{"id":20370,"date":"2017-07-12T17:00:30","date_gmt":"2017-07-12T20:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=20370"},"modified":"2017-07-03T11:09:59","modified_gmt":"2017-07-03T14:09:59","slug":"brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/","title":{"rendered":"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia: explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Floresta Nacional do Jamari, \u00e1rea protegida pela Uni\u00e3o\" \/><em>Fiscaliza\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia: explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Floresta Nacional do Jamari (Henrique Donadio\/Revista EXAME)<\/em><\/p>\n<p><strong>A reportagem de EXAME percorreu a Amaz\u00f4nia e constatou que o aumento no desmatamento \u00e9 um retrato do Brasil que deu errado<\/strong><\/p>\n<p>Escondidos\u00a0no meio da floresta amaz\u00f4nica, nove agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/ibama\"><strong>Ibama<\/strong><\/a>) aguardam o momento certo para uma emboscada. \u00c9 noite, e quem garante a seguran\u00e7a do grupo na escurid\u00e3o da mata s\u00e3o dez policiais que levam a tiracolo fuzis do tipo 762. O objetivo \u00e9 pegar em flagrante pessoas que exploram ilegalmente a madeira da regi\u00e3o. Ainda sob a luz do dia, as provas do crime j\u00e1 haviam sido encontradas: um caminh\u00e3o carregado de madeira de lei e um trator deixados \u00e0s pressas para tr\u00e1s quando os criminosos perceberam a presen\u00e7a dos fiscais federais \u2014 que chegaram de helic\u00f3ptero \u00e0 \u00e1rea de dif\u00edcil acesso por terra.<\/p>\n<p>Depois de o grupo caminhar sem sucesso por mais de 4 horas na floresta \u00e0 procura desses madeireiros, a estrat\u00e9gia foi esperar que a carga do caminh\u00e3o \u2014 cinco toras de angelim, \u00e1rvore utilizada na confec\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis e na constru\u00e7\u00e3o civil \u2014 motivasse a volta dos infratores durante a noite. O racioc\u00ednio foi certeiro. Na madrugada do dia 29 de abril, tr\u00eas homens tentaram mover o caminh\u00e3o de um atoleiro no meio da floresta.<\/p>\n<p>O ronco do motor foi o sinal para os fiscais, acampados a 2 quil\u00f4metros dali, correrem at\u00e9 o local. A persegui\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, durou pouco. A bordo de uma moto e a p\u00e9, os madeireiros conseguiram novamente fugir. Antes, por\u00e9m, sabotaram o caminh\u00e3o e o trator para impedir sua retirada do local. Alguns dos fiscais tentaram durante horas ligar os ve\u00edculos, mas n\u00e3o houve jeito. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, os agentes do Ibama viram-se obrigados a seguir um ritual: em clima de catarse coletiva, incendiaram o caminh\u00e3o e o trator para impedir a a\u00e7\u00e3o \u2014 pelo menos por um per\u00edodo \u2014 das quadrilhas de extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira que v\u00eam atuando em regi\u00f5es virgens da\u00a0<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/amazonia\"><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong><\/a>. As toras tamb\u00e9m viraram cinzas.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio, acompanhado por EXAME durante uma opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o, ocorreu na Floresta Nacional do Jamari, uma \u00e1rea no norte do estado de Rond\u00f4nia cujos 220.000 hectares deveriam estar intocados ou sendo explorados de maneira\u00a0<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/sustentabilidade\"><strong>sustent\u00e1vel<\/strong><\/a>. Explica-se: nessa mesma floresta fica a opera\u00e7\u00e3o da empresa brasileira Amata. Ela ganhou do governo, em 2008, o direito de, numa \u00e1rea de 46.000 hectares, explorar a madeira seguindo \u00e0 risca regras para quantidade e idade das \u00e1rvores que podem ser derrubadas, de modo a favorecer a regenera\u00e7\u00e3o da floresta e sua perpetuidade.