{"id":19287,"date":"2017-04-19T17:00:58","date_gmt":"2017-04-19T20:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19287"},"modified":"2017-03-30T11:32:01","modified_gmt":"2017-03-30T14:32:01","slug":"dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/","title":{"rendered":"Dois projetos para a terra e a agricultura"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg\" width=\"635\" height=\"476\" \/><\/p>\n<p><strong>No Brasil, latif\u00fandio e agroneg\u00f3cio sucederam a fazenda escravista. Mas em pa\u00edses como a Dinamarca, reforma agr\u00e1ria abriu as portas para outra modernidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>A disputa por terras: quest\u00e3o central no s\u00e9culo XXI<\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que a terra \u00e9, por excel\u00eancia, um dos recursos mais importantes para a agricultura. Na maioria dos pa\u00edses em desenvolvimento, ou emergentes, o direito \u00e0 terra e aos territ\u00f3rios \u00e9 motivo de controv\u00e9rsias. Geralmente, os representantes do agroneg\u00f3cio utilizam a influ\u00eancia pol\u00edtica e o poder econ\u00f4mico para restringir pol\u00edticas em favor da reforma agr\u00e1ria. Desta forma, as reformas n\u00e3o acontecem ou se desenvolvem timidamente, persistindo assim a grande propriedade.<span id=\"more-326\"><\/span><\/p>\n<p>O site <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/02\/07\/fundos-de-pensao-estrangeiros-grilam-terras-na-regiao-do-cerrado\/\"><strong>Brasil de Fato<\/strong> <\/a>divulgou o estudo da Rede Social de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, onde mostra que a grilagem de terras por fundos de pens\u00e3o estrangeiros tem sido uma pr\u00e1tica na regi\u00e3o conhecida como Matopiba, que abrange os estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia. A pesquisa aponta que muitas destas terras s\u00e3o apropriadas por meio do cercamento de uma \u00e1rea que n\u00e3o possui t\u00edtulos de propriedade, chamadas terras devolutas, ou seja, terras que pertencem ao Estado. \u201cEsse \u00e9 o impacto mais profundo e violento que a especula\u00e7\u00e3o com terras agr\u00edcolas vem promovendo. Nossa pesquisa revela que a especula\u00e7\u00e3o com a terra como ativo financeiro fomenta a grilagem em regi\u00f5es de predomin\u00e2ncia de comunidades camponesas\u201d, diz um trecho da pesquisa.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conhecerparacomer.files.wordpress.com\/2017\/02\/178043-970x600-1.jpeg?w=1088\" alt=\"178043-970x600-1\" \/><\/p>\n<p>Matobipa, localizada no Cerrado brasileiro, \u00e9 uma \u00e1rea de 73 milh\u00f5es de hectares, maior que a Alemanha. Nessa regi\u00e3o, formada por 337 munic\u00edpios, o agroneg\u00f3cio cobi\u00e7a as terras ar\u00e1veis. O projeto Matopiba (<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/02\/06\/terras-na-regiao-do-matopiba-viram-alvo-de-especuladores\/\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/02\/06\/terras-na-regiao-do-matopiba-viram-alvo-de-especuladores\/<\/a>) \u2013 formalizado por meio do Plano de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio (PDA-Matopiba) estabelecido pelo Decreto Presidencial n\u00ba 8.447, em 2015, e com a presen\u00e7a da senadora K\u00e1tia Abreu no Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) \u2013 ganhou for\u00e7a e transformou a regi\u00e3o em um grande atrativo para o capital financeiro. O PDA-Matopiba passou a ser a t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o do governo para sair da crise econ\u00f4mica que pa\u00edses como o Brasil, exportadores de commodities, vinham enfrentando devido \u00e0 queda nos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem de Lilian Campelo, \u201cesses territ\u00f3rios n\u00e3o s\u00e3o espa\u00e7os vazios. H\u00e1 d\u00e9cadas vivem neles popula\u00e7\u00f5es tradicionais. O Grupo de Intelig\u00eancia Territorial Estrat\u00e9gica (Gite) informa que existem 28 terras ind\u00edgenas, 42 unidades de conserva\u00e7\u00e3o ambiental, 865 assentamentos rurais e 34 territ\u00f3rios quilombolas; comunidades que est\u00e3o sendo retiradas de seus territ\u00f3rios de onde produziam alimentos para a sua subsist\u00eancia para d\u00e1 lugar a planta\u00e7\u00f5es industriais destinadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Prosseguindo em nossa reflex\u00e3o sobre a piscpol\u00edtica dos alimentos a partir do caso que envolveu a marca de sorvetes Haguem Dazs.