{"id":35145,"date":"2022-10-17T07:30:08","date_gmt":"2022-10-17T10:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=35145"},"modified":"2022-10-11T17:06:35","modified_gmt":"2022-10-11T20:06:35","slug":"mudancas-climaticas-impoem-desafios-ambientais-ao-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/mudancas-climaticas-impoem-desafios-ambientais-ao-pantanal\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas imp\u00f5em desafios ambientais ao Pantanal"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-cover alignfull has-custom-content-position is-position-bottom-center\">\n<div class=\"wp-block-cover__inner-container\">\n<div class=\"wp-container-8 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-column\">\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-group pb-5\">\n<div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<p>Por Ana L\u00facia Azevedo &#8211; Eco &#8211; <time datetime=\"2022-10-10T07:07:00-03:00\">10 de outubro de 2022 &#8211; <\/time><span style=\"font-size: 14px;\"><em><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Maior \u00e1rea \u00famida do mundo, bioma passa por transforma\u00e7\u00f5es e encara os mesmos problemas ambientais da Amaz\u00f4nia, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica, aos quais est\u00e1 interligado. <\/span><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Fotos e V\u00eddeos: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column is-vertically-aligned-center\">\n<div class=\"has-text-align-center has-text-color has-central-palette-6-color wp-block-post-date\"><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Azul \u00e9 o c\u00e9u. <\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"has-text-align-center has-text-color has-central-palette-6-color wp-block-post-date\"><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Verde \u00e9 a mata. <\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"has-text-align-center has-text-color has-central-palette-6-color wp-block-post-date\"><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Branco estampa a areia das praias.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"has-text-align-center has-text-color has-central-palette-6-color wp-block-post-date\"><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Rosa pinta a paisagem, seja nas asas dos colhereiros ou nas copas dos ip\u00eas em flor. <\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"has-text-align-center has-text-color has-central-palette-6-color wp-block-post-date\"><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Mas o Pantanal onde Enilza da Silva nasceu e se criou mudou. <\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"has-text-align-center has-text-color has-central-palette-6-color wp-block-post-date\"><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">A beleza continua a imperar, mas a pescadora artesanal reconhece no cen\u00e1rio sinais de amea\u00e7as \u00e0 natureza e ao seu modo de vida.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Dona Nilza, como ela \u00e9 conhecida, tem 51 anos e mora num remanso, numa das incont\u00e1veis curvas do Rio Paraguai, nas cercanias do Morro Pelado, em C\u00e1ceres, Mato Grosso.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 conhecida pela abund\u00e2ncia de peixes, que sustenta a pesca e o turismo.<\/p>\n<p>Ali a vegeta\u00e7\u00e3o de Cerrado do cont\u00edguo planalto parece mergulhar nos alagados e se fundir aos campos flutuantes.<\/p>\n<p>Mas as lentas \u00e1guas do Paraguai seguem seu caminho plan\u00edcie abaixo por um leito mais seco e assoreado.<\/p>\n<p>Chove menos e esquenta mais.<\/p>\n<p>\u201cO rio mudou muito nos \u00faltimos anos. Est\u00e1 assoreado, com menos \u00e1gua, mesmo fora da esta\u00e7\u00e3o seca\u201d, lamenta ela.<\/p>\n<p>Matas que nunca haviam queimado com intensidade arderam at\u00e9 virarem cinzas em 2020 e deixaram em seu lugar os escombros de \u00e1rvores e o sil\u00eancio dos bichos que se foram e n\u00e3o retornaram.<\/p>\n<p>\u201cDepois do fogo, muitos bichos sumiram. Aqui tinha tanto bicho. Apareciam on\u00e7as, antas, mutuns, macacos. Agora \u00e9 raro. Tentamos salvar os animais, fizemos aceiros para segurar as chamas, demos comida e \u00e1gua, mas n\u00e3o bastou\u201d, conta a pescadora, que mora numa casa sem paredes, protegida apenas por tela contra mosquitos, os \u00fanicos animais que dona Nilza e sua fam\u00edlia realmente temem.<\/p>\n<p>Ela ainda chora ao lembrar dos gemidos de dor das on\u00e7as e dos gritos de desespero dos macacos engolidos por labaredas.<\/p>\n<p>As queimadas de 2020 mataram em todo o Pantanal pelo menos 17 milh\u00f5es de vertebrados,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-021-02844-5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">segundo um estudo publicado na revista Scientific Reports<\/a>, liderado por Walfrido Moraes Tomas, do Laborat\u00f3rio de Vida Selvagem da Embrapa Pantanal, localizado em Corumb\u00e1 (MS).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35147\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_1.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_1.jpg 693w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_1-600x339.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">Enilza da Silva, moradora do Morro Pelado. Ela \u00e9 testemunha das mudan\u00e7as no leito do rio. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35146\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_2.jpg\" alt=\"\" width=\"798\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_2.jpg 694w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_2-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_2-600x386.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 798px) 100vw, 798px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">Encontro dos biomas do Pantanal e do Cerrado, \u00e0s margens do Rio Paraguai, no Pantanal Norte, pr\u00f3ximo a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Taium\u00e3, em C\u00e1ceres, Mato Grosso. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<h3>Um aperto no cora\u00e7\u00e3o do Brasil<\/h3>\n<p>Eixo central do Pantanal, o Rio Paraguai, como os bichos, tem sido calado.<\/p>\n<p>Ano a ano, a areia se acumula e fecha as muitas bocas do rio.<\/p>\n<p>\u00c9 por elas que entra a \u00e1gua que no per\u00edodo de cheia amplifica ba\u00edas e espalha a vida.<\/p>\n<p>No quintal da fam\u00edlia de pescadores, h\u00e1 ninfeias e aguap\u00e9s; cambar\u00e1s amarelos, esp\u00e9cie de \u00e1rvore da Amaz\u00f4nia; pi\u00favas, os ip\u00eas-roxos, da Mata Atl\u00e2ntica; e mais distante, numa cordilheira (\u00e1rea n\u00e3o inund\u00e1vel), palmeiras acuris e paratudos, os ip\u00eas-amarelos t\u00e3o caracter\u00edsticos do Cerrado.