{"id":20208,"date":"2017-06-26T15:00:06","date_gmt":"2017-06-26T18:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=20208"},"modified":"2017-06-14T11:35:08","modified_gmt":"2017-06-14T14:35:08","slug":"a-aposta-da-alemanha-em-energia-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-aposta-da-alemanha-em-energia-solar\/","title":{"rendered":"A aposta da Alemanha em energia solar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/tk8W9lB8taN2xH6F5piWbG6pok0=\/900x450\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/06\/12\/alemanha-solar-paineis.jpg\" alt=\"Pain\u00e9is de energia solar na Alemanha (Foto: Sean Gallup\/Getty Images)\" \/><\/p>\n<p class=\"titulo-item\"><strong>Os alem\u00e3es est\u00e3o em meio a uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para abandonar o carv\u00e3o e as usinas nucleares. A estrat\u00e9gia colocou o pa\u00eds na lideran\u00e7a da energia solar, mas ainda h\u00e1 desafios a serem superados<\/strong><\/p>\n<p>Em um pequeno vilarejo no leste da Alemanha, o l\u00edder comunit\u00e1rio Karl-Heinz Handreck explica a um grupo de jornalistas internacionais que estamos com sorte. Como o vento est\u00e1 soprando em outra dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o escutamos os barulhos da opera\u00e7\u00e3o da gigantesca mina de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto nas redondezas. Mas sorte \u00e9 uma palavra que est\u00e1 longe de descrever a comunidade, formada por quase 150 pessoas, a maioria j\u00e1 em idade de aposentadoria. H\u00e1 planos para expandir as opera\u00e7\u00f5es de carv\u00e3o por todos os lados, deixando a pequena Taubendorf cercada. \u201cEm cinco anos, a mina estar\u00e1 a menos de 100 metros de nossas casas\u201d, diz Handreck.<\/p>\n<p>Estamos no leste da Alemanha, praticamente na fronteira com a Pol\u00f4nia. Aqui est\u00e3o depositadas as maiores reservas de carv\u00e3o existente no pa\u00eds. Essas reservas deixaram sua marca na cultura local. O time de futebol da cidade mais pr\u00f3xima, Cottbus, n\u00e3o por acaso se chama Energie FC. Quando o pa\u00eds estava dividido em dois, antes de 1989, era daqui que sa\u00eda toda a energia que abastecia a comunista Alemanha Oriental.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, no entanto, todo esse legado energ\u00e9tico vem sendo colocado em xeque. Pelo menos duas \u00e1reas previstas para explora\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o na regi\u00e3o foram canceladas recentemente. A termel\u00e9trica de Jaenschwalde, abastecida pelas minas que cercam Taubendorf, pode n\u00e3o ter vida \u00fatil para al\u00e9m de 2025. E a press\u00e3o da sociedade alem\u00e3 \u2013 e de ativistas como Handreck \u2013 para gradativamente abandonar o carv\u00e3o como fonte de energia s\u00f3 aumenta.<\/p>\n<p>Um fen\u00f4meno semelhante acontece com a fonte de energia que iluminou as casas \u201cno outro lado do muro\u201d quando o pa\u00eds estava dividido. Historicamente, o lado ocidental da Alemanha apostou no \u00e1tomo como principal fonte de eletricidade. Hoje, um ter\u00e7o de toda a energia el\u00e9trica gerada no pa\u00eds vem de usinas nucleares. Mas elas tamb\u00e9m est\u00e3o com os dias contados.<\/p>\n<p>Passado um quarto de s\u00e9culo desde que o Muro de Berlim caiu e a Alemanha se unificou, o pa\u00eds olha para tr\u00e1s e decide abandonar as suas duas principais fontes de energia. Mas como manter uma das economias mais fortes do planeta \u2013 o quarto maior PIB do mundo \u2013 funcionando dia e noite sem as usinas nucleares e a carv\u00e3o? O pa\u00eds aposta numa grande revolu\u00e7\u00e3o. Ou, como eles dizem em alem\u00e3o, numa Wende.