Fachin, IHU de 21 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>lgpastana Apesar de o cultivo de soja\u00a0n\u00e3o ter se expandido pelo Pantanal\u00a0no mesmo ritmo em que esse tipo de cultura se desenvolveu em outros ecossistemas, nos dois biomas que contornam as \u00e1reas alagadas do Pantanal, o Cerrado\u00a0e a Amaz\u00f4nia, crescem os cultivos de soja e o uso de fertilizantes, diz o ge\u00f3logo Pierre Girard \u00e0&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-19153","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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