{"id":7636,"date":"2010-10-13T08:00:29","date_gmt":"2010-10-13T11:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=7636"},"modified":"2025-12-05T10:01:47","modified_gmt":"2025-12-05T13:01:47","slug":"agrotoxicos-um-caso-de-saude-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/agrotoxicos-um-caso-de-saude-publica\/","title":{"rendered":"Agrot\u00f3xicos: um caso de Sa\u00fade P\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #008000;\">Segundo Tarc\u00edsio Pinheiro, 75% dos trabalhadores rurais usam agrot\u00f3xicos nas propriedades. Para ele, o uso disseminado dessas subst\u00e2ncias vai elevar o \u00edndice de doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">\u201cHoje, existem mais de 400 princ\u00edpios ativos de agrot\u00f3xicos utilizados isoladamente e combinados com outras subst\u00e2ncias, o que potencializa o efeito\u201d, assinala Tarc\u00edsio Pinheiro, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Essas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, explica o pesquisador, s\u00e3o respons\u00e1veis por doen\u00e7as cr\u00f4nicas e agudas, que nem sempre s\u00e3o diagnosticadas com precis\u00e3o, o que retarda o atendimento e o combate aos agrot\u00f3xicos. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0s doen\u00e7as cr\u00f4nicas, temos um grande problema, pois \u00e9 dif\u00edcil caracteriz\u00e1-las. \u00c9 mais f\u00e1cil identificar os efeitos agudos, uma vez que os trabalhadores conseguem informar de forma mais precisa os sintomas\u201d, aponta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Pinheiro estuda a sa\u00fade de trabalhadores rurais em Minas Gerais e relata que \u00e9 muito comum a utiliza\u00e7\u00e3o de coquet\u00e9is de agrot\u00f3xicos vari\u00e1veis, o que, segundo ele, dificulta \u201ccorrelacionar essas exposi\u00e7\u00f5es com alguns efeitos cr\u00f4nicos\u201d. Em casos graves, a intoxica\u00e7\u00e3o pode levar \u00e0 morte. \u201cTemos situa\u00e7\u00f5es onde o agricultor tem uma exposi\u00e7\u00e3o maci\u00e7a, extensa, grave e \u00e0s vezes fatal, em minutos ou horas.\u201d E enfatiza: \u201cEsses \u00f3bitos acontecem devido a altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas, cardiovasculares e pulmonares\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Em entrevista concedida por telefone \u00e0 IHU On-Line, Pinheiro alerta ainda para um problema grave de intoxica\u00e7\u00e3o. \u201cNos prontos-socorros das grandes cidades brasileiras, nos setores de toxicologia, intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos s\u00e3o a terceira grande causa de atendimentos, perdendo apenas para medicamentos e picadas por animais pe\u00e7onhentos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Pinheiro concluiu o doutorado em Sa\u00fade Coletiva, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a tese intitulada A vigil\u00e2ncia em sa\u00fade do trabalhador no Sistema \u00danico de Sa\u00fade: A vigil\u00e2ncia do conflito e o conflito da vigil\u00e2ncia. Atualmente, \u00e9 professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Confira a entrevista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Quais s\u00e3o os principais riscos \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de pesticidas?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 Existem riscos para a sa\u00fade e para o meio ambiente. Quando pensamos na quest\u00e3o humana, temos uma gama muito ampla de efeitos e impactos agudos e cr\u00f4nicos, que v\u00e3o aparecer anos ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, esses efeitos podem ser localizados \u2013 dependendo da forma de exposi\u00e7\u00e3o \u2013, por exemplo, na pele, nos olhos. Em alguns casos tamb\u00e9m s\u00e3o sist\u00eamicos, ou seja, se espalham pelo corpo, afetando alguns \u00f3rg\u00e3os. Entretanto, as pessoas reagem de maneiras diferentes. Embora tenhamos um patamar mais generalizado, as rea\u00e7\u00f5es s\u00e3o individuais e precisam ser observadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s doen\u00e7as cr\u00f4nicas, temos um grande problema, pois \u00e9 dif\u00edcil caracteriz\u00e1-las. \u00c9 