{"id":37837,"date":"2025-01-20T07:30:33","date_gmt":"2025-01-20T10:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=37837"},"modified":"2025-01-19T22:57:02","modified_gmt":"2025-01-20T01:57:02","slug":"equipe-da-usp-identifica-microplasticos-no-cerebro-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/equipe-da-usp-identifica-microplasticos-no-cerebro-humano\/","title":{"rendered":"Equipe da USP identifica micropl\u00e1sticos no c\u00e9rebro humano"},"content":{"rendered":"<header>Por <a class=\"author url fn\" title=\"Posts por Ricardo Zorzetto\" href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/autor\/ricardo\/\" rel=\"author\">Ricardo Zorzetto<\/a> &#8211; Pesquisa FAPESP &#8211; Janeiro de 2025 &#8211; <span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Part\u00edculas microsc\u00f3picas do material contaminam o solo, a \u00e1gua e o ar e j\u00e1 haviam sido encontradas em v\u00e1rios outros \u00f3rg\u00e3os e tecidos do corpo. <\/span><em><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">L\u00e9o Ramos Chaves\/Revista Pesquisa FAPESP.<\/span><\/em><\/span><\/header>\n<header><\/header>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">De t\u00e3o pequenas, \u00e9 imposs\u00edvel v\u00ea-las a olho nu. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Mas elas existem e est\u00e3o em todos os lugares. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">No mexilh\u00e3o comprado direto do pescador, nas frutas e nos legumes da feira ou nos alimentos industrializados do mercado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Tamb\u00e9m j\u00e1 foram encontradas na cerveja, no ch\u00e1, no leite, na \u00e1gua (em especial a engarrafada) e ainda no solo e no ar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Em formato de esfera, fios ou fragmentos de filmes ou espuma, as part\u00edculas de pl\u00e1stico de tamanho microsc\u00f3pico s\u00e3o hoje mais abundantes do que nunca no planeta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Com a vida imersa em pl\u00e1sticos, era esperado que, em algum momento, diminutos fragmentos do material fossem encontrados at\u00e9 mesmo no mais protegido dos \u00f3rg\u00e3os humanos, o c\u00e9rebro. Agora foram.<\/span><\/p>\n<div class=\"post-content\">\n<p>Na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP), a patologista Thais Mauad, o engenheiro ambiental Lu\u00eds Fernando Amato Louren\u00e7o e a bi\u00f3loga Regiani Carvalho de Oliveira identificaram, em um projeto apoiado pela FAPESP e pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental holandesa Plastic Soup, part\u00edculas de micropl\u00e1stico no c\u00e9rebro de oito pessoas que viveram ao menos cinco anos na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte, elas foram submetidas a autopsia no Servi\u00e7o de Verifica\u00e7\u00e3o de \u00d3bitos da Capital, onde os pesquisadores coletaram amostras de uma estrutura chamada bulbo olfat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Localizado no interior do cr\u00e2nio logo acima do nariz, os bulbos olfat\u00f3rios \u2013 h\u00e1 dois, um em cada hemisf\u00e9rio cerebral \u2013 s\u00e3o a primeira parte do sistema nervoso central a que chegam as informa\u00e7\u00f5es sobre os cheiros. Eles est\u00e3o em contato com neur\u00f4nios que detectam mol\u00e9culas de odor no fundo do nariz e funcionam como uma potencial via de entrada dessas e de outras part\u00edculas, al\u00e9m de microrganismos, no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Os pesquisadores precisaram resgatar equipamentos que n\u00e3o eram usados havia mais de 40 anos, como seringas de vidro, para lidar com esse material biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tiveram de adotar um protocolo rigoroso de limpeza dos utens\u00edlios \u2013 com lavagens com \u00e1gua filtrada tr\u00eas vezes e o uso de acetona \u2013, al\u00e9m de substituir o pl\u00e1stico por papel alum\u00ednio ou vidro para cobrir ou fechar os recipientes.<\/p>\n<p>Nos dias de manipula\u00e7\u00e3o do material, s\u00f3 se podia usar roupas de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles congelaram as amostras do bulbo olfat\u00f3rio e as fatiaram em l\u00e2minas com 10 micr\u00f4metros (\u00b5m) \u2013 cada micr\u00f4metro corresponde ao mil\u00edmetro dividido em mil partes iguais.<\/p>\n<p>Uma parte do material foi digerida por enzimas para que fosse poss\u00edvel detectar part\u00edculas eventualmente situadas em regi\u00f5es profundas das amostras.<\/p>\n<p>Depois de preparado, o material foi levado para o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, a 110 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo. L\u00e1 fica o Sirius, uma das mais brilhantes fontes de radia\u00e7\u00e3o s\u00edncrotron em atividade no mundo (<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/salto-para-um-brilho-maior\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>ver\u00a0<\/em>Pesquisa FAPESP<em>\u00a0n\u00ba 269<\/em><\/a>).