{"id":22961,"date":"2018-02-19T09:00:12","date_gmt":"2018-02-19T12:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=22961"},"modified":"2018-02-14T11:38:19","modified_gmt":"2018-02-14T13:38:19","slug":"os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao\/","title":{"rendered":"Os recordes clim\u00e1ticos de 2017 e o legado da atual gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-node--field-autor field-formatter-link field-name-field-autor field-type-link field-label-inline clearfix has-single\"><\/div>\n<div class=\"field field-node--field-edicao-imagem field-formatter-link field-name-field-edicao-imagem field-type-link field-label-inline clearfix has-single\"><\/div>\n<div class=\"clearfix text-formatted field field-node--field-corpo field-formatter-text-default field-name-field-corpo field-type-text-long field-label-hidden has-single\">\n<div class=\"field__items\">\n<div class=\"field__item\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"O Brasil teve um n\u00famero recorde de inc\u00eandios florestais em 2017\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/ju\/2018-02\/img_ART_LM_capaJU_20180205.jpg\" alt=\"O Brasil teve um n\u00famero recorde de inc\u00eandios florestais em 2017\" width=\"807\" height=\"501\" \/><\/p>\n<p>Em janeiro de cada ano, o MET Office, a ag\u00eancia brit\u00e2nica de pesquisas e previs\u00f5es sobre meteorologia e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, atualiza seu\u00a0<em>decadal forecast<\/em>, i.e., sua previs\u00e3o clim\u00e1tica para os pr\u00f3ximos dez anos. O t\u00edtulo do \u00faltimo comunicado, \u201cPrevis\u00e3o para os pr\u00f3ximos cinco anos indica mais aquecimento\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#1\">[1]<\/a>, nada tem de novo. Dada a din\u00e2mica inercial do aquecimento global, sabemos que \u201cmais aquecimento est\u00e1 em curso e ocorrer\u00e1 mesmo sem mais gases de efeito estufa\u201d, para diz\u00ea-lo nos termos de James Hansen<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#2\">[2]<\/a>. O que \u00e9 novo, ainda que n\u00e3o surpreendente, na declara\u00e7\u00e3o do MET Office \u00e9 a possibilidade de estourarmos j\u00e1 nos pr\u00f3ximos cinco anos a meta de aquecimento que o Acordo de Paris, em vigor desde novembro de 2016, almejava n\u00e3o ultrapassar neste s\u00e9culo: \u201cH\u00e1 uma pequena chance (cerca de 10%) de que ao menos um ano no per\u00edodo [2018-2022] possa exceder 1,5\u00ba\u00a0C\u00a0\u00a0acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industrais (1850-1900). \u00c9 a primeira vez que t\u00e3o altos valores v\u00eam \u00e0 baila nessas previs\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Para o novo relat\u00f3rio do IPCC, com publica\u00e7\u00e3o prevista para outubro de 2018, mas divulgado em seu estado de rascunho pela Ag\u00eancia\u00a0<em>Reuters<\/em>\u00a0em 18 de janeiro passado,\u00a0 \u201ch\u00e1 um alto risco\u201d desse limite de 1,5\u00ba\u00a0C ser ultrapassado at\u00e9 2040. O contraste de datas entre o MET e o IPCC \u00e9 apenas aparente porque, como o MET esclarece, h\u00e1 um intervalo de alguns anos entre o aquecimento ultrapassar momentaneamente 1,5\u00ba\u00a0C (2018-2022) e instalar-se acima desse patamar, o que deve ocorrer na segunda metade do pr\u00f3ximo dec\u00eanio. Da mesma maneira, antes de atingir em 2015 o n\u00edvel agora irreversivelmente ultrapassado de 1\u00ba\u00a0C, chegamos a \u201cqueim\u00e1-lo\u201d pela primeira vez em 2010, como mostra a Figura 1<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img align-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_interna_1_20180205.jpg\" alt=\"Figura 1\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"1dbcc4b2-aa5f-4b3e-8875-4eef86367279\" \/><figcaption><em><strong>Figura 1<\/strong>\u00a0\u2013 Evolu\u00e7\u00e3o das anomalias de temperatura (\u00baC) no primeiro semestre de 2016 em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo 1880-1899.\u00a0Fonte: \u201cRecord-Breaking Climate Trends Briefing\u201d, 19\/VII\/2016. Goddard Institute for Spatial Studies (GISS), Nasa &lt;<a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/12305\">https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/12305<\/a>&gt;.