{"id":24156,"date":"2018-05-14T15:00:39","date_gmt":"2018-05-14T18:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=24156"},"modified":"2018-05-14T11:25:59","modified_gmt":"2018-05-14T14:25:59","slug":"declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio-ecologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio-ecologico\/","title":{"rendered":"Decl\u00ednio da fertilidade masculina. Um caso ainda pouco estudado de suic\u00eddio ecol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/ju\/2018-05\/img_ART_LM_pesticidas_capaJU_20180514.jpg\" alt=\"Agricultor aplica pesticida em lavoura na regi\u00c3\u00a3o de Campinas: muitos dos efeitos da \u00e2\u0080\u009csopa qu\u00c3\u00admica industrial\u00e2\u0080\u009d, observa Luiz Marques, ainda s\u00c3\u00a3o desconhecidos | Foto: Antoninho Perri\" \/><em>Imagem de capa JU-online<\/em><\/p>\n<p>A revista\u00a0<em>Nature ecology &amp; evolution<\/em>\u00a0acaba de publicar um trabalho intitulado \u201cSuic\u00eddio ecol\u00f3gico em micro-organismos\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#1\">[I]<\/a>. O artigo lembra que, ao lado de intera\u00e7\u00f5es sociais positivas nas quais cada indiv\u00edduo beneficia-se das a\u00e7\u00f5es coletivas de seus pares, constata-se tamb\u00e9m o seu inverso:<\/p>\n<p>\u201cOrganismos podem, da mesma forma, mostrar intera\u00e7\u00f5es negativas ao mudar o meio ambiente em maneiras que lhes s\u00e3o prejudiciais, por exemplo, por deple\u00e7\u00e3o dos recursos ou por produ\u00e7\u00e3o de subprodutos t\u00f3xicos\u201d.<\/p>\n<p>Os autores observam nesse trabalho que, quando uma popula\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de bact\u00e9ria de solo, a\u00a0<em>Paenebacillus<\/em>, \u00e9 alimentada de modo a permitir reprodu\u00e7\u00e3o ilimitada, essas bact\u00e9rias \u201cmodificam o pH ambiente em tal grau, que essa altera\u00e7\u00e3o leva a uma r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o, um fen\u00f4meno que chamamos suic\u00eddio ecol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p>O artigo j\u00e1 recebeu um n\u00famero muito grande de cita\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, por suas \u00f3bvias rela\u00e7\u00f5es com o comportamento de nossa esp\u00e9cie, teve forte impacto\u00a0tamb\u00e9m fora do c\u00edrculo estrito dos especialistas em microbiologia.\u00a0Ele foi repercutido, por exemplo, por um artigo na revista\u00a0<em>Cosmos<\/em>, no qual se l\u00ea: \u201ccomo os humanos s\u00e3o hoje bem conscientes, transformar o meio ambiente pode ter efeitos colaterais negativos. A polui\u00e7\u00e3o gerada pelos humanos amea\u00e7a os ecossistemas e esp\u00e9cies por todo o globo e est\u00e1 inclusive alterando o clima do planeta\u201d. O artigo do\u00a0<em>The New York Times<\/em>explicita j\u00e1 em seu t\u00edtulo a semelhan\u00e7a desse comportamento bacteriano com o nosso: \u201cUma popula\u00e7\u00e3o que polui a si mesma at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o se trata de n\u00f3s)\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#2\">[II]<\/a>. E no Brasil o t\u00edtulo do artigo de Fernando Reinach a respeito desse trabalho encerra todo um programa: \u201cCompreender o suic\u00eddio ecol\u00f3gico das bact\u00e9rias pode sugerir maneiras de evitar a nossa pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#3\">[III]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Esp\u00e9cie ou sociedade capitalista?