{"id":21730,"date":"2017-11-03T17:00:44","date_gmt":"2017-11-03T19:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=21730"},"modified":"2017-10-28T14:13:59","modified_gmt":"2017-10-28T16:13:59","slug":"a-atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel\/","title":{"rendered":"A atual trajet\u00f3ria de colapso socioambiental \u00e9 incontest\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/c2.staticflickr.com\/2\/1340\/734353689_29a8178a93_b.jpg\" \/><em><a id=\"yui_3_11_0_3_1509204856928_404\" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/joshsommers\/\">Josh Sommers<\/a><\/em><\/p>\n<p>Pensamento qualitativo e pensamento quantitativo s\u00e3o estrat\u00e9gias mentais essencialmente diferentes. De nada vale, diante de um quadro, medir a tela ou inventariar o n\u00famero de pessoas e objetos representados. A abordagem quantitativa permanece externa \u00e0 obra e sua interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o se pretende cient\u00edfica. Ela \u00e9 validada, para usar o termo consagrado por Berenson, pelo \u201csenso de qualidade\u201d do int\u00e9rprete, o qual decorre de uma sensibilidade historicamente informada e, sobretudo, educada por um longo conv\u00edvio\u00a0<em>comparativo<\/em>\u00a0com muitos objetos art\u00edsticos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#1\">[I]<\/a>. Ao afirmar que a obra de arte \u00e9 sempre um fen\u00f4meno \u201cdeliciosamente relativo\u201d, ou seja, que ela se afirma na rela\u00e7\u00e3o, antes de mais nada, com outra obra de arte, Roberto Longhi dizia algo semelhante\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#2\">[II]<\/a>.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo precedente n\u00e3o \u00e9 relembrar a triparti\u00e7\u00e3o transcendental entre o belo, o justo e o verdadeiro, mas sublinhar, por oposi\u00e7\u00e3o ao ju\u00edzo est\u00e9tico, a especificidade do saber cient\u00edfico sobre a natureza. Desde Pit\u00e1goras e Plat\u00e3o, o pensamento grego, e depois ocidental, tra\u00e7ou o destino de nossa rela\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica com a natureza ao optar pela transfigura\u00e7\u00e3o da qualidade em quantidade, seja por interm\u00e9dio de uma metaf\u00edsica do n\u00famero e das formas geom\u00e9tricas, seja, modernamente, pela mensura\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros que indicam o comportamento dos fen\u00f4menos. Essa matematiza\u00e7\u00e3o do mundo foi, como \u00e9 sabido, formulada na aurora da ci\u00eancia moderna pelo\u00a0<em>Il Saggiatore<\/em>\u00a0(1623) de Galileo: \u201ca filosofia est\u00e1 escrita nesse grand\u00edssimo livro, continuamente aberto aos nossos olhos (digo, o universo), mas n\u00e3o se pode entend\u00ea-lo se antes n\u00e3o se aprende a entender a l\u00edngua e a conhecer os caracteres nos quais \u00e9 escrito. Ele \u00e9 escrito em l\u00edngua matem\u00e1tica, e os caracteres s\u00e3o tri\u00e2ngulos, c\u00edrculos e outras figuras geom\u00e9tricas. Sem tais meios, \u00e9 humanamente imposs\u00edvel entender algo\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#3\">[III]<\/a>.<\/p>\n<p>Contrariamente, portanto, ao \u201csenso de qualidade\u201d, capaz de gerar um ju\u00edzo retoricamente persuasivo, mas que, como adverte ainda Berenson, \u201cn\u00e3o pertence \u00e0 categoria das coisas demonstr\u00e1veis\u201d, o pr\u00f3prio da ci\u00eancia e sua ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o de um conjunto de proposi\u00e7\u00f5es quantitativas que s\u00f3 admite contesta\u00e7\u00e3o por outro conjunto de proposi\u00e7\u00f5es quantitativas.