{"id":21511,"date":"2017-10-20T17:00:42","date_gmt":"2017-10-20T19:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=21511"},"modified":"2017-10-10T10:03:05","modified_gmt":"2017-10-10T13:03:05","slug":"para-ler-antes-do-churrasco-o-real-cenario-da-criacao-de-gado-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/para-ler-antes-do-churrasco-o-real-cenario-da-criacao-de-gado-no-brasil\/","title":{"rendered":"Para ler antes do churrasco: o real cen\u00e1rio da cria\u00e7\u00e3o de gado no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carne2.jpg\" alt=\"Processed with Snapseed.\" \/><em>Bezerros de uma semana de vida e suas m\u00e3es na Fazenda Figueiral, de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, no Pantanal. Ali, as crias ficam cerca de 14 meses em companhia das m\u00e3es.<\/em><\/p>\n<p>Hamb\u00farguer, tartar, ragu, churrasco, carne mo\u00edda, bife \u00e0 milanesa\u2026 Brasileiro \u00e9 um povo carn\u00edvoro. Para muita gente, se uma refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiver carne, nem pode ser chamada de refei\u00e7\u00e3o. Carne bovina \u00e9 t\u00e3o presente no cotidiano do brasileiro quanto \u00e9 desconhecida \u2013 voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar como anda a qualidade da carne que voc\u00ea come? Do que esses animais se alimentam? Como vivem? Como s\u00e3o abatidos? Pois \u00e9, muito pouca gente para.<\/p>\n<p>\u00c9 tanto foodie, chef, churrasqueiro e cozinheiro de final de semana se preocupando com o marmoreio, ponto, blend, t\u00e9cnica, ra\u00e7a e ignorando totalmente COMO ESSE GADO FOI CRIADO. Para mim \u00e9 o mesmo que construir uma casa dando mais aten\u00e7\u00e3o para a cor da parede do que aos materiais usados ao ergu\u00ea-la.<\/p>\n<p>Assim como outras fontes de prote\u00edna animal \u2013 ovos, frango, cordeiro, peixe, queijo, etc -, a carne bovina n\u00e3o aparece magicamente em pacotinhos na geladeira do mercado, nem nasce no espeto. H\u00e1 que se criar o bicho, alimentar, abater \u2013 <a href=\"http:\/\/www.worldwatch.org\/node\/549\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">e esse processo consome montanhas de recursos naturais<\/a>, como solo e \u00e1gua -, al\u00e9m de impactar profundamente na produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s metano (resultante da digest\u00e3o do animal), o maior respons\u00e1vel pelo efeito estufa, e na sa\u00fade de quem consome, visto que a quantidade de antibi\u00f3ticos dada aos animais cresce a passos largos.<\/p>\n<p>Foi para entender mais sobre pecu\u00e1ria que visitei uma das fazendas afiliadas a <a href=\"http:\/\/www.abpopantanalorganico.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ABPO<\/a> \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pecu\u00e1ria Org\u00e2nica -, a convite da <a href=\"http:\/\/www.korin.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Korin<\/a>, sua parceira na venda para o consumidor final (cerca de 90 toneladas\/m\u00eas).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carne3.jpg\" alt=\"Pe\u00e3o tocando uma invernada (&quot;lote&quot; de gado) pelas plan\u00edcies do Pantanal\" \/><em>Pe\u00e3o tocando uma invernada (\u201clote\u201d de gado) pelas plan\u00edcies do Pantanal<\/em><\/p>\n<p>Antes de mais nada, \u00e9 necess\u00e1rio entender a diferen\u00e7a entre pecu\u00e1ria convencional, sustent\u00e1vel e org\u00e2nica.<\/p>\n<ul>\n<li>Na pecu\u00e1ria org\u00e2nica n\u00e3o se usa nem antibi\u00f3ticos, nem alopatia, nem ureia. Os animais s\u00e3o criados de modo extensivo (soltos) e alimentados com capim a maior parte da vida. Sua alimenta\u00e7\u00e3o, nos \u00faltimos meses antes do abate, \u00e9 complementada com gr\u00e3os org\u00e2nicos.<\/li>\n<li>Na pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel (sistema de produ\u00e7\u00e3o que concilia a preserva\u00e7\u00e3o ambiental a crescimento econ\u00f4mico) n\u00e3o se usa ureia. Antibi\u00f3ticos, apenas em \u00faltimo caso. Os animais s\u00e3o criados de modo extensivo (soltos) ou semi extensivo e alimentados com capim a maior parte da vida. Sua alimenta\u00e7\u00e3o, nos \u00faltimos meses antes do abate, \u00e9 complementada com gr\u00e3os convencionais, provenientes de monoculturas que aplicam agrot\u00f3xicos.