{"id":36153,"date":"2023-07-26T07:30:09","date_gmt":"2023-07-26T10:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=36153"},"modified":"2023-07-21T11:47:23","modified_gmt":"2023-07-21T14:47:23","slug":"estudo-revela-lacunas-de-pesquisas-ecologicas-no-territorio-da-amazonia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/estudo-revela-lacunas-de-pesquisas-ecologicas-no-territorio-da-amazonia-brasileira\/","title":{"rendered":"Estudo revela lacunas de pesquisas ecol\u00f3gicas no territ\u00f3rio da Amaz\u00f4nia brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Por Karina Ninni &#8211; Ag\u00eancia FAPESP &#8211; 21 de julho de 2023 &#8211; <span style=\"font-size: 14px;\"><em>Entre 15% e 18% das \u00e1reas com biodiversidade mais negligenciadas na Amaz\u00f4nia brasileira tamb\u00e9m mostram alta suscetibilidade \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas at\u00e9 2050.<\/em><\/span><\/p>\n<p>Existem \u00e1reas pouco investigadas cientificamente na Amaz\u00f4nia brasileira, por diversos motivos.<\/p>\n<p>Um artigo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cub.2023.06.077\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado<\/a><\/strong>\u00a0na revista\u00a0<i>Current Biology\u00a0<\/i>por cientistas do mundo todo reunidos no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/synergize.xibe.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cons\u00f3rcio Synergize<\/a><\/strong>\u00a0revela n\u00e3o s\u00f3 as \u00e1reas, mas tamb\u00e9m os fatores que determinam esses\u00a0<i>gaps<\/i>\u00a0de investiga\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, abrindo possibilidades para orientar pontualmente o planejamento de novos investimentos em pesquisa na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalho utilizou informa\u00e7\u00f5es de 7.694 locais onde ocorreram investiga\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas para avaliar como a log\u00edstica e a influ\u00eancia antr\u00f3pica nas florestas explicaram a chance de diferentes regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia receberem pesquisas.<\/p>\n<p>O per\u00edodo analisado foi de 2010 a 2020, abrangendo estudos de nove grupos de organismos: invertebrados bent\u00f4nicos (que habitam o fundo dos oceanos, estu\u00e1rios, rios e lagos ou vivem associados a substratos como sedimentos, rochas, troncos e plantas aqu\u00e1ticas), heter\u00f3pteros, odonatas (grupo popularmente conhecido como \u201czigue-zague\u201d ou \u201clavadeira\u201d e que tamb\u00e9m inclui as lib\u00e9lulas), peixes, macr\u00f3fitas, aves, vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa, formigas e besouros rola-bosta.<\/p>\n<p>\u201cO cons\u00f3rcio reuniu pessoas que contribu\u00edram com bancos de dados sobre invent\u00e1rios padronizados e estudos que apresentassem esfor\u00e7os amostrais similares.<\/p>\n<p>Capturamos informa\u00e7\u00e3o sobre tr\u00eas grandes grupos representativos da biodiversidade da Amaz\u00f4nia: animais vertebrados, invertebrados e a flora de florestas de terra firme, florestas alag\u00e1veis e de ambientes aqu\u00e1ticos (igarap\u00e9s, rios e lagos).<\/p>\n<p>Este \u00e9 o primeiro trabalho que o grupo publica\u201d, explica o bi\u00f3logo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/720322\/mario-ribeiro-de-moura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mario Ribeiro de Moura<\/a><\/strong>, do Instituto de Biologia da Universidade de Campinas (Unicamp), um dos autores do artigo e integrante do cons\u00f3rcio.<\/p>\n<p>As descobertas indicam que 15% a 18% das \u00e1reas com biodiversidade mais negligenciadas na Amaz\u00f4nia brasileira tamb\u00e9m mostram alta suscetibilidade \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o em que h\u00e1 menor volume de pesquisas coincide com parte das \u00e1reas amea\u00e7adas nas proximidades do arco do desflorestamento, regi\u00e3o que contorna os limites sul, sudeste e leste da Amaz\u00f4nia e se concentra em parte dos Estados do Acre, Amazonas, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Par\u00e1, Rond\u00f4nia e Tocantins.<\/p>\n<p>Os dados revelam ainda que as maiores lacunas na pesquisa ecol\u00f3gica na Amaz\u00f4nia aparecem em ambientes de terra firme.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cIsso \u00e9 esperado e provavelmente reflete o papel que a rede de vias naveg\u00e1veis da regi\u00e3o tem em facilitar o acesso a florestas alag\u00e1veis (v\u00e1rzeas e igap\u00f3s) e ambientes aqu\u00e1ticos.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o por acaso, os cen\u00e1rios menos pessimistas aparecem ao longo dos rios, no nordeste do Par\u00e1 e de Roraima, no sudeste do Acre e no norte de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cNesses locais teremos impactos menores das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para o futuro, e o conhecimento que temos sobre as comunidades de esp\u00e9cies deles \u00e9 melhor.