{"id":20249,"date":"2017-07-04T17:00:13","date_gmt":"2017-07-04T20:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=20249"},"modified":"2017-06-16T10:44:25","modified_gmt":"2017-06-16T13:44:25","slug":"os-desafios-da-africa-subsaariana-em-sete-figuras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/os-desafios-da-africa-subsaariana-em-sete-figuras\/","title":{"rendered":"Os desafios da \u00c1frica Subsaariana em sete figuras"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616a.png\" alt=\"popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana, Europa, ALC, China e \u00cdndia\" width=\"749\" height=\"513\" \/><\/p>\n<p>A ONU alerta para a situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica de cerca de 13 milh\u00f5es de pessoas que est\u00e3o amea\u00e7adas pela fome na regi\u00e3o do Sahel e, tamb\u00e9m, de 26 milh\u00f5es de pessoas amea\u00e7adas na \u00c1frica Subsaariana. O Sahel abarca uma faixa de 500 a 700 km de largura e 5 400 km de extens\u00e3o, tendo o deserto do Saara, ao norte, e a savana do Sud\u00e3o, ao sul; o oceano Atl\u00e2ntico, a oeste, e o mar Vermelho, a leste. O Sahel perpassa \u00e1reas de 16 pa\u00edses: G\u00e2mbia, Senegal, Maurit\u00e2nia, Mali, Burkina Faso, Arg\u00e9lia, N\u00edger, Nig\u00e9ria, Camar\u00f5es, Chade, Sud\u00e3o, Sud\u00e3o do Sul, Eritreia, Eti\u00f3pia, Djibouti e a Som\u00e1lia.<\/p>\n<p>Se o quadro j\u00e1 \u00e9 dram\u00e1tico hoje em dia \u2013 como tamb\u00e9m mostram as not\u00edcias de milhares de migrantes e refugiados que tentam atravessar o mar Mediterr\u00e2neo para chegar \u00e0 Europa \u2013 a situa\u00e7\u00e3o tende a se agravar com o crescimento populacional e a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico acima, com dados da Divis\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o da ONU, mostra que, em 1950, a popula\u00e7\u00e3o da Europa era de 549 milh\u00f5es de habitantes, de 544 milh\u00f5es na China, de 376 milh\u00f5es na \u00cdndia, 179 milh\u00f5es na \u00c1frica Subsaariana e 169 milh\u00f5es na Am\u00e9rica Latina e Caribe (ALC). A popula\u00e7\u00e3o somada de Europa, China, \u00cdndia e ALC era de 1,6 bilh\u00e3o de habitantes, sendo que a popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana naquela \u00e9poca representava cerca de 10% deste total. Mas como o ritmo da transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica foi diferente em termos nacionais e regionais a distribui\u00e7\u00e3o espacial e o ritmo de crescimento populacional mudou a configura\u00e7\u00e3o. Em 2016, a Europa j\u00e1 apresentava o segundo menor contingente de habitantes (641 milh\u00f5es) a China e a \u00cdndia ficavam com primeiro e segundo lugar e a \u00c1frica Subsaariana, com 1 bilh\u00e3o de habitantes ficava em terceiro lugar.<\/p>\n<p>O grande destaque das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas ser\u00e1 o r\u00e1pido crescimento demogr\u00e1fico da \u00c1frica. Em 2046, a popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana deve atingir 2 bilh\u00f5es de habitantes, ficando em primeiro lugar na compara\u00e7\u00e3o acima. Em seguida viria a \u00cdndia com 1,7 bilh\u00e3o de habitantes, superando a China (com 1,36 bilh\u00e3o), a ALC com 779 milh\u00f5es de habitantes, superando a Europa com 711 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XXI, a popula\u00e7\u00e3o deve decrescer na maior parte do mundo, mas vai continuar aumentando na \u00c1frica Subsaariana e deve atingir 3 bilh\u00f5es de habitantes em 2072 e 4 bilh\u00f5es de habitantes em 2100. Ou seja, no final do s\u00e9culo, a popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana ser\u00e1 equivalente \u00e0 soma da popula\u00e7\u00e3o de \u00cdndia, China, Europa e ALC tamb\u00e9m com 4 bilh\u00f5es de habitantes. Portanto, entre 2016 e 2100 a popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana vai passar de 1 bilh\u00e3o para 4 bilh\u00f5es de habitantes, colocando um grande desafio para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza, a melhoria da qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental. H\u00e1 que destacar que o Norte da \u00c1frica j\u00e1 est\u00e1 em uma fase mais