{"id":37074,"date":"2024-05-17T07:30:38","date_gmt":"2024-05-17T10:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=37074"},"modified":"2024-05-16T06:14:45","modified_gmt":"2024-05-16T09:14:45","slug":"em-quase-uma-decada-anualmente-caatinga-retirou-da-atmosfera-52-t-de-carbono-por-hectare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/em-quase-uma-decada-anualmente-caatinga-retirou-da-atmosfera-52-t-de-carbono-por-hectare\/","title":{"rendered":"Em quase uma d\u00e9cada, anualmente Caatinga retirou da atmosfera 5,2 t de carbono por hectare"},"content":{"rendered":"<p>Por <span class=\"autor negrito\">Clarice Rocha\u00a0<\/span><span class=\"codigo negrito\">(MTb 4733\/PE) &#8211; <\/span><span class=\"unidade\">Embrapa Semi\u00e1rido &#8211;\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Torres de fluxo, geram dados que indicam a Caatinga entre os sumidouros mais eficientes de carbono, entre as florestas secas do mundo &#8211; Foto: Magna Moura<\/em><\/span><\/p>\n<ul class=\"lista-com-marcador\">\n<li><em>Ao longo de quase dez anos, a Caatinga conseguiu retirar da atmosfera uma m\u00e9dia de 527 gramas de carbono por metro quadrado ou 5,2 toneladas por hectare ao ano.<\/em><\/li>\n<li><em>Observat\u00f3rio da Din\u00e2mica de \u00c1gua e Carbono comparou dados do bioma brasileiro aos de regi\u00f5es secas dos Estados Unidos, Canad\u00e1, M\u00e9xico, Espanha, Austr\u00e1lia, ecossistemas na Am\u00e9rica do Sul e a regi\u00e3o africana do Sahel.<\/em><\/li>\n<li><em>Dados colocam a Caatinga entre os sumidouros mais eficientes de carbono entre as florestas secas do mundo.<\/em><\/li>\n<li><em>A chuva foi o fator mais importante para as trocas de carbono no bioma.<\/em><\/li>\n<li><em>Estudo abre caminhos para programas de cr\u00e9dito de carbono na regi\u00e3o.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com outros 30 locais secos ao redor do mundo, a Caatinga demonstra elevada efici\u00eancia no uso de carbono, superando at\u00e9 mesmo as florestas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Esse foi o resultado de uma pesquisa in\u00e9dita que investiga os fluxos de carbono no bioma, considerando diversas condi\u00e7\u00f5es de clima, solo e vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 quantificar e avaliar a evolu\u00e7\u00e3o sazonal e anual das trocas de carbono na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro.<\/p>\n<p>O trabalho, liderado pelo\u00a0Observat\u00f3rio Nacional da Din\u00e2mica da \u00c1gua e do Carbono no Bioma Caatinga\u00a0(<a href=\"http:\/\/www.ondacbc.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">OndaCBC<\/a>), envolve uma rede multidisciplinar de pesquisadores de diversas institui\u00e7\u00f5es, como a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/semiarido\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Embrapa Semi\u00e1rido<\/a>\u00a0(PE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (<a href=\"http:\/\/www.ufrn.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFRN<\/a>), Universidade Federal de Pernambuco (<a href=\"http:\/\/www.ufpe.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFPE<\/a>),\u00a0Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (<a href=\"http:\/\/ufape.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFAPE<\/a>),\u00a0Universidade Federal de Campina Grande (<a href=\"https:\/\/portal.ufcg.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFCG<\/a>) e Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/insa\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">INSA<\/a>).<\/p>\n<p>Os estudos realizados ao longo de quase dez anos revelaram que a Caatinga conseguiu retirar da atmosfera uma m\u00e9dia de 527 gramas de carbono por metro quadrado ou 5,2 toneladas por hectare.<\/p>\n<p><span class=\"wpex-responsive-media\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Caatinga 365 - Transforma\u00e7\u00e3o da Caatinga ao longo de um ano\" width=\"980\" height=\"551\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o8FQCWhH_Rc?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<p><strong><em>Caatinga 365 &#8211; Transforma\u00e7\u00e3o da Caatinga ao longo de um ano<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O professor Bergson Bezerra, da UFRN, l\u00edder da rede de torres de fluxos do OndaCBC, explica que, ao ser comparada com as florestas secas ao redor do mundo, de todos os pontos que foram analisados, o valor m\u00e1ximo obtido foi 548 gramas de carbono por metro quadrado, registrado em uma floresta no Peru.<\/p>\n<p>\u201cOs demais valores s\u00e3o inferiores a esse; inclusive houve \u00e1reas que se comportaram como fonte de CO2. Portanto, a Caatinga est\u00e1 seguramente entre os maiores sumidouros entre as florestas secas do mundo&#8221;, completa.<\/p>\n<p>As florestas tropicais sazonalmente secas, como a Caatinga, desempenham um papel crucial como sumidouros de carbono, ou seja, dep\u00f3sitos naturais que absorvem e capturam o CO\u2082\u00a0da atmosfera, reduzindo sua presen\u00e7a no ar, com implica\u00e7\u00f5es para o clima local, regional e global.