{"id":19971,"date":"2017-05-31T18:00:56","date_gmt":"2017-05-31T21:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=19971"},"modified":"2017-06-01T15:46:33","modified_gmt":"2017-06-01T18:46:33","slug":"a-terra-com-pressao-alta-e-hipertermia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-com-pressao-alta-e-hipertermia\/","title":{"rendered":"A Terra com \u2018press\u00e3o alta\u2019 e hipertermia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170522-170522a.jpg\" alt=\"co2 na atmosfera\" \/><\/p>\n<p><em>\u201c\u00c9 triste pensar que a natureza fala e que a humanidade n\u00e3o a ouve\u201d. Victor Hugo (1802-1885)<\/em><\/p>\n<p>A hip\u00f3tese Gaia, elaborada inicialmente por James Lovelock, diz que a Terra \u00e9 um organismo vivo que tem um metabolismo natural capaz de regular seu clima e temperatura, promovendo um equil\u00edbrio homeost\u00e1tico global. Eventos externos, como choques de meteoritos, podem provocar perturba\u00e7\u00f5es neste equil\u00edbrio. Tamb\u00e9m for\u00e7as internas, como vulc\u00f5es, podem perturbar a estabilidade. Mas, atualmente, \u00e9 o crescimento das atividades antr\u00f3picas, no Antropoceno, que est\u00e1 modificando o ambiente e perturbando o funcionamento natural, o que pode colocar em cheque a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da vida na Terra.<\/p>\n<p>De fato, o alto crescimento da popula\u00e7\u00e3o e da economia, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, ampliou tanto a explora\u00e7\u00e3o de recursos do meio ambiente e gerou tanta polui\u00e7\u00e3o e res\u00edduos s\u00f3lidos, que ultrapassou a capacidade de carga do Planeta. O principal vetor de press\u00e3o sobre o equil\u00edbrio homeost\u00e1tico s\u00e3o as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas geradas pelo aumento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). O efeito estufa descontrolado \u00e9 como um tumor que provoca \u201cpress\u00e3o alta\u201d e \u201cfebre\u201d. Quanto mais gases na atmosfera maior ser\u00e1 a temperatura da Terra. Na tend\u00eancia atual caminhamos para um quadro de hipertermia, isto \u00e9, eleva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das temperaturas em patamares capazes de comprometer, ou mesmo colapsar, os metabolismos do corpo biol\u00f3gico e geoclim\u00e1tico.<\/p>\n<p>Assim, a alta concentra\u00e7\u00e3o de CO2 funciona como uma \u201cpress\u00e3o alta\u201d sobre o Planeta, pois absorve a dispers\u00e3o dos raios solares e aumenta o efeito estufa. Quanto maior for a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 e outros gases de efeito estufa, como o metano (CO2 equivalente), maior ser\u00e1 o aquecimento global.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o de CO2 estava abaixo de 280 partes por milh\u00e3o (ppm) nos 2 milh\u00f5es de anos anteriores \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e Energ\u00e9tica. Mas a partir do uso generalizado dos combust\u00edveis f\u00f3sseis a concentra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a subir alcan\u00e7ando 295 ppm em 1900, 300 ppm em 1920 e 310 ppm em 1950. Em 1958, Charles Keeling, instalou no alto do vulc\u00e3o Mauna Loa o primeiro equipamento para medir as concentra\u00e7\u00f5es de CO2 na atmosfera. Com o in\u00edcio das medi\u00e7\u00f5es do laborat\u00f3rio de Mauna Loa, comprovou-se que a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera, na m\u00e9dia mensal, chegou a 399,76 partes por milh\u00e3o (ppm) em maio de 2013 e ultrapassou definitivamente a barreira de 400 ppm no ano de 2015, sendo que em 2016, a maior concentra\u00e7\u00e3o ocorreu no dia 10\/04 (409,34 ppm).