{"id":22130,"date":"2017-12-20T09:00:50","date_gmt":"2017-12-20T11:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=22130"},"modified":"2017-12-01T12:33:26","modified_gmt":"2017-12-01T14:33:26","slug":"adeus-ao-consumismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/adeus-ao-consumismo\/","title":{"rendered":"Adeus ao consumismo?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/171121-ConsumismoB-485x220.png\" alt=\"171121-ConsumismoB\" width=\"725\" height=\"329\" \/><\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7a, em todo mundo,\u00a0cr\u00edtica\u00a0\u00e0 obsess\u00e3o por acumular e ostentar mercadorias. Um pilar ps\u00edquico das sociedades capitalistas pode estar em risco<\/strong><\/p>\n<p>O fen\u00f4meno est\u00e1 em expans\u00e3o. Em nossas sociedades desenvolvidas, um n\u00famero cada vez maior de cidad\u00e3os\u00a0planeja\u00a0modificar seus h\u00e1bitos de consumo. N\u00e3o s\u00f3 dos h\u00e1bitos alimentares, j\u00e1 individualizados ao ponto de ser\u00a0quase\u00a0imposs\u00edvel reunir oito pessoas numa mesa para comer um mesmo card\u00e1pio.\u00a0Mas\u00a0do consumo de modo geral: a\u00a0roupa, a decora\u00e7\u00e3o, a limpeza, os eletrodom\u00e9sticos, os fetiches culturais (livros, DVDs), etc. Todas as coisas que at\u00e9 recentemente acumulavam-se\u00a0em nossas\u00a0casas como s\u00edmbolos, mais ou menos med\u00edocres, de sucesso social e de opul\u00eancia (e, at\u00e9 certa medida, de identidade), hoje sentimos que nos sufocam. A nova tend\u00eancia aponta \u00e0 redu\u00e7\u00e3o, ao desapego, \u00e0 supress\u00e3o, \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o\u2026 Enfim, \u00e0 desintoxica\u00e7\u00e3o. Portanto, ao\u00a0<i>detox<\/i>. Como se come\u00e7asse o decl\u00ednio da sociedade de consumo \u2014 estabelecida por volta dos anos 1960 a 1970 \u2013 e entr\u00e1ssemos no que come\u00e7a a chamar-se de \u201csociedade do desconsumo\u201d.<\/p>\n<p>Certamente, pode-se defender que as necessidades vitais de consumo continuam sendo enormes em muitos pa\u00edses em desenvolvimento ou em regi\u00f5es pobres do mundo desenvolvido. Por\u00e9m, essa realidade indiscut\u00edvel n\u00e3o impede\u00a0de enxergar\u00a0o\u00a0movimento de \u201cdesconsumo\u201d que se expande com um impulso cada vez mais intenso.\u00a0Um estudo recente (1), realizado no Reino Unido, mostra que, desde o come\u00e7o da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, as fam\u00edlias acumulavam bens materiais em suas casas, na medida em que seus recursos iam aumentando. O n\u00famero de objetos reunidos traduzia seu n\u00edvel de vida e seu status social. Assim ocorreu at\u00e9 2011. Naquele ano, atingiu-se o que poder\u00edamos chamar de \u201cpico dos objetos\u201d (<i>peak stuff<\/i>). Desde ent\u00e3o, a quantidade de objetos que as pessoas possuem n\u00e3o deixa de diminuir. E essa curva, no formato de sino, conhecida como \u201ccurva de Gauss\u201d, passaria a ser uma lei geral. Hoje,\u00a0isso\u00a0pode ser verificada nos pa\u00edses desenvolvidos (e em muitas regi\u00f5es ricas dos pa\u00edses ao sul), mas tamb\u00e9m parece come\u00e7ar a refletir a inevit\u00e1vel evolu\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses em desenvolvimento (China, \u00cdndia, Brasil).<\/p>\n<p>A consci\u00eancia ecol\u00f3gica, a preocupa\u00e7\u00e3o geral com o meio ambiente, o medo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e, particularmente, a crise econ\u00f4mica de 2008, que atingiu com viol\u00eancia os pa\u00edses ricos, t\u00eam, sem d\u00favida, influenciado essa nova austeridade\u00a0<i>zen<\/i>. Desde ent\u00e3o, nas redes sociais t\u00eam sido divulgados muitos casos espetaculares de\u00a0<i>detox<\/i>\u00a0anticonsumista. Por exemplo, o de Joshua Becker, um estadunidense que decidiu h\u00e1 nove anos, com sua esposa, reduzir radicalmente o n\u00famero de bens materiais que possu\u00edam, para viver melhor e obter