{"id":7657,"date":"2010-10-21T08:00:28","date_gmt":"2010-10-21T11:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=7657"},"modified":"2010-10-21T08:00:28","modified_gmt":"2010-10-21T11:00:28","slug":"o-glifosato-e-a-criacao-de-superervas-daninhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/o-glifosato-e-a-criacao-de-superervas-daninhas\/","title":{"rendered":"O glifosato e a cria\u00e7\u00e3o de superervas daninhas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #008000;\">Trinta anos depois da introdu\u00e7\u00e3o da transgenia, a agricultura sofre com um monstro criado pela pr\u00e1tica. O Roundup, herbicida j\u00e1 antigo, mas poderoso, utilizado em planta\u00e7\u00f5es de soja transg\u00eanica, est\u00e1 transformando as ervas daninhas que deveria eliminar em verdadeiras superervas, resistentes aos inseticidas dispon\u00edveis no mercado. Por\u00e9m, de acordo com o engenheiro-agr\u00f4nomo e pesquisador da Embrapa, Dion\u00edzio Grazziero, o glifosato, apesar de ser mol\u00e9cula remota, na rela\u00e7\u00e3o com outros produtos, tem caracter\u00edsticas modernas para atender quest\u00f5es importantes ligadas ao ambiente e \u00e0 sa\u00fade. \u201cAcho que todo o produto usado inadequadamente, mesmo sal de cozinha ou aspirina, pode criar um problema colateral. O que apareceu, depois que surgiu a soja modificada geneticamente, foram muitos questionamentos a respeito do produto, principalmente ideol\u00f3gicos. Na verdade, isso n\u00e3o tem nada a ver, pois temos que nos basear nas quest\u00f5es t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, n\u00e3o na ideologia\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Em entrevista, por telefone, \u00e0 IHU On-Line, Grazziero destaca que, apesar da discuss\u00e3o girar em torno do uso dos agrot\u00f3xicos nas culturas transg\u00eanicas nos Estados Unidos, precisamos refletir sobre a posi\u00e7\u00e3o do Brasil, que, segundo o pesquisador, tem uma cultura e um n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o muito desenvolvidos. \u201cJ\u00e1 tive a oportunidade de estar nos Estados Unidos e acho que temos uma agricultura mais complexa. Nossa pesquisa e boa parte dos agricultores que hoje est\u00e3o se dando bem adotam sistemas de produ\u00e7\u00e3o que levam em conta rota\u00e7\u00e3o de culturas, de produtos, e toda essa gama de informa\u00e7\u00f5es que a pesquisa agropecu\u00e1ria brasileira tem e que fornece ao agricultor. Ganhamos em um comparativo com a agricultura nos EUA\u201d, frisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero possui gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia pela Universidade Federal do Paran\u00e1, mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (2003). Atualmente, \u00e9 Pesquisador II da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (EMBRAPA SOJA).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 O que aponta o relat\u00f3rio elaborado pelo comit\u00ea do Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos sobre culturas geneticamente modificadas e o uso de pesticidas?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 Quando tratamos deste tema, temos que separar o problema da resist\u00eancia de plantas a herbicidas ou inseticidas ou qualquer coisa parecida, porque essas plantas s\u00e3o geneticamente modificadas atrav\u00e9s da m\u00e3o do homem, das plantas resistentes aos herbicidas. Essas s\u00e3o plantas que existem na natureza cuja popula\u00e7\u00e3o possui bi\u00f3tipos suscet\u00edveis e outros resistentes aos herbicidas. Acontece que esses bi\u00f3tipos s\u00e3o selecionados em pr\u00e1ticas que temos nas lavouras, como, por exemplo, o uso continuado do mesmo herbicida. Com isso, vamos matando os bi\u00f3tipos suscet\u00edveis, e v\u00e3o ficando os bi\u00f3tipos resistentes. \u00c9 isso que acontece hoje em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos materiais da natureza que s\u00e3o destinados a um fator qualquer, que pode ser resist\u00eancia a herbicidas, doen\u00e7as ou pragas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Como e quando surgiu o Roundup?