<\/p>\n<p>Ele produz um tipo especial de luz altamente energ\u00e9tica que alimenta 10 esta\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>Com o aux\u00edlio do f\u00edsico Raul de Oliveira Freitas e da qu\u00edmica Ohanna Menezes, ambos do CNPEM, a equipe da USP usou uma dessas esta\u00e7\u00f5es \u2013 a Imbuia \u2013 ao longo de uma semana para iluminar as amostras com um feixe de radia\u00e7\u00e3o infravermelha e caracterizar a composi\u00e7\u00e3o de part\u00edculas de pl\u00e1stico encontradas nelas.<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37839\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140.jpg 1140w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140-300x139.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140-1024x474.jpg 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140-768x356.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-microscopia-2025-01-1140-600x278.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Imagem de microscopia de part\u00edcula de micropl\u00e1stico (azul) no pulm\u00e3o (\u00e0 esq.) e no tecido cerebral (\u00e0 dir.)<span class=\"media-credits\">Fernando Amato Louren\u00e7o\u2009\/\u2009Universidade Livre de Berlim<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Em cada fragmento de bulbo olfat\u00f3rio analisado, foram achadas de 1 a 4 part\u00edculas de micropl\u00e1stico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Elas tinham dimens\u00f5es variando de 5,5 \u00b5m a 26,4 \u00b5m \u2013 aproximadamente o tamanho da maior parte das bact\u00e9rias e algumas vezes menor que o de uma c\u00e9lula humana. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">A maioria (75%) estava na forma de fragmentos ou esferas e 25% delas eram fibras, descreveram os pesquisadores em setembro em um artigo publicado na revista\u00a0<\/span><a style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\" href=\"https:\/\/jamanetwork.com\/journals\/jamanetworkopen\/fullarticle\/2823787\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>JAMA Network Open<\/em><\/a><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Em 44% dos casos, os micropl\u00e1sticos eram compostos de polipropileno (PP), o segundo pol\u00edmero pl\u00e1stico mais produzido no mundo (16% do total). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Derivado do petr\u00f3leo, ele gera um pl\u00e1stico duro e transl\u00facido, que pode ser moldado com o calor e \u00e9 amplamente usado na produ\u00e7\u00e3o de embalagens; pe\u00e7as pl\u00e1sticas de ve\u00edculos; produtos de uso pessoal, como fraldas e m\u00e1scaras descart\u00e1veis; e equipamentos da \u00e1rea m\u00e9dica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Em propor\u00e7\u00e3o menor, havia tamb\u00e9m micropl\u00e1sticos de poliamida (PA), polietileno acetato de vinila (Peva) e polietileno (PE).<\/span><\/p>\n<div class=\"post-content\">\n<p>\u201cN\u00e3o havia grande quantidade de micropl\u00e1sticos nas amostras do bulbo olfat\u00f3rio, mas, de fato, eles estavam l\u00e1\u201d, relata Mauad, que h\u00e1 mais de 15 anos investiga os efeitos da polui\u00e7\u00e3o sobre a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Por algum tempo, ela pr\u00f3pria desconfiou de que os micropl\u00e1sticos detectados n\u00e3o tivessem penetrado no c\u00e9rebro, mas fossem resultado de contamina\u00e7\u00e3o das amostras, uma vez que esse material est\u00e1 em toda parte e em quantidade expressiva no ar.<\/p>\n<p>S\u00f3 se convenceu ao constatar, durante as an\u00e1lises, que as part\u00edculas eram muito fragmentadas e pequenas e se localizavam no interior das c\u00e9lulas ou nas proximidades de vasos sangu\u00edneos.<\/p>\n<p>\u201cA detec\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos no c\u00e9rebro causa preocupa\u00e7\u00e3o porque ele \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o mais blindado do corpo\u201d, afirma o qu\u00edmico Henrique Eisi Toma, do Instituto de Qu\u00edmica da USP e estudioso dos nanomateriais, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>Para chegar ao c\u00e9rebro, as mol\u00e9culas e agentes infecciosos t\u00eam de conseguir atravessar a chamada barreira hematoencef\u00e1lica, uma esp\u00e9cie de membrana formada por tr\u00eas tipos de c\u00e9lulas estreitamente unidas que impede a passagem da maioria dos compostos carreados pelo sangue.<\/p>\n<p>\u201cMuitas mol\u00e9culas s\u00f3 conseguem atravessar a barreira usando mecanismos complicados de transporte\u201d, explica o pesquisador, coordenador de um grupo que descreveu em dezembro na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/linkinghub.elsevier.com\/retrieve\/pii\/S0968-4328(24)00139-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Micron<\/em><\/a>\u00a0uma estrat\u00e9gia que usa nanopart\u00edculas magn\u00e9ticas envoltas em uma esp\u00e9cie de cola para retirar micropl\u00e1sticos da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Quatro meses antes de Mauad e Louren\u00e7o apresentarem seus achados na\u00a0<em>Jama Network Open<\/em>, um estudo norte-americano ainda n\u00e3o publicado sugeriu que os micropl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00f3 chegariam ao c\u00e9rebro, mas se acumulariam ali mais do que em outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>No trabalho, disponibilizado em maio no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchsquare.com\/article\/rs-4345687\/v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Research Square<\/em><\/a>, um reposit\u00f3rio de artigos que ainda n\u00e3o passaram pela revis\u00e3o de especialistas da \u00e1rea, o bioqu\u00edmico Matthew Campen, da Universidade do Novo M\u00e9xico, e colaboradores compararam a concentra\u00e7\u00e3o de part\u00edculas microsc\u00f3picas de pl\u00e1stico no c\u00e9rebro, no f\u00edgado e nos rins de 30 pessoas (17 haviam morrido em 2016 e 13 em 2024).