<\/p>\n<p><strong>O modelo dinamarqu\u00eas<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conhecerparacomer.files.wordpress.com\/2017\/02\/dinamarca-pais-organico.jpg?w=1088\" alt=\"dinamarca-pais-organico\" \/><\/p>\n<p>Durante a primeira revolu\u00e7\u00e3o da agricultura dos tempos modernos (iniciada na Europa ocidental no s\u00e9culo XVII), o \u00eaxito agr\u00edcola e comercial s\u00f3 aconteceu ap\u00f3s um vasto conjunto de reformas que instaurava o livre uso da terra, a liberdade de empreender e comercializar, e a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas e bens. Estas reformas aconteceram sob uma press\u00e3o, muito desigual conforme o pa\u00eds, dos grupos sociais diretamente envolvidos, como a burguesia, os propriet\u00e1rios da terra e o campesinato. Estas propostas foram propagadas pelos agr\u00f4nomos e economistas (os fisiocratas), os quais foram testemunhas dos \u00eaxitos da agricultura Flandres, na B\u00e9lgica, e Inglaterra. Eles assumiram seu papel de te\u00f3ricos e propagandistas da nova agricultura e das reformas necess\u00e1rias \u00e0 sua implementa\u00e7\u00e3o. Assim, influenciaram uma camada muito seleta de grandes propriet\u00e1rios e fazendeiros, bem como os meios intelectuais dos c\u00edrculos de poder (MAZOYER, 1997, p. 355).<\/p>\n<p>Atentemos para a grande influ\u00eancia dos fisiocratas na aceita\u00e7\u00e3o da propriedade privada, o que a levou a se tornar um valor altamente considerado. De acordo com o soci\u00f3logo espanhol Manuel Castells, valor \u00e9 aquilo que as institui\u00e7\u00f5es dominantes da sociedade decidem o que \u00e9 (2015, pp.73-74). \u00a0O geografo brasileiro Carlos Porto-Gon\u00e7alves sinaliza que, para que a natureza possa ser submetida numa sociedade fundada na propriedade privada da natureza, \u00e9 preciso que haja um conjunto de t\u00e9cnicas que fa\u00e7a com que cada um aceite essa ideia como natural. Assim, o cercamento dos campos ou a privatiza\u00e7\u00e3o das terras de uso comum que expulsam camponeses e ind\u00edgenas de suas terras, ou a cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o ambiental com a expuls\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es que habitam essas \u00e1reas tradicionalmente, s\u00e3o pr\u00e1ticas comuns (2011, pp.81-82).<\/p>\n<p>O movimento de apropria\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria come\u00e7ou no per\u00edodo neol\u00edtico, com a constru\u00e7\u00e3o das primeiras moradias permanentes e com o cerceamento das primeiras hortas e quintais privados. No entanto, as florestas situadas no entorno de uma comunidade de vizinhan\u00e7a constitu\u00edam seu bem comum. Todos podiam conduzir seus animais, colher, cortar lenha, ca\u00e7ar. Adicionalmente, o pousio de curta dura\u00e7\u00e3o submetido \u00e0 respiga e ao \u201clivre pastejo\u201d, ap\u00f3s a colheita retornava tamb\u00e9m ao dom\u00ednio comum (MAZOYER, 1997, p. 376). O \u00fanico modo de escapar a isso era proibir o uso comum das terras. Assim, grandes estabelecimentos proibiam e cercavam as terras com cercas vivas, murtas de pedras ou fossos.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><b>Bem comum<\/b><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conhecerparacomer.files.wordpress.com\/2017\/02\/8918902-oil-seeds-and-nuts-collection-stock-photo-sunflower.jpg?w=538&amp;h=538\" alt=\"8918902-oil-seeds-and-nuts-collection-stock-photo-sunflower\" \/><\/p>\n<p>Pelo termo \u201ccomum\u201d, \u00a0nos referimos, em primeiro lugar, \u00e0 riqueza comum do mundo material \u2013 o ar, a \u00e1gua, os frutos da terra e todas as d\u00e1divas da natureza. Tamb\u00e9m faz parte do comum os resultados da produ\u00e7\u00e3o social que s\u00e3o necess\u00e1rios para a intera\u00e7\u00e3o social e para mais produ\u00e7\u00e3o, como os conhecimentos, as imagens, os c\u00f3digos, a informa\u00e7\u00e3o, os afetos etc. Esse conceito do comum n\u00e3o coloca a humanidade separada da natureza. \u00a0A Intera\u00e7\u00e3o, cuidado e coabita\u00e7\u00e3o num mundo comum promovem as formas ben\u00e9ficas do comum, limitando as prejudiciais (HARDT e NEGRI, \u00a0p.8, 2016).<\/p>\n<p>Nesse sentido, podemos considerar que o alimento que \u00a0a terra produz \u00e9 um bem comum. Os modos de cultivar, viver e comer representam os saberes e sabedorias ancestrais de povos origin\u00e1rios, tradicionais e ind\u00edgenas, heran\u00e7a de nossa mem\u00f3ria biocultural. \u00a0Existem alguns elementos materiais e n\u00e3o-materiais do alimento que s\u00e3o considerados bens comuns:<\/p>\n<ol>\n<li>Conhecimento agr\u00edcola tradicional;<\/li>\n<li>Conhecimento agr\u00edcola moderno baseado na ci\u00eancia, produzido por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas nacionais e internacionais;<\/li>\n<li>Receitas de cozinha nacional e gastronomia, sendo um exemplo de bem comum em a\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Animais e plantas comest\u00edveis produzidas naturalmente (<a href=\"https:\/\/hal.archives-ouvertes.fr\/hal-01185802\">Vivero, 2014<\/a>).