{"id":2783,"date":"2009-03-15T09:00:29","date_gmt":"2009-03-15T12:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/funverde.wordpress.com\/?p=2783"},"modified":"2009-03-15T09:00:29","modified_gmt":"2009-03-15T12:00:29","slug":"milho-transgenico-uma-morte-lenta-e-silenciosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/milho-transgenico-uma-morte-lenta-e-silenciosa\/","title":{"rendered":"Milho transg\u00eanico: uma morte lenta e silenciosa"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<span style=\"color:#008000;\"><a title=\"Link para a galeria de OllieOllieO!\" href=\"http:\/\/funverde.wordpress.com\/photos\/21531679@N06\/\"><strong><span style=\"color:#0063dc;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/farm1.static.flickr.com\/185\/383287032_437f07de5c.jpg?v=0\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"500\" \/><\/span><\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><a title=\"Link para a galeria de JasonCross\" href=\"http:\/\/funverde.wordpress.com\/photos\/jasoncross\/\"><strong><span style=\"color:#0063dc;\">JasonCross<\/span><\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Portal do meio ambiente de 12 de mar\u00e7o de 2009<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Se n\u00e3o bastasse a expans\u00e3o de soja transg\u00eanica na agricultura brasileira, agora as lavouras do pa\u00eds ser\u00e3o invadidas pelo milho transg\u00eanico. Com a falta de pesquisas e uma legisla\u00e7\u00e3o ineficiente, o milho geneticamente modificado surge com uma nova promessa: resistir a determinados insetos e aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Sem a confirma\u00e7\u00e3o dos malef\u00edcios para a sa\u00fade, o produto entrar\u00e1 na nossa cadeia alimentar a partir da pr\u00f3xima safra. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli, um dos pesquisadores a por em pauta esse debate no Brasil, est\u00e1 desapontado com a op\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e diz que a longo prazo o cultivo representar\u00e1 uma cat\u00e1strofe para os agricultores. &#8220;J\u00e1 sabemos que o milho transg\u00eanico vai produzir menos que o convencional e sua produ\u00e7\u00e3o vai custar mais caro\u201d, adverte. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Al\u00e9m dos malef\u00edcios para a agricultura, produtos geneticamente modificados podem estar relacionados a uma s\u00e9rie de epidemias que crescem na sociedade contempor\u00e2nea, como o c\u00e2ncer e alergias alimentares. As plantas produzidas atrav\u00e9s da transgenia, explica o pesquisador, em entrevista concedida com exclusividade \u00e0 IHU On-Line por telefone, s\u00e3o imunodeficientes, ou seja, piores que as desenvolvidas atrav\u00e9s do melhoramento gen\u00e9tico tradicional. \u201cRecentes pesquisas realizadas na Europa demostram que animais consumidores de produtos imunodeficientes tamb\u00e9m passaram a apresentar imunodefici\u00eancia, e, consequentemente, foram mais atacados por doen\u00e7as\u201d, alerta. E recomenda: \u201cDever\u00edamos fazer a seguinte an\u00e1lise com rela\u00e7\u00e3o aos impactos que isso gera no ser humano: Essas plantas \u00e0s quais me refiro cont\u00eam dentro de suas c\u00e9lula \u2013 como no caso do milho transg\u00eanico \u2013 uma toxina sendo produzida por um bacilo (Bacillus thuringiensis). Como j\u00e1 sabemos que o contato de animais com o referido bacilo t\u00eam causado altera\u00e7\u00f5es no sistema imunol\u00f3gico e reprodutivo, h\u00e1 uma grande probabilidade de estarem aumentando as doen\u00e7as no mundo, o que parece ser uma das estrat\u00e9gias da ind\u00fastria farmac\u00eautica\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">No caso das plantas resistentes a herbicidas, o agravante s\u00e3o os res\u00edduos de glifosato verificados nos alimentos, pois esses cultivos, como a soja transg\u00eanica, permitem a aplica\u00e7\u00e3o de glifosato sobre a planta. Segundo o pesquisador, \u201cmesmo se utiliz\u00e1ssemos uma f\u00f3rmula de glifosato cem vezes menor do que a utilizada na agricultura atrav\u00e9s do Roundup, ter\u00edamos uma altera\u00e7\u00e3o celular dos animais e seres humanos, conforme revela recente estudo realizado na Fran\u00e7a\u201d. Andrioli tamb\u00e9m aponta para um segundo problema: uma altera\u00e7\u00e3o no DNA (\u00e1cido desoxirribonucleico), onde se encontram as caracter\u00edsticas heredit\u00e1rias de um ser vivo. \u201cO DNA est\u00e1 sendo afetado em fun\u00e7\u00e3o do uso do glifosato que passa atrav\u00e9s dos alimentos em forma de res\u00edduos.