<\/p>\n<p>Plantado \u00e0 beira do Rio Paraguai e nas bordas dos chapad\u00f5es do planalto, o quintal de dona Nilza \u00e9 uma s\u00edntese, miniatura, dos desafios do Pantanal.<\/p>\n<p>Com 151 mil km\u00b2, o bioma \u00e9 o menor do pa\u00eds e ocupa 1,8% do territ\u00f3rio nacional, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<h3>A fragilidade de um \u00e9den interconectado<\/h3>\n<p>Maior plan\u00edcie inund\u00e1vel do mundo, o Pantanal \u00e9 Patrim\u00f4nio Nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e Reserva da Biosfera da Unesco.<\/p>\n<p>\u00c9 uma \u00e1rea de acumula\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e centro de manuten\u00e7\u00e3o de biodiversidade.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 consenso na ci\u00eancia que n\u00e3o se pode pensar no Pantanal sozinho, isolado.<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do Brasil, \u00e9 influenciado pela Amaz\u00f4nia e depende umbilicalmente do que acontece no Cerrado do planalto, onde est\u00e3o as mais de 4.000 nascentes dos rios, destaca Marcos Rosa, coordenador-t\u00e9cnico do MapBiomas.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 pensar na Bacia do Alto Paraguai (BAP), que inclui o planalto, de onde vem a \u00e1gua e na plan\u00edcie, por ela alagada.<\/p>\n<p>\u201cA maior amea\u00e7a ao Pantanal est\u00e1 fora dele, no planalto, que n\u00e3o tem a prote\u00e7\u00e3o do mesmo arcabou\u00e7o legal.<\/p>\n<p>Sem as \u00e1guas do planalto, o Pantanal deixa de existir, j\u00e1 passou da hora de integrar a prote\u00e7\u00e3o da bacia\u201d, afirma Gustavo Figueir\u00f4a, diretor de Engajamento e Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal, organiza\u00e7\u00e3o que participa do mapeamento e monitoramento do bioma.<\/p>\n<p>\u201cO aumento do desmatamento na Amaz\u00f4nia diminui o volume de \u00e1gua dividido com o Pantanal. A constru\u00e7\u00e3o de barragens no planalto ret\u00e9m a \u00e1gua que fluiria para a plan\u00edcie pantaneira. O uso dos rios como hidrovias reduz a capacidade de transbordamento para a plan\u00edcie. O solo mais seco, o desmatamento, a introdu\u00e7\u00e3o de novas culturas (principalmente soja), o intenso uso do fogo e a pronunciada falta de chuva s\u00e3o as grandes amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a h\u00eddrica do bioma\u201d, resume o cap\u00edtulo sobre amea\u00e7as ao Pantanal na mais completa obra sobre sustentabilidade global, o monumental \u201c<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/referencework\/10.1007\/978-3-030-38948-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">The Palgrave Handbook of Global Sustainability<\/a>\u201d (Springer Nature), obra de refer\u00eancia internacional.<\/p>\n<p>Principal autora do cap\u00edtulo, Solange Ikeda-Castrillon, do Centro de Estudos em Limnologia, Biodiversidade e Etnobiologia do Pantanal da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), enfatiza que integra\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra de ordem para entender o Pantanal e seus desafios:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso uma vis\u00e3o da interdepend\u00eancia de planalto e plan\u00edcie, do meio ambiente e da cultura pantaneira. S\u00e3o indissoci\u00e1veis. Leis, processos de licenciamento e estudos precisam contemplar essa liga\u00e7\u00e3o\u201d, frisa Ikeda.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cA maior amea\u00e7a ao Pantanal est\u00e1 fora dele, no planalto. Sem as \u00e1guas do planalto, o Pantanal deixa de existir\u201d, afirma Gustavo Figueir\u00f4a, da SOS Pantanal<\/p><\/blockquote>\n<h3>Mais calor e menos \u00e1gua<\/h3>\n<p>Sinais que pescadores experientes como dona Nilza enxergam na natureza cientistas transformam em n\u00fameros que permitem avaliar o tamanho da mudan\u00e7a, identificar suas causas e propor solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O\u00a0Pantanal \u00e9\u00a0uma das regi\u00f5es da Terra que mais esquentou: de 3 a 4 graus Celsius em quatro d\u00e9cadas, enquanto a m\u00e9dia do planeta \u00e9 de 1,2\u00baC.<\/p>\n<p>\u00c9 um dos literais pontos quentes (do ingl\u00eas hotspots) de aumento da temperatura do planeta, destaca a meteorologista Renata Libonati, coordenadora do Laborat\u00f3rio de Aplica\u00e7\u00f5es de Sat\u00e9lites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa\/UFRJ).<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se fazem sentir no regime h\u00eddrico (aumento da seca, redu\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o dos rios e do pulso de inunda\u00e7\u00e3o) e na biodiversidade.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a h\u00eddrica nunca esteve t\u00e3o amea\u00e7ada numa regi\u00e3o cuja exist\u00eancia e o ritmo s\u00e3o determinados pela \u00e1gua.<\/p>\n<p>An\u00e1lises do MapBiomas mostram que a superf\u00edcie de \u00e1gua do Pantanal diminuiu 29% em tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Nada menos que 16% da massa d\u2019\u00e1gua do Pantanal Norte foi perdida apenas nos \u00faltimos dez anos,\u00a0<a href=\"https:\/\/meetingorganizer.copernicus.org\/EGU22\/EGU22-12293.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">revelou pesquisa do grupo de Solange Ikeda-Castrillon<\/a>.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de inunda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m diminuiu de seis para tr\u00eas meses, concentrado em dezembro, janeiro e fevereiro.<\/p>\n<p>E da inunda\u00e7\u00e3o depende o fluxo de nutrientes que alimenta o Pantanal, explica Eduardo Reis Rosa, coordenador do mapeamento do MapBiomas.<\/p>\n<p>\u201cO Pantanal \u00e9 onde a quest\u00e3o h\u00eddrica se tornou mais presente. Hoje o desafio \u00e9 mostrar que sem cuidar do planalto n\u00e3o existe Pantanal e que a economia precisa do meio ambiente\u201d, destaca Angelo Lima, coordenador de Mobiliza\u00e7\u00e3o Social do Pacto pela Restaura\u00e7\u00e3o do Pantanal, movimento que re\u00fane sociedade civil, poder p\u00fablico e setor privado.<\/p>\n<h3>Fogo no reino das \u00e1guas<\/h3>\n<p>A partir de 2019, o Pantanal passou de para\u00edso natural a recordista de desastres.<\/p>\n<p>\u00c9, proporcionalmente, o bioma mais afetado por queimadas: 30% dele queimou em 2020 contra a m\u00e9dia hist\u00f3rica de 8%, revelam dados do Lasa.