{"id":33604,"date":"2021-09-27T11:00:30","date_gmt":"2021-09-27T14:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=33604"},"modified":"2021-09-25T11:29:28","modified_gmt":"2021-09-25T14:29:28","slug":"o-que-o-ipcc-diz-sobre-o-futuro-do-brasil-no-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/o-que-o-ipcc-diz-sobre-o-futuro-do-brasil-no-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"O que o IPCC diz sobre o futuro do Brasil no aquecimento global"},"content":{"rendered":"<header>\n<nav class=\"hot-topics hide-s\"><\/nav>\n<div class=\"sub-header container\">\n<div class=\"row\">\n<nav class=\"main-menu col-s-12 hide-s\">\n<div class=\"menu-menu-destaques-container\"><\/div>\n<\/nav>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"container\">\n<article id=\"post-327985\" class=\"article post\">\n<div class=\"post-header\">\n<p><span class=\"author\">Por\u00a0<strong>Reda\u00e7\u00e3o Super Interessante <\/strong>&#8211; 20 de setetembro de 2021 &#8211;\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Brasil mil grau: o que o IPCC diz sobre o futuro do pa\u00eds no aquecimento global? &#8211; Agroneg\u00f3cio amea\u00e7ado, hidrel\u00e9tricas com sede, mosquitos aos montes e secas na Amaz\u00f4nia: tudo isso j\u00e1 \u00e9 realidade. Entenda como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetam o Brasil.\u00a0 &#8211; <\/em>Imagem: Tayrine Cruz\/Superinteressante<\/span><\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: super;\">Texto: Bruno Vaiano &#8211; <\/span><span style=\"vertical-align: super;\">Reportagem: Carolina Fioratti, Luisa Costa, Rafael Battaglia &#8211; <\/span><span style=\"vertical-align: super;\">Design: Juliana Krauss &#8211; <\/span><span style=\"vertical-align: super;\">Ilustra\u00e7\u00f5es: Tayrine Cruz &#8211; <\/span><span style=\"vertical-align: super;\">Gr\u00e1ficos: Natalia Sayuri<\/span><\/p>\n<\/div>\n<section class=\"content\">O efeito estufa \u00e9, em sua ess\u00eancia, um fen\u00f4meno simples.<\/p>\n<p>A luz do Sol alcan\u00e7a a Terra e aquece a superf\u00edcie do planeta \u2013 que passa a emitir radia\u00e7\u00e3o infravermelha, vulgo calor.<\/p>\n<p>Parte desse calor escapa de volta para o espa\u00e7o sideral; parte fica retida debaixo de um grande cobertor de g\u00e1s chamado atmosfera.<\/p>\n<p>Vale dizer: \u00e9 \u00f3timo que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>A temperatura m\u00e9dia da Terra, hoje, \u00e9 de 14\u00b0C.<\/p>\n<p>Sem efeito estufa, seriam \u2013 18\u00b0C.<\/p>\n<p>O frio tornaria o planeta in\u00f3spito para a vida como a conhecemos.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a polui\u00e7\u00e3o est\u00e1 transformando esse cobertor em um grosso edredom.<\/p>\n<p>Ao longo do s\u00e9culo 20, alguns gases emitidos em doses cavalares pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e outras fontes antr\u00f3picas \u2013 como o di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>) e o metano que sai nos arrotos e puns do gado (CH<sub>4<\/sub>) \u2013 transformaram a atmosfera num porteiro do Enem de radia\u00e7\u00e3o infravermelha.<\/p>\n<p>Hoje, a Terra ret\u00e9m muito mais calor do que \u00e9 saud\u00e1vel ou necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os dez anos mais quentes registrados desde 1880 ocorreram ap\u00f3s 2005.<\/p>\n<p>Tudo que as causas t\u00eam de simples, as consequ\u00eancias t\u00eam de complicadas.<\/p>\n<p>Um aumento de apenas 1\u00b0C na temperatura m\u00e9dia do planeta, como o que ocorreu do finalzinho do s\u00e9culo 19 para c\u00e1, \u00e9 o primeiro domin\u00f3 de uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia que muda correntes mar\u00edtimas, circula\u00e7\u00e3o dos ventos, n\u00edvel do mar, latitude ideal para os biomas etc.