{"id":20420,"date":"2017-07-22T09:00:52","date_gmt":"2017-07-22T12:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=20420"},"modified":"2025-11-19T13:44:14","modified_gmt":"2025-11-19T16:44:14","slug":"dos-limites-do-crescimento-ao-decrescimento-da-pegada-ecologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/dos-limites-do-crescimento-ao-decrescimento-da-pegada-ecologica\/","title":{"rendered":"Dos limites do crescimento ao decrescimento da Pegada Ecol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170628-170628.png\" alt=\"pegada ecol\u00f3gica e biocapacidade, Mundo: 1961-2013\" width=\"880\" height=\"415\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cAcreditar que o crescimento econ\u00f4mico exponencial pode continuar<\/em><br \/>\n<em>infinitamente num mundo finito \u00e9 coisa de louco ou de economista\u201d<\/em><br \/>\n<em>Kenneth Boulding (1910-1993)<\/em><\/p>\n<p>A economia \u00e9 um subsistema da ecologia. Desta forma, a Pegada Ecol\u00f3gica gerada pela economia n\u00e3o pode ser maior do que a biocapacidade fornecida pela ecologia. Para manter a sustentabilidade e garantir o adequado padr\u00e3o de vida da humanidade, sem degradar as condi\u00e7\u00f5es ambientais, a Pegada Ecol\u00f3gica, no longo prazo, n\u00e3o pode ser maior do que a biocapacidade. Assim, \u00e9 insustent\u00e1vel manter o crescimento da produ\u00e7\u00e3o e consumo de bens e servi\u00e7os acima da capacidade de carga do meio ambiente.<\/p>\n<p>Essas li\u00e7\u00f5es foram antecipadas de maneira clara no livro \u201cLimites do Crescimento, um relat\u00f3rio para o Projeto do Clube de Roma sobre o Dilema da Humanidade\u201d, liderado pelo casal Meadows e publicado originalmente em 1972. Os autores constroem um modelo para investigar cinco grandes tend\u00eancias de interesse global: o ritmo acelerado de industrializa\u00e7\u00e3o, o r\u00e1pido crescimento demogr\u00e1fico, a desnutri\u00e7\u00e3o generalizada, o esgotamento dos recursos naturais n\u00e3o-renov\u00e1veis e a deteriora\u00e7\u00e3o ambiental. Estas tend\u00eancias se inter-relacionam de muitos modos e a obra busca compreender suas implica\u00e7\u00f5es num horizonte de cem anos.<\/p>\n<p>A principal conclus\u00e3o do livro est\u00e1 resumida neste par\u00e1grafo: <strong>\u201cSe as atuais tend\u00eancias de crescimento da popula\u00e7\u00e3o mundial, industrializa\u00e7\u00e3o, polui\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de alimentos e diminui\u00e7\u00e3o de recursos naturais continuarem imut\u00e1veis, os limites de crescimento neste planeta ser\u00e3o alcan\u00e7ados algum dia dentro dos pr\u00f3ximos cem anos. O resultado mais prov\u00e1vel ser\u00e1 um decl\u00ednio s\u00fabito e incontrol\u00e1vel, tanto da popula\u00e7\u00e3o quanto da capacidade industrial\u201d<\/strong> (p. 20).<\/p>\n<div class=\"issuuembed\" style=\"width: 600px; height: 400px;\" data-configid=\"4622892\/50862069\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"\/\/e.issuu.com\/embed.js\" async=\"true\"><\/script><\/p>\n<p>Infelizmente o alerta do livro \u201cLimites do Crescimento\u201d n\u00e3o foi ouvido e a Pegada Ecol\u00f3gica da humanidade ultrapassou a biocapacidade do Planeta a partir do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, como mostra a figura acima. As reservas ecol\u00f3gicas (\u00e1rea verde) foram substitu\u00eddas pelo d\u00e9ficit ecol\u00f3gico (\u00e1rea vermelha). (<a href=\"https:\/\/www.fccollege.edu.pk\/best-ambien-pharmacies-2025-compare-top-online-vendors\/\">open now<\/a>)  E o mais grave \u00e9 que o d\u00e9ficit aumenta a cada ano. Em 2013, a Pegada Ecol\u00f3gica Global estava 68% acima da Biocapacidade. Ou seja, a popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 utilizando cerca de 1,7 Planeta e caminha para o uso de dois Planetas at\u00e9 2030.<\/p>\n<div class=\"issuuembed\" style=\"width: 600px; height: 400px;\" data-configid=\"4622892\/50862085\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"\/\/e.issuu.com\/embed.js\" async=\"true\"><\/script><\/p>\n<p>Evidentemente, o modelo atual \u00e9 insustent\u00e1vel e a humanidade marcha para uma situa\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica caso continue avolumando a Pegada Ecol\u00f3gica bem acima da biocapacidade. Por exemplo, a continuidade do efeito estufa pode ser o fator de \u201cdecl\u00ednio s\u00fabito e incontrol\u00e1vel\u201d, apontado pelo livro \u201cLimites do Crescimento\u201d. <strong>As constantes agress\u00f5es antr\u00f3picas ao meio ambiente podem ter um efeito de retroalimenta\u00e7\u00e3o com o derretimento do permafrost e das Tundras do c\u00edrculo \u00c1rtico que liberam CO2 e o g\u00e1s metano.