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Depois de retornar do curso de p\u00f3s-doutorado, na \u00c1ustria, o pesquisador est\u00e1 impressionado com o anonimato brasileiro em rela\u00e7\u00e3o aos transg\u00eanicos, com a desinforma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira e a falta de interesse nesse debate. \u201cEssa \u00e9 uma discuss\u00e3o que interessa a todos, porque n\u00e3o tem ningu\u00e9m que n\u00e3o coma. Portanto, todos est\u00e3o sendo afetados pelo cultivo de transg\u00eanicos.\u201d Em conversa com a equipe da IHU On-Line, o pesquisador alertou para o boicote de informa\u00e7\u00f5es e denuncia que pesquisadores s\u00e3o perseguidos por colocar seus estudos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u00e9 graduado em Filosofia, pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijui), mestre em Educa\u00e7\u00e3o nas Ci\u00eancias, pela mesma universidade, doutor em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas Sociais, pela Universit\u00e4t Osnabr\u00fcck, Alemanha, e p\u00f3s-doutor, pelo Instituto de Sociologia da Universidade Johannes-Kepler de Linz, \u00c1ustria. Atualmente, \u00e9 professor do mestrado em Educa\u00e7\u00e3o nas Ci\u00eancias, na Uniju\u00ed e docente do Instituto de Sociologia da Universidade Johannes Kepler de Linz. Ele \u00e9 autor de Transg\u00eanicos: as sementes do mal (S\u00e3o Paulo: Editora Express\u00e3o Popular, 2006). Acompanhe mais informa\u00e7\u00f5es no site do pesquisador www.andrioli.com.br <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Confira a entrevista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color:#008000;\">I<\/span><span style=\"color:#008000;\">HU On-Line \u2013 Se a produ\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia do planeta \u00e9 superior ao consumo dos seres humanos, por que a fome ainda \u00e9 um problema n\u00e3o resolvido? Os transg\u00eanicos est\u00e3o contribuindo para esse cen\u00e1rio?<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 A fome \u00e9 um problema distributivo e n\u00e3o t\u00e9cnico. Assim, temos de discutir as causas da desigualdade social, ou seja, temos muito mais produ\u00e7\u00e3o do que consumo. Mas o problema cl\u00e1ssico da fome \u00e9 o dif\u00edcil acesso aos alimentos produzidos, por parte de uma maioria que passa fome e est\u00e1 abaixo da linha da pobreza no mundo. Paradoxalmente, a maioria das pessoas que passam fome no mundo s\u00e3o agricultores que vivem no meio rural, exatamente num local onde poderiam ser produzidos alimentos. Um elemento central para entender isso \u2013 e que tamb\u00e9m nos remete \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos transg\u00eanicos como fator importante \u2013 \u00e9 o fato de os pequenos agricultores n\u00e3o terem conseguido sobreviver ou serem inviabilizados na atividade agr\u00edcola devido \u00e0 monocultura. Eles t\u00eam dificuldades de conseguir sobreviver no mercado, porque precisam aumentar a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o para tornar vi\u00e1vel a monocultura. