{"id":27562,"date":"2018-10-04T09:00:47","date_gmt":"2018-10-04T12:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=27562"},"modified":"2018-10-03T10:15:48","modified_gmt":"2018-10-03T13:15:48","slug":"quando-os-plasticos-das-colecoes-de-museus-degrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/quando-os-plasticos-das-colecoes-de-museus-degrada\/","title":{"rendered":"Quando os pl\u00e1sticos das cole\u00e7\u00f5es de museus degrada"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Os guardi\u00f5es da roupa espacial de Neil Armstrong no Museu Nacional do Ar e do Espa\u00e7o j\u00e1 haviam previsto o fen\u00f4meno. Uma maravilha da engenharia humana, o traje \u00e9 feito de 21 camadas de v\u00e1rios pl\u00e1sticos: nylon, neoprene, Mylar, Dacron, Kapton e Teflon.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A emborrachada de neoprene seria o maior problema. Os respons\u00e1veis pela roupa sabiam que o material, embora invis\u00edvel, enterrado entre as outras faixas, endureceria e se tornaria fr\u00e1gil com a idade, acabando por deixar a vestimenta dura como uma t\u00e1bua. Assim, em janeiro de 2006, o traje de Armstrong, um tesouro nacional, foi retirado da exposi\u00e7\u00e3o e guardado para abrandar a degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Das estimadas 8,3 bilh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de pl\u00e1stico produzidas at\u00e9 hoje, cerca de 60 por cento est\u00e3o boiando nos oceanos ou empilhados em aterros sanit\u00e1rios. A maioria quer que o pl\u00e1stico desapare\u00e7a, mas nos museus, onde os objetos s\u00e3o feitos para durar para sempre, eles falham no teste do tempo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;\u00c9 devastador&#8221;, disse Malcolm Collum, chefe de conserva\u00e7\u00e3o do museu. A deteriora\u00e7\u00e3o da roupa de Armstrong foi detida a tempo, mas em outros trajes espaciais, que s\u00e3o pe\u00e7as da hist\u00f3ria dos astronautas, o neoprene se tornou t\u00e3o fr\u00e1gil que se desfez por entre as camadas, e o barulho que faz l\u00e1 dentro \u00e9 um lembrete brutal da falha material.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Nem a arte \u00e9 poupada, como Georgina Rayner, cientista da conserva\u00e7\u00e3o dos Museus de Arte de Harvard, mostrou na reuni\u00e3o nacional da Sociedade Qu\u00edmica Americana em Boston este m\u00eas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A obra de Claes Oldenburg, &#8220;Sele\u00e7\u00e3o de Alimentos Falsos&#8221;, uma caixa de madeira contendo modelos de pl\u00e1stico de alimentos como ovos e bacon, uma banana e um biscoito de aveia, agora parece estar apodrecendo. As claras de ovo est\u00e3o amarelando, enquanto que a banana murchou por completo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Nos museus, o problema est\u00e1 se tornando mais aparente, disse Rayner em uma entrevista. &#8220;Os pl\u00e1sticos est\u00e3o chegando ao fim da vida agora&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p><strong>Desafios para os conservadores<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>De todos os materiais, os pl\u00e1sticos est\u00e3o provando ser um dos mais complicados em termos de conserva\u00e7\u00e3o. &#8220;Eu acho que s\u00e3o muito frustrantes. Devido \u00e0 imprevisibilidade do material e \u00e0 enorme varia\u00e7\u00e3o das formas de deteriora\u00e7\u00e3o, a coisa \u00e9 completamente diferente&#8221;, disse Collum.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Em compara\u00e7\u00e3o com outros materiais, temos uma hist\u00f3ria muito curta na compreens\u00e3o de quanto tempo eles duram&#8221;, disse Hugh Shockey, conservador do Museu de Arte de St. Louis.<\/p>\n<div id=\"smartIntxt\">Metal, pedra, cer\u00e2mica e papel sobreviveram milhares de anos, enquanto os pl\u00e1sticos existem h\u00e1 um pouco mais de 150 anos. Por\u00e9m, nesse curto espa\u00e7o de tempo, acabaram sendo um material muito usado, e aparecem cada vez mais na arte e em artefatos selecionados para preserva\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Uma visita a v\u00e1rios museus do Smithsonian deixa isso bem claro. H\u00e1 a arte, naturalmente: pinturas acr\u00edlicas, uma lente parab\u00f3lica de poli\u00e9ster com uma superf\u00edcie que lembra um espelho, uma escultura da fibra de vidro de uma mulher de meia-idade pronta para devorar uma banana split.