{"id":29223,"date":"2019-06-25T17:00:04","date_gmt":"2019-06-25T20:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=29223"},"modified":"2025-12-07T14:13:15","modified_gmt":"2025-12-07T17:13:15","slug":"a-terra-inabitavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/","title":{"rendered":"A terra inabit\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><em>Imagem: pbs.org<\/em><\/p>\n<p>O twitter de David Wallace-Wells nunca mais foi o mesmo depois de 09 de julho de 2017. Nesse dia, na New York Magazine, onde \u00e9 editor-assistente e articulista, ele publicou um artigo desconcertante a respeito das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso no mundo contempor\u00e2neo. Al\u00e9m do titulo assustador, <a href=\"http:\/\/nymag.com\/intelligencer\/2017\/07\/climate-change-earth-too-hot-for-humans.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Terra Inabit\u00e1vel<\/a>, digno dos cl\u00e1ssicos filmes do g\u00eanero cat\u00e1strofe, no artigo Wallace-Wells fazia o apanhado vision\u00e1rio dist\u00f3pico mais aterrador sobre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ambientais do planeta desde que o ex-vice-presidente Al Gore lan\u00e7ou em 2006 o seu document\u00e1rio Uma verdade inconveniente.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o jornalista se tornou um dos grandes protagonistas da retomada das discuss\u00f5es em torno dos impactos imediatos que cercam a quest\u00e3o ambiental, absorvendo tanto o p\u00e2nico da popula\u00e7\u00e3o quanto cr\u00edticas severas de setores que tentam minorar sua advert\u00eancia e converter seu livro apenas numa indigesta presen\u00e7a entre os bests-sellers de cabeceira lan\u00e7ados no in\u00edcio deste s\u00e9culo. A estrat\u00e9gia de esfuma\u00e7amento seria mais eficiente se Wallace-Wells estivesse mal informado, usando de m\u00e1-f\u00e9 ou escrevesse mal. (<a href=\"https:\/\/bring4you.com\/blog\/buy-generic-molnupiravir-online-in-canada-pricing-guide-2025\/\">https:\/\/bring4you.com<\/a>)  Nada disso acontece. Seu livro consegue ser um trabalho de reportagem de primeira linha e obra de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se consegue largar desde a primeira frase.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 pior, muito pior do que voc\u00ea imagina\u201d, ele adverte a seus leitores para que deitem fora de imediato suas ilus\u00f5es quanto aos efeitos perniciosos e devastadores das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o serem t\u00e3o s\u00e9rios assim. Neste ponto do livro, em sua primeira frase, talvez as pessoas mais amedrontadas j\u00e1 desistam de encarar a s\u00e9rie de evid\u00eancias que ele vai descortinar num livro que o premiado jornalista Andrew Solomon classificou como \u201cum meteoro\u201d. N\u00e3o fosse uma met\u00e1fora do desastre que possivelmente levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o no passado remoto do planeta os grandes r\u00e9pteis e as primeiras formas de vida, talvez se pudesse dizer que seu livro tem a pretens\u00e3o de evitar que efeito semelhante \u00e0quele possa ocorrer novamente, mas agora por obra exclusiva dos seres humanos e suas op\u00e7\u00f5es de produa\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Cerca de dois anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do artigo, Wallace-Wells o expandiu e aprimorou at\u00e9 transform\u00e1-lo no livro que a Companhia das Letras est\u00e1 lan\u00e7ando agora no Brasil. Acrescido do subt\u00edtulo sugestivo \u201cuma hist\u00f3ria do futuro\u201d, ele inicialmente parece seguir a linha de outros autores que t\u00eam se dedicado a perscrutar o futuro iminente. Ocorre que, diferentemente de historiadores como o israelense Yuval Noah Harari, autor de Sapiens e 21 li\u00e7\u00f5es para o s\u00e9culo XXI, Wallace-Wells especula calcado na realidade presente e demonstra com clareza cient\u00edfica suas teses para l\u00e1 de desconfort\u00e1veis. Em seu livro n\u00e3o h\u00e1, portanto, suposi\u00e7\u00f5es, mas constata\u00e7\u00f5es documentadas. \u00c9 o tipo de exig\u00eancia que todo jornalista cient\u00edfico, ali\u00e1s, deveria fazer antes de provocar estardalha\u00e7o ou, da mesma forma, quando visa amortecer narrativamente a realidade. As raz\u00f5es de sua preocupa\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o fossem comuns ao interesse de sobreviv\u00eancia da humanidade, poderiam ser descartadas solenemente. Seria o mesmo que legar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras (n\u00e3o as remot\u00edssimas, mas as que j\u00e1 est\u00e3o a\u00ed) mais do mesmo descaso ambiental que nos trouxe ao colapso da vida marinha, ao esgotamento da camada de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante, ao comprometimento da potabilidade dos mananciais de \u00e1gua e at\u00e9 mesmo das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Nesse desdobrar de cap\u00edtulos que n\u00e3o permite descanso, consolo ou desculpas, Wallace-Wells desbarata as camadas de coragem que qualquer pessoa minimamente consciente consegue ter quanto \u00e0 realidade das condi\u00e7\u00f5es ambientais do planeta. Este efeito \u00e9 evidentemente por ele pretendido ao dar forma e conte\u00fado ao seu livro, mas consegue ser ainda mais eficaz pela capacidade de n\u00e3o aliviar nem por um instante os temores mais singelos em rela\u00e7\u00e3o ao breve futuro ou, ainda mais grave, ao pr\u00f3prio tempo presente. Explica-se sua estrat\u00e9gia argumentativa: a todo o tempo