{"id":34330,"date":"2022-03-07T07:30:39","date_gmt":"2022-03-07T10:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=34330"},"modified":"2022-03-06T18:54:42","modified_gmt":"2022-03-06T21:54:42","slug":"existem-9-mil-especies-de-arvores-ainda-desconhecidas-pela-ciencia-quase-metade-na-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/existem-9-mil-especies-de-arvores-ainda-desconhecidas-pela-ciencia-quase-metade-na-america-do-sul\/","title":{"rendered":"Existem 9 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores ainda desconhecidas pela ci\u00eancia, quase metade na Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<p>Por <a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/by\/suzana-camargo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener tag\" data-wpel-link=\"internal\">Suzana Camargo<\/a> &#8211; Mongabay &#8211; 1 Mar\u00e7o 2022<\/p>\n<div class=\"row\">\n<div id=\"main\" class=\"col-lg-8 single\">\n<article id=\"post-188748\" class=\"post-188748 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry location-amazonia location-america-do-sul location-america-latina-pt-br location-brasil-pt-br topic-amazonia topic-ameacas-a-amazonia topic-ameacas-as-florestas-tropicais topic-conservacao topic-ecologia topic-fauna topic-florestas topic-florestas-tropicais topic-meio-ambiente topic-pesquisa topic-vida-selvagem byline-suzana-camargo\">\n<div class=\"bulletpoints\">\n<ul>\n<li><em><span style=\"font-size: 14px;\">Mais de 150 pesquisadores de v\u00e1rios pa\u00edses se juntaram para fazer o mais completo levantamento georreferenciado global sobre \u00e1rvores at\u00e9 hoje.<\/span><\/em><\/li>\n<li><em><span style=\"font-size: 14px;\">O estudo revelou que o n\u00famero estimado de esp\u00e9cies de \u00e1rvores no planeta \u00e9 de 73.300 \u2013 14% a mais do que se suspeitava. Desse total, 9 mil ainda s\u00e3o desconhecidas pela ci\u00eancia.<\/span><\/em><\/li>\n<li><em><span style=\"font-size: 14px;\">Segundo o invent\u00e1rio, 43% de todas as esp\u00e9cies de \u00e1rvores do mundo est\u00e3o localizadas na Am\u00e9rica do Sul. Estima-se que 4 mil ainda n\u00e3o tenham sido descritas, a maior parte na regi\u00e3o de contato entre Andes e Amaz\u00f4nia.<\/span><\/em><\/li>\n<li><em><span style=\"font-size: 14px;\">Esp\u00e9cies n\u00e3o identificadas s\u00e3o em sua maioria raras e mais vulner\u00e1veis ao risco de extin\u00e7\u00e3o, da\u00ed a necessidade urgente de implanta\u00e7\u00e3o de leis de prote\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o mais r\u00edgidas nas florestas.<\/span><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>\u201cDesde crian\u00e7a sempre fui fascinado pela diversidade dos seres vivos em nosso planeta e sonhava em trabalhar explorando lugares inexplorados da Terra e descobrir as esp\u00e9cies desconhecidas que vivem nela. Depois, como bi\u00f3logo, nos \u00faltimos anos, me dediquei \u00e0s quest\u00f5es da biodiversidade, e uma delas \u00e9 como estim\u00e1-la com o menor erro poss\u00edvel e como proteg\u00ea-la.\u201d<\/p>\n<p>Foi com esse objetivo em mente que o bi\u00f3logo italiano Roberto Cazzolla Gatti liderou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/119\/6\/e2115329119\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">um estudo<\/a>\u00a0que culminou no mais completo levantamento georreferenciado global sobre \u00e1rvores feito at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-31482\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada.jpg 1751w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada-300x145.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada-1024x494.jpg 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada-768x371.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada-1536x741.jpg 1536w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/floresta_fechada-600x290.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O resultado do trabalho para a cria\u00e7\u00e3o desse gigantesco banco de dados, que demandou anos para ser realizado e contou com a participa\u00e7\u00e3o de especialistas do mundo inteiro, assim como o aux\u00edlio de supercomputadores e intelig\u00eancia artificial, surpreendeu os pr\u00f3prios envolvidos.<\/p>\n<p>Embora estimava-se que havia no mundo aproximadamente 64 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores, o novo levantamento aponta que esse n\u00famero \u00e9 14% mais alto, chegando a um total de 73.300 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>E dentre elas, 9 mil ainda s\u00e3o desconhecidas para a ci\u00eancia, ou seja, rar\u00edssimas.