<\/em><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m disso, a preposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>at\u00e9<\/em>\u00a0na locu\u00e7\u00e3o \u201c<em>at\u00e9<\/em>\u00a02040\u201d (<em>by<\/em>\u00a02040) do IPCC indica um cauteloso termo limite, um\u00a0<em>terminus ante quem<\/em>, e pode significar uma data qualquer nos pr\u00f3ximos dois dec\u00eanios. Na realidade, ela indica uma data prov\u00e1vel j\u00e1 no pr\u00f3ximo dec\u00eanio, pois, segundo a Reuters, o texto ainda em revis\u00e3o do IPCC\u00a0afirma<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#3\">[3]<\/a>:<\/p>\n<p>\u201cEstima-se que a humanidade poderia ainda emitir t\u00e3o somente 580 bilh\u00f5es de toneladas [Gigatoneladas ou Gt] de gases de efeito estufa [GEE] para ter uma chance maior que 50% de limitar o aquecimento a 1,5\u00ba\u00a0C \u2013 o que equivale a um prazo de 12 a 16 anos mantido o n\u00edvel atual das emiss\u00f5es desses gases\u201d.<\/p>\n<p>Se tomarmos por base o ano de 2016, quando, segundo o Emission\u00a0Database for Global Atmospheric Research (EDGAR), as emiss\u00f5es globais de GEE atingiram 53,4 GtCO<sub>2<\/sub>-eq, ultrapassaremos esse limite de 580 Gt nos pr\u00f3ximos 10 a 11 anos.<\/p>\n<p>Essas estimativas do MET e do IPCC s\u00e3o corroboradas por uma terceira e por uma quarta proje\u00e7\u00e3o. Em 2016, o Climate Central, uma ONG nascida de um encontro de climatologistas na Yale University, afirmava que, \u201cmantido o n\u00edvel atual de emiss\u00f5es (RCP8,5), podemos cruzar o limiar de 1,5\u00ba\u00a0C em 10 a 15 anos, isto \u00e9, em algum momento entre 2025 e 2030<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#4\">[4]<\/a>. A quarta proje\u00e7\u00e3o, enfim, publicada em setembro de 2017 na Geophysical Research Letters, prop\u00f5e que, se a Oscila\u00e7\u00e3o Interdecenal do Pac\u00edfico (IPO<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#5\">[5]<\/a>) tornar-se positiva ou permanecer negativa, atingiremos +1,5\u00ba\u00a0C em 2026 ou em 2031, conforme mostra a Figura 2.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img align-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_interna_2_20180205.jpg\" alt=\"Figura 2\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"ecf3d5f1-5470-4ee0-9dde-bf7ab627a981\" \/><figcaption><em><strong>Figura 2<\/strong>\u00a0\u2013 Proje\u00e7\u00f5es de ultrapassagem de +1,5\u00ba\u00a0C nas temperaturas m\u00e9dias superficiais terrestres e mar\u00edtimas combinadas acima da m\u00e9dia das temperaturas pr\u00e9-industriais (1850-1900), segundo a fase positiva (2026) ou negativa (2031) da Oscila\u00e7\u00e3o Interdecenal do Pac\u00edfico (IPO).\u00a0Fonte: Alvin Stone, \u201cParis 1.5\u00ba C target may be smashed by 2026\u201d GeoSpace, 9\/V\/2017. Baseado em Benjamin J. Henley, Andrew D. King, \u201cTrajectories toward the 1.5\u00ba C Paris target: Modulation by the Interdecadal Pacific Oscillation\u201d. Geophys. Research Letters 8\/V\/2017.<\/em><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>2017 no contexto da acelera\u00e7\u00e3o\u00a0das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Lembremos que os 20 anos mais quentes dos registros hist\u00f3ricos, iniciados em 1880, ocorreram justamente nos 20 anos decorridos entre 1998 e 2017. E os 4 anos mais quentes dessa s\u00e9rie de 137 anos incidem no quatri\u00eanio 2014-2017. Como se insere nessa acelera\u00e7\u00e3o o ano de 2017? Como seria de se esperar num quadro de acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, 2017 quebrou v\u00e1rios recordes. Mas talvez nenhum ano dos registros hist\u00f3ricos tenha se mostrado mais rico que o ano passado em n\u00famero e variedade de sintomas de acelera\u00e7\u00e3o de nossa trajet\u00f3ria rumo a uma degrada\u00e7\u00e3o socioambiental catastr\u00f3fica. Em 18 de janeiro de 2018, a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM) declarou que \u201c2015, 2016 e 2017 foram confirmados como os tr\u00eas anos mais quentes dos registros globais, sendo que 2017 foi o ano mais quente sem um El Ni\u00f1o\u201d. Isso se traduziu em ondas de calor sem precedentes. Queensland e New South Wales, na Austr\u00e1lia, bateram o recorde de calor, com temperaturas pr\u00f3ximas de 50\u00ba C.