<\/p>\n<p>\u00c9 como se houvesse um gatinho andando em cima do painel de controle da nave Terra, pressionando bot\u00f5es aleatoriamente.<\/p>\n<p>Agora, cabe a n\u00f3s fazer um pouso de emerg\u00eancia: muitos dos danos j\u00e1 s\u00e3o irrevers\u00edveis e podem apenas ser atenuados.<\/p>\n<p>Mesmo que zer\u00e1ssemos todas as emiss\u00f5es at\u00e9 2050 \u2013 o cen\u00e1rio mais otimista \u2013, a m\u00e9dia de temperatura global ainda subiria 1,4\u00b0C at\u00e9 o final do s\u00e9culo (veja o gr\u00e1fico abaixo).<\/p>\n<p>Qualquer coisa acima de 2\u00b0C, o limite do Acordo de Paris em 2015, seria catastr\u00f3fica.<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-328033\" title=\"SI_431_clima_cenarios\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png 1115w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png?resize=105,150 105w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png?resize=210,300 210w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png?resize=768,1099 768w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png?resize=715,1024 715w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_cenarios.png?resize=1073,1536 1073w, 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montar o sexto relat\u00f3rio do IPCC \u2013 sigla em ingl\u00eas de Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Trata-se de um grupo criado pela ONU em 1988 para acompanhar de perto as descobertas mais recentes sobre o aquecimento global e ent\u00e3o condens\u00e1-las em um resum\u00e3o que tenha repercuss\u00e3o midi\u00e1tica e possa pautar pol\u00edticas p\u00fablicas e o trabalho dos pr\u00f3prios cientistas.<\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas, entenda o que a edi\u00e7\u00e3o mais recente do IPCC, cuja primeira parte foi publicada em agosto, diz sobre o lugar do Brasil na fila do p\u00e3o do aquecimento global \u2013 e como n\u00f3s vamos pagar o pre\u00e7o que ele cobra.<\/p>\n<h2>A ciranda dos biomas<\/h2>\n<p>A Terra guarda seus \u00e1tomos de carbono em basicamente tr\u00eas lugares:<\/p>\n<ul>\n<li>nos gases de efeito estufa da atmosfera, como o g\u00e1s carb\u00f4nico;<\/li>\n<li>nos seres vivos, que s\u00e3o feitos basicamente de carbono;<\/li>\n<li>no subsolo, na forma de petr\u00f3leo, carv\u00e3o e outros combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tire carbono de um desses lugares, e ele automaticamente vai parar em outro.<\/p>\n<p>A fotoss\u00edntese das plantas pega o carbono da atmosfera e o transforma em troncos, caules e ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Quando um grileiro ateia fogo \u00e0 floresta, esse carbono volta para o c\u00e9u na forma de CO<sub>2<\/sub>.<\/p>\n<p>Entre 2010 e 2018, a Amaz\u00f4nia lan\u00e7ou em m\u00e9dia 1 bilh\u00e3o de toneladas de carbono na atmosfera por ano gra\u00e7as \u00e0s queimadas, mas sua flora conseguiu reabsorver apenas 18% dessas emiss\u00f5es via fotoss\u00edntese.<\/p>\n<p>Ou seja: a floresta, de t\u00e3o atacada, tem mais mato virando fuma\u00e7a do que fuma\u00e7a virando mato.<\/p>\n<p>As queimadas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 uma causa do aquecimento global.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o uma consequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 uma bola de neve.<\/p>\n<p>Calcula-se que cada metro quadrado de Amaz\u00f4nia vai emitir um 1 kg de carbono a mais para cada 1\u00b0C de aumento na temperatura m\u00e9dia do planeta \u2013 via inc\u00eandios naturais, causados pelas temperaturas mais altas.