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Amiga natural
Prefeitura de Belo Horizonte disponibiliza joaninhas para combate a pragas em hortas e jardins
De Maria Eduarda Faria 12/11/2019
Imagem Ilustrativa/Elements/Reprodução
Famosas na cultura popular por atrair a sorte, as joaninhas passaram a ser os novos amuletos dos belo-horizontinos. É que a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) desenvolveu uma biofábrica para criá-las a fim de combater pragas de hortas e jardins, sem fazer uso de agrotóxicos ou pesticidas.
Além de serem utilizadas pela gestão pública, as joaninhas são distribuídas, de forma GRATUITA, diariamente para a população. Em cinco meses, foram disponibilizados 25 mil insetos da espécie. E você também pode contar com tais ajudantes. Vem ver como!
Segundo o gerente de Ações para Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Dany Sílvio Amaral, a experimentação do projeto teve início há quase dois anos e diante dos resultados positivos, as joaninhas começaram a ser distribuídas na capital mineira. “A ideia veio em 2017, quando descobrimos que na França tinha uma biofábrica dessa. Levamos a proposta para a prefeitura que logo a transformou em um planejamento estratégico”, conta ao BHAZ.

O profissional completa dizendo que o processo de criação teve início em maio de 2018 e em outubro do mesmo ano já estavam sendo realizados testes em algumas hortas. “Começamos a fazer as experimentações locais e foi um sucesso. As joaninhas e os crisopídeos exterminaram a maior parte das pragas existentes. Então, aumentamos a produção dos insetos e, a partir de julho deste ano, começamos com a distribuição para quem se interessasse”, diz Dany.
As duas espécies escolhidas são as principais predadoras de recorrentes pragas ambientais. Tanto na fase larval, como na fase adulta, as joaninhas se alimentam de pulgões, ácaros e percevejos. Já as larvas de crisopídeos consomem pulgões, cochonilhas, ácaros, tripes, lagartas pequenas e mosca-branca. Ao colocar as larvas no meio ambiente, elas mantém a biodiversidade.

Kit joaninha
Ter esses novos aliados em casa é fácil! Para receber os kits de joaninhas, o interessado deve apenas preencher um formulário no portal de serviços da prefeitura (clique AQUI). Com o pedido autorizado, o solicitante será convocado por e-mail a ir buscar os kits na Casa Amarela do Parque da Mangabeiras ou na Secretaria de Meio Ambiente, no Centro da capital.
As larvas dos insetos são distribuídas GRATUITAMENTE à população em frascos que contém serragem e, em média, 10 insetos. Cada pessoa tem direito a três potes. “Liberamos os insetos em fase larval por se tratar de sua fase inicial, dessa forma se alimentam mais. Além disso é um período que por exemplo a joaninha ainda não voa, então não corre risco dela sumir da plantação”, explica Dany Sílvio ao BHAZ.

“A meta de demanda até 2020 é de 60 mil larvas, mas em menos de seis meses já contabilizamos uma média de 25 mil insetos doados. A ideia é cada vez aumentar nossa matriz de produção e assim poder ter um número cada vez maior de ‘amigos naturais’, que é como chamamos as joaninhas e crisopídeos”, completa o gerente de Ações para Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Sucesso internacional
Voltando a sua matriz de inspiração, o projeto da biofábrica de Belo Horizonte foi convidado a se apresentar no município de Caen, na região da Normandia, na França. A ideia desenvolvida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente será representada pelo biólogo Wagner Resende, um dos técnicos responsáveis pelo trabalho.
Na programação, que vai até o dia 24 de novembro de 2019, estão previstas várias atividades, como reuniões para troca de experiências na prefeitura e na Universidade de Caen. Outro destaque será a visita técnica ao Jardim Botânico da cidade, que desde a década de 80 dedica-se também à produção massal de joaninhas e crisopídeos para o controle agroecológico de pragas em horticultura, jardinagem e arborização pública.