<\/p>\n<p>Na Europa, \u201cL\u00facifer\u201d, como foi chamada a onda de calor europeu de 2017, bateu, na zona mediterr\u00e2nea, o recorde de intensidade da onda de calor europeu de 2003<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#6\">[6]<\/a>. Em junho de 2017, Las Vegas bateu seu recorde de temperatura, atingindo 47\u00ba C. Em julho, na cidade chinesa de Xi\u2019an, o term\u00f4metro atingiu por oito dias temperaturas acima de 40\u00ba C. Em Xangai, ele subiu a 40,9\u00ba C, em Trupan, a 49\u00ba C, em Shaanxi, a 44,7\u00ba C,\u00a0 temperaturas todas que romperam novos recordes hist\u00f3ricos no pa\u00eds. Em Jales, no estado de S\u00e3o Paulo, em 11 de setembro de 2017, a temperatura ainda invernal chegou a 37,2\u00ba C. Na capital, ela chegou nesse mesmo dia a 31,9\u00ba C, recorde batido apenas por 2016, quando chegou a 33\u00ba C&lt;<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>O ano de 2017 quebrou recordes tamb\u00e9m no que se refere a eventos meteorol\u00f3gicos extremos e inunda\u00e7\u00f5es. Houve no ano passado 17 tempestades nomeadas, 10 furac\u00f5es e seis furac\u00f5es de categoria 3 ou mais alta, todos esses n\u00fameros acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Em agosto, o furac\u00e3o Harvey que se abateu sobre Houston e regi\u00e3o, no Texas (EUA), trouxe a maior quantidade de chuvas dos registros hist\u00f3ricos (1.539 mm) ao longo de quatro dias nesse pa\u00eds, causando pela terceira vez, ap\u00f3s 2001 e 2015, uma inunda\u00e7\u00e3o supostamente esperada \u201ca cada 500 anos\u201d. Em setembro, o Irma devastou o Caribe, com ventos de at\u00e9 297 km\/h que se mantiveram por 37 horas, a mais longa dura\u00e7\u00e3o registrada no mundo. Apenas nos EUA, enquanto tais eventos extremos, inc\u00eandios e inunda\u00e7\u00f5es trouxeram preju\u00edzos de US$ 144 bilh\u00f5es em 2005, os piores at\u00e9 ent\u00e3o, 2017 trouxe preju\u00edzos de US$ 306 bilh\u00f5es<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>N\u00edveis igualmente sem precedentes de inc\u00eandios florestais ocorreram nos EUA, Europa (Portugal, Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Rom\u00eania), Austr\u00e1lia e na \u00c1sia do Sudeste. O Brasil teve em 2017 um n\u00famero recorde de inc\u00eandios florestais\u00a0na s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1999. \u201cA an\u00e1lise dos locais onde os inc\u00eandios ocorreram mostra que, neste ano, o fogo aumentou em \u00e1reas de\u00a0floresta natural, avan\u00e7ando em pontos onde antes n\u00e3o havia registro de chamas, e atingindo unidades de conserva\u00e7\u00e3o e\u00a0terras ind\u00edgenas. Entre todos os biomas, o Cerrado foi o que teve mais unidades de conserva\u00e7\u00e3o atingidas, contabilizando 75% de toda a destrui\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas protegidas\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 18 de dezembro, haviam sido registrados \u201ccerca de 272 mil focos de fogo, 46% a mais do que em 2016 e acima do recorde anterior, de 2004, quando foram detectados 270 mil pontos de calor. Inc\u00eandios criminosos destru\u00edram 986 mil hectares de unidades de conserva\u00e7\u00e3o (&#8230;). O n\u00famero ficou pr\u00f3ximo do registrado no ano passado, quando foram destru\u00eddos cerca de 1 milh\u00e3o de hectares. Nas terras ind\u00edgenas, os focos aumentaram 70% e ultrapassaram 7 mil\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Quanto ao branqueamento de corais, o Coral Reef Watch da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) afirmou em seu boletim de janeiro de 2018 que o Terceiro Evento Global de Branqueamento de Corais, terminado em junho de 2017, \u00e9 o primeiro a perdurar tr\u00eas anos consecutivos<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#10\">[10]<\/a>. Esse evento \u201cpermanece o mais longo, o mais amplo e possivelmente o mais danoso evento de branqueamento de corais jamais registrado. Ele afetou mais corais que qualquer outro evento de branqueamento anterior\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Salto sem precedentes\u00a0no aquecimento oce\u00e2nico<\/strong><\/p>\n<p>A mais inequ\u00edvoca assinatura do aquecimento m\u00e9dio global \u00e9 a temperatura dos oceanos, pois sua faixa superficial absorve mais de 90% do calor excedente produzido pelas crescentes concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de gases de efeito estufa.