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/utq-myl4MB42AlkXJSEObvoFtQ8=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/06\/12\/carvao-alemanha.jpg\" alt=\"A mina de carv\u00e3o de Jaenschwalde, na regi\u00e3o de Brandenburgo, leste da Alemanha. No fundo, a usina termel\u00e9trica de mesmo nome. A opera\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o amea\u00e7a um vilarejo pr\u00f3ximo (Foto: Sean Gallup\/Getty Images)\" width=\"692\" height=\"531\" \/><\/p>\n<p><em>A mina de carv\u00e3o de Jaenschwalde, na regi\u00e3o de Brandenburgo, leste da Alemanha. No fundo, a usina termel\u00e9trica de mesmo nome. A opera\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o amea\u00e7a um vilarejo pr\u00f3ximo (Foto: Sean Gallup\/Getty Images)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/yAvyJAd38vh6zISWGX3CsZeixMs=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/06\/12\/handreck-alemanha-taubendorf.jpg\" alt=\"Karl-Heinz Handreck, l\u00edder do vilarejo de Taubendorf, aponta para o local onde a mina de carv\u00e3o deve se expandir. O verde dos campos do local devem dar lugar a uma opera\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o (Foto: Bruno Calixto\/\u00c9POCA)\" width=\"685\" height=\"526\" \/><em>Karl-Heinz Handreck, l\u00edder do vilarejo de Taubendorf, aponta para o local onde a mina de carv\u00e3o deve se expandir. O verde dos campos do local dever\u00e1 dar lugar ao cinza das escava\u00e7\u00f5es (Foto: Bruno Calixto\/\u00c9POCA)<\/em><\/p>\n<p><strong>A transi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A palavra alem\u00e3 Wende significa transi\u00e7\u00e3o. Politicamente, \u00e9 usada como uma mudan\u00e7a sistem\u00e1tica, radical, benigna e n\u00e3o violenta. A palavra foi popular nos anos 1990, usada para se referir \u00e0 maior transi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica que o pa\u00eds j\u00e1 viveu \u2013 a queda do muro. Nos \u00faltimos anos, ela passou a ser usada ao lado de outra palavra: Energie. Com a pol\u00edtica batizada de Energiewende, a Alemanha promete fazer uma transi\u00e7\u00e3o profunda em suas fontes de energia, abandonando fontes f\u00f3sseis e colocando todas as for\u00e7as nas energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>O principal alvo da Energiewende \u00e9 a energia nuclear. H\u00e1 um sentimento antinuclear muito forte na sociedade alem\u00e3, espalhado pela sociedade civil e encampado por partidos pol\u00edticos. O\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2013\/09\/para-onde-vai-bradiacao-de-fukushimab.html\">acidente no reator nuclear de Fukushima<\/a>, no Jap\u00e3o, em 2011, foi o estopim da nova pol\u00edtica. Em menos de seis meses, o governo da chanceler alem\u00e3 Angela Merkel conseguiu colocar em lei a Energiewende com uma estrat\u00e9gia extensa e compreensiva para encerrar a opera\u00e7\u00e3o das nucleares, substituindo-as por energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>A Energiewende prev\u00ea desligar reatores nucleares que, juntos, geram 22 mil megawatts de energia. Para fazer uma compara\u00e7\u00e3o, \u00e9 como se o Brasil tivesse um plano para desligar suas duas maiores hidrel\u00e9tricas, Itaipu e Tucuru\u00ed. O plano come\u00e7a fechando as usinas mais antigas e com vida \u00fatil menor. H\u00e1 previs\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o para empresas. Em alguns casos, as empresas simplesmente fecharam, em outros, buscaram se reinventar no mercado investindo em fontes diferentes de energia. Tamb\u00e9m h\u00e1 empresas que buscaram repara\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar de amplo apoio interno, o abandono da nuclear foi vista com ceticismo pela comunidade internacional. Afinal, ela n\u00e3o emite gases de efeito estufa e \u00e9 vista como uma forma economicamente vi\u00e1vel de produzir eletricidade. Esses argumentos n\u00e3o sensibilizaram o governo alem\u00e3o. \u201cN\u00f3s n\u00e3o acreditamos que a energia nuclear \u00e9 uma boa alternativa\u201d, diz Thomas Meister, chefe da divis\u00e3o de Clima do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do governo da Alemanha. \u201cEssa cren\u00e7a foi refor\u00e7ada por Fukushima, mas h\u00e1 outros bons motivos. Os custos s\u00e3o altos, e n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o para o problema do dep\u00f3sito de lixo radiativo.