<\/p>\n<p>Esses processos s\u00e3o influenciados pela distribui\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal e pelos volumes de chuva, que afetam diretamente a cobertura vegetal.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37077\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_2.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_2.jpg 900w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_2-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_2-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_2-600x428.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em><strong>Foto:<\/strong>\u00a0Marcelino Ribeiro<\/em><\/span><\/p>\n<p>Bezerra acrescenta que, na Caatinga, a temperatura, a radia\u00e7\u00e3o e a umidade permanecem praticamente constantes ao longo do tempo, com pequenas varia\u00e7\u00f5es que n\u00e3o afetam muito as trocas de CO2.<\/p>\n<p>No entanto, foi constatado que, nesse bioma, as chuvas, mesmo que em pequenas quantidades, s\u00e3o o fator mais importante para as trocas de carbono.<\/p>\n<p>\u201cIsso porque as chuvas estimulam o crescimento vegetal, aumentando, assim, a capacidade do bioma de absorver CO2 da atmosfera, agindo como um sumidouro altamente eficaz desse g\u00e1s\u201d, completa.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">O trabalho da Embrapa voltado a avalia\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono em biomas e em sistemas produtivos foi abordado nas comemora\u00e7\u00f5es do 51\u00ba anivers\u00e1rio da Empresa, no dia 25 de abril de 2024.<\/p>\n<h3>Rede de torres<\/h3>\n<p>Desde 2010, o Observat\u00f3rio Nacional da Din\u00e2mica da \u00c1gua e do Carbono no Bioma Caatinga, que \u00e9 integrado ao programa de Institutos Nacionais de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (INCTs),\u00a0realiza a coleta de dados em v\u00e1rias torres micrometeorol\u00f3gicas, conhecidas como torres de fluxo, localizadas em munic\u00edpios de Pernambuco (Serra Talhada, S\u00e3o Jo\u00e3o e Petrolina), Para\u00edba (Campina Grande) e Rio Grande do Norte (Caic\u00f3 e Serra Negra).<\/p>\n<p>A mais antiga e completa dessas torres est\u00e1 instalada na Embrapa Semi\u00e1rido, em Petrolina (PE),\u00a0que monitora h\u00e1 13 anos uma \u00e1rea de Caatinga nativa, na sede da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0pesquisadora da Embrapa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/313686\/magna-soelma-beserra-de-moura\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Magna Soelma Beserra de Moura<\/a>\u00a0destaca que, para avaliar todo o potencial da Caatinga como sumidouro de CO2, foram comparados os dados gerados pela rede de torres, na qual a da Embrapa teve um papel importante.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram utilizados dados disponibilizados na rede internacional de fluxo, a\u00a0<a href=\"https:\/\/fluxnet.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Flux<\/a><a href=\"https:\/\/fluxnet.org\/\">N<\/a><a href=\"https:\/\/fluxnet.org\/\">e<\/a>t, que engloba dados mundiais de fluxos de energia, carbono e \u00e1gua.<\/p>\n<p><a style=\"font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\" href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-37078\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_3.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_3.jpg 900w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_3-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_3-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_3-600x428.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em><strong>Foto:<\/strong>\u00a0Magna Moura<\/em><\/span><\/p>\n<p>Esses dados abrangem \u00e1reas de pa\u00edses como Estados Unidos, Canad\u00e1, M\u00e9xico, a regi\u00e3o do Sahel na \u00c1frica, Espanha, Austr\u00e1lia e at\u00e9 mesmo uma regi\u00e3o subpolar semi\u00e1rida na R\u00fassia.<\/p>\n<p>Moura ressalta que o trabalho \u00e9 cont\u00ednuo e envolve an\u00e1lises peri\u00f3dicas tanto de dados ligados \u00e0s vari\u00e1veis meteorol\u00f3gicas, como chuva, radia\u00e7\u00e3o solar, temperatura, umidade relativa, vento e press\u00e3o do ar, quanto \u00e0s medidas de concentra\u00e7\u00f5es do vapor d&#8217;\u00e1gua, do di\u00f3xido de carbono, velocidade vertical do vento e temperatura em altas frequ\u00eancias.<\/p>\n<p>A partir desses dados, s\u00e3o realizados os c\u00e1lculos das trocas de energia, \u00e1gua e, principalmente, do CO2.<\/p>\n<p>&#8220;Antes do Observat\u00f3rio, n\u00e3o t\u00ednhamos dados consistentes e organizados em uma rede de estudos sobre o quanto a Caatinga poderia atuar como sumidouro de carbono. Com este trabalho em rede, por meio das torres, estamos obtendo fortes evid\u00eancias de que esse bioma \u00e9 um sumidouro altamente eficiente, que contribui significativamente para a absor\u00e7\u00e3o de CO2\u00a0atmosf\u00e9rico, ajudando a retardar a taxa de crescimento da concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica desse g\u00e1s, um dos principais causadores do efeito estufa&#8221;, destaca Moura.