{"id":24974,"date":"2018-07-06T17:00:59","date_gmt":"2018-07-06T20:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=24974"},"modified":"2018-07-04T10:22:06","modified_gmt":"2018-07-04T13:22:06","slug":"plastico-um-grande-responsavel-pela-poluicao-marinha-entrevista-especial-com-monica-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/plastico-um-grande-responsavel-pela-poluicao-marinha-entrevista-especial-com-monica-costa\/","title":{"rendered":"Pl\u00e1stico: um grande respons\u00e1vel pela polui\u00e7\u00e3o marinha. Entrevista especial com Monica Costa"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/arquivosCartaMaior\/FOTO\/209\/25D026913A7B4AEBD06E9799BD34177E75171E069C1B89BFE89830666E0CA95E.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Pl\u00c3\u00a1stico: um grande respons\u00c3\u00a1vel pela polui\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o marinha\" \/><\/p>\n<p>Apesar de o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579675-nosso-planeta-esta-se-afogando-em-plasticos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0n\u00e3o ser biodegrad\u00e1vel como os materiais org\u00e2nicos, que retornam ao estado de\u00a0<strong>CO2<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>\u00e1gua<\/strong>, \u201cdo ponto de vista qu\u00edmico, todo pl\u00e1stico \u00e9 recicl\u00e1vel\u201d, diz a ocean\u00f3grafa e mestra em Qu\u00edmica\u00a0<strong>Monica Costa<\/strong>\u00a0\u00e0\u00a0<strong>IHU On-Line<\/strong>, na entrevista a seguir, concedida por telefone. O problema com esse tipo de material, adverte, n\u00e3o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de reciclagem, mas \u00e0 excessiva escala de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579637-um-desafio-do-seculo-o-que-fazer-do-plastico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consumo<\/a>, que torna a reciclagem invi\u00e1vel. \u201cA mudan\u00e7a de h\u00e1bitos que ocorreu depois da\u00a0<strong>Segunda Guerra<\/strong>levou a uma mudan\u00e7a do padr\u00e3o de consumo,\u00a0a qual foi direcionada para avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, e, possivelmente, o maior avan\u00e7o tecnol\u00f3gico foi a manipula\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579710-para-onu-brasil-deve-seguir-debate-sobre-plasticos-descartaveis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u201d, relata. Com a mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de consumo p\u00f3s-guerra, explica, o pl\u00e1stico se tornou \u201cextremamente desej\u00e1vel, barato, vi\u00e1vel, interessante, fortemente ligado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 pr\u00e1tica de esportes, \u00e0s tecnologias espaciais e \u00e0s tecnologias que permitiram explorar o fundo do oceano. Tudo isso se tornou dependente de pl\u00e1stico. Com isso, o consumo se tornou estratosf\u00e9rico, imprevisto e est\u00e1 muito al\u00e9m da nossa capacidade de lidar com os res\u00edduos gerados\u201d, informa.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, atualmente n\u00e3o existem muitas alternativas tecnol\u00f3gicas para dar ao\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/551403-poluicao-uma-nova-economia-do-plastico-e-urgente-entrevista-especial-com-reinaldo-dias-\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0um uso mais nobre e digno. Apesar disso, adverte, \u201cprecisamos olhar para o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/576415-paises-que-baniram-o-plastico-ja-sao-mais-de-dez\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0n\u00e3o como um res\u00edduo, mas como uma mat\u00e9ria-prima extremamente nobre que nos custou muito dinheiro, energia e recursos naturais e, portanto, n\u00e3o podemos jog\u00e1-lo fora\u201d.<\/p>\n<p><strong>Monica Costa<\/strong>\u00a0acompanha as implica\u00e7\u00f5es do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/572637-melhor-gerenciamento-de-residuos-de-plastico-em-poucos-rios-poderia-conter-plasticos-no-oceano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico nos oceanos<\/a>\u00a0desde 1999 e, segundo ela, aproximadamente 10% de todo o pl\u00e1stico produzido pela humanidade j\u00e1 est\u00e1 depositado nos oceanos. \u201cNessa \u00e9poca era dif\u00edcil ver alguma coisa, mas hoje em dia \u00e9 cada vez mais frequente assistirmos a cenas como aquelas das baleias sem rabo: elas ficam presas em res\u00edduos pl\u00e1sticos e s\u00f3 se soltam se arrancam seus rabos. Esse tipo de situa\u00e7\u00e3o foi aumentando e hoje estamos no m\u00e1ximo de percep\u00e7\u00e3o dela, mas tenho a impress\u00e3o de que ainda veremos essa\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/565303-microplastico-poluicao-invisivel-ameaca-oceanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">situa\u00e7\u00e3o piorar<\/a>\u00a0antes que as nossas a\u00e7\u00f5es consigam surtir algum efeito de revers\u00e3o nesse processo. A tend\u00eancia \u00e9 que n\u00e3o consigamos limpar o oceano e tirar todo o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/186-noticias\/noticias-2017\/568479-dia-mundial-dos-oceanos-planeta-corre-o-risco-de-se-afogar-em-plastico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0que est\u00e1 depositado nele. Talvez consigamos limpar e tirar uma parte grande, aquela que ainda pode ser removida mecanicamente, mas a