<\/p>\n<p><strong>A trajet\u00f3ria de colapso socioambiental<\/strong><\/p>\n<p>Isso vale, por certo, para a mais incontorn\u00e1vel e distintiva das proposi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de nosso tempo: a escala e rapidez crescentes das press\u00f5es delet\u00e9rias exercidas pela l\u00f3gica expansiva do capitalismo global sobre o sistema Terra coloca as sociedades humanas e a biodiversidade numa trajet\u00f3ria de colapso iminente. Definamos cada termo dessa proposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(1) O capitalismo \u00e9 um sistema socioecon\u00f4mico resultante da associa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre: (a) um ordenamento jur\u00eddico fundado na propriedade privada do capital e (b) a racionalidade da a\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos detentores do capital, definida pela busca da m\u00e1xima remunera\u00e7\u00e3o do investimento. A rela\u00e7\u00e3o desses propriet\u00e1rios com a natureza \u00e9 determinada por essa consci\u00eancia intencional do mundo e \u00e9 a for\u00e7a motriz que impele o sistema \u00e0 sua cont\u00ednua expans\u00e3o. No capitalismo global, a propriedade do capital concentra-se nas m\u00e3os de uma \u201csuper entidade\u201d econ\u00f4mica, composta por um n\u00facleo densamente interconectado de controladores financeiros da rede de corpora\u00e7\u00f5es multinacionais. Num artigo intitulado \u201cThe Network of Global Corporate Control\u201d, Stefania Vitali, James Glattfelder e Stefano Battiston, do ETH Zurich, quantificaram esse controle da economia global: \u201c737 propriet\u00e1rios (<em>top holders<\/em>) acumulam 80% do controle sobre o valor de todas as corpora\u00e7\u00f5es multinacionais\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#4\">[IV]<\/a>.<\/p>\n<p>(2) Define-se sistema Terra, n\u00e3o como uma ainda controversa \u201chip\u00f3tese Gaia\u201d, mas como o conjunto das intera\u00e7\u00f5es mensur\u00e1veis entre a atmosfera, a biosfera, a geosfera, a pedosfera, a hidrosfera e a criosfera, intera\u00e7\u00f5es decisivamente afetadas nos \u00faltimos dec\u00eanios pela interfer\u00eancia antr\u00f3pica<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#_edn5\">[v]<\/a>.<\/p>\n<p>(3) Por colapso socioambiental, deve-se entender uma transi\u00e7\u00e3o abrupta para outro estado de equil\u00edbrio do sistema Terra, estado cujo grau de alteridade em rela\u00e7\u00e3o aos par\u00e2metros do Holoceno \u00e9 ainda incerto, mas que deve implicar com toda a probabilidade escassez h\u00eddrica, desestabiliza\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e um aquecimento m\u00e9dio global n\u00e3o inferior a 3\u00ba C. Esse n\u00edvel de aquecimento m\u00e9dio global arremessar\u00e1 as sociedades humanas a abismos de fome, insalubridade, viol\u00eancia, precariedade e mortalidade, condenando ao mesmo tempo \u00e0 extin\u00e7\u00e3o um n\u00famero imenso de outras esp\u00e9cies em todos os ecossistemas do planeta.<\/p>\n<p>(4) Por iminente, enfim, deve-se entender um horizonte de tempo n\u00e3o posterior \u00e0 segunda metade do s\u00e9culo, sem excluir mudan\u00e7as decisivas j\u00e1 nos pr\u00f3ximos dois dec\u00eanios.<\/p>\n<p>A proposi\u00e7\u00e3o de que estamos numa trajet\u00f3ria de colapso socioambiental iminente alicer\u00e7a-se em conhecimento cumulativo. Dados, monitoramentos conduzidos ao longo de dec\u00eanios, modelos estat\u00edsticos e proje\u00e7\u00f5es confirmadas pela observa\u00e7\u00e3o convergem para conferir a essa proposi\u00e7\u00e3o uma incerteza cada vez menor e constituem hoje, por certo, um dos mais consolidados consensos cient\u00edficos da hist\u00f3ria do saber sobre a natureza e sobre nossa intera\u00e7\u00e3o destrutiva e autodestrutiva com ela.