Wallace-Wells lembra que a capacidade adaptativa dos seres humanos \u00e9 muito grande e, por essa raz\u00e3o, a margem de tolerabilidade com condi\u00e7\u00f5es degradadas vem ampliando-se na mesma propor\u00e7\u00e3o em que se deterioram as condi\u00e7\u00f5es de vida do planeta decorrentes da atividade econ\u00f4mica e da imprud\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Uma das mais contundentes cr\u00edticas que A terra inabit\u00e1vel vem recebendo diz respeito justamente a um suposto enfrentamento das condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o capitalistas. N\u00e3o \u00e9 para tanto, pois Wallace-Wells guarda algumas de suas apostas em medidas de conten\u00e7\u00e3o e, principalmente, reorganiza\u00e7\u00e3o produtiva. Apesar de que ele n\u00e3o deixe de apontar solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e medidas de enfrentamento para situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, \u00e9 natural que seu livro venha a conflitar com projetos pol\u00edticos calcados no extrativismo, na economia baseada em alto consumo e taxas de emiss\u00e3o de carbono e numa industrializa\u00e7\u00e3o inconsequente. Em sua defesa, Wallace-Wells tem dito que privilegiou o enfoque na problem\u00e1tica sem deixar de lado o trabalho j\u00e1 existente em prol da sustentabilidade. Apenas este aspecto n\u00e3o foi mais explorado em seu livro, segundo ele, porque os investimentos irrespons\u00e1veis t\u00eam sido cada vez mais agressivos e atingido sobremaneira os pa\u00edses menos comprometidos em educar a sociedade para o desafio de iminentes \u2013 ou j\u00e1 presentes \u2013 pequenos colapsos que, se n\u00e3o freados, conduzir\u00e3o o s\u00e9culo 21 a um momento verdadeiramente dram\u00e1tico na hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>Ainda que a pecha de alarmismo seja de dif\u00edcil remo\u00e7\u00e3o, \u00e9 interessante lembrar que o livro de Wallace-Wells foi publicado nos EUA (segundo suas palavras, o pa\u00eds mais negacionista do planeta) poucos meses ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio especial do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2018 (IPCC). Taxado por ambientalistas mais radicais como um relat\u00f3rio conservador, pela primeira vez o tom emitido pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas valeu-se de termos como, por exemplo, \u201ccat\u00e1strofe\u201d. Isso ocorreria, segundo os levantamentos globais, caso n\u00e3o se obtenha a limita\u00e7\u00e3o de aumento de temperatura global em torno de 1,5 graus Celsius, a fim de que se preservem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para a atividade agr\u00edcola e integridade da sa\u00fade humana. Isso \u00e9 menos que o limite convencionado em 2 graus e Wallace-Wells prev\u00ea que sem uma transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida nos modelos de transporte e consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis, em 2050 provavelmente j\u00e1 se ter\u00e1 alcan\u00e7ado um incremento de 3 graus cent\u00edgrados na temperatura do planeta.<\/p>\n<p>2050, ali\u00e1s, \u00e9 uma data que os autores dedicados a pensar o futuro da humanidade costumam valer-se para tra\u00e7ar um limite. Enquanto Wallace-Wells aponta que ser\u00e1 o ano em que haver\u00e1 a mesma propor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e pl\u00e1stico nos oceanos, Yuval Harari diz, por exemplo, que a data coincidir\u00e1 com est\u00e1gio no qual o desenvolvimento de intelig\u00eancia artificial ter\u00e1 superado a capacidade de gest\u00e3o humana e passar\u00e1 a depender cada vez mais de si pr\u00f3pria. Mesmo que as quest\u00f5es ambientais muitas vezes se confundam a s\u00e9ries ou filmes dist\u00f3picos, \u00e9 dif\u00edcil de acreditar que por um passe de m\u00e1gica haver\u00e1 uma tomada de consci\u00eancia global e mudan\u00e7as efetivas no encaminhamento de solu\u00e7\u00f5es para os seres humanos que viver\u00e3o ou atravessar\u00e3o este s\u00e9culo para o pr\u00f3ximo. O desafio, segundo o autor de A terra inabit\u00e1vel, n\u00e3o poderia ser mais tremendo. E como os advogados das solu\u00e7\u00f5es estritamente tecnol\u00f3gicas n\u00e3o t\u00eam obtido melhores indicadores ou empregado recursos suficientes em prol de sanar os problemas j\u00e1 presentes, o livro de Wallace-Wells cumpre muito adequadamente a fun\u00e7\u00e3o de alertar a sociedade global quanto \u00e0 gravidade da situa\u00e7\u00e3o ambiental. Melhor seria se n\u00e3o houvesse raz\u00e3o para alarme, mas, havendo, n\u00e3o \u00e9 nada mau que seja de forma t\u00e3o consistente e arrebatadora quanto ele faz.<\/p>\n<p>Lucio Carvalho, Escritor e cr\u00edtico liter\u00e1rio. Autor de A Aposta (Movimento, 2015) e Inclus\u00e3o em Pauta (Valentine, 2015), e do blogue <a href=\"http:\/\/emmeiapalavra.