<\/li>\n<\/ol>\n<p>Atrav\u00e9s de legisla\u00e7\u00f5es, mecanismos de privatiza\u00e7\u00e3o de bens comuns t\u00eam limitado o acesso a comida como patrim\u00f4nio, negando seus atributos n\u00e3o econ\u00f4micos. O alimento como bem comum prov\u00ea valoriza as m\u00faltiplas dimens\u00f5es do alimento, favorecendo um sistemas alimentares mais justo e sustent\u00e1veis. O alimento como uma commoditie se op\u00f5e radicalmente a suas outras dimens\u00f5es, n\u00e3o importando mais a sobreviv\u00eancia, identidade cultural ou vida em comunidade. Esse pensamento reducionista, disjuntivo e simplificador \u00e9 apontado por diversos \u00a0autores as ra\u00edzes da falha do sistema alimentar global.<\/p>\n<p>O interesse na propriedade privada se forjou desde o fim da Idade M\u00e9dia. Um vasto movimento se esbo\u00e7ou em v\u00e1rias regi\u00f5es de Europa contra o \u201clivre pastejo\u201d, e mais amplamente contra toda servid\u00e3o coletiva que se opusesse ao livre uso das terras cultivadas e ao direto de cerc\u00e1-las. Foi este um movimento multissecular que viu a propriedade privada do solo surgir, desenvolver-se e, finalmente, triunfar sobre a antiga propriedade comum. A aboli\u00e7\u00e3o do direito de \u201clivre pastejo\u201d era de aplica\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil nas terras que j\u00e1 tinham sido cercadas (MAZOYER, 1997, p. 374-376).<\/p>\n<p>A vis\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da posse da terra levou a legitimar interesses de propriedade, num jogo de for\u00e7as que deixava os mais vulner\u00e1veis sem o antigo direito ao uso da terra como bem comum. Vista por esse \u00e2ngulo, a posse privada do solo aparece, em princ\u00edpio, como um meio de recolher os frutos do trabalho que ali era investido, mas o a\u00e7ambarcamento do solo por alguns era tamb\u00e9m um meio de se apropriar de uma parte dos frutos do trabalho de outrem. (MAZOYER, 1997, pp.377-378).<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o mediterr\u00e2nea, desde a forma\u00e7\u00e3o das cidades-estados, as comunidades da vizinhan\u00e7a foram muitas vezes desapropriadas de todo ou parte de seus direitos indivis\u00edveis. Foi assim que se institucionalizou a propriedade privada da terra e se estendeu, por meio da conquista, a uma boa parte de Europa e do norte da \u00c1frica. No entanto, muitas comunidades celtas, germ\u00e2nicas, escandinavas e eslavas permaneceram \u00e0 parte, ainda que esses processos de apropria\u00e7\u00e3o privada come\u00e7assem a aparecer entre elas tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Em certas comunidades eslavas e germ\u00e2nica, a indivis\u00e3o original das terras cereal\u00edferas se perpetuou at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Estas comunidades procediam ainda \u00e0 redistribui\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das terras lavr\u00e1veis entre as fam\u00edlias, em fun\u00e7\u00e3o de seu tamanho, ainda que o direito de uso dado a cada fam\u00edlia fosse tempor\u00e1rio o que era muito raro (MAZOYER, 1997, pp.376-377).<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><b>Nova agricultura: <\/b><i><b>High farming<\/b><\/i><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conhecerparacomer.files.wordpress.com\/2017\/02\/mcclendons-select-1.jpg?w=1024&amp;h=768\" alt=\"mcclendons-select-1\" \/><\/p>\n<p>Durante as d\u00e9cadas de 1850 e 1860, a agricultura inglesa floresceu com base no chamado <em>high farming<\/em>. Este termo era usado para indicar um sistema intensivo, com altos inputs e altos outputs, acompanhado de uma nova onda tecnol\u00f3gica (DA VEIGA, 2012, pp.34,38). Devido ao \u00eaxito econ\u00f4mico do <em>high farming<\/em>, no s\u00e9culo XVIII agr\u00f4nomos ingleses e franceses come\u00e7aram a definir e formular os princ\u00edpios da nova agricultura e a fazer publicidade dela. Junto com os economistas, contribu\u00edram na difus\u00e3o de novas ideias, inspirando leis que facilitaram amplamente o desenvolvimento da revolu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, incluindo o uso da propriedade privada.<\/p>\n<p>Pode se entender que foram lan\u00e7adas, assim, as bases de uma verdadeira economia pol\u00edtica da agricultura. Esses agr\u00f4nomos economistas, participavam do vasto movimento intelectual das luzes, contribuindo assim para preparar o terreno aos pol\u00edticos reformistas e revolucion\u00e1rios que, em seguida, facilitariam o desenvolvimento da economia de mercado e do capitalismo (MAZOYER, 1997, pp.390-394).<\/p>\n<p>No seu livro Paradigmas do Capitalismo Agr\u00e1rio em Quest\u00e3o, Ricardo Abramovay ressalta que o comando da agricultura hoje n\u00e3o est\u00e1 com o agricultor, mas sim nas m\u00e3os de uma esfera p\u00fablica que orienta e determina a conduta de cada um, sendo a propriedade da terra um dos fatores principais. Na maioria dos pa\u00edses, a norma e a regulamenta\u00e7\u00e3o da grande propriedade est\u00e1 a favor das elites, levando ao fortalecimento do latif\u00fandio.