{"id":40265,"date":"2026-05-05T07:30:56","date_gmt":"2026-05-05T10:30:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=40265"},"modified":"2026-04-30T09:22:30","modified_gmt":"2026-04-30T12:22:30","slug":"milhares-de-pocos-artesianos-em-sao-paulo-operam-sob-risco-de-contaminacao-toxica-alerta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/milhares-de-pocos-artesianos-em-sao-paulo-operam-sob-risco-de-contaminacao-toxica-alerta-estudo\/","title":{"rendered":"Milhares de po\u00e7os artesianos em S\u00e3o Paulo operam sob risco de contamina\u00e7\u00e3o t\u00f3xica, alerta estudo"},"content":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Tadeu Arantes &#8211; Ag\u00eancia FAPESP &#8211; 30 de abril de 2026 &#8211; <em><span class=\"wpex-text-sm\">Dois ter\u00e7os dos 14 mil po\u00e7os privados existentes na Regi\u00e3o Metropolitana n\u00e3o est\u00e3o formalmente cadastrados e muitos foram perfurados em antigas zonas industriais em processo de reconvers\u00e3o imobili\u00e1ria.\u00a0 Entre os principais contaminantes destacam-se o percloroetileno e o tricloroetileno, utilizados como desengraxantes industriais, na limpeza de pe\u00e7as met\u00e1licas Imagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.magnific.com\/author\/wirestock\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wirestock<\/a>\/<a href=\"https:\/\/www.magnific.com\/free-photo\/beautiful-shot-body-water-with-sea-waves_13006453.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Magnific<\/a>.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Com cerca de 22 milh\u00f5es de habitantes, a Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP) consome em m\u00e9dia 61,6 metros c\u00fabicos (ou 61.600 litros) de \u00e1gua por segundo.<\/p>\n<p>Embora quase todo o abastecimento p\u00fablico provenha de mananciais superficiais, estima-se que aproximadamente 18% do consumo total dependa de aqu\u00edferos, por meio de cerca de 14 mil po\u00e7os privados.<\/p>\n<p>O aporte dos aqu\u00edferos \u00e9 de aproximadamente 347 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por ano.<\/p>\n<p>Mas dois ter\u00e7os desses po\u00e7os n\u00e3o est\u00e3o formalmente cadastrados.<\/p>\n<p>E muitos deles foram perfurados em antigas zonas industriais, hoje desindustrializadas e em processo de reconvers\u00e3o imobili\u00e1ria.<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas por res\u00edduos industriais, principalmente solventes clorados utilizados na limpeza de m\u00e1quinas, constitui um risco para o consumo de \u00e1guas subterr\u00e2neas, considerando-se a dificuldade de gerir esse passivo ambiental em escala compat\u00edvel com a da demanda de recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o principal alerta de artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s12665-025-12727-x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>publicado<\/strong><\/a>\u00a0na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Environmental Earth Sciences<\/em>.<\/p>\n<p>O trabalho,\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/84496\/estabelecimento-do-modelo-conceitual-hidrogeologico-e-de-transporte-e-destino-de-compostos-organoclo\/?q=2013\/10311-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>apoiado<\/strong><\/a>\u00a0pela FAPESP e assinado por\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/79593\/daphne-silva-pino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Daphne Silva Pino<\/strong><\/a>\u00a0e colaboradores, examina o quadro brasileiro, com foco especial na RMSP.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cChamamos a aten\u00e7\u00e3o para os riscos potenciais associados ao uso de aqu\u00edferos em \u00e1reas industriais antigas ou em reurbaniza\u00e7\u00e3o, em um contexto de monitoramento ainda fragmentado\u201d, diz Pino.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela \u00e9 p\u00f3s-doutoranda no Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (IGC-USP). Seu supervisor,\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/8387\/reginaldo-antonio-bertolo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Reginaldo Antonio Bertolo<\/strong><\/a>, tamb\u00e9m assina o artigo.<\/p>\n<p>Bertolo sintetiza a situa\u00e7\u00e3o: \u201cPara cada tr\u00eas po\u00e7os que s\u00e3o constru\u00eddos, dois s\u00e3o irregulares, no sentido de que o poder p\u00fablico n\u00e3o tem ci\u00eancia da exist\u00eancia deles nem consegue avaliar se a \u00e1gua utilizada oferece risco ao usu\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, clubes, condom\u00ednios, ind\u00fastrias e hospitais figuram entre os principais consumidores do recurso subterr\u00e2neo.