parte que foi fragmentada e virou\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/186-noticias\/noticias-2017\/565114-projeto-analisa-poluicao-por-microplastico-em-praia-do-litoral-paulista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">micropl\u00e1stico<\/a>\u00a0n\u00e3o poder\u00e1 ser retirada\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>Monica Costa<\/strong>\u00a0\u00e9 doutora em Ci\u00eancias Ambientais pela\u00a0<strong>University of East Anglia<\/strong>, na\u00a0<strong>Inglaterra<\/strong>, mestra em Qu\u00edmica pela\u00a0<strong>Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro\u00a0&#8211; PUC-Rio<\/strong>\u00a0e graduada em L\u00edngua, Literatura e Civiliza\u00e7\u00e3o Francesa pela\u00a0<strong>Universit\u00e9 Nancy 2<\/strong>, na\u00a0<strong>Fran\u00e7a<\/strong>\u00a0e em Oceanografia pela\u00a0<strong>Universidade do Estado do Rio de Janeiro\u00a0&#8211; UERJ<\/strong>. Atualmente leciona na\u00a0<strong>Universidade Federal de Pernambuco\u00a0&#8211; UFPE<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Por que o pl\u00e1stico se tornou, em termos ambientais, um dos maiores desafios a serem enfrentados neste s\u00e9culo? \u00c9 por conta da impossibilidade de degrada\u00e7\u00e3o desse tipo de material ou h\u00e1 outras raz\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Essa quest\u00e3o que voc\u00ea menciona \u00e9 a raz\u00e3o qu\u00edmica. O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/576357-a-era-dos-oceanos-mortos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0n\u00e3o se degrada facilmente; ele sofre alguns tipos de degrada\u00e7\u00e3o como, por exemplo, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/186-noticias\/noticias-2017\/565720-a-poluicao-do-meio-marinho-por-detritos-de-plastico-visao-geral\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fotodegrada\u00e7\u00e3o<\/a>, que \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz, e a degrada\u00e7\u00e3o f\u00edsica, que \u00e9 a fragmenta\u00e7\u00e3o. No entanto, ele n\u00e3o faz a biodegrada\u00e7\u00e3o, como fazem os materiais org\u00e2nicos, que retornam ao estado de\u00a0<strong>CO2 e \u00e1gua<\/strong>. Al\u00e9m dessa raz\u00e3o qu\u00edmica, existem raz\u00f5es sociais e mercadol\u00f3gicas que tamb\u00e9m contribu\u00edram para esse processo: depois da\u00a0<strong>Segunda Guerra Mundial<\/strong>\u00a0a sociedade mudou muito \u2014 mudou mais r\u00e1pido do que em 100 anos do s\u00e9culo XIX at\u00e9 a\u00a0<strong>Segunda Guerra<\/strong>. Essa mudan\u00e7a de h\u00e1bitos que ocorreu depois da\u00a0<strong>Segunda Guerra<\/strong>\u00a0levou a uma mudan\u00e7a do padr\u00e3o de consumo, a qual foi direcionada para avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, e, possivelmente, o maior avan\u00e7o foi a manipula\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/554351-sacola-plastica-e-uma-das-maiores-vilas-do-meio-ambiente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>: inventamos o pl\u00e1stico, dando a ele praticamente a forma e a utiliza\u00e7\u00e3o que quis\u00e9ssemos. Essa mudan\u00e7a do padr\u00e3o de consumo fez com que o pl\u00e1stico se tornasse extremamente desej\u00e1vel, barato, vi\u00e1vel, interessante, fortemente ligado \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/569375-buenos-aires-evita-uso-de-250-milhoes-de-sacolas-plasticas-proibindo-as-embalagens-em-supermercados-e-hipermercados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">alimenta\u00e7\u00e3o<\/a>, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 pr\u00e1tica de esportes, \u00e0s tecnologias espaciais e \u00e0s tecnologias que permitiram explorar o fundo do oceano. Tudo isso se tornou dependente de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p><em>Precisamos olhar para o pl\u00e1stico n\u00e3o como um res\u00edduo, mas como uma mat\u00e9ria-prima extremamente nobre que nos custou muito dinheiro, energia e recursos naturais \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Hoje em dia temos dificuldades com os res\u00edduos oriundos do pl\u00e1stico porque o consumo se d\u00e1 em quantidades\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/577277-no-brasil-2-milhoes-de-toneladas-residuos-por-ano-chegam-aos-oceanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">muito maiores<\/a>do que a nossa capacidade de lidar com o que resta desse material. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual ele est\u00e1 t\u00e3o disseminado no meio ambiente, porque depois que usamos o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/532654-poluicao-por-plastico-causa-prejuizo-de-us-13-bilhoes-ao-ecossistema-marinho-afirma-pnuma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0n\u00e3o sabemos o que fazer com ele. Ainda n\u00e3o temos tantas alternativas de tecnologia para retornar esse material para um uso mais nobre e digno. De todo modo, precisamos olhar para o pl\u00e1stico n\u00e3o como um res\u00edduo, mas como uma\u00a0<strong>mat\u00e9ria-prima<\/strong>\u00a0extremamente nobre que nos custou muito dinheiro, energia e recursos naturais e, portanto, n\u00e3o podemos jog\u00e1-lo fora. Quando\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/185-noticias\/noticias-2016\/550629-campeonato-do-desperdicio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">jogamos fora o pl\u00e1stico<\/a>, tamb\u00e9m estamos jogando fora energia, recurso natural e muita tecnologia.