{"id":40361,"date":"2026-06-04T07:30:24","date_gmt":"2026-06-04T10:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=40361"},"modified":"2026-06-03T09:57:13","modified_gmt":"2026-06-03T12:57:13","slug":"microplasticos-e-poluentes-persistentes-estao-presentes-mesmo-em-aguas-profundas-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/microplasticos-e-poluentes-persistentes-estao-presentes-mesmo-em-aguas-profundas-do-brasil\/","title":{"rendered":"Micropl\u00e1sticos e poluentes persistentes est\u00e3o presentes mesmo em \u00e1guas profundas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Juli\u00e3o &#8211; Ag\u00eancia FAPESP \u2013 20 de maio de 2026 &#8211; <span class=\"wpex-text-sm\"><em>Um levantamento em sedimentos, peixes e invertebrados que vivem em \u00e1guas brasileiras profundas, entre 400 e 1.500 metros abaixo da superf\u00edcie, aponta a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos e dos chamados poluentes org\u00e2nicos persistentes (POPs).\u00a0 Foto: Fibra pl\u00e1stica de poliacrilonitrila (canto superior esquerdo) ingerida por pepino-do-mar da esp\u00e9cie\u00a0Deima validum\u00a0(canto inferior esquerdo). Amostra foi analisada pelo primeiro autor do estudo (\u00e0 direita), Gabriel Stefanelli-Silva (imagens: Gabriel Stefanelli-Silva e Marcelo Roberto Souto de Melo)<\/em><\/span><\/p>\n<p>As coletas foram realizadas na Bacia de Santos, distante cerca de 140 quil\u00f4metros da costa.<\/p>\n<p>O estudo foi <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0025326X25016248\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado<\/a><\/strong> no <em>Marine Pollution Bulletin<\/em> por pesquisadores do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IO-USP) e do Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (Ipen).<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 mais um passo para entendermos a ocorr\u00eancia desses poluentes no mar profundo do Brasil. O maior desafio, por\u00e9m, \u00e9 determinar a origem dos compostos, j\u00e1 que tanto micropl\u00e1sticos quanto POPs s\u00e3o transportados na atmosfera, e como eles impactam a fauna de profundidade\u201d, conta <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/703464\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gabriel Stefanelli-Silva<\/a><\/strong>, primeiro autor do estudo, realizado durante doutorado no IO-USP com <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/184961\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bolsa<\/a><\/strong> da FAPESP.<\/p>\n<p>O trabalho teve orienta\u00e7\u00e3o de <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/7072\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Sumida<\/a><\/strong>, coordenador do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o de Mar Profundo (<strong><a href=\"https:\/\/www.io.usp.br\/index.php\/ocean-coast-res\/40-portugues\/infraestrutura\/laboratorios\/402-laboratorio-de-ecologia-e-evolucao-de-mar-profundo-lamp.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LAMP<\/a><\/strong>) do IO-USP.<\/p>\n<p>O estudo integra ainda o projeto \u201c<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/99843\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diversidade e evolu\u00e7\u00e3o de peixes de oceano profundo (DEEP-OCEAN)<\/a><\/strong>\u201d, apoiado pela FAPESP no \u00e2mbito do <strong><a href=\"https:\/\/fapesp.br\/biota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa Biota<\/a><\/strong> e coordenado por <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/84470\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Roberto Souto de Melo<\/a><\/strong>, professor do IO-USP que tamb\u00e9m assina o trabalho.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-40362\" src=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"554\" srcset=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-1024x709.jpg 1024w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-768x532.jpg 768w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-1536x1064.jpg 1536w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-2048x1419.jpg 2048w, https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/onde-achou-microplasticos-na-area-do-atlantico-costa-brasileira-600x416.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\" style=\"font-size: 10px;\">\u00c1reas em que foram coletados organismos e sedimentos de profundidade, na\u00a0Bacia de Santos central (<em>imagem: Gabriel Stefanelli-Silva<\/em>)<\/span><\/p>\n<p>No estudo, duas categorias de POPs foram analisadas em sedimentos e nos peixes: os PCBs (bifenilas policloradas), que s\u00e3o isolantes el\u00e9tricos, e os PBDEs (\u00e9teres difen\u00edlicos polibromados), que atuam como retardantes de chamas.