<\/p>\n<p>E a temperatura aumenta justamente porque h\u00e1 mais carbono no ar. Uma coisa puxa a outra.<\/p>\n<p>O IPCC indica que o centro do Brasil e as por\u00e7\u00f5es sul e leste da Amaz\u00f4nia v\u00e3o se tornar regi\u00f5es mais secas, com uma redu\u00e7\u00e3o de 10% a 20% nas chuvas.<\/p>\n<p>Isso ocorre mesmo no cen\u00e1rio mais otimista, em que o Acordo de Paris \u00e9 plenamente respeitado.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 h\u00e1 uma reposi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, com um favorecimento das que s\u00e3o mais adaptadas ao clima mais seco em detrimento das melhor adaptadas ao clima \u00famido\u201d, diz David Lapola, do\u00a0Centro de Pesquisas Meteorol\u00f3gicas e Clim\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Agricultura, da Unicamp.<\/p>\n<p>Os biomas brasileiros v\u00e3o passar (ou melhor: j\u00e1 est\u00e3o passando) por uma dan\u00e7a das cadeiras descrita como \u201cciranda nefasta\u201d.<\/p>\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica, com uma esta\u00e7\u00e3o seca sete ou oito dias mais longa, \u00e9 tomada por vegeta\u00e7\u00e3o baixa invasora e se torna mais propensa a inc\u00eandios naturais.<\/p>\n<p>Ganha caracter\u00edsticas de cerrado \u2013 mas um cerrado degradado, sem a biodiversidade do original.<\/p>\n<p>O cerrado, por sua vez, se torna uma caatinga semi\u00e1rida.<\/p>\n<p>E a caatinga vira um deserto puro e simples.<\/p>\n<p>No sul do pa\u00eds, mais quente, a Mata Atl\u00e2ntica avan\u00e7a nos pampas e nas con\u00edferas, como pinheiros e arauc\u00e1rias.<\/p>\n<p>Conforme o clima t\u00edpico de cada regi\u00e3o muda, os ecossistemas fazem as malas e se deslocam para lugares em que as condi\u00e7\u00f5es de temperatura e umidade s\u00e3o mais adequadas a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Ou desaparecem.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico aspecto de um ecossistema que n\u00e3o descarrila quando o clima muda.<\/p>\n<p>Calcula-se que 85% (95%, em algumas estimativas) das esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas ser\u00e3o afetadas pelo aquecimento de alguma forma. Inclua a\u00ed, por exemplo, incont\u00e1veis plantas com mol\u00e9culas de potencial farmac\u00eautico que ser\u00e3o extintas antes de serem descobertas, mas poderiam gerar milh\u00f5es em patentes.<\/p>\n<p>A OMS estima que o Brasil, com 20% da biodiversidade mundial, tenha at\u00e9 10 mil esp\u00e9cies com alguma aplica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel na medicina.<\/p>\n<p>As rea\u00e7\u00f5es em cadeia s\u00e3o ca\u00f3ticas.<\/p>\n<p>Por exemplo: as plantas d\u00e3o flores na \u00e9poca em que insetos, p\u00e1ssaros e morcegos est\u00e3o prontos para entrar em a\u00e7\u00e3o, colhendo recompensas nutritivas em troca de espalhar o p\u00f3len.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio do sexo vegetal depende de gatilhos como a temperatura e o regime de chuvas t\u00edpicos de cada esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mexa com esses par\u00e2metros e as angiospermas perdem a sincronia com seus polinizadores.<\/p>\n<p>Isso j\u00e1 acontece, por exemplo, com a fam\u00edlia\u00a0<i>Myrtaceae<\/i>, que inclui esp\u00e9cies como o eucalipto, a goiaba e o cravo-da-\u00edndia.<\/p>\n<p>Com menos poliniza\u00e7\u00e3o, h\u00e1 menos frutas nas florestas.<\/p>\n<p>Com menos frutas, cai a popula\u00e7\u00e3o de animais que costuma com\u00ea-las.