adiantada da transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica e deve apresentar estabilidade do crescimento at\u00e9 o final do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>O aumento da popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana vai provocar um grande aumento do n\u00famero de habitantes por km2. A densidade demogr\u00e1fica de um pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 um bom indicador de desenvolvimento humano e econ\u00f4mico. Podemos encontrar pa\u00edses altamente desenvolvidos com baixa e alta densidade e pa\u00edses muito pobres com baixa e alta densidade demogr\u00e1fica. Alguns pa\u00edses com alta densidade demogr\u00e1fica (como Jap\u00e3o, Cor\u00e9ia do Sul, Singapura, Holanda, etc.) possuem alto \u00edndice de desenvolvimento humano (IDH). Mas tamb\u00e9m h\u00e1 aqueles com alto n\u00edvel de IDH e baix\u00edssima densidade demogr\u00e1fica (como Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, etc.). De outro lado, existem pa\u00edses com baixa densidade demogr\u00e1fica e baixo IDH (como Angola, Gab\u00e3o, Maurit\u00e2nia, etc.), assim como pa\u00edses com alta densidade demogr\u00e1fica e baixo IDH (Bangladesh, \u00cdndia, Ruanda, etc.). O gr\u00e1fico abaixo mostra que a densidade demogr\u00e1fica do mundo era de 57 habitantes por km2, em 2015.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616b.png\" alt=\"densidade demogr\u00e1fica da \u00c1frica Subsaariana, mundo, regi\u00f5es e China\" width=\"711\" height=\"466\" \/><\/p>\n<p>Abaixo deste valor estavam a \u00c1frica Subsaariana (44 hab\/km2), Europa (33 hab\/km2) e ALC \u2013 Am\u00e9rica Latina e Caribe (32 hab\/km2). Acima da m\u00e9dia, estavam a \u00c1sia (142 hab\/km2), e a China (147 hab\/km2). No final do s\u00e9culo, a \u00c1frica Subsaariana poder\u00e1 ter uma densidade de 180 hab\/km2. A Europa (29 hab\/km2) e a ALC (36 hab\/km2) ter\u00e3o poucas modifica\u00e7\u00f5es. A China ter\u00e1 uma grande queda da densidade (107 hab\/km2) at\u00e9 2100. A \u00c1sia ter\u00e1 aumento da densidade at\u00e9 meados do s\u00e9culo e depois queda at\u00e9 2100, com 156 hab\/km2. A alta densidade demogr\u00e1fica da \u00c1frica Subsaariana na segunda metade do s\u00e9culo XXI vai trazer grandes desafios o bem-estar humano e ambiental.<\/p>\n<p>Nos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) est\u00e1 expresso uma meta de crescimento econ\u00f4mico de 7% ao ano para os pa\u00edses pobres, como os da \u00c1frica Subsaariana. Por\u00e9m, o que se tem visto na atual d\u00e9cada \u00e9 uma redu\u00e7\u00e3o das taxas de crescimento econ\u00f4mico, como mostram os dados do FMI. Na m\u00e9dia da regi\u00e3o, o crescimento ficou em torno de 3% em 2016, o que representa quase uma estagna\u00e7\u00e3o da renda per capita.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616c.png\" alt=\"crescimento anual do PIB da \u00c1frica Subsaariana\" width=\"818\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>O gr\u00e1fico abaixo, do Banco Mundial, mostra que houve uma redu\u00e7\u00e3o da pobreza no mundo em desenvolvimento, entre 1990 e 2012, em especial no leste asi\u00e1tico (que inclui a China). A pobreza foi reduzida tamb\u00e9m na \u00c1frica Subsaariana, mas em ritmo bem menor do que nas outras regi\u00f5es e, atualmente, concentra a maior quantidade de pobres do mundo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616d.png\" alt=\"poverty reduction in Africa lags other regions\" width=\"743\" height=\"707\" \/><\/p>\n<p>Portanto, a \u00c1frica \u00e9 o continente que apresenta as maiores taxas de pobreza e de pessoas passando fome no mundo e a produ\u00e7\u00e3o per capita de alimentos ficou abaixo de outras regi\u00f5es do mundo. O mais grave \u00e9 que o futuro pode estar comprometido em decorr\u00eancia da degrada\u00e7\u00e3o ambiental, da perda de biodiversidade e dos danos \u00e0s terras ar\u00e1veis e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de comida. A grave situa\u00e7\u00e3o da \u00c1frica \u00e9 retratada no relat\u00f3rio \u201cNo ordinary matter: conserving, restoring and enhancing Africa\u2019s soils\u201d (2014), que mostra que o continente sofre com uma tripla amea\u00e7a: a) degrada\u00e7\u00e3o do solo; b) colheitas fracas e c) uma popula\u00e7\u00e3o crescendo em ritmo acelerado.