<\/li>\n<li>Na pecu\u00e1ria tradicional h\u00e1 o uso regular de antibi\u00f3ticos, ureia e alopatia. Os animais podem ser criados soltos, em semiconfinamento ou confinados. Durante boa parte da vida tem suplementa\u00e7\u00e3o da dieta a base de gr\u00e3os convencionais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A ABPO possui 15 fazendas associadas, todas no Pantanal, que somam 60 mil cabe\u00e7as de gado. A preocupa\u00e7\u00e3o destes fazendeiros \u00e9 manter o Pantanal preservado, continuar a tradi\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria centen\u00e1ria da regi\u00e3o, conscientizar os criadores a n\u00e3o aumentar a quantidade de cabe\u00e7as e, em vez disso, agregar mais valor a elas. Unir sustentabilidade e rentabilidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carne.jpg\" alt=\"Gados de vida livre - e sem antibi\u00f3ticos nem ureia - da Fazenda Figueiral, no Pantanal\" \/><em>Gados de vida livre \u2013 e sem antibi\u00f3ticos nem ureia \u2013 da Fazenda Figueiral, no Pantanal<\/em><\/p>\n<p>Algumas regras da ABPO:<\/p>\n<ul>\n<li>Sistemas produtivos que contemplem o bem estar animal;<\/li>\n<li>Conscientizar o produtor rural quanto a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos e adubos qu\u00edmicos em suas propriedades pantaneiras;<\/li>\n<li>\u00c9 vedada a utiliza\u00e7\u00e3o de aditivos promotores de crescimento e de fontes de nitrog\u00eanio n\u00e3o prot\u00e9ico (ur\u00e9ia e amir\u00e9ia), antibi\u00f3ticos, corantes artificiais, res\u00edduos de animais e qualquer outra subst\u00e2ncia que possa persistir no ambiente e afetar a cadeia alimentar.<\/li>\n<li>N\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de organismos transg\u00eanicos no sistema produtivo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na Fazenda Figueiral (a qual visitei), na regi\u00e3o da Nhecol\u00e2ndia, o gado (Nelore e Hereford) vive em meio a tuiui\u00fas, porcos do mato, veados, capivaras, jacar\u00e9s, on\u00e7as \u2013 totalmente integrado ao meio ambiente. Quando perguntei aos propriet\u00e1rios, Luciano e Leonardo Leite de Barros, terceira gera\u00e7\u00e3o de criadores de gado pantaneiro \u2013 o que eles faziam com as on\u00e7as (meu medo era ouvir \u201cmatamos\u201d), responderam: \u201cNada. Se elas comerem um bezerro ou outro, faz parte. Estamos no Pantanal e queremos preservar nossa biodiversidade. H\u00e1 200 anos cria-se gado aqui, junto a todos os outros animais\u201d.<\/p>\n<p>Seria lindo se toda carne que consum\u00edssemos fosse decorrente desse sistema produtivo, n\u00e3o? Pois \u00e9, mas n\u00e3o d\u00e1.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carne4.jpg\" alt=\"Panorama da Fazenda Figueiral, no Pantanal, na qual se cria gado org\u00e2nico\" \/><em>Panorama da Fazenda Figueiral, no Pantanal, na qual se cria gado org\u00e2nico<\/em><\/p>\n<p>Para criarmos o gado de forma decente e saud\u00e1vel, o consumo teria que diminuir drasticamente \u2013 e aumentar a consci\u00eancia do tremendo impacto ambiental causado pela pecu\u00e1ria-, o oposto do que vem acontecendo. <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/10\/28\/ciencia\/1446060136_851539.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Em 2015 foram produzidos no mundo 318,7 milh\u00f5es de toneladas de carne bovina, \u201ce espera-se um aumento do consumo mundial a um ritmo de 1,6% por ano nos pr\u00f3ximos 10 anos\u201d<\/a>, diz o agroeconomista belga Erik Mathijs. <a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/economia-e-emprego\/2015\/10\/rebanho-bovino-brasileiro-cresce-e-chega-a-212-3-milhoes-de-cabecas-de-gado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O rebanho bovino brasileiro chegou a 212,3 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em 2014, um acr\u00e9scimo de 569 mil animais em rela\u00e7\u00e3o a 2013<\/a>.