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O perigo invisível do plástico no nosso dia a dia

Por FUNVERDE – 1 de agosto de 2025 – Microplásticos estão presentes em todos os locais do planeta. Como eles nos afetam no nosso dia a dia.

Você sabia que o ar que respiramos dentro de casa ou no carro pode estar carregado de microplásticos?

Um estudo recente publicado na revista PLOS ONE (2025) revela que essas minúsculas partículas de plástico, menores que 10 micrômetros, estão presentes em ambientes internos e podem ser inaladas em quantidades alarmantes.

A FUNVERDE alerta desde sempre: o uso desordenado de plásticos no cotidiano está poluindo até o ar que respiramos, trazendo riscos à saúde e ao meio ambiente. (Já foram encontrados microplásticos em todos os orgãos importantes do corpo humano)

Sobre o estudo

O estudo, conduzido por pesquisadores em Toulouse, na França, analisou a concentração de microplásticos (MPs) no ar de residências e cabines de carros usando uma técnica avançada chamada espectroscopia Raman.

Os resultados são preocupantes:

  1. Alta concentração no ar interno: Em residências, a concentração média de microplásticos suspensos no ar foi de 528 MPs por metro cúbico. Já nas cabines de carros, esse número foi ainda maior, chegando a 2.238 MPs por metro cúbico.

  2. Tamanho perigoso: 94% dos microplásticos encontrados tinham entre 1 e 10 micrômetros, pequenos o suficiente para penetrar profundamente nos pulmões, podendo causar inflamações e doenças respiratórias.

  3. Tipos de plásticos: Em casas, o polietileno (PE), comum em sacolas e embalagens, foi o principal tipo de microplástico (76%). Nos carros, a poliamida (PA), usada em estofados, dominou (25%), junto com outros plásticos como ABS e PET, presentes em painéis e interiores.

  4. Inalação diária: Um adulto pode inalar cerca de 68.000 microplásticos por dia em ambientes internos, enquanto crianças inalam cerca de 47.000. Essas partículas podem atravessar barreiras celulares, entrar na corrente sanguínea e causar problemas como estresse oxidativo e até danos a órgãos.

O estudo destaca que passamos cerca de 90% do nosso tempo em ambientes internos, o que aumenta significativamente nossa exposição a esses poluentes invisíveis.

Os microplásticos no ar vêm da degradação de objetos plásticos do dia a dia, como embalagens, roupas sintéticas, móveis e até componentes de carros.

Por que precisamos nos preocupar?

Microplásticos menores que 10 micrômetros (MP1–10 µm) são muito perigosos porque podem alcançar as partes mais profundas dos pulmões, onde causam inflamação e aumentam o risco de doenças como bronquite e asma.

Além disso, essas partículas podem carregar substâncias tóxicas, como metais pesados e poluentes orgânicos, que, ao entrarem no corpo, podem desregular hormônios, comprometer o sistema imunológico e até elevar o risco de câncer.

Outro ponto alarmante é que microplásticos maiores (10–300 µm), que são retidos nas vias respiratórias superiores, podem ser engolidos após a limpeza natural do corpo, indo parar no sistema digestivo.

Isso significa que a inalação de microplásticos também contribui para a acumulação dessas partículas no intestino, somando-se ao que já ingerimos por alimentos e bebidas.

O uso de plásticos no dia a dia contribui para o problema?

O estudo aponta que os microplásticos no ar são resultado do uso generalizado e do descarte inadequado de plásticos.

Sacolas, embalagens, roupas de poliéster, tapetes sintéticos e até o desgaste de móveis e acessórios automotivos liberam essas partículas ao longo do tempo.

Quando varremos a casa, abrimos uma embalagem ou dirigimos, microplásticos podem se soltar e ficar suspensos no ar, prontos para serem inalados.

No Brasil, onde a gestão de resíduos plásticos ainda enfrenta desafios, como a falta de reciclagem eficiente e o uso excessivo de descartáveis, o problema pode ser ainda mais grave.

Cada item plástico que usamos e descartamos sem cuidado contribui para a poluição do ar, da água e do solo.

Como reduzir esse risco?

A Funverde acredita que todos podemos fazer a diferença com ações simples e conscientes no dia a dia.

Aqui estão algumas sugestões para diminuir a presença de microplásticos no ar que respiramos:

  1. Reduza o uso de plásticos descartáveis: Evite sacolas, copos, canudos e embalagens plásticas. Opte por alternativas reutilizáveis, como sacolas de pano, garrafas de vidro ou inox e talheres de metal.

  2. Escolha materiais naturais: Prefira roupas, tapetes e móveis feitos de algodão, lã ou madeira, que liberam menos microplásticos em comparação com sintéticos como poliéster e náilon.

  3. Mantenha ambientes ventilados e limpos: Abra janelas regularmente para melhorar a circulação do ar e use aspiradores com filtros HEPA para capturar partículas finas, incluindo microplásticos.

  4. Apoie a reciclagem: Separe o lixo corretamente e participe de programas locais de coleta seletiva para reduzir o descarte inadequado de plásticos.

  5. Cobre mudanças: Exija que empresas reduzam o uso de plásticos em seus produtos e embalagens e apoie políticas públicas que proíbam descartáveis e incentivem a economia circular.

O quê fazer?

O estudo da PLOS ONE nos mostra que os microplásticos estão mais próximos do que imaginamos: no ar que respiramos em casa, no carro, no trabalho.

Cada escolha que fazemos no dia a dia, desde recusar um canudo até optar por produtos sustentáveis, pode ajudar a reduzir essa poluição invisível.

A Funverde convoca todos a repensarem o uso de plásticos e a adotarem hábitos mais conscientes. Juntos, podemos proteger nossa saúde e construir um futuro com menos plástico e mais qualidade de vida.

Quer saber mais sobre como combater a poluição por plásticos? Acompanhe as ações da Funverde e participe das nossas iniciativas!

funverde

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