{"id":26648,"date":"2018-09-24T09:00:51","date_gmt":"2018-09-24T12:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=26648"},"modified":"2018-08-29T15:16:16","modified_gmt":"2018-08-29T18:16:16","slug":"mar-de-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/mar-de-plastico\/","title":{"rendered":"Mar de pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"<p><em>Ac\u00famulo de lixo pl\u00e1stico flutuando na costa norte de Honduras, em foto de Caroline Power: o problema \u00e9 global (Foto: Caroline Power Photography)<\/em><\/p>\n<p><strong>A not\u00edcia de que a Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico j\u00e1 ocupa uma \u00e1rea 16 vezes maior do que se estimava aumenta a urg\u00eancia de uma solu\u00e7\u00e3o para o problema dos res\u00edduos pl\u00e1sticos, os principais poluidores dos mares<\/strong><\/p>\n<p>A vida moderna \u00e9 inimagin\u00e1vel sem os pl\u00e1sticos. Eles est\u00e3o em praticamente todos os produtos tecnol\u00f3gicos que caracterizam a civiliza\u00e7\u00e3o atual. A lista \u00e9 infind\u00e1vel: computadores, celulares, televis\u00f5es e at\u00e9 cont\u00eaineres e assentos de privada, afora produtos descart\u00e1veis como talheres, pratos, canudos, garrafas, boias, cordas, embalagens, cotonetes e redes de pesca. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que \u00e9 um produto \u00fatil, dur\u00e1vel e vers\u00e1til. Mas tamb\u00e9m \u00e9 incontest\u00e1vel que os pl\u00e1sticos s\u00e3o uma praga ambiental, que contamina todo tipo de ambiente na Terra. Apenas nos oceanos, estima-se que sejam despejados 8 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico a cada ano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo2.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Foca capturada em rede de pesca (um dos principais itens dos res\u00edduos pl\u00e1sticos) no atol de Kure, na regi\u00e3o do Hava\u00ed (Foto: Nature Picture Library \/ Easypix Brasil)<\/em><\/p>\n<p>Esse volume se espalha por todos os mares do planeta, com destaque para a chamada Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico, localizada entre a costa oeste dos Estados Unidos e o Hava\u00ed. Essa \u201cilha\u201d de entulhos est\u00e1 crescendo mais rapidamente que se previa. Uma pesquisa recente, publicada na revista cient\u00edfica \u201cScientific Reports\u201d, constatou que ela tem cerca de 80 mil toneladas de pl\u00e1sticos descartados, em uma \u00e1rea de 1,6 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, um pouco maior que o estado do Amazonas (1.559.159km2) e quase duas vezes e meia o territ\u00f3rio da Fran\u00e7a (643.800km2). O estudo tamb\u00e9m concluiu que a mancha ocupa hoje uma \u00e1rea 16 vezes maior do que se estimava.<\/p>\n<p>De acordo com o ocean\u00f3grafo Laurent Lebreton, da funda\u00e7\u00e3o holandesa The Ocean Cleanup, que desenvolve tecnologias para extrair a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica dos oceanos e realizou a pesquisa, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 pior a cada dia. \u201cEncontramos uma quantidade impressionante e precisamos de medidas urgentes para acabar com o pl\u00e1stico que ocupa a Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico\u201d, declarou, durante a divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa. Segundo ele, cerca de 20% dos res\u00edduos podem ter chegado \u00e0 regi\u00e3o ap\u00f3s o terremoto e tsunami de 2011 no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo3.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Montanha de lixo pl\u00e1stico em uma ilha das Maldivas, no Oceano \u00cdndico (Foto: Alison\u2019s Adventures)<\/em><\/p>\n<p>A pesquisa da Ocean Cleanup \u00e9 considerada uma das maiores realizadas at\u00e9 hoje para avaliar a extens\u00e3o da Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico. Para fazer o trabalho, os pesquisadores contaram com o apoio de 30 navios, v\u00e1rias aeronaves e imagens tridimensionais obtidas do alto e na superf\u00edcie. Al\u00e9m disso, 1,2 milh\u00e3o de amostras foram coletadas. Desse total, selecionaram-se 50 itens com data de fabrica\u00e7\u00e3o leg\u00edvel. Verificou-se que havia pl\u00e1stico de 1977, sete itens da d\u00e9cada de 1980, 17 da d\u00e9cada de 1990, 24 da d\u00e9cada de 2000 e um de 2010.