<\/strong> Artigo de Uwe Branda et. al. (2016) traz uma afirma\u00e7\u00e3o preocupante: <strong>\u201cO aquecimento global provocado pela libera\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de di\u00f3xido de carbono pode ser catastr\u00f3fico. Mas a libera\u00e7\u00e3o do hidrato de metano pode ser apocal\u00edptica\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Portanto, os dados mostram que <strong>a natureza n\u00e3o aguenta mais a continuidade dos impactos do crescimento da popula\u00e7\u00e3o humana, do seu consumo e da sua decorrente polui\u00e7\u00e3o. A continuidade da perda da biodiversidade e da degrada\u00e7\u00e3o dos ecossistemas apontam para um abismo que pode sugar o progresso e jogar a economia em um caos imprevis\u00edvel, mas muito doloroso.<\/strong><\/p>\n<p>Para impedir o pior, \u00e9 preciso evitar o crescimento econ\u00f4mico quantitativo que extrai volumes crescentes de recursos naturais e gera volumes ainda maiores de res\u00edduos s\u00f3lidos e polui\u00e7\u00e3o do solo, das \u00e1guas e do ar. N\u00e3o basta o desacoplamento relativo. A solu\u00e7\u00e3o passa por uma mudan\u00e7a de paradigma e pelo decrescimento demoecon\u00f4mico, como forma de reduzir a Pegada Ecol\u00f3gica. E como bem mostra o livro \u201cEnough is Enough\u201d (2010), <strong>n\u00e3o basta reduzir a pegada ecol\u00f3gica, tamb\u00e9m \u00e9 preciso reduzir o n\u00famero de p\u00e9s.<\/strong><\/p>\n<div class=\"issuuembed\" style=\"width: 600px; height: 400px;\" data-configid=\"4622892\/50862634\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"\/\/e.issuu.com\/embed.js\" async=\"true\"><\/script><\/p>\n<p>O Jap\u00e3o \u00e9 um exemplo de um pa\u00eds rico (com alto padr\u00e3o de vida), que tem apresentado baixo crescimento econ\u00f4mico e que est\u00e1 em fase de decrescimento populacional. Embora o \u201cpa\u00eds do sol nascente\u201d apresente alto d\u00e9ficit ambiental, o resultado recente, mesmo que modesto, tem sido a redu\u00e7\u00e3o das agress\u00f5es \u00e0 natureza. A Biocapacidade subiu de 85 milh\u00f5es de hectares globais (gha) em 2003 para 89,6 milh\u00f5es de gha em 2013, enquanto a Pegada Ecol\u00f3gica diminuiu de 696 milh\u00f5es de gha em 2000 para 639 milh\u00f5es de gha em 2013. Ainda existe um longo caminho para o Jap\u00e3o sair de uma situa\u00e7\u00e3o de d\u00e9ficit para uma situa\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit ambiental. Todavia, a not\u00edcia positiva \u00e9 que o pa\u00eds \u00e9 um dos poucos da comunidade internacional que est\u00e1 reduzindo sua d\u00edvida ambiental, fazendo convergir as tend\u00eancias da Pegada Ecol\u00f3gica e da Biocapacidade.<\/p>\n<p>Mudar o padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e consumo \u00e9 fundamental. Por\u00e9m, o decrescimento da popula\u00e7\u00e3o poderia dar uma grande contribui\u00e7\u00e3o para diminuir o impacto negativo sobre o meio ambiente. Por\u00e9m, as proje\u00e7\u00f5es da ONU indicam que \u00e9 quase certo que a popula\u00e7\u00e3o mundial vai passar dos atuais 7,6 bilh\u00f5es de habitantes, em 2017, para cerca de 10 bilh\u00f5es em 2055. Se houver queda mais acelerada das taxas de fecundidade, o decl\u00ednio populacional poder\u00e1 ocorrer ainda na segunda metade do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Neste quadro, o que fazer ent\u00e3o para evitar uma cat\u00e1strofe ambiental?<\/p>\n<p>Al\u00e9m da acelera\u00e7\u00e3o da queda das taxas de fecundidade (que v\u00e3o possibilitar a futura estabiliza\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica) \u00e9 preciso imediatamente modificar o modo de vida e reduzir o n\u00edvel de agress\u00e3o \u00e0 natureza. Isto \u00e9, a Pegada Ecol\u00f3gica tem que abrandada.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 grandes resist\u00eancias \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do consumo em qualquer sociedade, embora a redu\u00e7\u00e3o do alto padr\u00e3o de vida nos pa\u00edses ricos seja uma forma de mitigar os problemas ambientais e as desigualdades sociais. O decrescimento demoecon\u00f4mico nos pa\u00edses desenvolvidos \u00e9 uma bandeira que tem ganhado muitos adeptos, como mostra as publica\u00e7\u00f5es do grupo <a href=\"https:\/\/degrowth.