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">A base que est\u00e1 por detr\u00e1s disso \u00e9 muito simples: a ideia liberal que fundamenta a l\u00f3gica do mercado, de que o agricultor deveria se especializar \u2013 isso significa que ele diminui o pr\u00f3prio acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, portanto n\u00e3o produz mais comida para si mesmo \u2013, na expectativa de receber dinheiro suficiente para comprar alimentos. Essa l\u00f3gica n\u00e3o funciona, porque, ao aumentar a produ\u00e7\u00e3o dessas monoculturas, ocorre a diminui\u00e7\u00e3o de seu pre\u00e7o e um aumento dos custos em fun\u00e7\u00e3o dos problemas t\u00e9cnicos gerados por esse modelo de cultivo. Como acontece essa invers\u00e3o, h\u00e1 uma menor renda agregada para o trabalho desses agricultores, que est\u00e3o se endividando para comprar novas terras, insumos, e alguns at\u00e9 perdendo suas terras para pagar as d\u00edvidas, se tornando assim agricultores sem terras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Um problema t\u00e9cnico e estrutural<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ent\u00e3o, temos um problema estrutural, ou seja, um empobrecimento dos pequenos agricultores, o que contribui para aumentar a fome no campo e o \u00eaxodo rural. E \u00e9 claro que, se utilizarmos a tecnologia dos transg\u00eanicos \u2013 que contribuem para o aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo s\u00e3o cultivos que t\u00eam uma produtividade inferior aos convencionais \u2013, aprofundaremos a l\u00f3gica de depend\u00eancia das t\u00e9cnicas. O agravante \u00e9 que, como nunca antes visto, agora temos a depend\u00eancia desde a g\u00eanese do alimento. O agricultor que planta a soja transg\u00eanica ir\u00e1 pagar royalties n\u00e3o s\u00f3 sobre a soja, mas tamb\u00e9m sobre o pr\u00f3prio glifosato que est\u00e1 embutido nesse pacote de compra das sementes. A empresa fatura duas vezes, enquanto o agricultor paga duas vezes. Essa \u00e9 uma das grandes explica\u00e7\u00f5es para o aumento da desigualdade social e da fome na agricultura. \u00c9 uma vergonha para o mundo ter 900 milh\u00f5es de pessoas passando fome, mesmo numa situa\u00e7\u00e3o de superprodu\u00e7\u00e3o de alimentos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Al\u00e9m de ser um problema pol\u00edtico e de distribui\u00e7\u00e3o, essa crise aliment\u00edcia \u00e9 tamb\u00e9m um problema de produ\u00e7\u00e3o, pois estamos produzindo alimentos que n\u00e3o consumimos como a soja, os quais t\u00eam servido para a cria\u00e7\u00e3o intensiva de animais na Europa. Os produtos oriundos dessa soja passam a interferir nos mercados mundiais quando apresentam um valor mais abaixo em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o desses mercados, o que faz com que localmente a produ\u00e7\u00e3o seja atingida e cause mais fome. Um exemplo claro disso \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o de frango brasileiro para a Europa. Os europeus compram esse produto a um pre\u00e7o que permite descartar as partes que eles n\u00e3o comem. O que n\u00e3o \u00e9 consumido passa a ser doado para a \u00c1frica. Isso tem destru\u00eddo a produ\u00e7\u00e3o africana de frango, porque \u00e9 uma concorr\u00eancia insustent\u00e1vel. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Al\u00e9m de contribuir para a desigualdade social, em que medida a produ\u00e7\u00e3o de transg\u00eanicos tamb\u00e9m aumenta os impactos da crise ambiental e financeira?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 Um dos grandes problemas da crise \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de fonte energ\u00e9tica limitada. N\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de continuar produzindo uma agricultura atrav\u00e9s de qu\u00edmicos resultantes e derivados de recursos f\u00f3sseis. Os transg\u00eanicos s\u00e3o apenas uma nova fase da ind\u00fastria qu\u00edmica. N\u00e3o \u00e9 por acaso que as empresas qu\u00edmicas financiam os transg\u00eanicos. As plantas produzidas atrav\u00e9s da transgenia s\u00e3o imunodeficientes, ou seja, s\u00e3o piores do que as plantas desenvolvidas atrav\u00e9s do melhoramento gen\u00e9tico tradicional. Ent\u00e3o, a ind\u00fastria qu\u00edmica construiu uma forma de vender mais produtos qu\u00edmicos com falsos argumentos de estamos numa nova fase em que se substituiria a qu\u00edmica. Essa agricultura tem gerado no mundo uma depend\u00eancia enorme de importa\u00e7\u00e3o