<\/p>\n<p>E, de todos os biomas brasileiros, o Pantanal foi o que mais queimou, proporcionalmente, nos \u00faltimos 36 anos: 57% de seu territ\u00f3rio j\u00e1 pegou fogo pelo menos uma vez no per\u00edodo,\u00a0<a href=\"https:\/\/mapbiomas.org\/pantanal-perdeu-29-de-superficie-de-agua-entre-a-cheia-de-19881989-e-a-ultima-em-2018\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">segundo o MapBiomas<\/a>.<\/p>\n<p>As queimadas de 2020 destru\u00edram uma \u00e1rea de 4 milh\u00f5es de hectares, o equivalente a um ter\u00e7o do Pantanal.<\/p>\n<p>Libonati destaca que 43% da \u00e1rea atingida pelos inc\u00eandios de 2020 nunca havia queimado antes.<\/p>\n<p>\u00c9 uma vasta \u00e1rea de alagados e florestas do Pantanal Norte, mais influenciada pela Amaz\u00f4nia e vulner\u00e1vel ao fogo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se tratam de proje\u00e7\u00f5es. S\u00e3o mudan\u00e7as que j\u00e1 nos afetam, com tend\u00eancia de agravamento\u201d, frisa Libonati.<\/p>\n<p>Cerca de 40% do Pantanal s\u00e3o cobertos por vegeta\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica, de Cerrado, que depende do fogo para o seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Normalmente, o fogo no Pantanal ocorria de maio a junho, em focos de pequena intensidade e extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses pequenos inc\u00eandios ajudam a abrir caminho para o desenvolvimento da vegeta\u00e7\u00e3o de Cerrado.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o per\u00edodo de inc\u00eandios se deslocou para a \u00e9poca mais seca e quente, de junho a outubro, e as queimadas se tornaram mais intensas e frequentes.<\/p>\n<p>\u201cUma coisa \u00e9 o fogo sazonal localizado, outra s\u00e3o as queimadas mais intensas e recorrentes. Contra elas n\u00e3o h\u00e1 resili\u00eancia\u201d, observa Libonati.<\/p>\n<p>Estudos do grupo de Libonati mostraram que s\u00f3 5% das queimadas s\u00e3o naturais, causadas por raios e quase sempre no ver\u00e3o. Os 95% restantes s\u00e3o provocados por a\u00e7\u00e3o humana, intencional ou n\u00e3o. Em 2020, em plena esta\u00e7\u00e3o seca e sem registro de fogo, 100% dos inc\u00eandios foram causados pelo homem.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35148\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_3.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_3.jpg 695w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_3-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_3-600x378.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">\u00c1rvores queimadas pelo grande inc\u00eandio de 2020 podem ser vistas por quem passa na Rodovia Transpantaneira, que liga o munic\u00edpio de Pocon\u00e9 a Porto Jofre, \u00e1rea do Parque Estadual Encontro das \u00c1guas. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<h3>A maior velocidade de desmatamento do pa\u00eds<\/h3>\n<p>Dados do MapBiomas revelam que o Pantanal \u00e9 o bioma brasileiro com a maior \u00e1rea m\u00e9dia de \u00e1rea desmatada por alerta (97,2 hectares) e com a maior velocidade m\u00e9dia de desmatamento do Brasil.<\/p>\n<p>S\u00e3o 78 ha\/dia (ou 78 mil m2\/dia) de \u00e1reas desmatadas, sendo 48,6% de florestas, 30,8% de savana e 17,7% de campos naturais.<\/p>\n<p>O desmatamento que antes ficava nas bordas, no planalto, agora avan\u00e7a pela plan\u00edcie.<\/p>\n<p>Desmatadores se aproveitam da seca que deixou vulner\u00e1veis \u00e1reas antes alagadas e que, dessa forma, s\u00e3o transformadas em pasto e, num segundo momento, em planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De 1985 a 2021, a \u00e1rea de pastagens cresceu 2,9 vezes e hoje ocupa 16,2% do bioma.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/bn\/a\/S9YBCDcn8dhZ8JD3gvPnB5r\/abstract\/?format=html&amp;lang=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">Um estudo liderado por Ciomara Miranda<\/a>, do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul, em Aquidauana (MS), projeta que em 2030 a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o densa (arb\u00f3rea e arbustiva) poder\u00e1 estar reduzida a 14%, com consequ\u00eancias para o clima, a \u00e1gua e a biodiversidade.<\/p>\n<p>Hoje, segundo o MapBiomas, as florestas cobrem 32,6% do Pantanal.<\/p>\n<p>O Pantanal \u00e9 ainda afetado pela devasta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, que explodiu desde 2018 e s\u00f3 nos primeiros oito meses de 2022 registrou a maior taxa de desmatamento em 15 anos, com 7.943 km\u00b2 de florestas derrubados, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).<\/p>\n<p>\u201cO Pantanal \u00e9 filho da Amaz\u00f4nia. As chuvas que caem na Bacia do Rio Paraguai e que formam o Pantanal v\u00eam pelos rios voadores a partir da Floresta Amaz\u00f4nica\u201d, salienta Walfrido Moraes Tomas, da Embrapa Pantanal.<\/p>\n<h3>Ataque de cupins<\/h3>\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio que os governos do MT e do MS t\u00eam licenciado a constru\u00e7\u00e3o de portos e de PCHs (pequenas hidroel\u00e9tricas) no Rio Paraguai e tribut\u00e1rios. Figueir\u00f4a enfatiza que agora grandes projetos, como o do Tramo Norte (trecho de C\u00e1ceres a Corumb\u00e1) da hidrovia do Paraguai, s\u00e3o licenciados em peda\u00e7os, o que reduz as exig\u00eancias legais e facilita a aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o que especialistas chamam de cupiniza\u00e7\u00e3o do Pantanal.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 se considera o dano local de portos e PCHs, mas o estrago \u00e9 geral, em toda a bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>E se o impacto na escala da bacia continuar a n\u00e3o ser considerado, vai matar o Pantanal\u201d, alerta Steve Hamilton, professor da Universidade Estadual de Michigan (EUA) e estudioso h\u00e1 30 anos da hidrologia do Pantanal, onde j\u00e1 morou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35149\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_4.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_4.jpg 695w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_4-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_4-600x397.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">A Bacia do Rio Paraguai est\u00e1 bastante afetada com as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O rio est\u00e1 com a vaz\u00e3o reduzida, o que dificulta a navega\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, h\u00e1 v\u00e1rios projetos licenciados para portos e PCHs. Na foto, o porto no Rio Paraguai na Cidade de C\u00e1ceres, no Mato Grosso. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<div class=\"wp-block-image width075\"><\/div>\n<p>Uma an\u00e1lise de Hamilton considerou que \u201co Tramo Norte da hidrovia no Pantanal \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o devido aos baixos n\u00edveis de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Mesmo na aus\u00eancia de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, anos ocasionais de n\u00edveis mais baixos de \u00e1gua tornar\u00e3o a navega\u00e7\u00e3o dif\u00edcil ou imposs\u00edvel, e espera-se que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tornem esses anos secos mais frequentes e severos\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os danos causados pelo escavamento de canais para a navega\u00e7\u00e3o j\u00e1 estar\u00e1 feito e reduzir\u00e1 a oferta de \u00e1gua para a plan\u00edcie, criando zonas mortas.<\/p>\n<p>Basta navegar pelo Paraguai para perceber a inviabilidade e o dano que portos podem causar ao rio que literalmente cria o Pantanal.<\/p>\n<p>\u201cQuem anda no trilho \u00e9 trem de ferro. Sou \u00e1gua corre entre pedras: liberdade ca\u00e7a jeito\u201d, ensinava Manoel de Barros (1916-2014), o maior poeta do Pantanal.<\/p>\n<p>E dona Nilza que vive no rio sabe bem disso. Ela e o marido resgataram em agosto os ocupantes de uma lancha de apenas quatro lugares, encalhada bem no meio do rio, que nesse ponto n\u00e3o chegava a meio metro de profundidade.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cO Pantanal \u00e9 filho da Amaz\u00f4nia. As chuvas que caem na Bacia do Rio Paraguai e que formam o Pantanal v\u00eam pelos rios voadores a partir da Floresta Amaz\u00f4nica\u201d, salienta Walfrido Moraes Tomas, da Embrapa Pantanal.<\/p><\/blockquote>\n<h3>Um ataque \u00e0 fonte de alimentos<\/h3>\n<p>A prolifera\u00e7\u00e3o de barragens das hidrel\u00e9tricas, principalmente das pequenas (PCHs), afeta a vaz\u00e3o e o fluxo da \u00e1gua dos rios que permitem a exist\u00eancia do Pantanal.<\/p>\n<p>Na bacia hidrogr\u00e1fica do Alto Paraguai h\u00e1 47 hidrel\u00e9tricas em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 exce\u00e7\u00e3o de quatro, todas s\u00e3o PCHs.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outros 138 projetos em constru\u00e7\u00e3o ou planejados, segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA).<\/p>\n<p>As barragens reduzem a \u00e1gua dispon\u00edvel para o Pantanal, afetam o pulso natural de inunda\u00e7\u00e3o ao qual est\u00e3o adaptadas a fauna e a flora pantaneiras e impedem a migra\u00e7\u00e3o de peixes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fenvs.2020.579031\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">Estudo liderado por Ibraim Fantin<\/a>, coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Recursos H\u00eddricos da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), alerta que as hidrel\u00e9tricas projetadas para o Pantanal podem reduzir em 62% o fluxo de sedimentos transportado pelos rios.<\/p>\n<p>Publicado na revista cient\u00edfica Frontiers in Environmental Science, o trabalho diz que essa redu\u00e7\u00e3o impactar\u00e1 na oferta de nutrientes que alimentam a base da cadeia de vida pantaneira.<\/p>\n<p>\u201cUma vez instaladas, o impacto ser\u00e1 irrevers\u00edvel, com consequ\u00eancias para a pesca e o turismo\u201d, adverte Fantin.<\/p>\n<p>Em sua casa aberta para a mata e o rio, dona Nilza espera que os bichos voltem.<\/p>\n<p>Quer de novo a algazarra dos macacos, as cores das araras e a magia das on\u00e7as.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m gostaria que popula\u00e7\u00f5es tradicionais, como as comunidades de pescadores, fossem ouvidas nas decis\u00f5es que definem o rumo de suas vidas.<\/p>\n<p>Em tempo de mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o bioma que se costuma considerar um para\u00edso e que pode voltar a queimar como o inferno est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea de decis\u00f5es alheias \u00e0 natureza.<\/p>\n<p class=\"pb-4\">\u201cSeja em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de hidrovias e hidrel\u00e9tricas ou ao uso do fogo, a a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 que vai determinar o destino do Pantanal\u201d, salienta Renata Libonati.<\/p>\n<div id=\"cientistas\" class=\"wp-block-cover alignfull is-light\">\n<div class=\"wp-block-cover__inner-container\">\n<h3 class=\"has-central-palette-6-color has-text-color has-large-font-size\">Cientistas desafiam terreno hostil, jacar\u00e9s e cobras para restaurar bosques de flores e \u00e1gua<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"pt-5\">A natureza imprimiu em cor e esculpiu na madeira das \u00e1rvores a marca da trag\u00e9dia clim\u00e1tica no Pantanal.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">A mem\u00f3ria da seca e das queimadas hist\u00f3ricas de 2020 permanece acesa num dos lugares mais remotos e inacess\u00edveis do bioma, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Esta%C3%A7%C3%A3o_Ecol%C3%B3gica_de_Taiam%C3%A3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Taiam\u00e3<\/a>, em C\u00e1ceres, no Mato Grosso.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">E \u00e9 l\u00e1 que cientistas buscam o segredo para restaurar paisagens, \u00e1gua e vida.<\/p>\n<p>Ber\u00e7\u00e1rio de aves e peixes, a unidade de conserva\u00e7\u00e3o federal \u00e9 uma ilha fluvial relativamente pequena, tem 11.555 hectares, tamanho de uma fazenda pantaneira de m\u00e9dio porte.<\/p>\n<p>Mas se torna um lugar de vastid\u00f5es selvagens porque nela o Rio Paraguai escavou um labirinto de meandros, ba\u00edas e corixos, que se enrosca em si mesmo pelos campos inund\u00e1veis e parece n\u00e3o ter fim.<\/p>\n<p>Taiam\u00e3 \u00e9 uma lembran\u00e7a viva dos pantanais de outrora, que assombravam, amedrontavam e encantavam as pessoas que l\u00e1 se aventuravam.<\/p>\n<p>As cicatrizes do fogo est\u00e3o nos abobrais, bosques compostos por uma \u00fanica esp\u00e9cie de \u00e1rvore de flores de intenso cor-de-ab\u00f3bora e, por \u00f3bvio motivo, chamada de abobreiro (<em>Erythrina fusca<\/em>).<\/p>\n<p>Os abobrais em flor t\u00eam a cor do fogo.<\/p>\n<p>Dos abobreiros consumidos pelas chamas, restaram cinzas e os troncos calcinados.<\/p>\n<p>Quando o fogo se foi e a fuma\u00e7a se dissipou, fileiras de \u00e1rvores mortas em p\u00e9 emergiram na paisagem e l\u00e1 permanecem.<\/p>\n<p>\u00c1gua h\u00e1 por todo lado, mas n\u00e3o bastou em 2020 para segurar o fogo que queimou 35% da \u00e1rea da UC, diz Solange Ikeda-Castrillon, que estuda o impacto das queimadas e a restaura\u00e7\u00e3o do Pantanal.<\/p>\n<p>A cientista explica que o fogo se propagou pelo batume, a miscel\u00e2nea de plantas aqu\u00e1ticas flutuantes caracter\u00edstica das margens pantaneiras e dominante em Taiam\u00e3.