{"id":3491,"date":"2009-06-29T18:00:11","date_gmt":"2009-06-29T21:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/funverde.wordpress.com\/?p=3491"},"modified":"2009-06-29T18:00:11","modified_gmt":"2009-06-29T21:00:11","slug":"nao-obrigado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/nao-obrigado\/","title":{"rendered":"N\u00e3o, obrigado!"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color:#ff0000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/farm4.static.flickr.com\/3193\/2719480287_0801882786.jpg?v=0\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"500\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Agora fiquei brava comigo mesma. Estava pesquisando uma palavra no outlook e encontrei a mat\u00e9ria abaixo, sobre sacolas retorn\u00e1veis que foi publicada na revista Aim\u00e9 e que deveria ter sido postada na p\u00e1gina da FUNVERDE em 26 de setembro de 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Camila, sei que \u00e9 indesculp\u00e1vel, mas s\u00f3 posso pedir-lhe mil desculpas pelo lapso e corrigir o erro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Apesar de j\u00e1 ter\u00a0se passado quase 10 meses da publica\u00e7\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre atual e por isso estou postando a mat\u00e9ria abaixo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Texto &#8211; Camila Balthazar<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">N\u00e3o \u00e9 raro ver algu\u00e9m recusando as sacolas pl\u00e1sticas oferecidas nos supermercados, farm\u00e1cias e tantos outros<br \/>\nestabelecimentos comerciais. Mas essa cena ainda impressiona e n\u00e3o faz parte do cotidiano. Entidades privadas e o governo est\u00e3o aderindo \u00e0 causa e sugerem medidas para reduzir o uso das sacolas e conscientizar a popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O brasileiro Douglas Barbosa mora na Irlanda desde o ano passado. Na primeira vez que foi ao mercado, pegou todos os produtos de que precisava e p\u00f4s no carrinho. Depois, dirigiu-se \u00e0 caixa registradora e somente ap\u00f3s pagar percebeu que nada havia sido empacotado. Indignado, ele olha para a atendente e pergunta onde est\u00e3o as suas sacolas. Calmamente, ela responde: \u201cS\u00e3o 22 centavos cada uma (equivalente a R$ 0,61). Quantas o senhor vai querer?\u201d Hoje, Douglas ri da situa\u00e7\u00e3o e conta que todos os brasileiros passam por isso assim que chegam ao pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">J\u00e1 habituado \u00e0s leis irlandesas, agora ele leva suas pr\u00f3prias sacolas para carregar as compras de volta para casa. \u201cComprei umas quatro sacolas maiores e mais resistentes que custam 80 centavos (R$ 1,97). Se tenho que ir ao mercado e as esqueci em casa, deixo para ir outro dia.\u201d Na Irlanda h\u00e1 uma lei que exige a cobran\u00e7a de taxa pelo uso de sacolas pl\u00e1sticas, e que est\u00e1 em vigor desde o dia 4 de mar\u00e7o de 2002. Chamada de \u201cPlasTax\u201d, trata-se de um imposto que visa reduzir o consumo de embalagens pl\u00e1sticas e com isso diminuir a polui\u00e7\u00e3o, pois o pl\u00e1stico n\u00e3o \u00e9 biodegrad\u00e1vel. Com a PlasTax, em apenas dois anos o governo arrecadou quase US$ 30 milh\u00f5es, que foram investidos em projetos ambientais. Esta taxa conseguiu influenciar o comportamento do consumidor e mostrou que s\u00f3 mesmo mexendo no bolso para alguma mudan\u00e7a acontecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Enquanto isso, no Brasil, na cidade de S\u00e3o Paulo, Maria Helena \u2013 m\u00e3e do Douglas \u2013 prepara sua lista de supermercado. Seis pequenos itens que est\u00e3o fazendo falta no arm\u00e1rio e na geladeira. Na hora de empacotar, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se