{"id":27609,"date":"2018-10-05T11:00:41","date_gmt":"2018-10-05T14:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=27609"},"modified":"2018-10-04T09:59:01","modified_gmt":"2018-10-04T12:59:01","slug":"fontes-de-metano-sob-o-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/fontes-de-metano-sob-o-mar\/","title":{"rendered":"Fontes de metano sob o mar"},"content":{"rendered":"<p><em>Representa\u00e7\u00e3o do perfil do fundo do mar de um trecho da costa do Sudeste brasileiro, delineado por sonar de profundidade; as depress\u00f5es s\u00e3o as crateras que produzem metano.\u00a0Michel M. Mahiques\/IO-USP<\/em><\/p>\n<p><strong>Duas mil crateras recentemente identificadas na costa brasileira liberam g\u00e1s do efeito estufa<\/strong><\/p>\n<p>Dois grupos de pesquisa \u2013 um de S\u00e3o Paulo e outro do Rio Grande do Sul \u2013 identificaram quase 2 mil crateras no assoalho marinho de trechos da costa das regi\u00f5es Sudeste e Sul, a cerca de 200 quil\u00f4metros (km) do litoral. Com at\u00e9 230 metros (m) de di\u00e2metro e 90 m de profundidade, os buracos do fundo do mar, conhecidos como\u00a0<em>pockmarks<\/em>, s\u00e3o formados pela expuls\u00e3o de g\u00e1s do fundo marinho, principalmente metano (CH4), um dos causadores do efeito estufa. Estima-se que a maior parte do metano, por\u00e9m, seja consumida por bact\u00e9rias e outros organismos no pr\u00f3prio oceano, antes de chegar \u00e0 atmosfera.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 dados sobre a contribui\u00e7\u00e3o das crateras marinhas da costa brasileira para as emiss\u00f5es totais de gases de efeito estufa do pa\u00eds, da ordem de 2 bilh\u00f5es de toneladas em 2014, o equivalente a cerca de 5% do total mundial, de acordo com o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC). Produzido principalmente pela pecu\u00e1ria e tratamento de res\u00edduos, o metano contribui com 24% das emiss\u00f5es l\u00edquidas (volume de g\u00e1s que permanece na atmosfera depois de subtrair das emiss\u00f5es totais o carbono retirado por a\u00e7\u00f5es humanas como a restaura\u00e7\u00e3o de florestas). O di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>), resultante principalmente da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, responde por 64% das emiss\u00f5es l\u00edquidas; e o \u00f3xido nitroso (N<sub>2<\/sub>O), proveniente da aduba\u00e7\u00e3o do solo, por 12%. O metano dura bem menos na atmosfera que o CO<sub>2<\/sub>, mas sua capacidade de reter calor \u00e9 21 vezes maior; a do N<sub>2<\/sub>O \u00e9 310 vezes maior que a do CO<sub>2<\/sub>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/056-059_Crateras-de-metano_271-1920px-0.jpg\" \/><br \/>\n<em>Bolhas de metano sobem do sedimento do fundo do mar da costa da Virg\u00ednia, leste dos Estados Unidos, e servem de alimento para an\u00eamonas, vermes e microrganismos.\u00a0NOAA<\/em><\/p>\n<p>O metano produzido no fundo dos oceanos pela decomposi\u00e7\u00e3o de material org\u00e2nico, principalmente nas crateras, que chega \u00e0 superf\u00edcie marinha deve contribuir com algo entre 1% e 5% das emiss\u00f5es globais desse g\u00e1s para a atmosfera, de acordo com uma estimativa do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha e do Centro de Ci\u00eancias Ambientais Marinhas (Marum) da Universidade de Bremen, ambos da Alemanha, publicada em 2013 na\u00a0<em>Nature Geoscience<\/em>. \u201cEstudos recentes sugerem que o escape de metano em profundidades maiores que 100 m dificilmente chega \u00e0 superf\u00edcie do mar\u201d, diz o ge\u00f3logo Anthony Rathburn, professor da Universidade do Estado da Calif\u00f3rnia, Estados Unidos. \u201cO metano dissolvido \u00e9 frequentemente oxidado, formando CO<sub>2<\/sub>, pela a\u00e7\u00e3o de microrganismos, na coluna d\u2019\u00e1gua.\u201d O CO<sub>2<\/sub>tamb\u00e9m \u00e9 consumido pelos organismos marinhos antes de chegar \u00e0 atmosfera.