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37079\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_4.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_4.jpg 900w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_4-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_4-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_4-600x428.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Foto: Marcelino Ribeiro<\/em><\/span><\/p>\n<h3>Caatinga \u00e9 fonte valiosa para a bioeconomia<\/h3>\n<p>Ocupando cerca de 11% do territ\u00f3rio nacional, em uma \u00e1rea de aproximadamente 850 mil quil\u00f4metros, a Caatinga \u00e9 um ecossistema brasileiro caracterizado por uma biodiversidade adaptada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima semi\u00e1rido, com altas temperaturas e baixas precipita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes considerado um ambiente com baixa diversidade de esp\u00e9cies, os estudos atuais t\u00eam revelado uma ampla riqueza de flora e fauna end\u00eamicas no bioma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pesquisador do Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (INSA) Aldrin Perez Marin acrescenta que a Caatinga desempenha uma s\u00e9rie de servi\u00e7os socioambientais essenciais, como regula\u00e7\u00e3o do clima, controle de eros\u00e3o, poliniza\u00e7\u00e3o, controle de pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Apresenta, ainda, potenciais socioecon\u00f4micos significativos por meio do aproveitamento de frutos nativos, plantas ornamentais e fitoter\u00e1picos, representando uma importante fonte de recursos para as comunidades locais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_37080\" aria-describedby=\"caption-attachment-37080\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-37080\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_5.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_5.jpg 900w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_5-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_5-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_5-600x337.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-37080\" class=\"wp-caption-text\"><em style=\"color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Foto: Magna Moura<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Para Marin, os resultados alcan\u00e7ados pelo trabalho do Observat\u00f3rio destacam a efici\u00eancia da Caatinga na mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o que fortalece o argumento para a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas de conserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o desse bioma, assim como para a promo\u00e7\u00e3o do seu manejo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cAs pesquisas em andamento t\u00eam o potencial de subsidiar pol\u00edticas p\u00fablicas para a implementa\u00e7\u00e3o de programas de neutraliza\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o do solo, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas intactas. A descoberta do potencial de sequestro de carbono pela Caatinga pode subsidiar programas de cr\u00e9dito de carbono na regi\u00e3o, gerando benef\u00edcios econ\u00f4micos, ambientais e sociais a curto e m\u00e9dio prazo\u201d, prev\u00ea Marin.<\/p>\n<p>Ele ressalta ainda que outros estudos tamb\u00e9m t\u00eam revelado que a Caatinga \u00e9 um ambiente rico, com relevante biodiversidade.<\/p>\n<p>Por tudo isso, o pesquisador espera que todo esse trabalho possa servir de alerta e de est\u00edmulo para novas pesquisas, al\u00e9m de demonstrar a import\u00e2ncia de se preservar esses ecossistemas secos, muitas vezes negligenciados, mas vitais para a manuten\u00e7\u00e3o do meio ambiente e das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37081\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_6.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_6.jpg 900w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_6-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_6-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/embrapa_caatinga_6-600x428.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Foto:\u00a0Marcelino Ribeiro<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Clarice Rocha\u00a0(MTb 4733\/PE) &#8211; Embrapa Semi\u00e1rido &#8211;\u00a0Torres de fluxo, geram dados que indicam a Caatinga entre os sumidouros mais eficientes de carbono, entre as florestas secas do mundo &#8211; Foto: Magna Moura Ao longo de quase dez anos, a Caatinga conseguiu retirar da atmosfera uma m\u00e9dia de 527 gramas de carbono por metro quadrado&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37076,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[90,262,164],"post_series":[],"class_list":["post-37074","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-ambiente-ambiental-environment-environmental-meio-ambiente","tag-caatinga","tag-co2","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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