<\/p>\n<p>Sem animais para picar, o excedente de mosquitos vai procurar sangue aonde?<\/p>\n<p>Nas cidades.<\/p>\n<p>D\u00e1-lhe dengue, zika e chikungunya.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o s\u00f3 tr\u00eas das mais de 200 arboviroses existentes no Brasil (doen\u00e7as transmitidas por artr\u00f3podes como o <i>Aedes<\/i>), e 40 delas atingem humanos.<\/p>\n<p>\u201cO <i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0vive em m\u00e9dia trinta dias\u201d, explica Camila Lorenz, da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP.<\/p>\n<p>\u201cMas experimentos de laborat\u00f3rio viram que se voc\u00ea aumentar um pouco a temperatura, tanto a popula\u00e7\u00e3o de mosquitos como o tempo de sobreviv\u00eancia acabam crescendo.\u201d<\/p>\n<p>As pessoas mais fr\u00e1geis s\u00e3o as primeiras atingidas por mudan\u00e7as como essas.<\/p>\n<p>Vide uma an\u00e1lise de 300 mil beb\u00eas nascidos entre 2006 e 2017 em 47 munic\u00edpios do Amazonas.<\/p>\n<p>Mulheres de comunidades ribeirinhas que enfrentam secas ou enchentes durante a gravidez t\u00eam mais partos prematuros, e os beb\u00eas nascem abaixo do peso com mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender por qu\u00ea.<\/p>\n<p>As colheitas de subsist\u00eancia s\u00e3o afetadas por eventos clim\u00e1ticos extremos e mudan\u00e7as no regime de chuvas, causando desnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As queimadas emitem material particulado (fuligem) do tipo mais perigoso para o sistema respirat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As cheias nos rios aumentam a taxa de reprodu\u00e7\u00e3o dos mosquitos e, por tabela, a transmiss\u00e3o de mal\u00e1ria e de arboviroses.<\/p>\n<h2>Brasil fora de \u00e9poca<\/h2>\n<p>A agricultura, assim como a mata nativa, s\u00f3 prospera se a planta em quest\u00e3o estiver em um local com regime de chuvas e varia\u00e7\u00f5es de temperatura adequados ao seu plantio.<\/p>\n<p>Por exemplo: o Chile ganha muito dinheiro exportando frutas de clima temperado, como ma\u00e7\u00e3 e pera, quando elas est\u00e3o fora de \u00e9poca na Europa e nos EUA (as esta\u00e7\u00f5es no hemisf\u00e9rio norte, lembre-se, s\u00e3o opostas \u00e0s nossas).<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, eles n\u00e3o conseguem mais fazer a colheita coincidir com o auge da demanda acima da Linha do Equador.<\/p>\n<p>As frutas acabam amadurecendo antes das festas de fim de ano.<\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 passa pelo mesmo: n\u00e3o conseguimos mais fornecer mam\u00e3o para o Natal gringo.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que mam\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exatamente o carro-chefe do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cAlgo entre 80 a 90% de tudo que a gente consome vem de cinco culturas: milho, soja, arroz, trigo e cana de a\u00e7\u00facar\u201d, diz Paulo Arruda, coordenador do Centro de Pesquisa Gen\u00f4mica para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (GCCRC), da Unicamp.<\/p>\n<p>A \u00faltima fronteira do plantio de soja, milho e outros gr\u00e3os, bem como da cria\u00e7\u00e3o do gado que usa esses gr\u00e3os de ra\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma regi\u00e3o de cerrado conhecida como Matopiba, um acr\u00f4nimo engra\u00e7adinho formado pelas siglas dos quatro estados que a integram:<\/p>\n<p>Maranh\u00e3o, Tocantins e por\u00e7\u00f5es do oeste do Piau\u00ed e da Bahia. Com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013\u00a0que s\u00e3o, em parte, culpa do desmatamento necess\u00e1rio para plantar nessas \u00e1reas e do metano emitido pelo gado\u00a0\u2013, o clima pode se tornar seco e quente demais para essas esp\u00e9cies. O problema \u00e9 que descer no mapa n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o: o sudeste j\u00e1 tem seus pr\u00f3prios cultivos, e haveria uma competi\u00e7\u00e3o pelo uso das terras.