<\/p>\n<p>Para todo esse gado viver de forma natural \u2013 ou seja, solto \u2013 precisar\u00edamos de mais uns 3 planetas. Ent\u00e3o, qual a solu\u00e7\u00e3o: confinar. Colocar cada vez mais animais, em menos espa\u00e7o. E o que acontece inevitavelmente em superpopula\u00e7\u00f5es? Surtos de doen\u00e7a. Como se vence doen\u00e7as sem mexer nas causas que as geraram? Entupindo os doentes com antibi\u00f3ticos. C\u00edrculo nada virtuoso.<\/p>\n<p>\u201cAh, t\u00e1, ent\u00e3o agora n\u00e3o posso mais comer carne tamb\u00e9m? S\u00f3 falta essa!\u201d, alguns v\u00e3o dizer, raivosos a ponto de querer me estapear. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 isso. A solu\u00e7\u00e3o mais sensata para esse cen\u00e1rio \u00e9 apenas comer menos quantidade, de melhor qualidade e boa proced\u00eancia. Simples e indolor.<\/p>\n<p>Eis alguns dados sobre a produ\u00e7\u00e3o de carne de bovina no Brasil. Nos links voc\u00eas encontrar\u00e3o os sites e pesquisas dos quais os dados do texto foram retirados, tendo a possibilidade de se aprofundar no tema.<\/p>\n<p>Querendo saber sobre produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e convencional de aves, confira nossas reportagens <a href=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/korin-producao-frangos-organicos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">AQUI<\/a> e <a href=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/capa\/jamie-oliver-alex-atala-e-os-frangos-o-real-cenario-da-criacao-de-aves-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">AQUI<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/carne5.jpg\" alt=\"Pe\u00f5es cauterizando o cord\u00e3o umbilical de bezerros rec\u00e9m-nascidos e marcando-os com brincos: no sistema org\u00e2nico, \u00e9 obrigat\u00f3rio haver a total rastreabilidade do animal\" \/><em>Pe\u00f5es cauterizando o cord\u00e3o umbilical de bezerros rec\u00e9m-nascidos e marcando-os com brincos: no sistema org\u00e2nico, \u00e9 obrigat\u00f3rio haver a total rastreabilidade do animal<\/em><\/p>\n<p><strong>Qual o tamanho do rebanho bovino brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p>Somos 206 milh\u00f5es de brasileiros e temos 213 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado (a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e org\u00e2nica responde a menos de 0,5% do total). Tem mais vaca que gente no Brasil. No planeta, o n\u00famero de bovinos \u00e9 de quase <a href=\"http:\/\/beef2live.com\/story-world-cattle-inventory-ranking-countries-0-106905\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UM BILH\u00c3O<\/a>.<\/p>\n<p>Em consumo anual per capta de carne bovina, somos o quarto da lista \u2013 atr\u00e1s de Uruguai, Argentina, Paraguai e Estados Unidos -, <a href=\"https:\/\/data.oecd.org\/agroutput\/meat-consumption.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">comendo m\u00e9dia de 24,2 kg por ano\/por pessoa<\/a>. Se somarmos todas as carnes, consumimos 74,8 quilos por ano\/por pessoa. \u00c9 carne PACAS.<\/p>\n<p>Claro que nem tudo fica por aqui: as exporta\u00e7\u00f5es s\u00f3 crescem, especialmente para R\u00fassia e China. Agora, conta pra mim o que vai acontecer se o um bilh\u00e3o e quatrocentos mil chineses decidirem comer carne na mesma quantidade que n\u00f3s, os argentinos e os americanos?<\/p>\n<p><strong>O gado vive confinado?<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil ainda \u00e9 bem raro encontrar rebanhos confinados. A raz\u00e3o \u00e9 simples: temos muita terra dispon\u00edvel, a pre\u00e7os baixos. E quando n\u00e3o h\u00e1 muita disponibilidade, arruma-se um jeito: <a href=\"http:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/15401\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a pecu\u00e1ria \u00e9 a principal atividade respons\u00e1vel pelo desmatamento da Amaz\u00f4nia<\/a>. Segundo o estudo realizado por <a href=\"http:\/\/repositorio.unb.br\/browse?type=author&amp;value=Miragaya%2C+J%C3%BAlio+Fl%C3%A1vio+Gameiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">J\u00falio