parece em nada com o que acontece na Irlanda, e os produtos saem do supermercado dentro de sete sacolas pl\u00e1sticas. No entanto, quando Maria Helena vai fazer compras no supermercado que fica em frente ao local onde trabalha, ela leva as sacolas pl\u00e1sticas na bolsa. \u201cIsso porque l\u00e1 eles cobram R$ 0,18 por embalagem. Se for pagar, n\u00e3o compensa a promo\u00e7\u00e3o\u201d, diz. A contradi\u00e7\u00e3o dos exemplos \u00e9 clara e comprova que apenas conscientiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O irland\u00eas Louis Watters lembra como foi a recep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no seu pa\u00eds \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da lei. \u201cNingu\u00e9m ficou feliz porque ia ser um inconveniente. Mas as pessoas aceitaram rapidamente e em no m\u00e1ximo tr\u00eas meses todos j\u00e1 estavam acostumados\u201d, revela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>De onde vem e para onde vai o pl\u00e1stico<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O pl\u00e1stico invadiu o planeta em 1862, quando foi inventado pelo ingl\u00eas Alexander Parkes. No entanto, a utiliza\u00e7\u00e3o da embalagem pl\u00e1stica ganhou for\u00e7a na d\u00e9cada de 70, quando substituiu o saco de papel. De acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Embalagens Pl\u00e1sticas Flex\u00edveis (ABIEF), apenas no Brasil circulam em m\u00e9dia 18 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas por ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O engenheiro Cl\u00e1udio Luis Frankenberg, doutor em Engenharia e professor da Faculdade de Engenharia Qu\u00edmica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), explica que o grande problema da sacola \u00e9 sua produ\u00e7\u00e3o, feita a partir de materiais n\u00e3o-biodegrad\u00e1veis e n\u00e3o-renov\u00e1veis. \u201cTodas as sacolas s\u00e3o feitas de pol\u00edmeros, que podem variar desde um polietileno de baixa densidade at\u00e9 um polipropileno. O que muda \u00e9 a estrutura qu\u00edmica, mas nenhum deles \u00e9 biodegrad\u00e1vel e todos permanecem no meio-ambiente por s\u00e9culos.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Infelizmente, esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico agravante. As sacolas s\u00e3o feitas de pol\u00edmeros, e estes s\u00e3o feitos de petr\u00f3leo. \u201cSempre que se produz uma sacola pl\u00e1stica, consome-se uma fonte n\u00e3o-renov\u00e1vel\u201d, esclarece o professor Frankenberg. O artigo \u201cPolicies to change the world\u201d, produzido pelo World Future Council (WFC), ilustra essa informa\u00e7\u00e3o ao afirmar que os Estados Unidos utilizam aproximadamente 100 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas por ano, consumindo 12 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">N\u00e3o \u00e9 bem assim. No refino de cada barril de petr\u00f3leo, sobra 7% de nafta, que se n\u00e3o for utilizada para fazer pl\u00e1stico, ser\u00e1 queimada sem ter tido utilidade para a humanidade. N\u00e3o somos contra o pl\u00e1stico, somos contra o pl\u00e1stico de ciclo de vida longo, aquele maldito pl\u00e1stico que fica por mais de 500 anos poluindo o planeta. Por isso, apoiamos\u00a0o pl\u00e1stico oxi-biodegrad\u00e1vel de ciclo de vida curto, que aproxima o ciclo de vida do pl\u00e1stico ao ciclo de vida do produto, visto que este pl\u00e1stico, em 18 meses, j\u00e1 ter\u00e1 se degradado, incorporado ao planeta, deixando para tr\u00e1s apenas biomassa, \u00e1gua e uma pequena quantidade de CO2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Al\u00e9m disso, \u00e9 muito comum as embalagens n\u00e3o serem descartadas corretamente. Dessa forma, chegam aos oceanos e podem matar