{"id":39405,"date":"2025-11-25T07:30:33","date_gmt":"2025-11-25T10:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=39405"},"modified":"2025-11-21T11:17:31","modified_gmt":"2025-11-21T14:17:31","slug":"expandir-o-cultivo-de-cana-milho-e-soja-em-terras-degradadas-pode-triplicar-producao-de-bioenergia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/expandir-o-cultivo-de-cana-milho-e-soja-em-terras-degradadas-pode-triplicar-producao-de-bioenergia-no-brasil\/","title":{"rendered":"Expandir o cultivo de cana, milho e soja em terras degradadas pode triplicar produ\u00e7\u00e3o de bioenergia no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson &#8211; Ag\u00eancia FAPESP &#8211; 21 de novembro de 2025 &#8211; <em><span class=\"wpex-text-sm\">Estudo conduzido no Laborat\u00f3rio Nacional de Biorrenov\u00e1veis aponta que convers\u00e3o de pouco mais de 30% do total de 100 milh\u00f5es de hectares de pastos degradados no pa\u00eds em lavouras de culturas energ\u00e9ticas pode ter impacto global na meta de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica estabelecida na COP30.\u00a0 &#8220;Talvez em uma determinada regi\u00e3o fa\u00e7a mais sentido cultivar milho e soja e em outra cana-de-a\u00e7\u00facar. Isso tudo foi muito bem mapeado no trabalho com o intuito de indicar qual cultura se encaixa melhor em cada regi\u00e3o do pa\u00eds\u201d, disse Murakami, do LNBR (foto: planta\u00e7\u00e3o de soja em Alto Para\u00edso, Goi\u00e1s &#8211; Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil).<\/span><\/em><\/p>\n<p>O Brasil possui 100 milh\u00f5es de hectares (ha) de \u00e1reas de pasto degradados, equivalentes a quatro vezes a extens\u00e3o territorial do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Se pouco mais de 30% dessa \u00e1rea \u2013 36 milh\u00f5es de ha \u2013 fosse usada para expandir o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar, milho e soja voltado, especificamente, para produ\u00e7\u00e3o de bioenergia, seria poss\u00edvel gerar 6,8 exajoules (EJ) de energia por ano, equivalentes ao total de energia renov\u00e1vel produzida mundialmente hoje.<\/p>\n<p>O impacto ambiental seria neutro ou negativo, dependendo da regi\u00e3o, porque o plantio dessas culturas energ\u00e9ticas nessas terras degradadas promoveria a fixa\u00e7\u00e3o de carbono no solo.<\/p>\n<p>As estimativas s\u00e3o de um estudo conduzido por pesquisadores do Laborat\u00f3rio Nacional de Biorrenov\u00e1veis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).<\/p>\n<p>Alguns dos resultados do trabalho, submetido para publica\u00e7\u00e3o, foram apresentados por\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/34155\/mario-tyago-murakami\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>M\u00e1rio Murakami<\/strong><\/a>, diretor do LNBR, em uma mesa-redonda sobre a bioeconomia como impulsionadora da neoindustrializa\u00e7\u00e3o e da transforma\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica da economia brasileira, que aconteceu segunda-feira (17\/11) em evento na Casa da Ci\u00eancia, no Museu Emilio Goeldi, em Bel\u00e9m, paralelamente \u00e0 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (<a href=\"https:\/\/cop30.br\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>COP30<\/strong><\/a>).<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA convers\u00e3o dessas terras degradadas em lavouras de culturas energ\u00e9ticas pode ter impacto global ao contribuir muito para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do Brasil e do mundo para a bioeconomia e atingir a meta estabelecida nessa COP de quadruplicar a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis globalmente at\u00e9 2035 [incluindo biocombust\u00edveis l\u00edquidos, biog\u00e1s e hidrog\u00eanio de baixa emiss\u00e3o]\u201d, disse Murakami \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para chegar \u00e0 estimativa de 100 milh\u00f5es de hectares de terras degradadas no pa\u00eds, os pesquisadores utilizaram imagens obtidas por meio de mapeamento de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o e definiram uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios, como n\u00e3o estarem situadas em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, pr\u00f3ximas de floresta nativa, de nascente de \u00e1gua ou na transi\u00e7\u00e3o do Cerrado com a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cFomos bastante restritivos para garantir que essas \u00e1reas realmente n\u00e3o v\u00e3o afetar o sistema h\u00eddrico, a disponibilidade de \u00e1gua e, muito menos, mata nativa, respeitando toda a legisla\u00e7\u00e3o ambiental vigente\u201d, afirmou Murakami.