<\/p>\n<h3>Desengraxantes industriais<\/h3>\n<p>Entre os principais contaminantes, englobados na categoria \u201csolventes clorados\u201d, destacam-se o percloroetileno (C<sub>\u2082<\/sub>Cl<sub>\u2084<\/sub>) e tricloroetileno (C<sub>\u2082<\/sub>HCl<sub>\u2083<\/sub>), utilizados como desengraxantes industriais.<\/p>\n<p>\u201cEssas subst\u00e2ncias, bastante empregadas na limpeza de pe\u00e7as met\u00e1licas, s\u00e3o altamente t\u00f3xicas\u201d, afirma Pino.<\/p>\n<p>Ela lembra que o percloroetileno tamb\u00e9m foi utilizado durante d\u00e9cadas em lavanderias para lavagem a seco e que a atual legisla\u00e7\u00e3o brasileira ainda permite o uso, apesar de impor diversas\u00a0<a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/anvisa\/2004\/rdc0161_23_06_2004.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>restri\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cDiminuiu bastante o uso, mas esses solventes continuam presentes em ambientes industriais\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Embora esses produtos sejam controlados no \u00e2mbito industrial, informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas sobre quem os utiliza e em que quantidades ainda s\u00e3o escassas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 lacunas regulat\u00f3rias sobre descarte e reciclagem desses solventes.<\/p>\n<p>Do ponto de vista hidrogeol\u00f3gico, o risco n\u00e3o se resume \u00e0 toxicidade.<\/p>\n<p>Bertolo observa que hidrocarbonetos vazados por postos de gasolina tendem a se degradar com maior rapidez.<\/p>\n<p>J\u00e1 os solventes clorados apresentam comportamento mais persistente.<\/p>\n<p>\u201cQuando a degrada\u00e7\u00e3o acontece, formam-se compostos \u2018filhos\u2019 que podem ser ainda mais t\u00f3xicos do que o composto original\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Pino acrescenta que, se h\u00e1 po\u00e7os bombeando em profundidade, isso cria um gradiente hidr\u00e1ulico descendente que facilita o aporte desses contaminantes para n\u00edveis mais profundos do aqu\u00edfero.<\/p>\n<p>Uma das contribui\u00e7\u00f5es centrais do estudo \u00e9 o cruzamento cartogr\u00e1fico entre tr\u00eas camadas de informa\u00e7\u00e3o: zonas industriais, \u00e1reas oficialmente contaminadas por solventes clorados e po\u00e7os de abastecimento.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise mostra que, em S\u00e3o Paulo, essas tr\u00eas dimens\u00f5es frequentemente se sobrep\u00f5em.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/abre-meio-1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-40266\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/abre-meio-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"609\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/abre-meio-1-1.jpg 886w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/abre-meio-1-1-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/abre-meio-1-1-768x585.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/abre-meio-1-1-600x457.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><em>\u00c1rea do bairro da Mooca, uma das regi\u00f5es desindustrializadas da cidade de S\u00e3o Paulo (imagem: Daphne S.Pino).<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"linhas\">\nPino descreve uma das figuras produzidas pelo estudo, que corresponde a uma \u00e1rea do bairro da Mooca, uma das regi\u00f5es da cidade de S\u00e3o Paulo que passaram por importante processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o:\u201cOs pontos azuis representam po\u00e7os de abastecimento conhecidos; os vermelhos, \u00e1reas contaminadas; e os pol\u00edgonos verdes indicam \u00e1reas onde n\u00e3o deveria haver capta\u00e7\u00e3o. O que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a proximidade e at\u00e9 mesmo a sobreposi\u00e7\u00e3o entre po\u00e7os registrados e \u00e1reas contaminadas. O problema torna-se ainda mais grave se considerarmos a predomin\u00e2ncia de po\u00e7os irregulares, que, obviamente, n\u00e3o aparecem na figura\u201d.