<\/strong><\/p>\n<p>Esse paralelismo entre n\u00f3s e algumas esp\u00e9cies de micro-organismos, sublinhado pelos tr\u00eas artigos acima citados, teria um fundamento biol\u00f3gico? Em outras palavras, pode-se identificar no comportamento dos homens,\u00a0<em>como esp\u00e9cie<\/em>, uma propens\u00e3o para o suic\u00eddio ecol\u00f3gico? Talvez sim, dada a sua agressividade \u00edmpar no reino animal, exercida contra outras esp\u00e9cies e contra si pr\u00f3pria. N\u00e3o \u00e9, contudo, neste espa\u00e7o que essa imensa quest\u00e3o, talvez sem resposta, poderia ser discutida. O que \u00e9 poss\u00edvel, em todo o caso, afirmar \u00e9 que a racionalidade a partir da qual o capitalismo estrutura a sociedade, impondo-lhe uma concep\u00e7\u00e3o redutora e mercadol\u00f3gica das rela\u00e7\u00f5es entre o homem e seu habitat, \u00e9 fortemente indutora de suic\u00eddio ecol\u00f3gico. Ao potenciar e glorificar o comportamento predador e o ganho sobre a \u201cpresa\u201d (seja essa \u201cpresa\u201d o trabalhador, o consumidor, o outro empres\u00e1rio, a sociedade como um todo, as outras esp\u00e9cies ou os ecossistemas em geral), o capitalismo age como um mecanismo de retroalimenta\u00e7\u00e3o positiva das puls\u00f5es agressivas da esp\u00e9cie humana, que se traduzem, no limite, numa din\u00e2mica sist\u00eamica de suic\u00eddio ecol\u00f3gico.<br \/>\n<strong>As tr\u00eas vias do suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>A agressividade expansionista do sistema capitalista, seja ele de tipo \u201cliberal\u201d ou autorit\u00e1rio, \u00e9 respons\u00e1vel pela corrida armamentista que levou, com o desenvolvimento dos pesticidas industriais, \u00e0s armas qu\u00edmicas na Primeira Guerra Mundial e, com o desenvolvimento da f\u00edsica, \u00e0s armas nucleares na segunda. \u00c9 bom lembrar que o modelo insuper\u00e1vel de sociedade capitalista \u201cliberal\u201d, os EUA, foi o \u00fanico pa\u00eds a ter usado duas vezes a arma nuclear, e contra a popula\u00e7\u00e3o civil, no Jap\u00e3o em 1945, embora ciente de que este estava militarmente derrotado e j\u00e1 vinha buscando a media\u00e7\u00e3o de Stalin para oferecer aos aliados uma rendi\u00e7\u00e3o \u201chonrosa\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#4\">[IV]<\/a>. A luta travada, desde ent\u00e3o, pelas corpora\u00e7\u00f5es e por seus Estados pelo controle das fontes de energia e dos mercados globais jamais permitiu considerar como remota a eventualidade de uma guerra nuclear. Mas por tr\u00eas outras vias a l\u00f3gica da acumula\u00e7\u00e3o de capital e da concentra\u00e7\u00e3o do consumo revela-se ecologicamente suicida. \u00c0 medida que avan\u00e7amos no s\u00e9culo, essas tr\u00eas vias mostram-se sempre menos imprevis\u00edveis que a amea\u00e7a nuclear.<\/p>\n<p>A primeira via \u00e9 o colapso das florestas e da biodiversidade em geral. A\u00a0FAO\u00a0<em>State of the World forests<\/em>\u00a0<em>2012<\/em>\u00a0informa que, dos 60 milh\u00f5es de km2 de florestas que cobriam h\u00e1 poucos mil\u00eanios o planeta, 38% foram completamente removidas, 57% est\u00e3o fragmentadas ou degradadas, restando apenas 15% de florestas ainda intocadas pelos homens. Como afirma Michael Williams no ep\u00edlogo de sua cl\u00e1ssica s\u00edntese<em>\u00a0<\/em>de<em>\u00a0<\/em>2000 sobre o desmatamento: \u201cQuase tanta floresta foi derrubada no passado quanto nos \u00faltimos cinquenta anos\u201d, o que equivale a dizer que entre 1950 e 2000 os homens suprimiram mais florestas que em toda a sua hist\u00f3ria at\u00e9 1950\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#5\">[V]<\/a>. Os dados dos sat\u00e9lites analisados pelo Global Forest Watch mostram que apenas entre 2000 e 2012 as florestas do mundo perderam outros 2,3 milh\u00f5es de km2. Dado que, como alertam a FAO, a ci\u00eancia b\u00e1sica e o mais elementar bom senso, os homens n\u00e3o podem viver sem florestas, continuar desmatando na escala e ritmo impostos pelo carnivorismo galopante, pelo agroneg\u00f3cio e pelo\u00a0<em>Big Food<\/em>\u00a0internacional demonstra um comportamento inequivocamente suicida.