<\/p>\n<p>As crateras submarinas desse tipo podem ter valor econ\u00f4mico, por indicar a ocorr\u00eancia de reservat\u00f3rios de g\u00e1s natural. Em 2011 e 2013, pesquisadores da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e da Petrobras mapearam cerca de mil crateras submarinas da costa ga\u00facha e as usaram para identificar reservas de hidrocarbonetos na bacia de Pelotas, \u00e1rea com 250 km<sup>2<\/sup>\u00a0no sul do Rio Grande do Sul. \u201cCom base nos estudos iniciais, acreditamos que essa \u00e1rea seja uma reserva muito grande de g\u00e1s natural, que poderia ser explorada no futuro\u201d, diz o qu\u00edmico Luiz Frederico Rodrigues, pesquisador do Instituto do Petr\u00f3leo e dos Recursos Naturais da PUC-RS. Nos sedimentos havia s\u00f3lidos cristalinos, os hidratos de carbono, formados por \u00e1gua e gases, que preservam grande quantidade de metano, como detalhado em um artigo de setembro de 2017 na\u00a0<em>Revista Brasileira de Geof\u00edsica<\/em>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/056-059_Crateras-de-metano_271-1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Em 2016, uma equipe do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IO-USP) identificou 984 crateras em uma \u00e1rea de 130 km de extens\u00e3o por 30 km de largura, desde o sul do litoral de S\u00e3o Paulo at\u00e9 o norte do Rio Grande do Sul. De acordo com um estudo publicado em setembro de 2018 no\u00a0<em>Journal of Geochemical Exploration<\/em>, algumas crateras ainda emitem metano. \u201c\u00c9 dif\u00edcil saber quais liberam o g\u00e1s e quais j\u00e1 pararam. O \u00fanico jeito de descobrir \u00e9 usar um sensor de metano, que n\u00e3o temos ainda\u201d, diz o ge\u00f3logo Michel Mahiques, professor do IO-USP e coordenador da expedi\u00e7\u00e3o com o navio Alpha Crucis, que levou \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o das crateras. As forma\u00e7\u00f5es se distribuem em profundidades do assoalho marinho que variam de 300 a 700 m. \u201cEm dezembro de 2017, executamos novas sondagens na \u00e1rea e descobrimos\u00a0<em>pockmarks<\/em>\u00a0ainda maiores em regi\u00f5es mais profundas\u201d, comenta.<\/p>\n<div id=\"waveform-player-1\" class=\"waveform-player container \" data-waveform-player-id=\"waveform-player-1\">\n<div class=\"first-row\">\n<div class=\"media-title\"><strong><a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2018\/09\/18\/fontes-de-metano-sob-o-mar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Entrevista Michel Mahiques. Clique aqui<\/a>.<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"progress-bar\"><\/div>\n<div class=\"volume-control\">\u201cA libera\u00e7\u00e3o de metano no oceano deve ter sido mais intensa no passado, principalmente na era glacial, quando o n\u00edvel do mar recuou cerca de 120 m e houve uma redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o da \u00e1gua sobre os dep\u00f3sitos de g\u00e1s do fundo oce\u00e2nico, facilitando o escape\u201d, diz o bi\u00f3logo brasileiro Rodrigo Portilho-Ramos, atualmente pesquisador no Marum, em Bremen. Em um estudo realizado na Universidade Federal Fluminense e na USP, em colabora\u00e7\u00e3o com Rathburn e outros especialistas da Alemanha e dos Estados Unidos, Portilho-Ramos identificou uma redu\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de carbono em conchas de organismos f\u00f3sseis de sedimentos coletados em uma cratera do litoral de Florian\u00f3polis, a 475 m de profundidade, em compara\u00e7\u00e3o com amostras colhidas em \u00e1reas vizinhas. A varia\u00e7\u00e3o dos teores de carbono deve ser o resultado de uma intensa, mas ainda n\u00e3o dimensionada, libera\u00e7\u00e3o de metano entre 40 mil e 20 mil anos atr\u00e1s, que corresponde \u00e0 \u00faltima era glacial, de acordo com um artigo de abril de 2018 na\u00a0<em>Scientific Reports<\/em>.