<\/p>\n<p>A respeito dessa proposi\u00e7\u00e3o grav\u00edssima, a comunidade cient\u00edfica tem lan\u00e7ado \u201calertas vermelhos\u201d recorrentes, cuja linguagem n\u00e3o pode ser acusada de eufemismo. Lembremos os mais recentes em ordem cronol\u00f3gica. Em 1992, por ocasi\u00e3o da ECO-92 no Rio de Janeiro, 1.700 cientistas publicaram a \u201cAdvert\u00eancia dos Cientistas do Mundo \u00e0 Humanidade\u201d, na qual reafirmavam claramente a\u00a0<em>imin\u00eancia<\/em>\u00a0desse colapso:<\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o mais que uma ou poucas d\u00e9cadas restam antes que a chance de evitar as amea\u00e7as atuais seja perdida, diminuindo incomensuravelmente as perspectivas da humanidade\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Em 2007, essa imin\u00eancia era reiterada pelo quarto relat\u00f3rio do IPCC, o mais importante coletivo de pesquisadores das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#6\">[VI]<\/a>:<\/p>\n<p><em>\u201cQualquer meta de estabiliza\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>\u00a0acima de 450 ppm [partes por milh\u00e3o] tem uma probabilidade significativa de desencadear um evento clim\u00e1tico de larga escala\u201d.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Note-se que em 2013 ultrapassamos 400 ppm e em abril de 2017\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#7\">[VII]<\/a>\u00a0o Observat\u00f3rio de Mauna Loa, no Hava\u00ed, registrou pela primeira vez concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de 410 ppm de CO<sub>2<\/sub>, como mostra a Figura 1<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_grafico-01_20171011.jpg\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" \/><em>Figura 1:\u00a0Concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO2 em partes por milh\u00e3o (ppm) de 1700 a abril de 2017. \u00a0A linha mais grossa indica as mensura\u00e7\u00f5es no topo do monte Mauna Loa, Hava\u00ed, iniciadas em 1958 (Curva de Keeling) |\u00a0Fonte:\u00a0National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA)<\/em><\/p>\n<p>No per\u00edodo mostrado por esse gr\u00e1fico (1700 \u2013 2017), houve aumento de quase 50% nessas concentra\u00e7\u00f5es, com uma inequ\u00edvoca acelera\u00e7\u00e3o desse processo no s\u00e9culo XXI, como mostra detalhadamente a Figura 2.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_grafico-02_20171011.jpg\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" \/>Figura 2\u00a0\u2013 Taxas de crescimento das concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO2 em Mauna Loa, Hava\u00ed (1960 \u2013 2016). Fonte: National Oceanic and Atmospherica Administration, NOAA, EUA.<\/p>\n<p>Entre 1960 e 1997, houve apenas quatro aumentos anuais superiores a 2 ppm e nenhum superior a 2,5 ppm. Mas entre 1998 e 2016 registraram-se onze aumentos anuais superiores a 2 ppm e seis aumentos anuais superiores a 2,5 ppm, com tr\u00eas recordes batidos desde 1998: 2,93 ppm (1998); 3,03 ppm (2015) e 2,77 ppm (2016). E desde 2010, enfim, registrou-se apenas um aumento anual inferior a 2 ppm. Mantido um aumento m\u00e9dio futuro de 2,5 ppm\/ano, atingiremos os temidos 450 ppm j\u00e1 em 2033, ap\u00f3s os quais, como afirma o IPCC, aumentam as probabilidades de \u201cse desencadear um evento clim\u00e1tico de larga escala\u201d.