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Muitas embalagens pl\u00e1sticas apresentam o selo de produto biodegrad\u00e1vel. O pl\u00e1stico chamado de biodegrad\u00e1vel representa uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel no consumo e na reutiliza\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Em princ\u00edpio, do ponto de vista qu\u00edmico, todo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/532579-reciclagem-de-residuos-solidos-a-propaganda-e-bonita-mas-o-processo-explora-os-catadores-entrevista-especial-com-alex-cardoso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico \u00e9 recicl\u00e1vel<\/a>. No entanto, dada a escala de consumo de pl\u00e1stico atualmente, nem toda a quantidade de pl\u00e1stico gerada pela sociedade \u00e9 verdadeiramente\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/552909-da-para-saber-se-havera-mais-peixes-ou-plastico-nos-oceanos-em-2050\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reciclada<\/a>, apesar de que tecnologicamente poder\u00edamos estar explorando isso. O que acontece \u00e9 que alguns pl\u00e1sticos s\u00e3o reciclados tantas vezes, que eles perdem algumas propriedades importantes. Esse material poderia ter outra destina\u00e7\u00e3o, mas o problema \u00e9 recolh\u00ea-lo e alcan\u00e7ar um volume suficiente para que ele seja destinado adequadamente. Ent\u00e3o, aquilo que vem escrito na embalagem \u00e9 parcialmente verdade, porque alguns pl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o reciclados n\u00e3o por falta de tecnologia, mas por falta de economia de escala.<\/p>\n<p><em>Quando jogamos fora o pl\u00e1stico, tamb\u00e9m estamos jogando fora energia, recurso natural e muita tecnologia \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Se nos empenh\u00e1ssemos em trabalhar em um circuito fechado, em que todo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/170-noticias\/noticias-2014\/533212-contaminacao-por-plastico-atinge-88-de-tres-mil-amostras-de-aguas-oceanicas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pl\u00e1stico<\/a>\u00a0que fosse fabricado pudesse ser usado \u00e0 vontade por todo mundo, desde que no final de sua vida \u00fatil ele voltasse para dentro de um processo de reciclagem, o pl\u00e1stico que n\u00e3o poderia ser usado para absolutamente mais nada seria muito pouco, como as embalagens de\u00a0<strong>batata frita<\/strong>,\u00a0<strong>biscoito<\/strong>\u00a0e alguns tipos de\u00a0<strong>copos<\/strong>; o problema \u00e9 recolher esse material em escala.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Que percentual do pl\u00e1stico produzido no Brasil \u00e9 reciclado? Qual seria o melhor modo de enfrentar as dificuldades acerca da reciclagem de pl\u00e1stico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Eu n\u00e3o sei informar esse n\u00famero, mas do meu ponto de vista de cidad\u00e3 um pouco mais esclarecida, porque trabalho com isso, diria que esse percentual \u00e9 pequeno. O pior gargalo \u00e9 o caminho de volta, porque o pl\u00e1stico \u00e9 injetado na sociedade com muita\u00a0<strong>rapidez<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>efici\u00eancia<\/strong>, \u00e9\u00a0<strong>barato<\/strong>, extremamente bem aceito e tem usos que, \u00e0s vezes, nos surpreendem. Mas o problema \u00e9 o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/528151-producao-utilizacao-descarte-e-reciclagem-do-pet-no-brasil-artigo-de-antonio-silvio-hendges\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">caminho de volta<\/a>, de sempre fechar esse ciclo.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 A reciclagem do pl\u00e1stico est\u00e1 contida na Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos &#8211; PNRS. Quais s\u00e3o as diretrizes da PNRS acerca desse tipo de reciclagem?<\/strong><\/p>\n<p><em>Aquilo que vem escrito na embalagem \u00e9 parcialmente verdade, porque alguns pl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o reciclados n\u00e3o por falta de tecnologia, mas por falta de economia de escala \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Sim, esse tipo de reciclagem est\u00e1 contido na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/171-noticias\/noticias-2013\/526890-politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs-entrevista-com-ricardo-abramovay\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos<\/a>\u00a0e em lei. O que n\u00e3o est\u00e1 bem resolvido s\u00e3o as diretrizes, as normas espec\u00edficas. Apesar de a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/570766-7-anos-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs-como-tirar-o-brasil-do-lixo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PNRS<\/a>\u00a0ser elaborada em cima da log\u00edstica reversa, n\u00e3o conseguimos fazer a regulamenta\u00e7\u00e3o desses setores espec\u00edficos, assim como n\u00e3o conseguimos retirar do mercado aquele tipo de material que j\u00e1 sabemos que n\u00e3o vamos conseguir reverter, como, por exemplo, as bandejas de isopor e o filme que \u00e9 usado para embrulhar os produtos nessas embalagens.