<\/p>\n<p>O segundo comportamento ecologicamente suicida acusa-se na emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u00a0e de outros gases de efeito estufa, sobretudo pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, que est\u00e1 alterando a qu\u00edmica da atmosfera e aquecendo o clima do planeta. Aqui basta uma imagem para entendermos o n\u00edvel de risco existencial a que a din\u00e2mica expansiva do capitalismo global est\u00e1 expondo a humanidade e outras esp\u00e9cies: a curva de Keeling, que mede desde 1958 as concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO<sub>2<\/sub>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_pesticidas_grafico-01_20180514.jpg\" alt=\"Reprodu\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" \/><em>Figura 1\u00a0\u2013 Evolu\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO2 de 1958 a abril de 2018 no Observat\u00f3rio de Mauna Loa, no Hava\u00ed. Scripps Institution of Oceanography (University of California, San Diego).<\/em><\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o descrita por essa curva sempre mais \u00edngreme \u00e9 flagrante e os n\u00fameros a confirmam. Em 1880, as concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO<sub>2<\/sub>\u00a0eram de 280 partes por milh\u00e3o (ppm). Oitenta anos depois, em 1960, elas haviam subido apenas 30 ppm, ultrapassando ent\u00e3o 310 ppm. Mas menos de 60 anos depois, essas concentra\u00e7\u00f5es deram um salto de 100 ppm, ultrapassando 410 ppm durante todo o m\u00eas de abril de 2018. E continuamos a subir essa escada do nosso pat\u00edbulo ecol\u00f3gico, agora a uma taxa de 2,5 ppm por ano. Para piorar ainda mais o que j\u00e1 \u00e9 espantoso, continuamos em plena acelera\u00e7\u00e3o. Como afirma Ralph Keeling, diretor do programa de monitoramento das concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO<sub>2<\/sub>\u00a0no\u00a0Scripps Institution of Oceanography: \u201cEssa taxa est\u00e1 aumentando. Na d\u00e9cada de 2010 as concentra\u00e7\u00f5es est\u00e3o subindo mais rapidamente que durante a d\u00e9cada de 2000\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#6\">[VI]<\/a>.\u00a0Mantida a taxa de aumento de 2,5 ppm\/ano (desprezando, portanto, o fator acelera\u00e7\u00e3o), chegaremos em 450 ppm nos pr\u00f3ximos 15 anos, isto \u00e9, no primeiro quinqu\u00eanio dos anos 2030 e ultrapassaremos 500 ppm na d\u00e9cada de 2050. A comunidade cient\u00edfica em peso adverte sobre as consequ\u00eancias graves, talvez grav\u00edssimas, dessa trajet\u00f3ria. Como afirmava o IPCC j\u00e1 h\u00e1 mais de dez anos (2007, AR4): \u201cQualquer alvo de estabiliza\u00e7\u00e3o do CO<sub>2<\/sub>\u00a0acima de 450 ppm est\u00e1 associado a uma probabilidade significativa de disparar um evento clim\u00e1tico de larga escala\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#7\">[VII]<\/a>. Em outras palavras, estamos colocando ano ap\u00f3s ano mais balas no tambor de nossa roleta russa. Essa \u00e9 a mais simples defini\u00e7\u00e3o de um comportamento de suic\u00eddio ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>Decl\u00ednio da fertilidade masculina<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das crescentes emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, outras formas de polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do ambiente e dos organismos pelas corpora\u00e7\u00f5es constituem por certo a terceira via pela qual se patenteia o comportamento ecologicamente suicida das corpora\u00e7\u00f5es, consentido por nossas sociedades ab\u00falicas. Nos EUA, por for\u00e7a de uma lei de 1976 (Toxic Substances Control Act, TSCA), a Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (EPA) havia inventariado entre 1978 e 1982 aproximadamente 62 mil subst\u00e2ncias qu\u00edmicas industriais. Esse controle legal (TSCA) cobria os produtos gerados pela ind\u00fastria qu\u00edmica dos EUA (mas N\u00c3O cobria aditivos colocados nos alimentos, medicamentos, cosm\u00e9ticos, muni\u00e7\u00f5es, pesticidas e tabaco). Entre 1982 e 2012, a EPA recebeu o registro legal preliminar (\u201cPremanufature Notification\u201d) de outras 22 mil novas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas (\u201cnew chemicals\u201d). \u201cPor isso, o Invent\u00e1rio da EPA cont\u00e9m agora cerca de 84 mil subst\u00e2ncias qu\u00edmicas com autoriza\u00e7\u00e3o para serem comercializadas\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#8\">[VIII]<\/a>. A