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>H\u00e1 os triunfos da engenhosidade humana: o primeiro cora\u00e7\u00e3o artificial, \u00e1lbuns de Ella Fitzgerald, o computador Apple I, um dispositivo de marca\u00e7\u00e3o que ajudou os pesquisadores a acompanhar e salvar baleias amea\u00e7adas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>E h\u00e1 os objetos mundanos, a documenta\u00e7\u00e3o da vida humana: um abridor de lata el\u00e9trico, um telefone de disco cor-de-rosa, Tupperware, tampas de copos de caf\u00e9, tudo com designs diferentes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Voc\u00ea tem esses objetos em qualquer cole\u00e7\u00e3o de museu, especialmente os hist\u00f3ricos, que nos remetem a uma \u00e9poca espec\u00edfica, mas a reten\u00e7\u00e3o desses momentos em termos materiais \u00e9 complicada&#8221;, disse Odile Madden, cientista da conserva\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos no Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o Getty, em Los Angeles.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Madden lidera um pequeno grupo de cientistas na Iniciativa de Pesquisa de Arte Moderna e Contempor\u00e2nea do instituto, ou ModCon, que est\u00e1 trabalhando para ajudar o pl\u00e1stico a viver para sempre.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p><strong>Determinando a fonte<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A primeira etapa dos especialistas em conserva\u00e7\u00e3o e outros \u00e9 determinar simplesmente o que \u00e9 o pl\u00e1stico.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Usamos essa palavra como um mon\u00f3lito quando, na verdade, h\u00e1 centenas, milhares, de coisas diferentes&#8221;, disse Gregory Bailey, conservador do Museu Smithsonian de Arte Americana.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Pl\u00e1stico&#8221; simplesmente se refere a algo mold\u00e1vel. Frequentemente, s\u00e3o misturas de pol\u00edmeros \u2013 mol\u00e9culas grandes de cadeia longa \u2013 e aditivos de mol\u00e9culas pequenas. Os primeiros foram feitos de pol\u00edmeros naturais modificados, como a celulose, mas a maioria hoje \u00e9 baseada nos sint\u00e9ticos, que duram muito mais tempo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Os aditivos podem ser plastificantes, que melhoram a flexibilidade, ou enchimentos, que fortalecem a mat\u00e9ria.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;H\u00e1 chupetas, pigmentos e \u00e0s vezes at\u00e9 glitter. Voc\u00ea acaba com um n\u00famero enorme de possibilidades de transforma\u00e7\u00e3o de um composto pl\u00e1stico&#8221;, disse Madden.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A vista do Instituto Getty, no alto de uma colina, se estende at\u00e9 o Oceano Pac\u00edfico em um dia claro; uma tarde, a conservadora Anna Lagana vasculhava um recipiente de objetos pl\u00e1sticos, alguns desbotados, outros despeda\u00e7ados.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Os objetos pertenciam a uma cole\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia doada para promover a pesquisa de conserva\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico no instituto. &#8220;Este \u00e9 o drama&#8221;, disse ela.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Ela escolheu uma escova de dente partida ao meio. Nas extremidades, o cabo de pl\u00e1stico estava transparente e amarelado, mas perto do local em que se partiu, estava opaca, como se uma nuvem de flores brancas surgisse de dentro dela.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Madden segurou a pe\u00e7a quebrada sob um microsc\u00f3pio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Segundo ela, o campo come\u00e7ou com testes f\u00edsicos muito rudimentares, como o da agulha quente em uma superf\u00edcie para ver se o pl\u00e1stico derretia. &#8220;Ele libera algum tipo de cheiro, como o de pinho? Cheira a cabelo queimado?&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Hoje, os cientistas da conserva\u00e7\u00e3o utilizam t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de an\u00e1lises, como a microscopia ou a espectroscopia, para identificar materiais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Ampliada, a nuvem branca no cabo da escova acabou se mostrando um sistema intrincado de rachaduras dentro de rachaduras dentro de rachaduras. Lagana e Madden imediatamente identificaram o pl\u00e1stico como nitrato de celulose, um material amplamente utilizado na fotografia e no cinema.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>As conservadoras tinham visto esse tipo de dano muitas vezes antes. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 outro pl\u00e1stico que se quebre desta forma&#8221;, disse Lagana.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A an\u00e1lise cient\u00edfica \u00e9 geralmente acompanhada de pesquisa de arquivos. &#8220;Passamos muito tempo estudando a hist\u00f3ria de como essas coisas s\u00e3o feitas. Se for uma pe\u00e7a de Lego feita antes de 1960, acredito que ser\u00e1 acetato de celulose, n\u00e3o ABS&#8221;, disse Madden.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Para objetos quase sem nenhuma informa\u00e7\u00e3o, uma boa t\u00e9cnica para come\u00e7ar \u00e9 a espectroscopia, que analisa como as mol\u00e9culas interagem com a luz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Madden chegou com um vaso listrado verde-e-branco e um instrumento pequeno, que emite luz infravermelha atrav\u00e9s de materiais, explicou Michael Doutre, cientista do ModCon.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Ap\u00f3s absorver a luz infravermelha, as liga\u00e7\u00f5es que conectam \u00e1tomos diferentes dentro das mol\u00e9culas se vergam e se esticam de maneiras distintas, como movimentos de dan\u00e7a caracter\u00edsticos. Examinando esses movimentos registrados em um gr\u00e1fico, os cientistas podem identificar o tipo de liga\u00e7\u00f5es e tentar deduzir quais s\u00e3o as mol\u00e9culas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Lagana segura o vaso, enquanto Madden o toca com a ponta do espectr\u00f4metro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Para mim, \u00e9 polietileno ou polipropileno&#8221;, disse Lagana, um palpite baseado na sensa\u00e7\u00e3o e no cheiro da pe\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Doutre iniciou a an\u00e1lise em um computador, e um gr\u00e1fico apareceu na tela. Lagana estava certa, pois o gr\u00e1fico indicou apenas liga\u00e7\u00f5es simples entre carbono e \u00e1tomos de carbono, e carbono e \u00e1tomos de hidrog\u00eanio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Neste caso, a aus\u00eancia de alguns elementos nos diz que \u00e9 polietileno&#8221;, disse Doutre.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Madden pegou uma caixa, com a tampa agora bem entortada, rachada e coberta por uma camada de p\u00f3 branco.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;O pl\u00e1stico perdeu um pouco da propor\u00e7\u00e3o de sua massa&#8221;, disse ela, porque seu plastificante tinha migrado para a superf\u00edcie e se transformado em p\u00f3 branco. Sem ele, a caixa tornou-se fr\u00e1gil e encolheu, e ent\u00e3o finalmente rachou nas laterais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Encolhimento e migra\u00e7\u00e3o aditiva s\u00e3o duas das formas mais comuns da degrada\u00e7\u00e3o dos pl\u00e1sticos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Armazenado no Smithsonian, os curadores descobriram que uma mancha marrom havia aparecido no lado esquerdo do traje de Armstrong quando o plastificante sa\u00edra dos tubos de suprimento de ar, que s\u00e3o feitos de policloreto de polivinila (PVC).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Isso acontece porque as mol\u00e9culas dos pl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o arranjadas da maneira mais eficiente, segundo Jane Lipson, f\u00edsico-qu\u00edmica do Dartmouth College.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Eles s\u00e3o como l\u00edquidos congelados desorganizados, contendo um monte de espa\u00e7os vazios e lacunas aleat\u00f3rias entre as mol\u00e9culas. Com o tempo, as mol\u00e9culas grandes do pol\u00edmero v\u00e3o se reorganizando lentamente e se juntando de um modo mais eficiente, o que a olho nu acaba parecendo encolhimento.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Todos os aditivos de mol\u00e9culas pequenas passam pelas aberturas at\u00e9 alcan\u00e7arem a superf\u00edcie como um l\u00edquido viscoso ou um p\u00f3 branco. Quando os pl\u00e1sticos se aquecem, degradam-se mais rapidamente porque as mol\u00e9culas t\u00eam mais energia para se movimentar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Eles est\u00e3o meio que encontrando um caminho para um lugar mais est\u00e1vel&#8221;, disse Lipson.