<\/p>\n<p>Temos que lutar para que a log\u00edstica reversa seja atendida, seja eficiente e desej\u00e1vel pelo mercado de materiais recicl\u00e1veis, e temos que retirar do mercado os materiais que n\u00e3o ser\u00e3o facilmente reciclados. Tudo o que precisamos j\u00e1 est\u00e1 na lei e na\u00a0<strong>Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos<\/strong>; o que carecemos no momento \u00e9 de uma\u00a0<strong>regulamenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0dos setores individuais.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Qual \u00e9 a dificuldade de aplicar a log\u00edstica reversa? A dificuldade maior \u00e9 do consumidor ou do fabricante?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Existe problema com os dois, porque ainda passamos por uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/572081-orcamento-2018-ampliara-desigualdade-social-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desigualdade social<\/a>\u00a0muito grande, e a desigualdade separa as pessoas das mais diversas formas. A quest\u00e3o das possibilidades de tratamento de res\u00edduos \u00e9 uma delas. Ent\u00e3o, as pessoas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 exclu\u00eddas das escolas, dos hospitais e da habita\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o exclu\u00eddas tamb\u00e9m do processo de reciclagem de mat\u00e9ria e energia da sociedade. Hoje, no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, o n\u00edvel de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/169-noticias\/noticias-2015\/547416-francisco-uniu-meio-ambiente-com-exclusao-social\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">exclus\u00e3o social<\/a>\u00a0refor\u00e7a o problema do pl\u00e1stico, porque algumas comunidades s\u00e3o atendidas por servi\u00e7os p\u00fablicos e\/ou privados que lidam com res\u00edduos com\u00a0<strong>tecnologias de ponta<\/strong>, enquanto existe uma massa da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 atendida por nenhum servi\u00e7o. Essa discrep\u00e2ncia tem que ser revertida e reduzida, porque, caso contr\u00e1rio, n\u00e3o haver\u00e1 teoria de log\u00edstica reversa e legisla\u00e7\u00e3o nem fabricante que deem conta desse problema.<\/p>\n<p><em>Catador \u00e9 uma profiss\u00e3o que n\u00e3o deveria existir, n\u00e3o dever\u00edamos mais falar nessa palavra, que \u00e9 horrorosa; dever\u00edamos estar falando de trabalhadores que trabalham com materiais recicl\u00e1veis \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Quando a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/528766-mercado-da-agua-de-garrafa-ameaca-meio-ambiente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">garrafa<\/a>\u00a0de refrigerante, por exemplo, sai da ind\u00fastria e vai para o supermercado, ela vai atingir algumas comunidades onde ser\u00e1 tratada como um material nobre. Mas essa garrafa tamb\u00e9m atingir\u00e1 comunidades, rinc\u00f5es do nosso pa\u00eds, bols\u00f5es de pobreza, onde, ap\u00f3s ser utilizada, n\u00e3o saber\u00e3o o que fazer com ela. Por isso, \u00e9 alt\u00edssima a probabilidade de que\u00a0<strong>n\u00e3o haja controle sobre essa garrafa<\/strong>. Se n\u00e3o houver algum tipo de gasto p\u00fablico ou privado para que essa\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/569943-capsulas-de-cafe-isopor-e-garrafas-pet-sao-os-maiores-inimigos-da-reciclagem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">garrafa<\/a>\u00a0retorne a uma linha principal de coleta, ela vai se perder. Portanto, \u00e9 preciso um ajuste tanto do consumidor quanto do produtor.<\/p>\n<p>Por isso acredito muito nas\u00a0<strong>novas economias<\/strong>, nas economias que investir\u00e3o na parte social, porque muitas empresas hoje conseguem enxergar nessas dificuldades uma oportunidade de neg\u00f3cio. Essas empresas, possivelmente, ir\u00e3o transformar a forma de funcionamento das\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/observasinos\/vale\/ambiente\/cooperativas-de-catadores-exemplo-de-economia-solidaria-e-preservacao-do-meio-ambiente-em-sao-leopoldo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cooperativas de catadores<\/a>.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575765-2018-lixoes-e-aterros-controlados-uma-realidade-ainda-gritante-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Catador<\/a>\u00a0\u00e9 uma profiss\u00e3o que n\u00e3o deveria existir, n\u00e3o dever\u00edamos mais falar nessa palavra, que \u00e9 horrorosa; dever\u00edamos estar falando de trabalhadores que trabalham com materiais recicl\u00e1veis. As pessoas n\u00e3o deveriam ter que catar, elas deveriam estar recebendo para prestar esse servi\u00e7o \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 H\u00e1 alguns anos se discutiu no pa\u00eds a legisla\u00e7\u00e3o sobre o uso de sacolas pl\u00e1sticas nos supermercados e alguns estados cogitaram proibir o uso dessas sacolas, mas a medida n\u00e3o teve ades\u00e3o popular. Por que, na sua avalia\u00e7\u00e3o, ainda h\u00e1 resist\u00eancia nesse sentido?