Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Brasil no centro da economia circular: um caminho para o futuro sustentável
Por FUNVERDE – 17 de junho de 2025 – Pela primeira vez, o maior evento do mundo sobre economia circular aconteceu na América Latina — e o Brasil foi o país-sede.
De 13 a 16 de maio, o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, recebeu o World Circular Economy Forum 2025 (WCEF2025), reunindo especialistas, empresários, governos e representantes da sociedade civil de mais de 150 países para discutir um novo modelo econômico mais sustentável, inovador e inclusivo.
A economia circular propõe algo simples e poderoso: fazer mais com menos.
Isso significa reduzir o desperdício, reutilizar materiais, reciclar insumos e criar produtos que durem mais, tudo com o objetivo de preservar os recursos naturais, diminuir a poluição e gerar mais qualidade de vida para todos.
O evento reforçou que este modelo não é apenas ambientalmente correto, mas também economicamente vantajoso: estima-se que a economia circular possa movimentar até US$ 4,5 trilhões até 2030.
E o Brasil tem um enorme potencial para liderar essa transformação, graças à sua biodiversidade, capacidade produtiva e criatividade para encontrar soluções tropicais inovadoras.
Menos desperdício, mais valor
Segundo dados apresentados no evento, seis em cada dez empresas brasileiras já adotam práticas circulares, como reciclagem, reaproveitamento de matéria-prima e desenvolvimento de produtos mais duráveis.
Além de economizar, essas iniciativas melhoram a imagem das marcas e estimulam a inovação.
Mas ainda há muito a avançar.
Um dos grandes desafios é incluir o sistema financeiro nessa transição, apoiando modelos de negócios circulares e sustentáveis.
Também é preciso formar profissionais com novas habilidades — tanto técnicas quanto humanas — para colaborar, inovar e transformar.
Por isso, o evento também discutiu a importância de mudar a forma como ensinamos e quais valores transmitimos desde a escola.
Empatia, cooperação e pensamento sistêmico são pilares fundamentais de uma nova economia mais justa e regenerativa.
Planos e parcerias em ação
O Brasil deu um passo importante ao lançar, em maio, o Plano Nacional de Economia Circular, com metas e ações para os próximos 10 anos.
Essa iniciativa se soma a parcerias globais com outras regiões, como a União Europeia, América Latina e Caribe, e África, todas buscando formas de tornar a economia mais limpa e inteligente.
O fórum também celebrou boas práticas com o “Oscar da Circularidade”, premiando empresas que já fazem a diferença.
Um exemplo é a Energy Source, que inova na reciclagem e reaproveitamento de baterias de lítio, contribuindo para uma indústria mais verde e eficiente.
Outros projetos inspiradores vieram do setor florestal, da produção de etanol de segunda geração e até da indústria de cosméticos, que busca ingredientes naturais e sustentáveis.
Esses exemplos mostram que a circularidade é possível em todos os setores — basta vontade, criatividade e colaboração.
A força das comunidades
Uma das histórias mais emocionantes veio da Índia, com um projeto que envolve 6 milhões de agricultores em uma transição para práticas agroecológicas.
Com técnicas regenerativas simples, como o uso de esterco e melaço, eles aumentaram a produção e a renda, enquanto cuidam da terra e da saúde das pessoas.
Esse modelo comunitário mostra que, com apoio e troca de conhecimento, é possível transformar realidades locais e criar redes que fortalecem a bioeconomia.
O futuro é circular — e começa agora
Com tantos desafios ambientais, sociais e econômicos, a economia circular surge como um caminho concreto para garantir bem-estar, inovação e prosperidade.
O WCEF2025 mostrou que o Brasil tem tudo para ser um protagonista dessa nova era.
Aqui na FUNVERDE, acreditamos que cada ação conta — seja repensar como consumimos, incentivar a reciclagem ou apoiar soluções regenerativas.
A economia circular já começou, e todos podemos fazer parte dessa transformação.
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