\u201d O governo alem\u00e3o segue \u00e0 risca seu cronograma para acabar com a nuclear no pa\u00eds. Ap\u00f3s Fukushima, sete usinas foram desligadas. Uma oitava foi desligada em 2015, e restam outras oito usinas que estar\u00e3o desativadas at\u00e9 dezembro de 2022.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/q08OjJVsQy7774OtO2LkYJt0PyU=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/06\/12\/energia-nuclear-alemanha.jpg\" alt=\"A usina nuclear de Philippsburg, na Alemanha. O reator Philippsburg 1 foi desativado em agosto de 2011. O pa\u00eds pretende desligar o reator 2 em  dezembro de 2019, como parte da pol\u00edtica Energiewende (Foto: Thomas Niedermueller\/Getty Images)\" width=\"682\" height=\"524\" \/><em>A usina nuclear de Philippsburg, na Alemanha. O reator Philippsburg 1 foi desativado em agosto de 2011. O pa\u00eds pretende desligar o reator 2 em dezembro de 2019, como parte da pol\u00edtica Energiewende (Foto: Thomas Niedermueller\/Getty Images)<\/em><\/p>\n<p><strong>Solar decola num pa\u00eds de pouco sol<\/strong><\/p>\n<p>Desativar usinas, seja da fonte que for, imp\u00f5e um risco para qualquer pa\u00eds: como evitar um apag\u00e3o? Por isso a Energiewende prev\u00ea tamb\u00e9m investimentos em energias renov\u00e1veis como <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/ciencia-e-meio-ambiente\/blog-do-planeta\/noticia\/2017\/05\/em-seis-meses-brasil-dobra-numero-de-instalacoes-de-paineis-de-energia-solar.html\">solar<\/a> e <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/ciencia-e-meio-ambiente\/blog-do-planeta\/noticia\/2017\/05\/nao-fossem-eolicas-o-nordeste-estaria-enfrentando-racionamento-de-energia.html\">e\u00f3lica<\/a>. A meta \u00e9 atingir 80% de renov\u00e1veis \u2013 o que significa se livrar n\u00e3o s\u00f3 das nucleares, como tamb\u00e9m do carv\u00e3o e petr\u00f3leo. Atualmente, a Alemanha j\u00e1 est\u00e1 perto dos 30% de renov\u00e1veis. Como ela chegou a esse patamar?<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, o pa\u00eds precisou adotar uma tarifa subsidiada para energia limpa \u2013 uma estrat\u00e9gia para fazer com que as renov\u00e1veis pudessem competir com tecnologias j\u00e1 estabelecidas. Essa tarifa \u00e9 paga n\u00e3o pelo contribuinte, mas pelo consumidor, com uma sobretaxa determinada na conta de luz. Outra medida adotada foi a desregulamenta\u00e7\u00e3o do setor, permindo que qualquer empresa que queira comercializar energia possa ter acesso \u00e0 rede para vender eletricidade. Isso abriu as portas do mercado para pequenas e m\u00e9dias empresas, al\u00e9m de cooperativas de fam\u00edlias e agricultores. Por fim, a Energiewende determinou que a prefer\u00eancia para entrar na rede \u00e9 das energias renov\u00e1veis. Isso significa que o governo s\u00f3 come\u00e7a a consumir energia gerada nas usinas f\u00f3sseis ap\u00f3s ter consumido, primeiro, a produzida pelo sol e vento.<\/p>\n<p>Essas regras tiveram o efeito colateral de aumentar a conta de luz em cerca de \u20ac 2 por quilowatt\/hora. Mas esse aumento n\u00e3o parece ter provocado grandes impactos no or\u00e7amento familiar da popula\u00e7\u00e3o \u2013 a Alemanha tem a menor taxa de inadimpl\u00eancia no pagamento de eletricidade da Uni\u00e3o Europeia. Al\u00e9m disso, essa sobretaxa tem data de validade. A legisla\u00e7\u00e3o determina que ela seja progressivamente reduzida de acordo com o pre\u00e7o das energias renov\u00e1veis \u2013 e os pre\u00e7os est\u00e3o em queda. Nos \u00faltimos dez anos, o pre\u00e7o da energia solar caiu 74%.