\u00a0 Aqui, a acelera\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente evidente. Sabemos que \u201cmetade do aumento do calor absorvido no oceano globalmente desde 1865 foi acumulado desde 1997\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#12\">[12]<\/a>. Sabemos tamb\u00e9m que o aumento do calor contido no oceano entre 1992 e 2015 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao aumento ocorrido nas tr\u00eas d\u00e9cadas anteriores (1960 &#8211; 1990)<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#13\">[13]<\/a>, como mostra a Figura 3.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img align-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_interna_3_20180205.jpg\" alt=\"Figura 3\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"423cc692-12b5-4502-96fb-6e1a6fe74104\" \/><figcaption><em><strong>Figura 3<\/strong>\u00a0\u2013 Calor contido nos oceanos (Ocean heat content, OHC) entre 1950 e 2015 (em 10\u00b2\u00b2 Joules)<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#14\">[14]<\/a>. Fonte: Paul Horn, Inside Climate News, baseado em Lijing Cheng et al., \u201cImproved estimates of ocean heat content from 1960 to 2015\u201d. Science Advances, 10\/III\/2017<\/em><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mais que acelera\u00e7\u00e3o, o ano de 2017 foi, em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, o ano do grande salto no aquecimento nos oceanos at\u00e9 a profundidade de dois mil metros<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#15\">[15]<\/a>. A Figura 4 mostra as anomalias crescentes na energia t\u00e9rmica em Joules do oceano em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de refer\u00eancia, 1981-2010.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img align-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_interna_4_20180205.jpg\" alt=\"Figura 4\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"2dafef46-7b57-4c75-8132-dd3319fe6b67\" \/><figcaption><em><strong>Figura 4<\/strong>\u00a0\u2013 Anomalias nas temperaturas oce\u00e2nicas (0 a 2000 m) em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de base 1981-2010 (em\u00a0 10\u00b2\u00b2\u00a0joules). Fonte: Lijing Cheng &amp; Jiang Zhu, \u201c2017 was the Warmest Year on Record for the Global Ocean\u201d. Advances in Atmospheric Sciences, 34, mar\u00e7o, 2018, pp, 261-263, baseados em dados do Institute of Atmospheric Physics (IAP) da Academia de Ci\u00eancias da China.<\/em><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>O que se v\u00ea aqui \u00e9 outra demonstra\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o em curso do aquecimento global, e talvez a mais irrefut\u00e1vel porque as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos oceanos s\u00e3o livres de \u201cru\u00eddos\u201d meteorol\u00f3gicos de curto prazo, t\u00edpicos da atmosfera. Entre 1958 e 1995, todos os anos mostram um oceano mais frio que a temperatura oce\u00e2nica do per\u00edodo 1981-2010. Mas a partir de 1998, todos os anos foram mais quentes em rela\u00e7\u00e3o a esse per\u00edodo de refer\u00eancia. Segundo o Instituto de F\u00edsica Atmosf\u00e9rica (IAP) da China, os \u00faltimos cinco anos foram os mais quentes das medi\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, com 2017 ocupando o topo do p\u00f3dio. Em 2017, afirmam Lijing Cheng e Jiang Zhu:<\/p>\n<p>\u201cA faixa superior de 2 mil metros dos oceanos foi 1,51 x 10<sup>22<\/sup>\u00a0Joules mais quente do que 2015, o segundo ano mais quente, e 19,19 x 10<sup>22\u00a0<\/sup>Joules acima do per\u00edodo de refer\u00eancia climatol\u00f3gica, 1981 \u2013 2010. Para se ter uma compara\u00e7\u00e3o, a gera\u00e7\u00e3o total de energia el\u00e9trica na China em 2016 equivale a 0,00216 x 10<sup>22<\/sup>\u00a0Joules, ou seja, ela foi 699 vezes menor que o aumento l\u00edquido de calor no oceano em 2017\u201d.