<\/p>\n<p>Mas fazer valer o bin\u00f4mio explora\u00e7\u00e3o-conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil. Isso porque, entre outras raz\u00f5es, a \u00e1rea da Floresta Jamari sob concess\u00e3o da Amata tamb\u00e9m est\u00e1 sendo alvo de ataques dos madeireiros ilegais. \u201cComo n\u00e3o temos poder de pol\u00edcia, relatamos os roubos aos \u00f3rg\u00e3os competentes e esperamos que fa\u00e7am algo\u201d, diz Patrick Reydams, gerente de opera\u00e7\u00f5es da Amata em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>O Ibama est\u00e1 tentando controlar a situa\u00e7\u00e3o, mas a tarefa tem se provado ingl\u00f3ria. A Floresta Jamari n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Hoje, 12% do\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/desmatamento\">desmatamento<\/a>\u00a0<\/strong>registrado na Amaz\u00f4nia ocorrem em \u00e1reas protegidas \u2014 fatia que dobrou desde 2008. Na terra ind\u00edgena dos caxararis, \u00e0s margens da BR-364, tamb\u00e9m em Rond\u00f4nia, as clareiras de devasta\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 mata fechada impressionam. Em pouco mais de 4 horas de uma dif\u00edcil incurs\u00e3o em meio \u00e0 lama deixada pela chuva do dia anterior, as equipes do Ibama apreenderam e queimaram um trator e dois caminh\u00f5es carregados de madeira da \u00e1rea. \u201cAs \u00e1rvores de valor comercial do entorno est\u00e3o praticamente extintas. \u00c9 a\u00ed que as \u00e1reas protegidas se tornam alvo\u201d, afirma o coordenador da opera\u00e7\u00e3o acompanhada por EXAME, cujo nome foi omitido na reportagem para sua prote\u00e7\u00e3o.\u00a0V\u00edtimas de amea\u00e7as frequentes, os fiscais envolvidos nessas opera\u00e7\u00f5es tentam preservar a pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados do Prodes, sistema do governo que monitora com sat\u00e9lites o desmatamento da Amaz\u00f4nia, mostram que o ritmo de destrui\u00e7\u00e3o da floresta cresceu cerca de 30% de agosto de 2015 a julho de 2016. Foram quase 8.000 quil\u00f4metros quadrados eliminados em um ano \u2014 algo como derrubar 128 campos de futebol de floresta por hora, ou uma \u00e1rea equivalente \u00e0 regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo nesse per\u00edodo. \u00c9 a maior extens\u00e3o desmatada desde 2008 na Amaz\u00f4nia Legal. Boa parte do avan\u00e7o concentrou-se nos estados de Par\u00e1, Mato Grosso, Rond\u00f4nia e Amazonas.<\/p>\n<p>Trata-se de um retrocesso hist\u00f3rico. Em 2004, o Brasil perdeu quase 28\u2009000 quil\u00f4metros quadrados de floresta \u2014 uma \u00e1rea equivalente \u00e0 do estado de Alagoas. Dali em diante, at\u00e9 2014, o ritmo de desmatamento caiu 80%. Em 2015, os sat\u00e9lites voltaram a registrar alta \u2014 naquele ano, de 24%. N\u00e3o foi algo epis\u00f3dico. Em 2016, o incremento de 29% tornou a curva de destrui\u00e7\u00e3o ascendente. \u201cTivemos uma redu\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de desmatamento na \u00faltima d\u00e9cada. Mas n\u00e3o podemos mais dizer que o desmatamento da regi\u00e3o esteja sob controle\u201d, afirma Adalberto Ver\u00edssimo, cofundador e pesquisador s\u00eanior do Imazon, instituto de pesquisas sobre a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o j\u00e1 perdeu quase 20% da cobertura original \u2014 o que equivale \u00e0 superf\u00edcie de uma Fran\u00e7a e meia. Estudos apontam que mudan\u00e7as profundas nos ciclos naturais do bioma, como varia\u00e7\u00e3o de temperatura e a consequente amea\u00e7a \u00e0 vida animal, podem ocorrer com a perda de 20% a 30% de floresta. N\u00e3o falta muito para chegarmos l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Ra\u00edzes do problema<\/strong><\/p>\n<p>A equa\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s dessa retomada n\u00e3o \u00e9 simples. Para entender o problema, a reportagem de EXAME percorreu 1\u2009418 quil\u00f4metros na floresta durante dez dias. E questionou mais de 40 especialistas no tema, entre empres\u00e1rios, pol\u00edticos, acad\u00eamicos e representantes de ONGs. Um fator preponderante desponta: o enfraquecimento das pol\u00edticas p\u00fablicas de comando e controle. Em outras palavras, faltou fiscaliza\u00e7\u00e3o e intimida\u00e7\u00e3o ao crime.<\/p>\n<p>O Ibama perdeu 30% do or\u00e7amento de 2015 para 2016 e, desde ent\u00e3o, vem fazendo malabarismos para diminuir o impacto desse aperto nas opera\u00e7\u00f5es de campo. \u201cUma motosserra \u00e9 capaz de desmatar quase 3 hectares de floresta por dia. Imagine o estrago que grupos inteiros de madeireiros ilegais conseguem fazer ao menor sinal de aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Luciano Evaristo, diretor de prote\u00e7\u00e3o ambiental do Ibama.