<\/p>\n<p>O que acontece na Mooca ocorre tamb\u00e9m em outras \u00e1reas desindustrializadas da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o, iniciado ainda no final dos anos 1970, consolidou-se a partir da d\u00e9cada seguinte e acentuou-se cada vez mais desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Por causa dos custos urbanos elevados, muitas empresas transferiram suas f\u00e1bricas para munic\u00edpios da Regi\u00e3o Metropolitana, para o interior paulista ou at\u00e9 mesmo para outros Estados.<\/p>\n<p>O processo deixou atr\u00e1s de si um rastro de galp\u00f5es abandonados e subsolo contaminado.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o simplesmente arruinados, antigos distritos fabris passaram a abrigar atividades de servi\u00e7os, com\u00e9rcio e empreendimentos imobili\u00e1rios em territ\u00f3rios n\u00e3o preparados para essa reconfigura\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-social.<\/p>\n<p>Com base na legisla\u00e7\u00e3o paulista, se existir uma \u00e1rea contaminada em um raio de 500 metros de um po\u00e7o, o respons\u00e1vel deve apresentar relat\u00f3rios de qualidade da \u00e1gua ao \u00f3rg\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Ao aplicar esse crit\u00e9rio aos mapas produzidos no estudo, os autores identificaram 17 aglomera\u00e7\u00f5es de \u00e1reas contaminadas e po\u00e7os cujos raios se sobrep\u00f5em: em regi\u00f5es como Jurubatuba, Jaguar\u00e9, Mooca e Vila Prudente, na capital; e Diadema, Mau\u00e1 e Osasco, na RMSP.<\/p>\n<p>\u201cMuitas dessas \u00e1reas funcionam como fontes multiponto de contamina\u00e7\u00e3o, com plumas que se interceptam.<\/p>\n<p>E h\u00e1 po\u00e7os profundos usados para ingest\u00e3o humana dentro desses cintur\u00f5es\u201d, enfatiza Pino.<\/p>\n<p>O estudo aponta que a gest\u00e3o de \u00e1reas contaminadas costuma ser conduzida no limite de cada propriedade, enquanto a \u00e1gua subterr\u00e2nea ignora fronteiras imobili\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cRemove-se solo superficial para controlar o risco imediato, impedindo, por exemplo, que vapores t\u00f3xicos entrem em edifica\u00e7\u00f5es. Mas grande parte da massa contaminante permanece em profundidade e continua sendo transportada pela \u00e1gua subterr\u00e2nea\u201d, descreve Bertolo.<\/p>\n<h3>Reabilita\u00e7\u00e3o lenta<\/h3>\n<p>At\u00e9 2020, apenas 18,6% dos locais contaminados por solventes clorados haviam sido classificados como \u201creabilitados para o uso declarado\u201d.<\/p>\n<p>Essa categoria n\u00e3o implica na elimina\u00e7\u00e3o completa da massa contaminante, mas em sua redu\u00e7\u00e3o a n\u00edveis considerados aceit\u00e1veis do ponto de vista de risco. Ao analisar o cadastro paulista, os pesquisadores identificaram 596 \u00e1reas com hist\u00f3rico de solventes clorados.<\/p>\n<p>Mais da metade ainda estava em fase de remedia\u00e7\u00e3o, enquanto 26% permaneciam em investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bertolo afirma que a contamina\u00e7\u00e3o tende a se concentrar nos primeiros metros do aqu\u00edfero.<\/p>\n<p>\u201cMas, quando se bombeia a 100 metros de profundidade, cria-se um gradiente descendente que faz com que a \u00e1gua contaminada da zona rasa migre lentamente para baixo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Ele ressalta que camadas geol\u00f3gicas menos perme\u00e1veis podem atuar como filtro natural, mas reconhece incertezas importantes sobre a efic\u00e1cia desse mecanismo ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A toxicidade dos solventes agrava o quadro. \u201cO limite de potabilidade \u00e9 da ordem de partes por bilh\u00e3o\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cUma quantidade m\u00ednima dissolvida j\u00e1 \u00e9 suficiente para comprometer volumes enormes de \u00e1gua.\u201d<\/p>\n<p>Jurubatuba, na zona sul paulistana, aparece no artigo como a \u00e1rea mais estudada da RMSP.<\/p>\n<p>Ainda assim, tr\u00eas quartos dos s\u00edtios ali localizados carecem de informa\u00e7\u00e3o detalhada nos cadastros ambientais.<\/p>\n<p>Metade corresponde a instala\u00e7\u00f5es industriais com hist\u00f3rico documentado de uso de solventes clorados.<\/p>\n<p>Bertolo v\u00ea no monitoramento da regi\u00e3o um ensaio do que poderia ser feito em escala maior, alcan\u00e7ando outras manchas industriais, como partes do ABCD paulista, com atua\u00e7\u00e3o coordenada entre a Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo (Cetesb) e a Ag\u00eancia de \u00c1guas do Estado de S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/www.spaguas.sp.gov.