desses produtos, pois, para import\u00e1-los, muitos pa\u00edses t\u00eam aumentado suas exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. Isso faz com que se destruam os recursos naturais atrav\u00e9s das monoculturas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">No capitalismo, com a lei das vantagens comparativas, cada agricultor deveria conseguir se aproveitar de uma situa\u00e7\u00e3o em que ele possa ter os menores custos, ou seja, produzir o que \u00e9 mais adequado para um determinado momento do mercado e ter uma vantagem comparativa em rela\u00e7\u00e3o a outro produtor. Essa vantagem comparativa em rela\u00e7\u00e3o ao outro fez com que hoje tiv\u00e9ssemos a generaliza\u00e7\u00e3o dessa l\u00f3gica: cada pa\u00eds produzindo o que tem menor custo, ampliando o mercado mundial. O fato \u00e9 que, com uma situa\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio mundial generalizada \u2013 e o Brasil se insere dentro dessa l\u00f3gica ao apostar na agroexporta\u00e7\u00e3o \u2013, surgem problemas claros, na \u00e9poca n\u00e3o apontados pelos liberais. O transporte, por exemplo, se baseia no uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis e o valor desse transporte precisa ser embutido nos custos do produto. Esses gastos (ambientais e financeiros) poderiam ser destinados \u00e0 melhoria da qualidade de vida, da produ\u00e7\u00e3o de alimentos etc., ao inv\u00e9s de ser usado para destrui\u00e7\u00e3o da natureza. Entramos assim na l\u00f3gica da mundializa\u00e7\u00e3o do capital com a expans\u00e3o do com\u00e9rcio e daquilo que os liberais anunciavam como a grande esperan\u00e7a em termos distributivos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Como sabemos, na l\u00f3gica da concorr\u00eancia se destroem muitos recursos e investimentos. Surgem, ent\u00e3o, como resultado final disso, as crises que fazem com que se destrua a produ\u00e7\u00e3o para que os pre\u00e7os n\u00e3o caiam. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Com a ajuda do Estado, l\u00f3gica perversa do capitalismo se sustenta<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Em muitos momentos, vimos a necessidade de interfer\u00eancia do Estado, mas, para que ele possa agir, \u00e9 necess\u00e1rio deixar de investir em infraestrutura e programas sociais. Assim, esse tipo de ajuda faz com que se aumente a desigualdade social, porque aquelas empresas que lucraram nesse processo de globaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o agora as beneficiadas novamente atrav\u00e9s do Estado que usa recursos que deveriam ser destinados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, para salvar essas institui\u00e7\u00f5es. S\u00e3o tais empresas que, tamb\u00e9m dentro da l\u00f3gica capitalista, contribu\u00edram para o acontecimento desse caos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Essa crise financeira \u00e9 apenas o reflexo de um problema muito maior: a maneira como produzimos e organizamos o consumo no mundo. No momento que a forma de produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 em crise, dever\u00edamos pensar em outras alternativas poss\u00edveis. Na agricultura, por exemplo, dever\u00edamos priorizar formas de produ\u00e7\u00e3o menos dependentes de recursos externos, e priorizar a agricultura que pudesse produzir localmente para um mercado local. Assim, diminuir\u00edamos as dist\u00e2ncias entre consumidor e produtor. Esse tipo de economia regional que defendo seria uma alternativa diante daquilo que hoje \u00e9 o respons\u00e1vel, em boa parte, pela crise que estamos vivendo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Como o senhor avalia a op\u00e7\u00e3o do Brasil pelo milho transg\u00eanico, considerando o exemplo de recusa dos europeus e tamb\u00e9m as desvantagens j\u00e1 conhecidas pelos agricultores com o plantio de soja transg\u00eanica?