tartarugas, baleias e outros mam\u00edferos marinhos que confundem as sacolas com comida. Muitas vezes os pl\u00e1sticos s\u00e3o levados pelo vento, a partir de aterros sanit\u00e1rios ou terrenos baldios, ou s\u00e3o jogados na rua. \u201cEssa \u00e9 uma quest\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o, que ultrapassa a problem\u00e1tica do pl\u00e1stico. Muitas pessoas parecem pensar que sua responsabilidade \u00e9 apenas tirar o lixo de dentro de casa\u201d, lamenta o engenheiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Pol\u00edtica verde: Brasil na contram\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">A id\u00e9ia de adotar uma taxa ecol\u00f3gica, como \u00e9 feito na Irlanda, espalhou-se pelo globo e vem sendo amplamente discutida em outros pa\u00edses. O documento da organiza\u00e7\u00e3o WFC aponta v\u00e1rias iniciativas que j\u00e1 foram colocados em pr\u00e1tica. Desde 2003, no Estado de Himachal Pradesh, na \u00cdndia, quem for visto usando sacolas pl\u00e1sticas pode enfrentar at\u00e9 sete anos de cadeia ou pagar uma multa equivalente a dois mil d\u00f3lares. A lei de car\u00e1ter estadual pro\u00edbe a produ\u00e7\u00e3o, estoque, uso, venda e distribui\u00e7\u00e3o das sacolas. Isso se deve porque neste estado indiano ocorreu uma enchente que matou muitas vacas (animal sagrado na cultura do pa\u00eds) e as sacolas pl\u00e1sticas foram tidas como as respons\u00e1veis pelo ocorrido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">A partir do mesmo ano, na \u00c1frica do Sul, vendedores que distribu\u00edrem sacolas est\u00e3o sujeitos a uma multa de aproximadamente R$ 21.800 ou dez anos de pris\u00e3o. Em 2004, Taiwan baniu as embalagens abaixo de 60 micras de espessura, que s\u00e3o finas e rasgam facilmente. No ano de 2005, foi a vez de Bangladesh: o pa\u00eds descobriu que as sacolas jogadas entupiam a rede de drenagem pluvial. O material foi o principal respons\u00e1vel por duas enchentes, em 1988 e 1998, que deixaram 2\/3 do pa\u00eds debaixo d\u2019\u00e1gua. H\u00e1 outros exemplos de pa\u00edses que implantaram restri\u00e7\u00f5es ao uso de sacolas pl\u00e1sticas, como Austr\u00e1lia, Alemanha, China, Ruanda e at\u00e9 mesmo o Estado de S\u00e3o Francisco \u2013 sempre mais adiantado em rela\u00e7\u00e3o ao conservadorismo dos Estados Unidos. Mas esses ainda s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Enquanto alguns pa\u00edses j\u00e1 tomaram medidas en\u00e9rgicas contra o uso excessivo de pl\u00e1sticos, no Brasil ainda n\u00e3o se estranha o fato de se comprar uma caixinha de rem\u00e9dio e receb\u00ea-la dentro de uma sacola.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Para o engenheiro Frankenberg, o Brasil precisa investir primeiramente em educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o. \u201cTalvez o certo seja haver um custo. A\u00ed as pessoas v\u00e3o pensar melhor antes de pegar tantas sacolas. Essa \u00e9 uma maneira de levar as pessoas a adquirir esta consci\u00eancia e de fazer com que criem o h\u00e1bito de carregar suas pr\u00f3prias sacolas, como as que s\u00e3o feitas de pano.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Esque\u00e7a a educa\u00e7\u00e3o, a inven\u00e7\u00e3o da sacola pl\u00e1stica de uso \u00fanico foi um erro e deve ser consertado com o banimento, a proibi\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o distribui\u00e7\u00e3o da sacola pl\u00e1stica e ent\u00e3o as pessoas ser\u00e3o obrigadas a usar suas pr\u00f3prias sacolas, que s\u00e3o as sacolas pl\u00e1sticas de uso \u00fanico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Uma iniciativa para barrar o consumo desenfreado foi implantada na capital paulista em maio deste ano. A Plastivida, em parceria com o Instituto