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0A discuss\u00e3o em torno do uso da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/507401-brasileirosusam15bilhoesdesacolasplasticasporano41milhoespordia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sacola pl\u00e1stica<\/a>\u00a0faz parte de um ciclo: agora estamos discutindo o uso de\u00a0<strong>canudos e de cotonetes<\/strong>, mas j\u00e1 tivemos a discuss\u00e3o do copinho e da sacola. Todos esses ciclos v\u00eam e v\u00e3o, mas o importante \u00e9 que eles continuem aparecendo e que n\u00e3o deixemos a peteca do debate cair, porque n\u00e3o ser\u00e1 no primeiro ciclo de debate que esses itens ou outros semelhantes ser\u00e3o eliminados. Talvez a quest\u00e3o das\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/528792-uso-de-sacolas-plasticas-esta-ameacado-na-california-eua\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sacolas<\/a>\u00a0ter\u00e1 que ser discutida 20, 30 vezes at\u00e9 chegarmos a uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel. A mesma situa\u00e7\u00e3o acontece com os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/eventos\/565244-onu-lanca-iniciativa-global-para-eliminar-grandes-fontes-de-lixo-marinho-ate-2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">copinhos<\/a>, que est\u00e3o sendo demonizados h\u00e1 muitos anos, mas mesmo assim ainda vemos copinhos pl\u00e1sticos circulando por a\u00ed.<\/p>\n<p>Eu mesma me vejo, muitas vezes, ref\u00e9m do copinho, porque chego a um restaurante ou uma lanchonete e pe\u00e7o uma lata de refrigerante, mas n\u00e3o tenho coragem de beber direto na lata. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, tenho duas op\u00e7\u00f5es: usar o canudo ou o copo. Se pe\u00e7o um copo, o gar\u00e7om traz um copo pl\u00e1stico, e se pe\u00e7o um copo de vidro, ele diz que n\u00e3o tem. Para resolver esse tipo de problema, eu passei a andar com dois copos na minha bolsa: um\u00a0<strong>copo de pl\u00e1stico duro<\/strong>, desses infinitamente reutiliz\u00e1veis, que uso para \u00e1gua e refrigerante, e outro copo menor, para caf\u00e9. Mas quantas pessoas andam com dois copos na bolsa hoje em dia?<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Como o dep\u00f3sito de pl\u00e1stico nos mares tem impactado os oceanos? \u00c9 poss\u00edvel estimar qual \u00e9 o percentual de pl\u00e1stico depositado nos oceanos hoje em dia? Pode nos dar exemplos de como a biodiversidade marinha tem sido afetada por conta disso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Existem estimativas, em n\u00edvel mundial, de que uma quantidade significativa, em torno de 10% do pl\u00e1stico produzido na hist\u00f3ria, est\u00e1 nos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/574947-10-atitudes-que-voce-pode-tomar-para-salvar-os-oceanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">oceanos<\/a>\u00a0hoje; isso \u00e9 muito pl\u00e1stico. A situa\u00e7\u00e3o, quando vamos ao ambiente, \u00e9 cr\u00edtica. A frequ\u00eancia com que temos nos deparado com exemplos de intera\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico com organismos marinhos, principalmente os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/?id=556168\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">animais<\/a>, est\u00e1 aumentando violentamente.<\/p>\n<p><em>Talvez consigamos limpar e tirar uma parte grande, aquela que ainda pode ser removida mecanicamente, mas a parte que foi fragmentada e virou micropl\u00e1stico n\u00e3o poder\u00e1 ser retirada \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Comecei a trabalhar com pl\u00e1stico no mar em 1999. Nessa \u00e9poca era dif\u00edcil ver alguma coisa, mas hoje em dia \u00e9 cada vez mais frequente assistirmos a cenas como aquelas das\u00a0<strong>baleias sem rabo<\/strong>: elas ficam presas em res\u00edduos pl\u00e1sticos e s\u00f3 se soltam se arrancam seus rabos. Esse tipo de situa\u00e7\u00e3o foi aumentando e hoje estamos no m\u00e1ximo de percep\u00e7\u00e3o dela, mas tenho a impress\u00e3o de que ainda veremos essa situa\u00e7\u00e3o piorar antes que as nossas a\u00e7\u00f5es consigam surtir algum efeito de revers\u00e3o nesse processo. A tend\u00eancia \u00e9 que n\u00e3o consigamos limpar o oceano e tirar todo o pl\u00e1stico que est\u00e1 depositado nele. Talvez consigamos limpar e tirar uma parte grande, aquela que ainda pode ser removida mecanicamente, mas a parte que foi fragmentada e virou\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/41343-peixes-do-pacifico-estao-comendo-plastico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">micropl\u00e1stico<\/a>\u00a0n\u00e3o poder\u00e1 ser retirada.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 O que \u00e9 o micropl\u00e1stico e como ele impacta a cadeia alimentar marinha?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Tecnicamente,\u00a0<strong>micropl\u00e1stico<\/strong>\u00a0s\u00e3o part\u00edculas menores que cinco mil\u00edmetros. O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579695-microplastico-nos-oceanos-descobertas-alarmantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">micropl\u00e1stico no oceano<\/a>, geralmente, tem duas origens: ou j\u00e1 chegou daquele tamanho ao mar, vindo da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/569459-20-dos-peixes-do-sexo-masculino-nos-rios-do-reino-unido-agora-e-transgenero-devido-ao-descarte-de-produtos-quimicos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ind\u00fastria petroqu\u00edmica<\/a>\u00a0ou de um nanopl\u00e1stico dos cremes, sabonetes ou creme dental, ou \u00e9 o resultado da fragmenta\u00e7\u00e3o de alguma coisa maior, como um balde, um carro, uma parte de navio ou rede de pesca.