<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 J\u00e1 sabemos que o milho modificado vai produzir menos que o convencional e sua produ\u00e7\u00e3o vai custar mais caro. Ent\u00e3o, n\u00e3o poderia ter um interesse do agricultor em cultivar uma planta que n\u00e3o lhe oferece vantagens. Mas, novamente, existe uma promessa de que essa planta seja resistente a um determinado inseto, e isso realmente s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se esse inseto se tornar, de fato, uma praga. \u00c9 claro que em muitos pa\u00edses esse inseto j\u00e1 \u00e9 considerado praga, mas temos de nos perguntar tamb\u00e9m: por que ele se tornou uma praga? Se com o uso desse tipo milho vamos aumentar a incid\u00eancia de pragas e o n\u00famero de doen\u00e7as \u2013 porque essa planta \u00e9 imunodeficiente \u2013, ent\u00e3o, a longo prazo, isso ser\u00e1 uma cat\u00e1strofe para o agricultor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Mas, infelizmente, h\u00e1 uma ideologia muito grande por tr\u00e1s desse debate: a ideologia da t\u00e9cnica. A t\u00e9cnica sempre carrega consigo uma ideologia, ou seja, os interesses pelos quais uma t\u00e9cnica foi produzida. Esses interesses n\u00e3o s\u00e3o os mesmos dos agricultores; pelo contr\u00e1rio, as empresas esperam que, atrav\u00e9s dos problemas t\u00e9cnicos que esses produtos geram na agricultura, se possa aumentar o consumo de produtos que essas ind\u00fastrias fornecem, o que logicamente significa um aumento no custo de produ\u00e7\u00e3o dos agricultores. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O grande problema, no caso do Brasil, \u00e9 que os respons\u00e1veis pela libera\u00e7\u00e3o desses produtos atrav\u00e9s da CTNBio (que est\u00e1 acima do governo e da pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o), s\u00e3o, em sua maioria, cientistas financiados pela ind\u00fastria qu\u00edmica, interessada na expans\u00e3o dos cultivos transg\u00eanicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 O milho transg\u00eanico pode contaminar as planta\u00e7\u00f5es tradicionais, produtos derivados e carne?<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 O milho se contamina de uma lavoura para a outra, pois \u00e9 uma planta de pulveriza\u00e7\u00e3o aberta e cruzada, diferente da soja, que se autofecunda. Ent\u00e3o, com o milho transg\u00eanico teremos uma contamina\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, decorrente dos primeiros cultivos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o da carne, isso j\u00e1 ocorre com a soja transg\u00eanica, que tem res\u00edduos do glifosato, e, portanto, n\u00e3o deveria ser destinada \u00e0 ra\u00e7\u00e3o animal, pois produtos como leite, ovos, carne s\u00e3o contaminados e geram problemas para a sa\u00fade. Essa \u00e9 uma soja que cont\u00eam de 14 a 33 miligramas de glifosato, por quilo, o que est\u00e1 acima dos nossos pr\u00f3prios limites estabelecidos em lei (j\u00e1 aumentados em 50 vezes por ocasi\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o do cultivo de transg\u00eanicos no Brasil).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O milho tem um agravante, pois o utilizamos na nossa pr\u00f3pria alimenta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m como ra\u00e7\u00e3o animal. Ent\u00e3o, ele entrar\u00e1 diretamente na nossa cadeia alimentar. N\u00f3s j\u00e1 consumimos o \u00f3leo de soja e a lecitina da soja est\u00e1 em milhares de produtos, mas no milho isso \u00e9 muito mais grave. Isso porque o brasileiro come milho, e os seus derivados est\u00e3o em toda a nossa cultura alimentar. No momento em que o milho passa a ser transg\u00eanico, consumimos uma planta que produz uma toxina em todas as suas c\u00e9lulas e essa toxina, inadequada para a sa\u00fade, passa a fazer parte da nossa alimenta\u00e7\u00e3o humana, pois est\u00e1 gerando imunodefici\u00eancia no mundo inteiro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 O milho modificado poder\u00e1 ser usado para a produ\u00e7\u00e3o de agrocombust\u00edveis? Quais as implica\u00e7\u00f5es disso?