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 O Roundup \u00e9 um herbicida que surgiu em meados dos anos 1970, portanto, podemos consider\u00e1-lo antigo. Quando surgiu, foi um produto que entrou no segmento de desseca\u00e7\u00e3o de plantas daninhas. Foi pra isso que ele foi desenvolvido naquela \u00e9poca. Assim ele continuou sendo considerado at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990. Em lavouras frut\u00edferas, ele era utilizado nas entrelinhas, com uso de p\u00f3s-emerg\u00eancia para eliminar ervas daninhas. No caso da soja, do trigo e do milho, ele era utilizado no per\u00edodo entre as culturas. Hoje, mais de 150 esp\u00e9cies de plantas e ervas daninhas est\u00e3o registradas para controle por Roundup. Na d\u00e9cada de 1970, ele custava muito caro, lembro que o pre\u00e7o girava em torno de 25 d\u00f3lares o litro. E era um d\u00f3lar muito mais valorizado do que o atual. O tempo foi passando, e o Roundup passou a ser cada vez mais utilizado nas lavouras de milho, trigo, soja, frut\u00edferas e caf\u00e9. At\u00e9 que por volta dos anos 1990, a empresa modificou geneticamente as plantas de soja para que pudessem resistir ao uso desse produto. Antes, ele era um produto n\u00e3o seletivo. Depois, com o surgimento das plantas geneticamente modificadas, esse produto passou a ser utilizado tamb\u00e9m na cultura da soja.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Que tipo de superervas daninhas o herbicida Roundup anda criando?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 Os EUA j\u00e1 s\u00e3o conhecedores do problema da resist\u00eancia h\u00e1 muitos anos, mas n\u00f3s no Brasil come\u00e7amos a ter esse problema no final dos anos 1980. E a\u00ed n\u00f3s, pesquisadores, come\u00e7amos a fazer programas de preven\u00e7\u00e3o e alerta. S\u00f3 a partir de 2004, oficialmente, a soja resistente ao Roundup come\u00e7ou a ser usada. Mas, no Rio Grande do Sul e, depois, em parte do Paran\u00e1, come\u00e7ou a entrar muita semente contrabandeada da Argentina, e j\u00e1 se usava a soja modificada a partir de 1998 com muita frequ\u00eancia, porque, do ponto de vista t\u00e9cnico, ele \u00e9 um produto que elimina a planta daninha com mais facilidade do que os herbicidas normais daquela \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Podemos trocar, ali\u00e1s, o Roundup por glifosato. Isso porque o Roundup \u00e9 uma marca comercial. H\u00e1 diferentes formula\u00e7\u00f5es de herbicidas com a marca Roundup, mas existem outros produtos que tamb\u00e9m usam o glifosato. O Roundup-ready, por exemplo, \u00e9 uma formula\u00e7\u00e3o especial, mas n\u00e3o deixa de ser glifosato. O glifosato \u00e9 um produto t\u00e9cnico, e o mais comum \u00e9 aquele criado na d\u00e9cada de 1970 e que at\u00e9 hoje \u00e9 utilizado. Depois foram feitas melhoras nele, e uma delas \u00e9 o Roundup-ready, que \u00e9 permitido utilizar na soja transg\u00eanica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Passamos a chamar de resistentes um produto que matava uma esp\u00e9cie e deixou de fazer isso, deste modo, a planta resistente passou a crescer dentro do campo. Assim surgiu a soja transg\u00eanica. Ela ainda n\u00e3o estava oficialmente liberada, principalmente no RS. Quando o pessoal come\u00e7ou a perceber o efeito que esse glifosato fazia, todos procuraram utilizar a soja transg\u00eanica, pois tinha maior controle da planta daninha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Hoje, o problema da planta daninha est\u00e1 ligado ao glifosato, n\u00e3o necessariamente \u00e0 soja transg\u00eanica. Pois, na verdade, o que temos, no Brasil, como o problema da