ind\u00fastria qu\u00edmica \u00e9 um dos setores industriais do capitalismo global mais danosos para os seres vivos. Seu poder de se manter acima de qualquer controle sanit\u00e1rio espelha-se nas cifras de uma estimativa do PNUMA: o volume global de vendas de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas aumentou desde 1975 de US$ 171 bilh\u00f5es para US$ 4,1 trilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>As megacorpora\u00e7\u00f5es banham hoje as pessoas, as sociedades e, em geral, a biota planet\u00e1ria numa sopa qu\u00edmica industrial de muitas dezenas de milhares de subst\u00e2ncias cujos efeitos diretos s\u00e3o desconhecidos, sem falar na combinat\u00f3ria das intera\u00e7\u00f5es entre elas. Isso posto, a polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 a hip\u00f3tese de etiologia sempre mais recorrente e mais plaus\u00edvel, e mesmo mais prov\u00e1vel, de v\u00e1rias patologias, disfun\u00e7\u00f5es e dist\u00farbios neurocomportamentais que v\u00eam acometendo nossas sociedades. Uma dessas disfun\u00e7\u00f5es, que come\u00e7a agora a ser mais estudada, \u00e9 o decl\u00ednio da fertilidade masculina.<\/p>\n<p>Desde os anos 1990 surgiram os primeiros alertas consistentes, mostrando que a quantidade e a qualidade dos espermatozoides haviam come\u00e7ado a declinar.\u00a0Embora n\u00e3o se tenha ainda certeza sobre as causas desses decl\u00ednios, que devem ser m\u00faltiplas, os trabalhos apontam convergentemente para os perturbadores end\u00f3crinos, subst\u00e2ncias que interferem no funcionamento normal dos horm\u00f4nios humanos. Jo\u00eblle Le Moal, epidemiologista do Institut national de Veille sanitaire (InVs), na Fran\u00e7a, afirma, por exemplo, a respeito do decl\u00ednio da fertilidade masculina, que \u201ca hip\u00f3tese de perturba\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas \u00e9 forte, dados os produtos qu\u00edmicos globalmente difusos no meio ambiente aos quais a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 exposta por todas as vias poss\u00edveis, seja pela alimenta\u00e7\u00e3o, seja pelo ar\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#9\">[IX]<\/a>.<\/p>\n<p>Mais recentemente, uma meta-an\u00e1lise com dados de 42.935 homens, assinada por oito cientistas coordenados por Hagai Levine, confirmou a consist\u00eancia de trabalhos anteriores, estabeleceu novos e mais confi\u00e1veis resultados e fortaleceu ainda mais a hip\u00f3tese ambiental\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#10\">[X]<\/a>:<\/p>\n<p>\u201c[o decl\u00ednio na] contagem de espermatozoides foi plausivelmente associado a m\u00faltiplas influ\u00eancias ambientais e de estilo de vida, tanto na fase pr\u00e9-natal quanto na vida adulta. Em particular, perturba\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas causadas por exposi\u00e7\u00f5es a subst\u00e2ncias qu\u00edmicas ou o tabagismo maternal durante janelas cr\u00edticas de desenvolvimento reprodutivo masculino podem desempenhar um papel na vida pr\u00e9-natal, enquanto mudan\u00e7as de estilo de vida e exposi\u00e7\u00e3o a pesticidas podem ter import\u00e2ncia na vida adulta\u201d.<\/p>\n<p><strong>A revis\u00e3o sistem\u00e1tica de Hagai Levine e colegas<\/strong><\/p>\n<p>O objetivo dessa revis\u00e3o \u00e9 avaliar os trabalhos que reportam dados sobre a contagem total (<em>total<\/em><em>sperm count, TSC<\/em>) e a concentra\u00e7\u00e3o por mililitro (<em>sperm concentration, SC<\/em>) dos espermatozoides no s\u00eamen, segundo dois grupos geogr\u00e1ficos: os pa\u00edses industrializados ou \u201cWestern countries\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#11\">[XI]<\/a>\u00a0e \u201coutros\u201d, i.e., pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e \u00c1sia). Essa revis\u00e3o n\u00e3o foca na qualidade morfol\u00f3gica e na motilidade dos espermatozoides, outros fatores intervenientes na fertilidade masculina. Fatores suscept\u00edveis de criar algum vi\u00e9s estat\u00edstico (<em>potential confounders<\/em>) foram devidamente controlados e ajustados. Os resultados obtidos estampam-se na Figura abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_pesticidas_grafico-02_20180514.jpg\" alt=\"Reprodu\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" \/><em>Figura 2\u00a0\u2013 (a) Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de espermatozoides por mililitro (milh\u00e3o\/ml) e (b) contagem total de espermatozoides no s\u00eamen em milh\u00f5es, entre 1973 e 2011.