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 Essa tem sido a esperan\u00e7a anunciada por alguns defensores da introdu\u00e7\u00e3o de milho e soja transg\u00eanico, como o pr\u00f3prio presidente Lula, ao afirmar que a soja transg\u00eanica n\u00e3o prejudicaria os motores. Entretanto, precisamos avaliar se a \u00e1gua e o meio ambiente no entorno dessa produ\u00e7\u00e3o transg\u00eanica n\u00e3o est\u00e1 sendo contaminada. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Em que sentido a produ\u00e7\u00e3o de transg\u00eanicos implica no adiamento da reforma agr\u00e1ria e da produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 Temos em torno de 100 milh\u00f5es de hectares de terras no Brasil que est\u00e3o ociosas. Os transg\u00eanicos est\u00e3o contribuindo para que mais agricultores se tornem sem terras, porque est\u00e3o se endividando. Para produzir soja transg\u00eanica, a viabilidade \u00e9 de uma pessoa trabalhando em 200 hectares, isso significa que h\u00e1 uma necessidade de expans\u00e3o da terra, ou seja, a exclus\u00e3o de pequenos agricultores, porque a terra \u00e9 um recurso limitado e n\u00e3o podemos aument\u00e1-la.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Os transg\u00eanicos aumentam a concentra\u00e7\u00e3o de terra, a desigualdade social, o \u00eaxito rural. Por isso, temos de dizer que os transg\u00eanicos s\u00e3o uma tecnologia n\u00e3o apropriada aos interesses da maioria da popula\u00e7\u00e3o, porque geram problemas ambientais, sociais e de sa\u00fade p\u00fablica. Desse ponto de vista, a reforma agr\u00e1ria tende a ser mais dif\u00edcil no Brasil com o avan\u00e7o dos transg\u00eanicos. Al\u00e9m disso, as terras improdutivas est\u00e3o sendo destinadas \u00e0 reforma agr\u00e1ria, hoje passaram a ser \u201cprodutivas\u201d com a soja transg\u00eanica. Isso \u00e9 um grav\u00edssimo problema, porque a soja transg\u00eanica permite a amplia\u00e7\u00e3o em milhares de hectares, com menos gente trabalhando. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 O senhor percebe rela\u00e7\u00f5es entre as empresas que produzem transg\u00eanicos, alimentos, as que desenvolvem agrot\u00f3xicos e as farmac\u00eauticas?<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 Com certeza. As grandes empresas t\u00eam outras institui\u00e7\u00f5es sob seu controle. A Novartis, que antes era uma empresa farmac\u00eautica, hoje est\u00e1 dentro da Syngenta. Gradativamente, se mudam os nomes dessas empresas por quest\u00f5es relacionadas a sua imagem. Mas sabemos que as quatro empresas que produzem transg\u00eanicos s\u00e3o e foram ind\u00fastrias farmac\u00eauticas e s\u00e3o ind\u00fastrias qu\u00edmicas. A Monsanto, por exemplo, tem mais de 100 anos e enriqueceu atrav\u00e9s do fornecimento de qu\u00edmicos para as duas Grandes Guerras Mundiais. A empresa difundiu, entre outros, o agente laranja \u2013 utilizado na Guerra do Vietn\u00e3 \u2013 como um produto que apenas dissecava plantas. Depois, se utilizou isso na agricultura com o 2,4-D, um produto ainda usado no Brasil, embora proibido. A Monsanto tamb\u00e9m tem difundido a utiliza\u00e7\u00e3o de um horm\u00f4nio para crescimento bovino, a somatotropina (1), um produto proibido na Europa, mas liberado nos Estados Unidos e no Brasil. Agora, essas empresas desenvolvem plantas imunodeficientes: as plantas transg\u00eanicas resistentes a herbicidas e a insetos, que s\u00e3o, comprovadamente, mais atacadas por pragas e doen\u00e7as, o que demonstra que elas s\u00e3o piores que as convencionais. Entretanto, elas permanecem no mercado porque s\u00e3o uma grande fonte de riqueza para a ind\u00fastria farmac\u00eautica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Uma explica\u00e7\u00e3o para a imunodefici\u00eancia<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Recentes pesquisas realizadas na Fran\u00e7a mostram que animais consumidores de produtos imunodeficientes tamb\u00e9m passaram a apresentar imunodefici\u00eancia, sendo, consequentemente, mais atacados por doen\u00e7as. Dever\u00edamos fazer uma an\u00e1lise seguinte com os impactos que isso gera