Fl\u00e1vio Gameiro Miragaya<\/a>, \u201cO enorme avan\u00e7o do desflorestamento decorreu, sobretudo, da expans\u00e3o da atividade pecu\u00e1ria, em parte, impulsionada pela forte expans\u00e3o do cultivo de soja, milho e cana-de-a\u00e7\u00facar em \u00e1reas agr\u00edcolas do Centro-sul do Pa\u00eds, provocando o r\u00e1pido deslocamento das pastagens para \u00e1reas com terras de menor custo. Esse r\u00e1pido avan\u00e7o transformou a Amaz\u00f4nia e, particularmente o Arco do Desmatamento, na principal regi\u00e3o pecuarista do Pa\u00eds, respondendo por cerca de 80% do aumento do rebanho bovino no per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p>O lado positivo do n\u00e3o confinamento \u2013 feito de maneira a n\u00e3o destruir todos os biomas do pa\u00eds \u2013 \u00e9 ter animais com comportamento mais pr\u00f3ximo ao natural, vida mais livre e acesso a capim e luz solar. Mais saud\u00e1veis, enfim.<\/p>\n<p>Tanto no m\u00e9todo convencional quanto no sustent\u00e1vel, o confinamento \u2013 ou semiconfinamento \u2013 \u00e9 usado para a finaliza\u00e7\u00e3o, per\u00edodo de meses (entre 3 e 5) em que os animais tem alimenta\u00e7\u00e3o suplementada com gr\u00e3os (ou a base de), o que vai conferir ganho de peso e forma\u00e7\u00e3o de capa de gordura, tamb\u00e9m chamado de \u2018acabamento\u2019.<\/p>\n<p><strong>Os bois tomam antibi\u00f3tico e horm\u00f4nios?<\/strong><\/p>\n<p>Assim como para aves, caprinos, ovinos e su\u00ednos, \u00e9 proibida no Brasil a utiliza\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios para fins de engorda. Na cria\u00e7\u00e3o convencional, antibi\u00f3ticos s\u00e3o liberados \u2013 e o volume usado \u00e9 t\u00e3o grande que j\u00e1 existe uma s\u00e9ria quest\u00e3o de resist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o de superbact\u00e9rias. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o, FAO, <a href=\"http:\/\/www.unmultimedia.org\/radio\/portuguese\/2016\/04\/resistencia-do-gado-a-antibioticos-pode-ser-transmitida-para-os-humanos\/#.V-rWvZMrLeQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">muitos criadores est\u00e3o dando antibi\u00f3ticos para os animais sem nenhum tipo de controle. Isso cria n\u00e3o s\u00f3 resist\u00eancia nos animais, mas tamb\u00e9m a transmiss\u00e3o dessa resist\u00eancia para os humanos ao consumirem a carne<\/a>.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o uso de verm\u00edfugos, <a href=\"http:\/\/investimentos.mdic.gov.br\/public\/arquivo\/arq1361372594.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">antimicrobianos<\/a> (Avilamicina, Sulfato de Colistina, Espiramicina, Lasalocida, Monensina s\u00f3dica, entre outros) e Anticoccidianos (Decoquinato).<\/p>\n<p>Na cria\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e org\u00e2nica \u00e9 vetado o uso de antibi\u00f3ticos e anticoccidianos. O que faz o papel de incrementar a sa\u00fade do animal s\u00e3o homeop\u00e1ticos e fitoter\u00e1picos, geralmente misturados \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o de sais (explicado abaixo).<\/p>\n<p><strong>Do que o gado se alimenta?<\/strong><\/p>\n<p>O gado brasileiro se alimenta, boa parte da vida, de pastagem, panorama bem diferente de pa\u00edses como os EUA, nos quais s\u00e3o criados confinados e entupidos de gr\u00e3os (que, s\u00f3 para lembrar, n\u00e3o \u00e9 o alimento natural do boi) durante toda a exist\u00eancia. \u00c9 praxe dar ra\u00e7\u00e3o baseada em gr\u00e3os durante os \u00faltimos meses de vida pelas raz\u00f5es descrita acima. Neste ra\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, <a href=\"http:\/\/www.agricultura.gov.br\/arq_editor\/file\/Aniamal\/programa%20nacional%20dos%20herbivoros\/como%20evitar.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o pode haver nenhum tra\u00e7o de farinha de carne e ossos ou qualquer outro produto de origem animal: a principal forma de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a da Vaca Louca \u00e9 justamente pela ingest\u00e3o desses ingredientes<\/a>.