<\/p>\n<p><strong>Fragmentos<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise tamb\u00e9m revelou que os peda\u00e7os pequenos, que medem menos de meio cent\u00edmetro, comp\u00f5em a maior parte do 1,8 trilh\u00e3o de pe\u00e7as que flutuam na mancha, embora respondam por apenas 8% da massa suspensa no mar. Em todos os oceanos do planeta, estima-se que esse n\u00famero chegue a 5,25 trilh\u00f5es, com um peso total de cerca de 290 mil toneladas. As redes de pesca descartadas s\u00e3o respons\u00e1veis por quase metade do peso dos res\u00edduos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo4.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Pilhas de pneus no leito oce\u00e2nico da Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Daniela Gadens Zanetti, que faz p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em oceanografia com \u00eanfase em micropl\u00e1sticos na Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC), essas part\u00edculas est\u00e3o presentes em todos os habitats marinhos, desde a superf\u00edcie oce\u00e2nica at\u00e9 o fundo do mar, e est\u00e3o dispon\u00edveis para todos os n\u00edveis da cadeia alimentar, dos produtores prim\u00e1rios aos superiores. \u201cUm relat\u00f3rio de 2016 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) estima que mais de 800 esp\u00e9cies marinhas e costeiras s\u00e3o afetadas pela ingest\u00e3o desses pl\u00e1sticos\u201d, diz. \u201cAl\u00e9m disso, esses res\u00edduos t\u00eam um efeito adverso nas ind\u00fastrias de pesca, navega\u00e7\u00e3o e turismo. O relat\u00f3rio da ONU avalia o custo da polui\u00e7\u00e3o causada por detritos marinhos em US$ 13 bilh\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Para o professor Sandro Donnini Mancini, do Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia de Sorocaba da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o problema do lixo de um modo geral \u00e9 bem complexo e ainda sem solu\u00e7\u00e3o. \u201cSe mal conseguimos resolver o problema em cidades, imagine no mar\u201d, afirma. \u201cApesar de todos os alertas, como a Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico, n\u00e3o creio que a situa\u00e7\u00e3o esteja melhorando, embora tecnologias venham sendo desenvolvidas para tentar capturar e depois tirar o material dali. A imensid\u00e3o do oceano torna isso bem dif\u00edcil, quase um sonho mesmo. Mais do que em qualquer lugar, o ideal \u00e9 n\u00e3o sujar os mares.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo5.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Amostra de \u00e1gua da Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico coletada pelo pesquisador Charles Moore, que descobriu essa \u00e1rea do oceano em 1997 (Foto: Jonathan Alcorn, Bloomberg\/Getty)<\/em><\/p>\n<p>Mas os pl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos poluentes jogados ao mar. Como observa Sandra T\u00e9dde Santaella, do Instituto de Ci\u00eancias do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), o problema vai bem al\u00e9m deles. \u201cEles s\u00e3o mais vis\u00edveis e por isso mais \u2018lembrados\u2019, incomodam mais e exp\u00f5em a situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201cMas aos oceanos chegam v\u00e1rios tipos de res\u00edduos com tempo de degrada\u00e7\u00e3o muito elevado, como bitucas de cigarro, latas, fraldas descart\u00e1veis, vidro, entulho de constru\u00e7\u00e3o civil, concreto, pneus, tecidos, entre outros.\u201d<\/p>\n<p><strong>Praias polu\u00eddas<\/strong><\/p>\n<p>Seja como for, os pl\u00e1stico comp\u00f5em o grosso da polui\u00e7\u00e3o mar\u00edtima. Um monitoramento que vem sendo realizado desde 2012, pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IO-USP) em parceria com o Instituto Socioambiental dos Pl\u00e1sticos (Plastivida), associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane entidades e empresas do setor, constatou que mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras \u00e9 composto por itens feitos desse material.