<\/p>\n<p>Tudo o que \u00e9 feito de pl\u00e1stico sofre degrada\u00e7\u00e3o f\u00edsica e ressecamento e vai se quebrando, mas o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/571399-microplasticos-ameacam-centenas-de-especies-da-fauna-marinha-em-todo-o-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">micropl\u00e1stico<\/a>\u00a0\u00e9 extremamente complicado, porque pode ser de qualquer pol\u00edmero, pois todos os pol\u00edmeros que usamos podem se fragmentar e virar micropl\u00e1stico, embora eles tenham formatos e densidades diferentes.<\/p>\n<p>Em termos de intera\u00e7\u00e3o com a fauna, os\u00a0<strong>micropl\u00e1sticos<\/strong>\u00a0s\u00e3o mais perversos, porque quanto menor for o micropl\u00e1stico, mais animais v\u00e3o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/41343-peixes-do-pacifico-estao-comendo-plastico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ingeri-lo<\/a>, e esse \u00e9 um dos problemas. Se antes o pl\u00e1stico estava prejudicando os golfinhos, as baleias e as tartarugas, agora o\u00a0<strong>micropl\u00e1stico<\/strong>\u00a0aumentou o problema, porque essas part\u00edculas pequenas est\u00e3o sendo ingeridas at\u00e9\u00a0pelo plancton [organismos que vivem em suspens\u00e3o na \u00e1gua e encontram-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aqu\u00e1ticos]. Agora estamos com um problema muito s\u00e9rio, pois temos uma situa\u00e7\u00e3o totalmente fora de controle.<\/p>\n<p><em>Hoje, em alguns lugares, como na Uni\u00e3o Europeia, o micropl\u00e1stico j\u00e1 \u00e9 um assunto de seguran\u00e7a alimentar \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Os micropl\u00e1sticos podem ser colonizados por microrganismos que, se ingeridos, v\u00e3o parar no trato intestinal dos animais e soltam ali dentro tudo que absorveram na \u00e1gua; o trato intestinal pode ficar entupido de\u00a0<strong>bolinhas pl\u00e1sticas<\/strong>. Todo esse material vai para a corrente sangu\u00ednea, para o sistema nervoso central, para o rim, para as g\u00f4nadas dos animais. E esse pl\u00e1stico volta para dentro da nossa casa quando\u00a0<strong>consumimos animais marinhos<\/strong>. Hoje, em alguns lugares, como na\u00a0<strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong>, o micropl\u00e1stico j\u00e1 \u00e9 um assunto de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/551120-davos-destaca-os-problemas-do-descarte-de-plastico-nos-oceanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">seguran\u00e7a alimentar<\/a>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Al\u00e9m do pl\u00e1stico, que outros elementos comp\u00f5em o lixo marinho ou contribuem para que esse lixo aumente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Al\u00e9m do pl\u00e1stico, existem os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/558256-custos-economicos-da-poluicao-e-degradacao-ambiental-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">poluentes cl\u00e1ssicos<\/a>, como o esgoto com organismos patog\u00eanicos, como os medicamentos que ingerimos e que v\u00e3o para o esgoto, os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/169-noticias\/noticias-2015\/543842-onu-cobra-proibicao-de-microplasticos-em-cosmeticos-e-produtos-para-cuidados-pessoais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cosm\u00e9ticos<\/a>, ou seja, todos os produtos que usamos em nosso corpo, produtos de limpeza dom\u00e9stica, hospitalar e industrial, o \u00f3leo e os metais, produtos que s\u00e3o utilizados na pecu\u00e1ria, produtos veterin\u00e1rios, produtos utilizados na agricultura, vidros, madeiras, fibras, tanto sint\u00e9ticas quanto naturais, e at\u00e9 a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/170-noticias\/noticias-2014\/536254-custos-da-poluicao-atmosferica-nas-regioes-metropolitanas-brasileiras-por-simone-georges-el-khouri-miraglia-e-nelson-gouveia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica<\/a>, que eventualmente \u00e9 transportada para o mar em forma de fuma\u00e7a de combust\u00e3o de \u00f4nibus e de caminh\u00e3o. Ou seja, tudo o que observamos no nosso entorno est\u00e1 presente no mar.<\/p>\n<p><em>Se antes o pl\u00e1stico estava prejudicando os golfinhos, as baleias e as tartarugas, agora o micropl\u00e1stico aumentou o problema, porque essas part\u00edculas pequenas est\u00e3o sendo ingeridas at\u00e9 pelos pl\u00e2nctons \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Neste ano elegemos falar dos\u00a0<strong>pl\u00e1sticos<\/strong>, mas todos esses fen\u00f4menos de polui\u00e7\u00e3o acontecem juntos. Logo, quando uma comunidade marinha \u00e9 atingida por\u00a0<strong>micropl\u00e1stico<\/strong>, ele n\u00e3o vem s\u00f3, ele vem acompanhado de um aumento de outros problemas ou, \u00e0s vezes, esse pl\u00e1stico chega a uma comunidade que j\u00e1 est\u00e1 estressada por outros poluentes e, com isso, a polui\u00e7\u00e3o cresce em progress\u00e3o geom\u00e9trica. Al\u00e9m dos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/186-noticias\/noticias-2017\/567546-vamos-levar-os-produtos-quimicos-a-serio-nossas-vidas-dependem-disso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">poluentes qu\u00edmicos<\/a>, existem as polui\u00e7\u00f5es f\u00edsicas \u2014 sol, calor e luz \u2014, que tamb\u00e9m s\u00e3o prevalentes em muitos ambientes costeiros. Estamos interferindo de forma muito pesada no ambiente marinho.