<\/p>\n<p>No cultivo org\u00e2nico, a ra\u00e7\u00e3o \u00e9 composta 100% por gr\u00e3os org\u00e2nicos.<\/p>\n<p><strong>Por que comem sal?<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/4291350\/sal-mineral-deve-ser-dado-para-os-bovinos-o-ano-todo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Como os pastos n\u00e3o suprem todas as necessidades minerais dos animais<\/a>, \u00e9 importante fazer a suplementa\u00e7\u00e3o de forma correta utilizando uma mistura com todos os macro e micro elementos no concentrado. Os macrominerais mais importantes s\u00e3o: C\u00e1lcio (Ca), F\u00f3sforo (P), Magn\u00e9sio (Mg), Enxofre (S), S\u00f3dio (Na), Cloro (Cl) e Pot\u00e1ssio (K) e os microminerais: Ferro (Fe), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Iodo (I), Mangan\u00eas (Mn), Fl\u00faor (F), Molibd\u00eanio (Mo), Cobalto (Co), Sel\u00eanio (Se), Cromo (Cr), N\u00edquel (Ni), Van\u00e1dio (V) e Sil\u00edcio (Si). Normalmente esses elementos fazem parte da mistura mineral dispon\u00edvel no com\u00e9rcio, mas \u00e9 importante comprar o produto de empresas id\u00f4neas e, em caso de d\u00favida, coletar amostra do produto e enviar para an\u00e1lise\u201d, segundo site da Embrapa.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 ur\u00e9ia e porque ela \u00e9 fornecida ao gado?<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 um ponto complicado\u2026 Na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e sustent\u00e1vel, a ureia \u00e9 e proibida por ser um componente derivado do petr\u00f3leo e, sendo assim, completamente disconectado da alimenta\u00e7\u00e3o natural do bicho.<\/p>\n<p>Sim, derivado do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.grupocultivar.com.br\/artigos\/ureia-ferramenta-ou-arma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ur\u00e9ia \u00e9 amplamente utilizada na formula\u00e7\u00e3o de dietas<\/a> para bovinos de corte e leite com dois objetivos primordiais: redu\u00e7\u00e3o de custos pela substitui\u00e7\u00e3o parcial de fontes prot\u00e9icas vegetais e o fornecimento de quantidades adequadas de prote\u00edna degrad\u00e1vel no r\u00famen (maior compartimento do est\u00f4mago do gado), para melhor efici\u00eancia de digest\u00e3o da fibra.<\/p>\n<p>Ou seja: geou, fez frio, calor demais, choveu em demasia e est\u00e1 sem pasto bom? Suplementa a alimenta\u00e7\u00e3o com ureia, assim o gado continua engordando. H\u00e1 quem diga que n\u00e3o deixa res\u00edduos na carne\u2026 J\u00e1 eu prefiro n\u00e3o consumir um bicho que \u00e9 for\u00e7ado a ingerir derivado do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo vive o animal?<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, entre de 4 a 5 anos.<\/p>\n<p>Alguns produtores \u2013 como a Fazenda Figueiral \u2013 abatem mais cedo, com 3 anos, para um resultado de carne mais macio e menos impacto ambiental (quanto mais vive o boi, mais come, mais bebe \u00e1gua\u2026).<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 feito o abate?<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gastrolandia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boi.jpg\" alt=\"Manual do Minist\u00e9rio da Agricultura para cria\u00e7\u00e3o e abate bovino \" \/><em>Manual do Minist\u00e9rio da Agricultura para cria\u00e7\u00e3o e abate bovino<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o vi, porque a fazenda que visitei \u00e9 de cria e recria e fica bem longe do frigor\u00edfico. Por\u00e9m as regras do Minist\u00e9rio da Agricultura s\u00e3o nacionais e devem ser seguidas por todos os produtores legais \u2013 mas h\u00e1 muito gado no Brasil sendo abatido \u2018em fundo de quintal\u2019 de forma totalmente desumana (marretada no cr\u00e2nio, entre outros m\u00e9todos horr\u00edveis).<\/p>\n<p>Para aqueles que quiserem ver o processo, com fotos e diagramas, clique AQUI<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.agricultura.gov.br\/arq_editor\/file\/Aniamal\/dipoa\/ANEXO_insensibiliza%C3%A7%C3%A3o101013_Bem-Estar.