<\/p>\n<p>Extinto na superf\u00edcie, continuava a arder por baixo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35150\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_5.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_5.jpg 802w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_5-300x173.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_5-768x443.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_5-600x346.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">Trabalho de restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Taiam\u00e3, coordenado pela professora Solange Ikeda (na foto em primeiro plano), pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A \u00e1rea foi devastada pela queimada de 2020. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<h3>Casamento da floresta com o oceano<\/h3>\n<p>O clima est\u00e1 em mudan\u00e7a no mundo e no Pantanal isso se manifesta na intensifica\u00e7\u00e3o e no aumento da frequ\u00eancia de extremos de seca e do calor.<\/p>\n<p>Combinados, eles criam as condi\u00e7\u00f5es para queimadas mais devastadoras, como as que ocorreram em 2020, destaca Jos\u00e9 Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), considerado um dos cientistas mais influentes do mundo.<\/p>\n<p>O cientista explica que a vulnerabilidade do Pantanal \u00e9 extrema.<\/p>\n<p>O Pantanal depende do que acontece longe dele.<\/p>\n<p>Seu clima \u00e9 resultado da umidade que entra da Amaz\u00f4nia e das frentes frias vindas do Sul, associadas ao Oceano Atl\u00e2ntico, a cerca de 1.500 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Marengo \u00e9 o principal autor do estudo publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/frwa.2021.639204\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">Frontiers in Water<\/a>\u00a0que mostrou que em 2019 e 2020 o Pantanal teve seu menor \u00edndice de precipita\u00e7\u00e3o (at\u00e9 60% menor do que o normal para a esta\u00e7\u00e3o chuvosa) e o maior \u00edndice de queimadas j\u00e1 registrados.<\/p>\n<p>Pesquisas do grupo de Marengo sugerem que o Pantanal se tornar\u00e1 mais quente e seco, com um aumento de 5\u00baC a 7\u00baC na temperatura e 30% de redu\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n<h3>Um sopro de vida<\/h3>\n<p>Ikeda-Castrillon est\u00e1 \u00e0 frente do Projeto de Restaura\u00e7\u00e3o da Biodiversidade, Conserva\u00e7\u00e3o das \u00c1guas e Preven\u00e7\u00e3o dos Inc\u00eandios das \u00c1reas \u00damidas do Pantanal \u2013 Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Taiam\u00e3. Executado pelo Instituto Gaia, o projeto re\u00fane ONGs, universidades, comunidades e tem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio).<\/p>\n<p>Um nome grande e numerosos integrantes e apoiadores para uma miss\u00e3o ainda maior.<\/p>\n<p>Restaurar florestas e campos \u00e9 dif\u00edcil, mas no Pantanal \u00e9 como trabalhar em terra inc\u00f3gnita.<\/p>\n<p>\u201cNos outros biomas voc\u00ea espera chover para plantar mudas e sementes. Aqui, quando chove, alaga. O que se faz? Estamos correndo contra o tempo para descobrir\u201d, afirma Ikeda.<\/p>\n<p>Os abobreiros formam bosques em que s\u00e3o dominantes, mas uma s\u00e9rie de outras esp\u00e9cies arbustivas vivem em sintonia com eles.<\/p>\n<p>No Pantanal, cada esp\u00e9cie tem seu tempo certo de plantio e muitas esp\u00e9cies dependem de outras para se desenvolver.<\/p>\n<p>Umas precisam estar sob a \u00e1gua, outras fora dela.<\/p>\n<p>O fogo devastou todas de uma vez e agora os cientistas se aventuram nos labirintos de Taiam\u00e3 em busca de sementes para que a restaura\u00e7\u00e3o seja feita com plantas do mesmo lugar.<\/p>\n<p>O ec\u00f3logo e pesquisador Joari Costa de Arruda segue \u00e0 frente de um grupo de alunos em busca, por exemplo, de sementes de jenipapo, laranjinha-de-pacu e c\u00e1ssia-grande.<\/p>\n<p>A c\u00e1ssia esbanja tanta exuber\u00e2ncia quanto o abobreiro e sua copa se enche de cachos de flores rosa, corais e amarelas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, diferentemente do abobreiro, ela n\u00e3o forma bosques.<\/p>\n<p>Enquanto o abobreiro suporta inunda\u00e7\u00e3o de at\u00e9 1,5 metro de altura, a c\u00e1ssia n\u00e3o cresce em \u00e1reas onde a altura da linha d\u2019\u00e1gua passe de um metro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35152\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_6.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"531\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_6.jpg 695w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_6-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_6-600x399.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">Trabalho de restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Taiam\u00e3, coordenado pela professora Solange Ikeda, pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A \u00e1rea foi devastada pela queimada de 2020. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35151\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_7.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"494\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_7.jpg 696w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_7-300x185.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_7-600x371.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">Trabalho de restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Taiam\u00e3, coordenado pela professora Solange Ikeda, pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A \u00e1rea foi devastada pela queimada de 2020. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<div class=\"wp-container-14 wp-block-columns alignfull\">\n<div class=\"wp-container-13 wp-block-column\">\n<div class=\"wp-block-image\">\n<h3 class=\"aligncenter size-full my-5\">Mergulho no pantanal mais selvagem<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Encontrar o equil\u00edbrio para restaurar \u00e9 a meta de Ikeda, Arruda e seus colegas.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>E \u00e9 s\u00f3 parte da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Chegar ao abobral calcinado exige for\u00e7a, equil\u00edbrio, f\u00f4lego e coragem.<\/p>\n<p>O batume afunda do nada.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 solo para p\u00e9s humanos.<\/p>\n<p>Um passo \u00e9 na maciez da folhagem, que chega \u00e0 altura dos olhos.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 em falso, sobre uma cobertura flutuante, que cede ao peso do corpo e onde se afunda at\u00e9 acima da cintura.