resist\u00eancia buva, que encontramos bastante no Rio Grande do Sul. At\u00e9 existem relatos disso, como o do amendoim bravo resistente ao glifosato, mas ainda \u00e9 uma quest\u00e3o de baixa resist\u00eancia. Essas esp\u00e9cies de plantas se estabelecem no per\u00edodo de entressafra, uma vez que t\u00eam a capacidade de multiplica\u00e7\u00e3o e estabelecimento muito grande, elas foram, ent\u00e3o, ganhando espa\u00e7o. At\u00e9 porque, muitos bi\u00f3tipos no meio dessas plantas j\u00e1 eram resistentes ao glifosato, por uma quest\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o natural. Os indiv\u00edduos mais aptos sobrevivem, j\u00e1 dizia Darwin. Isso, de certa forma, tamb\u00e9m vale para o problema dos Estados Unidos, mas \u00e9 prefer\u00edvel tratarmos de nossos problemas aqui no pa\u00eds. Os agricultores americanos, tais quais os brasileiros, acabam usando um determinado tipo de produto, mas as ervas t\u00eam tipos variados. Eles t\u00eam muitos problemas com o Caruru e a buva. Por\u00e9m, a causa do problema, que foi o uso indiscriminado do mesmo mecanismo de a\u00e7\u00e3o, acabou elevando o problema da sele\u00e7\u00e3o das plantas resistentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Interagimos muito com o pessoal da Embrapa do Rio Grande do Sul, pois temos um problema muito semelhante no Paran\u00e1, embora o estado tenha algumas mudan\u00e7as. N\u00f3s utilizamos muito milho safrinha, o que facilita a germina\u00e7\u00e3o dessas plantas resistentes. Nossos problemas ligados ao glifosato s\u00e3o, principalmente, de plantas que est\u00e3o na entressafra. Temos outra esp\u00e9cie que est\u00e1 surgindo, que existe muito no Paraguai, atrav\u00e9s de sementes carregadas pelo vento e que tamb\u00e9m come\u00e7ou a criar problemas no Paran\u00e1. Esta planta, que chamamos de capim amargoso ou digitaria insularis, tamb\u00e9m pode acontecer dentro da cultura, mas \u00e9 caracter\u00edstica da entressafra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">A solu\u00e7\u00e3o existe. Normalmente quando se tem problema de resist\u00eancia, o agricultor pode estar certo que tamb\u00e9m ter\u00e1 problemas t\u00e9cnicos e de custos. Se havia um produto que controlava uma erva importante e que, de repente, n\u00e3o controla mais, provavelmente vai se continuar usando esse produto, j\u00e1 que ele controla um grande n\u00famero de esp\u00e9cies, mas ter\u00e1 que ser colocado outro produto para poder controlar aquela esp\u00e9cie. Isso, al\u00e9m de dificuldades t\u00e9cnicas, tamb\u00e9m representa aumento no custo de produ\u00e7\u00e3o. Uma dor de cabe\u00e7a muito grande para n\u00f3s t\u00e9cnicos e para os agricultores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">\u00c9 importante lembrar tamb\u00e9m que o problema n\u00e3o est\u00e1 somente no Rio Grande do Sul e no Paran\u00e1, est\u00e1 no Brasil inteiro. Por\u00e9m, os problemas no Brasil central ainda s\u00e3o mais fortes, em rela\u00e7\u00e3o a esses inibidores de produtos convencionais, como a ALS e a ACCase. Esse problema est\u00e1 ligado a uma pr\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 recomendada. Abandonamos, na agricultura como um todo, sem apontar culpados, os conceitos b\u00e1sicos de manejo de plantas daninhas e de sistemas de produ\u00e7\u00e3o, isso inclui rota\u00e7\u00e3o de cultura, uso de coberturas mortas e uma agricultura mais diversificada no sentido de diminuir os problemas de doen\u00e7as, de pragas e plantas daninhas. At\u00e9 por uma quest\u00e3o econ\u00f4mica, seguimos por uma monocultura ou um padr\u00e3o de cultura, no qual negligenciamos os sistemas de produ\u00e7\u00e3o. Todas essas coberturas nos ajudam a controlar a planta daninha e em todas as etapas de controle de doen\u00e7as. Infelizmente, abandonamos esses conceitos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Foi o herbicida que criou a resist\u00eancia?