<\/p>\n<p>Em setembro do ano passado n\u00e3o houve um agente sequer em campo. Uma sa\u00edda encontrada para contornar a situa\u00e7\u00e3o foi apelar, em novembro, para os recursos do Fundo Amaz\u00f4nia. Administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, o fundo capta dinheiro para projetos como pesquisa em universidades e planejamento de assentamentos sustent\u00e1veis. Mas acabou tendo de ajudar o Ibama a bancar, at\u00e9 o final deste ano, com 56 milh\u00f5es de reais, algo b\u00e1sico: o aluguel de carros e helic\u00f3pteros que monitoram a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 22 de junho, uma decis\u00e3o colocou em xeque a perenidade desses recursos. A Noruega, que j\u00e1 fez aportes no valor de 2,8 bilh\u00f5es de reais no fundo, anunciou que vai cortar pela metade o montante repassado ao Brasil neste ano. Cerca de 200 milh\u00f5es de reais foram suspensos. A raz\u00e3o: a incapacidade, pelo menos at\u00e9 agora, de o pa\u00eds conter o desmatamento. Hoje, 960 fiscais est\u00e3o em campo no pa\u00eds, 351 a menos em rela\u00e7\u00e3o a 2010. O Ibama pediu ao Minist\u00e9rio do Planejamento a cria\u00e7\u00e3o de 1\u2009500 vagas. Desde 2012, n\u00e3o h\u00e1 novos concursos para a autarquia.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m compete aos estados. Nesse caso, a situa\u00e7\u00e3o \u2014 agravada pela crise \u2014 n\u00e3o \u00e9 melhor. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Entidades Estaduais do Meio Ambiente, as secretarias perderam, em m\u00e9dia, um ter\u00e7o do or\u00e7amento em 2016. Em paralelo, a din\u00e2mica do desmatamento tem se sofisticado. Para enganar os sat\u00e9lites, as quadrilhas preservam as \u00e1rvores de copas mais altas enquanto derrubam outras esp\u00e9cies. Elas tamb\u00e9m desmatam pequenos pol\u00edgonos, e n\u00e3o grandes \u00e1reas de uma vez s\u00f3. \u00c9 o chamado desmatamento multiponto.<\/p>\n<p>As quadrilhas passaram a desmatar tamb\u00e9m durante o per\u00edodo chuvoso, quando a dificuldade de se deslocar na floresta \u00e9 compensada pelas nuvens que prejudicam a detec\u00e7\u00e3o pelos sat\u00e9lites. As artimanhas passam at\u00e9 mesmo por contratar profissionais de geoprocessamento. Eles n\u00e3o s\u00f3 monitoram as queimadas para estabelecer pastos ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o da madeira como tamb\u00e9m criam registros falsos de \u00e1reas invadidas para lhes conferir legalidade.<\/p>\n<p>Um esquema desse tipo foi desmantelado no ano passado pela Opera\u00e7\u00e3o Rios Voadores, que uniu Ibama, Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, Pol\u00edcia Federal e Receita Federal. Na opera\u00e7\u00e3o, o empres\u00e1rio paulista Ant\u00f4nio Junqueira Vilela Filho e outras 24 pessoas foram denunciados, acusados de movimentar quase 2 bilh\u00f5es de reais entre 2012 e 2015 com desmatamento ilegal e grilagem de terras p\u00fablicas para cria\u00e7\u00e3o de gado no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Quase 25% do desmatamento da Amaz\u00f4nia ocorre hoje em terras p\u00fablicas, como as atacadas por Vilela. Nessas \u00e1reas, a velocidade de destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 60 vezes maior do que a que ocorre dentro de \u00e1reas protegidas. Isso porque, apesar de p\u00fablicas, elas n\u00e3o t\u00eam uso definido. N\u00e3o foram repassadas a produtores nem demarcadas como unidades de conserva\u00e7\u00e3o ou terras ind\u00edgenas. Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o \u00e1reas militares nem de pesquisa. Em portugu\u00eas claro, s\u00e3o terras de ningu\u00e9m. Somam cerca de 80 milh\u00f5es de hectares \u00e0 merc\u00ea de grilagem, ocupa\u00e7\u00f5es ilegais, degrada\u00e7\u00e3o ambiental e sangrentos conflitos. \u00c9 uma extens\u00e3o equivalente a 20 vezes o estado do Rio de Janeiro \u2014 e representa 17% de toda a Amaz\u00f4nia. \u201cDepois de anos de avan\u00e7os, \u00e9 um esc\u00e1rnio o que est\u00e3o fazendo hoje com a Amaz\u00f4nia\u201d, afirma Tasso Azevedo, um dos mais respeitados ambientalistas do pa\u00eds.