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Research &amp; Degrowth<\/a> (R&amp;D).<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 muita resist\u00eancia em se falar em decrescimento demoecon\u00f4mico nos pa\u00edses pobres e de baixo grau de desenvolvimento. Argumenta-se que as popula\u00e7\u00f5es do Terceiro Mundo n\u00e3o atingiram um grau m\u00ednimo de bem-estar e que, portanto, estes pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam \u201cgordura\u201d para queimar. <strong>Falar em decrescimento populacional tamb\u00e9m mexe com os interesses dos setores do fundamentalismo religioso, das for\u00e7as militares, do conservadorismo moral, dos pol\u00edticos populistas e do nacionalismo xen\u00f3fobo.<\/strong> O pronatalismo sempre acompanha os sonhos da grandeza nacional, que tende a deixar o meio ambiente e a biodiversidade em segundo plano, em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento das for\u00e7as produtivas e ao ego\u00edsmo humano.<\/p>\n<p>Contudo, quando se fala em decrescimento n\u00e3o se pode pensar simplesmente na l\u00f3gica quantitativa e material. O decrescimento pode ser principalmente qualitativo, reduzindo as atividades mais poluidoras e fazendo crescer as atividades com menor impacto ambiental.<\/p>\n<p>Por exemplo, o decr\u00e9scimo da produ\u00e7\u00e3o e do consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis, al\u00e9m de diminuir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa pode abrir espa\u00e7o para o crescimento das energias renov\u00e1veis (solar, e\u00f3lica, geot\u00e9rmica, ondas, etc.), contribuindo para a descarboniza\u00e7\u00e3o da economia. As energias alternativas podem gerar emprego e democratizar o acesso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e consumo energ\u00e9tico, criando a figura do prossumidor (produtor + consumidor).<\/p>\n<p>Com base neste exemplo, podemos listar diversas maneiras de fazer decrescer as atividades mais poluidoras e degradadoras do meio ambiente, abrindo espa\u00e7o para crescer as atividades mais amig\u00e1veis \u00e0 natureza. Vejamos algumas alternativas:<\/p>\n<p>Decrescer os gastos militares e reduzir a produ\u00e7\u00e3o e uso de instrumentos de guerra e aumentar os investimentos em atividades de engrandecimento da solidariedade nacional e internacional, na promo\u00e7\u00e3o da paz e na amplia\u00e7\u00e3o do bem-estar social (com melhoria da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o e cultura ecoc\u00eantrica).<\/p>\n<p>Decrescer a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de fertilizantes qu\u00edmicos e agrot\u00f3xicos e aumentar os investimentos na agricultura org\u00e2nica, na permacultura e na agricultura urbana, produzindo alimentos saud\u00e1veis perto dos grandes centros urbanos (para decrescer os custos de transporte e o desperd\u00edcio dos alimentos).<\/p>\n<p>Decrescer as \u00e1reas de pastagem e a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de prote\u00edna animal, promovendo a transi\u00e7\u00e3o para uma dieta vegetariana e vegana, al\u00e9m de aumentar as \u00e1reas de florestas e vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>Decrescer a produ\u00e7\u00e3o e o uso de carros particulares (principalmente aqueles grandes, pesados e que demandam muita energia por quil\u00f4metro rodado) e aumentar os investimentos em transporte coletivo e no compartilhamento de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Decrescer as desigualdades, o consumo consp\u00edcuo, os bens de luxo e investir em bens e servi\u00e7os que permitam a universaliza\u00e7\u00e3o do bem-estar, aumentando as atividades da economia solid\u00e1ria, da economia colaborativa, de forma a diminuir os impactos das atividades antr\u00f3picas.<\/p>\n<p>Decrescer a demanda dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, reduzir a polui\u00e7\u00e3o e diminuir as \u00e1reas ec\u00famenas, aumentando as \u00e1reas verdes (florestas e matas), limpando os rios, lagos e oceanos para viabilizar a recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade, o aumento das \u00e1reas anec\u00famenas e o incremento do bem-estar ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Decrescer a economia material e aumentar a economia imaterial, a produ\u00e7\u00e3o de bens intang\u00edveis e a sociedade do conhecimento, da solidariedade e do compartilhamento.