<\/div>\n<\/div>\n<p>As crateras do litoral paulista \u2013 e depois outras, pr\u00f3ximas ao banco de recifes de Abrolhos, ao sul da Bahia e norte do Esp\u00edrito Santo \u2013 come\u00e7aram a ser identificadas de modo isolado em 2007 por pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Universidade Federal do Rio Grande e foram inicialmente consideradas como remanescentes de cavernas. Em 2016, o grupo da USP fez um levantamento abrangente e viu que as crateras eram abundantes e poderiam liberar metano, mas ainda n\u00e3o se sabe quantas existem no litoral brasileiro nem quantas emitem metano. \u201cO fundo marinho da costa brasileira \u00e9 muito pouco mapeado por institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, embora as empresas petrol\u00edferas e suas prestadoras de servi\u00e7o\u00a0 tenham muita informa\u00e7\u00e3o, raramente liberadas para uso p\u00fablico porque poderiam indicar reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural\u201d, diz Mahiques.<\/p>\n<p>&#8220;Para os seres do fundo do mar, sem oxig\u00eanio nem luz do sol, o metano \u00e9 fonte de energia&#8221;<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na costa do Sudeste \u00e9 resultado principalmente da subida de colunas de sal por debaixo do assoalho marinho, de acordo com um estudo do grupo da USP publicado em fevereiro de 2017 na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Heliyon<\/em>. Por causa da intensa press\u00e3o a que est\u00e3o submetidas, as colunas de sal, chamadas di\u00e1piros, rompem as camadas de rochas do assoalho marinho, que afunda, formando a cratera. Esse movimento libera o metano aprisionado com o material org\u00e2nico \u2013 restos de animais e plantas \u2013 acumulado no fundo do mar.<\/p>\n<p><strong>Riqueza Biol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p>As crateras formam ambientes \u00fanicos, com comunidades de microrganismos, moluscos e outros invertebrados mais diversificados e abundantes que os das regi\u00f5es vizinhas. Em uma \u00e1rea do oceano \u00c1rtico a 1.200 m de profundidade, a riqueza de esp\u00e9cies era 2,5 vezes maior em \u00e1reas ricas de metano do que nas regi\u00f5es vizinhas, verificaram pesquisadores da Noruega e dos Estados Unidos em um artigo da revista\u00a0<em>Limnology and Oceanography<\/em>\u00a0de outubro de 2007. Nessas \u00e1reas, observam os autores desse trabalho, a fonte de vida \u00e9 o metano, n\u00e3o a luz do sol, que n\u00e3o chega ao mar profundo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/056-059_Crateras-de-metano_271-1200px-2.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da libera\u00e7\u00e3o de metano e das crateras no assoalho do mar \u00c1rtico.\u00a0<span class=\"media-credits\">Andreia Plaza Faverola\/CAGE<\/span><\/em><\/p>\n<p>Em seu laborat\u00f3rio no IO-USP, a bi\u00f3loga Vivian Pellizari cultiva bact\u00e9rias e outros microrganismos que produzem metano a partir da degrada\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica no fundo do mar, um ambiente desprovido de oxig\u00eanio. \u201cO desafio agora \u00e9 manter os cultivos vi\u00e1veis at\u00e9 o isolamento dos microrganismos\u201d, diz Vivian, que pretende entender a diversidade dos microrganismos produtores e consumidores de metano no fundo do mar. Em outubro, ela coordenar\u00e1 em Ilhabela, no litoral paulista, a Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada do Metano, cujo prop\u00f3sito \u00e9 debater a origem e as transforma\u00e7\u00f5es do metano em ambientes marinhos e terrestres.<\/p>\n<p>As primeiras crateras submarinas desse tipo foram descobertas na costa de Nova Esc\u00f3cia, no Canad\u00e1, no final dos anos 1960 por uma equipe do Instituto de Oceanografia Bedford, tamb\u00e9m no Canad\u00e1. Detectadas por um ent\u00e3o novo sistema de sonar, as crateras de Nova Esc\u00f3cia tinham 150 m de di\u00e2metro e 10 m de profundidade. Depois, foram identificadas em todo o mundo. Em 2013, pesquisadores da Nova Zel\u00e2ndia, Alemanha e Estados Unidos encontraram as maiores crateras submarinas, a 500 km a leste de Christchurch, na Nova Zel\u00e2ndia. As maiores crateras dessa regi\u00e3o tinham 11 km de di\u00e2metro por 100 m de profundidade, a cerca de 1 km da superf\u00edcie. Devem ter sido criadas pela erup\u00e7\u00e3o de gases atrav\u00e9s dos sedimentos, mas aparentemente n\u00e3o liberavam mais metano.