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>SP \u00c1guas<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>\u201cHoje, o cen\u00e1rio exige uma a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, que ultrapasse o caso a caso e direcione a pol\u00edtica p\u00fablica para impedir o uso da \u00e1gua subterr\u00e2nea em \u00e1reas mais amplas. Quando se olha o aqu\u00edfero, delimita\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas r\u00edgidas em torno de um im\u00f3vel n\u00e3o fazem sentido. \u00c9 preciso tratar essas regi\u00f5es como sistemas hidrogeol\u00f3gicos integrados\u201d, acrescenta Pino.<\/p>\n<p>O artigo conclui com um chamado por bases de dados mais robustas, equipes t\u00e9cnicas multidisciplinares e diagn\u00f3sticos regionais sistem\u00e1ticos, capazes de dimensionar a extens\u00e3o real do problema e orientar pol\u00edticas de longo prazo.<\/p>\n<p>Procurada pela\u00a0<strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>, a SP \u00c1guas afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Alto Tiet\u00ea, em linha com iniciativas de analisar o territ\u00f3rio de forma mais ampla e integrada \u2013 principalmente relacionando o bin\u00f4mio \u201c\u00e1guas subterr\u00e2neas e \u00e1reas contaminadas\u201d, promoveu novos estudos hidrogeol\u00f3gicos para a regi\u00e3o de Jurubatuba, por meio da\u00a0<a href=\"https:\/\/fabhat.org.br\/estudos-hidrogeologicos-na-regiao-de-jurubatuba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o Ag\u00eancia de Bacia Hidrogr\u00e1fica do Alto Tiet\u00ea<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cO principal objetivo desse trabalho foi aperfei\u00e7oar o modelo de gest\u00e3o existente na regi\u00e3o, propondo o aprimoramento da integra\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os gestores e ampliando o entendimento sobre o comportamento da \u00e1gua subterr\u00e2nea e o transporte de contaminantes\u201d, diz a nota.<\/p>\n<p>\u201cComo resultado, al\u00e9m da indica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com maior ou menor restri\u00e7\u00e3o de uso das \u00e1guas, o estudo sinalizou que o modelo de gest\u00e3o existente deve estabelecer, entre outras medidas, maior integra\u00e7\u00e3o entre as Pol\u00edticas Estaduais de Recursos H\u00eddricos e de Gerenciamento de \u00c1reas Contaminadas, especialmente diante da rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito j\u00e1 mencionada no trabalho de Pino\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Ainda segundo a SP \u00c1guas, nesse contexto, para o sucesso da aplica\u00e7\u00e3o do modelo de gest\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas proposto em Jurubatuba, os \u00f3rg\u00e3os gestores devem considerar, entre outras medidas, a possibilidade de unifica\u00e7\u00e3o de seus bancos de dados; uma gest\u00e3o adaptativa que consiga ser aprimorada \u00e0 medida que resultados de monitoramentos e outros trabalhos t\u00e9cnicos sejam produzidos; e o estabelecimento de comunica\u00e7\u00e3o simplificada com a popula\u00e7\u00e3o, visando que a complexidade da regi\u00e3o seja traduzida em orienta\u00e7\u00f5es explicitas e acess\u00edveis ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m procurada, a Cetesb n\u00e3o se manifestou at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<em>Overview of groundwater management at sites contaminated by chlorinated solvents in Brazil<\/em>\u00a0pode ser lido em:\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12665-025-12727-x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>link.springer.com\/article\/10.1007\/s12665-025-12727-x<\/strong><\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Tadeu Arantes &#8211; Ag\u00eancia FAPESP &#8211; 30 de abril de 2026 &#8211; Dois ter\u00e7os dos 14 mil po\u00e7os privados existentes na Regi\u00e3o Metropolitana n\u00e3o est\u00e3o formalmente cadastrados e muitos foram perfurados em antigas zonas industriais em processo de reconvers\u00e3o imobili\u00e1ria.\u00a0 Entre os principais contaminantes destacam-se o percloroetileno e o tricloroetileno, utilizados como desengraxantes&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40267,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[9,24,26],"post_series":[],"class_list":["post-40265","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-agua-water","tag-consumo-sustentavel","tag-crime-ambiental","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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