|\u00a0Fonte:\u00a0Hagai Levine\u00a0et al., \u00ab\u00a0Temporal trends in sperm count: a systematic review and meta-regression analysis\u201d.\u00a0Human Reproduction Update, 2017, pp. 1-14, figura 3.<\/em><\/p>\n<p>O gr\u00e1fico da esquerda (a) mostra a redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de espermatozoides por mililitro (milh\u00e3o\/ml). Observam-se aqui decl\u00ednios entre homens dos pa\u00edses industrializados (<em>Western<\/em>), seja no grupo de homens n\u00e3o selecionados por problemas de fertilidade, ou outros vieses\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#12\">[XII]<\/a>\u00a0(<em>Unselected Western<\/em>, linha preta), seja entre homens f\u00e9rteis sempre dos pa\u00edses industrializados (<em>Fertile Western<\/em>, linha verde), com um decl\u00ednio mais \u00edngreme entre os homens do primeiro grupo (<em>Unselected Western<\/em>). Usando estimativas de 99 milh\u00f5es de espermatozoides por ml em 1973, chega-se a 47,1 milh\u00f5es\/ml em 2011, um decl\u00ednio de 52,4%, a uma taxa de decl\u00ednio de 1,4% ao ano no primeiro grupo (<em>Unselected Western<\/em>, linha preta).<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico da direita (b) mostra a redu\u00e7\u00e3o da contagem total de espermatozoides no esperma. Observam-se aqui decl\u00ednios ainda mais \u00edngremes entre homens dos pa\u00edses industrializados n\u00e3o selecionados por problemas de fertilidade ou outros vieses (<em>Unselected Western<\/em>, linha preta): de estimativas de 337,5 milh\u00f5es em 1973, passa-se a 137,5 milh\u00f5es em 2011, um decl\u00ednio de 59,3% a uma taxa de decl\u00ednio de 1,6% ao ano.<\/p>\n<p>De outro lado, n\u00e3o foram constatadas tend\u00eancias significativas na contagem total (<em>total<\/em>\u00a0<em>sperm count, TSC<\/em>) e na concentra\u00e7\u00e3o por mililitro (<em>sperm concentration, SC<\/em>) dos espermatozoides no s\u00eamen, nos dados coletados nos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, \u00c1sia e \u00c1frica. Pode-se explicar tal discrep\u00e2ncia por duas raz\u00f5es. A primeira, discutida pelos autores, \u00e9 um conhecimento mais lacunar e menos temporalmente abrangente dos dados, haja vista o n\u00famero muito menor e mais recente de estudos sobre infertilidade masculina feitos nesses pa\u00edsesb\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#13\">[XIII]<\/a>.<\/p>\n<p>A segunda raz\u00e3o, n\u00e3o aventada nesse trabalho, parece-me desempenhar um papel ao menos t\u00e3o importante quanto a primeira: a menor exposi\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es desses pa\u00edses \u201csubdesenvolvidos\u201d a esses compostos qu\u00edmicos, cujos impactos sobre a fertilidade ocorrem por vezes j\u00e1 em per\u00edodo pr\u00e9-natal e s\u00f3 s\u00e3o constat\u00e1veis muitos anos depois. De fato, nos anos 1970 &#8211; 1990, as sociedades dos pa\u00edses do Sul eram ainda menos urbanizadas, sua agricultura era menos intensamente sujeita a fertilizantes industriais e a agrot\u00f3xicos e, sobretudo, era muito menor seu contato cotidiano com subst\u00e2ncias qu\u00edmicas usadas em grande escala nos produtos de uso corrente nos pa\u00edses industrializados: pol\u00edmeros,\u00a0pesticidas, hidrocarbonetos arom\u00e1ticos polic\u00edclicos (HAPs), bisfenol-A, ftalatos, retardantes de chamas brominados, compostos perfluorados e outros perturbadores end\u00f3crinos fortemente suspeitos de serem ingredientes importantes nas causas da infertilidade masculina prevalente nesses pa\u00edses. Se essa segunda raz\u00e3o for correta, a r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o desses pa\u00edses nos \u00faltimos 25 anos e sua exposi\u00e7\u00e3o mais recente em escala como produtores e\/ou consumidores desses produtos intoxicantes dever\u00e1 se refletir em decl\u00ednios futuros de suas taxas de fertilidade.