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que Paulo e sua equipe estudam como plantas nativas de regi\u00f5es \u00e1ridas sobrevivem com um solo ressacado e desnutrido\u00a0\u2013\u00a0e tentam transferir os truques gen\u00e9ticos que essas esp\u00e9cies evolu\u00edram para as sementes com grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 algo limitado \u00e0s universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A Embrapa e as grandes empresas privadas de biotecnologia j\u00e1 sabem que a resist\u00eancia a pragas n\u00e3o vai bastar para os transg\u00eanicos do futuro.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s lan\u00e7amos material tolerante \u00e0 seca, material em que o sistema radicular [<i>as ra\u00edzes<\/i>] \u00e9 mais profundo e consegue sobreviver\u201d, diz Daniel Pereira Guimar\u00e3es, da Embrapa.<\/p>\n<p>\u201cE os produtores j\u00e1 est\u00e3o descobrindo que, se fizerem queimadas, v\u00e3o ter um preju\u00edzo terr\u00edvel l\u00e1 na frente, porque \u00e9 a mat\u00e9ria org\u00e2nica que segura a \u00e1gua no solo.<\/p>\n<p>A conscientiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 melhorando bastante. (\u2026) Mas \u00e9 o seguinte: o clima vai mudar, e quando algumas coisas chegarem em determinado n\u00edvel, n\u00e3o adianta querer consertar.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 tentador pensar em soja e cerrado como inimigos incompat\u00edveis, mas eles s\u00e3o faces da mesma moeda: tanto as planta\u00e7\u00f5es como a mata nativa s\u00f3 prosperam se o clima estiver sob controle.<\/p>\n<p>Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicado no peri\u00f3dico\u00a0<i>Nature Communications<\/i>\u00a0estima que, mantido o desmatamento no ritmo atual, o agroneg\u00f3cio brasileiro amargar\u00e1 um preju\u00edzo de US$ 1 bilh\u00e3o por ano at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>S\u00f3 os produtores de soja perder\u00e3o US$ 5,2 bilh\u00f5es em tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, uma pol\u00edtica eficaz de combate ao desmatamento na Amaz\u00f4nia (que n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel: o Brasil era refer\u00eancia internacional em preserva\u00e7\u00e3o ambiental nos anos 2000) diminuiria o preju\u00edzo total de US$ 30 bilh\u00f5es para US$ 11,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-328035 \" title=\"SI_431_clima_danca\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png 1257w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=111,150 111w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=222,300 222w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=768,1039 768w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=757,1024 757w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=1135,1536 1135w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=202,273 202w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=453,613 453w, https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SI_431_clima_danca.png?resize=630,853 630w\" alt=\"Gr\u00e1fico mostrando como o territ\u00f3rio nacional deve mudar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas de planta\u00e7\u00e3o e pasto