<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37840\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1.png 1140w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1-300x132.png 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1-1024x449.png 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1-768x337.png 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info2-1140-1-600x263.png 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"overflow-responsive-img\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><em><span class=\"embed media-credits-inline\">Alexandre Affonso\/Revista Pesquisa FAPESP<\/span><\/em><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p>Uma diferen\u00e7a do trabalho foi que, nele, se adotaram t\u00e9cnicas que permitiram quantificar fragmentos de pl\u00e1stico na escala dos nan\u00f4metros (nm), at\u00e9 mil vezes menores do que os analisados pelo grupo da USP.<\/p>\n<p>Por conven\u00e7\u00e3o, os micropl\u00e1sticos incluem fibras, part\u00edculas e esferas com tamanhos que v\u00e3o de 5 mm a 1 \u00b5m.<\/p>\n<p>Aqueles com dimens\u00f5es menores s\u00e3o chamados de nanopl\u00e1sticos (1 nm equivale \u00e0 mil\u00e9sima parte do \u00b5m). Outra distin\u00e7\u00e3o \u00e9 que a regi\u00e3o cerebral analisada foi o c\u00f3rtex, que estaria mais protegido do meio exterior do que o bulbo olfat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ao comparar a quantidade de micro e nanopl\u00e1sticos (MNP) nos tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os, os pesquisadores observaram que ela era at\u00e9 20 vezes mais elevada no c\u00e9rebro do que no f\u00edgado, onde foi encontrada a menor concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m notaram que a quantidade de micro e nanopl\u00e1sticos mais do que dobrou de um per\u00edodo para outro.<\/p>\n<p>Nas amostras de 2024, havia, em m\u00e9dia, 8.861 microgramas (\u00b5g) de micro e nanopl\u00e1sticos por grama (g) de tecido cerebral.<\/p>\n<p>Oito anos antes, a concentra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia era de 3.057 \u00b5g\/g.<\/p>\n<p>No f\u00edgado, ela era 145 \u00b5g\/g em 2016 e subiu para 465 \u00b5g\/g em 2024.<\/p>\n<p>Nos rins, a quantidade foi intermedi\u00e1ria (cerca de 600 \u00b5g\/g) nos dois per\u00edodos.<\/p>\n<p>Em todos os casos, o material detectado em maior abund\u00e2ncia foi o polietileno.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m derivado do petr\u00f3leo, esse pol\u00edmero pl\u00e1stico foi sintetizado casualmente em 1898 pelo qu\u00edmico alem\u00e3o Hans von Pechmann (1850-1902) e hoje \u00e9 o pl\u00e1stico mais produzido no mundo (34% do total), usado em sacolas, garrafas, copos e filmes pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o publicado nem avaliado por especialistas da \u00e1rea, o que asseguraria que foram usados os m\u00e9todos adequados e os resultados s\u00e3o confi\u00e1veis, o trabalho tem algumas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma \u00e9 que as amostras foram guardadas em recipientes pl\u00e1sticos, embora os autores afirmem que v\u00e1rias etapas de controle de qualidade foram tomadas para garantir que contaminantes externos n\u00e3o fossem incorporados aos c\u00e1lculos da amostra.<\/p>\n<p>Ainda que n\u00e3o d\u00ea para descartar a contamina\u00e7\u00e3o, um argumento que os autores usam a seu favor \u00e9 que as amostras mais antigas, de 2016, passaram mais tempo (de 84 a 96 meses) armazenadas em recipientes pl\u00e1sticos e mesmo assim continham uma quantidade muito menor de micro e nanopl\u00e1stico do que as mais recentes, de 2024.<\/p>\n<p>Se o impacto da contamina\u00e7\u00e3o fosse importante, o oposto seria o esperado.<\/p>\n<p>Para Toma, do IQ-USP, a detec\u00e7\u00e3o de nanopart\u00edculas pl\u00e1sticas no corpo humano \u00e9 ainda mais preocupante do que a de micropl\u00e1stico porque as de nano t\u00eam o tamanho aproximado dos v\u00edrus e podem interagir com as biomol\u00e9culas das c\u00e9lulas, uma vez que todas t\u00eam composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica semelhante \u2013 s\u00e3o formadas por \u00e1tomos de carbono, oxig\u00eanio, hidrog\u00eanio e nitrog\u00eanio.<\/p>\n<p>\u201cOs micro e nanopl\u00e1sticos s\u00e3o um tema importante, que deve ser tratado com cautela. Todos est\u00e3o expostos a eles, mas ainda n\u00e3o se conhecem bem seus efeitos sobre a sa\u00fade humana.\u201d<\/p>\n<p>Faz apenas duas d\u00e9cadas que as pesquisas sobre os micropl\u00e1sticos ganharam impulso e s\u00f3 mais recentemente se come\u00e7ou a estudar seu impacto sobre a sa\u00fade.<\/p>\n<p>O termo foi incorporado \u00e0 literatura cient\u00edfica em 2004 pelo bi\u00f3logo marinho Richard Thompson, da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, embora a presen\u00e7a desse material nos oceanos j\u00e1 fosse conhecida havia mais tempo (<em>ver<\/em>\u00a0Pesquisa FAPESP\u00a0<em>n\u00ba 281<\/em>).