tranquilidade mental. Em seus livros (<i>Living with Less, The more of Less<\/i>) e em seu blog \u201c<a href=\"http:\/\/www.becomingminimalist.com\/\">Becoming minimalist<\/a>\u201d [\u201cVirando minimalista\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o nossa], Becker conta: \u201cLimpamos a bagun\u00e7a de nossa casa e de nossa vida. Foi uma viagem na qual descobrimos que a abund\u00e2ncia consiste em ter menos\u201d. E afirma que \u201cas melhores coisas da vida n\u00e3o s\u00e3o coisas\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se desintoxicar do consumo e converter-se ao minimalismo: \u201cComece aos poucos \u2013 aconselha Joshua Fields Millburn, que escreve no blog\u00a0<a href=\"http:\/\/www.theminimalists.com\/\"><i>TheMinimalists<\/i><\/a>\u00a0\u2013, tente se desapegar de uma s\u00f3 coisa durante 30 dias, come\u00e7ando pelos objetos mais f\u00e1ceis de eliminar. Desprenda-se das coisas \u00f3bvias. Come\u00e7ando por aquelas que claramente n\u00e3o precisa: as x\u00edcaras que nunca usa, aquele presente horr\u00edvel que ganhou, etc.\u201d<\/p>\n<p>Outro caso famoso de desapego volunt\u00e1rio \u00e9 o de Rob Greenfield (2), um norteamericano de 30 anos, protagonista da s\u00e9rie-document\u00e1rio\u00a0<i>Free Way<\/i>(\u201cViajante sem dinheiro\u201d, do Discovery Channel), que, sob o lema \u201cmenos \u00e9 mais\u201d, abriu m\u00e3o de todos seus pertences, inclusive de sua casa. E anda pelo mundo com apenas 111 pertences (incluindo a escova de dentes)\u2026 Ou a designer canadense Sarah Lazarovic, que passou um ano sem comprar roupa e cada vez que sentia vontade, desenhava a pe\u00e7a em quest\u00e3o. Resultado: um belo livro de esbo\u00e7os chamado\u00a0<i>Um mont\u00e3o de coisas lindas que n\u00e3o comprei<\/i>\u00a0(3). Tamb\u00e9m h\u00e1 o exemplo de Courtney Carver, que prop\u00f5e, em seu site\u00a0<a href=\"https:\/\/bemorewithless.com\/project-333\/\"><i>Project 333<\/i><\/a>, um desafio de baixo orcamento, convidando os leitores a se vestirem com somente 33 pe\u00e7as de roupa durante tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Na mesma linha, temos o caso da blogueira e\u00a0<i>youtuber<\/i>\u00a0francesa Laetitia Birbes, 33 anos, que ficou famosa pelo seu desafio de nunca mais comprar roupa novamente: \u201cEu era uma consumidora compulsiva. V\u00edtima das promo\u00e7\u00f5es, das tend\u00eancias e da tirania da moda \u2013 diz. Tinha dias em que chegava a gastar 500 euros em roupas\u2026 Toda vez que tinha problemas com meu parceiro ou com os exames, comprava roupa. Cheguei a compor perfeitamente o discurso dos publicit\u00e1rios: confundia sentimentos com produtos\u2026\u201d (4). At\u00e9 que um dia decidiu esvaziar seu arm\u00e1rio e doar tudo. Sentiu-se\u00a0livre e leve; liberta de um peso emocional antes n\u00e3o suspeitado: \u201cagora vivo com dois vestidos, tr\u00eas calcinhas e um par de meias\u201d. E d\u00e1 confer\u00eancias por toda a Fran\u00e7a para ensinar sobre a disciplina do \u201clixo zero\u201d e do consumo minimalista.<\/p>\n<p>O consumismo \u00e9 consumir consumo. \u00c9 uma atitude impulsiva onde n\u00e3o importa o que \u00e9 comprado, a quest\u00e3o \u00e9 comprar. Na realidade, vivemos na sociedade do desperd\u00edcio, desperdi\u00e7amos absurdamente. Ante essa aberra\u00e7\u00e3o, o minimalismo de consumo \u00e9 um movimento mundial que prop\u00f5e comprar somente o necess\u00e1rio. O exerc\u00edcio \u00e9 simples: devemos olhar para as coisas que temos em casa e determinar quais usamos realmente. O resto \u00e9 ac\u00famulo: veneno.<\/p>\n<p>Duas jornalistas argentinas, Evangelina Himitian y Soledad Vallejos, passaram da teoria para a pr\u00e1tica. Depois de terem vivido como milh\u00f5es de outros consumidores, que acumulam sem nenhum crit\u00e9rio, decidiram questionar seu pr\u00f3prio comportamento. Claro que ambas compravam por outros motivos, menos por necessidade. E propuseram-se ficar um ano sem consumir nada que n\u00e3o fosse absolutamente indispens\u00e1vel, para depois contar com grande talento as suas experi\u00eancias (5).