<\/p>\n<p>Mas, a despeito do Acordo de Paris e dos trabalhos cient\u00edficos que mostram os aspectos delet\u00e9rios do efeito estufa, a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 continua subindo e chegou a 412,6 ppm no dia 26\/04\/2017. Em todo o m\u00eas de abril de 2017 a m\u00e9dia foi de 409,01 ppm. No dia 15\/05\/2017 a concentra\u00e7\u00e3o ficou em 411,27 ppm. Na semana de 14 a 20 de maio a m\u00e9dia semanal ficou em 410,36 ppm, conforme o gr\u00e1fico abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170522-170522b.jpg\" alt=\"concentra\u00e7\u00e3o de CO2 ultrapassa 410 ppm\" \/><\/p>\n<p>O gr\u00e1fico seguinte mostra a m\u00e9dia hor\u00e1ria e di\u00e1ria da concentra\u00e7\u00e3o de CO2, segundo dados da NOAA. A m\u00e9dia hor\u00e1ria ultrapassou o limiar simb\u00f3lico de 410 ppm no dia 05 de abril de 2017 e repetiu a marca em v\u00e1rios outros dias, especialmente depois do dia 19 de abril, at\u00e9 chegar perto de 414 ppm no dia 26\/04. No m\u00eas de maio de 2017, n\u00e3o s\u00f3 a m\u00e9dia hor\u00e1ria, mas tamb\u00e9m a m\u00e9dia di\u00e1ria ultrapassou a marca de 410 ppm em v\u00e1rios momentos, indicando que o teto de 410 ppm em 2017, tende a ser um piso a partir de 2018.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170522-170522c.jpg\" alt=\"Mauna Loa carbon dioxide\" \/><\/p>\n<p>O n\u00edvel minimamente seguro de concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de CO2 \u00e9 de 350 ppm. Assim, o mundo vai ter n\u00e3o s\u00f3 de parar de emitir gases de efeito estufa (GEE) como ter\u00e1 que fazer \u201cemiss\u00f5es negativas\u201d, ou seja, ter\u00e1 que sequestrar carbono e fazer uma limpeza da atmosfera para reduzir a quantidade de CO2, evitar a acidifica\u00e7\u00e3o dos solos e dos oceanos e o degelo do \u00c1rtico, da Ant\u00e1rtica, da Groenl\u00e2ndia e dos Glaciares. E uma grande amea\u00e7a que se agrava com o processo de degelo \u00e9 a \u201cbomba de metano\u201d que existe no permafrost.<\/p>\n<p>Grandes terrenos de permafrost do \u00e1rtico ao noroeste do Canad\u00e1, no Alasca e na Sib\u00e9ria est\u00e3o se desintegrando, enviando enormes quantidades de lama e sedimentos ricos em carbono em riachos e rios. A libera\u00e7\u00e3o do CO2 e do metano existente nos solos congelados pode tornar o efeito estufa uma bomba incontrol\u00e1vel, como existia h\u00e1 200 milh\u00f5es de anos, quando a biodiversidade da Terra era muito menor do que a atual. Artigo de Uwe Branda et. al. (2016) traz uma afirma\u00e7\u00e3o preocupante: \u201cO aquecimento global provocado pela libera\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de di\u00f3xido de carbono pode ser catastr\u00f3fico. Mas a libera\u00e7\u00e3o do hidrato de metano pode ser apocal\u00edptica\u201d.<\/p>\n<p>As gera\u00e7\u00f5es presentes j\u00e1 est\u00e3o sentindo o perigo. O aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera contribuiu para o fato dos anos de 2014, 2015 e 2016 terem sido os mais quentes j\u00e1 registrados e aponta para novos recordes futuros de aquecimento. Estima-se que o limite de 1,5\u00ba C vai ser atingido antes de 2030. O primeiro trimestre de 2017 foi o segundo mais quente da s\u00e9rie de registros que come\u00e7ou em 1880. O gr\u00e1fico abaixo mostra o aumento da temperatura global, anual, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do s\u00e9culo XX, de 1880 a 2016. Nota-se que o aquecimento se acelerou ap\u00f3s 1970, com m\u00e9dia de aumento de 0,17\u00ba C por d\u00e9cada. Neste ritmo o aquecimento pode ultrapassar 3\u00ba C em 2100, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-industrial.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170522-170522d.jpg\" alt=\"global land and ocean temperature anomalies\" \/><\/p>\n<p>O gr\u00e1fico abaixo mostra que o mundo ruma para a temperatura mais alta dos \u00faltimos 5 milh\u00f5es de anos. Nota-se que poucas vezes na hist\u00f3ria, nos \u00faltimos 5 milh\u00f5es de anos, a temperatura ficou acima da m\u00e9dia do s\u00e9culo XX. Se o aquecimento global continuar no ritmo atual, a civiliza\u00e7\u00e3o estar\u00e1 no rumo de uma cat\u00e1strofe. E o mais grave \u00e9 que a autodestrui\u00e7\u00e3o humana pode levar junto milh\u00f5es de esp\u00e9cies que nada tem a ver com os erros ego\u00edsticos dos seres que se julgam superiores e os mais inteligentes. A humanidade pode estar rumando para o suic\u00eddio, podendo tamb\u00e9m gerar um ecoc\u00eddio e um holocausto biol\u00f3gico de propor\u00e7\u00f5es \u00e9picas.