<\/p>\n<p>No entanto, Abramovay apresenta uma contraposi\u00e7\u00e3o a este modelo, a partir do caso dinamarqu\u00eas. De acordo com o economista, em 1786 os camponeses dinamarqueses j\u00e1 haviam conquistado certos direitos. Em 1788 foi criado um banco p\u00fablico de cr\u00e9dito concedendo empr\u00e9stimos de longo prazo e com baixas taxas de juros para os agricultores comprarem terras, o que fez com que em 1818 estes j\u00e1 possu\u00edssem metade das terras que cultivavam. O processo de industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi simult\u00e2neo ao refor\u00e7o econ\u00f4mico, social e pol\u00edtico da agricultura familiar, tanto mais que a reforma agr\u00e1ria fez com que 87% dos estabelecimentos agr\u00edcolas j\u00e1 pertencessem aos agricultores em 1873, chegando esse total a 95% em 1905 (2007, pp.203-205).<\/p>\n<p>A reforma agr\u00e1ria na Dinamarca foi definitivamente bem-sucedida. Voltando \u00e0 marca de sorvetes H\u00e4agen Dasz, motivo inicial dessa reflex\u00e3o, o mapa da Dinamarca na primeira embalagem evocava a hist\u00f3ria de uma imagem da paisagem n\u00f3rdica. Podia at\u00e9 levar a um imagin\u00e1rio da fazenda com vacas produzindo leite por um fazendeiro feliz propriet\u00e1rio da sua terra.<\/p>\n<p>As diferentes pol\u00edticas do passado fazem com que a realidade atual apresente grandes desigualdades de acesso \u00e0 terra. Em muitos pa\u00edses ex-col\u00f4nias ou ex-comunistas, que n\u00e3o tiveram reforma agr\u00e1ria recente, a maioria dos camponeses, al\u00e9m de mal equipados s\u00e3o mais ou menos destitu\u00eddos de terra pelos grandes estabelecimentos agr\u00edcolas de muitos milhares de dezenas ou de dezenas de milhares de hectares. Alguns estabelecimentos s\u00e3o privados ou p\u00fablicos, ou em via de privatiza\u00e7\u00e3o. Este panorama fez com que os camponeses \u201cminifundistas\u201d ou sem- terra fossem obrigados a procurar trabalho dia ap\u00f3s dia nos grandes estabelecimentos agr\u00edcolas \u201clatifundistas\u201d (MAZOYER, 2009, p.30).<\/p>\n<p>De acordo com os dados do \u00faltimo censo agropecu\u00e1rio, de 2006 (BRASIL, 2009), realizado pelo IBGE, foi confirmada que a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria em grandes estabelecimentos agropecu\u00e1rios acima de mil hectares n\u00e3o se alterou nos \u00faltimos 20 anos (cf. informa\u00e7\u00f5es contidas nos censos de 1985, 1995 e 2006). Segundo dados do censo ainda, as propriedades com menos de dez hectares representam mais de 47% do total de estabelecimentos, mas ocupam apenas 2,7% da \u00e1rea total dos estabelecimentos rurais, ou seja, 7,8 milh\u00f5es de hectares. Na outra ponta do espectro fundi\u00e1rio, os estabelecimentos com \u00e1reas acima de mil hectares somam apenas 0,91% do n\u00famero total de estabelecimentos, mas det\u00eam mais de 43% da \u00e1rea total, concentrando 146,6 milh\u00f5es de hectares (<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-20032012000300007\">LEITE e \u00c1VILA, 2007)<\/a>.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><b><\/b><strong>O pa\u00eds do <\/strong><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/agro-a-industria-riqueza-do-brasil\/noticia\/2016\/10\/agronegocio-e-valorizado-em-campanha-da-rede-globo.html\">Agro \u00e9 pop!<\/a><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">A comunica\u00e7\u00e3o acontece quando as mentes s\u00e3o ativadas para compartilhar significado. A mente \u00e9 um processo de cria\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de imagens mentais (visuais ou n\u00e3o) no c\u00e9rebro (CASTELLS, 2015, p.191). A cria\u00e7\u00e3o de marcas (comerciais ou n\u00e3o), o <em>branding<\/em>, ou seja, a estrutura, o relacionamento entre indiv\u00edduos e coletivos a respeito dos v\u00e1rios modelos culturais, se torna mais eficiente sob a condi\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o vertical de produtos da m\u00eddia, facilitada pela globaliza\u00e7\u00e3o e pela forma\u00e7\u00e3o de redes de ind\u00fastrias culturais (Lash e Lury, 2007, <em>apud<\/em> Castells, p.180). Agro como marca, permite criar subjetividades no mundo globalizado do poder exportador do pais, gerando transforma\u00e7\u00f5es semi\u00f3ticas, apagando simbologias e cosmologias ind\u00edgenas. Assistimos assim, a valoriza\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio gra\u00e7as \u00e0 monocultura de crit\u00e9rios de produ\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conhecerparacomer.files.wordpress.com\/2017\/02\/seeds.jpg?w=1088\" alt=\"seeds\" \/><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"left\">\n<p>O