<\/p>\n<p>Em 2013, outro alerta, intitulado \u201cConsenso Cient\u00edfico sobre a Manuten\u00e7\u00e3o dos Sistemas de Suporte da Vida da Humanidade no s\u00e9culo XXI\u201d, assinado por mais de tr\u00eas mil cientistas, alertava mais uma vez para a imin\u00eancia de um colapso socioambiental<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#8\">\u00a0[VIII]<\/a>:<\/p>\n<p><em>\u201cA Terra est\u00e1 rapidamente se aproximando de um ponto cr\u00edtico. Os impactos humanos est\u00e3o causando n\u00edveis alarmantes de dano ao nosso planeta. Como cientistas que estudamos a intera\u00e7\u00e3o dos humanos com o resto da biosfera, usando uma ampla gama de abordagens, concordamos ser esmagadora a evid\u00eancia de que os humanos est\u00e3o degradando os sistemas de sustenta\u00e7\u00e3o da vida. (&#8230;) Quando as crian\u00e7as de hoje atingirem a meia-idade \u00e9 extremamente prov\u00e1vel que os sistemas de sustenta\u00e7\u00e3o da vida ter\u00e3o sido irremediavelmente danificados pela magnitude, extens\u00e3o global e combina\u00e7\u00e3o desses estressores causados pelos humanos\u00a0<\/em>[desequil\u00edbrios clim\u00e1ticos, extin\u00e7\u00f5es, perda generalizada de diversos ecossistemas, polui\u00e7\u00e3o, crescimento populacional e padr\u00f5es de consumo]<em>, a menos que tomemos a\u00e7\u00f5es imediatas para assegurar um futuro sustent\u00e1vel e de alta qualidade. Como membros da comunidade cient\u00edfica ativamente envolvidos em avaliar os impactos biol\u00f3gicos e sociais das mudan\u00e7as globais, estamos disparando esse alarme\u201d.<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 dois meses, enfim, oito cientistas reavaliaram o apelo de 1992 e lan\u00e7aram a \u201cAdvert\u00eancia dos Cientistas do Mundo \u00e0 Humanidade \u2013 Segundo Aviso\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#9\">[IX]<\/a>:<\/p>\n<p><em>Desde 1992, com exce\u00e7\u00e3o da estabiliza\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio estratosf\u00e9rico, a humanidade fracassou em fazer progressos suficientes na resolu\u00e7\u00e3o geral desses desafios ambientais anunciados, sendo que a maioria deles est\u00e1 piorando de forma alarmante. Especialmente perturbadora \u00e9 a trajet\u00f3ria atual das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas potencialmente catastr\u00f3ficas, devidas ao aumento dos gases de efeito estufa emitidos pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, desmatamento e produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria \u2013 particularmente do gado ruminante para consumo de carne. Al\u00e9m disso, desencadeamos um evento de extin\u00e7\u00e3o em massa, o sexto em cerca de 540 milh\u00f5es de anos, no \u00e2mbito do qual muitas formas de vida atuais podem ser aniquiladas ou, ao menos, condenadas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final deste s\u00e9culo<\/em>.<\/p>\n<p>A resposta da comunidade cient\u00edfica a esse \u201cSegundo Aviso\u201d foi extraordinariamente vigorosa. Ele conta hoje com mais de 15 mil assinaturas de pesquisadores e cientistas de 180 pa\u00edses, entre as quais as de\u00a0James Hansen, ex-diretor do Goddard Institute for Space Studies (NASA \u2013 GISS, Columbia University); de Matthew Hansen, do\u00a0MODIS Land Science Team (NASA); de\u00a0Will Steffen e Thomas Hahn (IPBES), ambos do Stockholm Resilience Centre; de Stefan Rahmstorf, diretor do\u00a0Potsdam Institute for Climate Impact Research; de Daniel Pauly, diretor do The Sea Around Us (British Columbia University); de Jan Zalasiewicz, do Anthropocene Working Group (Subcomiss\u00e3o da Estratigrafia do Quatern\u00e1rio); e de\u00a0Paul Ehrlich e Edward O. Wilson, de\u00a0sete laureados com o Pr\u00eamio Nobel e de pesquisadores de todas as \u00e1reas das principais universidades brasileiras e do mundo todo.