Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Cessar pecuária não basta para recuperar o solo da Caatinga
Por FUNVERDE – 29 de abril de 2025 – Foto: Wanderlei Bieluczyk
Um estudo realizado no semiárido de Pernambuco, publicado no Journal of Environmental Management, revelou que apenas retirar o gado de áreas degradadas não é suficiente para restaurar o solo da Caatinga, mesmo após três anos.
Este bioma – Caatinga – só existe no Brasil e enfrenta desafios como desertificação devido ao sobrepastejo, agricultura e extração de lenha.
O Impacto do Sobrepastejo
O sobrepastejo compacta o solo, reduz nutrientes como carbono e nitrogênio e prejudica a biodiversidade.
Segundo o pesquisador Wanderlei Bieluczyk, da USP, a conversão de florestas densas para pastagens degradadas causou perdas de até 14,7 toneladas de carbono por hectare, contribuindo para o aquecimento global.
A saúde do solo, essencial para reter água e sustentar a vida, caiu 18% nessas áreas.
Possíveis soluções para a Caatinga
Os pesquisadores recomendam práticas complementares para acelerar a recuperação:
- Adubação verde: Plantio de leguminosas e gramíneas para enriquecer o solo com nutrientes e proteger contra erosão.
- Plantio estratégico de árvores: Espécies de crescimento rápido criam sombra e favorecem a regeneração natural.
Essas técnicas, já bem-sucedidas na Mata Atlântica, podem restaurar as funções do solo e preservar a Caatinga.
A Importância da Caatinga
Exclusiva do Brasil, a Caatinga abriga a maior floresta tropical sazonalmente seca do mundo.
Suas plantas adaptadas ao clima semiárido e sua rica biodiversidade estão ameaçadas por décadas de uso insustentável.
Proteger esse bioma exige manejo sustentável e políticas públicas.
Créditos: Pesquisa conduzida por USP, UFRPE, UFPE, Ufape e Instituto Nacional do Semiárido, com apoio da FAPESP. Foto: Wanderlei Bieluczyk.
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