<\/p>\n<div class=\"clearfix\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo6.jpg\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div><em>Albatroz encontrado morto no atol de Midway, com o interior repleto de pl\u00e1stico (Foto: Dan Clark\/USFWS\/AP)<\/em><\/div>\n<div>\n<p>O levantamento foi feito em seis praias do estado de S\u00e3o Paulo (Ubatumirim, Boraceia, Itaguar\u00e9, Barra do Una, Jureia e Ilha Comprida), tr\u00eas da Bahia (Taquari, Jau\u00e1 e Imbassa\u00ed) e tr\u00eas de Alagoas (Ipioca, Praia do Franc\u00eas e do Toco). \u201cNo total foram realizadas seis coletas, inicialmente com intervalos de seis meses e, depois, de um ano\u201d, conta o bi\u00f3logo Alexander Turra, do IO-USP, coordenador do trabalho. \u201cDessas, as mais polu\u00eddas s\u00e3o Boraceia e Itaguar\u00e9, Praia do Franc\u00eas e Taquari.\u201d O monitoramento tamb\u00e9m mostrou que, em S\u00e3o Paulo, o maior volume de lixo se acumula nas dunas ou restingas e \u00e9 proveniente das atividades de pesca. No Nordeste, o grosso do material \u00e9 encontrado na areia seca e vem do turismo.<\/p>\n<p>Diante desses resultados, n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que o Brasil ocupe a 16a posi\u00e7\u00e3o no ranking dos pa\u00edses mais poluidores dos mares, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015. Eles estimaram a quantidade de res\u00edduos s\u00f3lidos de origem terrestre que entram nos oceanos em pa\u00edses costeiros de todo o mundo. Aqui, todos os anos s\u00e3o lan\u00e7ados nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de materiais pl\u00e1sticos descartados. Para Sandra, o Brasil \u00e9 um grande poluidor porque n\u00e3o h\u00e1 educa\u00e7\u00e3o, conscientiza\u00e7\u00e3o, sensibiliza\u00e7\u00e3o, legisla\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o no que diz respeito ao lan\u00e7amento de res\u00edduos no oceano. \u201cSomos todos omissos e culpados, popula\u00e7\u00e3o e Estado\u201d, conclui.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo8.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Arraia-manta nada perto de pl\u00e1stico no litoral da Indon\u00e9sia (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n<p>Mancini lista cinco condi\u00e7\u00f5es para afirmar que o Brasil \u00e9 um grande poluidor dos mares: economia razoavelmente forte; grande popula\u00e7\u00e3o; muita gente morando no litoral; muita troca internacional mar\u00edtima e um p\u00e9ssimo gerenciamento de lixo de um modo geral. \u201cAinda falamos em \u2018jogue o lixo no lixo\u2019 e lutamos para acabar com os lix\u00f5es\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o tem por que termos realidade e comportamento diferente quando falamos de polui\u00e7\u00e3o dos oceanos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Dom\u00ednio chin\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>A mesma pesquisa de 2015 mostrou que a China, a Indon\u00e9sia e as Filipinas s\u00e3o os pa\u00edses que mais poluem os oceanos, descartando at\u00e9 3,5 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1sticos por ano. Elas tamb\u00e9m aparecem nos primeiros lugares de outro levantamento, realizado pela ONG americana Ocean Conservancy. Juntos com a Tail\u00e2ndia e o Vietn\u00e3, s\u00e3o respons\u00e1veis por 60% dos res\u00edduos desse material encontrados nos mares do mundo.<\/p>\n<p>Segundo Sandra, tamb\u00e9m \u00e9 importante lembrar os danos que os res\u00edduos s\u00f3lidos causam \u00e0 fauna marinha, pois muitos animais morrem enroscados em linhas, sacos e redes de pesca perdidas. \u201cOu ent\u00e3o por ingest\u00e3o de peda\u00e7os de lixo de diversos tamanhos que ficam no seu trato digestivo por muito tempo e lhes d\u00e3o sensa\u00e7\u00e3o de saciedade, levando-os \u00e0 morte por inani\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta. \u201cAl\u00e9m disso, muitos ficam aprisionados nas embalagens, tambores, outros enroscam-se e ferem-se letalmente nos res\u00edduos.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo9.