Nacional do Pl\u00e1stico (INP), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Embalagens Flex\u00edveis (ABIEF) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (ABRAS), desenvolveu uma campanha intitulada Programa de Qualidade e Consumo Respons\u00e1vel das Sacolas Pl\u00e1sticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">L\u00e1 vem besteira, afinal, tudo que sai da boca dos soldadinhos de pl\u00e1stico, servos fi\u00e9is das petroqu\u00edmicas s\u00f3 serve para vender mais pl\u00e1stico. Tudo em nome do lucro sem responsabilidade ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Segundo Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, o que mais impulsionou a cria\u00e7\u00e3o do programa foi uma pesquisa realizada atrav\u00e9s do Ibope sobre o consumo e comportamento da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s sacolas pl\u00e1sticas. Os dados obtidos n\u00e3o foram nada animadores, por\u00e9m, de acordo com Esmeraldo, esclareceram a quest\u00e3o: 61% utilizam menos da metade da capacidade de cada sacola e 13% utilizam as sacolas em duplicidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Para o presidente da Plastivida, a solu\u00e7\u00e3o para diminuir o consumo de sacolas \u00e9 aumentar a sua espessura e, assim, melhorar a qualidade. \u201cA ado\u00e7\u00e3o de sacolas mais resistentes reduziria em 30% a quantidade usada. \u00c0 medida que n\u00e3o se pratica o desperd\u00edcio, contribui-se com o meio ambiente\u201d, afirma Esmeraldo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">Como parte do Programa de Qualidade e Consumo Respons\u00e1vel das Sacolas Pl\u00e1sticas, inicialmente alguns supermercados da cidade de S\u00e3o Paulo e depois das outras capitais do Pa\u00eds v\u00e3o passar a oferecer embalagens com capacidade para suportar um conte\u00fado de at\u00e9 seis quilos, enquanto as distribu\u00eddas atualmente carregam de um a tr\u00eas quilos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Hahaha, eles acharam um nicho para vender 30% a mais de pl\u00e1stico em cada sacola, est\u00e3o colocando 30% a mais de pl\u00e1stico em cada maldita sacolinha que agora ficar\u00e1 30% de tempo a mais poluindo a terra. Isso \u00e9 que \u00e9 ambientalismo fajuto, que ao inv\u00e9s de resolver o problema aumenta o problema para aumentar o lucro em 30%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Parab\u00e9ns destruidores do planeta, compet\u00eancia total, consci\u00eancia zero.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\"><strong>Atitude consciente<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000;\">O Brasil j\u00e1 est\u00e1 se posicionando a respeito dessa quest\u00e3o. O teste piloto deste Programa realizado em 16 supermercados na capital paulista mostrou que o consumo de sacolas pl\u00e1sticas teve uma redu\u00e7\u00e3o de 12%. J\u00e1 a reciclagem mec\u00e2nica no Brasil vem crescendo 12% ao ano, tendo reciclado em 2007 cerca de 570.000 toneladas. Esse \u00edndice de reciclagem \u00e9 semelhante ao da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\">Mentiras, mentiras e mais mentiras, o \u00edndice de reciclagem no pa\u00eds nem raspa nos 0,8%, mas como a plastivida est\u00e1 acostumada a empurrar goela abaixo dos consumidores suas mentiras atrav\u00e9s da repeti\u00e7\u00e3o, ganham as petroqu\u00edmicas, ganha a plastivida e perdem o planeta e a humanidade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agora fiquei brava comigo mesma. Estava pesquisando uma palavra no outlook e encontrei a mat\u00e9ria abaixo, sobre sacolas retorn\u00e1veis que foi publicada na revista Aim\u00e9 e que deveria ter sido postada na p\u00e1gina da FUNVERDE em 26 de setembro de 2008. 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