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Em Meia Palavra<\/a>. Escreve fic\u00e7\u00e3o, poesia, cr\u00edtica liter\u00e1ria e artigos jornal\u00edsticos para diversas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; EcoDebate de 25 de junho de 2019<\/p>\n<p><em>To read an annotated version of this article, complete with interviews with scientists and links to further reading, click\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/nymag.com\/daily\/intelligencer\/2017\/07\/climate-change-earth-too-hot-for-humans-annotated.html\"><em>here<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem: pbs.org O twitter de David Wallace-Wells nunca mais foi o mesmo depois de 09 de julho de 2017. Nesse dia, na New York Magazine, onde \u00e9 editor-assistente e articulista, ele publicou um artigo desconcertante a respeito das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso no mundo contempor\u00e2neo. Al\u00e9m do titulo assustador, A Terra Inabit\u00e1vel, digno dos cl\u00e1ssicos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-29223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A terra inabit\u00e1vel - FUNVERDE<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A terra inabit\u00e1vel - FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Imagem: pbs.org O twitter de David Wallace-Wells nunca mais foi o mesmo depois de 09 de julho de 2017. Nesse dia, na New York Magazine, onde \u00e9 editor-assistente e articulista, ele publicou um artigo desconcertante a respeito das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso no mundo contempor\u00e2neo. Al\u00e9m do titulo assustador, A Terra Inabit\u00e1vel, digno dos cl\u00e1ssicos&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-06-25T20:00:04+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-12-07T17:13:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/gif\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"funverde\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\"},\"author\":{\"name\":\"funverde\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\"},\"headline\":\"A terra inabit\u00e1vel\",\"datePublished\":\"2019-06-25T20:00:04+00:00\",\"dateModified\":\"2025-12-07T17:13:15+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\"},\"wordCount\":1419,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif\",\"articleSection\":[\"Geral\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\",\"name\":\"A terra inabit\u00e1vel - FUNVERDE\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif\",\"datePublished\":\"2019-06-25T20:00:04+00:00\",\"dateModified\":\"2025-12-07T17:13:15+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif\",\"width\":800,\"height\":400},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A terra inabit\u00e1vel\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"description\":\"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"width\":457,\"height\":499,\"caption\":\"FUNVERDE\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\",\"https:\/\/x.com\/funverde\",\"https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\",\"name\":\"funverde\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"funverde\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A terra inabit\u00e1vel - FUNVERDE","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A terra inabit\u00e1vel - FUNVERDE","og_description":"Imagem: pbs.org O twitter de David Wallace-Wells nunca mais foi o mesmo depois de 09 de julho de 2017. Nesse dia, na New York Magazine, onde \u00e9 editor-assistente e articulista, ele publicou um artigo desconcertante a respeito das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso no mundo contempor\u00e2neo. Al\u00e9m do titulo assustador, A Terra Inabit\u00e1vel, digno dos cl\u00e1ssicos&hellip;","og_url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/","og_site_name":"FUNVERDE","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/funverde","article_published_time":"2019-06-25T20:00:04+00:00","article_modified_time":"2025-12-07T17:13:15+00:00","og_image":[{"width":800,"height":400,"url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif","type":"image\/gif"}],"author":"funverde","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@funverde","twitter_site":"@funverde","twitter_misc":{"Escrito por":"funverde","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/"},"author":{"name":"funverde","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277"},"headline":"A terra inabit\u00e1vel","datePublished":"2019-06-25T20:00:04+00:00","dateModified":"2025-12-07T17:13:15+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/"},"wordCount":1419,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif","articleSection":["Geral"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/","name":"A terra inabit\u00e1vel - FUNVERDE","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif","datePublished":"2019-06-25T20:00:04+00:00","dateModified":"2025-12-07T17:13:15+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif","contentUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/A-terra-inabitavel.gif","width":800,"height":400},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-terra-inabitavel\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A terra inabit\u00e1vel"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","name":"FUNVERDE","description":"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization","name":"FUNVERDE","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","width":457,"height":499,"caption":"FUNVERDE"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/funverde","https:\/\/x.com\/funverde","https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277","name":"funverde","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","caption":"funverde"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29223"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39639,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29223\/revisions\/39639"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29223"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=29223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}