<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, os micro e nanopl\u00e1sticos j\u00e1 foram detectados em todo tipo de ambiente e, segundo um artigo de revis\u00e3o liderado por Thompson e publicado em outubro na revista\u00a0<em>Science<\/em>, no organismo de mais de 1,3 mil esp\u00e9cies de animais \u2013 de crust\u00e1ceos e moluscos filtradores a peixes, vermes, insetos e mam\u00edferos, entre os quais os seres humanos.<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37841\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140.jpg 1140w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140-1024x649.jpg 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140-768x487.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-garrafas-2025-01-1140-600x381.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Ind\u00fastria de embalagens utiliza quase um ter\u00e7o dos pl\u00e1sticos produzidos no mundo<span class=\"media-credits\">Romaset\u2009\/\u2009Getty Images Plus<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Duas s\u00e3o as principais fontes desses poluentes: os pl\u00e1sticos originalmente produzidos com dimens\u00f5es muito pequenas, usados em cosm\u00e9ticos, tintas ou como mat\u00e9ria-prima de outros pl\u00e1sticos; e aqueles que resultam da degrada\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as pl\u00e1sticas maiores por a\u00e7\u00e3o de luz, calor, umidade e abras\u00e3o \u2013 estes, segundo algumas estimativas, representariam de 70% a 80% dos micropl\u00e1sticos que chegam \u00e0 natureza.<\/span><\/p>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p>No corpo humano, eles j\u00e1 foram achados em praticamente todos os \u00f3rg\u00e3os e tecidos nos quais se procurou.<\/p>\n<p>Cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado, rins, intestinos, pulm\u00f5es, test\u00edculos, endom\u00e9trio, placenta e, mais recentemente, c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 foram encontrados em diversos fluidos corporais: saliva, sangue, leite materno, s\u00eamen e at\u00e9 mesmo no mec\u00f4nio, as primeiras fezes do beb\u00ea, produzidas ainda durante a gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As principais rotas de entrada no corpo s\u00e3o a ingest\u00e3o de alimentos e bebidas contendo micro e nanopl\u00e1sticos, ou pela respira\u00e7\u00e3o, embora uma pequena propor\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m possa atravessar a pele.<\/p>\n<p>Estudos com tecidos em cultura e animais de laborat\u00f3rio sugerem que \u201capenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o dos micropl\u00e1sticos administrados \u00e9 capaz de atravessar as barreiras epiteliais dos pulm\u00f5es e dos intestinos\u201d, escreveram os pesquisadores Andre Dick Vethaak, da Universidade Livre de Amsterd\u00e3, morto em junho de 2024, e Juliette Legler, da Universidade de Utrecht, ambas nos Pa\u00edses Baixos, em um breve artigo de revis\u00e3o publicado em 2021 na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.abe5041\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Science<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Mas, quanto menores, em especial na escala de dezenas ou centenas de nan\u00f4metros, mais facilmente eles cruzam essas barreiras, chegam ao sangue e aos vasos linf\u00e1ticos. Dali, distribuem-se pelo corpo, podendo depois se acumular nos \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>O que se conhece de seus potenciais efeitos sobre o organismo foi observado em dezenas de experimentos com animais, em particular ratos e camundongos, ou c\u00e9lulas humanas cultivadas em laborat\u00f3rio, v\u00e1rios deles mencionados em revis\u00f5es recentes publicadas nas revistas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/ebiom\/article\/PIIS2352-3964(23)00467-X\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>eBioMedicine<\/em><\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048969724043638\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Science of the Total Environment<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Em quase todos os tecidos em que foram encontradas, as micro e nanopart\u00edculas provocaram rea\u00e7\u00f5es semelhantes: inflama\u00e7\u00e3o, aumento das esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio no interior das c\u00e9lulas, al\u00e9m de dano e morte celular.<\/p>\n<p>Alguns desses efeitos podem alterar a forma\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os em desenvolvimento ou prejudicar a capacidade de regenera\u00e7\u00e3o dos j\u00e1 maduros (<em>ver infogr\u00e1fico abaixo).