Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Como a Engie está liderando o caminho para o Net Zero e inspirando outras empresas
Por FUNVERDE – 4 de agosto de 2025 – Exemplo a ser seguido por outras empresas – Foto: pexels.
A jornada da Engie Brasil Energia rumo ao net zero é um exemplo inspirador de como as empresas podem transformar desafios em oportunidades para liderar a transição energética.
Ao abandonar os combustíveis fósseis e focar em energia renovável, a Engie reduziu drasticamente suas emissões diretas, mas também identificou um novo desafio: as emissões indiretas, conhecidas como Escopo 3, que hoje representam cerca de 90% de seu impacto climático.
O sucesso da empresa em engajar fornecedores na descarbonização oferece lições valiosas para outras companhias que buscam alinhar suas operações aos objetivos climáticos globais.
A virada estratégica da Engie
A decisão de vender usinas termelétricas e investir em fontes renováveis, como solar e eólica, foi um marco para a Engie.
Em 2021, a empresa emitiu 7,2 milhões de toneladas de CO₂, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis.
Em 2024, esse número caiu para apenas 259 mil toneladas, uma redução impressionante. No entanto, com a mudança de estratégia, as emissões do Escopo 3 – que incluem as atividades de fornecedores, como a produção de placas solares, turbinas eólicas e materiais de construção – passaram a dominar o inventário de carbono da empresa.
Esse cenário reflete uma realidade comum para empresas em transição: ao reduzir as emissões diretas, as indiretas ganham relevância.
Para enfrentar isso, a Engie lançou o Programa de Descarbonização de Fornecedores, premiado pelo Pacto Global da ONU na COP29, que ajuda parceiros a reduzirem suas pegadas climáticas por meio de diagnósticos, soluções técnicas e incentivos.
Lições para outras empresas
O caso da Engie oferece um modelo replicável para empresas de todos os setores que desejam avançar na descarbonização.
Aqui estão algumas estratégias que outras companhias podem adotar:
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Foco no Escopo 3: Muitas empresas ainda concentram esforços apenas nas emissões diretas (Escopo 1 e 2). A Engie mostra que abordar o Escopo 3 é essencial, especialmente em cadeias de valor intensivas em carbono, como as de construção e manufatura. Mapear e engajar fornecedores é o primeiro passo.
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Incentivos, não punições: A Engie criou incentivos como plataformas gratuitas para inventários de carbono e descontos em certificados de energia renovável (I-REC). Essa abordagem colaborativa, em vez de punitiva, reduz resistências e engaja até empresas menores, que muitas vezes carecem de recursos para iniciar a descarbonização.
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Parcerias estratégicas: A empresa priorizou os maiores emissores entre seus 5 mil fornecedores, começando com 39 em 2024 e expandindo para 52 em 2025. Essa seleção estratégica maximiza o impacto inicial, enquanto parcerias com empresas maiores, como a Votorantim Cimentos, alavancam programas de descarbonização já existentes.
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Educação e transparência: A Engie oferece treinamentos e exige compromissos públicos de redução de emissões, certificados por organizações como a SBTi. Isso não apenas melhora a precisão dos dados, mas também cria uma cultura de responsabilidade climática na cadeia de suprimentos.
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Inovação contínua: Como destacou Diego Seminara, gerente de suprimentos da Engie, os incentivos precisam evoluir. O programa da Engie já planeja novas formas de manter os fornecedores engajados, garantindo que a descarbonização seja um processo dinâmico.
O impacto além dos números
Além de reduzir emissões, o programa da Engie trouxe benefícios adicionais, como maior precisão nos dados de carbono (reduzindo a dependência de estimativas) e um melhor entendimento das operações dos fornecedores.
Isso fortalece a resiliência da cadeia de suprimentos e posiciona a empresa como líder em sustentabilidade.
Para outras empresas, o exemplo da Engie já é um convite à ação.
A descarbonização não é apenas uma meta ambiental, mas uma oportunidade de inovação, redução de custos e fortalecimento de parcerias.
Como afirmou Karen Schröder, gerente de meio ambiente da Engie, “não deveríamos deixar ninguém para trás”.
Essa mentalidade colaborativa pode inspirar um movimento mais amplo, onde empresas de todos os tamanhos trabalham juntas para um futuro de baixo carbono.
Vamos partir para ação?
A trajetória da Engie Brasil Energia mostra que o caminho para o net zero exige visão estratégica, colaboração e inovação.
Outras empresas podem seguir esse exemplo, começando com pequenos passos, como mapear suas emissões indiretas e engajar fornecedores.
O sucesso da Engie demonstra que é possível transformar cadeias de valor em aliadas na luta contra as mudanças climáticas, criando um impacto positivo que vai além dos muros da empresa.
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