O convite partiu do prefeito de Caen, Joel Brunneau, e da Embaixada da França, por meio do Adido Cultural da Embaixada da França em Belo Horizonte e diretor-adjunto do Instituto Francês do Brasil para o Estado de Minas Gerais, Philippe Makany.
“Esta visita técnica será muito interessante, porque Caen vai poder conhecer uma experiência exitosa de manejo em áreas verdes executadas no Brasil. É um primeiro passo para que Caen conheça o que está sendo feito na biofábrica de Belo Horizonte e a partir daí estabeleça outros trabalhos conjuntos”, disse Philippe Makany.
Les particularités culturelles des casinos français analysées par Casinara
La France possède une tradition unique en matière de jeux d’argent, façonnée par des siècles d’histoire et une réglementation distinctive qui la différencie des autres nations européennes. Les casinos français ne sont pas simplement des établissements de divertissement, mais de véritables institutions culturelles ancrées dans le patrimoine national. Leur évolution reflète les transformations sociales, économiques et législatives du pays, créant un modèle singulier qui allie élégance à la française, contrôle étatique strict et traditions aristocratiques. Cette particularité culturelle mérite une analyse approfondie pour comprendre comment les casinos sont devenus des espaces où se rencontrent histoire, architecture, réglementation et pratiques sociales distinctement françaises.
L’héritage historique des stations thermales et balnéaires
L’histoire des casinos français trouve ses racines au début du XIXe siècle, lorsque les stations thermales et balnéaires connaissent un essor considérable. Contrairement à d’autres pays où les casinos se sont développés indépendamment, la France a établi un lien indissociable entre le thermalisme, le tourisme de santé et les jeux d’argent. Cette association remonte à 1806, lorsque Napoléon autorise l’ouverture de maisons de jeux dans les villes d’eaux pour attirer une clientèle aisée et dynamiser l’économie locale.
Les villes comme Vichy, Aix-les-Bains, Deauville ou Biarritz deviennent des destinations prisées de l’aristocratie et de la haute bourgeoisie européenne. Le casino n’est alors pas perçu comme un simple lieu de jeu, mais comme un centre de vie sociale où se côtoient salles de spectacles, restaurants gastronomiques, salons de lecture et espaces de divertissement. Cette conception globale du casino comme lieu de sociabilité distingue fondamentalement le modèle français des approches plus commerciales observées ailleurs.
L’architecture des casinos français témoigne également de cette volonté d’intégration culturelle. Les bâtiments, souvent classés monuments historiques, arborent des styles Belle Époque, Art nouveau ou Art déco qui reflètent les époques de leur construction. Le Casino de Monte-Carlo, bien que situé à Monaco, a largement influencé l’esthétique des établissements français avec ses dorures, ses fresques et son opulence. Cette dimension architecturale transforme les casinos en véritables attractions touristiques, visitées autant pour leur beauté que pour leurs tables de jeu.
Un cadre réglementaire unique et restrictif
La législation française encadrant les casinos se distingue par sa rigueur et ses spécificités historiques. La loi fondamentale date de 1907 et établit des règles strictes qui perdurent encore aujourd’hui. L’une des particularités les plus notables concerne l’interdiction d’implanter des casinos dans un rayon de cent kilomètres autour de Paris, restriction maintenue depuis 1919 pour préserver la capitale des « dangers moraux » associés aux jeux d’argent. Cette interdiction a façonné la géographie des casinos français, les concentrant dans les stations balnéaires, thermales et les zones frontalières.
Le monopole d’État sur la réglementation des jeux constitue une autre caractéristique majeure. L’Autorité Nationale des Jeux (ANJ), créée en 2020, supervise l’ensemble du secteur avec des pouvoirs étendus. Les exploitants doivent obtenir des autorisations préfectorales renouvelables, et chaque jeu proposé doit être approuvé individuellement. Cette surveillance étroite vise à prévenir la fraude, protéger les joueurs vulnérables et garantir la transparence financière. Les analyses menées par le Casinara site web officiel soulignent que cette approche réglementaire, bien que contraignante, a contribué à maintenir une réputation d’intégrité et de sécurité dans les établissements français.