<\/p>\n<p>A \u00faltima vez que a temperatura ultrapassou os 2\u00ba C, no Planeta, foi no per\u00edodo Eemiano (h\u00e1 cerca de 120 mil anos) e provocou o aumento do n\u00edvel dos oceanos em algo como 5 a 9 metros. Com tudo indica que a temperatura no s\u00e9culo XXI deve ultrapassar os 2\u00ba C em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-industrial e, com tanta gente vivendo nas \u00e1reas urbanas no litoral e com tantas terras utilizadas na agropecu\u00e1ria, os danos e os preju\u00edzos poder\u00e3o ser incalcul\u00e1veis.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170522-170522e.jpg\" alt=\"A \u00faltima vez que a temperatura ultrapassou os 2\u00ba C, no Planeta, foi no per\u00edodo Eemiano\" \/><\/p>\n<p>Artigo de Stefan Rahmstorf et. al. (2017), publicado na revista Environmental Research Letters, mostra (ver gr\u00e1fico abaixo) que as temperaturas globais da superf\u00edcie continuam subindo e que n\u00e3o h\u00e1 uma tend\u00eancia de arrefecimento do aquecimento global. O estudo mostra que as varia\u00e7\u00f5es de curto prazo est\u00e3o dentro das previs\u00f5es estat\u00edsticas e o que importa s\u00e3o as tend\u00eancias de longo prazo. E estas est\u00e3o falando alto, especialmente o per\u00edodo 1970-2016. Este estudo \u00e9 apenas mais um prego no caix\u00e3o da mentira dos negacionistas e c\u00e9ticos clim\u00e1ticos de que o aquecimento global terminou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170522-170522f.jpg\" alt=\"pontos de muta\u00e7\u00e3o da temperatura global\" \/><\/p>\n<p>Assim, o aumento da temperatura est\u00e1 liberando o di\u00f3xido de carbono e o metano armazenados no permafrost e na tundra do \u00c1rtico. Artigo de Oliver Milman, (Guardian, 08\/05\/2017) mostra que as medi\u00e7\u00f5es dos n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono de aeronaves, sat\u00e9lites e no solo indicam que a quantidade de CO2 emitida pela fria tundra do norte do Alasca aumentou 70% entre 1975 e 2015, no per\u00edodo entre outubro e dezembro de cada ano. E a causa foi o aumento da temperatura dos solos. No ver\u00e3o do \u00c1rtico, o n\u00edvel superior do solo, que fica acima de uma vasta camada de permafrost que cobre grande parte do Alasca, descongela e decomp\u00f5e mat\u00e9ria org\u00e2nica, o que libera CO2. A partir de outubro, as temperaturas mais frias ajudam a congelar o solo novamente, bloqueando o CO2.<\/p>\n<p>Tudo isto indica que este Planeta \u2013 que \u00e9, comprovadamente, o \u00fanico no Universo que abriga a vida em uma multiplicidade de formas maravilhosamente plural de uma rica biodiversidade \u2013 est\u00e1 doente. Est\u00e1 com \u201cpress\u00e3o alta\u201d (efeito estufa) e hipertermia. O desenvolvimentismo aumenta o metabolismo social que aumenta o metabolismo entr\u00f3pico (conforme ensina a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica). Mas como ensina a Economia Ecol\u00f3gica, \u00e9 imposs\u00edvel manter um crescimento infinito em um planeta finito.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o passa por uma diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (tanto do setor de produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo, como no setor de transporte, assim como na pecu\u00e1ria e no manejo do solo para a agricultura) e pelo aumento significativo das \u00e1reas de florestas. A humanidade j\u00e1 desmatou metade das \u00e1reas de floresta do mundo. Artigo publicado no blog #SavetheTrees mostra que o mundo planta 5 bilh\u00f5es de \u00e1rvores por ano e desmata 15 bilh\u00f5es de \u00e1rvores. S\u00e3o duas \u00e1rvores derrubadas para cada habitante da Terra, um enorme holocausto biol\u00f3gico que dificulta a captura de carbono. No ritmo atual todas as florestas do mundo desaparecer\u00e3o em 300 anos.<\/p>\n<p>Mesmo o livro sobre \u201cOs Limites do Crescimento\u201d ou Relat\u00f3rio Meadows, de 1972, que \u00e9 considerado meio escatol\u00f3gico, n\u00e3o previu que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aconteceriam de maneira t\u00e3o r\u00e1pida e carregariam um potencial destruidor t\u00e3o grande. Como mostra o livro \u201cEnough is Enough\u201d (2010), o mundo precisa reduzir a pegada ecol\u00f3gica e tamb\u00e9m o n\u00famero de p\u00e9s, ou seja, \u00e9 preciso promover um decrescimento demoecon\u00f4mico global para diminuir a concentra\u00e7\u00e3o de GEE na atmosfera (que provoca press\u00e3o alta) e tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o da temperatura para evitar a hipertermia do Planeta.