<\/p>\n<p>Eis a progress\u00e3o do aquecimento oce\u00e2nico nos \u00faltimos cinco anos, sempre em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de refer\u00eancia (1981-2010):<\/p>\n<ol>\n<li>2017: 19,19 \u00d7 10<sup>22<\/sup>\u00a0J<\/li>\n<li>2015: 17,68\u00a0\u00d7\u00a010<sup>22<\/sup>\u00a0J<\/li>\n<li>2016: 17,18\u00a0\u00d7\u00a010<sup>22<\/sup>\u00a0J<\/li>\n<li>2014: 16,74\u00a0\u00d7\u00a010<sup>22<\/sup>\u00a0J<\/li>\n<li>2013: 16,08\u00a0\u00d7\u00a010<sup>22<\/sup>\u00a0J<\/li>\n<\/ol>\n<p>Observe-se que 2017 registra um salto sem precedentes em rela\u00e7\u00e3o a 2016 e em rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m a qualquer outro intervalo anual no per\u00edodo quinquenal em exame. Trata-se de um salto de 2,01 x 10<sup>22<\/sup>\u00a0J entre 2016 e 2017, quando o maior intervalo anterior (de 2015 em rela\u00e7\u00e3o a 2014) foi de 0,94 x 10<sup>22<\/sup>. Como advertem ainda Cheng e Zhu, \u201co aumento na temperatura do oceano em 2017 resultou em uma eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 1,7 mil\u00edmetro do n\u00edvel do oceano\u201d, sendo que outro tanto se deveu ao degelo, numa eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia total de 3,4 mm em 2017<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>A acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0e o descumprimento do Acordo de Paris<\/strong><\/p>\n<p>As mensura\u00e7\u00f5es e as proje\u00e7\u00f5es acima citadas, em meio a uma profus\u00e3o de dados convergentes, demonstram \u00e0 saciedade que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o se acelerando. Salvo para os que acreditam que a Terra \u00e9 plana ou que o capitalismo pode-se tornar sustent\u00e1vel, essa evid\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 mais sujeita a discuss\u00e3o. Sua mais elementar demonstra\u00e7\u00e3o encontra-se nas taxas de aumento m\u00e9dio anual das concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de gases de efeito estufa (GEE) desde 1991:<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO<sub>2<\/sub>-eq (GEE) em partes por milh\u00e3o (ppm) e aumento m\u00e9dio anual em cada per\u00edodo (dois dec\u00eanios e o quinqu\u00eanio 2011-2016)<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img align-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_interna_5_20180205.jpg\" alt=\"Figura 5\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"40f0875f-ff26-4d1a-bee0-9cdb6b9ceb74\" \/><figcaption><em><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0NOAA Annual Greenhouse Gas Index (AGGI)<\/em><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o das taxas de aumento das concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de GEE nos \u00faltimos 25 anos implica correlativa acelera\u00e7\u00e3o do aquecimento global (tal como mostra, acima, a Figura 1). E dado que o aquecimento atmosf\u00e9rico e mar\u00edtimo afeta negativamente os ecossistemas, a biodiversidade, a economia, a seguran\u00e7a energ\u00e9tica, h\u00eddrica e alimentar das sociedades, al\u00e9m de intensificar os eventos meteorol\u00f3gicos extremos, a a\u00e7\u00e3o de agentes patog\u00eanicos, a letalidade por ondas de calor extremo e a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, pode-se concluir com razo\u00e1vel seguran\u00e7a que, em termos socioambientais, o pr\u00f3ximo dec\u00eanio ser\u00e1 pior que este que se aproxima de seu fim.<\/p>\n<p>Qu\u00e3o capazes seremos de atenuar essa piora, eis algo que (ainda) depende da lucidez e da coragem pol\u00edtica das sociedades de abandonar os combust\u00edveis f\u00f3sseis antes que eles nos destruam. Por enquanto, as sociedades deixam-se iludir por seus governos, que se comprometem a diminuir as emiss\u00f5es a cada COP, enquanto mant\u00eam o p\u00e9 bem fundo no acelerador dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. O relat\u00f3rio de novembro de 2017 da PBL Netherlands Environmental Assessment Agency adverte que, dois anos ap\u00f3s a assinatura do Acordo de Paris e um ano ap\u00f3s sua entrada em vigor (4\/11\/2016), dois ter\u00e7os dos pa\u00edses mais emissores de GEE nem se colocaram em marcha na dire\u00e7\u00e3o de atingir suas metas clim\u00e1ticas compromissadas em Paris<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p>O ano de 2017 foi tamb\u00e9m o ano em que Donald Trump decidiu abandonar explicitamente o Acordo, enquanto a Alemanha desistiu de suas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE para 2020. Como declarou ao\u00a0<em>The Financial Times<\/em>\u00a0Tobias Austrup, do Greenpeace da Alemanha, \u201cisso prejudica a credibilidade da Alemanha, mas prejudica tamb\u00e9m o inteiro processo internacional sobre o clima. Por que outros pa\u00edses deveriam manter suas metas clim\u00e1ticas se n\u00f3s n\u00e3o as mantemos?