s\u00e9culo XXI \u00e9 marcado pela revolu\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. H\u00e1 a difus\u00e3o da ideia de que n\u00e3o precisamos mais de semente, mas de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. N\u00e3o h\u00e1 a necessidade de agricultores, ind\u00edgenas e comunidades tradicionais. A agricultura moderna pode dispensar os campesinos. Para Marciano Silva, membro do Movimento dos Pequenos Agricultores (MAPA\/Via Campesina), a resposta \u00e9 que os l\u00edderes desse modelo agr\u00edcola ainda precisam dessas popula\u00e7\u00f5es. Na sua vis\u00e3o, \u00e9 emergente dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade, quem produz e como produz alimentos. Dentre os retrocessos eminentes indicados por Silva, durante a reuni\u00e3o do FBSSAN, est\u00e3o a escassez alimentar, a desnutri\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o dos investimentos sociais e \u00e0 restri\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 \u00e1gua. \u201cDevemos voltar \u00e0s bases. Reconhecer quem est\u00e1 no campo. Eles t\u00eam algo a dizer\u201d, conclui o representante do MPA.<\/p>\n<p>Pensar a estrat\u00e9gia de Agro como <em>branding<\/em>, entendendo a mente como um processo, nos leva a pensar nos processos maqu\u00ednicos de captura expostos pelos fil\u00f3sofos franceses Deleuze e Guattari no livro Anti-Edipo. Os autores nos falam de uma primeira m\u00e1quina territorial primitiva que marcava com ferros em brasa os indiv\u00edduos. A captura era realizada por uma inscri\u00e7\u00e3o territorial e corporal. Esta m\u00e1quina foi destitu\u00edda pela m\u00e1quina desp\u00f3tica ou soberana que em nome do d\u00e9spota capturou as territorialidades primitivas. Uma \u00faltima m\u00e1quina exposta no livro \u00e9 a m\u00e1quina capital\u00edstica que captura e axiomatiza os fluxos (terras, identidades, etc.) baseando-se na abstra\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com a m\u00e1quina capital\u00edstica, a marca j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais no corpo, est\u00e1 na mente. O Agro na mente dos brasileiros tamb\u00e9m permite a expropria\u00e7\u00e3o de terras, em nome da balan\u00e7a comercial e outros \u201c\u00edndices de desenvolvimento\u201d e de mercado, os quais justificam a trilha escolhida pelo agroneg\u00f3cio, negando incluso o papel da agrobiodiversidade.<\/p>\n<p>Atentemos que a articula\u00e7\u00e3o entre globaliza\u00e7\u00e3o e individualismo leva a difus\u00e3o do consumismo como a forma individual de rela\u00e7\u00e3o com um processo de globaliza\u00e7\u00e3o dominado pela expans\u00e3o do capitalismo (Barber, 2007 apud Castells, p. 173).<\/p>\n<p>Deleuze e Guattari nos falam de um processo continuo, este encontra eco na reflex\u00e3o de Porto-Gon\u00e7alves sobre o que o autor chama sistema-mundo moderno colonial. A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e caribe, \u00c1frica e \u00c1sia por manter, simultaneamente, caracter\u00edsticas de um mundo moderno e colonizado. O geografo busca explicar que o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o foi superado pela colonialidade do saber e do poder. O colonialismo e o imperialismo n\u00e3o deixam de existir sob a globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal. \u201cA modernidade \u00e9 insepar\u00e1vel da colonialidade\u201d (2006, p. 49). O autor situa o desafio ambiental no centro das contradi\u00e7\u00f5es do mundo moderno-colonial.<\/p>\n<p>O argumento de Porto-Gon\u00e7alves analisa como o processo de globaliza\u00e7\u00e3o tem sido influenciado pelas rela\u00e7\u00f5es de poder. Para ele, \u00a0o come\u00e7o da globaliza\u00e7\u00e3o acontece com a descoberta de Am\u00e9rica no ano 1492, \u00a0dando origem a cren\u00e7a da exist\u00eancia de ra\u00e7as inferiores que podiam ser dominadas, impondo um tempo hegem\u00f4nico para as civiliza\u00e7\u00f5es e um conceito de desenvolvimento \u00fanico.<\/p>\n<p>Observemos que na mente p\u00fablica o recalcamento do posicionamento de orgulho nacional pelo Agro, pode vir justamente das ra\u00edzes de pais colonizado. A fil\u00f3sofa brasileira Marilena Chaui (2000) interpreta o mito fundador do Brasil, fincado em 1500, o qual n\u00e3o cessa de encontrar novos meios para exprimir-se, novas linguagens, novos valores e ideias, de tal modo que, quanto mais parece ser outra coisa, tanto mais \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o de si mesmo.