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que h\u00e1 ainda muitas incertezas acerca da evolu\u00e7\u00e3o do sistema Terra, mas essas incertezas est\u00e3o diminuindo e s\u00e3o, sobretudo, de segunda ordem. A proposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>central<\/em>\u00a0da ci\u00eancia de que\u00a0<em>o aumento da interfer\u00eancia antr\u00f3pica no sistema Terra est\u00e1 nos conduzindo a um colapso socioambiental iminente<\/em>\u00a0constitui o conte\u00fado comum de todos os alertas emitidos pelos coletivos de cientistas acima citados. A menos que se negue frontalmente esse consenso ou que se avancem elementos contr\u00e1rios quantitativamente relevantes, essa proposi\u00e7\u00e3o mostra-se incontest\u00e1vel e as atuais tentativas de contest\u00e1-la n\u00e3o pertencem ao \u00e2mbito da ci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Bloqueio psicol\u00f3gico e bloqueio epistemol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>Isso posto, os fatos e alertas cient\u00edficos chocam-se contra a barreira do negacionismo fomentado pelas corpora\u00e7\u00f5es ou s\u00e3o metabolizados e neutralizados por um bloqueio ao mesmo tempo psicol\u00f3gico e epistemol\u00f3gico da maior parte das pessoas, inclusive entre as mais escolarizadas. O bloqueio psicol\u00f3gico oferece o \u00faltimo ref\u00fagio a um otimismo n\u00e3o substanciado por dados relevantes. Ele \u00e9 bem compreens\u00edvel, haja vista o teor da mensagem. O bloqueio epistemol\u00f3gico radica na necessidade de sustentar a hip\u00f3tese de que o capitalismo global pode avan\u00e7ar, inclusive rapidamente, nas duas dire\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas requeridas pela ci\u00eancia:<\/p>\n<p>(1) reduzir a zero as emiss\u00f5es de carbono nos pr\u00f3ximos dois dec\u00eanios atrav\u00e9s de mecanismos indutores pr\u00f3prios do mercado (fim dos subs\u00eddios aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, taxa carbono etc);<\/p>\n<p>(2) honrar os compromissos assumidos nos acordos diplom\u00e1ticos, tais como o Protocolo de Kyoto, as 20 Metas de\u00a0Aichi (<em>Aichi Biodiversity Targets<\/em>)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#10\">[X]<\/a>,\u00a0o Acordo de Paris etc.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias contra essa hip\u00f3tese de um capitalismo tendente ao \u201csustent\u00e1vel\u201d s\u00e3o acachapantes. As emiss\u00f5es e concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de carbono n\u00e3o est\u00e3o se estabilizando e n\u00e3o devem parar de aumentar nos dois pr\u00f3ximos dec\u00eanios. O Protocolo de Kyoto e as Metas de Aichi para 2020 fracassaram e os progn\u00f3sticos para o Acordo de Paris s\u00e3o os piores poss\u00edveis, como demonstrado por um artigo publicado na\u00a0<em>Nature\u00a0<\/em>em agosto \u00faltimo, e j\u00e1 comentado nesta coluna\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#11\">[XI]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>As emiss\u00f5es de GEE continuam aumentando<\/strong><\/p>\n<p>Uma viga mestra desse bloqueio epistemol\u00f3gico \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o de que as emiss\u00f5es globais de GEE est\u00e3o se estabilizando. H\u00e1 de fato tend\u00eancia \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es\u00a0<em>relativas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia<\/em>, por causa, sobretudo, da maior disponibilidade e competitividade do g\u00e1s natural, o que gerou em 2016 diminui\u00e7\u00e3o de 1,7% no consumo global de carv\u00e3o (-53 mtoe) em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, e isso pelo segundo ano consecutivo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#12\">[XII]<\/a>. Eis os \u00faltimos dados de consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis em milh\u00f5es de toneladas de energia equivalente ao petr\u00f3leo (mtoe):<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_tabela_001_20171011.jpg\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" \/><em>Fonte: BP Statistical Review of World Energy. Junho de 2017 (em rede).