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Que regi\u00f5es marinhas do pa\u00eds est\u00e3o mais contaminadas hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Regi\u00f5es pr\u00f3ximas de grandes cidades e portos s\u00e3o as mais contaminadas, porque ali existem todas as fontes de polui\u00e7\u00e3o. Exemplos s\u00e3o as grandes cidades costeiras, como\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/170-noticias\/noticias-2014\/537466-poluicao-mata-mais-do-que-acidentes-de-transito\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rio de Janeiro<\/a>,\u00a0<strong>Salvador<\/strong>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579546-poluicao-do-ar-em-sao-paulo-diminuiu-pela-metade-com-greve-dos-caminhoneiros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Santos<\/a>. Mas isso n\u00e3o quer dizer que em outros lugares n\u00e3o existam tamb\u00e9m evid\u00eancias da nossa interfer\u00eancia; a evid\u00eancia est\u00e1 em toda parte. No entanto, o tamanho do sinal a ser detectado \u00e9 sempre pior quanto mais perto estivermos de grandes cidades e grandes portos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Que iniciativas s\u00e3o feitas no Brasil para reduzir a polui\u00e7\u00e3o marinha no oceano? O enfrentamento desse tipo de polui\u00e7\u00e3o \u00e9 responsabilidade de quem? Existe uma gest\u00e3o compartilhada dos res\u00edduos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0A teoria diz que todos somos respons\u00e1veis pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/577141-poluicao-por-metais-pesados-ja-atinge-vida-marinha-remota-mostra-estudo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">polui\u00e7\u00e3o marinha<\/a>, tanto no plano de evit\u00e1-la quanto no plano de trat\u00e1-la. O que existe hoje no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0\u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios, que frequentemente \u00e9 repassada para os estados e at\u00e9 mesmo para a\u00a0<strong>Uni\u00e3o<\/strong>, em rela\u00e7\u00e3o ao\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/526814-despejo-de-esgoto-sem-tratamento-nos-rios-lagos-e-mares-problema-ambiental-social-e-de-saude-publica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tratamento de esgoto<\/a>\u00a0e de \u00e1gua da chuva. Existem algumas iniciativas privadas de tratamento de \u00e1guas no interior, principalmente nas ind\u00fastrias e agroind\u00fastrias, porque elas devem tratar a \u00e1gua antes que ela chegue ao corpo d\u2019\u00e1gua receptor, para n\u00e3o poluir as\u00a0<strong>bacias hidrogr\u00e1ficas<\/strong>, que, consequentemente, n\u00e3o deveriam estar poluindo o oceano.<\/p>\n<p><em>O pl\u00e1stico invadiu as nossas vidas de forma muito r\u00e1pida e eficiente, mas podemos us\u00e1-lo de modo mais inteligente \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>Existem, fora essas obriga\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de tratamento de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/562669-onu-falta-de-agua-e-de-tratamento-de-esgoto-afeta-principalmente-mulheres\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">esgoto<\/a>, algumas iniciativas muito interessantes que s\u00e3o capitaneadas pelo pessoal que trabalha com pl\u00e1stico e lixo marinho. O pl\u00e1stico e o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/170-noticias\/noticias-2014\/536273-os-oceanos-pedem-ajuda-a-gritos-por-causa-do-lixo-plastico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">lixo marinho<\/a>, de uma forma geral, s\u00e3o extremamente vis\u00edveis e f\u00e1ceis de relacionar com a sociedade. Existem muitos grupos, at\u00e9 relativamente fortes, que v\u00eam trabalhando em termos de promover a visibilidade e a\u00e7\u00f5es de tratamento do problema, como as\u00a0<strong>a\u00e7\u00f5es de limpeza<\/strong>\u00a0que, al\u00e9m de aumentarem a visibilidade dessa situa\u00e7\u00e3o, come\u00e7am a convocar as pessoas a experimentarem a dificuldade que \u00e9 despoluir o mar. Essas iniciativas est\u00e3o espalhadas por todo o litoral brasileiro e por muitas\u00a0<strong>bacias hidrogr\u00e1ficas<\/strong>. Algumas dessas iniciativas vieram \u2014 como deveria ser \u2014 de baixo para cima na sociedade, brotaram de pessoas que se incomodaram com o assunto e que t\u00eam talento mobilizador e conseguiram agregar outras pessoas em torno de si. Outras iniciativas v\u00eam de empresas que viram nisso uma oportunidade de investimento ou uma oportunidade de visibilidade que, aos poucos, vem se transformando em a\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, as iniciativas s\u00e3o muito pulverizadas.<\/p>\n<p>As responsabilidades est\u00e3o relativamente bem escritas em lei, mas n\u00e3o s\u00e3o claramente executadas. Talvez essa seja uma fronteira importante para os pr\u00f3ximos anos, se quisermos continuar participando de acordos internacionais.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Seria poss\u00edvel voltarmos atr\u00e1s e n\u00e3o sermos t\u00e3o dependentes do pl\u00e1stico? Temos alternativas ao pl\u00e1stico hoje?