<\/p>\n<p>Hoje, a Alemanha \u00e9 o pa\u00eds que mais gera energia solar <em>per capita<\/em> e o segundo maior produtor de solar do mundo em n\u00fameros absolutos, atr\u00e1s apenas da China. Em dias \u00fateis, a solar chega a atender a um ter\u00e7o da demanda de energia do pa\u00eds. Os resultados impressionam, ainda mais se considerarmos que a Alemanha \u00e9 um pa\u00eds de baixa incid\u00eancia solar. Regi\u00f5es brasileiras que menos recebem sol, por exemplo, t\u00eam mais luz solar do que a m\u00e9dia alem\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Menos verde do que gostaria<\/strong><\/p>\n<p>O governo alem\u00e3o se vangloria de ser verde. A chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, j\u00e1 foi ministra do Meio Ambiente e se apresenta como l\u00edder de um pa\u00eds pr\u00f3-natureza. Seu governo apresentou metas mais ambiciosas que seus vizinhos europeus no <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2016\/09\/brasil-ratifica-o-acordo-de-paris-e-agora.html\">Acordo de Paris<\/a> \u2013 o tratado assinado na capital francesa e ratificado por mais de 140 pa\u00edses com metas para reduzir polui\u00e7\u00e3o emitida por f\u00e1bricas, ve\u00edculos e desmatamento e, desta forma, limitar o aumento da temperatura do planeta. Merkel se comprometeu a reduzir 40% de suas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa at\u00e9 2020, e chegar a uma redu\u00e7\u00e3o de 95% em 2050.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de 2016, no entanto, ligaram o sinal de alerta nas credenciais verdes do governo alem\u00e3o. Em um ano, as emiss\u00f5es do pa\u00eds aumentaram em 0,9%. \u00c9 pouco, mas qualquer pequena varia\u00e7\u00e3o pode comprometer uma meta apertada como a alem\u00e3, j\u00e1 que h\u00e1 pouco espa\u00e7o de manobra at\u00e9 2020. O aumento das emiss\u00f5es no ano passado foi creditado a um inverno mais rigoroso, que fez com que os alem\u00e3es utilizassem mais g\u00e1s natural, e a um aumento no uso de combust\u00edvel no setor de transporte. Mas o debate p\u00fablico a respeito das metas acabou expondo uma contradi\u00e7\u00e3o da Energiewende: a benevol\u00eancia com o carv\u00e3o. Enquanto os planos da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica contam com um cronograma r\u00edgido de desligamento de usinas nucleares, n\u00e3o h\u00e1 o mesmo empenho em fechar as usinas a carv\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs emiss\u00f5es alem\u00e3s n\u00e3o est\u00e3o caindo por causa do carv\u00e3o. Podemos atuar com efici\u00eancia energ\u00e9tica, reduzir emiss\u00f5es na agricultura, mas n\u00e3o h\u00e1 jeito. Se n\u00e3o pararmos de queimar carv\u00e3o, n\u00e3o cumpriremos a meta\u201d, diz Lutz Weischer, ativista da ONG Germanwatch. Segundo ele, o pa\u00eds precisa encontrar uma forma politicamente aceit\u00e1vel e economicamente vi\u00e1vel para o desligamento progressivo das usinas a carv\u00e3o, como faz com a energia nuclear. Mas abandonar o carv\u00e3o \u00e9 mais complicado do que parece. O crescimento gigantesco das renov\u00e1veis est\u00e1 suprindo, por enquanto, a energia que as usinas nucleares deixaram de gerar. Mas n\u00e3o chegou ainda a substituir as energias f\u00f3sseis. O carv\u00e3o ainda representa 40% da matriz energ\u00e9tica alem\u00e3, com forte participa\u00e7\u00e3o nos sistemas de aquecimento das casas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a quest\u00e3o social \u2013 \u00e9 dif\u00edcil realocar no mercado de trabalho pessoas que passaram a vida toda trabalhando nas minas e ind\u00fastrias de carv\u00e3o.<\/p>\n<p>O dilema interno do carv\u00e3o embute o risco de sujar a constru\u00e7\u00e3o da diplomacia clim\u00e1tica de Angela Merkel. A Alemanha vem se esfor\u00e7ando a assumir um papel diplom\u00e1tico mais forte no mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O governo de Merkel tentou de v\u00e1rias formas manter os Estados Unidos no Acordo de Paris, por exemplo, e quando n\u00e3o conseguiu se colocou como uma das principais vozes em defesa do tratado internacional sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ao lado de Fran\u00e7a, China e Canad\u00e1. Se n\u00e3o conseguir liderar pelo exemplo, a Alemanha pode ter problemas para preencher o <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/ciencia-e-meio-ambiente\/blog-do-planeta\/noticia\/2017\/06\/trump-sai-do-acordo-de-paris-ruim-para-o-planeta-pior-para-os-eua.html\">buraco deixado pelo presidente americano Donald Trump<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Um acerto de contas com a hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>No