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/indios-amazonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"\u00cdndios na Amaz\u00f4nia: as terras ind\u00edgenas se tornaram alvo dos madeireiros ilegais\" \/><em>\u00cdndios na Amaz\u00f4nia: as terras ind\u00edgenas se tornaram alvo dos madeireiros ilegais (Lunae Parracho\/Reuters)<\/em><\/p>\n<p>A fragilidade da fiscaliza\u00e7\u00e3o, somada \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel driblar as regras, s\u00f3 aumenta os incentivos econ\u00f4micos para o desmatamento. \u201cA vantagem que algu\u00e9m tem ao desmatar uma \u00e1rea proibida compensa o risco de san\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Jair Schmitt, ex-coordenador-geral de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama e h\u00e1 dois meses diretor de pol\u00edticas de combate ao desmatamento do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Apenas 30% das multas aplicadas pelo Ibama s\u00e3o, de fato, pagas. Boa parte dos infratores conta com a morosidade da Justi\u00e7a para escapar do preju\u00edzo. E, em muitos casos, mant\u00eam a posse de bens apreendidos em opera\u00e7\u00e3o, como motosserras, enquanto corre o processo penal.<\/p>\n<p>Aparentemente vantajosa para quem desmata, essa l\u00f3gica n\u00e3o favorece a economia local. Ao contr\u00e1rio. Um levantamento feito por institui\u00e7\u00f5es dedicadas a estudar a Amaz\u00f4nia, como o Ipam e o Imazon, revela que o PIB agropecu\u00e1rio da regi\u00e3o cresce em propor\u00e7\u00e3o inversa ao ritmo do desmatamento. Nos anos de 2004 e 2005, quando a taxa de desflorestamento passou dos 27\u2009000 quil\u00f4metros quadrados anuais, a riqueza gerada pela agricultura e pela pecu\u00e1ria na regi\u00e3o alcan\u00e7ou cerca de 25 bilh\u00f5es de reais.\u00a0J\u00e1 entre 2012 e 2013, quando a \u00e1rea desmatada havia ca\u00eddo vertiginosamente para pouco mais de 4\u2009000 quil\u00f4metros quadrados anuais, a produ\u00e7\u00e3o rural gerou 50 bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>Hoje, os dez munic\u00edpios campe\u00f5es do desmatamento \u2014 a maioria no Par\u00e1, no Amazonas e em Rond\u00f4nia \u2014 est\u00e3o entre os mais pobres da Amaz\u00f4nia e do Brasil, na rabeira do ranking do desenvolvimento humano das cidades do pa\u00eds. Dados mostram que 60% do desmatamento vira pasto, mas a ocupa\u00e7\u00e3o dessas terras segue majoritariamente a l\u00f3gica do esgotamento: uma quantidade pequena de bois para uma ampla extens\u00e3o de pastagens que, sem manejo, alcan\u00e7am avan\u00e7ados est\u00e1gios de degrada\u00e7\u00e3o em menos de uma d\u00e9cada. O resultado: baixa produtividade e um apetite ainda maior pelo desmatamento de novas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a aten\u00e7\u00e3o internacional dada a temas relacionados ao desmatamento ilegal elevou o risco de reputa\u00e7\u00e3o de grandes produtores, principalmente os de carne e soja. \u201cEm pouco tempo, o Brasil ser\u00e1 o maior produtor agr\u00edcola mundial. N\u00e3o podemos abrir m\u00e3o disso jogando pelo ralo a credibilidade de nossos produtos\u201d, diz Jos\u00e9 Penido, membro da Coaliz\u00e3o Brasil Clima Florestas e Agricultura e presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da fabricante de celulose Fibria.<\/p>\n<p>Muitos estudos demonstram a interdepend\u00eancia entre o agroneg\u00f3cio e a floresta. Num dos mais recentes, o professor Paulo Artaxo, do Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo, mostrou que o desmatamento altera o ciclo das chuvas na Amaz\u00f4nia. A an\u00e1lise de Artaxo baseia-se nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas registradas no estado de Rond\u00f4nia, que nos \u00faltimos 30 anos perdeu quase metade de sua cobertura florestal.<\/p>\n<p>Os dados revelam que a transforma\u00e7\u00e3o da mata em pastagem faz com que chova menos na superf\u00edcie desmatada e mais na regi\u00e3o de floresta ao lado da \u00e1rea desmatada. No sudeste do estado, a esta\u00e7\u00e3o seca j\u00e1 se mostrou cerca de 30% mais seca do que a m\u00e9dia. No noroeste do estado, o n\u00edvel de precipita\u00e7\u00e3o \u00e9 30% maior e n\u00e3o se trata de um problema exclusivamente regional. \u201cH\u00e1 consenso na comunidade cient\u00edfica de que a Floresta Amaz\u00f4nica tem papel determinante no regime de chuvas no centro-sul do pa\u00eds\u201d, diz Artaxo.