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37843\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c.png\" alt=\"\" width=\"730\" height=\"2876\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c.png 736w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c-76x300.png 76w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c-260x1024.png 260w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c-390x1536.png 390w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c-520x2048.png 520w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info1-760-1c-600x2364.png 600w\" sizes=\"(max-width: 730px) 100vw, 730px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em><span class=\"embed media-credits-inline\" style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Alexandre Affonso\/Revista Pesquisa FAPESP<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p>\u201cOs estudos com animais d\u00e3o uma pista do que pode ocorrer, mas \u00e9 dif\u00edcil saber quanto desses efeitos biol\u00f3gicos podem ser traduzidos para os seres humanos\u201d, avalia Louren\u00e7o, primeiro autor do artigo da\u00a0<em>Jama Network Open<\/em>, que atualmente faz p\u00f3s-doutorado na Universidade Livre de Berlim, na Alemanha.<\/p>\n<p>Foi ele quem anos atr\u00e1s sugeriu a Mauad iniciar as pesquisas com micropl\u00e1sticos na USP e, antes de detectar essas part\u00edculas no c\u00e9rebro humano, j\u00e1 as havia identificado nos pulm\u00f5es de pessoas que viviam em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Os cr\u00edticos e os pr\u00f3prios pesquisadores que investigam os efeitos dos micro e nanopl\u00e1sticos na sa\u00fade apontam v\u00e1rias lacunas que os estudos ainda n\u00e3o preencheram.<\/p>\n<p>Esses materiais sint\u00e9ticos podem afetar os \u00f3rg\u00e3os e tecidos em consequ\u00eancia da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, de sua geometria ou de microrganismos que podem carregar, mas, por ora, n\u00e3o se sabe qual o impacto de cada um desses fatores.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o conhecidos se h\u00e1 um limite de concentra\u00e7\u00e3o al\u00e9m do qual eles se tornam t\u00f3xicos para o corpo \u2013 muitos estudos com animais usam doses maiores que as encontradas no ambiente \u2013, nem qual seria o tempo m\u00ednimo de exposi\u00e7\u00e3o para que os danos come\u00e7assem a se manifestar.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 complicad\u00edssimo avaliar todos esses par\u00e2metros de uma \u00fanica vez em um estudo\u201d, afirma Louren\u00e7o, que, em um experimento realizado no edif\u00edcio principal da FM-USP e reportado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048969722005423\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Science of the Total Environment<\/em><\/a>, havia mostrado que a concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos era cerca de tr\u00eas vezes maior em ambientes internos do que ao ar livre.<\/p>\n<p>Outra cr\u00edtica \u00e9 que os estudos com c\u00e9lulas e animais quase sempre s\u00e3o feitos com part\u00edculas puras, sem os aditivos qu\u00edmicos que s\u00e3o amplamente usados e alteram as caracter\u00edsticas dos pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2024, pesquisadores do projeto PlastChem, que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre produtos qu\u00edmicos nos pl\u00e1sticos e seus efeitos sobre o ambiente e a sa\u00fade, publicaram um\u00a0<a href=\"https:\/\/plastchem-project.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">relat\u00f3rio<\/a>\u00a0enumerando 16 mil compostos (ingredientes brutos e aditivos) encontrados ou que se pensa serem usados em pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Deles, 4,2 mil causam preocupa\u00e7\u00e3o por serem persistentes, bioacumulativos, de f\u00e1cil espalhamento ou t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>\u201cEvid\u00eancias cient\u00edficas robustas de impactos adversos \u00e0 sa\u00fade humana s\u00e3o conhecidas apenas para alguns produtos qu\u00edmicos pl\u00e1sticos, porque isso \u00e9 muito dif\u00edcil de estudar\u201d, explicou a toxicologista Jane Muncke, diretora-executiva e diretora cient\u00edfica da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental su\u00ed\u00e7a Food Packaging Forum, a\u00a0<em>Pesquisa FAPESP<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cA maior parte do que se sabe \u00e9 sobre o bisfenol A e outros bisfen\u00f3is; o dietilexil-ftalato e outros ftalatos; \u00e9teres difen\u00edlicos polibromados, que s\u00e3o usados como retardantes de chama; e subst\u00e2ncias de per e polifluoroalquil. Todos s\u00e3o conhecidos por prejudicar a sa\u00fade humana em n\u00edveis muito baixos. Nenhum n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o seguro \u00e9 conhecido ou deve ser assumido\u201d, completou.<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37844\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140.jpg 1140w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140-300x184.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140-1024x630.jpg 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140-768x472.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplastico-descarte-2025-01-1140-600x369.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><em>Descarte inadequado contribui para o espalhamento de micropl\u00e1sticos no ambiente<span class=\"media-credits\">Md.