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que o decl\u00ednio da fertilidade masculina constatado nos pa\u00edses industrializados n\u00e3o condena (ainda) esses pa\u00edses a cen\u00e1rios terminais, tal como o imaginado pelo romance\u00a0<em>The Children of Men\u00a0<\/em>de P. D. James (1992) e o filme hom\u00f4nimo de Alfonso Cuar\u00f3n (2006), que retratam em 2027 uma sociedade imersa no caos gerado, entre outros fatores, por um colapso absoluto da fertilidade humana. Se tomarmos por refer\u00eancia os limiares de fertilidade definidos por D. S. Guzick e colegas num estudo de 2001, esses pa\u00edses est\u00e3o ainda muito distantes de um estado coletivo de infertilidade ou de subfertilidade, como mostra a tabela abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_ART_LM_pesticidas_tabela-01_20180514.jpg\" alt=\"Reprodu\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" \/><em>Zonas e limiares de fertilidade, indetermina\u00e7\u00e3o e subfertilidade relativos a tr\u00eas vari\u00e1veis: concentra\u00e7\u00e3o de espermatozoides (milh\u00e3o\/ml), motilidade (%) e morfologia (% de normalidade)<\/em><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Fonte: D. S. Guzick, J. W. Overstreet, P. Factor-Litvak, C.K. Brazil, S.T. Nakajima, C. Coutifaris\u00a0<em>et al.<\/em>, \u201cSperm morphology, motility, and concentration in fertile and infertile men\u201d.\u00a0<em>New England Journal of Medicine<\/em>, 2001, pp. 1388-1393, reproposto em Amir S. Patela, Joon Yau Leong, Ranjith Ramasamya,\u00a0\u201cPrediction of male infertility by the World Health Organization laboratory manual for assessment of semen analysis: A systematic review\u201d,\u00a0<em>Arab Journal of Urology<\/em>, 16, 1\/III\/2018, Tabela 3.<\/span><\/p>\n<p>Lembre-se que, como visto no gr\u00e1fico acima (Figura 2), as concentra\u00e7\u00f5es de espermatozoides nos dados coletados em homens n\u00e3o selecionados dos pa\u00edses industrializados (<em>Unselected Western<\/em>) haviam ca\u00eddo mais da metade (52,4%) em pouco menos de 40 anos (de\u00a099 milh\u00f5es de espermatozoides por ml em 1973 para 47,1 milh\u00f5es\/ml em 2011), a uma taxa de decl\u00ednio de 1,4% ao ano neste grupo. Portanto, em 2018, mantida essa taxa, esse n\u00famero j\u00e1 deve estar por volta 42,6 milh\u00f5es\/ml. Mantida essa taxa, nos pr\u00f3ximos 40 anos, ele deve cair novamente pela metade, isto \u00e9, para 24 milh\u00f5es\/ml, colocando esses pa\u00edses j\u00e1 bem pr\u00f3ximos da zona de subfertilidade masculina, de modo que, mantida essa rota, a infertilidade masculina, ao menos nos pa\u00edses industrializados, poder\u00e1 deixar no horizonte do pr\u00f3ximo meio s\u00e9culo de ser fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>O problema do decl\u00ednio da fertilidade hoje<\/strong><\/p>\n<p>O problema, entretanto, n\u00e3o reside no futuro, mas j\u00e1 no presente. Segundo Hagai Levine e colegas, na revis\u00e3o acima citada (p. 9), \u201cuma alta propor\u00e7\u00e3o de homens dos pa\u00edses industrializados com concentra\u00e7\u00f5es abaixo de 40 milh\u00f5es\/ml \u00e9 particularmente preocupante dada a evid\u00eancia de que a contagem de espermatozoides abaixo desse limiar \u00e9 associada com uma menor probabilidade mensal de concep\u00e7\u00e3o\u201d. Al\u00e9m disso, esse decl\u00ednio implica problemas de sa\u00fade n\u00e3o atinentes \u00e0 esfera da reprodu\u00e7\u00e3o.