por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\" width=\"799\" height=\"1081\" border=\"0\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Nat\u00e1lia Sayuri Lara\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Superinteressante\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Fonte: M. Zilli, M. Scarabello, A.C. Soterroni, et al., The impact of climate change on Brazil\u2019s agriculture, Science of the Total Environment (2018). Nat\u00e1lia Sayuri Lara\/Superinteressante<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"container\">\n<article id=\"post-327985\" class=\"article post\">\n<section class=\"content\">Outras culturas essenciais ser\u00e3o afetadas da mesma maneira.<\/p>\n<p>Uma em cada tr\u00eas x\u00edcaras de caf\u00e9 da Terra vem de solo brasileiro.<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo, onde ficam 10% das planta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, 35% da \u00e1rea cultivada j\u00e1 foi perdida para cana-de-a\u00e7\u00facar e seringueiras, plantas mais tolerantes ao calor, entre 1998 e 2008.<\/p>\n<p>At\u00e9 2050, o IPCC calcula que a produ\u00e7\u00e3o paulista v\u00e1 cair 60%, e o preju\u00edzo ser\u00e1 de\u00a0US$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Goi\u00e1s, mais ao norte, o caf\u00e9 se tornar\u00e1 completamente invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>As \u00e1reas de cultivo na Regi\u00e3o Sul podem crescer um pouco com um calorzinho extra, mas n\u00e3o o suficiente para compensar as perdas.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o falar no risco de eventos extremos na outra ponta do espectro, como geadas.<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio mais pessimista (e realista) do IPCC, o Brasil perderia 30% da \u00e1rea cultivada at\u00e9 2070.<\/p>\n<p>O grosso do abastecimento das cidades brasileiras n\u00e3o vem do agroneg\u00f3cio, que exporta muito e alimenta o gado com os gr\u00e3os, e sim de pequenos e m\u00e9dios produtores, que fornecem frutas e hortali\u00e7as para as feiras e supermercados.<\/p>\n<p>Sementes com genoma editado n\u00e3o s\u00e3o baratas nem acess\u00edveis, e nem todas as culturas recebem os mesmos investimentos.<\/p>\n<p>Ou seja: mesmo que a biotecnologia crie uma soja capaz de tolerar temperaturas in\u00e9ditas, o aquecimento global ainda vai afetar pre\u00e7os muito mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s que as cota\u00e7\u00f5es das\u00a0<i>commodities<\/i>.<\/p>\n<h2>Nadando em problemas<\/h2>\n<p>O Brasil possui a maior reserva de \u00e1gua doce do mundo: 12% do total.<\/p>\n<p>\u00c9 mais do que continentes inteiros:<\/p>\n<p>Europa e \u00c1frica ficam com, respectivamente, 7% e 10%.<\/p>\n<p>Somos o po\u00e7o artesiano da Terra.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m \u00e9 movido a \u00e1gua.<\/p>\n<p>Nossa matriz energ\u00e9tica \u00e9 63,8% hidrel\u00e9trica, 9,3% e\u00f3lica e 8,9% biomassa ou biog\u00e1s.<\/p>\n<p>Essa preponder\u00e2ncia de fontes renov\u00e1veis \u00e9 rar\u00edssima no resto do mundo, que gera sua energia el\u00e9trica majoritariamente com carv\u00e3o (38% da matriz mundial) e g\u00e1s natural (23%).<\/p>\n<p>O que leva \u00e0 pergunta: como acabamos com uma crise h\u00eddrica em 2021 \u2013\u00a0e contas de luz hom\u00e9ricas?<\/p>\n<p>Os reservat\u00f3rios do Sudeste e do Centro-Oeste, que respondem por 70% da gera\u00e7\u00e3o de energia do pa\u00eds, est\u00e3o com 23% da capacidade de armazenamento, n\u00edvel menor que o de agosto de 2001, quando houve um c\u00e9lebre apag\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 culpa da gest\u00e3o: tamb\u00e9m h\u00e1, de fato, menos \u00e1gua caindo do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Come\u00e7ando pelo b\u00e1sico: massas de ar quente s\u00e3o menos densas e gostam de subir \u2013\u00a0enquanto por\u00e7\u00f5es de ar frio, mais densas, preferem descer.