mais f\u00e1cil identificar os efeitos agudos, uma vez que os trabalhadores conseguem informar de forma mais precisa os sintomas. Al\u00e9m do mais, \u00e9 muito comum os trabalhadores rurais utilizarem diversas subst\u00e2ncias, o que chamamos de coquetel de agrot\u00f3xicos vari\u00e1veis. Ao longo dos anos, correlacionar essas exposi\u00e7\u00f5es com alguns efeitos cr\u00f4nicos se torna uma tarefa extremamente minuciosa, j\u00e1 que os sintomas aparecem anos ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o, como o c\u00e2ncer. Essas doen\u00e7as t\u00eam um processo de evolu\u00e7\u00e3o muito intenso e s\u00e3o de certa forma multideterminados. Isso torna o estabelecimento do nexo causal extremamente dif\u00edcil, do ponto de vista cient\u00edfico, uma vez que os efeitos n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos. Um determinado agrot\u00f3xico produz c\u00e2nceres com diferentes caracter\u00edsticas, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 uma especificidade desse tipo de dano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Toxicidade dos agrot\u00f3xicos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Sabemos que, hoje, existem mais de 400 princ\u00edpios ativos de agrot\u00f3xicos utilizados isoladamente e combinados com outras subst\u00e2ncias, o que potencializa o efeito. Al\u00e9m dos princ\u00edpios ativos, encontramos subst\u00e2ncias chamadas inertes, utilizadas no sentido de alterar as a\u00e7\u00f5es e facilitar a absor\u00e7\u00e3o. Essas s\u00e3o capazes de provocar danos mais graves. Al\u00e9m disso, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o classificados do ponto de vista toxicol\u00f3gico numa escala que varia de I a IV, sendo que os de classe toxicol\u00f3gica I s\u00e3o os mais perigosos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Alguns estudos revelam que insetos transmissores de doen\u00e7as, como mal\u00e1ria, leishmaniose e dengue, ficam mais resistentes diante dos agrot\u00f3xicos. \u00c9 poss\u00edvel relacionar os agrot\u00f3xicos a casos de epidemias recentes como a da dengue, por exemplo?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 Do ponto de vista de literatura cient\u00edfica, h\u00e1 uma farta evid\u00eancia de que esse uso de agrot\u00f3xicos, ao longo do tempo, foi capaz de gerar um n\u00edvel enorme de resist\u00eancia das pragas. Assim, esses insetos tiveram uma capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e de resist\u00eancia aos agrot\u00f3xicos maior se comparada a outras esp\u00e9cies. Isso gerou um desequil\u00edbrio: algumas pragas foram eliminadas, mas outras apareceram ainda mais resistentes. O que a hist\u00f3ria tem mostrado \u00e9 que s\u00e3o usados cada vez mais agrot\u00f3xicos, e as pestes est\u00e3o ainda mais resistentes. Para o trabalhador rural, isso \u00e9 muito angustiante porque se gasta muito numa intensidade maior e com efic\u00e1cia menor. Os transg\u00eanicos entram no bojo dessa crise, numa certa perda do combate \u00e0s pragas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Percebemos que a quest\u00e3o da dengue \u00e9 complexa do ponto de vista da sua g\u00eanese, mas temos observado que os setores da Sa\u00fade P\u00fablica respons\u00e1veis pelo combate, al\u00e9m de causarem problemas aos trabalhadores que aplicam essas subst\u00e2ncias, est\u00e3o liberando produtos que n\u00e3o tem sido capazes por si s\u00f3 de controlar os vetores. Isso tem feito com que se mude de estrat\u00e9gias do ponto de vista de combate. H\u00e1, \u00e0s vezes, uma substitui\u00e7\u00e3o de determinados produtos, porque os vetores est\u00e3o \u201cmais acostumados ou resistentes\u201d \u00e0queles anteriores. \u00c9 uma luta que tem se travado, dif\u00edcil e \u00e1rdua quando se trata do controle. Em Belo Horizonte, controlaram a dengue com dois tipos de pesticidas, mas recentemente a prefeitura precisou mudar o produto utilizado. Isso \u00e9 uma evid\u00eancia dessa dificuldade do controle da resist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 A que altera\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, imunol\u00f3gicas