<\/p>\n<p>\u201cPor isso que, do total de 100 milh\u00f5es de hectares de terras degradadas, somente 36 milh\u00f5es foram considerados para o plantio de culturas para produ\u00e7\u00e3o de bioenergia, e os 64 milh\u00f5es de hectares restantes poderiam ser resguardados para reflorestamento\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi levada em conta a log\u00edstica para o cultivo dessas culturas energ\u00e9ticas nas terras degradadas de acordo com a localiza\u00e7\u00e3o, de modo que sejam integradas com as cadeias regionais produtivas regionais de bioenergia.<\/p>\n<p>\u201cTalvez em uma determinada regi\u00e3o fa\u00e7a mais sentido cultivar milho e soja e em outra cana-de-a\u00e7\u00facar. Isso tudo foi muito bem mapeado no trabalho com o intuito de indicar, especificamente, qual cultura se encaixa melhor em cada regi\u00e3o do pa\u00eds, uma vez que cada uma tem suas especificidades de restri\u00e7\u00f5es, oportunidades e vantagens\u201d, disse Murakami.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a \u00e1rea total de cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil hoje ocupa 9 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o do plantio dessa e de outras culturas energ\u00e9ticas nos 36 milh\u00f5es de hectares de pastos degradados permitiria triplicar a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem o potencial de triplicar sua produ\u00e7\u00e3o de bioenergia usando somente uma pequena parcela das terras degradadas e mantendo mais da metade para o reflorestamento.\u201d<\/p>\n<h3>Vantagens comparativas<\/h3>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador, o Brasil apresenta uma s\u00e9rie de vantagens comparativas que tornam o pa\u00eds um concorrente imbat\u00edvel em mat\u00e9ria de bioeconomia.<\/p>\n<p>Uma dessas vantagens \u00e9 que mais de 90% da energia el\u00e9trica gerada \u00e9 renov\u00e1vel, enquanto no resto do mundo a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta.<\/p>\n<p>A disponibilidade dessa energia el\u00e9trica renov\u00e1vel permite gerar hidrog\u00eanio para produzir combust\u00edvel sustent\u00e1vel de avia\u00e7\u00e3o (SAF, na sigla em ingl\u00eas) \u2013 uma alternativa ao querosene de avia\u00e7\u00e3o tradicional, produzido a partir de fontes renov\u00e1veis como \u00f3leos vegetais, gorduras animais, res\u00edduos agr\u00edcolas e lixo \u2013 sem despacho f\u00f3ssil, ou seja, com pegada de carbono zero, avaliou Murakami.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds que consegue produzir hidrog\u00eanio de baixo carbono sem despacho f\u00f3ssil, porque usa energia renov\u00e1vel para isso. O mundo inteiro vai depender de despacho f\u00f3ssil adicional para produzir hidrog\u00eanio, que \u00e9 um insumo central para produzir SAF\u201d, comparou.<\/p>\n<p>Outra vantagem do pa\u00eds \u00e9 a disponibilidade de biomassa lignocelul\u00f3sica.<\/p>\n<p>O pa\u00eds produz hoje mais de meio bilh\u00e3o de toneladas desse insumo, que n\u00e3o compete com alimento.<\/p>\n<p>Desse total, 200 milh\u00f5es de toneladas est\u00e3o dispon\u00edveis na ind\u00fastria, prontas para serem biotransformadas e convertidas em escala para produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, nutri\u00e7\u00e3o animal, cosm\u00e9ticos ou em qualquer mol\u00e9cula obtida hoje por meio do petr\u00f3leo, a partir de energia renov\u00e1vel, apontou Murakami.<\/p>\n<p>\u201cNenhum lugar no mundo tem essa biomassa cativa. Os Estados Unidos produzem muita biomassa, s\u00f3 que ela est\u00e1 dispon\u00edvel no solo das fazendas. No Brasil, essa biomassa j\u00e1 est\u00e1 na ind\u00fastria, \u00e9 limpa, abundante e de baixo custo. Isso permite reduzir em duas a tr\u00eas vezes o custo do produto final\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pa\u00eds j\u00e1 possui toda uma cadeia produtiva instalada baseada em culturas de bioenergia, como a da cana-de-a\u00e7\u00facar, sublinhou Murakami.