<\/p>\n<p>Assim se forma o vento. O ar que envolve a Terra circula em modelos previs\u00edveis, porque a temperatura de cada lugar em cada \u00e9poca do ano segue padr\u00f5es.<\/p>\n<p>O problema do aquecimento global \u00e9 que ele n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno uniforme: alguns lugares esquentam mais do que outros \u2013 o que mexe com a circula\u00e7\u00e3o dos ventos.<\/p>\n<p>O inverno seco nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do Brasil ocorre por causa de uma zona de alta press\u00e3o atmosf\u00e9rica que se forma no centro do Oceano Atl\u00e2ntico, a meio caminho entre nosso litoral e a \u00c1frica. Zonas de alta press\u00e3o, via de regra, s\u00e3o ruins em formar nuvens.<\/p>\n<p>Rendem pouca chuva.<\/p>\n<p>Com o aquecimento global, essa zona est\u00e1 sendo empurrada para mais perto do litoral brasileiro no inverno, e passando mais tempo por aqui.<\/p>\n<p>Da\u00ed os reservat\u00f3rios minguados.<\/p>\n<p>\u201cNo Sudeste, depois daquela seca entre 2014 e 2015,\u00a0 vem chovendo menos, em m\u00e9dia\u201d, diz\u00a0Tercio Ambrizzi, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m explica que, em longo prazo, o desmatamento da Amaz\u00f4nia vai reduzir umidade que os ventos oriundos da floresta carregam para o resto do pa\u00eds \u2013 e piorar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pode faltar \u00e1gua doce, mas a salgada vai sobrar: com o derretimento do gelo nas regi\u00f5es polares, o n\u00edvel do mar j\u00e1 subiu 20 cm desde 1900, e pode chegar a 2 m at\u00e9 o ano 2300.<\/p>\n<p>Isso na melhor das hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>Na pior, d\u00e1 para chegar a essa marca ainda neste s\u00e9culo, e bater 15 m em tr\u00eas s\u00e9culos.<\/p>\n<p>O IPCC mostrou que, para cada 1\u00b0C de aumento na temperatura global, a pesca mundial poderia diminuir 4%, j\u00e1 que os peixes saem de suas regi\u00f5es t\u00edpicas conforme a \u00e1gua esquenta.<\/p>\n<p>Na costa, a coisa n\u00e3o \u00e9 muito melhor: de 1928 a 2016, houve 238 eventos extremos, como ressacas e mar\u00e9s altas an\u00f4malas, s\u00f3 no litoral de S\u00e3o Paulo. 61,4% deles aconteceram ap\u00f3s o ano 2000.<\/p>\n<p>A cidade de Santos (SP), que abriga o maior porto da Am\u00e9rica Latina, foi a representante brasileira em um estudo internacional sobre o impacto do aumento do n\u00edvel do mar em cidades costeiras, batizado de Projeto Metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>O aumento de 36 cm no n\u00edvel do mar previsto at\u00e9 2050 \u2013 combinado ao problema j\u00e1 existente de eros\u00e3o da faixa de areia, cada vez mais estreita n\u00e3o s\u00f3 em Santos como em 52% das praias paulistas \u2013 deve gerar um preju\u00edzo de no m\u00ednimo R$ 1,5 bilh\u00e3o s\u00f3 em im\u00f3veis inutilizados\u00a0caso as autoridades n\u00e3o tomem nenhuma provid\u00eancia.<\/p>\n<p>Medidas de conten\u00e7\u00e3o, como constru\u00e7\u00e3o de muros dentro d\u2019\u00e1gua (para represar o avan\u00e7o do mar), aumentar artificialmente a largura da faixa de areia e cuidar dos manguezais \u2013\u00a0que seguram o solo no lugar \u2013, custariam mais ou menos R$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 cinco vezes mais barato prevenir do que remediar.<\/p>\n<p>Mas mesmo o rem\u00e9dio precisa ser cuidadoso.