<\/p>\n<p>Chau\u00ed esclarece que a express\u00e3o mito fundador \u00e9 para diferenciar funda\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Quando os historiadores falam em forma\u00e7\u00e3o, referem-se n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s determina\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas que produzem um acontecimento hist\u00f3rico, mas tamb\u00e9m pensam em transforma\u00e7\u00e3o e, portanto, na continuidade ou na descontinuidade dos acontecimentos, percebidos como processos temporais. Numa palavra, o registro da forma\u00e7\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria propriamente dita, a\u00ed inclu\u00eddas suas representa\u00e7\u00f5es, sejam aquelas que conhecem o processo hist\u00f3rico, sejam as que o ocultam (isto \u00e9, as ideologias).<\/p>\n<p>Diferentemente da forma\u00e7\u00e3o, a funda\u00e7\u00e3o se refere a um momento passado imagin\u00e1rio, tido como instante origin\u00e1rio que se mant\u00e9m vivo e presente no curso do tempo, isto \u00e9, a funda\u00e7\u00e3o visa a algo tido como perene (quase eterno) que traveja e sustenta o curso temporal e lhe d\u00e1 sentido. A funda\u00e7\u00e3o pretende situar-se al\u00e9m do tempo, fora da hist\u00f3ria, num presente que n\u00e3o cessa nunca sob a multiplicidade de formas ou aspectos que pode tomar. N\u00e3o s\u00f3 isso. A marca peculiar da funda\u00e7\u00e3o \u00e9 a maneira como ela p\u00f5e a transcend\u00eancia e a iman\u00eancia do momento fundador: a funda\u00e7\u00e3o aparece como emanando da sociedade (em nosso caso, da na\u00e7\u00e3o) e, simultaneamente, como engendrando essa pr\u00f3pria sociedade (ou a na\u00e7\u00e3o) da qual ela emana. \u00c9 por isso que estamos nos referindo \u00e0 funda\u00e7\u00e3o como mito. (CHAU\u00cd, 2010, p.6)<\/p>\n<p>Um aspecto trazido pela autora \u00e9 o \u201cverdeamarelismo\u201d, o qual, de acordo com a filosofa foi elaborado no curso dos anos pela classe dominante brasileira como imagem celebrativa do \u201cpa\u00eds essencialmente agr\u00e1rio\u201d e sua constru\u00e7\u00e3o coincidem com o per\u00edodo em que o \u201cprinc\u00edpio da nacionalidade\u201d era definido pela extens\u00e3o do territ\u00f3rio e pela densidade demogr\u00e1fica. De fato, essa imagem visava legitimar o que restara do sistema colonial e a hegemonia dos propriet\u00e1rios de terra durante o Imp\u00e9rio e o in\u00edcio da Rep\u00fablica (1889). Como explica o historiador Caio Prado Junior.:<\/p>\n<p>\u201cSe vamos \u00e0 ess\u00eancia de nossa forma\u00e7\u00e3o, veremos que na realidade nos constitu\u00edmos para fornecer a\u00e7\u00facar, tabaco, alguns outros g\u00eaneros; mais tarde, ouro e diamantes; depois, algod\u00e3o e, em seguida, caf\u00e9, para o com\u00e9rcio europeu. Nada mais que isto. \u00c9 com tal objetivo [\u2026] que se organizar\u00e3o a sociedade e a economia brasileiras. Tudo se dispor\u00e1 naquele sentido: a estrutura bem como as atividades do pa\u00eds\u201d. (PRADO JUNIOR apud CHAU\u00cd, 2000, p.32).<\/p>\n<p>O \u201cpa\u00eds essencialmente agr\u00e1rio\u201d, portanto, era, na verdade, o pa\u00eds historicamente articulado ao sistema colonial do capitalismo mercantil e determinado pelo modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista a ser uma col\u00f4nia de explora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma col\u00f4nia de povoamento. A col\u00f4nia de povoamento \u00e9 aquela que n\u00e3o desperta o interesse econ\u00f4mico da metr\u00f3pole e permanece \u00e0 margem do sistema colonial, enquanto a col\u00f4nia de explora\u00e7\u00e3o est\u00e1 ajustada \u00e0s exig\u00eancias econ\u00f4micas do sistema. (CHAUI, 2000, p.33). Seguindo a l\u00f3gica do mito fundador, hoje o pa\u00eds, dentro do contexto apresentado, tende a tornar-se \u00a0\u201cessencialmente AGRO\u201d. No entanto, h\u00e1 resist\u00eancia e resili\u00eancia para que outros modelos de desenvolvimento agr\u00e1rio, como a agroecologia, ocupem e ampliem a terra.<\/p>\n<p>O Agro parece estar bem posicionado na mente p\u00fablica e na mente dos tecnocratas do atual governo, que pretende rever o parecer da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) de 2010 que suspendeu a possibilidade de estrangeiros comprarem terras no Brasil ao consider\u00e1-la despropositada. De acordo com Maria Em\u00edlia Pacheco, coordenadora do n\u00facleo executivo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia (ANA), o car\u00e1ter da quest\u00e3o agr\u00e1ria se tornou ainda mais complexa no Brasil e \u00e9 central pois est\u00e1 ligada ao direito \u00e0 terra e aos territ\u00f3rios. A associa\u00e7\u00e3o entre o capital financeiro e o agroneg\u00f3cio, estrangeiriza\u00e7\u00e3o das terras, demanda por terra como mercadoria, expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas e de imp\u00e9rios alimentares, como o da carne, do qual o Brasil \u00e9 l\u00edder global, s\u00e3o indicativos de emerg\u00eancia em aprofundar o debate da quest\u00e3o agr\u00e1ria. \u201cN\u00e3o \u00e9 um tema ultrapassado como sugere alguns\u201d, ela defendeu, durante a reuni\u00e3o do <a