\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#18\">[18]<\/a>. De fato, 25 dos 28 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o est\u00e3o se movendo na dire\u00e7\u00e3o de cumprir suas pr\u00f3prias metas. Para Femke de Jong, diretor do Carbon Market Watch, \u201cos governantes da Uni\u00e3o Europeia, que se retratam como l\u00edderes clim\u00e1ticos, deveriam colocar seu dinheiro onde est\u00e1 sua boca, tratando de fechar as brechas na legisla\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica europeia e pressionando por mais ambi\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#19\">[19]<\/a>. O Brasil, s\u00e9timo maior emissor de GEE do mundo, realizou a proeza do desacoplamento negativo: o PIB diminuiu enquanto as emiss\u00f5es antropog\u00eanicas brasileiras de GEE aumentaram 8,9% em 2016 em rela\u00e7\u00e3o a 2015, \u201ccom crescimento expressivo da contribui\u00e7\u00e3o do desmatamento na polui\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica gerada pelo pa\u00eds\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#20\">[20]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Um esfor\u00e7o de guerra\u00a0sem precedentes<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o que reporta a Reuters do j\u00e1 citado relat\u00f3rio do IPCC, ainda in\u00e9dito:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 precedentes hist\u00f3ricos na escala de mudan\u00e7as requeridas no uso de energia para transitar dos combust\u00edveis f\u00f3sseis a energias renov\u00e1veis, e para as reformas na agropecu\u00e1ria e na ind\u00fastria, de modo a que [o aquecimento m\u00e9dio global] permane\u00e7a abaixo do limite de 1,5\u00ba C.\u00a0 (&#8230;)\u201d<\/p>\n<p>Para desviarmos de nosso curso, seria hoje necess\u00e1rio, portanto, um esfor\u00e7o de guerra maior que qualquer outro j\u00e1 empreendido na hist\u00f3ria do capitalismo. O que est\u00e1 ocorrendo, contudo, \u00e9 um esfor\u00e7o de guerra das petroleiras e da rede corporativa dela dependente no sentido de desinformar e manter paralisada nossa civiliza\u00e7\u00e3o termo-f\u00f3ssil. Eis o \u00faltimo resultado desse esfor\u00e7o: em 2017, as emiss\u00f5es antropog\u00eanicas globais de CO<sub>2<\/sub>\u00a0aumentaram ainda cerca de 2% (entre 0,8% e 3%) e 3,5% na China, com novo incremento do consumo de carv\u00e3o nesse pa\u00eds<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#21\">[21]<\/a>.<\/p>\n<p>A que dist\u00e2ncia estamos de uma acelera\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel ou mesmo de uma transi\u00e7\u00e3o abrupta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, capaz de condenar a civiliza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea a um colapso socioambiental? N\u00e3o \u00e9 ainda dado sab\u00ea-lo. Mas sabemos que em 2017 diminu\u00edram ainda mais as chances j\u00e1 diminutas de evitar o perigo que motivou o Acordo de Paris, vale dizer, a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica de um aquecimento m\u00e9dio global superior a 2\u00ba C acima do per\u00edodo pr\u00e9-industrial, n\u00edvel que pode desencadear e tornar inelut\u00e1veis aquecimentos sucessivos. Segundo Michael Mann, Robert Jackson e um n\u00famero crescente de cientistas, essa cat\u00e1strofe pode-se tornar realidade dentro de dois dec\u00eanios<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#22\">[22]<\/a>. Por aterrorizante e iminente que seja, tal perspectiva n\u00e3o tem suscitado as \u201cmudan\u00e7as requeridas no uso de energia\u201d exortadas pelo IPCC. Ao contr\u00e1rio, segundo a Energy Information Administration (EIA), em 2017 o consumo mundial de petr\u00f3leo ultrapassou 98,39 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo por dia (MMbb\/d), contra 96,95 MMbb\/d em 2016.<\/p>\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE), \u201ca demanda por petr\u00f3leo aumentar\u00e1 nos pr\u00f3ximos cinco anos, superando em 2019 o marco simb\u00f3lico dos 100 MMbb\/d e atingindo 104 MMbb\/d at\u00e9 2022\u201d<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#23\">[23].