sul de Berlim, um grande cilindro cercado por uma estrutura de metal chama a aten\u00e7\u00e3o na paisagem. Trata-se de um gas\u00f4metro h\u00e1 muito desativado. Estamos num campus chamado Euref, um lugar que mistura uma universidade, empresas j\u00e1 estabelecidades e startups. \u201cAqui costumava ser uma importante unidade de armazenamento de g\u00e1s para ilumina\u00e7\u00e3o. Era uma constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XIX, que foi abandonada na d\u00e9cada de 1990\u201d, diz Mauricio Rojas, engenheiro da Schneider Electric. Hoje, o local \u00e9 um grande laborat\u00f3rio de tecnologias de mobilidade urbana e energia.<\/p>\n<p>Em um passeio pelo campus, Rojas mostra algumas das inven\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es do local. No topo dos pr\u00e9dios, \u00e9 poss\u00edvel ver aerogeradores que usam o vento para produzir energia. No estacionamento, os carros el\u00e9tricos s\u00e3o reabastecidos com energia gerada por pain\u00e9is fotovoltaicos instalados nos telhados. Um prot\u00f3tipo de um carro aut\u00f4nomo, que se move sem a necessidade de um motorista, circula pelo campus, exibindo um design constru\u00eddo, em parte, usando impressoras 3D.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/jK_iV89BuIMzlMpdmiOi8hbRb2o=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/06\/12\/carro-eletrico-euref-berlim.jpg\" alt=\"Carros el\u00e9tricos s\u00e3o recarregados no campus Euref, em Berlim, Alermanha. Ao fundo, a antiga estrutura de um gas\u00f4metro, hoje desativada (Foto: Bruno Calixto\/\u00c9POCA)\" width=\"701\" height=\"538\" \/><em>Carros el\u00e9tricos s\u00e3o recarregados no campus Euref, em Berlim, Alermanha. Ao fundo, a antiga estrutura de um gas\u00f4metro, hoje desativada (Foto: Bruno Calixto\/\u00c9POCA)<\/em><\/p>\n<p>O pr\u00f3prio trabalho de Rojas tem o potencial de ser t\u00e3o disruptivo quanto essas tecnologias. Ele pesquisa a cria\u00e7\u00e3o e viabilidade de smart grids, as redes de energia inteligentes. Atualmente, um dos grandes problemas das energias renov\u00e1veis \u00e9 que elas n\u00e3o podem ser ligadas a qualquer hora do dia. Elas dependem de vento ou luz solar para poder funcionar. Enquanto isso, carv\u00e3o e g\u00e1s podem queimar fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol. As redes inteligentes, em tese, podem resolver isso. Um computador (ou v\u00e1rios) com um potente algoritmo, ligado em rede com as usinas e alimentado por dados com a previs\u00e3o do tempo, pode definir, com velocidade e qualidade muito maior do que um operador humano, quando ligar ou desligar usinas e para onde transmitir eletricidade, dependendo da oferta e demanda de cada regi\u00e3o. Aliada ao desenvolvimento de baterias el\u00e9tricas mais potentes, essa tecnologia pode maximizar de tal forma a distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade que n\u00e3o haveria mais necessidade de usar f\u00f3sseis como energia de backup.<\/p>\n<p>Se esse tipo de tecnologia vingar, a Alemanha pode dar o passo que falta para abandonar de vez o carv\u00e3o e abra\u00e7ar 100% de energias renov\u00e1veis. \u00c9 curioso que ela esteja sendo desenvolvida justamente num lugar que foi o s\u00edmbolo da energia do passado. \u00c9 como se o pa\u00eds procurasse, com a sua transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, acertar as conta deixadas pelas fontes mais poluentes para poder criar um sistema que ilumine casas e ind\u00fastrias sem sujar o planeta. \u201cEstamos usando a heran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds para desenvolver as tecnologias do futuro\u201d, diz Rojas.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Bruno Calixto (O rep\u00f3rter viajou a Berlim em maio de 2017 a convite da Embaixada da Alemanha), Blog do Planeta de 13 de junho de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os alem\u00e3es est\u00e3o em meio a uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para abandonar o carv\u00e3o e as usinas nucleares. 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