<\/p>\n<p>\u201cO resultado nos deixou at\u00f4nitos. Jamais imaginar\u00edamos que mesmo para as \u00e1rvores haveria tantas esp\u00e9cies ainda a serem descobertas. Na verdade, este estudo oferece \u00e0 comunidade cient\u00edfica, e \u00e0 humanidade em geral, mais conhecimento sobre a incr\u00edvel diversidade delas. \u00c9 mais incr\u00edvel pensar que ainda nem conhecemos todas (em 2022!)\u201d, diz Gatti.<\/p>\n<p>Segundo o invent\u00e1rio, 43% de todas as esp\u00e9cies de \u00e1rvores do mundo est\u00e3o localizadas na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Em seguida aparece a regi\u00e3o conhecida como Eur\u00e1sia (Europa\/\u00c1sia), com 22% das ocorr\u00eancias, \u00c1frica (16%), Am\u00e9rica do Norte (15%) e Oceania (11%).<\/p>\n<p>Se o continente sul-americano \u00e9 habitat de quase metade de todas as esp\u00e9cies de \u00e1rvores do planeta, e f\u00e1cil imaginar ent\u00e3o que a grande maioria das 9 mil ainda n\u00e3o descritas esteja tamb\u00e9m ali, algo em torno de 4 mil.<\/p>\n<p>\u201cAs \u00e1reas mais ricas s\u00e3o onde os Andes encontram a Amaz\u00f4nia. \u00c9 aqui que a diversidade \u00e9 alta e tamb\u00e9m o n\u00famero de esp\u00e9cies n\u00e3o descritas provavelmente ser\u00e1 maior\u201d, afirma Oliver Phillips, professor de Ecologia Tropical da Universidade de Leeds, no Reino Unido.<\/p>\n<p>\u201cPor causa da topografia complexa, climas e geologia, h\u00e1 mais diversidade e muitas esp\u00e9cies ter\u00e3o distribui\u00e7\u00e3o menor. Isso as torna mais dif\u00edceis de serem descobertas e tamb\u00e9m, mais vulner\u00e1veis\u201d, diz o pesquisador ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Especialista em florestas tropicais e coordenador da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rainfor.org\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Rede Amaz\u00f4nica de Invent\u00e1rios Florestais<\/a>\u00a0(Rainfor) , Phillips \u00e9 um dos quase 150 autores do artigo publicado no come\u00e7o de fevereiro na\u00a0<em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>\u00a0(PNAS), que conta ainda com diversos pesquisadores brasileiros.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-188749\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185040\/joseph-king-amazon-forest-flickr-768x512.jpg\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185040\/joseph-king-amazon-forest-flickr-768x511.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185040\/joseph-king-amazon-forest-flickr-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185040\/joseph-king-amazon-forest-flickr-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185040\/joseph-king-amazon-forest-flickr-610x406.jpg 610w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185040\/joseph-king-amazon-forest-flickr.jpg 1724w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"532\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Floresta Amaz\u00f4nica na regi\u00e3o do Rio Tambopata, no Peru. Foto: Joseph King (CC BY-NC-ND 2.0).<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"row\">\n<div id=\"main\" class=\"col-lg-8 single\">\n<article id=\"post-188748\" class=\"post-188748 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry location-amazonia location-america-do-sul location-america-latina-pt-br location-brasil-pt-br topic-amazonia topic-ameacas-a-amazonia topic-ameacas-as-florestas-tropicais topic-conservacao topic-ecologia topic-fauna topic-florestas topic-florestas-tropicais topic-meio-ambiente topic-pesquisa topic-vida-selvagem byline-suzana-camargo\">\n<h3><strong>Bacia Amaz\u00f4nica: um hotspot da biodiversidade<\/strong><\/h3>\n<p>Pelo menos 31 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores crescem apenas na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Muitas delas s\u00e3o end\u00eamicas dali, ou seja, n\u00e3o existem em nenhum outro lugar do planeta.<\/p>\n<p>T\u00eam como habitat florestas tropicais e subtropicais da Amaz\u00f4nia, em pa\u00edses como Peru, Col\u00f4mbia, Equador, Venezuela, Bol\u00edvia e Brasil, assim como as altitudes elevadas, entre 1 mil e 3,5 mil metros, da regi\u00e3o dos Andes.<\/p>\n<p>Nessa imensid\u00e3o verde \u2013 estimativas indicam que existam\u00a0<a href=\"http:\/\/www.yadvindermalhi.org\/uploads\/1\/8\/7\/6\/18767612\/ter_steege_et_al_2013_hyperdominance_in_the_amazonian_tree_flora_science.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">390 bilh\u00f5es de \u00e1rvores (indiv\u00edduos) na Bacia Amaz\u00f4nica<\/a>\u00a0\u2013, dois ter\u00e7os das esp\u00e9cies s\u00e3o consideradas rar\u00edssimas.