no ser humano que consome alimentos contaminados por glifosato (2). Esses alimentos contaminados aos quais me refiro tem dentro de sua c\u00e9lula \u2013 como no caso do milho transg\u00eanico \u2013 uma toxina sendo produzida por um bacilo, o bacillus thuringiensis. Isso mostra que h\u00e1 uma grande probabilidade de aumentar as doen\u00e7as do mundo, o que parece confirmar uma das estrat\u00e9gias da ind\u00fastria farmac\u00eautica. Infelizmente, essas quest\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o compreendidas pela popula\u00e7\u00e3o, e tampouco impedidas pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que liberam esse tipo de produtos no Brasil, enquanto na Europa j\u00e1 h\u00e1 oito pa\u00edses proibindo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Tem crescido bastante o n\u00famero de pessoas com alergia alimentar e as epidemias de c\u00e2ncer s\u00e3o evidentes. Esses progn\u00f3sticos podem estar relacionados aos transg\u00eanicos, agrot\u00f3xicos e a outras subst\u00e2ncias que est\u00e3o presentes nos alimentos industrializados?<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Ant\u00f4nio In\u00e1cio Andrioli \u2013 N\u00f3s precisamos fazer uma an\u00e1lise muito profunda disso. Apenas temos alguns indicativos de pesquisas que est\u00e3o sendo feitas. Em primeiro lugar, temos poucos profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade dedicados a esse tipo de estudo, at\u00e9 porque as pesquisas nessa \u00e1rea s\u00e3o, em sua grande maioria, financiadas pelas multinacionais interessadas na divulga\u00e7\u00e3o desses produtos. Mesmo assim, temos 10% de pesquisas independentes no mundo, as quais alertam para os riscos relacionados \u00e0 sa\u00fade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Uma morte lenta<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Sabemos que h\u00e1 uma modifica\u00e7\u00e3o celular se utilizarmos o glifosato na alimenta\u00e7\u00e3o; se utiliz\u00e1ssemos uma f\u00f3rmula de glifosato cem vezes menor do que a utilizada na agricultura atrav\u00e9s do Roundup (3), ter\u00edamos uma altera\u00e7\u00e3o celular. Essa altera\u00e7\u00e3o celular \u00e9 um problema, porque as c\u00e9lulas est\u00e3o crescendo desordenadamente. Isso poderia confimar nossa suspeita de causarem c\u00e2ncer. Um segundo elemento importante \u00e9 que hoje estamos vendo que h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o inclusive do \u00e1cido desoxirribonucl\u00e9ico, respons\u00e1vel pelas caracter\u00edsticas heredit\u00e1rias. Ele est\u00e1 sendo afetado em fun\u00e7\u00e3o do uso do glifosato que passa atrav\u00e9s dos alimentos em forma de res\u00edduos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O bacillus thuringiensis pode provocar imunodefici\u00eancia. A bact\u00e9ria produz uma toxina que forma cristais no intestino. Nos intestinos de insetos, ap\u00f3s a ingest\u00e3o desse milho, \u00e9 constatada uma desregula\u00e7\u00e3o intestinal, com consequencias letais. Precisamos refletir sobre isso, porque o intestino \u00e9 respons\u00e1vel pelo controle daquilo que precisa sair e daquilo que fica no organismo. Se desregularmos isso, passamos a produzir subst\u00e2ncias nocivas ou passamos a acumul\u00e1-las no organismo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">H\u00e1 in\u00fameros outros estudos preliminares que est\u00e3o sendo divulgados pelo mundo e apontam para o aumento das alergias, porque estamos, de fato, com um elemento novo sendo introduzido dentro de uma planta, sem que as pessoas saibam ou sem que elas tenham consci\u00eancia de que est\u00e3o consumindo um alimento novo, para o qual o organismo n\u00e3o est\u00e1 preparado. Assim como a planta n\u00e3o est\u00e1 preparada para receber determinados gens estranhos a ela \u2013 porque essa \u00e9 a caracter\u00edstica da transgenia, cruzando esp\u00e9cies vivas que na natureza n\u00e3o se cruzam \u2013, \u00e9 claro que esses organismos ter\u00e3o uma rea\u00e7\u00e3o, ou seja, ir\u00e3o produzir tamb\u00e9m