\u2009Akhlas Uddin\u2009\/\u2009Pacific Press\u2009\/\u2009Lightrocket via Getty Images<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Por ora, o que se conhece de efeito mais direto sobre a sa\u00fade humana vem de um estudo de pesquisadores italianos publicado em mar\u00e7o de 2024 no\u00a0<\/span><a style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\" href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2309822?logout=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>The New England Journal of Medicine<\/em><\/a><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">No trabalho, o m\u00e9dico Raffaele Marfella, da Universidade da Camp\u00e2nia, na It\u00e1lia, e colaboradores acompanharam por cerca de tr\u00eas anos a sa\u00fade de 257 pessoas que haviam passado por um procedimento cir\u00fargico para retirar placas de gordura (ateroma) das car\u00f3tidas, as principais art\u00e9rias que irrigam o c\u00e9rebro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">As placas de 150 participantes continham part\u00edculas de micropl\u00e1sticos (majoritariamente polietileno), enquanto as dos outros 107 estavam livres desses contaminantes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"background-color: var(--wpex-surface-1); color: var(--wpex-text-2); font-family: var(--wpex-body-font-family, var(--wpex-font-sans));\">Ao final do estudo, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que havia sofrido infarto, acidente vascular cerebral ou morrido por qualquer raz\u00e3o era 4,5 vezes maior no primeiro grupo do que no segundo.<\/span><\/p>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p>Embora o estudo seja associativo e n\u00e3o permita estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito, os pesquisadores suspeitam que o aumento desses problemas se deva em parte \u00e0 presen\u00e7a dos micro e nanopl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>\u201cNosso estudo sugere que os micro e nanopl\u00e1sticos em placas de ateroma podem exacerbar a inflama\u00e7\u00e3o e o estresse oxidativo no endot\u00e9lio vascular. Esses efeitos podem desestabilizar as placas, tornando-as mais vulner\u00e1veis a se romperem, o que pode levar a eventos cardiovasculares agudos, como infarto do mioc\u00e1rdio ou derrame\u201d, afirmou Marfella a<em>\u00a0Pesquisa FAPESP<\/em>.<\/p>\n<p>Ele e os outros pesquisadores n\u00e3o descartam a possibilidade de que mais fen\u00f4menos expliquem o aumento dos problemas cardiovasculares.<\/p>\n<p>\u201cOs mecanismos alternativos incluem a possibili\u00addade de que os micropl\u00e1sticos sirvam como transportadores para outras subst\u00e2ncias nocivas, que podem contribuir ainda mais para a inflama\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e a disfun\u00e7\u00e3o endotelial. Al\u00e9m disso, condi\u00e7\u00f5es preexistentes, como s\u00edndrome metab\u00f3lica ou diabetes, podem predispor os indiv\u00edduos tanto ao maior ac\u00famulo de micropl\u00e1sticos quanto aos riscos cardiovasculares\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Na tentativa de descobrir se os micropl\u00e1sticos podem agravar a forma\u00e7\u00e3o do ateroma, o cardiologista Kleber Franchini e sua equipe no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em S\u00e3o Paulo, iniciaram em outubro a fase-piloto de um estudo que pretende acompanhar 2 mil pessoas ao longo de dois anos.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 verificar se a presen\u00e7a de micro e nanopl\u00e1sticos no sangue \u2013 e em qual concentra\u00e7\u00e3o \u2013 influencia a extens\u00e3o das placas de ateroma nas art\u00e9rias do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEstudos recentes mostram que a forma\u00e7\u00e3o das placas de ateroma tem origem inflamat\u00f3ria e, aparentemente, s\u00f3 o aumento do colesterol n\u00e3o seria suficiente para causar o problema\u201d, explica Franchini. \u201cSe os micro e nanopl\u00e1sticos s\u00e3o inflamat\u00f3rios, talvez aumentem ou acelerem a forma\u00e7\u00e3o das placas\u201d, pressup\u00f5e.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o surgem mais estudos medindo o efeito dos micro e nanopl\u00e1sticos sobre a sa\u00fade humana, o que cada um pode fazer \u00e9 minimizar sua exposi\u00e7\u00e3o a eles reduzindo os utens\u00edlios e objetos pl\u00e1sticos em casa, evitando as roupas de fibras sint\u00e9ticas e o consumo de alimentos e bebidas embalados em pl\u00e1stico, que quando aquecidos liberam ainda mais dessas part\u00edculas.<\/p>\n<p>Um\u00a0<a href=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/10.1021\/acs.est.9b02540\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo<\/a>\u00a0de 2019 constatou que um saquinho de ch\u00e1 mergulhado na \u00e1gua a 95 graus Celsius libera 11,6 bilh\u00f5es de part\u00edculas de micropl\u00e1stico e 3,1 bilh\u00f5es de nanopl\u00e1stico por x\u00edcara.<\/p>\n<p>Livrar-se totalmente deles \u00e9 hoje \u2013 e talvez o seja por muito tempo \u2013 imposs\u00edvel. A produ\u00e7\u00e3o global de pl\u00e1sticos cresce desde a d\u00e9cada de 1950 e, nos \u00faltimos 20 anos, aumentou \u00e0 taxa de 50% por d\u00e9cada, alcan\u00e7ando os 460 milh\u00f5es de toneladas em 2019.<\/p>\n<p>Uma estimativa recente da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Earth Action estima que todos os anos 3,8 milh\u00f5es de toneladas de micro e nanopl\u00e1sticos cheguem aos mares e outros 8,9 milh\u00f5es aos ambientes terrestres (<em>ver gr\u00e1fico abaixo<\/em>).