\u00a0<\/a>Nos c\u00e1lculos da EIA, o marco dos 100 milh\u00f5es de barris por dia ser\u00e1 superado j\u00e1 em 2018<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/os-recordes-climaticos-de-2017-e-o-legado-da-atual-geracao#24\">[24]<\/a>.<\/p>\n<p>Os jovens, que sofrer\u00e3o em breve as consequ\u00eancias brutais desse consumo, ter\u00e3o raz\u00e3o de desprezar a atual gera\u00e7\u00e3o de adultos, a primeira que pode saber cientificamente o que o futuro nos reserva e a \u00faltima que ainda pode fazer algo para evit\u00e1-lo, mas est\u00e1 preferindo deixar um legado de indiferen\u00e7a ou de ret\u00f3ricas tranquilizantes de \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d. 2017 \u00e9 o retrato em miniatura desse legado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n[1]\u00a0Cf. MET Office, \u201cFive-year forecast indicates further warming\u201d, 31\/I\/2018<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.metoffice.gov.uk\/news\/releases\/2018\/decadal-forecast-2018\">https:\/\/www.metoffice.gov.uk\/news\/releases\/2018\/decadal-forecast-2018<\/a>.<\/p>\n[2]\u00a0Cf. James Hansen, \u201cWhy I must speak out about climate change\u201d. Ted Talk, 2012\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/james_hansen_why_i_must_speak_out_about_climate_change\">https:\/\/www.ted.com\/talks\/james_hansen_why_i_must_speak_out_about_climate_change#t-384684<\/a>.<\/p>\n[3]\u00a0Cf. Alister Doyle, \u201cWarming set to breach Paris accord\u2019s toughest limit by mid century: draft\u201d. Reuters, 18\/I\/2018.<\/p>\n[4]\u00a0Cf. Climate Central Research Report, \u201cFlirting with the 1.5\u00b0C Threshold\u201d. 20\/IV\/2016<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.climatecentral.org\/news\/world-flirts-with-1.5C-threshold-20260\">http:\/\/www.climatecentral.org\/news\/world-flirts-with-1.5C-threshold-20260<\/a>.<\/p>\n<p id=\"6\">[5]\u00a0A Oscila\u00e7\u00e3o Interdecenal do Pac\u00edfico (IPO) \u00e9 uma oscila\u00e7\u00e3o de longo prazo (15 a 30 anos) nas temperaturas superficiais do Oceano Pac\u00edfico. Embora suas intera\u00e7\u00f5es com outras vari\u00e1veis clim\u00e1ticas, tais como a Oscila\u00e7\u00e3o Sul do El Ni\u00f1o (ENSO) e a Oscila\u00e7\u00e3o Decadal do Pac\u00edfico (PDO), n\u00e3o sejam ainda bem entendidas, \u00e9 sabido que as fases positiva e negativa do IPO afetam a for\u00e7a e a frequ\u00eancia dos fen\u00f4menos de El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a. Cf. M. J. Salinger, J.A. Renwick &amp; A.B. Mullan, \u201cInterdecadal Pacific Oscillation and South Pacific climate\u201d. International Journal of Climatology, 30\/XI\/2001: \u201cO IPO \u00e9 uma fonte significativa de varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica nas escalas decenais de tempo em toda regi\u00e3o do SO do Pac\u00edfico, num contexto que inclui aumentos da temperatura m\u00e9dia superficial do planeta\u201d.<\/p>\n[6]\u00a0Cf. Bob Berwyn, \u201cEurope&#8217;s Hot, Fiery Summer Linked to Global Warming, Study Shows\u201d. Inside Climate News, 27\/IX\/2017: \u201cThe summer of 2003 is still the hottest on record for the whole of Europe, although 2017 was hotter in the Mediterranean region\u201d.<\/p>\n[7]\u00a0Cf. Reinaldo Jos\u00e9 Lopes e Carlos Fioravanti, \u201cOndas de calor mais intensas, longas e frequentes\u201d. Revista Pesquisa Fapesp, XII\/2017, pp. 26-29.<\/p>\n[8]\u00a0Cf. Chris Fawkes, \u201cIs climate change making hurricanes worse?\u201d. BBC, 30\/XII\/2017.<\/p>\n[9]\u00a0Cf. Cleide Carvalho, \u201cBrasil termina 2017 com n\u00famero recorde de queimadas desde 1999\u201d. O Globo, 18\/XII\/2017.<\/p>\n[10]\u00a0Cf. NOAA, \u201cU.S. coral reefs facing warming waters, increased bleaching. Hotter-than-normal ocean temperatures continue for 3rd consecutive year\u201d. 20\/VI\/2016.<\/p>\n<p id=\"13\">[11]\u00a0Cf. NOAA, \u201cCoral bleaching during &amp; since the 2014-2017 Global Coral Bleaching Event. Status and an Appeal for Observations\u201d. 16\/I\/2018.<\/p>\n[12]\u00a0Cf. Peter J. Gleckler et al., \u201cIndustrial-era global ocean heat uptake doubles in recent decades\u201d. Nature Climate Change, 6, 18\/I\/2016, pp. 394-398.<\/p>\n[13]\u00a0Cf. Lijing Cheng et al., \u201cImproved estimates of ocean heat content from 1960 to 2015\u201d. Science Advances, 10\/III\/2017.