<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00c9 uma quest\u00e3o de escala de valores. N\u00e3o se trata de n\u00e3o usar mais computadores ou celulares. Use o celular e o pl\u00e1stico, sim; agora, use at\u00e9 o fim e depois devolva ao fabricante \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Todo o material tem uma alternativa. N\u00e3o chegamos at\u00e9 a\u00a0<strong>Segunda Guerra<\/strong>\u00a0sem ele? N\u00f3s ainda temos mem\u00f3ria viva, na nossa sociedade, de pessoas que viviam\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/507220-o-consumidor-deve-aprender-a-avaliar-quando-ha-ou-nao-necessidade-de-usar-sacola-plastica-entrevista-especial-com-ludmila-frateschi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sem pl\u00e1stico<\/a>. O pl\u00e1stico invadiu as nossas vidas de forma muito r\u00e1pida e eficiente, mas podemos us\u00e1-lo de modo mais inteligente. Basta negar o uso de tudo aquilo que n\u00e3o precisamos, como os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/502591\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">descart\u00e1veis<\/a>, e guardar o uso do pl\u00e1stico para aquilo que \u00e9 realmente nobre e importante. Se fizermos isso, o pl\u00e1stico come\u00e7ar\u00e1 a \u201centrar nos trilhos\u201d da possibilidade de ser recolhido e reutilizado como mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p>Vamos proibir as pessoas de usarem pl\u00e1stico? N\u00e3o, porque hoje isso n\u00e3o \u00e9 mais vi\u00e1vel, mas podemos sugerir que elas usem itens que s\u00e3o dur\u00e1veis, que podem ser reutilizados quase que infinitamente, ou que guardem o pl\u00e1stico para determinados fins. Por exemplo, n\u00e3o quero compartilhar minha\u00a0<strong>seringa<\/strong>\u00a0com os outros. Antigamente a seringa era compartilhada. Eu tenho 50 anos e na minha casa tinha uma seringa de vidro, que era guardada numa latinha de inox, e a fam\u00edlia toda usava a mesma seringa, a mesma agulha, mas era uma \u201c<strong>seringa familiar<\/strong>\u201d. Isso n\u00e3o acontecia somente na minha casa, no hospital tamb\u00e9m era assim. N\u00e3o vou pedir que isso volte \u00e0 baila porque n\u00e3o faz mais sentido, pois somos bilh\u00f5es de pessoas no mundo. Mas \u00e9 poss\u00edvel deixar de usar um monte de coisas de pl\u00e1stico, para que tenhamos uma seringa de uso individual.<\/p>\n<p><em>D\u00e1 para vivermos, talvez, com 10% das coisas pl\u00e1sticas que usamos \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma quest\u00e3o de escala de valores. N\u00e3o se trata de n\u00e3o usar mais computadores ou celulares. Use o celular e o pl\u00e1stico, sim; agora,\u00a0<strong>use at\u00e9 o fim<\/strong>\u00a0e depois devolva ao fabricante, que ter\u00e1 uma sa\u00edda interessante para esse produto. D\u00e1 para vivermos, talvez, com 10% das coisas pl\u00e1sticas que usamos. Tantas coisas poderiam voltar a ser de vidro, tantas poderiam deixar de ser descart\u00e1veis. Isso por si s\u00f3 j\u00e1 seria um avan\u00e7o fenomenal. Se conseguirmos\u00a0<strong>descontinuar o uso do pl\u00e1stico<\/strong>\u00a0de forma programada, ser\u00e1 ainda melhor. Acredito que \u00e9 isso que vai acontecer, porque o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/186-noticias\/noticias-2017\/567749-superar-a-dependencia-do-petroleo-e-construir-uma-matriz-energetica-100-renovavel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">petr\u00f3leo vai acabar<\/a>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2014 Deseja acrescentar algo?<\/strong><\/p>\n<p><em>Cuidar das bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 a nossa \u00faltima chance de salvar os oceanos \u2013 Monica Costa<\/em><\/p>\n<p><strong>Monica Costa \u2014<\/strong>\u00a0Vi uma frase na semana passada que \u00e9 importante para nos ajudar nessa mensagem de que \u00e9 poss\u00edvel andar para frente. No\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579757-cidades-lixo-zero-experiencias-ao-redor-do-mundo-apontam-caminhos-para-reducao-do-lixo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Congresso Internacional Cidades Lixo Zero<\/a>, que aconteceu em\u00a0<strong>Bras\u00edlia\u00a0<\/strong>recentemente,\u00a0<strong>Charles Moore<\/strong>, que \u00e9 um campe\u00e3o na luta contra o pl\u00e1stico h\u00e1 d\u00e9cadas, falou algo muito simples, mas que me deixou admirada. Ele disse o seguinte: \u201cCuidar das bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 a nossa \u00faltima chance de salvar os oceanos\u201d. E isso \u00e9 verdade para o pl\u00e1stico tamb\u00e9m. Claro, sou ocean\u00f3grafa e penso mais no oceano, mas isso que ele falou \u00e9 de uma verdade enorme: \u201cCuidar das\u00a0<strong>bacias hidrogr\u00e1ficas<\/strong>\u00a0\u00e9 a nossa \u00faltima chance de salvar os oceanos\u201d. Essa \u00e9 uma mensagem importante.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Patricia Fachin, IHU de 26 de junho de 2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de o\u00a0pl\u00e1stico\u00a0n\u00e3o ser biodegrad\u00e1vel como os materiais org\u00e2nicos, que retornam ao estado de\u00a0CO2\u00a0e\u00a0\u00e1gua, \u201cdo ponto de vista qu\u00edmico, todo pl\u00e1stico \u00e9 recicl\u00e1vel\u201d, diz a ocean\u00f3grafa e mestra em Qu\u00edmica\u00a0Monica Costa\u00a0\u00e0\u00a0IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone. 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