<\/p>\n<p>Um argumento contra os muros \u00e9 que eles atrapalham as c\u00e9lulas de deriva litor\u00e2nea, respons\u00e1veis pelo transporte de sedimentos ao longo da extens\u00e3o da praia.<\/p>\n<p>Sabe quando voc\u00ea d\u00e1 mole no mar e, de repente, ele te levou pra longe do seu guarda-sol?<\/p>\n<p>\u00c9 esse movimento.<\/p>\n<p>Um mont\u00e3o de bichinhos e areia v\u00e3o junto. \u201cA alimenta\u00e7\u00e3o artificial da praia, trazendo areia de outros lugares, \u00e9 muito melhor que fortificar\u201d, diz Celia Gouveia, pesquisadora do Instituto Geol\u00f3gico de S\u00e3o Paulo que participou do Projeto Metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s protegemos a praia, e ent\u00e3o ela protege o continente contra a eros\u00e3o, ondas, mar\u00e9s e eventos extremos.\u201d<\/p>\n<p>Da ciranda dos biomas \u00e0 eros\u00e3o das praias, passando pela crise na agricultura, o aumento das doen\u00e7as transmitidas por mosquitos e problemas respirat\u00f3rios decorrentes da polui\u00e7\u00e3o, nenhuma das conclus\u00f5es narradas neste texto \u00e9 inteiramente uma novidade.<\/p>\n<p>14 mil artigos cient\u00edficos depois, nossos dados sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e suas consequ\u00eancias est\u00e3o mais detalhados e precisos\u00a0do que nunca, mas as conclus\u00f5es, em linhas gerais, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o diferentes das edi\u00e7\u00f5es anteriores:<\/p>\n<p>a Terra est\u00e1 cada vez mais quente, esse calor \u00e9 culpa da a\u00e7\u00e3o humana, n\u00f3s j\u00e1 estamos\u00a0\u00a0do que nunca.<\/p>\n<p>Sabe-se agora que j\u00e1 estamos\u00a0encarando as consequ\u00eancias\u00a0das mudan\u00e7as no clima,\u00a0e\u00a0que\u00a0algumas delas s\u00e3o irrevers\u00edveis \u2013 mesmo que todos os carros, termel\u00e9tricas e bois do mundo desaparecessem da noite para o dia.<\/p>\n<p>O mundo entrar\u00e1 num descompasso cada vez maior com as necessidades dos seres vivos, e economizar \u00e1gua ou andar de bicicleta, sozinhos, far\u00e3o s\u00f3 c\u00f3cegas no problema: precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas de verdade, baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas, para usar melhor o solo no campo, preservar os ecossistemas e tornar as cidades mais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Todo mundo j\u00e1 est\u00e1 careca de ouvir a palavra \u201csustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 existem no papel.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Consultamos: Jean Pierre Ometto (INPE), autor-l\u00edder de dois cap\u00edtulos do IPCC Grupo 2; Mariana Moncassim Vale (UFRJ), envolvida em dois cap\u00edtulos do IPCC Grupo 2; Jesem D. Y. Orellana (Fiocruz), Patricia Morellato (Unesp); Christovam Barcellos (Lis\/ICICT); Tatiane Moraes (Fiocruz); Juliana Mori (InfoAmazonia); Mercedes Bustamante (UnB), autora do cap\u00edtulo \u201cAgricultura, silvicultura e outros usos da terra\u201d do IPCC Grupo 3; Aliny Patricia Flauzino Pires (UERJ); Rafaela Flach (Universidade Tufts, EUA); Celia Regina de Gouveia Souza (Instituto Geol\u00f3gico do Estado de S\u00e3o Paulo); Lincoln Alves (INPE), autor-l\u00edder do Grupo 1 do IPCC.<\/p>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Reda\u00e7\u00e3o Super Interessante &#8211; 20 de setetembro de 2021 &#8211;\u00a0Brasil mil grau: o que o IPCC diz sobre o futuro do pa\u00eds no aquecimento global? &#8211; Agroneg\u00f3cio amea\u00e7ado, hidrel\u00e9tricas com sede, mosquitos aos montes e secas na Amaz\u00f4nia: tudo isso j\u00e1 \u00e9 realidade. 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