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Buraco De Ozônio Na Antártida Fechou Após Atingir Recordes

Buraco de ozônio na Antártida fechou após atingir recordes

O buraco de ozônio na Antártida atingiu recordes no ano passado, mas fechou no final de dezembro de 2020 após uma temporada excepcional.

Especialistas dizem que os movimentos ocorreram devido às condições meteorológicas e à presença de substâncias que destroem a camada na atmosfera.

A Organização Meteorológica Mundial – OMM, explicou que o buraco de ozônio esse ano foi o mais duradouro e um dos maiores e mais profundos desde o início do monitoramento da camada de ozônio há 40 anos.  “Fenômeno foi um dos mais duradouros e profundos desde o início do monitoramento há 40 anos; camada de ozônio está no caminho da recuperação e deve atingir até 2060 os valores que tinha antes da década de 1980”.

ONU/Eskinder Debebe O buraco de ozônio na Antártida atingiu recordes no ano passado, mas fechou no final de dezembro após uma temporada excepcional

Foto: ONU/Eskinder Debebe

Causas

O buraco cresceu rapidamente a partir de meados de agosto de 2020 e atingiu o ponto máximo, em 20 de setembro de 2020, espalhando-se pela maior parte do continente da Antártida..

O fenômeno foi impulsionado por um vórtice polar forte e temperaturas muito frias na estratosfera.

Os mesmos fatores meteorológicos também contribuíram para o buraco recorde de ozônio no Ártico.

Em contraste, em 2019, o buraco tinha sido pequeno e de curta duração.

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Foto OMM/Gonzalo Javier Bertolotto Quintana

A chefe da Divisão de Pesquisa Ambiental Atmosférica da OMM, Oksana Tarasova, disse que uma “ação internacional contínua para fazer cumprir o Protocolo de Montreal sobre os produtos químicos que destroem a camada de ozônio” é necessária. Segundo ela, “ainda há substâncias danosas da camada de ozônio suficientes na atmosfera para causar a destruição da camada anualmente.”

Acompanhamento

A cada estação, o surgimento do buraco e sua evolução são monitorados por meio de satélites e uma série de estações terrestres. 

O Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem a camada de ozônio, de 1987, previa medidas para controlar a produção e o consumo global de produtos químicos prejudiciais à camada. 

Com base no desenvolvimento científico, o Protocolo definiu o controle de cerca de 100 produtos químicos de diversas categorias. 

Desde a sua proibição, a camada de ozônio tem se recuperado lentamente e os dados mostram uma tendência de diminuição da área do buraco de ozônio, que é sujeita a variações anuais.

A última avaliação da OMM, emitida em 2018, concluiu que a camada de ozônio está no caminho da recuperação. 

Até 2060, a atmosfera deve retornar aos valores do ozônio sobre a Antártida, no patamar anterior aos anos de 1980.

 

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