<\/em><\/p>\n<p>Mas os \u00faltimos dados da Emission Database for Global Atmospheric Research (EDGAR) mostram que as emiss\u00f5es de GEE como um todo continuam a aumentar, atingindo 53,4 GtCO<sub>2<\/sub>-eq em 2016, como certifica a Figura 3<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_grafico-03_20171011.jpg\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" \/><em>Figura 3 \u2013 Emiss\u00f5es globais de Gases de Efeito Estufa (GEE) entre 1990 e 2016. | Fonte: Emission Database for Global Atmospheric Research (EDGAR)<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 significativo que um eminente representante desse bloqueio epistemol\u00f3gico, Lord Nicholas Stern, Presidente da British Academy, tenha visto na figura acima motivo para comemorar: \u201cEsses resultados s\u00e3o uma bem-vinda indica\u00e7\u00e3o de que estamos nos aproximando do pico das emiss\u00f5es anuais de gases de efeito estufa\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#13\">[XIII]<\/a>. Esse coment\u00e1rio de Stern lembra as perip\u00e9cias pr\u00e9-copernicanas do geocentrismo ptolomaico. L\u00e1 se tratava de \u201csalvar\u201d a hip\u00f3tese geoc\u00eantrica. Aqui, de \u201csalvar\u201d a hip\u00f3tese de que o capitalismo pode no limite nos desviar do colapso socioambiental. Pois esse gr\u00e1fico simplesmente n\u00e3o mostra estabiliza\u00e7\u00e3o. Ele diz alto e bom som que em 2010 o mundo emitiu 50 GtCO<sub>2<\/sub>-eq e que houve em 2016 aumento dessas emiss\u00f5es da ordem de 7%. Definitivamente n\u00e3o h\u00e1 motivo para considerar tal aumento bem-vindo. Ele diz ainda, para concluir, tr\u00eas coisas extremamente importantes:<\/p>\n<p>(1) Dados os esfor\u00e7os de Trump para reabilitar o carv\u00e3o, \u00e9 ainda prematuro afirmar que a tendente estabiliza\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>\u00a0relacionadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia anuncie uma sucessiva diminui\u00e7\u00e3o. Aqui h\u00e1 motivo para alguma esperan\u00e7a, mas o maior problema \u00e9 que essas emiss\u00f5es ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia correspondem a apenas 60% dos GEE (~32 GtCO<sub>2<\/sub>-eq).<\/p>\n<p id=\"1\">(2) 19% das emiss\u00f5es de GEE em 2016 provieram do metano, com grande contribui\u00e7\u00e3o da atividade ent\u00e9rica e dos res\u00edduos dos ruminantes, cujo rebanho aumentou 20,5% entre 1992 e 2016, atingindo agora quase quatro bilh\u00f5es de cabe\u00e7as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/atual-trajetoria-de-colapso-socioambiental-e-incontestavel#14\">[XIV]<\/a>.<\/p>\n<p id=\"2\">(3) O fator que mais empurrou a curva das emiss\u00f5es para cima (mancha cinza no topo do gr\u00e1fico) foi a libera\u00e7\u00e3o de GEE pela agricultura, pelo desmatamento e pelos inc\u00eandios das florestas e das turfeiras (Land Use, Land Use change and Forestry, LULUCF).<\/p>\n<p id=\"3\">Os pontos 2 e 3 mostram, mais uma vez, que o irm\u00e3o g\u00eameo do\u00a0<em>Big Oil<\/em>\u00a0\u00e9 o\u00a0<em>Big Food<\/em>\u00a0(inclusive para alimentar os animais que comemos) e que n\u00e3o nos desviaremos da trajet\u00f3ria de colapso ambiental sem uma profunda revis\u00e3o do nosso sistema alimentar, transformado em\u00a0<em>commodities<\/em>, \u00a0baseado no com\u00e9rcio global e em prote\u00ednas animais.<\/p>\n[I]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. Bernard Berenson,\u00a0<em>The sense of quality<\/em>.\u00a0<em>Study and Criticism of Italian Art<\/em>\u00a0(1901), Nova York, 1962.<\/span><\/p>\n<p id=\"6\">[II]\u00a0Roberto Longhi, \u201cProposte per una critica d\u2019arte\u201d.