<\/p>\n<p>No passo seguinte, se tomba.<\/p>\n<p>A \u00e1gua sob o batume n\u00e3o se v\u00ea.<\/p>\n<p>Se sente.<\/p>\n<p>Entre juncos, papiros e outras esp\u00e9cies vive uma imensid\u00e3o de insetos, se escondem moluscos, se enroscam cobras, espreitam jacar\u00e9s.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 pontos de apoio para as m\u00e3os.<\/p>\n<p>Um abobreiro alto e com folhas verdes, que literalmente rebrota das cinzas, n\u00e3o parece apenas imortal, parece inalcan\u00e7\u00e1vel.<\/p>\n<p>Uma travessia de menos de 200 metros do barco at\u00e9 ele cobra o esfor\u00e7o de uma maratona.<\/p>\n<p>E \u00e9 recompensado com a descoberta de que h\u00e1 esperan\u00e7a na desola\u00e7\u00e3o e junto dele outros abobreiros tentam sobreviver \u2013 h\u00e1 mudinhas e sementes de mais esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>A fus\u00e3o de \u00e1gua e mata alagada de Taiam\u00e3 abriga tesouros de biodiversidade, como a maior densidade de on\u00e7as-pintadas do mundo (12 a cada cem quil\u00f4metros quadrados).<\/p>\n<p>Ali as on\u00e7as aprenderam a pescar tamanha a fartura de peixes.<\/p>\n<p>As on\u00e7as pescadoras de Taiam\u00e3 s\u00e3o a primeira popula\u00e7\u00e3o de pintadas conhecida a basear a alimenta\u00e7\u00e3o em peixes, segundo revelou estudo publicado ano passado na revista Ecology.<\/p>\n<p>Armadilhas fotogr\u00e1ficas as flagraram capturando piranhas-vermelhas, pacus, cascudos e cacharas.<\/p>\n<p>Mas as riquezas de Taiam\u00e3 v\u00e3o muito al\u00e9m de on\u00e7as e pacus.<\/p>\n<p>Se contam em antas e ariranhas a milhares de gar\u00e7as, tuiui\u00fas e taiam\u00e3s, nome pelo qual os trinta-r\u00e9is s\u00e3o chamados no Pantanal e que d\u00e3o nome \u00e0 UC.<\/p>\n<p class=\"pb-4\">\u201cTaiam\u00e3 \u00e9 uma joia e precisa ser protegida. O clima, os portos, as PCHs tudo conspira. Mas a natureza resiste\u201d, afirma Joari Arruda.<\/p>\n<div id=\"jose\" class=\"wp-block-cover alignfull is-light\">\n<div class=\"wp-block-cover__inner-container\">\n<h3 class=\"has-central-palette-6-color has-text-color has-large-font-size\">Os exemplos de S\u00e3o Pedro da Josel\u00e2ndia<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"pt-5\">Nem todo o Pantanal cabe no id\u00edlio das paisagens de lagoas e praias de areias brancas.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">H\u00e1 pantanais profundos, distantes dos rios e aonde s\u00f3 se chega por estradas de terra, que, quando n\u00e3o viram lama\u00e7ais, t\u00eam nuvens de poeira.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">Mas nem eles escaparam da queimada hist\u00f3rica de 2020.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">E \u00e9 em lugares assim que est\u00e3o em curso projetos inovadores de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o do bioma.<\/p>\n<p>Inovam na proposta e na execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Numa cultura em que a imagem dominante \u00e9 a do pe\u00e3o, neles s\u00e3o as mulheres que produzem mudas e est\u00e3o \u00e0 frente da preven\u00e7\u00e3o e do combate de inc\u00eandios.<\/p>\n<p>\u201cAs queimadas de 2020 causaram um pavor que a gente n\u00e3o sabia existir, eram de quatro a cinco focos no mesmo dia.\u00a0O fogo vinha pela copa das \u00e1rvores, voava.\u00a0Mas abriu os olhos dos pantaneiros para o perigo dos inc\u00eandios, mostrou que as coisas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais as mesmas\u201d, afirma M\u00edriam Maria da Rosa Amorim, de 31 anos.<\/p>\n<p>M\u00edriam \u00e9 uma lideran\u00e7a na comunidade de S\u00e3o Pedro da Josel\u00e2ndia, distrito de Bar\u00e3o do Melga\u00e7o, Mato Grosso.<\/p>\n<p>Situada a 60 quil\u00f4metros do porto razo\u00e1vel mais pr\u00f3ximo e s\u00f3 acess\u00edvel por uma estrada esburacada, a Josel\u00e2ndia tem pouco mais de mil habitantes, que vivem da pecu\u00e1ria e da agricultura familiar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35153\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_8.jpg\" alt=\"\" width=\"801\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_8.jpg 892w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_8-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_8-768x439.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_8-600x343.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 801px) 100vw, 801px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">A localidade de S\u00e3o Pedro da Josel\u00e2ndia foi uma das mais devastadas pelo fogo em 2020. Grupo de moradores formou uma brigada de inc\u00eandio, que passou a atuar no ano seguinte. Grupo tamb\u00e9m montou um viveiro de mudas nativas. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<p>\u201cVivemos numa cultura muito fechada, isolada e abandonada pelo poder p\u00fablico. Sou mulher, mas combato inc\u00eandio, ando no mato atr\u00e1s de semente. Isso n\u00e3o \u00e9 visto com bons olhos por muitos, os homens n\u00e3o gostam, mas aturam. Sigo porque se a gente n\u00e3o come\u00e7ar, n\u00e3o vai melhorar nunca\u201d, frisa ela.<\/p>\n<p>Na Josel\u00e2ndia, jacus e araras dividem o terreiro com galinhas; porcos com catetos e vacas com veados pequenos.<\/p>\n<p>As antas s\u00e3o bem mais raras, mas ainda h\u00e1 tamandu\u00e1s, tatus e lobinhos (cachorros-do-mato).<\/p>\n<p>Em 2020, o fogo atingiu 90% da comunidade.<\/p>\n<p>O fogo calcinou piuvais, paratudais e cambarazais \u2013 bosque de ip\u00eas-roxos, amarelos e de cambar\u00e1s (uma \u00e1rvore de flor amarela em formato de casti\u00e7al).<\/p>\n<p>A comunidade recebeu duas iniciativas.<\/p>\n<p>A primeira foi a estrutura\u00e7\u00e3o, em 2021, de uma Brigada Pantaneira, iniciativa que teve \u00e0 frente o Instituto SOS Pantanal, que no local fez parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Rural de S\u00e3o Pedro da Josel\u00e2ndia, doou equipamentos e deu treinamento de combate e preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios para moradores.<\/p>\n<p>A brigada da Josel\u00e2ndia foi a primeira das 24 que o SOS Pantanal capacitou no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, em parceria com o Corpo de Bombeiros e o PrevFogo (Ibama).<\/p>\n<p>A brigada da Josel\u00e2ndia atuou com sucesso em debelar as queimadas de\u00a0 2021 e este ano est\u00e1 a postos para qualquer necessidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35154\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_9.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_9.jpg 923w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_9-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_9-768x522.