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Barreira coletora de pl\u00e1stico que a organiza\u00e7\u00e3o The Ocean Cleanup pretende usar na Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n<p>O mais grave \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o tende a piorar. Um relat\u00f3rio recente, divulgado pelo governo brit\u00e2nico, concluiu que at\u00e9 2025 os oceanos do planeta estar\u00e3o tr\u00eas vezes mais polu\u00eddos com pl\u00e1stico. Outro estudo, tornado p\u00fablico em 2016 no F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de Davos, afirmou que at\u00e9 2050 os mares da Terra ter\u00e3o mais peda\u00e7os desse produto do que peixes. S\u00e3o materiais que levam pelo menos 450 anos para serem totalmente decompostos.<\/p>\n<p>Para tentar mitigar a situa\u00e7\u00e3o atual e evitar que ela piore, a Ocean Cleanup est\u00e1 desenvolvendo um sistema de grandes barreiras flutuantes com telas suba\u00adqu\u00e1ticas com o objetivo de coletar cinco toneladas de lixo por m\u00eas a partir dos pr\u00f3ximos anos. \u201cO esfor\u00e7o pode ser in\u00f3cuo, no entanto, diante de um aumento desenfreado da produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico que, segundo pesquisas, pode triplicar na pr\u00f3xima d\u00e9cada\u201d, alertou Lebreton. \u201c\u00c9 preciso reduzir o desperd\u00edcio, criar op\u00e7\u00f5es biodegrad\u00e1veis alternativas e, principalmente, mudar a forma como usamos e descartamos os produtos feitos com esse material.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo10.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Dep\u00f3sito de detritos<\/strong><\/p>\n<p>Descoberta na segunda metade da d\u00e9cada de 1980, a Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico est\u00e1 na \u00e1rea do Giro Pac\u00edfico Norte, um dos cinco maiores giros oce\u00e2nicos do mundo, entre a costa ocidental dos Estados Unidos e o Hava\u00ed. A mancha acumula res\u00edduos trazidos pelas correntes oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/06\/7_pl540_mar-lixo7.jpg\" \/><\/p>\n<p>Os detritos (pl\u00e1stico fragmentado, em sua maior parte) encontrados nessas \u00e1guas calmas n\u00e3o s\u00e3o detectados em imagens de sat\u00e9lite por causa de sua baixa densidade: apenas quatro part\u00edculas por metro c\u00fabico. Somente quem est\u00e1 em embarca\u00e7\u00f5es que se encontram na regi\u00e3o consegue v\u00ea-los.<\/p>\n<p><strong>Esbo\u00e7o de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A comunidade internacional tamb\u00e9m est\u00e1 se mexendo para tentar resolver o problema do lixo nos oceanos. Em 2011, foi criado o Compromisso de Honolulu, para discutir a quest\u00e3o de res\u00edduos nos mares em n\u00edvel global. O documento \u00e9 dirigido a governos, ind\u00fastrias, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e demais interessados. Seu objetivo principal \u00e9 servir como instrumento de gest\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o da entrada de lixo nos oceanos e praias, bem como retirar o que j\u00e1 existe.<\/p>\n<p>Um dos resultados concretos do Compromisso de Honolulu foi a assinatura da Declara\u00e7\u00e3o Global Conjunta da Ind\u00fastria dos Pl\u00e1sticos, da qual a Plastivida \u00e9 signat\u00e1ria. Para implementar no Brasil esse compromisso mundial, a associa\u00e7\u00e3o, como uma das entidades representantes da cadeia produtiva dos pl\u00e1sticos no pa\u00eds, e o IO-USP assinaram o conv\u00eanio em 2012. A meta \u00e9 se capacitar e desenvolver estudos cient\u00edficos para embasar as discuss\u00f5es no Brasil sobre a quest\u00e3o do lixo nos oceanos.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Planeta de 20 de agosto de 2018<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ac\u00famulo de lixo pl\u00e1stico flutuando na costa norte de Honduras, em foto de Caroline Power: o problema \u00e9 global (Foto: Caroline Power Photography) A not\u00edcia de que a Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico j\u00e1 ocupa uma \u00e1rea 16 vezes maior do que se estimava aumenta a urg\u00eancia de uma solu\u00e7\u00e3o para o problema dos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26675,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[54],"post_series":[],"class_list":["post-26648","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-sacola-plastica-de-uso-unico-plastic-bag-plastico-convencional-eterno-plastico-poluidor-plastico-poluicao-500-anos","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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