<\/p>\n<p>N\u00e3o se tratava somente de n\u00e3o consumir, como tamb\u00e9m de se desintoxicar, de libertar-se do consumo acumulado. As duas jornalistas come\u00e7aram se auto impondo uma disciplina\u00a0<i>detox<\/i>: cada uma tinha que extrair de sua casa dez objetos por dia, durante quatro meses: 1.200 ao todo. Tiveram de descartar, doar, se desprender, se desfazer\u2026 Como uma esp\u00e9cie de faxina, para passarem a ser \u201cdesconsumistas\u201d: \u201cNos \u00faltimos cinco anos \u2013 contam Evangelina e Soledad \u2013 acendeu-se uma luz de consci\u00eancia coletiva no mundo sobre a forma de consumir.\u00a0\u00c9\u00a0uma maneira de controlar os abusos do mercado. Porque \u00e9 tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia para escancarar os pontos cegos do sistema econ\u00f4mico capitalista. Por mais que pare\u00e7a pretensioso, \u00e9 exatamente isso: o capitalismo apoia-se na necessidade de fabricar necessidades. E para cada necessidade \u00e9 fabricado um produto\u2026 Isto \u00e9 ainda mais palp\u00e1vel em pa\u00edses de economia desenvolvida, nos quais os indicadores oficiais medem a qualidade de vida de acordo com a capacidade de consumo das fam\u00edlias\u2026\u201d.<\/p>\n<p>Este aborrecimento, cada vez mais universal, com o consumismo, tamb\u00e9m atinge o universo digital. Surge o que poder\u00edamos chamar de\u00a0<i>digital detox<\/i>, que consiste em abandonar as redes sociais por um tempo e por diversos motivos. Expande-se o movimento dos \u201cex-conectados\u201d ou \u201cdesconectados\u201d, uma nova tribo urbana composta por pessoas que decidiram virar as costas para a internet e viver\u00a0<i>offline<\/i>. N\u00e3o possuem WhatsApp, n\u00e3o querem nem ouvir falar em Twitter, n\u00e3o usam Telegram, odeiam o Facebook, n\u00e3o simpatizam com o Instagram e quase n\u00e3o podem ser encontrados na Internet. Alguns sequer possuem uma conta de e-mail, e aqueles que t\u00eam, acessam-na\u00a0somente de vez em quando\u2026 Enric Puig Punyet (36 anos), doutor em Filosofia, professor e escritor, \u00e9 um dos novos \u201cex-conectados\u201d. Escreveu um livro (6) no qual re\u00fane casos ver\u00eddicos de pessoas que, empenhadas em recuperar o contato direto com os outros e com elas mesmas, tomaram a decis\u00e3o de se desconectar. \u201cA internet participativa, modalidade na qual vivemos, procura nossa depend\u00eancia \u2013 explica Enric Puig Punyet. Por se tratar quase totalmente de plataformas vazias, nutridas por nosso conte\u00fado, interessa-lhes que estejamos conectados o tempo inteiro. Essa din\u00e2mica \u00e9 facilitada pelos\u00a0<i>smartphones<\/i>, os quais fizeram com que constantemente estiv\u00e9ssemos dispon\u00edveis e aliment\u00e1ssemos as redes. Tal estado de hiperconex\u00e3o, traz consigo os problemas que estamos come\u00e7ando a perceber: subtrai nossa capacidade de aten\u00e7\u00e3o, de processar profundamente e de socializar. Uma grande parte do atrativo das tecnologias digitais \u00e9 planejada por companhias que querem nosso consumo e conex\u00e3o cont\u00ednua, como ocorre em tantas outras esferas \u2013 porque essa \u00e9 a base do consumismo. Todo ato de desconex\u00e3o, seja parcial ou total, deve ser compreendido como uma medida de resist\u00eancia que procura compensar uma situa\u00e7\u00e3o que se encontra desequilibrada\u201d (7).