<\/p>\n<p>Mesmo que a produ\u00e7\u00e3o global de pl\u00e1sticos fosse interrompida por completo hoje, a quantidade de macro, micro e nanopl\u00e1sticos que chega ao ambiente continuaria subindo por muito tempo.<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-37845\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1.png 1140w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1-300x132.png 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1-1024x449.png 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1-768x337.png 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/RPF-microplasticos-2025-01-info3-1140-1-600x263.png 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"overflow-responsive-img\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><em><span class=\"embed media-credits-inline\">Alexandre Affonso\/Revista Pesquisa FAPESP<\/span><\/em><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p>Uma expectativa de a\u00e7\u00e3o internacional para come\u00e7ar a controlar o problema foi frustrada no final do ano.<\/p>\n<p>De 25 de novembro a 1\u00ba de dezembro, cerca de 3 mil delegados de mais de 170 pa\u00edses estiveram reunidos em Busan, na Coreia do Sul, para tentar aprovar um tratado global contra a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica.<\/p>\n<p>O documento vinha sendo discutido havia dois anos e tentava estabelecer regras globais juridicamente vinculantes para reduzir a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica no mundo, levando em conta o ciclo completo de vida dos pl\u00e1sticos \u2013 desde a extra\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo at\u00e9 o descarte e a reciclagem.<\/p>\n<p>Por press\u00e3o dos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo, por\u00e9m, o encontro terminou sem consenso.<\/p>\n<p>Na revis\u00e3o da\u00a0<em>Science<\/em>, Thompson lembrou que, mesmo que ainda existam lacunas de conhecimento e de dados sobre os riscos dos micropl\u00e1sticos, a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o tem de esperar.<\/p>\n<p>\u201cEla pode ser justificada com base no princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o e, portanto, medidas podem, e possivelmente devem, ser tomadas agora para reduzir as emiss\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 quem fale que \u00e9 preciso banir os pl\u00e1sticos, mas essa n\u00e3o \u00e9 uma sa\u00edda razo\u00e1vel\u201d, argumenta o qu\u00edmico Walter Waldman, da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar),\u00a0<em>campus<\/em>\u00a0de Sorocaba.<\/p>\n<p>\u201cOs pl\u00e1sticos permitem proteger os alimentos de contamina\u00e7\u00e3o e possibilitaram a exist\u00eancia de materiais descart\u00e1veis na pr\u00e1tica m\u00e9dica, com redu\u00e7\u00e3o das infec\u00e7\u00f5es. S\u00e3o leves, baratos e vers\u00e1teis. O problema \u00e9 terem tomado o mercado e ter se estabelecido uma cultura de que pl\u00e1stico \u00e9 descart\u00e1vel. \u00c9 preciso manter os pl\u00e1sticos onde funcionam bem e substitu\u00ed-los onde a gest\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil\u201d, afirma o pesquisador, que recentemente iniciou um projeto apoiado pela FAPESP para rastrear os micropl\u00e1sticos no organismo humano. \u201cO sistema est\u00e1 montado e a ind\u00fastria tem de assumir a responsabilidade de ajudar a encontrar a solu\u00e7\u00e3o, em vez de jogar o problema apenas para o consumidor\u201d, diz. \u201cO que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 para ficar como est\u00e1.\u201d<\/p>\n<p class=\"bibliografia separador-bibliografia\">A reportagem acima foi publicada com o t\u00edtulo \u201c<strong>A vida imersa em micropl\u00e1stico<\/strong>\u201d na edi\u00e7\u00e3o impressa n\u00ba 347, de janeiro de 2025.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Projetos<br \/>\n1.<\/strong>\u00a0Avalia\u00e7\u00e3o dos efeitos de micropl\u00e1stico secund\u00e1rio no sistema respirat\u00f3rio de camundongos BALBc e em cultura de c\u00e9lulas de epit\u00e9lio br\u00f4nquico humano BEAS-2B (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/113341\/avaliacao-dos-efeitos-de-microplastico-secundario-no-sistema-respiratorio-de-camundongos-balbc-e-em-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 21\/10724-2<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular;\u00a0<strong>Pesquisadora respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Regiani Carvalho de Oliveira (FM-USP);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 234.607,10.<br \/>\n<strong>2.<\/strong>\u00a0Micropl\u00e1sticos transportados pelo ar: Detec\u00e7\u00e3o em amostras de ar ambiente, tecido pulmonar e efeitos em c\u00e9lulas epiteliais pulmonares cultivadas (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/103614\/microplasticos-transportados-pelo-ar-deteccao-em-amostras-de-ar-ambiente-tecido-pulmonar-e-efeitos-e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 19\/02898-0<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular;\u00a0<strong>Pesquisadora respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Thais Mauad (FM-USP); Investimento R$ 40.949,36.<br \/>\n<strong>3.