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio diz que a estabilidade pol\u00edtica, a qualidade ambiental, a fome, a pobreza tem a mesma raiz e, no longo prazo, uma solu\u00e7\u00e3o fundamental, passa pela restaura\u00e7\u00e3o do mais b\u00e1sico de todos os recursos, o solo. A recomenda\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 que os governos africanos e os doadores internacionais invistam na gest\u00e3o da terra e do solo, criando incentivos sobre os direitos \u00e0 terra seguros para incentivar o cuidado e a gest\u00e3o adequada dos terrenos agr\u00edcolas. Al\u00e9m disso, o relat\u00f3rio recomenda aumentar o apoio financeiro para melhorar a gest\u00e3o sustent\u00e1vel da terra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616e.gif\" alt=\"o decl\u00ednio da produtividade dos solos africanos\" width=\"747\" height=\"737\" \/><\/p>\n<p>O decl\u00ednio da produtividade dos solos acontece no contexto de uma crise h\u00eddrica. 40% dos africanos (mais de 330 milh\u00f5es de pessoas) n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, e metade das pessoas que vivem em \u00e1reas rurais n\u00e3o tem acesso. O problema mais grave \u00e9 na \u00c1frica subsaariana, onde mais de 320 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso. Neste momento, a \u00c1frica subsaariana \u00e9 a \u00fanica regi\u00e3o do mundo que n\u00e3o acompanha os objetivos de desenvolvimento do mil\u00eanio da ONU de 2015.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616f.jpg\" alt=\"percentagem da popula\u00e7\u00e3o com acesso \u00e0 agua tratada\" width=\"798\" height=\"468\" \/><\/p>\n<p>O maior rio da \u00c1frica, o Nilo, n\u00e3o consegue mais atender a demanda populacional. A bacia hidrogr\u00e1fica do rio Nilo, abrange uma \u00e1rea de 3.349.000 km\u00b2 e n\u00e3o d\u00e1 conta de abastecer as popula\u00e7\u00f5es dos 10 pa\u00edses que, em maior ou menor propor\u00e7\u00e3o, dependem de suas \u00e1guas. A popula\u00e7\u00e3o conjunta de Uganda, Tanz\u00e2nia, Ruanda, Qu\u00eania, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Burundi, Sud\u00e3o, Sud\u00e3o do Sul, Eti\u00f3pia e Egito era de 84,7 milh\u00f5es de habitantes em 1950, passou para 411,4 milh\u00f5es em 2010, devendo chegar a 877,2 milh\u00f5es em 2050 e 1,3 bilh\u00e3o de habitantes em 2100, segundo dados da divis\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Os problemas de fome, perda de biodiversidade e pobreza humana e ambiental s\u00e3o, cada vez mais, graves na regi\u00e3o. A capacidade de carga da bacia hidrogr\u00e1fica do rio Nilo j\u00e1 n\u00e3o suporta o consumo da popula\u00e7\u00e3o atual e suas necessidades econ\u00f4micas. J\u00e1 existem diversos conflitos pela disputa da \u00e1gua entre os povos e os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Segundo a Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (UNCCD), at\u00e9 2025, daqui a 8 anos, 1,8 bilh\u00e3o de pessoas sofrer\u00e3o escassez absoluta de \u00e1gua e dois ter\u00e7os do mundo viver\u00e3o sob condi\u00e7\u00f5es de estresse h\u00eddrico. O avan\u00e7o da seca e dos desertos, o aumento da escassez de \u00e1gua e a diminui\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar podem provocar um enorme \u201ctsunami\u201d de refugiados clim\u00e1ticos e migrantes.<\/p>\n<p>Para resumir todos estes problemas, a Footprint Network apresenta duas medidas que s\u00e3o muito \u00fateis para se avaliar o impacto humano sobre o meio ambiente e a disponibilidade de \u201ccapital natural\u201d do mundo. A Pegada Ecol\u00f3gica serve para avaliar o impacto que o ser humano exerce sobre a biosfera. A Biocapacidade avalia o montante de terra e \u00e1gua, biologicamente produtivo, para prover bens e servi\u00e7os do ecossistema \u00e0 demanda humana por consumo, sendo equivalente \u00e0 capacidade regenerativa da natureza. A unidade de medida \u00e9 o hectare global (gha).