\u201d<\/p>\n<p>O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio de duas Bolsas de P\u00f3s-Doutorado no Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/203399\/como-a-acao-humana-afeta-o-risco-de-transmissao-de-zoonoses-em-paisagens-urbanas-e-rurais-uma-aborda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Uma das Bolsas<\/strong><\/a>\u00a0foi\u00a0concedida a\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/719817\/raquel-luiza-de-carvalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raquel de Carvalho<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/195091\/monitoramento-das-florestas-em-restauracao-do-estado-do-sao-paulo-aplicacao-de-novas-ferramentas-de-\/?q=2019\/24049-5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">outra<\/a><\/strong>\u00a0a\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/712104\/angelica-faria-de-resende\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ang\u00e9lica Faria de Resende<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Moura foi apoiado no \u00e2mbito de um\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/110645\/megadados-conservacao-da-biodiversidade-avaliando-o-impacto-do-acumulo-de-conhecimento-da-biodiversi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aux\u00edlio Jovens Pesquisadores<\/a><\/strong>\u00a0e uma\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/204859\/megadados-conservacao-da-biodiversidade-avaliando-o-impacto-do-acumulo-de-conhecimento-da-biodiversi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bolsa no Brasil<\/a><\/strong>.<\/p>\n<h3>Fatores impactantes<\/h3>\n<p>Os cientistas mapearam as \u00e1reas mais negligenciadas em pesquisa ecol\u00f3gica na Amaz\u00f4nia e a esse mapa sobrepuseram as \u00e1reas que mais seriam afetadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, segundo uma m\u00e9trica que reflete sua intensidade.<\/p>\n<p>Para os dados sobre desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o, usaram um estudo recente publicado na\u00a0<i>Science<\/i>\u00a0sobre os\u00a0<i>drivers<\/i>\u00a0de desmatamento na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O cruzamento de dados revela que a pesquisa ecol\u00f3gica na Amaz\u00f4nia ocorre com mais frequ\u00eancia em ambientes j\u00e1 desmatados do que naqueles em que se espera desmatamento nas pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos em ritmo de mudan\u00e7as ambientais aceleradas, incluindo mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e transforma\u00e7\u00f5es das paisagens. Para entendermos como essas mudan\u00e7as afetam a biodiversidade, \u00e9 preciso saber o que havia em determinada regi\u00e3o antes que essas mudan\u00e7as aconte\u00e7am. E a Amaz\u00f4nia \u00e9 um dos \u00faltimos resguardos de biodiversidade tropical significativamente preservada, sendo essencial para compreender o efeito isolado de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e destrui\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitats sobre a biodiversidade. O estudo mostra \u00e1reas com alto risco de sofrerem modifica\u00e7\u00f5es ambientais nos pr\u00f3ximos anos e que ainda s\u00e3o desconhecidas para n\u00f3s. Sem o conhecimento ecol\u00f3gico adequado, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel saber o que est\u00e1 mudando ou o que est\u00e1 sendo perdido,\u201d diz Moura.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 log\u00edstica, a acessibilidade e a dist\u00e2ncia de instala\u00e7\u00f5es de pesquisa s\u00e3o importantes preditores da probabilidade da realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>\u201cO acesso \u00e9 uma faca de dois gumes e a regi\u00e3o do arco do desflorestamento comprova. A facilidade de acesso permite que os pesquisadores alcancem mais \u00e1reas, por isso h\u00e1 uma parte desse imenso arco sobre a qual j\u00e1 se sabe bastante. Mas, permite que os desmatadores e outros com piores inten\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m cheguem l\u00e1. E ainda h\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o sobre as \u00e1reas amea\u00e7adas que se localizam na fronteira do arco do desflorestamento\u201d, afirma Moura.<\/p>\n<p>O acesso aumentou com a proximidade de transporte e de instala\u00e7\u00f5es de pesquisa para todos os organismos de terra firme e para a maioria dos representantes de florestas alag\u00e1veis e h\u00e1bitats aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cA dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o seca determina a facilidade de acesso por hidrovias. Nas florestas alag\u00e1veis, quanto menor a esta\u00e7\u00e3o seca, maior \u00e9 a possibilidade de acesso fluvial, o que contribui para ocorr\u00eancias de pesquisas. J\u00e1 nas \u00e1reas de terra firme, a esta\u00e7\u00e3o seca mais pronunciada facilita o acesso terrestre, h\u00e1 menos lama envolvida e aus\u00eancia de trechos alagados.