href=\"https:\/\/fbssan.org.br\/\">F\u00f3rum Brasileiro de Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar <\/a>(FBSSAN) realizado entre os dias 09 e 10 de fevereiro no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A limita\u00e7\u00e3o da compra de terras por estrangeiros foi consequ\u00eancia de um parecer da AGU, com nova interpreta\u00e7\u00e3o sobre a Lei 5.709 (legisla\u00e7\u00e3o atual) de 1971. Estabeleceu-se um controle mais r\u00edgido sobre a venda de terras agr\u00edcolas de grande porte e colocou-se o ent\u00e3o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio (MDA) como respons\u00e1vel por aprovar esses neg\u00f3cios. O argumento do governo, em 2010, era que os chineses haviam adquirido grandes lotes de terras na \u00c1frica para assegurar o abastecimento de gr\u00e3os, e muitos dos pa\u00edses daquele continente perderam autonomia e controle sobre a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do atual governo, a retomada da venda de terras para estrangeiros poder\u00e1 aumentar a atratividade de investimentos estrangeiros em concess\u00f5es de log\u00edstica no pa\u00eds, uma vez que os chineses e outros, poderiam ter acesso a uma cadeia agr\u00edcola integrada: <a href=\"http:\/\/em%20http\/\/oglobo.globo.com\/economia\/temer-quer-liberar-venda-de-lotes-de-terra-estrangeiros-19372079#ixzz4XLLinU4J\">d<strong>a posse da terra at\u00e9 o processo de escoamento dos produtos<\/strong>.<\/a><\/p>\n<p>Considerando que a mente \u00e9 um processo de cria\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de imagens mentais -visuais ou n\u00e3o- no c\u00e9rebro, acreditamos que Reubens Mattus, fundador da H\u00e4agen Dasz, \u00a0n\u00e3o \u00a0escolheu um mapa do Brasil para \u00a0ilustrar sua embalagem porque o que evoca \u00e9 o pais do Agro \u00e9 pop, uma paisagem de monocultura de soja ou milho, com maquinaria, agrot\u00f3xicos e fertilizantes qu\u00edmicos. Muito longe de uma id\u00edlica e org\u00e2nica paisagem dinamarquesa.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana, \u00a0abordaremos a fabrica\u00e7\u00e3o de alimentos com sal, a\u00e7\u00facar e gordura.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>MAZOYER, M.; ROUDART, L.; Hist\u00f3ria das agriculturas no mundo: do neol\u00edtico \u00e0 crise contempor\u00e2nea. Tradu\u00e7\u00e3o: Cl\u00e1udia F. Falluh Balduino Ferreira. S\u00e3o Paulo: Editora da UNESP; Bras\u00edlia, DF: NEAD, 2010.<\/p>\n<p>CASTELLS, M. O poder da comunica\u00e7\u00e3o. Trad.: Vera L\u00facia Mello Joscelyne. 1\u00aa ed. Rio de Janeiro: Ed. Paz &amp; Terra, 2015.<\/p>\n<p>CHAU\u00cd, M. Brasil: mito fundador e sociedade autorit\u00e1ria. SP: Ed. Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, 2001.<\/p>\n<p>HARDT, M; NEGRI, A. Bem estar comum. RJ: Ed. Record, 2016.<\/p>\n<p>PORTO-GON\u00c7ALVES C.W. A globaliza\u00e7\u00e3o da natureza e a natureza da globaliza\u00e7\u00e3o. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Ed.: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2006.<br \/>\nABRAMOVAY, R. Paradigmas do Capitalismo Agr\u00e1rio em Quest\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Edusp, 2007.<\/p>\n<p>VEIGA, J. E. O Desenvolvimento agr\u00edcola uma vis\u00e3o hist\u00f3rica. S\u00e3o Paulo: Edusp, 2012. 234p.<\/p>\n<p>MOSS, M. <em>Salt, Sugar, Fat: How the food giants hooked us. United States of America<\/em>: Random House, 2013.<\/p>\n<p>BRASIL. Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio Agricultura Familiar no Brasil e o Censo Agropecu\u00e1rio de 2006. Bras\u00edlia: MDA. 2009.<\/p>\n<p>DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O Anti-\u00c9dipo. Trad.: Luiz B.L. Orlandi. 2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo; Editora 34, 2011.<\/p>\n<div id=\"sdendnote1\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Fonte &#8211;\u00a0Juliana Dias e M\u00f3nica Chiffoleau, Outras Palavras de 17 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, latif\u00fandio e agroneg\u00f3cio sucederam a fazenda escravista. Mas em pa\u00edses como a Dinamarca, reforma agr\u00e1ria abriu as portas para outra modernidade A disputa por terras: quest\u00e3o central no s\u00e9culo XXI Sabemos que a terra \u00e9, por excel\u00eancia, um dos recursos mais importantes para a agricultura. Na maioria dos pa\u00edses em desenvolvimento, ou emergentes,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-19287","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Dois projetos para a terra e a agricultura - FUNVERDE<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Dois projetos para a terra e a agricultura - FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"No Brasil, latif\u00fandio e agroneg\u00f3cio sucederam a fazenda escravista. Mas em pa\u00edses como a Dinamarca, reforma