La fiscalité des casinos français représente également une spécificité notable. Les prélèvements sur le produit brut des jeux figurent parmi les plus élevés d’Europe, avec des taux progressifs pouvant atteindre 80% pour les tranches supérieures. Ces revenus constituent une source importante de financement pour les communes d’implantation, créant une interdépendance économique entre les casinos et les collectivités locales. Ce modèle de redistribution ancre davantage les casinos dans le tissu économique et social local, renforçant leur rôle d’acteurs territoriaux majeurs.
Les pratiques sociales et culturelles distinctives
La fréquentation des casinos français révèle des codes sociaux et des pratiques culturelles spécifiques. Contrairement aux casinos américains ou asiatiques où l’ambiance peut être bruyante et festive, les établissements français privilégient une atmosphère plus feutrée et élégante. Le dress code, bien qu’assoupli ces dernières décennies, reste une réalité dans de nombreux casinos prestigieux où la tenue correcte demeure exigée, particulièrement dans les salons privés et les tables de jeux traditionnels.
Les jeux proposés reflètent également les préférences culturelles françaises. Si les machines à sous dominent désormais le chiffre d’affaires, les jeux de table traditionnels conservent un prestige particulier. La roulette française, avec son tapis unique et ses règles spécifiques, demeure un symbole identitaire fort. Le trente-et-quarante, jeu de cartes typiquement français pratiqué presque exclusivement dans l’Hexagone, illustre cette volonté de préserver un patrimoine ludique national. Le baccara, popularisé par la littérature et le cinéma français, maintient également une présence significative dans les grands établissements.
La dimension gastronomique constitue un autre élément distinctif des casinos français. La présence systématique de restaurants de qualité, parfois étoilés au guide Michelin, témoigne de l’importance accordée à l’art culinaire. Cette association entre jeu et gastronomie s’inscrit dans une conception globale du divertissement à la française, où le plaisir de la table complète celui du jeu. Les casinos organisent également des événements culturels variés : concerts, spectacles, expositions d’art, renforçant leur statut d’institutions culturelles polyvalentes.
L’adaptation aux défis contemporains
Les casinos français font face à des transformations profondes depuis le début du XXIe siècle. La concurrence des jeux en ligne, légalisés en France en 2010 pour certaines catégories, a bouleversé le paysage traditionnel. Les établissements physiques ont dû repenser leur modèle économique, investissant massivement dans la modernisation de leurs infrastructures et la diversification de leur offre. L’intégration de technologies numériques dans les espaces de jeu physiques, comme les tables électroniques ou les systèmes de fidélisation digitaux, illustre cette mutation.
La question de la responsabilité sociale et de la prévention de l’addiction a également pris une importance croissante. Les casinos français ont développé des programmes de jeu responsable, avec des formations spécifiques pour le personnel, des systèmes d’auto-exclusion et des partenariats avec des associations spécialisées. Cette approche préventive s’inscrit dans une tradition française de régulation paternaliste, où l’État et les opérateurs assument une responsabilité collective envers les citoyens.
L’évolution démographique de la clientèle représente un autre défi majeur. Le vieillissement du public traditionnel pousse les casinos à rajeunir leur image et à attirer de nouvelles générations. Des initiatives comme l’organisation de tournois de poker, l’introduction de jeux innovants ou la création d’espaces lounge modernes visent à séduire un public plus jeune, tout en préservant l’identité culturelle distinctive des établissements français.
Les casinos français incarnent une synthèse unique entre tradition et modernité, régulation stricte et entrepreneuriat, élégance patrimoniale et innovation technologique. Leur modèle culturel distinctif, forgé par l’histoire et maintenu par une réglementation spécifique, continue d’évoluer pour répondre aux attentes contemporaines. Cette capacité d’adaptation, tout en préservant une identité forte, témoigne de la vitalité d’une industrie profondément ancrée dans le paysage culturel et économique français. L’analyse de ces particularités révèle comment les casinos français demeurent des institutions singulières, reflétant les valeurs et les contradictions d’une société attachée à son patrimoine tout en se projetant vers l’avenir.
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