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Cessar pecuária não basta para recuperar o solo da Caatinga

Por FUNVERDE – 29 de abril de 2025 – Foto: Wanderlei Bieluczyk

Um estudo realizado no semiárido de Pernambuco, publicado no Journal of Environmental Management, revelou que apenas retirar o gado de áreas degradadas não é suficiente para restaurar o solo da Caatinga, mesmo após três anos.

Este bioma – Caatinga –  só existe no Brasil e enfrenta desafios como desertificação devido ao sobrepastejo, agricultura e extração de lenha.

O Impacto do Sobrepastejo

O sobrepastejo compacta o solo, reduz nutrientes como carbono e nitrogênio e prejudica a biodiversidade.

Segundo o pesquisador Wanderlei Bieluczyk, da USP, a conversão de florestas densas para pastagens degradadas causou perdas de até 14,7 toneladas de carbono por hectare, contribuindo para o aquecimento global.

A saúde do solo, essencial para reter água e sustentar a vida, caiu 18% nessas áreas.

Possíveis soluções para a Caatinga

Os pesquisadores recomendam práticas complementares para acelerar a recuperação:

  • Adubação verde: Plantio de leguminosas e gramíneas para enriquecer o solo com nutrientes e proteger contra erosão.
  • Plantio estratégico de árvores: Espécies de crescimento rápido criam sombra e favorecem a regeneração natural.
    Essas técnicas, já bem-sucedidas na Mata Atlântica, podem restaurar as funções do solo e preservar a Caatinga.

A Importância da Caatinga

Exclusiva do Brasil, a Caatinga abriga a maior floresta tropical sazonalmente seca do mundo.

Suas plantas adaptadas ao clima semiárido e sua rica biodiversidade estão ameaçadas por décadas de uso insustentável.

Proteger esse bioma exige manejo sustentável e políticas públicas.

Créditos: Pesquisa conduzida por USP, UFRPE, UFPE, Ufape e Instituto Nacional do Semiárido, com apoio da FAPESP. Foto: Wanderlei Bieluczyk.

funverde

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