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_9-600x408.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Brigadas Pantaneiras. A localidade de S\u00e3o Pedro da Josel\u00e2ndia foi uma das mais devastadas pelo fogo em 2020. Grupo de moradores formou uma brigada de inc\u00eandio, que passou a atuar no ano seguinte. Na foto, Miriam Maria Rosa Amorim, e Terezinha de Jesus da Silva (de saia). Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/em><\/span><\/p>\n<p>A segunda iniciativa \u00e9 parte do projeto \u201cRecupera\u00e7\u00e3o de Florestas Ribeirinhas Pantaneiras: beneficiando \u00e1gua, solo, peixes e popula\u00e7\u00f5es do entorno da RPPN Sesc Pantanal\u201d, chamado Aquarela Pantanal, integrado por numerosas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas e financiado pelo GEF Terrestre\/Funbio.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 apoiado pelo movimento Mupan (Mulheres em A\u00e7\u00e3o no Pantanal) e pela ONG Wetlands International Brasil.<\/p>\n<p>No projeto de restaura\u00e7\u00e3o, do qual M\u00edriam \u00e9 mobilizadora, as mulheres recebem bolsa-aux\u00edlio e capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 o primeiro a produzir mudas de esp\u00e9cies pantaneiras em grande escala, com planejamento inicial de 40 mil.<\/p>\n<p>S\u00f3 na Josel\u00e2ndia, 20 mil j\u00e1 foram produzidas.<\/p>\n<p>As mulheres coletam sementes de mais de 30 esp\u00e9cies t\u00edpicas da regi\u00e3o, produzem as mudas e as encaminham para a vizinha RPPN Sesc Pantanal, que com 108 mil hectares \u00e9 a maior reserva particular do patrim\u00f4nio natural do Brasil.<\/p>\n<p>A RPPN, sediada em Pocon\u00e9, teve mais de 90% da \u00e1rea afetada pelo fogo em 2020.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 o destino de 40 mil mudas do projeto.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 duro, pelo servi\u00e7o pesado e pelo machismo, mas a gente d\u00e1 conta\u201d, diz Miriam, de 31 anos.<\/p>\n<p>Ela quer que os filhos conhe\u00e7am a paisagem de sua inf\u00e2ncia, que ano a ano vem sendo perdida.<\/p>\n<p>\u201cRestaurar \u00e9 distribuir o amor de m\u00e3e. Amor pela terra e por nossos filhos\u201d, enfatiza ela, que mobiliza as mulheres da Josel\u00e2ndia em parceria com a amiga Terezinha de Jesus Gumercindo, de 33 anos.<\/p>\n<p>As duas combateram juntas o fogo e agora trabalham para que ele n\u00e3o volte.<\/p>\n<p>Quando Miriam e Terezinha eram meninas, de janeiro a maio os campos ficavam inundados, os corixos se enchiam d\u2019\u00e1gua e as crian\u00e7as da Josel\u00e2ndia brincavam de mergulhar das \u00e1rvores, enquanto os adultos pescavam.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>O projeto \u00e9 o primeiro a produzir mudas de esp\u00e9cies pantaneiras em grande escala, com planejamento inicial de 40 mil. S\u00f3 em Josel\u00e2ndia, 20 mil j\u00e1 foram produzidas. As mulheres coletam sementes de mais de 30 esp\u00e9cies t\u00edpicas da regi\u00e3o, produzem as mudas e as encaminham para a vizinha RPPN Sesc Pantanal.<\/p><\/blockquote>\n<p>H\u00e1 seis anos a \u00e1gua n\u00e3o chega perto da comunidade.<\/p>\n<p>Os filhos de Miriam, Nicolas, de 11 anos, e Sofia, 9 anos, n\u00e3o sabem o que \u00e9 remar em canoa nem tomar banho de rio.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 mais quente, muitas plantas sumiram, os bichos tamb\u00e9m. O fogo de 2020 s\u00f3 piorou o que a gente j\u00e1 via minguar\u201d, diz Terezinha.<\/p>\n<p>Ela mostra uma copa\u00edba centen\u00e1ria num lugar conhecido como Corixo do Greg\u00f3rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas po\u00e7as e um fio d\u2019\u00e1gua, mas nada que lembre o riozinho de outrora, do tempo da inf\u00e2ncia de Miriam e Terezinha, profundo o suficiente para cobrir os adultos e transformar galhos de \u00e1rvore em trampolins improvisados.<\/p>\n<p>A copa\u00edba testemunhou a alegria dos tempos de fartura de\u00a0 \u00e1gua, viu a tristeza da seca e agora assiste ao recome\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00c9 dela que v\u00eam as sementes coletadas no projeto e a sombra para al\u00edvio das amigas.<\/p>\n<p>\u201cSofremos muito em 2020 e 21, aprendemos a fogo, no desespero. Mas aprendemos. Tamb\u00e9m estamos conquistando nosso espa\u00e7o junto dos homens, nem \u00e0 frente nem atr\u00e1s, \u00e9 do lado. Mulher pantaneira \u00e9 guerreira e tem esperan\u00e7a. Fazia seis anos que n\u00e3o havia flores. Esse ano, choveu e floriu. Est\u00e1 cheia de flor a Josel\u00e2ndia\u201d, diz Terezinha.<\/p>\n<div id=\"ararinhas\" class=\"wp-block-cover alignfull is-light\">\n<div class=\"wp-block-cover__inner-container\">\n<h3 class=\"has-central-palette-6-color has-text-color has-large-font-size\">Ariranhas, as fiscais da natureza que agitam as \u00e1guas do Pantanal<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"pt-5\">As \u00e1guas dos rios pantaneiros correm com lend\u00e1ria lentid\u00e3o e criam cen\u00e1rios onde parecem reinar sil\u00eancio e tranquilidade.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">Quase sempre \u00e9 assim.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">Mas tudo muda quando h\u00e1 ariranhas na \u00e1rea.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">As maiores lontras do mundo vivem em permanente agita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">Onde tem ariranha, h\u00e1 algazarra e anima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"pt-5\">E tamb\u00e9m equil\u00edbrio ambiental, pois ariranha s\u00f3 vive em ambiente saud\u00e1vel, asseguram cientistas.<\/p>\n<p>As ariranhas (<em>Pteronura brasiliensis<\/em>) j\u00e1 habitaram a Mata Atl\u00e2ntica e ocasionalmente s\u00e3o encontradas no Cerrado.<\/p>\n<p>Mas a ca\u00e7a e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental as levaram \u00e0s raias da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie resiste apenas na Amaz\u00f4nia e no Pantanal, onde a popula\u00e7\u00e3o total \u00e9 incerta, n\u00e3o mais do que 3.000 lontras gigantes.<\/p>\n<p>Elas chegam a 1,7 metro e podem pesar mais de 30 quilos.<\/p>\n<p>\u201cElas s\u00e3o \u00f3timas indicadoras de qualidade ambiental porque t\u00eam extrema sensibilidade a altera\u00e7\u00f5es causadas pelo ser humano\u201d, destaca Caroline Leuchtenberger, especialista em lontras da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN), fundadora do Projeto Ariranhas e professora do Instituto Federal Farroupilha, em Panambi, no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35155\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_A.