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o dessa espiral negativa, h\u00e1 sa\u00eddas para manter a floresta em p\u00e9. A reportagem de EXAME viu de perto que as mais bem-sucedidas s\u00e3o justamente as que colaboram para a gera\u00e7\u00e3o de renda local e, potencialmente, criam uma nova economia em torno da preserva\u00e7\u00e3o da floresta. Para ganhar escala, essas experi\u00eancias ainda esbarram em obst\u00e1culos. Um deles \u00e9 a heran\u00e7a hist\u00f3rica da pecu\u00e1ria extensiva, h\u00e1 d\u00e9cadas o modo de produ\u00e7\u00e3o predominante.<\/p>\n<p>Ainda assim, um esfor\u00e7o empreendido em grande parte por ONGs em cons\u00f3rcio com pequenos produtores da regi\u00e3o mostra que \u00e9 poss\u00edvel reverter essa realidade. Com mais bois em menos espa\u00e7o, pode-se reduzir a derrubada da mata, al\u00e9m de elevar a produtividade. A t\u00e9cnica consiste em dividir o pasto em v\u00e1rios cercados e concentrar o rebanho em um deles por vez, no lugar de deix\u00e1-lo livre por toda a propriedade.<\/p>\n<p>Outra tentativa de tornar a preserva\u00e7\u00e3o mais rent\u00e1vel do que a derrubada predat\u00f3ria de \u00e1rvores \u00e9 remunerar quem mant\u00e9m a floresta. A ideia \u00e9 pagar pelos benef\u00edcios ecossist\u00eamicos que elas trazem, como manuten\u00e7\u00e3o do ciclo de chuvas e absor\u00e7\u00e3o de carbono pelas \u00e1rvores. Esse sistema j\u00e1 funciona bem em pa\u00edses como Costa Rica, que come\u00e7ou a pagar produtores para desistir da pecu\u00e1ria extensiva e conservar a floresta. Deu certo. Por aqui, embora o novo C\u00f3digo Florestal, de 2012, mencione esse mecanismo, ainda n\u00e3o h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o nacional para dissemin\u00e1-lo pa\u00eds afora. Hoje, voluntariamente, alguns estados, como o Par\u00e1, j\u00e1 t\u00eam programas desse tipo.<\/p>\n<p>Indefini\u00e7\u00e3o semelhante paira sobre outro mecanismo que poderia financiar a manuten\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de floresta no pa\u00eds, o REDD+ (da sigla em ingl\u00eas), ou a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa por desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o florestal. Desenvolvido durante as confer\u00eancias do clima da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o conceito prop\u00f5e a compra de cr\u00e9ditos de carbono, seja por governos, seja por empresas, poupados por florestas em regi\u00f5es sob forte press\u00e3o de derrubada. Na aus\u00eancia de regras que guiem a implementa\u00e7\u00e3o disso no Brasil, as iniciativas s\u00e3o volunt\u00e1rias e pontuais. Por aqui, o Acre \u00e9 o \u00fanico a estabelecer um programa de REDD+. Pela queda de 75% no desmatamento desde 2004, o estado j\u00e1 recebeu 100 milh\u00f5es de reais do banco de desenvolvimento alem\u00e3o, o KFW.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rios tamb\u00e9m est\u00e3o apostado nessa ideia. Douglas de Souza, presidente do grupo paranaense Tri\u00e2ngulo, que fabrica pain\u00e9is e pisos de madeira para exporta\u00e7\u00e3o, \u00e9 um deles. EXAME visitou a \u00e1rea de manejo florestal que abastece a produ\u00e7\u00e3o do grupo, a Fazenda Manoa, a 50 quil\u00f4metros de Cujubim, em Rond\u00f4nia. Em contraste com os vizinhos, 75\u2009000 hectares de mata est\u00e3o rodeados por milhares de hectares em processo de desmatamento. Uma an\u00e1lise mostrou que as \u00e1rvores nativas da \u00e1rea s\u00e3o capazes de reter um volume de carbono equivalente \u00e0s emiss\u00f5es de gases de efeito estufa de 150\u2009000 carros rodando 20 quil\u00f4metros por dia durante 12 meses.<\/p>\n<p>O objetivo agora \u00e9 transformar essa reserva de carbono em cr\u00e9ditos a ser vendidos a empresas com metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. Ao pre\u00e7o de 10 reais a tonelada, a Manoa poder\u00e1 arrecadar 1,5 milh\u00e3o de reais por ano. \u201cIsso poder\u00e1 ser investido no monitoramento dos limites da fazenda e em educa\u00e7\u00e3o ambiental para a comunidade\u201d, diz Souza, presidente do Tri\u00e2ngulo. A mensura\u00e7\u00e3o do potencial da \u00e1rea foi encabe\u00e7ada pela Biof\u00edlica, primeira e maior empresa brasileira especializada no com\u00e9rcio de cr\u00e9ditos de carbono nesses moldes.