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o esp\u00e9cies que possuem menos de 1 milh\u00e3o de indiv\u00edduos\u201d, explica Wendeson Castro, pesquisador do Laborat\u00f3rio de Bot\u00e2nica e Ecologia da Universidade Federal do Acre e um dos coautores do artigo. \u00c9 o caso da esp\u00e9cie\u00a0<em>Pouteria sessilis,<\/em>\u00a0comumente chamada de abiu. \u201cAinda somos muito ignorantes em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de esp\u00e9cies que temos e quantas estamos perdendo\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>E \u00e9 por esta raz\u00e3o que o novo estudo se mostra t\u00e3o relevante.<\/p>\n<p>Com a certeza de que ainda h\u00e1 muita falta de conhecimento sobre a biodiversidade das florestas globais, mas sobretudo daquelas localizadas na Am\u00e9rica do Sul, faz-se fundamental a implementa\u00e7\u00e3o de leis de prote\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o mais r\u00edgidas.<\/p>\n<p>\u201cNossos resultados refor\u00e7am a absoluta necessidade de preserva\u00e7\u00e3o das florestas tropicais. Esp\u00e9cies n\u00e3o identificadas s\u00e3o em sua maioria raras e mais vulner\u00e1veis ao risco de extin\u00e7\u00e3o. Ter uma melhor compreens\u00e3o desses n\u00fameros e poss\u00edvel localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial na elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o, mesmo sem conhec\u00ea-las\u201d, afirma Jorcely Barroso, professora do Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias Florestais da Universidade Federal do Acre.<\/p>\n<p>Para ela, o grande n\u00famero de esp\u00e9cies ainda n\u00e3o documentadas, ocorrendo provavelmente na Bacia Amaz\u00f4nica e na \u00e1rea de contato entre Andes e Amaz\u00f4nia, torna essas \u00e1reas priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-188752\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185105\/The-map-shows-the-number-of-tree-species-estimated-S-estimated-from-Chao2adj-in-terrestrial-biomes-of-each-continent-as-a-color-gradient-from-low-richness-yellow-to-high-ric-768x512.jpg\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185105\/The-map-shows-the-number-of-tree-species-estimated-S-estimated-from-Chao2adj-in-terrestrial-biomes-of-each-continent-as-a-color-gradient-from-low-richness-yellow-to-high-ric-768x512.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185105\/The-map-shows-the-number-of-tree-species-estimated-S-estimated-from-Chao2adj-in-terrestrial-biomes-of-each-continent-as-a-color-gradient-from-low-richness-yellow-to-high-ric-1200x800.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>N\u00famero de esp\u00e9cies estimadas em cada regi\u00e3o do planeta. Imagem: Roberto Gatti et al.<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"row\">\n<div id=\"main\" class=\"col-lg-8 single\">\n<article id=\"post-188748\" class=\"post-188748 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry location-amazonia location-america-do-sul location-america-latina-pt-br location-brasil-pt-br topic-amazonia topic-ameacas-a-amazonia topic-ameacas-as-florestas-tropicais topic-conservacao topic-ecologia topic-fauna topic-florestas topic-florestas-tropicais topic-meio-ambiente topic-pesquisa topic-vida-selvagem byline-suzana-camargo\">\n<h3><strong>Desconhecidas e amea\u00e7adas<br \/>\n<\/strong><\/h3>\n<p>Apesar da boa not\u00edcia de que h\u00e1 na Terra mais esp\u00e9cies de \u00e1rvores do que se estimava anteriormente, uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es que os pesquisadores demonstram no artigo \u00e9 o impacto das atividades humanas sobre a preserva\u00e7\u00e3o das mesmas.<\/p>\n<p>Eles afirmam, por exemplo, que o clima nas florestas sul-americanas, onde est\u00e1 a maioria das esp\u00e9cies desconhecidas, tem se mantido est\u00e1vel ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Mas diante de fen\u00f4menos mais recentes, como os extremos clim\u00e1ticos, h\u00e1 receio de que a flora dessa regi\u00e3o tenha mais dificuldade em se adaptar aos impactos decorrentes dessas mudan\u00e7as, como secas prolongadas e inc\u00eandios.<\/p>\n<p>\u201cElas s\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u00e0 perda de habitat, especialmente porque seu alcance \u00e9 pequeno para come\u00e7ar. Mas se conseguirmos manter alguns corredores de eleva\u00e7\u00e3o do habitat florestal protegidos, as esp\u00e9cies t\u00eam mais chances de migrar para cima para evitar o calor e a seca das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, diz Oliver Phillips.