<\/p>\n<p>Os estudos sobre as Fronteiras Planet\u00e1rias, do Stockholm Resilience Centre, indicam que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o o principal \u201climite fundamental\u201d que tem o potencial de conduzir o Sistema Terra a uma situa\u00e7\u00e3o apocal\u00edptica. O aquecimento global \u00e9 o elo fraco da corrente que mant\u00eam o equil\u00edbrio homeost\u00e1tico do Planeta. Se a \u201cpress\u00e3o alta\u201d continuar e a \u201cfebre\u201d n\u00e3o baixar, poder\u00e1 haver um colapso da vida humana e n\u00e3o-humana da Terra. Ecoc\u00eddio e suic\u00eddio s\u00e3o fen\u00f4menos delineados no horizonte do Antropoceno.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>ALVES, JED. <a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/343835808\/A-Humanidade-ja-Ultrapassou-a-Capacidade-de-Carga-marco-2017\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A humanidade j\u00e1 ultrapassou a capacidade de carga do Planeta<\/a>, Scribd, mar\u00e7o 2017<\/p>\n<p>ALVES, JED. <a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2017\/04\/24\/concentracao-de-co2-na-atmosfera-chega-410-ppm-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera chega a 410 ppm<\/a>, Ecodebate, 24\/04\/2017<\/p>\n<p>ALVES, JED. <a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2017\/04\/03\/liberacao-metano-artico-pode-criar-um-cenario-apocaliptico-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A libera\u00e7\u00e3o do metano \u00e1rtico pode criar um cen\u00e1rio apocal\u00edptico<\/a>, Ecodebate, 03\/04\/2017<\/p>\n<p>ALVES, JED. <a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2016\/09\/19\/a-maior-temperatura-em-5-milhoes-de-anos-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A maior temperatura em 5 milh\u00f5es de anos<\/a>, Ecodebate, 19\/09\/2016<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eco2greetings.com\/News\/saving-rainforest.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The Alarming Truth Behind Deforestation<\/a> #SavetheTrees, April 28, 2015<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.stockholmresilience.org\/21\/research\/research-news\/1-15-2015-planetary-boundaries-2.0\u2014new-and-improved.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Planetary Boundaries 2.0, new and improved<\/a>, Stockholm Resilience Centre, Stockholm. Jan, 15<\/p>\n<p>O\u2019Neill, D.W., Dietz, R., Jones, N. (Editors), <a href=\"http:\/\/steadystate.org\/wp-content\/uploads\/EnoughIsEnough_FullReport.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Enough is Enough: Ideas for a sustainable economy in a world of finite resources<\/a>. The report of the Steady State Economy Conference. Center for the Advancement of the Steady State Economy and Economic Justice for All, UK, 2010.<\/p>\n<p>Stefan Rahmstorf et. al. <a href=\"http:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.1088\/1748-9326\/aa6825\/pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Global temperature evolution: recent trends and some pitfalls<\/a>, Environ. Res. Lett. 12, 2017<\/p>\n<p>Oliver Milman. <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/us-news\/2017\/may\/08\/alaska-climate-change-tundra-soil-carbon-dioxide\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Slow-freezing Alaska soil driving surge in carbon dioxide emissions<\/a>, Guardian, 08\/05\/2017<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, \u00e9 Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas \u2013 ENCE\/IBGE.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; EcoDebate de 22 de maio de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 triste pensar que a natureza fala e que a humanidade n\u00e3o a ouve\u201d. 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