<\/p>\n<p class=\"bibliografia separador-bibliografia\"><strong>Projeto<\/strong><\/p>\n<p class=\"bibliografia separador-bibliografia\">Fei\u00e7\u00f5es an\u00f4malas de fundo no talude superior do Sul do Brasil (<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/96034\/feicoes-anomalas-de-fundo-no-talude-superior-do-sul-do-brasil\/?q=16\/22194-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 16\/22194-0<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Michel Michaelovitch de Mahiques (USP);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 231.247,09.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Artigos cient\u00edficos<\/strong><\/p>\n<p class=\"bibliografia\">SANTOS, R. F. dos\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0375674218300797\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Metal\/Ca ratios in pockmarks and adjacent sediments on the SW Atlantic slope: Implications for redox potential and modern seepage<\/a>.\u00a0<strong>Journal of Geochemical Exploration<\/strong>. v. 192, p. 163-73. set. 2018.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\">PORTILHO-RAMOS, R. C.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-018-24420-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Methane release from the southern brazilian margin during the last glacial<\/a>.\u00a0<strong>Scientific Reports<\/strong>. v. 8, n. 1, 5948. 13 abr. 2018.<br \/>\nMAHIQUES, M. M. de\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.heliyon.com\/article\/e00257\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">An extensive pockmark field on the upper Atlantic margin of Southeast Brazil: spatial analysis and its relationship with salt diapirism<\/a>.\u00a0<strong>Heliyon<\/strong>. v. 3, n. 2, e00257. 24 fev. 2017.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\">BOETIUS, A. e WENZH\u00d6FER, F.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/ngeo1926\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Seafloor oxygen consumption fuelled by methane from cold seeps<\/a>.\u00a0<strong>Nature Geoscience<\/strong>. v. 6, p. 725-34. 29 ago. 2013.<br \/>\nRODRIGUES, L. F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S2317-48892017000300369&amp;script=sci_arttext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The influence of methane fluxes on the sulfate\/methane interface in sediments from the Rio Grande Cone Gas Hydrate Province, southern Brazil<\/a>.\u00a0<strong>Revista Brasileira de Geof\u00edsica<\/strong>. v. 47, n. 3, p. 369-81. set. 2017.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\">ASTR\u00d6M, E. K. L.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/aslopubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/lno.10732\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Methane cold seeps as biological oases in the high\u2010Arctic deep sea<\/a>.\u00a0<strong>Limnology and Oceanography<\/strong>. v. 63, n. S1, p. 209-31. 27 out. 2007.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Livro<\/strong><\/p>\n<p class=\"bibliografia\">Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es.\u00a0<strong>Estimativas anuais de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa no Brasil<\/strong>. Bras\u00edlia, DF: MCTIC. 2017, 91 p. 4\u00aa. ed.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Carlos Fioravanti, Pesquisa FAPESP de setembro de 2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representa\u00e7\u00e3o do perfil do fundo do mar de um trecho da costa do Sudeste brasileiro, delineado por sonar de profundidade; as depress\u00f5es s\u00e3o as crateras que produzem metano.\u00a0Michel M. 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