<\/p>\n[14]\u00a0O Joule (J) \u00e9, aqui, a unidade de energia dissipada como calor quando uma corrente el\u00e9trica de um ampere passa pela resist\u00eancia de um ohm por um segundo. Em termos pr\u00e1ticos, \u00e9 a energia requerida para aumentar a temperatura de 1 ml de \u00e1gua at\u00e9 0,24 oC.<\/p>\n[15]\u00a0Cf. Lijing Cheng &amp; Jiang Zhu, \u201c2017 was the Warmest Year on Record for the Global Ocean\u201d.<br \/>\nAdvances in Atmospheric Sciences, 34, mar\u00e7o, 2018, pp, 261-263.<\/p>\n[16]\u00a0Cf. Rebecca Lindsey, \u201cClimate Change: Global Sea Level, NOAA, 11\/IX\/2017: \u201cSea level continues to rise at a rate of just over\u00a0one-eighth of an inch (3.4\u00a0mm) per year, due to a combination of melting glaciers and ice sheets, and thermal expansion of seawater as it warms\u201d.<\/p>\n<p id=\"21\">[17]\u00a0Cf. \u201cTwo-thirds of major emitting countries not on track to reach Paris climate proposals\u201d. PBL Netherlands Environmental Assessment Agency, 1\/XI\/2017.<\/p>\n[18]\u00a0Cf. Akshat Rathi, \u201cIf Germany can\u2019t hit its own climate goals to help the world, can anybody else?\u201d. Quartz,\u00a0 10\/I\/2018.<\/p>\n[19]\u00a0Cf. Arthur Neslen, \u201cOnly Sweden, Germany and France among EU are pursuing Paris climate goals, says study\u201d. The Guardian, 28\/III\/2017 e Carbon Market Watch, EU Climate Board. Policy Briefing, III\/2017 (em rede).<\/p>\n[20]\u00a0Cf. Sistema de Estimativa de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG).\u00a0<a href=\"http:\/\/plataforma.seeg.eco.br\/total_emission\">http:\/\/plataforma.seeg.eco.br\/total_emission<\/a>.<\/p>\n[21]\u00a0Cf. Corinne Le Qu\u00e9r\u00e9 et al., \u201cGlobal Carbon Budget 2017\u201d. Earth System Science Data, 13\/XI\/2017: \u201cFor 2017, preliminary data indicate a renewed growth in EFF\u00a0[Emiss\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis] of +2.0\u2009% (range of 0.8\u2009% to 3.0\u2009%)\u201d. Veja-se tamb\u00e9m \u201cAnalysis: Global CO<sub>2<\/sub>emissions set to rise 2% in 2017 after three-year \u2018plateau\u2019, CarbonBrief, 13\/XI\/2017.<\/p>\n[22]\u00a0Vejam-se, entre outros, Michael E. Mann, \u201cEarth Will Cross the Climate Danger Threshold by 2036\u201d. Scientific American, 1\/IV\/2014; R. B. Jackson, P. Friedlingstein, J. G. Canadell, R.M. Andrew, \u201cTwo or three degrees: CO<sub>2<\/sub>\u00a0Emissions and Global Temperature Impacts\u201d. The Bridge on Energy, the Environment, and Climate Change, 3\/VII\/2015.<\/p>\n[23]\u00a0Cf. AIE, \u201cEnergy Snapshot\u201d, 6\/IV\/2017.<\/p>\n[24]\u00a0Cf. EIA, \u201cShort-Term Energy Outlook\u201d, 9\/I\/2018.<\/p>\n<p>Luiz Marques\u00a0\u00e9 professor livre-docente do Departamento de Hist\u00f3ria do IFCH \/Unicamp. Pela editora da Unicamp, publicou Giorgio Vasari,\u00a0<i>Vida de Michelangelo\u00a0<\/i>(1568), 2011 e\u00a0<i>Capitalismo e Colapso ambiental<\/i>, 2015, 2<sup>a<\/sup>edi\u00e7\u00e3o, 2016. Coordena a cole\u00e7\u00e3o Palavra da Arte, dedicada \u00e0s fontes da historiografia art\u00edstica, e participa com outros colegas do coletivo\u00a0<i>Cris\u00e1lida, Crises SocioAmbientais Labor Interdisciplinar Debate &amp; Atualiza\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0(<a href=\"http:\/\/crisalida.eco.br\/\">crisalida.eco.br<\/a>).<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Texto Luiz Marques, Fotos\u00a0<a href=\"mailto:sugimoto@reitoria.unicamp.br\">DIVULGA\u00c7\u00c3O IBAMA<\/a>, edi\u00e7\u00e3o de imagem Paulo Cavalheri, Jornal da UNICAMP de 05 de fevereiro de 2017<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"float-none field field-node--field-imagem-capa-ju-online field-formatter-image field-name-field-imagem-capa-ju-online field-type-image field-label-above has-single\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro de cada ano, o MET Office, a ag\u00eancia brit\u00e2nica de pesquisas e previs\u00f5es sobre meteorologia e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, atualiza seu\u00a0decadal forecast, i.e., sua previs\u00e3o clim\u00e1tica para os pr\u00f3ximos dez anos. O t\u00edtulo do \u00faltimo comunicado, \u201cPrevis\u00e3o para os pr\u00f3ximos cinco anos indica mais aquecimento\u201d[1], nada tem de novo. 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