rea\u00e7\u00f5es que n\u00e3o conhecemos. Eu posso ter uma alergia a uma determinada planta e, quando os seus gens s\u00e3o inseridos dentro de outra, aumenta-se a probabilidade de pessoas al\u00e9rgicas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">\u00c9 claro que n\u00e3o temos estudos numa dimens\u00e3o que nos permitam afirmar que o aumento do \u00edndice de c\u00e2ncer, das alergias, da depress\u00e3o e de outras doen\u00e7as que temos hoje seja em fun\u00e7\u00e3o do uso dos transg\u00eanicos. Mas os dados s\u00e3o alarmantes, e sabemos que a imunodefici\u00eancia pode ser resultado do consumo dos transg\u00eanicos, o que abre campo para um conjunto de doen\u00e7as que pareciam combatidas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Contamina\u00e7\u00e3o <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Uma segunda quest\u00e3o \u00e9 o aumento dos produtos qu\u00edmicos na agricultura. Na produ\u00e7\u00e3o transg\u00eanica do Brasil, s\u00e3o misturados herbicidas, inseticidas, fungicidas, tudo no mesmo pulverizador para facilitar a aplica\u00e7\u00e3o de uma s\u00f3 vez. S\u00f3 que n\u00e3o sabemos o efeito dessas bombas qu\u00edmicas que hoje s\u00e3o despejadas nos alimentos e no len\u00e7ol fre\u00e1tico. Estamos consumindo \u00e1guas e alimentos com res\u00edduos de produtos qu\u00edmicos, cujos efeitos n\u00e3o conhecemos. Existem produtos no mundo hoje, como pesticidas, inseticidas, fungicidas, que t\u00eam propiciado determinados tipos de c\u00e2ncer, e que hoje deveriam estar proibidos, mas s\u00e3o utilizados porque os agricultores n\u00e3o conseguem dar conta dos in\u00e7os que tem se tornado resistentes ao glifosato, sem analisar as consequ\u00eancias que isso tem a sa\u00fade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Existe a lei da rotulagem e identifica\u00e7\u00e3o desses produtos, mas ela apenas confirma que a maioria dos produtos a base de soja s\u00e3o transg\u00eanicos. Ainda n\u00e3o h\u00e1 uma consci\u00eancia de que os transg\u00eanicos s\u00e3o respons\u00e1veis por problemas de sa\u00fade, problemas t\u00e9cnicos na agricultura, que eles t\u00eam contribu\u00eddo para o aumento da fome, porque essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o t\u00eam colocado na pauta essa informa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Notas:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">(1) Somatotropina \u00e9 um horm\u00f4nio secretado pela gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria. Esse \u00e9 um potente horm\u00f4nio anab\u00f3lico que afeta todo o corpo humano, tendo fun\u00e7\u00f5es como o crescimento muscular, ligamentar e cartilaginoso, influ\u00eancia na textura da pele, diminui\u00e7\u00e3o da lip\u00f3lise e outros efeitos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">(2) O glifosato \u00e9 um herbicida sist\u00eamico n\u00e3o seletivo (mata qualquer tipo de planta) desenvolvido para matar ervas, principalmente perenes. \u00c9 o ingrediente principal do Roundup, herbicida da Monsanto. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">(3) O Roundup \u00e9 um pesticida fabricado pela Monsanto cuja base \u00e9 o glifosato. Estudos indicam que mesmo em pequenas quantidades o pesticida pode ser nocivo \u00e0 sa\u00fade humana. O surgimento de Roundup se deu em 1970, com a s\u00edntese do glifosato, ingrediente ativo do herbicida. Em 1974, Roundup foi registrado pela primeira vez para uso na Mal\u00e1sia e no Reino Unido e dois anos depois nos Estados Unidos. O Brasil recebeu sua primeira amostra para testes em 1972 e em 1978 o produto, ainda importado, chegava ao Pa\u00eds para ser comercializado. Ele passou a ser produzido no Brasil em 1984.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 JasonCross Portal do meio ambiente de 12 de mar\u00e7o de 2009 Se n\u00e3o bastasse a expans\u00e3o de soja transg\u00eanica na agricultura brasileira, agora as lavouras do pa\u00eds ser\u00e3o invadidas pelo milho transg\u00eanico. 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