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um grande diferencial e muda completamente o cen\u00e1rio. N\u00e3o tem como competir com o Brasil em produ\u00e7\u00e3o de bioenergia, em bioeconomia, com as vantagens comparativas que temos hoje.\u201d<\/p>\n<p>Alguns dos obst\u00e1culos, contudo, para o pa\u00eds avan\u00e7ar nessa \u00e1rea s\u00e3o as tecnologias, em grande parte importadas, para desconstruir a celulose da biomassa, que \u00e9 extremamente recalcitrante \u00e0 despolimeriza\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. Por isso, a miss\u00e3o do LNBR \u00e9 codesenvolver e compartilhar riscos com a ind\u00fastria nacional para desenvolver tecnologias que possibilitem a soberania tecnol\u00f3gica, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cNosso papel n\u00e3o \u00e9 competir com as ind\u00fastrias, mas dar op\u00e7\u00f5es de escolha de tecnologias nacionais ou importadas para elas.\u201d<\/p>\n<h3>Inspira\u00e7\u00e3o na biodiversidade<\/h3>\n<p>Para superar as barreiras tecnol\u00f3gicas para convers\u00e3o da biomassa dispon\u00edvel no Brasil em produtos de interesse econ\u00f4mico, os pesquisadores do LNBR t\u00eam procurado alternativas na biodiversidade brasileira.<\/p>\n<p>Por meio de trabalhos de bioprospec\u00e7\u00e3o, eles encontraram em amostras de solo recoberto por baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar um novo filo bacteriano que permitiu mudar o paradigma do metabolismo da celulose, o pol\u00edmero mais abundante da natureza.<\/p>\n<p>Por meio de an\u00e1lises realizadas em uma das linhas de feixe do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron do CNPEM \u2013 acelerador circular de part\u00edculas carregadas (el\u00e9trons) que gera uma radia\u00e7\u00e3o, chamada de luz s\u00edncrotron, que permite investigar a composi\u00e7\u00e3o e a estrutura da mat\u00e9ria na escala dos \u00e1tomos e das mol\u00e9culas \u2013, eles conseguiram elucidar o mecanismo da enzima e aplic\u00e1-la em escala industrial, em reatores de 300 litros.<\/p>\n<p>O trabalho foi relatado em artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08553-z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>publicado<\/strong><\/a>\u00a0em fevereiro deste ano na revista\u00a0<em>Nature<\/em>\u00a0(<em>leia mais em:\u00a0<a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/53930\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/53930<\/strong><\/a><\/em>).<\/p>\n<p>\u201cConseguimos mostrar que essa enzima representa uma das maiores revolu\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos 20 anos em termos de aplica\u00e7\u00e3o industrial, em compara\u00e7\u00e3o com outras descobertas de biocatalisadores, e que ela possibilita um ganho de mais de 20% [na convers\u00e3o de biomassa]\u201d, afirmou Murakami.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 um exemplo concreto do valor da biodiversidade e por que \u00e9 importante a preserva\u00e7\u00e3o de florestas\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>O resultado foi integrado a uma plataforma de produ\u00e7\u00e3o de coquetel enzim\u00e1tico, mantida pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), e est\u00e1 dispon\u00edvel para os cientistas, que podem codesenvolver e melhorar a tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson &#8211; Ag\u00eancia FAPESP &#8211; 21 de novembro de 2025 &#8211; Estudo conduzido no Laborat\u00f3rio Nacional de Biorrenov\u00e1veis aponta que convers\u00e3o de pouco mais de 30% do total de 100 milh\u00f5es de hectares de pastos degradados no pa\u00eds em lavouras de culturas energ\u00e9ticas pode ter impacto global na meta de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica estabelecida&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39406,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5,90,15,24,71],"post_series":[],"class_list":["post-39405","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-agricultura","tag-ambiente-ambiental-environment-environmental-meio-ambiente","tag-biodiversidade","tag-consumo-sustentavel","tag-sustentabilidade-viver-sustentavelmente-consumo-sustentavel","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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