\u00a0<em>Paragone<\/em>, 1, 1950: \u201cL\u2019opera d\u2019arte, dal vaso dell\u2019artigiano greco alla volta Sistina, \u00e8 sempre un capolavoro squisitamente relativo. L\u2019opera non sta mai da sola. \u00c8 sempre un rapporto. Per cominciare: almeno un rapporto con un\u2019altra opera d\u2019arte\u201d. Em 1923, num pequeno texto provocador,\u00a0<em>Le Probl\u00e8me des Mus\u00e9es,\u00a0<\/em>Paul Val\u00e9ry antecipava esse paradoxo longhiano entre a singularidade do termo \u201cobra-prima\u201d e seu car\u00e1ter relativo. Para Val\u00e9ry, as obras de arte dispostas nas galerias de um museu: \u201cquanto mais belas, quanto mais efeitos excepcionais da ambi\u00e7\u00e3o humana, mais devem ser distintas. S\u00e3o objetos raros e seus autores bem gostariam que fossem \u00fanicas\u201d.<\/p>\n<p id=\"7\">[III]<span lang=\"FR\" xml:lang=\"FR\">\u00a0Cf. Alexandre Koyr\u00e9, \u201cGalil\u00e9e et Platon\u201d (1943).\u00a0<em>\u00c9tudes d\u2019histoire de la pens\u00e9e scientifique<\/em>, Paris, 1973, pp. 166-195.<\/span><\/p>\n<p id=\"8\">[IV]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. S. Vitali, J. B. Glattfelder, S. Battiston, \u201cThe Network of Global Corporate Control\u201d\u00a0<em>Plos\u00a0<\/em>One, 26\/X\/2011: \u201cWe find that only 737 top holders accumulate 80% of the control over the value of all TNCs (Transnational Corporations) (\u2026). A large portion of control flows to a small tightly-knit core of financial institutions. This core can be seen as an economic \u2018super-entity\u2019\u201d.<\/span><\/p>\n<p id=\"9\">[V]\u00a0A ci\u00eancia que estuda o comportamento desse conjunto extremamente complexo de intera\u00e7\u00f5es, chamada ci\u00eancia do sistema Terra (<em>Earth system science<\/em>), n\u00e3o se concebe como uma disciplina a mais entre outras, mas como uma nova rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancias humanas e ci\u00eancias da natureza, de resto impreter\u00edvel na nova \u00e9poca geol\u00f3gico-cultural a que se d\u00e1 o nome Antropoceno.<\/p>\n<p id=\"10\">[VI]<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">\u00a0IPCC AR4 (2007) Working Group II: Impacts, Adaptation and Vulnerability: \u201cAny CO<sub>2<\/sub>stabilisation target above 450 ppm is associated with a significant probability of triggering a large-scale climatic event\u201d.<\/span><\/p>\n<p id=\"11\">[VII]<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">\u00a0Cf. Brian Kahn, \u201cWe Just Breached the 410 PPM Threshold for CO<sub>2<\/sub>. Carbon dioxide has not reached this height in millions of years\u201d.\u00a0<em>Scientific American<\/em>, 21\/IV\/2017.<\/span><\/p>\n<p id=\"12\">[VIII]\u00a0<a href=\"http:\/\/consensusforaction.stanford.edu\/statements\/Consensus_English.pdf.\"><em>Scientific Consensus on Maintaining Humanity\u2019s Life Support Systems in the 21st Century<\/em>:<\/a>\u201cEarth is rapidly approaching a tipping point. Human impacts are causing alarming levels of harm to our planet. As scientists who study the interaction of people with the rest of the biosphere using a wide range of approaches, we agree that the evidence that humans are damaging their ecological life-support systems is overwhelming. We further agree that, based on the best scientific information available, human quality of life will suffer substantial degradation by the year 2050 if we continue on our current path.\u00a0By the time today\u2019s children reach middle age, it is extremely likely that Earth\u2019s life-support systems, critical for human prosperity and existence, will be irretrievably damaged by the magnitude, global extent, and combination of these human-caused environmental stressors [, unless we take concrete, immediate actions to ensure a sustainable, high-quality future. As members of the scientific community actively involved in assessing the biological and societal impacts of global change, we are sounding this alarm to the world\u201d.