<\/p>\n<p>O direito \u00e0 desconex\u00e3o digital j\u00e1 existe na Fran\u00e7a. Em parte, como resposta \u00e0 grande quantidade de casos de\u00a0<i>burnout<\/i>\u00a0(exaust\u00e3o por excesso de trabalho) ocorridos nos \u00faltimos anos, como consequ\u00eancia da press\u00e3o laboral (8). Agora os trabalhadores franceses podem optar por n\u00e3o responder\u00a0\u00e0s mensagens digitais enquanto est\u00e3o fora de sua jornada de trabalho. A Fran\u00e7a tornou-se pioneira neste tipo de leis, embora ainda existam d\u00favidas sobre o modo como esta\u00a0ser\u00e1 executada. A nova norma obriga as companhias que tiverem mais de 50 funcion\u00e1rios a abrirem as negocia\u00e7\u00f5es sobre o direito de ficar\u00a0<i>offline<\/i>, ou seja, a n\u00e3o atender\u00a0<i>e-mails<\/i>ou mensagens digitais profissionais em suas horas vagas. Por\u00e9m, o texto n\u00e3o especifica que deva chegar-se a um acordo, nem fixa nenhum prazo para as negocia\u00e7\u00f5es. As empresas poderiam limitar-se a redigir um guia de orienta\u00e7\u00f5es, sem participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Mas a necessidade do\u00a0<i>digital detox<\/i>, de sair das redes e se permitir uma folga da internet, est\u00e1 proposta.<\/p>\n<p>A sociedade de consumo, em todos seus aspectos, j\u00e1 n\u00e3o seduz mais. Intuitivamente, sabemos hoje que tal modelo, associado ao capitalismo predat\u00f3rio, \u00e9 sin\u00f4nimo de desperd\u00edcio e esbanjamento irrespons\u00e1vel. Os objetos desnecess\u00e1rios nos asfixiam. E asfixiam o planeta. \u00c9 algo que o planeta j\u00e1 n\u00e3o pode suportar. Porque os recursos se esgotam. E se contaminam. Inclusive aqueles que existem em abund\u00e2ncia (ar, \u00e1gua doce, oceanos\u2026). E frente \u00e0 cegueira de muitos governos, \u00e9 chegada a hora de uma a\u00e7\u00e3o coletiva dos cidad\u00e3os, a favor de um desconsumo radical.<\/p>\n<p>(1) Chris Goodall, \u201c\u2018Peak Stuff\u2019. Did the UK reach a maximum use of material resources in the early part of the last decade?\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/static.squarespace.com\/static\/545e40d0e4b054a6f8622bc9\/t\/54720c6ae4b06f326a8502f9\/1416760426697\/Peak_Stuff_17.10.11.pdf\">http:\/\/static.squarespace.com\/static\/545e40d0e4b054a6f8622bc9\/t\/54720c6ae4b06f326a8502f9\/1416760426697\/Peak_Stuff_17.10.11.pdf<\/a><\/p>\n<p>(2)\u00a0<a href=\"https:\/\/mrmondialisation.org\/rob-greenfield-le-forest-gump-de-lecologie\/\">https:\/\/mrmondialisation.org\/rob-greenfield-le-forest-gump-de-lecologie\/<\/a><\/p>\n<p>(3)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dailymail.co.uk\/femail\/article-2178944\/Sarah-Lazarovic-How-woman-saved-2-000-PAINTING-clothes-wants-instead-buying-them.html\">http:\/\/www.dailymail.co.uk\/femail\/article-2178944\/Sarah-Lazarovic-How-woman-saved-2-000-PAINTING-clothes-wants-instead-buying-them.html<\/a><\/p>\n<p>(4)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lemonde.fr\/m-perso\/article\/2017\/09\/15\/consommation-trop-c-est-trop_5186310_4497916.html\">http:\/\/www.lemonde.fr\/m-perso\/article\/2017\/09\/15\/consommation-trop-c-est-trop_5186310_4497916.html<\/a><\/p>\n<p>(5) Leia Evangelina Himitian y Soledad Vallejos,\u00a0<i>Deseo consumido<\/i>, Editorial Sudamericana, Buenos Aires, 2017.<\/p>\n<p>(6) Enric Puig Punyet,\u00a0<i>La gran adicci\u00f3n. C\u00f3mo sobrevivir sin Internet y no aislarse del mundo<\/i>, Arpa editores, Barcelona, 2017.<\/p>\n<p>(7)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-39216905\">http:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-39216905<\/a><\/p>\n<p>(8) Em 2008 e 2009 ocorreram 35 suic\u00eddios numa companhia como\u00a0<i>France Telecom<\/i>\u00a0(agora\u00a0<i>Orange<\/i>). Tamb\u00e9m ocorreram na\u00a0<i>Renault<\/i>. Desde o dia 1 de janeiro de 2017, a lei permite ao assalariado de uma empresa de mais de 50 trabalhadores, n\u00e3o atender\u00a0<i>e-mails\u00a0<\/i>fora do hor\u00e1rio de trabalho.<\/p>\n<p>Fontes &#8211; Ignacio Ramonet,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.medelu.org\/\">Medelu<\/a>\u00a0\/ tradu\u00e7\u00e3o\u00a0Simone Paz\u00a0Hern\u00e1ndez, Outras Palavras de 21 de novembro de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7a, em todo mundo,\u00a0cr\u00edtica\u00a0\u00e0 obsess\u00e3o por acumular e ostentar mercadorias. 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