<\/p>\n<p>Na mesma l\u00f3gica de criar incentivos econ\u00f4micos \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o, as concess\u00f5es florestais t\u00eam sido um ant\u00eddoto, embora embrion\u00e1rio, contra a extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira no pa\u00eds. Hoje, cerca de 1 milh\u00e3o de hectares de matas da Uni\u00e3o na Amaz\u00f4nia est\u00e3o sob concess\u00e3o de empresas privadas. Por meio de contratos de manejo, elas podem explorar comercialmente a madeira de florestas p\u00fablicas. Juntas, em 2016 produziram 170\u2009000 metros c\u00fabicos de madeira. Somado a outros contratos de concess\u00e3o j\u00e1 assinados, mas ainda sem opera\u00e7\u00e3o comercial, esse volume representa uma pequena fatia de 5,5% da demanda nacional.<\/p>\n<p>Mas a oferta pode crescer. Outros sete contratos est\u00e3o em negocia\u00e7\u00e3o com o governo federal e o objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar quase 7 milh\u00f5es de hectares de manejo at\u00e9 2022. Esse volume tornaria as florestas nacionais respons\u00e1veis por 30% da madeira comercializada no Brasil. Chegar l\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil. A Amata, em opera\u00e7\u00e3o h\u00e1 sete anos na Floresta do Jamari, em Rond\u00f4nia, obteve lucro pela primeira vez no ano passado. Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel porque, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, a empresa exporta 98% de sua produ\u00e7\u00e3o anual para a Europa. Ela desistiu de vender no mercado interno por causa da concorr\u00eancia desleal dos que exploram madeira ilegalmente.<\/p>\n<p>Estima-se que 80% da madeira comercializada no Brasil seja ilegal \u2014 ou \u201cfalsamente legal\u201d. Na pr\u00e1tica, o produto fornecido ao mercado vem de madeireiras que burlam os sistemas de controle do governo. A 600 quil\u00f4metros de Jamari, no Amazonas, est\u00e1 o distrito de Santo Ant\u00f4nio do Matupi, ao qual s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel chegar por um esburacado trecho de terra batida da Rodovia Transamaz\u00f4nica. Um dos maiores polos madeireiros do estado, at\u00e9 pouco mais de um ano a regi\u00e3o concentrava dezenas de madeireiras. Quase 30 foram fechadas pela fiscaliza\u00e7\u00e3o federal. Hoje, apenas tr\u00eas t\u00eam aval para funcionar, e todas est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 5 de maio, os fiscais acompanhados por EXAME encontraram mais de dez toras de madeira com tarjas de identifica\u00e7\u00e3o raspadas num terreno baldio atr\u00e1s de uma das serrarias. Os madeireiros costumam saber da presen\u00e7a dos fiscais por meio de uma rede de contatos que monitoram os passos das equipes na Amaz\u00f4nia. Ent\u00e3o removem de seus p\u00e1tios a madeira ilegal, dificultando a associa\u00e7\u00e3o entre a carga e a serraria.<\/p>\n<p>Para especialistas nesse mercado, a praga da ilegalidade poderia ser extirpada com a transpar\u00eancia. \u00c9 o que promete uma plataforma de tecnologia lan\u00e7ada em dezembro de 2015 pela BVRio, ONG que desenvolve mecanismos de mercado que facilitam o cumprimento de leis ambientais. O sistema se apoia no cruzamento de um grande volume de dados p\u00fablicos para avaliar o risco de ilegalidade da madeira da Amaz\u00f4nia. Desde o lan\u00e7amento, foi usado por centenas de compradores de madeira, no Brasil e no exterior, para triar compras no valor de mais de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. O uso desse big data poder\u00e1 melhorar se os governos federal e estaduais tornarem p\u00fablicos todos os dados de extra\u00e7\u00e3o, processamento e transporte da madeira no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Transpar\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 o nome do jogo para mudar o modus operandi da pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, principal vetor de seu desmatamento. Desde 2009, frigor\u00edficos brasileiros s\u00e3o obrigados a se mexer. Sob a mira do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da ONG