<\/p>\n<p>A Pegada Ecol\u00f3gica per capita da \u00c1frica sempre foi baixa e se manteve praticamente est\u00e1vel, pois estava em 1,3 gha em 1961 e passou para 1,4 gha em 2013. Por\u00e9m, a biocapacidade sofreu uma grande queda devido ao crescimento populacional. A biocapacidade per capita estava em 3,7 gha em 1961 e caiu para 1,2 gha em 2013. Assim, o continente africano que tinha um super\u00e1vit ambiental at\u00e9 2005, passou a uma situa\u00e7\u00e3o de d\u00e9ficit nos \u00faltimos anos. E o pior \u00e9 que este d\u00e9ficit deve aumentar com o crescimento da popula\u00e7\u00e3o e da economia. Na \u00c1frica Subsaariana n\u00e3o d\u00e1 para falar em decrescer o consumo, pois o padr\u00e3o de vida j\u00e1 \u00e9 muito baixo. Todavia, a estabiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e o futuro decrescimento demogr\u00e1fico deveriam estar nos planos de a\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas para evitar a perda acelerada da biocapacidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-170616g.jpg\" alt=\"pegada ecol\u00f3gica e biocapacidade per capita: \u00c1frica\" width=\"703\" height=\"340\" \/><\/p>\n<p>Todos os dados acima mostram que tanto a \u00c1frica como um todo, quanto a \u00c1frica Subsaariana j\u00e1 vivem em uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica em termos econ\u00f4micos, sociais e ambientais, mas os desafios v\u00e3o se avolumar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Sem d\u00favida, \u00e9 preciso aprofundar a discuss\u00e3o sobre popula\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e ambiente, pois o desequil\u00edbrio \u00e9 grande e pode jogar a \u00c1frica num cen\u00e1rio de colapso, com grande repercuss\u00e3o global.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>ALVES, JED. O crescimento demoecon\u00f4mico da \u00c1frica, degrada\u00e7\u00e3o do solo e inseguran\u00e7a alimentar, Ecodebate, 17\/07\/2015<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ecodebate.com.br\/2015\/07\/17\/o-crescimento-demoeconomico-da-africa-degradacao-do-solo-e-inseguranca-alimentar-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.ecodebate.com.br\/2015\/07\/17\/o-crescimento-demoeconomico-da-africa-degradacao-do-solo-e-inseguranca-alimentar-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/<\/a><\/p>\n<p>ALVES, JED. A densidade demogr\u00e1fica na \u00c1frica Subsaariana, Ecodebate, 15\/06\/2016<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2016\/06\/15\/a-densidade-demografica-na-africa-subsaariana-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2016\/06\/15\/a-densidade-demografica-na-africa-subsaariana-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/<\/a><\/p>\n<p>IMF. Africa\u2019s Rise\u2014Interrupted?, 2016<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.imf.org\/external\/pubs\/ft\/fandd\/2016\/06\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.imf.org\/external\/pubs\/ft\/fandd\/2016\/06\/index.htm<\/a><\/p>\n<p>Ryan Andrews. All About Drinking Water, Precision Nutrition, 2012<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.precisionnutrition.com\/all-about-drinking-water\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.precisionnutrition.com\/all-about-drinking-water<\/a><\/p>\n<p>Water Crisis In Africa, 2012<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cRTk7aSbyd0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cRTk7aSbyd0<\/a><\/p>\n<p>Word Bank. POVERTY IN A RISING AFRICA, 2016<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.worldbank.org\/en\/region\/afr\/publication\/poverty-rising-africa-poverty-report\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.worldbank.org\/en\/region\/afr\/publication\/poverty-rising-africa-poverty-report<\/a><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, \u00e9 Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas \u2013 ENCE\/IBGE.<\/p>\n<p>Fonte &#8211;\u00a0EcoDebate de 16 de junho de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ONU alerta para a situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica de cerca de 13 milh\u00f5es de pessoas que est\u00e3o amea\u00e7adas pela fome na regi\u00e3o do Sahel e, tamb\u00e9m, de 26 milh\u00f5es de pessoas amea\u00e7adas na \u00c1frica Subsaariana. 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