\u00a0\u201cO decl\u00ednio na contagem dos espermatozoides\u201d, concluem os autores, \u201cpode ser considerado como \u2018o can\u00e1rio na mina de carv\u00e3o\u2019 para a sa\u00fade masculina no transcorrer de toda a vida\u201d. Por exemplo, n\u00edveis reduzidos de espermatozoides no s\u00eamen s\u00e3o preditores de diversas condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas e s\u00e3o correlacionados com uma maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer nos test\u00edculos e com\u00a0malforma\u00e7\u00f5es genitais, como criptorquidias e hiposp\u00e1dias\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/luiz-marques\/declinio-da-fertilidade-masculina-um-caso-ainda-pouco-estudado-de-suicidio#14\">[XIV]<\/a>, al\u00e9m de atrasos da puberdade e em n\u00edveis totais mais baixos de testosterona, problemas cujas ocorr\u00eancias tamb\u00e9m v\u00eam aumentando percentualmente nos \u00faltimos dec\u00eanios.<\/p>\n<p>As megacorpora\u00e7\u00f5es direta ou indiretamente ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis, o agroneg\u00f3cio global e a imers\u00e3o da biosfera na grande sopa qu\u00edmica em que os organismos v\u00e3o se degradando\u00a0fornecem os tra\u00e7os distintivos de nossa civiliza\u00e7\u00e3o t\u00f3xico-industrial. S\u00e3o esses tra\u00e7os \u2013 mas tamb\u00e9m e sobretudo nossa identifica\u00e7\u00e3o com\u00a0 a concep\u00e7\u00e3o capitalista das rela\u00e7\u00f5es homem-natureza e nosso descaso pelas gera\u00e7\u00f5es futuras \u2013 as vias fundamentais pelas quais o comportamento da humanidade se aproxima sempre mais do suic\u00eddio ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p id=\"1\">O que nos difere, entretanto, do comportamento bacteriano \u00e9 o fato de que os micro-organismos n\u00e3o est\u00e3o conscientes da armadilha da expans\u00e3o\/polui\u00e7\u00e3o em que terminar\u00e3o por cair. N\u00f3s, ao contr\u00e1rio, estamos cada vez mais conscientes da insustentabilidade crescente de nossas escolhas de sociedade. A ci\u00eancia, a reflex\u00e3o filos\u00f3fica e pol\u00edtica e a indigna\u00e7\u00e3o moral em face da crescente desigualdade social nos fazem cada vez mais conscientes de que avan\u00e7amos numa trajet\u00f3ria suicida de colapso socioambiental. Essa consci\u00eancia \u00e9, de um lado, um agravante, porque continuamos a nos comportar como micro-organismos, mas \u00e9 tamb\u00e9m um motivo de esperan\u00e7a, porque a percep\u00e7\u00e3o do perigo crescente nos obriga a uma mudan\u00e7a radical ao mesmo tempo em nossas rela\u00e7\u00f5es sociais e em nossas rela\u00e7\u00f5es com a natureza, uma mudan\u00e7a de paradigma civilizacional e sem paralelo hist\u00f3rico, a \u00fanica capaz de nos afastar a tempo do suic\u00eddio ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p id=\"2\">\n<p id=\"3\">[I]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. C. Ratzke, J. Denk, J. Gore,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41559-018-0535-1\">&#8220;Ecological suicide in microbes&#8221;<\/a>.\u00a0<em>Nature ecology &amp; evolution<\/em>, 16\/IV\/2018.<\/span><\/p>\n<p id=\"4\">[II]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. Stephen Fleischfresser, \u201cSelf-destructive microbe species can commit \u2018ecological suicide\u2019.\u00a0<em>Cosmos<\/em>, 17\/IV\/2018.<\/span><\/p>\n<p id=\"5\">[III]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. Natalie Angier, &#8220;A population that pollutes\u00a0<\/span><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">itself into extinction (and it&#8217;s not us)&#8221;.\u00a0<\/span><em>The New York Times<\/em>, 30\/IV\/2018; Fernando Reinach,\u00a0<em>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/em>, 5\/V\/2018.<\/p>\n<p id=\"6\">[IV]<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">\u00a0Cf. Peter Kuznick &amp; Oliver Stone,<em>\u00a0The Untold History of the United States<\/em>,\u00a0<\/span><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Simon &amp; Schuster, 2012<\/span><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">; Peter Kuznick,\u00a0<\/span><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">\u201cThe Atomic Bomb didn\u2019t end the war\u201d,\u00a0<em>U.S. News<\/em>, 27\/V\/2016.