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">H\u00e1 tr\u00eas m\u00e9todos oficiais de abate<\/a>: dardo cativo, dardo n\u00e3o cativo e insensibiliza\u00e7\u00e3o el\u00e9trica.<\/p>\n<p>No dardo cativo, uma pistola \u00e9 posicionada na cabe\u00e7a do boi \u2013 preso no brete \u2013 e tem o disparo de um cartucho de explos\u00e3o (tiro) que insensibiliza o animal, deixando-o desacordado (\u201cPerda da consci\u00eancia, com colapso imediato (queda); musculatura torna-se contra\u00edda; flex\u00e3o dos membros traseiros e extens\u00e3o dos dianteiros\u201d).<\/p>\n<p>No dardo n\u00e3o cativo, uma pistola tamb\u00e9m \u00e9 posicionada na cabe\u00e7a do boi, por\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 penetra\u00e7\u00e3o de proj\u00e9til \u2013 um tiro de ar comprimido \u00e9 disparado com for\u00e7a suficiente para desacordar o animal.<\/p>\n<p>Na insensibiliza\u00e7\u00e3o el\u00e9trica h\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de corrente el\u00e9trica apenas na cabe\u00e7a ou da cabe\u00e7a ao corpo do animal. \u00c9 o m\u00e9todo menos utilizado.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa fase, s\u00e3o suspensos pelas patas traseiras e sangrados. \u201cO procedimento adequado para a sangria deve ser realizado cortando (incis\u00e3o) os grandes vasos que emergem do cora\u00e7\u00e3o (art\u00e9rias car\u00f3tidas e art\u00e9rias vertebrais), localizados pr\u00f3ximos \u00e0s v\u00e9rtebras cervicais\u201d, segundo manual do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p><strong>Qual o destino das demais partes do animal?<\/strong><\/p>\n<p>NADA se perde do boi. Nada. At\u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.ox-gallstones.com\/pt\/presentation.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">c\u00e1lculo biliar bovino<\/a> (tamb\u00e9m chamado de pedra fel ou c\u00e1lculo fel) \u00e9 vendido para induzir forma\u00e7\u00e3o de p\u00e9rola em cria\u00e7\u00f5es de ostras, fixar pintura em porcelana e como rem\u00e9dio, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Maximiza\u00e7\u00e3o do lucro.<\/p>\n<p>Quanto o produtor vende o gado para o frigor\u00edfico \u2013 geralmente de grandes e m\u00e9dias marcas, que compram de v\u00e1rias fazendas para comercializar sob um s\u00f3 logotipo -, recebe o equivalente ao valor da arroba, o peso do animal. Portanto, quando mais gordo, melhor. S\u00f3 que a\u00ed est\u00e1 a pegadinha: animais mais jovens, tratados com melhor alimenta\u00e7\u00e3o, sem ur\u00e9ia, sem antibi\u00f3ticos, tendem a pesar menos, o que desestimula o mercado org\u00e2nico e sustent\u00e1vel\u2026<\/p>\n<p>A carne, por\u00e9m, \u00e9 apenas uma pequena parte do lucro do frigor\u00edfico com o gado!<\/p>\n<p>Com os ossos se faz farinha que vai para ra\u00e7\u00e3o de animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com os chifres, bot\u00e3o, pentes, adubo.<\/p>\n<p>Com o couro\u2026 bem, couro.<\/p>\n<p>Com o col\u00e1geno \u2013 derivado de ossos, restos de couro, ligamentos, tend\u00f5es e cartilagens \u2013 gelatina usada para fins aliment\u00edcios, cosm\u00e9ticos (xampus, m\u00e1scaras faciais) e farmac\u00eauticos.<\/p>\n<p>Com as gl\u00e2ndulas hormonais \u2013 como a hip\u00f3fise e a tire\u00f3ide -, b\u00edlis e traqu\u00e9ia, insumos para a ind\u00fastria farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>Com os pelos, pinc\u00e9is.<\/p>\n<p>Com o sangue, farinha para ra\u00e7\u00e3o de animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a queratina \u2013 principal constituinte da epiderme, unhas, p\u00ealos, tecidos c\u00f3rneos e esmalte dos dentes -, condicionadores de cabelo, xampus, solu\u00e7\u00f5es para permanente.<\/p>\n<p>Com o sebo \u2013 gordura -, sab\u00f5es, sabonetes, detergentes.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Ailin Aleixo, Gastrol\u00e2ndia de 28 de setembro de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bezerros de uma semana de vida e suas m\u00e3es na Fazenda Figueiral, de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, no Pantanal. 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