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 N\u00e3o, o herbicida n\u00e3o causa a resist\u00eancia. A resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 causada, ela est\u00e1 a\u00ed, s\u00e3o bi\u00f3tipos que j\u00e1 existem e t\u00eam a capacidade gen\u00e9tica de suportar esses produtos. O herbicida n\u00e3o causou, ele selecionou. Por tr\u00e1s dele, tamb\u00e9m est\u00e1 o homem. O problema \u00e9 grave e traz uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias t\u00e9cnicas e econ\u00f4micas, mas ainda temos a solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel convivermos com esse problema, por\u00e9m, \u00e9 preciso estar atento porque, se continuarmos com essa agricultura de monocultura que temos hoje, ficar\u00e1 cada vez mais complicado. Nessa agricultura, muitas vezes, n\u00e3o atentamos para detalhes pequenos. Outro dia estive em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, na Bahia, e um colega engenheiro agr\u00f4nomo falou que um agricultor tinha levado a m\u00e1quina, n\u00e3o a limpou e introduziu buva resistente ao glifosato nesta regi\u00e3o. S\u00e3o esses detalhes simples que t\u00eam um reflexo t\u00e9cnico e econ\u00f4mico fundamental. Essas ervas n\u00e3o s\u00e3o super-resistentes, s\u00e3o resistentes por um processo natural, mas n\u00f3s homens acabamos dando a chance de serem selecionadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o a outros herbicidas, o glifosato \u00e9 mais ou menos prejudicial?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 O glifosato \u00e9 uma mol\u00e9cula antiga e tem caracter\u00edsticas importantes ligadas \u00e0s quest\u00f5es do ambiente. Acho que todo o produto usado inadequadamente, mesmo sal de cozinha ou aspirina, pode criar um problema colateral. Eu, que comecei a trabalhar na Embrapa em 1975, acompanhei a fase que t\u00ednhamos produtos altamente t\u00f3xicos, prejudiciais ao meio ambiente. Percebi que houve uma evolu\u00e7\u00e3o muito grande na ind\u00fastria, de l\u00e1 para c\u00e1. Mesmo o herbicida sendo um produto l\u00e1 da d\u00e9cada de 1970, ele tem caracter\u00edsticas importantes em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente e ao homem. O que apareceu, depois que surgiu a soja modificada geneticamente, foram muitos questionamentos a respeito do produto, inclusive ideol\u00f3gicos. Na verdade, isso n\u00e3o tem nada a ver, pois temos que nos basear nas quest\u00f5es t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, n\u00e3o na ideologia. Em rela\u00e7\u00e3o aos outros produtos, o glifosato \u00e9 um produto que tem caracter\u00edsticas modernas, de atender quest\u00f5es importantes ligadas ao ambiente e a sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Como o senhor v\u00ea a quest\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o do glifosato?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 J\u00e1 enfrentei diversas situa\u00e7\u00f5es, e, como pesquisador, com 35 anos de trabalho nesta \u00e1rea, baseio-me nas quest\u00f5es t\u00e9cnicas. Acho que devemos ter dados concretos para poder falar, devemos nos basear em situa\u00e7\u00f5es reais e t\u00e9cnicas. Entendemos muito dos problemas ligados \u00e0 agricultura, outros segmentos da ci\u00eancia entendem muito dos problemas relacionados com o meio ambiente, outro entende a quest\u00e3o da sa\u00fade, e assim por diante. Eu, particularmente j\u00e1 tive a oportunidade de ser um consultor de minist\u00e9rios, onde pude manifestar minha opini\u00e3o junto a outros consultores de meio ambiente, sa\u00fade e agricultura, e discuti a quest\u00e3o da transgenia e do uso do glifosato. Limito-me \u00e0s quest\u00f5es agron\u00f4micas. Deste ponto de vista, a proibi\u00e7\u00e3o do glifosato deve ser provada, j\u00e1 que n\u00e3o existe uma raz\u00e3o para isso. Em segundo lugar, ser\u00e1 