<\/p>\n<p id=\"13\">[IX]<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">\u00a0<a href=\"http:\/\/scientistswarning.forestry.oregonstate.edu\/\">Cf. William J. Ripple, Christopher Wolf, Mauro Galetti, Thomas M Newsome, Mohammed Alamgir, Eileen Crist, Mahmoud I. Mahmoud, William F. Laurance, \u201cWorld Scientists\u2019 Warning to Humanity: A Second Notice\u201d<\/a>.<\/span>\u00a0O manifesto ser\u00e1 proximamente publicado na revista\u00a0<em>Bioscience<\/em>.<\/p>\n<p id=\"14\">[X]\u00a0Essas 20 metas subdividem-se em 56 objetivos e s\u00e3o agrupadas em 5 grandes estrat\u00e9gias para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade entre 2011 e 2020.\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Veja-se\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/www.cbd.int\/sp\/targets\/\"><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">http:\/\/www.cbd.int\/sp\/targets\/<\/span><\/a><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">.<\/span><\/p>\n[XI]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. David G. Victo, Keigo Akimoto, Yoichi Kaya, Mitsutsune Yamaguchi, Danny Cullenward &amp; Cameron Hepburn, \u201cProve Paris was more than paper promises\u201d,\u00a0<em>Nature<\/em>, 548, 1\/VIII\/2017:\u00a0 \u201cNo major advanced industrialized country is on track to meet its pledges to control the greenhouse-gas emissions that cause climate change.\u00a0<\/span>Wishful thinking and bravado are eclipsing reality\u201d. Veja-se\u00a0<a href=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/esperancas-cientificas-e-fatos-politicos-basicos-sobre-o-acordo-de-paris.\">\u201cEsperan\u00e7as cient\u00edficas e fatos pol\u00edticos b\u00e1sicos sobre o Acordo de Paris\u201d.\u00a0<em>Jornal da Unicamp<\/em>, 25\/IX\/2017<\/a><\/p>\n[XII]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf.\u00a0<\/span>BP Statistical Review of World Energy. Junho de 2017 (em rede).<\/p>\n[XIII]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Citado por Damian Carrington, \u201cGlobal carbon emissions stood still in 2016, offering climate hope\u201d.\u00a0<em>The Guardian<\/em>, 28\/IX\/2017: \u201cThese results are a welcome indication that we are nearing the peak in global annual emissions of greenhouse gases\u201d.<\/span><\/p>\n[XIV]<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">\u00a0Veja-se esse dado em William J. Ripple, Christopher Wolf, Mauro Galetti, Thomas M Newsome, Mohammed Alamgir, Eileen Crist, Mahmoud I. Mahmoud, William F. Laurance, \u201cWorld Scientists\u2019 Warning to Humanity: A Second Notice\u201d.<\/span><\/p>\n<p>Luiz Marques\u00a0\u00e9 professor livre-docente do Departamento de Hist\u00f3ria do IFCH \/Unicamp. Pela editora da Unicamp, publicou Giorgio Vasari,\u00a0Vida de Michelangelo\u00a0(1568), 2011 e\u00a0Capitalismo e Colapso ambiental, 2015, 2<sup>a<\/sup>edi\u00e7\u00e3o, 2016. Coordena a cole\u00e7\u00e3o Palavra da Arte, dedicada \u00e0s fontes da historiografia art\u00edstica, e participa com outros colegas do coletivo\u00a0Cris\u00e1lida, Crises SocioAmbientais Labor Interdisciplinar Debate &amp; Atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Jornal da UNICAMP de 11 de outubro de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Josh Sommers Pensamento qualitativo e pensamento quantitativo s\u00e3o estrat\u00e9gias mentais essencialmente diferentes. De nada vale, diante de um quadro, medir a tela ou inventariar o n\u00famero de pessoas e objetos representados. A abordagem quantitativa permanece externa \u00e0 obra e sua interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o se pretende cient\u00edfica. 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