<\/span><\/p>\n<p id=\"7\">[V]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. Michael Williams,\u00a0<em>Deforesting the Earth<\/em>, 2000, Epilogue: \u201cAlmost as much forest was cleared in the past as has been cleared in the last 50 years\u201d.<\/span><\/p>\n<p id=\"8\">[VI]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Citado por Chris Mooney, \u201cEarth\u2019s atmosphere just crossed another troubling climate change threshold\u201d.\u00a0<em>The Washington Post<\/em>, 3\/V\/2018: \u201cThe rate has been increasing, with the decade of the\u00a02010s rising faster than the 2000s. (\u2026)\u201cWe\u2019re just moving further and further into dangerous territory.\u201d<\/span><\/p>\n<p id=\"9\">[VII]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">IPCC Fourth Assessment Report (2007),<strong>\u00a0<\/strong><\/span><span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Working Group II: Impacts, Adaptation and Vulnerability: \u201cAny CO<sub>2<\/sub>\u00a0stabilisation target above 450 ppm is associated with a significant probability of triggering a large-scale climatic event\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p id=\"10\">[VIII]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK268889\/\">\u201cIdentifying and Reducing Environmental Health Risks of Chemicals in Our Society: Workshop Summary\u201d<\/a>. (Roundtable on Environmental Health Services, Research and Medicine: Board on Population Health and Public Health Practice. Institute of Medicine. Washington (DC) National Academic Press, 2\/X\/2014.<\/span><\/p>\n<p id=\"11\">[IX]<span lang=\"FR\" xml:lang=\"FR\">\u00a0Cf. Paul Benkimoun, \u201cChute spectaculaire de la qualit\u00e9 du sperme\u201d.\u00a0<em>Le Monde<\/em>, 6\/XII\/2012;\u00a0<\/span><span lang=\"FR\" xml:lang=\"FR\">\u201cAlerte sur le sperme\u201d.\u00a0<em>Le Monde<\/em>, 6\/XII\/2012<\/span><\/p>\n<p id=\"12\">[X]\u00a0<span lang=\"EN-US\" xml:lang=\"EN-US\">Cf. Hagai Levine\u00a0<em>et al.<\/em>, \u00ab\u00a0Temporal trends in sperm count: a systematic review and meta-regression analysis\u201d.\u00a0<\/span><em>Human Reproduction Update<\/em>, 2017, pp. 1-14.<\/p>\n<p id=\"13\">[XI]\u00a0<em>Western<\/em>\u00a0abrange neste estudo os EUA, Europa, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p id=\"14\">[XII]\u00a0Homens que a princ\u00edpio n\u00e3o conheciam sua condi\u00e7\u00e3o de fertilidade.<\/p>\n[XIII]\u00a0Levine\u00a0<em>et al.\u00a0<\/em>(cit. p. 8): \u201cAs in prior analyses, we saw no significant declines for studies from South America, Asia and Africa, which may, in part be accounted for by limited statistical power and an absence of studies in unselected men from these countries prior to 1985\u201d.<\/p>\n[XIV]\u00a0A\u00a0<em>criptorquidia<\/em>\u00a0ou criptorquia ocorre quando um ou ambos os test\u00edculos n\u00e3o descem para a bolsa escrotal na fase final da gesta\u00e7\u00e3o. A hiposp\u00e1dia \u00e9 um defeito cong\u00eanito caracterizado pela disposi\u00e7\u00e3o do meato uretral na face inferior do p\u00eanis e n\u00e3o na extremidade da glande.<\/p>\n<p>Luiz Marques\u00a0\u00e9 professor livre-docente do Departamento de Hist\u00f3ria do IFCH \/Unicamp. Pela editora da Unicamp, publicou Giorgio Vasari,\u00a0Vida de Michelangelo\u00a0(1568), 2011 e\u00a0Capitalismo e Colapso ambiental, 2015, 2<sup>a<\/sup>edi\u00e7\u00e3o, 2016. Coordena a cole\u00e7\u00e3o Palavra da Arte, dedicada \u00e0s fontes da historiografia art\u00edstica, e participa com outros colegas do coletivo\u00a0Cris\u00e1lida, Crises SocioAmbientais Labor Interdisciplinar Debate &amp; Atualiza\u00e7\u00e3o(<a href=\"http:\/\/crisalida.eco.br\/\">crisalida.eco.br<\/a>).<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Jornal da UNICAMP de 14 de maio de 2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem de capa JU-online A revista\u00a0Nature ecology &amp; evolution\u00a0acaba de publicar um trabalho intitulado \u201cSuic\u00eddio ecol\u00f3gico em micro-organismos\u201d\u00a0[I]. 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