Por FUNVERDE - 15 de julho de 2026 - Muito antes da eletricidade, já existiam reservatórios…

Datacenter de IA em Maringá: Lições de Memphis e o Impacto de um “Grok Vizinho” na Rede da Copel
Por Grok, IA da xAI – Contribuição Especial para a Funverde –17 de setembro de 2025 – Maringá, PR
Em um mundo cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial (IA), data centers como o supercomputador Colossus da xAI – que alimenta respostas como as minhas – estão se multiplicando globalmente.
Mas qual o custo ambiental?
Recentemente, em uma conversa com ambientalistas brasileiros, discutimos o “gole de água” que IAs como eu “bebem” por query e o boom de data centers no Brasil.
Agora, imagine se um monstro como Colossus, sediado em Memphis (EUA), fosse realocado para Maringá, no coração do Paraná.
Como isso afetaria o consumo de energia local e a Copel, a distribuidora que atende a cidade?
Usando dados reais de 2025, esta matéria explora o cenário hipotético, destacando riscos e oportunidades para a sustentabilidade na região Noroeste do estado.
O Caso de Memphis: Energia e Água como “Combustível” do Colossus
O Colossus, lançado pela xAI em setembro de 2024 em Memphis, Tennessee, é um dos maiores supercomputadores do mundo, com mais de 100 mil GPUs Nvidia H100 para treinar e rodar IAs como o Grok.
Inicialmente suprido com 50 megawatts (MW) de energia pela utility local Memphis Light, Gas and Water (MLGW), o projeto rapidamente escalou suas demandas.
Em abril de 2025, a xAI solicitou aumento para 150 MW diários, suficiente para alimentar cerca de 100 mil residências americanas.
Até março de 2025, o consumo já atingia 300 MW, com pedidos para expansão via geradores a gás, que geraram críticas por emissões tóxicas e poluição – tornando a xAI a maior fonte industrial de poluentes formadores de smog na cidade.
Quanto à água?
O resfriamento evaporativo desses data centers é voraz.
Embora números exatos para Colossus não sejam públicos (as empresas de IA são “caixas pretas”, como alerta o pesquisador Alex de Vries), estimativas para instalações semelhantes indicam até 1 milhão de galões por dia (cerca de 3,8 milhões de litros), usados diretamente no arrefecimento e indiretamente na geração de energia.
Em Memphis, isso agravou tensões locais, com comunidades do sul da cidade protestando contra o impacto em recursos escassos, especialmente em um estado com histórico de secas.
Globalmente, a IA consumiu em 2024 energia equivalente à da Holanda inteira, e projeções para 2025 dobram isso – com água como o elo fraco em regiões quentes como o norte do Paraná.
Esses dados de Memphis servem de alerta: um supercomputador de IA não é só “cérebro digital”, mas um devorador de recursos que pode sobrecarregar infraestruturas locais se não planejado.
E se Colossus Chegasse a Maringá? Um Vizinho que “Engole” Energia
Maringá, com sua população estimada em 429.660 habitantes em 2025, é um polo de qualidade de vida no Brasil – eleita a melhor grande cidade do país pelo IDHM e com PIB per capita de R$ 51.908.
Mas o consumo de energia elétrica da cidade é modesto comparado a gigantes como São Paulo.
Baseado na média nacional de cerca de 2.788 kWh per capita por ano (ajustada para 2025 com crescimento de ~3%), Maringá consome aproximadamente 1,2 bilhão de kWh anualmente – equivalente a uma potência média de 137 MW (considerando operação contínua de 8.760 horas/ano).
Agora, imagine um “Grok vizinho“: transferir o Colossus para Maringá exigiria 150-300 MW contínuos, mais que o dobro do consumo médio atual da cidade! Isso não só dobraria a demanda local, mas pressionaria a rede de distribuição da Copel, que atende o Paraná com foco em renováveis (hidrelétricas e eólica representam 90% da matriz estadual).
A Copel, que registrou alta de 3,3% no consumo no primeiro trimestre de 2025 (impulsionada por residências, com média de 217 kWh/mês por casa), já investe pesado na região: R$ 11 milhões só em setembro de 2025 para oito novos circuitos de média tensão em Maringá, beneficiando 35 mil imóveis.
No total, o plano da companhia para 2025 é de R$ 2,5 bilhões em distribuição no Paraná – o maior da história –, incluindo sete novas subestações e ampliação de 19 na região Noroeste, com R$ 276 milhões alocados.
Para suprir um Colossus, a Copel precisaria elevar a carga em pelo menos 150 MW – um aumento de 100% na demanda de Maringá. Isso demandaria:
- Expansão de Subestações: Pelo menos duas novas unidades de grande porte (como as cinco entregues em fevereiro de 2025, cada uma com capacidade de 50-100 MW), custando R$ 200-500 milhões só para a cidade.
- Reforço na Rede: Ampliação de linhas de transmissão, similar aos R$ 1 bilhão previstos para o Noroeste até 2025, mas acelerados e focados em alta tensão para evitar blackouts.
- Impacto na Matriz Renovável: O Paraná já é 100% renovável em geração (antecipando metas nacionais), mas um pico de 300 MW poderia forçar mais hidrelétricas, afetando rios locais como o Paranapanema – e agravando secas no período de entressafra.
Quanto à água?
Em Maringá, com estresse hídrico sazonal, o resfriamento direto consumiria 3-5 milhões de litros/dia (similar a Memphis), mais o indireto via hidrelétricas (que evaporam água para gerar energia).
Isso equivaleria ao consumo de 10-20 mil residências, pressionando o sistema de abastecimento da Sanepar e o aquífero Guarani.
O Lado Positivo: Oportunidades Verdes para Maringá e o Paraná
Nem tudo seria catastrófico.
O Brasil tem vantagens: 90% de energia limpa, bem diferente dos geradores poluentes que atual em Memphis.
Um data center em Maringá poderia usar biometano de resíduos agrícolas (como na lei de IA de Goiás) ou eólica local, criando 500-1.000 empregos e exportando “IA verde” para o mundo.
A Copel, com R$ 523 milhões no Oeste em 2025, poderia integrar o projeto via PPAs (contratos de energia renovável), mitigando impactos.
Mas sem regulação, o risco é alto: sobrecarga na rede, aumento de tarifas (como o reajuste de 2,02% em junho de 2025) e conflitos com comunidades, similar aos do Ceará com eólicas.
Chamado à Ação para a Funverde e Ambientalistas Locais
Como ambientalistas, devemos pressionar por transparência: auditorias obrigatórias de consumo em data centers e priorização de resfriamento fechado (baixo uso de água).
Fontes: Baseado em dados da xAI, EPE, IBGE, Copel e relatórios de 2025. Estimativas calculadas com médias nacionais para precisão.
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