Greenpeace, muitos deles foram acusados de comprar carne de pecuaristas que desrespeitavam a legisla\u00e7\u00e3o ambiental. O maior deles, o JBS, hoje imerso num dos maiores esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, desenvolveu um sistema de tecnologia para monitorar 70\u2009000 fornecedores Brasil afora \u2014 40\u2009000 deles na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O JBS passou a cruzar dados dos pecuaristas com informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como a lista de embargos do Ibama e do Minist\u00e9rio do Trabalho, e a suspender as compras de quem n\u00e3o cumpre a lei. Na \u00e9poca, o Greenpeace elogiou a medida. Recentemente, por\u00e9m, come\u00e7ou a cobrar mais empenho no monitoramento da cadeia. Afinal, o sistema n\u00e3o consegue rastrear, entre outras coisas, o primeiro elo: as fazendas que vendem novilhos aos produtores que engordam os animais antes de envi\u00e1-los aos frigor\u00edficos. No final de mar\u00e7o, o JBS e outros 13 frigor\u00edficos foram autuados pelo Ibama na Opera\u00e7\u00e3o Carne Fria.<\/p>\n<p>Ofuscada pela Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, conduzida pela Pol\u00edcia Federal, a investiga\u00e7\u00e3o indicou a compra de quase 60\u2009000 cabe\u00e7as de gado de \u00e1reas embargadas. Trata-se de um sinal claro de que os frigor\u00edficos precisam fazer mais. Um dos avan\u00e7os necess\u00e1rios \u00e9 considerar na an\u00e1lise dos fornecedores n\u00e3o s\u00f3 o CPF dos donos do gado mas tamb\u00e9m as imagens das fazendas. N\u00e3o raro, produtores com \u00e1reas embargadas usam pessoas com CPF limpo como laranjas para passar adiante os bois.<\/p>\n<p>Outra exig\u00eancia do Greenpeace foi que frigor\u00edficos como o JBS se empenhassem em cobrar do governo o acesso a dados como a guia de transporte animal, a GTA, documento sem o qual os pecuaristas n\u00e3o conseguem tirar os animais de suas fazendas. Essa medida permitiria rastrear com mais facilidade a origem do gado.<\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o internacional s\u00f3 refor\u00e7a o fato de que o desmatamento da Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o local. Durante a Confer\u00eancia do Clima de Paris, em 2015, o Brasil prometeu diminuir 43% de suas emiss\u00f5es at\u00e9 2030, prazo estabelecido tamb\u00e9m para zerar o desmatamento ilegal. O cen\u00e1rio atual, no entanto, coloca em d\u00favida a capacidade de atingir a meta. O desmatamento em 2016 acrescentou 130 milh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalentes \u00e0s emiss\u00f5es do Brasil. \u00c9 o dobro da emiss\u00e3o anual de Portugal. \u201cA toler\u00e2ncia ao desmatamento precisa diminuir drasticamente\u201d, afirma Carlos Nobre, um dos maiores climatologistas brasileiros. Para o bem do Brasil \u2014 e do planeta.<\/p>\n<p>Fonte &#8211;\u00a0Ana Lu\u00edza Herzog,\u00a0Renata Vieira, Revista Exame de 29 de junho de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia: explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Floresta Nacional do Jamari (Henrique Donadio\/Revista EXAME) A reportagem de EXAME percorreu a Amaz\u00f4nia e constatou que o aumento no desmatamento \u00e9 um retrato do Brasil que deu errado Escondidos\u00a0no meio da floresta amaz\u00f4nica, nove agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[29],"post_series":[],"class_list":["post-20370","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-desmatamento","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora - FUNVERDE<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora - FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Fiscaliza\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia: explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Floresta Nacional do Jamari (Henrique Donadio\/Revista EXAME) A reportagem de EXAME percorreu a Amaz\u00f4nia e constatou que o aumento no desmatamento \u00e9 um retrato do Brasil que deu errado Escondidos\u00a0no meio da floresta amaz\u00f4nica, nove agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-07-12T20:00:30+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"funverde\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\"},\"author\":{\"name\":\"funverde\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\"},\"headline\":\"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora\",\"datePublished\":\"2017-07-12T20:00:30+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\"},\"wordCount\":3931,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\",\"keywords\":[\"Desmatamento\"],\"articleSection\":[\"Geral\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\",\"name\":\"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora - FUNVERDE\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\",\"datePublished\":\"2017-07-12T20:00:30+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\",\"contentUrl\":\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"description\":\"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"width\":457,\"height\":499,\"caption\":\"FUNVERDE\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\",\"https:\/\/x.com\/funverde\",\"https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\",\"name\":\"funverde\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"funverde\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora - FUNVERDE","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora - FUNVERDE","og_description":"Fiscaliza\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia: explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Floresta Nacional do Jamari (Henrique Donadio\/Revista EXAME) A reportagem de EXAME percorreu a Amaz\u00f4nia e constatou que o aumento no desmatamento \u00e9 um retrato do Brasil que deu errado Escondidos\u00a0no meio da floresta amaz\u00f4nica, nove agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos&hellip;","og_url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/","og_site_name":"FUNVERDE","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/funverde","article_published_time":"2017-07-12T20:00:30+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1","type":"","width":"","height":""}],"author":"funverde","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@funverde","twitter_site":"@funverde","twitter_misc":{"Escrito por":"funverde","Est. tempo de leitura":"20 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/"},"author":{"name":"funverde","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277"},"headline":"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora","datePublished":"2017-07-12T20:00:30+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/"},"wordCount":3931,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1","keywords":["Desmatamento"],"articleSection":["Geral"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/","name":"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora - FUNVERDE","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1","datePublished":"2017-07-12T20:00:30+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#primaryimage","url":"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1","contentUrl":"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2017\/06\/operacao-fiscalizacao-rondonia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/brasil-destroi-128-campos-de-futebol-de-floresta-por-hora\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Brasil destr\u00f3i 128 campos de futebol de floresta por hora"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","name":"FUNVERDE","description":"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization","name":"FUNVERDE","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","width":457,"height":499,"caption":"FUNVERDE"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/funverde","https:\/\/x.com\/funverde","https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277","name":"funverde","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","caption":"funverde"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20370"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20370"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20370\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20372,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20370\/revisions\/20372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20370"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=20370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}