\u201d<\/p>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o florestal e a posse da terra tamb\u00e9m mostraram um efeito modesto, mas de import\u00e2ncia consistente, em todos os grupos de organismos estudados na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses dois fatores afetaram a pesquisa ecol\u00f3gica, com a probabilidade de pesquisa diminuindo ligeiramente em \u00e1reas degradadas e Terras Ind\u00edgenas, mas aumentando em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resumindo: faz-se menos pesquisa em \u00e1reas degradadas e mais pesquisa em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do que em Terras Ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 mais dif\u00edcil viabilizar o acesso a comunidades ind\u00edgenas ou talvez faltem mecanismos administrativos que conectem pesquisadores com \u00f3rg\u00e3os que regulam o acesso \u00e0s Terras Ind\u00edgenas e com as pr\u00f3prias comunidades ind\u00edgenas. Precisamos melhorar a integra\u00e7\u00e3o entre as partes envolvidas e, sobretudo, envolver as comunidades locais no processo de gera\u00e7\u00e3o de conhecimento. Nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o a quantidade de pesquisa \u00e9 bem maior que nas Terras Ind\u00edgenas, embora ambas sejam um tipo de \u00e1rea protegida\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Raquel\u00a0de Carvalho, essa distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 problem\u00e1tica, considerando que as terras ind\u00edgenas ocupam cerca de 23% da Amaz\u00f4nia brasileira.<\/p>\n<p>\u201cAo mesmo tempo, v\u00e1rias terras ind\u00edgenas s\u00e3o ainda as \u00e1reas mais preservadas do bioma amaz\u00f4nico. Seria muito interessante ter pesquisas nessas \u00e1reas\u201d, ela diz.<\/p>\n<h3>Novas estrat\u00e9gias<\/h3>\n<p>Segundo Moura, a floresta amaz\u00f4nica est\u00e1 sub-representada em bancos de dados globais usados como base para estudos sobre biodiversidade.<\/p>\n<p>\u201cAlertamos para a necessidade de integrar as informa\u00e7\u00f5es que temos sobre a Amaz\u00f4nia aos bancos de dados globais e citamos alguns projetos com os quais o Cons\u00f3rcio Synergize pode contribuir de forma mais intensiva. As informa\u00e7\u00f5es reunidas para o trabalho atendem, em grande parte, aos requisitos de outros bancos de dados existentes, sendo \u00fateis para melhorar a representatividade da biodiversidade amaz\u00f4nica em novos estudos sobre mudan\u00e7as globais. A partir deste trabalho, o cons\u00f3rcio visa se estabelecer como uma rede de colabora\u00e7\u00e3o importante para outros grupos de pesquisa interessados em atuar com mudan\u00e7as ambientais na Amaz\u00f4nia.\u201d<\/p>\n<p>O Synergize \u00e9 coordenado por Joice Ferreira, da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, e Filipe Fran\u00e7a, da Universidade de Bristol, com orienta\u00e7\u00e3o de Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Para o bi\u00f3logo, os resultados do grupo dever\u00e3o servir para orientar o estabelecimento de novas estrat\u00e9gias de financiamento dentro da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cSabendo onde est\u00e3o as lacunas, os investimentos para conserva\u00e7\u00e3o e a pesquisa da Amaz\u00f4nia podem mirar esses locais ou dar maior peso para as propostas que contemplem pesquisas nesses locais em futuras chamadas e editais. As pol\u00edticas p\u00fablicas podem levar esses resultados em considera\u00e7\u00e3o no planejamento de novas a\u00e7\u00f5es e programas de monitoramento e inventariamento da biodiversidade amaz\u00f4nica.\u201d<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<em>Pervasive gaps in Amazonian ecological research\u00a0<\/em>pode ser acessado no endere\u00e7o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cub.2023.06.077\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cub.2023.06.077<\/a><\/strong>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Amazonia_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-36155\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Amazonia_2.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Amazonia_2.jpg 759w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Amazonia_2-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Amazonia_2-600x374.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"section-paragraph\"><em><span style=\"font-size: 14px;\">(A e B) Os mapas ilustram a sobreposi\u00e7\u00e3o entre a probabilidade de pesquisa e as \u00e1reas sujeitas a futuras (A) mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e (B) desmatamento-degrada\u00e7\u00e3o em toda a Amaz\u00f4nia brasileira.<\/span><\/em><\/div>\n<div class=\"section-paragraph\"><em><span style=\"font-size: 14px;\">(B) tamb\u00e9m indica \u00e1reas atualmente desmatadas (\u00e1reas cinzas) ou com expectativa de desmatamento at\u00e9 2050 (\u00e1reas em preto). <\/span><\/em><\/div>\n<div class=\"section-paragraph\"><em><span style=\"font-size: 14px;\">Atualmente, \u00e1reas desmatadas podem ser reflorestadas em caso de abandono de terras ou incentivos governamentais.<\/span><\/em><\/div>\n<div class=\"section-paragraph\"><em><span style=\"font-size: 14px;\">(C\u2013E) Os gr\u00e1ficos inferiores mostram mudan\u00e7as na probabilidade de pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica (C), degrada\u00e7\u00e3o (D) e desmatamento (E).\u00a0<\/span><\/em><\/div>\n<div class=\"section-paragraph\"><em><span style=\"font-size: 14px;\">Cada perturba\u00e7\u00e3o \u00e9 padronizada dentro do intervalo de 0 a 1.<\/span><\/em><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Karina Ninni &#8211; Ag\u00eancia FAPESP &#8211; 21 de julho de 2023 &#8211; Entre 15% e 18% das \u00e1reas com biodiversidade mais negligenciadas na Amaz\u00f4nia brasileira tamb\u00e9m mostram alta suscetibilidade \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas at\u00e9 2050. 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