e biol\u00f3gicas os trabalhadores expostos aos agrot\u00f3xicos est\u00e3o sujeitos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 Temos situa\u00e7\u00f5es onde o agricultor tem uma exposi\u00e7\u00e3o maci\u00e7a, extensa, grave e \u00e0s vezes fatal, em minutos ou horas. Esses \u00f3bitos acontecem devido a altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas, cardiovasculares e pulmonares. Ent\u00e3o, h\u00e1 um mecanismo de concentra\u00e7\u00e3o nesses \u00f3rg\u00e3os que pode gerar m\u00faltipla fal\u00eancia de sistemas, culminando com morte imediata. Por outro lado, existem situa\u00e7\u00f5es mais leves e banais que por vezes passam desaparecidas, principalmente nas intoxica\u00e7\u00f5es leves. Nesses casos, os sintomas s\u00e3o dor de cabe\u00e7a, transtorno gastrointestinal, um mal-estar geral, ou seja, algum quadro bastante inespec\u00edfico que o trabalhador tem dificuldade de perceber, e o profissional de sa\u00fade, de fazer uma rela\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">O aparelho neurol\u00f3gico psiqui\u00e1trico \u00e9 afetado com frequ\u00eancia e os efeitos s\u00e3o bastante evidentes. Mas alguns efeitos s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem diagnosticados como altera\u00e7\u00e3o reprodutiva, infertilidade, aborto, m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita, quadros asm\u00e1ticos, alergias. Ou seja, temos uma variabilidade muito grande do ponto de vista da apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Um aspecto que tem chamado muita aten\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 o quanto esses produtos afetam o sistema imunol\u00f3gico do ponto de vista negativo. Isso significa abrir uma porta de entrada no nosso organismo para uma s\u00e9rie de infec\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Em que sentido a sa\u00fade dos trabalhadores rurais est\u00e1 sofrendo altera\u00e7\u00f5es nos decorrer dos anos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 O que nos preocupa, do ponto de vista do trabalho rural, \u00e9 o uso bastante disseminado de agrot\u00f3xicos. Trabalhos apontam uma presen\u00e7a acentuada de agrot\u00f3xicos em processos de trabalhos rurais, o que quer dizer que temos, do ponto de vista humano, um grande n\u00famero de pessoas expostas. Aproximadamente, 20% da popula\u00e7\u00e3o vive no meio rural. Se formos fazer um exerc\u00edcio de proje\u00e7\u00e3o imaginando dados que relatam a presen\u00e7a de agrot\u00f3xicos nas propriedades rurais, percebemos que esse n\u00famero chega a 95%, e que, dentre os trabalhadores rurais, 75% usam o agrot\u00f3xico, teremos uma popula\u00e7\u00e3o exposta com um n\u00edvel de grandeza muito grande, ou seja, cerca de 20 milh\u00f5es de pessoas infectadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">O Brasil \u00e9 o maior consumidor de agrot\u00f3xicos no meio rural, e os produtos usados t\u00eam uma toxidade reconhecida, mas n\u00e3o se discutem os impactos humanos e ambientais. Ao mesmo tempo, temos uma dificuldade enorme de controle. Alguns trabalhadores utilizam equipamentos individuais, mas eles s\u00e3o muito desconfort\u00e1veis, al\u00e9m de terem um custo econ\u00f4mico elevado, fazendo com que os mais desfavorecidos n\u00e3o consigam adquirir essas medidas de prote\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Os agricultores t\u00eam consci\u00eancia dos riscos desses adubos qu\u00edmicos ou de fato j\u00e1 s\u00e3o ref\u00e9ns deles?