agr\u00e1ria abriu as portas para outra modernidade A disputa por terras: quest\u00e3o central no s\u00e9culo XXI Sabemos que a terra \u00e9, por excel\u00eancia, um dos recursos mais importantes para a agricultura. Na maioria dos pa\u00edses em desenvolvimento, ou emergentes,&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-04-19T20:00:58+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"funverde\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"21 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\"},\"author\":{\"name\":\"funverde\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\"},\"headline\":\"Dois projetos para a terra e a agricultura\",\"datePublished\":\"2017-04-19T20:00:58+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\"},\"wordCount\":4188,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg\",\"articleSection\":[\"Geral\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\",\"name\":\"Dois projetos para a terra e a agricultura - FUNVERDE\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg\",\"datePublished\":\"2017-04-19T20:00:58+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage\",\"url\":\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg\",\"contentUrl\":\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Dois projetos para a terra e a agricultura\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"description\":\"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"width\":457,\"height\":499,\"caption\":\"FUNVERDE\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\",\"https:\/\/x.com\/funverde\",\"https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\",\"name\":\"funverde\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"funverde\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Dois projetos para a terra e a agricultura - FUNVERDE","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Dois projetos para a terra e a agricultura - FUNVERDE","og_description":"No Brasil, latif\u00fandio e agroneg\u00f3cio sucederam a fazenda escravista. Mas em pa\u00edses como a Dinamarca, reforma agr\u00e1ria abriu as portas para outra modernidade A disputa por terras: quest\u00e3o central no s\u00e9culo XXI Sabemos que a terra \u00e9, por excel\u00eancia, um dos recursos mais importantes para a agricultura. Na maioria dos pa\u00edses em desenvolvimento, ou emergentes,&hellip;","og_url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/","og_site_name":"FUNVERDE","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/funverde","article_published_time":"2017-04-19T20:00:58+00:00","og_image":[{"url":"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"funverde","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@funverde","twitter_site":"@funverde","twitter_misc":{"Escrito por":"funverde","Est. tempo de leitura":"21 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/"},"author":{"name":"funverde","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277"},"headline":"Dois projetos para a terra e a agricultura","datePublished":"2017-04-19T20:00:58+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/"},"wordCount":4188,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg","articleSection":["Geral"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/","name":"Dois projetos para a terra e a agricultura - FUNVERDE","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg","datePublished":"2017-04-19T20:00:58+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#primaryimage","url":"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg","contentUrl":"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/05_farming_the_air_cover1.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dois-projetos-para-a-terra-e-a-agricultura\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Dois projetos para a terra e a agricultura"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","name":"FUNVERDE","description":"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization","name":"FUNVERDE","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","width":457,"height":499,"caption":"FUNVERDE"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/funverde","https:\/\/x.com\/funverde","https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277","name":"funverde","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","caption":"funverde"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19287"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19287"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19296,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19287\/revisions\/19296"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19287"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=19287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}