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Maringá avança rumo à construção carbono neutro e moradias acessíveis

Por FUNVERDE – 18 de novembro de 2025 – Um novo processo de construção utilizando Madeira Enegenheirada está sendo proposto pelo poder publico em Maringá – Imagem: IA Chatgpt.

Maringá deu mais um passo importante na agenda ambiental ao apresentar, durante a COP 30 em Belém, uma proposta inovadora de legislação voltada para incentivar construções carbono neutro e promover projetos de moradias acessíveis na cidade.

A iniciativa coloca o município entre os protagonistas brasileiros na busca por soluções urbanas sustentáveis e inclusivas.

A nova legislação oferece incentivos urbanísticos para empreendimentos que adotem técnicas de construção de baixo impacto ambiental, como o uso de madeira engenheirada e outros materiais de origem natural que reduzem a emissão de carbono.

Esse tipo de madeira, por exemplo, consegue armazenar até 1 tonelada de CO₂ por metro cúbico, contribuindo diretamente para a descarbonização das cidades.

Entre os benefícios previstos, destaca-se a possibilidade de acrescentar até cinco pavimentos adicionais sem custo de outorga onerosa, desde que o projeto atenda aos critérios de sustentabilidade definidos pelo município. A lei também incentiva:

  1. fachadas ativas e uso misto, integrando moradia e comércio,
  2. calçadas mais largas e mais áreas públicas,
  3. espaços urbanos mais vibrantes e saudáveis para a população.

Além do setor privado, a prefeitura de Maringá assumiu o compromisso de acelerar a descarbonização das obras públicas.

Um dos primeiros exemplos será a nova sede do Corpo de Bombeiros, que terá 2.000 m² construídos inteiramente com madeira engenheirada — um marco inédito para a cidade.

A gestão municipal estima investir mais de R$ 100 milhões a partir de 2026 em projetos de construção carbono neutro ou “carbono zero”, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e o combate à crise climática.

Outro eixo fundamental da proposta é a habitação social.

O projeto abre caminho para o desenvolvimento de moradias destinadas a famílias de baixa renda ou sem renda, promovendo inclusão social e melhorando a qualidade de vida nos bairros mais vulneráveis.

Para a FUNVERDE, iniciativas como essa mostram que Maringá está no rumo certo: mais verde, mais humana e mais resiliente. Incentivar tecnologias limpas e ampliar o acesso à moradia sustentável é essencial para construir uma cidade preparada para o futuro — e para inspirar outros municípios brasileiros a seguirem o mesmo caminho.

 

funverde

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