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-188751\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185058\/Dallas-Krentzel-CC-BY-2.0-via-Wikimedia-Commons-768x512.jpg\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185058\/Dallas-Krentzel-CC-BY-2.0-via-Wikimedia-Commons-768x513.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185058\/Dallas-Krentzel-CC-BY-2.0-via-Wikimedia-Commons-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185058\/Dallas-Krentzel-CC-BY-2.0-via-Wikimedia-Commons-2048x1369.jpg 2048w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2022\/02\/22185058\/Dallas-Krentzel-CC-BY-2.0-via-Wikimedia-Commons-610x408.jpg 610w\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"534\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>\u00c1rea de Floresta Amaz\u00f4nica no Equador aos p\u00e9s da Cordilheira dos Andes. Foto: Dallas Krentzell (CC BY 2.0).<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"row\">\n<div id=\"main\" class=\"col-lg-8 single\">\n<article id=\"post-188748\" class=\"post-188748 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry location-amazonia location-america-do-sul location-america-latina-pt-br location-brasil-pt-br topic-amazonia topic-ameacas-a-amazonia topic-ameacas-as-florestas-tropicais topic-conservacao topic-ecologia topic-fauna topic-florestas topic-florestas-tropicais topic-meio-ambiente topic-pesquisa topic-vida-selvagem byline-suzana-camargo\">Os cientistas ressaltam que o problema n\u00e3o \u00e9 somente a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.Mas diante de toda essa vulnerabilidade e amea\u00e7as t\u00e3o reais, as \u00e1rvores podem deixar de fornecer servi\u00e7os ambientais essenciais para a nossa sobreviv\u00eancia e o equil\u00edbrio do planeta.\u201cCostumamos pensar que as \u00e1rvores e as florestas s\u00e3o apenas nossos produtores de oxig\u00eanio, mas na verdade s\u00e3o muito mais do que isso. Sem elas n\u00e3o ter\u00edamos \u00e1gua limpa, encostas de montanhas seguras, habitat para muitos animais, fungos e outras plantas. Perder\u00edamos os ecossistemas terrestres mais biodiversos, os sumidouros para nosso excesso de di\u00f3xido de carbono e os depuradores de nosso ar polu\u00eddo\u201d, alerta Roberto Gatti.<\/p>\n<p>Para o italiano, se quisermos proteger a diversidade de \u00e1rvores e a incr\u00edvel biodiversidade a elas ligada, devemos parar imediatamente o desmatamento e a degrada\u00e7\u00e3o florestal e come\u00e7ar a considerar as florestas como ecossistemas intoc\u00e1veis, que merecem prote\u00e7\u00e3o, como os recifes de corais.<\/p>\n<p>\u201cMadeira, celulose e papel s\u00f3 deveriam ser extra\u00eddos de planta\u00e7\u00f5es cultivadas pelo homem e n\u00e3o de florestas naturais ou semi-naturais\u201d, diz Gatti.<\/p>\n<p>\u201cSe pararmos de queimar florestas considerando-as \u2018biocombust\u00edveis\u2019, comprando produtos que cont\u00eam \u00f3leo de palma, usando madeira tropical para nossas casas, comendo grandes quantidades de carne todos os dias, substituindo a natureza por \u00e1reas urbanizadas e industriais, e matando e poluindo a vida selvagem que os ecossistemas arb\u00f3reos preservam, teremos tempo para descobrir novas esp\u00e9cies e permitir que nosso planeta tenha uma exist\u00eancia mais equilibrada, assim como a pr\u00f3pria esp\u00e9cie humana.\u201d<\/p>\n<h4>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2021\/10\/estudo-avalia-o-papel-dos-rios-para-a-origem-da-alta-biodiversidade-amazonica\/\" data-wpel-link=\"internal\">Estudo avalia o papel dos rios para a origem da alta biodiversidade amaz\u00f4nica<\/a><\/h4>\n<p><em>Imagem do banner: Vis\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica na regi\u00e3o do M\u00e9dio Amazonas. Foto: Neil Palmer\/Cifor.<\/em><\/p>\n<div id=\"single-article-footer\" data-gtm-vis-recent-on-screen-1076545_7=\"14192\" data-gtm-vis-first-on-screen-1076545_7=\"14192\" data-gtm-vis-total-visible-time-1076545_7=\"100\" data-gtm-vis-has-fired-1076545_7=\"1\"><\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Suzana Camargo &#8211; Mongabay &#8211; 1 Mar\u00e7o 2022 Mais de 150 pesquisadores de v\u00e1rios pa\u00edses se juntaram para fazer o mais completo levantamento georreferenciado global sobre \u00e1rvores at\u00e9 hoje. O estudo revelou que o n\u00famero estimado de esp\u00e9cies de \u00e1rvores no planeta \u00e9 de 73.300 \u2013 14% a mais do que se suspeitava. 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