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"473\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_A.jpg 889w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_A-300x178.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_A-768x454.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_A-600x355.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 14px;\">Parque Estadual Parque das \u00c1guas, localizado em Porto Jofre, munic\u00edpio de Pocon\u00e9, Pantanal Norte, no Mato Grosso. Na foto, ariranhas. Foto de M\u00e1rcia Foletto<\/span><\/em><\/p>\n<p>O Projeto Ariranhas busca ampliar o conhecimento sobre as ariranhas e tem fomentado o turismo de observa\u00e7\u00e3o dessas lontras no Pantanal.<\/p>\n<p>Devido a um ataque no zoo de Bras\u00edlia, nos anos 1970, as ariranhas ganharam a fama de ferozes.<\/p>\n<p>Hoje, as ariranhas est\u00e3o entre as esp\u00e9cies que mais sucesso fazem entre os turistas que v\u00e3o ao Pantanal.<\/p>\n<p>\u201cO incidente de Bras\u00edlia foi uma situa\u00e7\u00e3o an\u00f4mala, num ambiente confinado. Na natureza, as ariranhas n\u00e3o atacam se n\u00e3o forem provocadas. Est\u00e3o entre os animais mais interessantes de se observar em seu ambiente natural\u201d, diz a cientista.<\/p>\n<p>Mas se houver muito ru\u00eddo \u2013 n\u00e3o o delas, diga-se \u2013 e contamina\u00e7\u00e3o, elas v\u00e3o embora.<\/p>\n<p>Ariranhas s\u00e3o do barulho.<\/p>\n<p>O mundo delas \u00e9 feito de som.<\/p>\n<p>Elas brigam em altos brados, assobiam e d\u00e3o uma esp\u00e9cie de risada umas para as outras, berram com jacar\u00e9s.<\/p>\n<p>E saboreiam suas presas com sonoros e gulosos nham, nham, nham. Curiosas, emitem sons que mais parecem gritinhos de assombro.<\/p>\n<p>Altamente soci\u00e1veis e comunicativas, vivem em grupos que podem chegar a reunir mais de dez animais.<\/p>\n<p>Elas fazem jus ao apelido de on\u00e7as do rio, n\u00e3o pela ferocidade, mas pela determina\u00e7\u00e3o e aud\u00e1cia.<\/p>\n<p>Botam on\u00e7as-pintadas para correr, n\u00e3o se intimidam e podem perseguir jacar\u00e9s.<\/p>\n<p>P\u00f5em ordem nos rios e mant\u00e9m sob controle a popula\u00e7\u00e3o de piranhas, um de seus pratos favoritos.<\/p>\n<p>\u201cSem as ariranhas, as piranhas, que j\u00e1 s\u00e3o naturalmente abundantes, podem ter uma explos\u00e3o populacional e devorar filhotes de esp\u00e9cies de peixes pantaneiros de interesse comercial\u201d, observa Leuchtenberger.<\/p>\n<p>As ariranhas comem praticamente apenas peixes. S\u00f3 na seca, em caso de fome, podem recorrer a caranguejos e eventuais jacar\u00e9s.<\/p>\n<p>Trabalhos pioneiros integrados por Leuchtenberger\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.inpa.gov.br\/handle\/1\/12234\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">identificaram um repert\u00f3rio de 15 sons diferentes e variadas intera\u00e7\u00f5es sociais<\/a>.<\/p>\n<p>Elas gritam para defender seu territ\u00f3rio \u2013 detestam invas\u00f5es \u2013 e parecem discutir entre si, principalmente, se h\u00e1 comida em jogo.<\/p>\n<p>\u201cAs ariranhas s\u00e3o muito inteligentes e t\u00eam estrat\u00e9gias de grupo para se defender e ca\u00e7ar\u201d, frisa Leuchtenberger.<\/p>\n<p>Mas quando o assunto \u00e9 comida, a vida em grupo se transforma e \u00e9 cada ariranha por si. Quem pega um peixe n\u00e3o compartilha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35156\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_B.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_B.jpg 893w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_B-300x154.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_B-768x394.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pantanal_B-600x308.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Parque Estadual Parque das \u00c1guas, localizado em Porto Jofre, munic\u00edpio de Pocon\u00e9, Pantanal Norte, no Mato Grosso. Na foto, ariranhas. Foto: M\u00e1rcia Foletto<\/em><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 assim a vida do Tr\u00eas Irm\u00e3os, nome em alus\u00e3o ao rio no Pantanal de Pocon\u00e9, onde vivem as lontras gigantes e n\u00e3o as ariranhas do grupo espec\u00edfico, que s\u00e3o cinco e n\u00e3o tr\u00eas.<\/p>\n<p>O Rio Tr\u00eas Irm\u00e3os tem praias de areia branca, barrancos vermelhos e \u00e1guas frescas e turvas, o ambiente ideal para as lontras exigentes.<\/p>\n<p>Ao todo, diz Ailton Lara, guia e dono de pousada, h\u00e1 seis grupos em Porto Jofre.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s perseguirem e expulsarem um jacar\u00e9 de cerca de dois metros que tentava invadir seu territ\u00f3rio num barranco do rio, as ariranhas do Tr\u00eas Irm\u00e3os voltaram a sua rotina de pescadoras.<\/p>\n<p>E dela s\u00f3 sa\u00edram para tentar \u201cconvencer\u201d, com um repert\u00f3rio variado de lamentos e exclama\u00e7\u00f5es, o macho dominante do grupo a dividir o mu\u00e7um (uma esp\u00e9cie de enguia de \u00e1gua doce, tamb\u00e9m chamado de peixe-cobra) que havia capturado. Em v\u00e3o. Ele comeu sozinho, a despeito da indigna\u00e7\u00e3o das outras lontras.<\/p>\n<p>As ariranhas passam 60% de seu tempo pescando e comendo \u2013 ingerem at\u00e9 10% de seu peso por dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 gula.<\/p>\n<p>\u00c9 necessidade, para manter o grande gasto energ\u00e9tico de sua vida semiaqu\u00e1tica.<\/p>\n<p>V\u00e3o \u00e0 terra somente para se refugiar e secar sua pelagem, que tem a maciez do veludo.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, os filhotes de ariranha n\u00e3o sabem nadar e s\u00e3o vulner\u00e1veis nos inc\u00eandios a morrer queimados ou afogados em tentativas de fuga de suas tocas.<\/p>\n<p>Em 2020 muitos filhotes morreram assim, com impacto ainda desconhecido sobre a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p class=\"pb-4\">\u201cAs ariranhas s\u00e3o corajosas, n\u00e3o t\u00eam medo de nada. Mas n\u00e3o t\u00eam defesas contra o ser humano. \u00c9 por isso que n\u00f3s difundimos o conhecimento sobre essa esp\u00e9cie fascinante, que tem muito a nos ensinar sobre o equil\u00edbrio ambiental\u201d, enfatiza Caroline Leuchtenberger.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana L\u00facia Azevedo &#8211; Eco &#8211; 10 de outubro de 2022 &#8211; Maior \u00e1rea \u00famida do mundo, bioma passa por transforma\u00e7\u00f5es e encara os mesmos problemas ambientais da Amaz\u00f4nia, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica, aos quais est\u00e1 interligado. Fotos e V\u00eddeos: M\u00e1rcia Foletto Azul \u00e9 o c\u00e9u. Verde \u00e9 a mata. 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