<\/strong>\u00a0Identifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica de micropl\u00e1sticos ambientais na atmosfera e em tecido pulmonar humano (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/187050\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 19\/03397-5<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Bolsa de P\u00f3s-doutorado;\u00a0<strong>Pesquisadora respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Thais Mauad (FM-USP);\u00a0<strong>Bolsista<\/strong>\u00a0Lu\u00eds Fernando Amato Louren\u00e7o;\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 254.097,97.<br \/>\n<strong>4.<\/strong>\u00a0Rastreamento espacial de micropl\u00e1sticos em sistemas e tecidos biol\u00f3gicos (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/115502\/rastreamento-espacial-de-microplasticos-em-sistemas-e-tecidos-biologicos\/?q=23\/18229-6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 23\/18229-6<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Walter Ruggeri Waldman (UFSCar);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 285.237,79.<br \/>\n<strong>5.<\/strong>\u00a0Nanotecnologia supramolecular: Design, materiais e dispositivos (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/103879\/nanotecnologia-supramolecular-design-materiais-e-dispositivos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 18\/21489-1<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Projeto Tem\u00e1tico;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Henrique Eisi Toma (IQ-USP);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 2.233.694,64.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Artigos cient\u00edficos<br \/>\n<\/strong>AMATO-LOUREN\u00c7O, L. F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/jamanetwork.com\/journals\/jamanetworkopen\/fullarticle\/2823787\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Microplastics in the olfactory bulb of the human brain<\/a>.\u00a0<strong>JAMA Network Open<\/strong>. 16 set. 2024.<br \/>\nDE BRITO, A. L. C. P.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0968432824001392?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Direct monitoring of the enzymatically sequestering and degrading of PET microplastics using hyperspectral Raman microscopy<\/a>.\u00a0<strong>Micron<\/strong>. dez. 2024.<br \/>\nCAMPEN, M.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchsquare.com\/article\/rs-4345687\/v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bioaccumulation of microplastics in decedent human brains assessed by pyrolysis gas chromatography-mass spectrometry<\/a>.\u00a0<strong>Research Square<\/strong>. 6 mai. 2024.<br \/>\nTHOMPSON, R.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adl2746\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Twenty years of microplastic pollution research \u2014 What have we learned?<\/a>\u00a0<strong>Science<\/strong>. 19 set. 2024.<br \/>\nVAN VETHAAK, A. e LEGLER, J.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.abe5041\">Microplastics and human health<\/a>.\u00a0<strong>Science<\/strong>. 12 fev. 2021.<br \/>\nALI, N.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/ebiom\/article\/PIIS2352-3964(23)00467-X\/fulltext\">The potential impacts of micro-and-nano plastics on various\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/ebiom\/article\/PIIS2352-3964(23)00467-X\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">organ systems in humans<\/a>.\u00a0<strong>eBioMedicine<\/strong>. 6 dez. 2023.<br \/>\nLI, Y.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048969724043638\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Microplastics in the human body: A comprehensive review of exposure,\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048969724043638\">distribution, migration mechanisms, and toxicity<\/a>.\u00a0<strong>Science of the Total Environment<\/strong>. 22 jun. 2024.<br \/>\nAMATO-LOUREN\u00c7O, L. F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/linkinghub.elsevier.com\/retrieve\/pii\/S0304-3894(21)01088-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Presence of airborne microplastics in human lung tissue<\/a>.\u00a0<strong>Journal of Hazardous Materials<\/strong>. 15 ago. 2021.<br \/>\nAMATO-LOUREN\u00c7O, L. F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048969722005423\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Atmospheric microplastic fallout in outdoor and indoor environments in S\u00e3o Paulo megacity<\/a>.\u00a0<strong>Science of the Total Environment<\/strong>. 2022. 15 mai. 2022.<br \/>\nMARFELLA, F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2309822\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Microplastics and nanoplastics in atheromas and cardiovascular events<\/a>.\u00a0<strong>The New England Journal of Medicine<\/strong>. 6 mar. 2024.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ricardo Zorzetto &#8211; Pesquisa FAPESP &#8211; Janeiro de 2025 &#8211; Part\u00edculas microsc\u00f3picas do material contaminam o solo, a \u00e1gua e o ar e j\u00e1 haviam sido encontradas em v\u00e1rios outros \u00f3rg\u00e3os e tecidos do corpo. L\u00e9o Ramos Chaves\/Revista Pesquisa FAPESP. De t\u00e3o pequenas, \u00e9 imposs\u00edvel v\u00ea-las a olho nu. 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