um desastre se isso acontecer. Precisamos entender o que acontece no campo. Se algum problema grave, como foi levantado v\u00e1rias vezes, for comprovado dentro de metodologias que s\u00e3o aceitas internacionalmente, deve se discutir e se aceitar que seja um problema, mesmo que este seja utilizado dentro dos padr\u00f5es recomendados. Mas, at\u00e9 l\u00e1, proibir por proibir causar\u00e1 um impacto violento ao agricultor, \u00e0 agricultura, ao agroneg\u00f3cio e ao sistema de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>IHU On-Line \u2013 Sobre a situa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o ao uso dos agrot\u00f3xicos nas culturas transg\u00eanicas, como o senhor analisa e compara com a situa\u00e7\u00e3o atual do Brasil?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Dion\u00edzio Grazziero \u2013 J\u00e1 tive a oportunidade de estar nos Estados Unidos, em semin\u00e1rios que realizamos sobre o tema da resist\u00eancia no Brasil. Acho que temos uma agricultura mais complexa. Os EUA t\u00eam per\u00edodos bem definidos, por causa das nevascas, quando a agricultura zera. Embora existam plantas como a buva, por exemplo, que desaparecem, mas rebrotam quando o tempo esquenta. Temos uma filosofia que deve ser engrandecida. Nossa pesquisa e boa parte dos agricultores que hoje est\u00e3o se dando bem, adotam sistemas de produ\u00e7\u00e3o que levam em conta a rota\u00e7\u00e3o de culturas, de produtos, e toda essa gama de informa\u00e7\u00f5es que a pesquisa agropecu\u00e1ria brasileira tem e que fornece ao agricultor. Por exemplo, a buva, planta de linha resistente ao glifosato, \u00e9 de dif\u00edcil controle, mas tem solu\u00e7\u00e3o quando integramos m\u00e9todos de controle. Se n\u00f3s deixarmos uma \u00e1rea em pozil e quisermos controlar no momento de fazer o plantio da soja, teremos muito problema. Gastar\u00edamos muito dinheiro e n\u00e3o ir\u00edamos controlar. Mas se fizermos isso integrado com o plantio de aveia ou milho, manejando adequadamente dentro das indica\u00e7\u00f5es feitas pela pesquisa, \u00e9 poss\u00edvel controlar sem problemas, sem convivermos com essas esp\u00e9cies.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">No in\u00edcio, quando apareceram essas esp\u00e9cies, tivemos perdas incr\u00edveis de rendimento. Essas plantas vieram das entressafras, como a buva, que nasce entre os meses de junho e julho, que os agricultores achavam que tinham controlado, mas que reaparecia na cultura da soja. Nestas condi\u00e7\u00f5es, temos diversas alternativas. Temos t\u00e9cnicas e poder\u00edamos fazer isso no Brasil com muita facilidade, coisa que normalmente os agricultores nos EUA t\u00eam muito mais dificuldade, at\u00e9 por uma quest\u00e3o de clima. Percebemos que temos uma cultura mais ligada \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas de produ\u00e7\u00e3o que contemplem m\u00e9todos de controle e rota\u00e7\u00e3o de cultura. Mas, \u00e9 claro que entendemos o problema do agricultor, das pol\u00edticas agr\u00edcolas que n\u00e3o o estimulam na quest\u00e3o t\u00e9cnica. Temos uma cultura e um n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o muito desenvolvidos, e ganhamos em um comparativo com a agricultura nos EUA. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Fonte &#8211; com Dion\u00edzio Grazziero,\u00a0IHU On-line \/ Ecodebate de 13 de maio de 2010<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trinta anos depois da introdu\u00e7\u00e3o da transgenia, a agricultura sofre com um monstro criado pela pr\u00e1tica. O Roundup, herbicida j\u00e1 antigo, mas poderoso, utilizado em planta\u00e7\u00f5es de soja transg\u00eanica, est\u00e1 transformando as ervas daninhas que deveria eliminar em verdadeiras superervas, resistentes aos inseticidas dispon\u00edveis no mercado. 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