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a humanidade precisa mudar o estilo de vida e o padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e consumo para fazer decrescer as atividades antr\u00f3picas. O alerta feito no livro \u201cLimites do Crescimento\u201d continua v\u00e1lido. Mas n\u00e3o basta mais limitar o crescimento. O desafio atual \u00e9 promover o decrescimento demoecon\u00f4mico, reduzindo a Pegada Ecol\u00f3gica e aumentando a Biocapacidade.<\/p>\n<p>Os dinossauros viveram na Terra durante 135 milh\u00f5es de anos. O Homo sapiens tem apenas 200 mil anos. Numa perspectiva de longo prazo, pouco importa saber se o \u201cdecl\u00ednio s\u00fabito e incontrol\u00e1vel\u201d, apontado pelo relat\u00f3rio, de 1972, do Clube de Roma, acontecer\u00e1 em 50, 100 ou 200 anos. O certo \u00e9 que o caminho atual \u00e9 insustent\u00e1vel e, se nada for feito para um redirecionamento, a humanidade n\u00e3o ter\u00e1 futuro.<\/p>\n<p>Indubitavelmente, n\u00e3o d\u00e1 para tergiversar, pois \u00e9 imposs\u00edvel garantir o enriquecimento da sociedade humana \u00e0s custas do empobrecimento da comunidade bi\u00f3tica global. A insist\u00eancia na manuten\u00e7\u00e3o do rumo historicamente insustent\u00e1vel da economia e do crescimento das atividades antr\u00f3picas pode levar a civiliza\u00e7\u00e3o ao precip\u00edcio, ao ecoc\u00eddio e ao suic\u00eddio.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>ALVES, JED. Popula\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente e Desenvolvimento (in) Sustent\u00e1vel, Scribd, 10\/05\/2017<br \/>\n<a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/347929768\/Populacao-Meio-Ambiente-e-Desenvolvimento-in-Sustentavel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/pt.scribd.com\/document\/347929768\/Populacao-Meio-Ambiente-e-Desenvolvimento-in-Sustentavel<\/a><\/p>\n<p>ALVES, JED. O dec\u00e1logo da sustentabilidade ecoc\u00eantrica, Ecodebate, 13\/11\/2013<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ecodebate.com.br\/2013\/11\/13\/o-decalogo-da-sustentabilidade-ecocentrica-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.ecodebate.com.br\/2013\/11\/13\/o-decalogo-da-sustentabilidade-ecocentrica-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/<\/a><\/p>\n<p>MEADOWS, D. et. al. Limites do Crescimento. Um relat\u00f3rio para o Projeto do Clube de Roma sobre o Dilema da Humanidade, Editora Perspectiva, 2\u00aa ed., S\u00e3o Paulo, 1978<br \/>\n<a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/doc\/218016244\/Limites-Do-Crescimento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/pt.scribd.com\/doc\/218016244\/Limites-Do-Crescimento<\/a><\/p>\n<p>O\u2019Neill, D.W., Dietz, R., Jones, N. (Editors), Enough is Enough: Ideas for a sustainable economy in a world of finite resources. The report of the Steady State Economy Conference. Center for the Advancement of the Steady State Economy and Economic Justice for All, UK, 2010.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/steadystate.org\/wp-content\/uploads\/EnoughIsEnough_FullReport.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/steadystate.org\/wp-content\/uploads\/EnoughIsEnough_FullReport.pdf<\/a><\/p>\n<p>Global Footprint Network:\u00a0<a href=\"http:\/\/data.footprintnetwork.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/data.footprintnetwork.org\/<\/a><\/p>\n<p>Research &amp; Degrowth (R&amp;D):\u00a0<a href=\"https:\/\/degrowth.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/degrowth.org\/<\/a><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, \u00e9 Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas \u2013 ENCE\/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em car\u00e1ter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br<\/p>\n<p>Fonte &#8211; EcoDebate de 28 de junho de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAcreditar que o crescimento econ\u00f4mico exponencial pode continuar infinitamente num mundo finito \u00e9 coisa de louco ou de economista\u201d Kenneth Boulding (1910-1993) A economia \u00e9 um subsistema da ecologia. Desta forma, a Pegada Ecol\u00f3gica gerada pela economia n\u00e3o pode ser maior do que a biocapacidade fornecida pela ecologia. 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