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p><strong>Desacelerando o processo<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Frequentemente, os respons\u00e1veis pela conserva\u00e7\u00e3o apenas tentam encontrar as melhores condi\u00e7\u00f5es nas quais manter os artefatos. &#8220;Grande parte da conserva\u00e7\u00e3o diz respeito ao gerenciamento do armazenamento ou o ambiente de exposi\u00e7\u00e3o para mitigar a deteriora\u00e7\u00e3o o m\u00e1ximo poss\u00edvel&#8221;, disse Bailey, do Museu Smithsonian de Arte Americana.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Isso pode envolver a filtragem de raios ultravioleta para diminuir a quebra aleat\u00f3ria das liga\u00e7\u00f5es moleculares do pl\u00e1stico, algo complicado para o museu (que tem muitas janelas). Preservar uma arte feita de pl\u00e1stico pode tamb\u00e9m significar manter a temperatura baixa e a umidade est\u00e1vel para reduzir a migra\u00e7\u00e3o do plastificante, ou garantir um ambiente livre de oxig\u00eanio para impedir a oxida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Collum e sua equipe est\u00e3o construindo uma vitrine especial para o traje de Armstrong, com condi\u00e7\u00f5es cuidadosamente elaboradas: 17\u00baC, 30 por cento de umidade e filtros para remover contaminantes. Os conservadores esperam ter a exibi\u00e7\u00e3o pronta para o 50\u00ba anivers\u00e1rio do pouso na Lua, no ano que vem.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Mesmo algo in\u00f3cuo como a limpeza de um objeto para uma exposi\u00e7\u00e3o pode ser um processo complexo. Parece bem f\u00e1cil limpar plastificante de uma superf\u00edcie, por exemplo, mas a limpeza faz com que o material venha \u00e0 superf\u00edcie, efetivamente acelerando a degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;O plastificante tenta encontrar o equil\u00edbrio entre o exterior e o interior do pl\u00e1stico, mas quando voc\u00ea mexe com esse equil\u00edbrio, um evento catastr\u00f3fico pode ocorrer&#8221;, disse Shockey.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A limpeza rotineira pode riscar a superf\u00edcie macia de um pl\u00e1stico, arruinando um revestimento \u00edntegro e lustroso. Como alternativa, Shockey desenvolveu uma t\u00e9cnica na qual pequenos microcristais de gelo seco ou &#8220;neve&#8221; de di\u00f3xido de carbono s\u00e3o despejados sobre a superf\u00edcie para capturar poeira e outros contaminantes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Apesar da fama de grande poluente, os pl\u00e1sticos t\u00eam hist\u00f3rias importantes a contar. &#8220;Mesmo que nos afastemos deles, acho que ainda h\u00e1 a necessidade de persist\u00eancia da mem\u00f3ria na cultura humana&#8221;, disse Shockey.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Ele mencionou a hist\u00f3ria do casco da tartaruga e de seu clone de pl\u00e1stico, o acetato de celulose. &#8220;Quando uma esp\u00e9cie quase chegou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o por causa da ca\u00e7a, fomos capazes de encontrar uma alternativa e paramos de usar o material natural.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;H\u00e1 uma raz\u00e3o para us\u00e1-los, em vez dos materiais mais tradicionais: em geral, s\u00e3o baratos e vers\u00e1teis, leves, mas fortes&#8221;, disse Jeannette Garcia, qu\u00edmica de pol\u00edmeros da IBM.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Garrafas de pl\u00e1stico ajudam a transportar \u00e1gua pot\u00e1vel para \u00e1reas remotas, compostos leves ajudam a economizar energia em autom\u00f3veis e avi\u00f5es, seringas est\u00e9reis e bolsas de sangue descart\u00e1veis ajudam a estender vidas. Pr\u00f3teses substituem partes do corpo que se perderam.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Podemos viver mais do que nossos corpos gra\u00e7as, em parte, ao pl\u00e1stico&#8221;, disse Madden. Sem falar no envio de pessoas para o espa\u00e7o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Fontes &#8211; Xiaozhi Lim, <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2018\/08\/28\/science\/plastics-preservation-getty.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The New York Times<\/a>, GZH de 03 de setembro de 2018<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os guardi\u00f5es da roupa espacial de Neil Armstrong no Museu Nacional do Ar e do Espa\u00e7o j\u00e1 haviam previsto o fen\u00f4meno. Uma maravilha da engenharia humana, o traje \u00e9 feito de 21 camadas de v\u00e1rios pl\u00e1sticos: nylon, neoprene, Mylar, Dacron, Kapton e Teflon. A emborrachada de neoprene seria o maior problema. 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