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 Ao lidar com os agricultores, os vendedores referem-se a esses produtos qu\u00edmicos como rem\u00e9dios ou venenos. Ent\u00e3o, n\u00e3o se trata de falta de consci\u00eancia. Os trabalhadores sabem dos riscos e os sentem na pele. Talvez n\u00e3o tenham conhecimento de detalhes t\u00e9cnicos e cl\u00ednicos sofisticados. Entretanto, relatam que querem sair desta situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 por uma quest\u00e3o de risco de sa\u00fade, mas tamb\u00e9m pela quest\u00e3o econ\u00f4mica. O custo de um agrot\u00f3xico de algumas produ\u00e7\u00f5es \u00e9 intenso, chegando a 35% do custeio do produto. Ent\u00e3o, o trabalhador, de modo geral, tem consci\u00eancia dessa situa\u00e7\u00e3o, e tenta buscar novas sa\u00eddas, mas esbarra numa s\u00e9rie de dificuldades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Partindo da perspectiva da Sa\u00fade Coletiva, quais s\u00e3o as propostas para tratar intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 A Sa\u00fade Coletiva tem como foco a abordagem de atuar nas causas das doen\u00e7as. Quando recebemos um caso onde caracterizamos a exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos, esse quadro serve como ponto de partida, porque outros trabalhadores est\u00e3o expostos ou correm o risco de desenvolverem os mesmos sintomas. Isso quer dizer que, al\u00e9m de cuidar do paciente individual, precisamos pensar em medidas do ponto de vista coletivo e de vigil\u00e2ncia. https:\/\/www.munotmetalloys.com\/blog\/buy-generic-tapentadol-online\/  Assim, a abordagem \u00e9 muito mais ampla. A quest\u00e3o dos agrot\u00f3xicos n\u00e3o \u00e9 eminentemente m\u00e9dica, mas diz tamb\u00e9m respeito aos economistas, soci\u00f3logos, engenheiros agr\u00f4nomos, profissionais da terra, no sentido de buscarmos solu\u00e7\u00f5es. Particularmente, penso que, se temos um determinado agente capaz de gerar danos \u00e0 sa\u00fade, precisamos pensar em alternativas de produ\u00e7\u00e3o sem a utiliza\u00e7\u00e3o desses produtos. Do ponto de vista dos agrot\u00f3xicos, mais do que fazer milhares de investimentos para buscar os efeitos e identificarmos os danos, devemos procurar alternativas que significassem o n\u00e3o uso dessas subst\u00e2ncias, ou seja, eliminar o mal pela raiz. A solu\u00e7\u00e3o definitiva para o problema significa rever a supera\u00e7\u00e3o do uso do agrot\u00f3xico, e acho pouco prov\u00e1vel conseguir, com educa\u00e7\u00e3o e equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, superar esse problema, ainda mais quando pensamos do ponto de vista ambiental. Como vamos preservar os peixes, por exemplo? Vamos prescrever equipamentos de prote\u00e7\u00e3o para toda a gama de esp\u00e9cies? Acredito que somos capazes de buscar alternativas. H\u00e1 uma s\u00e9rie de t\u00e9cnicas na agricultura org\u00e2nica e na agroecologia para produzir e abastecer mercados, sem riscos. Esse \u00e9 nosso grande desafio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 As doen\u00e7as e intoxica\u00e7\u00f5es causadas pelos agrot\u00f3xicos j\u00e1 representam um caso de Sa\u00fade P\u00fablica no pa\u00eds?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Tarc\u00edsio Pinheiro \u2013 Sim, apesar de toda a dificuldade que temos do ponto de vista do reconhecimento e da notifica\u00e7\u00e3o. Os casos de intoxica\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos s\u00e3o t\u00e3o relevantes que hoje, no pa\u00eds, somos obrigados a notificar o caso de intoxica\u00e7\u00e3o por esses produtos qu\u00edmicos. Nos prontos-socorros das grandes cidades brasileiras, nos setores de toxicologia, intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos s\u00e3o a terceira grande causa de atendimentos, perdendo apenas para medicamentos e picadas por animais pe\u00e7onhentos. Isso \u00e9 grave e movimenta aproximadamente 15% do servi\u00e7o de toxicologia. Ent\u00e3o, \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o preocupante. Temos uma popula\u00e7\u00e3o exposta de magnitude importante, e isso torna a quest\u00e3o, no meu entender, um grave problema de Sa\u00fade P\u00fablica que precisa ser tratado. Nos pa\u00edses europeus, o tratamento de intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos \u00e9 prioridade do ponto de vista de Sa\u00fade P\u00fablica. No Brasil, estamos melhorando a notifica\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Fonte &#8211; Tarc\u00edsio Pinheiro, IHU Online \/ EcoDebate de 12 de junho de 2010<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Tarc\u00edsio Pinheiro, 75% dos trabalhadores rurais usam agrot\u00f3xicos nas propriedades. 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