<\/p>\n<p>Nos sedimentos, os \u00fanicos POPs detectados foram os PCBs. J\u00e1 nos peixes as duas classes de poluentes persistentes foram encontradas. Entre as esp\u00e9cies estudadas estavam <em>Parasudis truculenta<\/em>, <em>Hoplostethus occidentalis<\/em>, <em>Coelorinchus marinii<\/em> e <em>Neoscopelus macrolepidotus<\/em>.<\/p>\n<p>As amostras foram obtidas durante dois cruzeiros do navio oceanogr\u00e1fico Alpha Crucis, da USP, que realizou uma s\u00e9rie de coletas para diferentes estudos em setembro e novembro de 2019.<\/p>\n<h3>Micropl\u00e1sticos<\/h3>\n<p>Enquanto a an\u00e1lise dos sedimentos e dos peixes buscou pelos POPs, nos invertebrados o objetivo foi avaliar a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos, que s\u00e3o fragmentos de pl\u00e1stico com menos de 5 mil\u00edmetros de comprimento.<\/p>\n<p>\u201cMesmo quando a origem da polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica \u00e9 a costa, em algum momento essas part\u00edculas chegam ao mar profundo, como \u00e9 chamado todo o ambiente marinho a partir de 200 metros de profundidade.<\/p>\n<p>Organismos detrit\u00edvoros [que se alimentam de detritos no leito marinho] e filtradores s\u00e3o especialmente prop\u00edcios a ingerir micropl\u00e1sticos\u201d, explica Stefanelli-Silva.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, entre as nove esp\u00e9cies de invertebrados analisadas, a que mais continha micropl\u00e1sticos no sistema digest\u00f3rio era o pepino-do-mar <em>Deima validum<\/em>.<\/p>\n<p>De todos os tipos de fibras encontradas, cinco foram classificadas como micropl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Entre os pol\u00edmeros detectados est\u00e3o a poliamida e a poliacrilonitrila, usadas na ind\u00fastria t\u00eaxtil.<\/p>\n<p>J\u00e1 para a poliariletercetona e o poliestireno, que s\u00e3o pl\u00e1sticos resistentes com diversas aplica\u00e7\u00f5es, e o polissulfeto, uma borracha sint\u00e9tica, \u00e9 levantada a possibilidade de que a fonte da contamina\u00e7\u00e3o seja proveniente da ind\u00fastria <em>offshore<\/em> na Bacia de Santos. Atualmente, cinco plataformas atuam na \u00e1rea e seis outras est\u00e3o previstas para 2027.<\/p>\n<p>Para evitar contamina\u00e7\u00e3o das amostras por micropl\u00e1sticos presentes no ambiente de pesquisa, os pesquisadores seguiram um protocolo que inclu\u00eda o uso de roupas e instrumentos de an\u00e1lise sem fibras sint\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi realizado um rigoroso controle de micropl\u00e1sticos nas superf\u00edcies usadas e mesmo do ar do ambiente.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam que este foi um primeiro levantamento, que deve ser aprofundado em estudos futuros.<\/p>\n<p>Em <strong><a href=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/full\/10.1021\/acs.est.4c09487\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trabalho anterior<\/a><\/strong>, Stefanelli-Silva, Sumida e outros pesquisadores analisaram animais coletados na Ant\u00e1rtica entre 1984 e 2016, depositados na Cole\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica Prof. Edmundo F. Nonato, do IO-USP.<\/p>\n<p>Entre os achados, foi encontrado o registro mais antigo da presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos na Ant\u00e1rtica, uma fibra de pouco mais de 2 mil\u00edmetros detectada nas v\u00edsceras de um crust\u00e1ceo pequeno, parecido com um camar\u00e3o e coletado em 1986.<\/p>\n<p>\u201cO mar profundo \u00e9 dif\u00edcil de acessar, tem um custo muito alto para pesquisa, mas \u00e9 muito importante de ser monitorado. A presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos e poluentes persistentes mostra parte do impacto das atividades humanas e como este ambiente n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o distante das pessoas como se pode pensar\u201d, encerra Sumida.<\/p>\n<p>O artigo <em>Microplastics and POPs on the Southwestern Atlantic deep-sea floor: a study of megafauna and sediments<\/em> pode ser lido em:<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0025326X25016248\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0025326X25016248<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Juli\u00e3o &#8211; Ag\u00eancia FAPESP \u2013 20 de maio de 2026 &#8211; Um levantamento em sedimentos, peixes e invertebrados que vivem em \u00e1guas brasileiras profundas, entre 400 e 1.500 metros abaixo da superf\u00edcie, aponta a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos e dos chamados poluentes org\u00e2nicos persistentes (POPs).\u00a0 Foto: Fibra pl\u00e1stica de poliacrilonitrila (canto superior esquerdo) ingerida&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40364,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[146,59],"post_series":[],"class_list":["post-40361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-microplasticos","tag-poluicao-pollution","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - 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